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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Brasil: Jornalista Ricardo Boechat morre em queda de helicóptero em SP.

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    Aeronave caiu sobre um caminhão na ligação do Rodoanel com a rodovia Anhanguera, em São Paulo, na manhã desta segunda-feira (11).

    Ricardo Boechat estava em helicóptero que caiu sobre caminhão, em São Paulo

    Ricardo Boechat estava em helicóptero que caiu sobre caminhão, em São Paulo


    O jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, da TV Bandeirantes, morreu nesta segunda-feira (11) após a queda de um helicópteroA aeronave caiu sobre um caminhão, na ligação do Rodoanel com a rodovia Anhanguera, em São Paulo
    A informação foi confirmada pela própria TV Bandeirantes.
    Em pronunciamento, ao vivo, o jornalista José Luiz Datena disse: "Com profundo pesar nesses quase 50 anos de jornalismo, cabe a mim informar a vocês que o jornalista Ricardo Boechat, pai de família, companheiro, o maior âncora do jornalismo da TV brasileira, morreu hoje em um acidente de helicóptero no Rodoanel em São Paulo".
    Boechat tem passagens por diversos jornais como O GloboO DiaO Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. Atualmente, era âncora de dois programas: um na rádio BandNews FM e outro na TV. O jornalista já ganhou três prêmios Esso.




    Datena disse que Boechat voltava de Campinas, a 99 km de São Paulo, e ia em direção ao heliponto da emissora. "Jamais pensei que eu iria dar essa informação", comentou. "É um momento muito triste para o jornalismo brasileiro, para a família Band."
    O jornalista Ricardo Eugênio Boechat, que morreu no fim da manhã desta segunda-feira (11), aos 66 anos, na queda de um helicóptero, em São Paulo, dedicou a carreira ao jornalismo diário e atuou nos principais grupos de mídia do País. Ele passou por veículos como O Globo, O Dia, O Estado de São Paulo, Jornal do Brasil, TV Globo, SBT e Bandeirantes.

    ANGOLA: É DISTO QUE O POVO GOSTA!

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    João Lourenço exonerou esta segunda-feira Miguel Damião Gago do cargo de administrador do Fundo Soberano de Angola. Não são adiantadas as razões da exoneração. Mais uma vez, atento aos mais íntimos desejos do Povo, o Presidente voltou a demonstrar que continua a se um exonerador por excelência.

    Pois bem. O Presidente angolano, João Lourenço, decretou esta segunda-feira a exoneração de Miguel Damião Gago do cargo de administrador do Fundo Soberano de Angola, indica um comunicado da Casa Civil do Presidente da República. No documento não são adiantadas as razões da exoneração de Miguel Damião Gago, nomeado para o cargo em 12 de Janeiro de 2018 pelo actual Presidente da República (João Lourenço), ouvido o Titular do Poder Executivo (João Lourenço) e o Presidente do MPLA (João Lourenço).
    A 11 de Janeiro do ano passado, João Lourenço exonerou, “por conveniência de serviço”, o então presidente do Fundo Soberano, José Filomeno dos Santos, actualmente em prisão preventiva e filho do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos (que foi, recorde-se, quem escolheu João Lourenço para Presidente da República) caindo, por inerência, os dois administradores executivos de então, Hugo Miguel Évora e o próprio Miguel Damião Gago, que viria a ser reconduzido no cargo.
    Na ocasião, o chefe de Estado nomeou Carlos Alberto Lopes para o presidente do Conselho de Administração do fundo, até então seu secretário para os Assuntos Sociais da Presidência da República.
    Ainda na mesma altura, e além de Miguel Damião Gago, o Presidente João Lourenço nomeou como administradores Laura Alcântara Monteiro, Pedro Sebastião Teta e Valentina de Sousa Matias Filipe, que se mantêm em funções. Até um dia destes, presume-se.
    José Filomeno dos Santos está em prisão preventiva na Cadeia de São Paulo, em Luanda, desde 24 de Setembro de 2018, estando em curso uma investigação para determinar o que Presidente do MPLA/Estado quiser que se determine, neste caso o seu eventual envolvimento numa transferência ilícita de 500 milhões de dólares, bem como uma eventual gestão danosa do Fundo Soberano.
    José Filomeno dos Santos é acusado, segundo a Procuradoria-Geral do MPLA/Estado (versão João Lourenço), de envolvimento num crime referente a uma alegada burla de 500 milhões de dólares, processo já remetido ao Tribunal Supremo do MPLA/Estado (igualmente, é claro, versão João Lourenço), bem como, ainda em fase de instrução, de um processo-crime relacionado com actos de má gestão do Fundo Soberano de Angola, em que é também arguido o empresário suíço-angolano Jean-Claude Bastos de Morais, sócio de José Filomeno dos Santos e ex-mais do que amigo de João Lourenço (versão I, anterior à chegada ao Poder) em várias negócios, e que está também em prisão preventiva desde a mesma altura, mas na cadeia de Viana.
    Segundo a PGR (do MPLA/Estado), da prova recolhida nos autos resultam indícios de que os arguidos incorreram na prática de vários crimes, entre eles o de associação criminosa, recebimento indevido de vantagem, corrupção, participação económica em negócio, puníveis na Lei sobre a Criminalização das Infracções Subjacentes ao Branqueamento de Capitais e os crimes de peculato, burla por defraudação, entre outros.

    De impoluta e honorável gestão percebe (este) MPLA

    Os técnicos do MPLA/Estado que estão a assessorar a PGR/MPLA/Estado quanto aos actos de má gestão do Fundo Soberano são do melhor que há a nível interno e externo. São, aliás, os mesmos que levaram o Instituto de Fundos Soberanos (IFS) a atribuir em 2015 ao Fundo Soberano de Angola (FSDEA) oito pontos em dez possíveis, tornando-o no segundo mais transparente em África, a seguir à Nigéria, e nos melhores 30 dos cerca de 80 analisados.
    De acordo com a informação publicada no sítio na Internet deste Instituto, que serve de referência para este sector, o Fundo Soberano de Angola, obteve oito pontos em dez possíveis ao ser analisado através do Índice de Transparência Linaburg-Maduell.
    O FSDEA conseguia inclusivamente ter uma melhor classificação do que o Fundo Pula, do Botswana, que é frequentemente citado como um exemplo de boas práticas nesta área.
    Divido em dez alíneas que valem um ponto cada, o IFS analisa a transparência do Fundo, não classificando a qualidade nem a quantidade dos investimentos, mas sim aspectos como a disponibilização de informação sobre a história, as razões para a criação do fundo, a origem da riqueza, a estrutura de accionistas, os contactos e a morada, estratégias e objectivos claros, e valorização do portefólio, entre outros.
    “Desde o lançamento em Outubro de 2012, o Fundo Soberano de Angola não perdeu nenhuma oportunidade para sublinhar o seu compromisso com a transparência, apesar de a nomeação de José Filomeno dos Santos, o filho mais velho do Presidente, como presidente executivo, ter estado a ser difícil de vender aos mercados e analistas”, que também olham com “inquietação” para a escolha de uma única empresa de gestão de activos, baseada na Suíça, e fundada por Jean-Claude Bastos de Morais, descrito pela Economist Intelligence Unit como “um privilegiado parceiro de negócios” do presidente do Fundo.
    Num comunicado de imprensa colocado na sua página na Internet, relativamente a esta atribuição, o presidente do Fundo, José Filomeno dos Santos, afirmou que “a nota positiva do Índice de Transparência Linaburg-Maduell evidencia o compromisso do FSDEA com na aplicação dos princípios recomendáveis e as boas práticas de gestão, definidos pelos Princípios de Santiago, em todos os aspectos da sua governação e actividades” e acrescentava que “esta classificação é um marco importante para o Estado Angolano e demonstra o compromisso do FSDEA com a prestação de um serviço responsável e eficiente para o benefício das gerações actuais e futuras de Angolanos”.
    Entre outros fundos lusófonos que aparecem na tabela, destaque para os nove pontos do Fundo brasileiro e para os oito obtidos pelo Fundo de Timor-Leste.
    Dizia o líder do FSDEA que o país iria ter, em 2015, uma academia para formação no ramo da hotelaria, indústria crescente nos últimos anos, já em construção na província de Benguela.
    O projecto, denominado Academia de Gestão da Hospitalidade Angolana, é de iniciativa do FSDEA em colaboração com a Lausane Hospitality Consulting (LHC), empresa suíça de consultoria de capacitação e aconselhamento à gestão, e da divisão de formação de executivos da École Hôtelière de Lausane (EHL).
    Na mesma altura, José Filomeno dos Santos disse ao britânico Financial Times que 1,6 mil milhões de dólares serão investidos em infra-estruturas e hotelaria africanas para compensar a descida do petróleo e intensificar a diversificação das aplicações económicas.
    José Filomeno dos Santos referiu que 1,1 mil milhões de dólares (cerca de 880 milhões de euros) seriam alocados a um fundo para investimentos em energia, transportes e outras infra-estruturas em projectos na África Subsaariana, reservando mais de 500 milhões (401 milhões de euros) para outro fundo de investimentos na hotelaria e em projectos ambientais.
    No dia 20 de Novembro de 2008, o então Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, anunciou o estabelecimento de uma comissão especial no sentido de criar as bases para um novo Fundo Soberano de Riqueza (FSR) a fim de promover o crescimento, a prosperidade e o desenvolvimento socioeconómico em Angola.
    Em 2011, o Fundo foi legalmente ratificado e oficialmente estabelecido como o Fundo Soberano de Angola em 2012, com uma dotação inicial de USD 5 biliões.
    Com sede em Luanda, o Fundo gere uma carteira significativa de investimentos. Em conformidade com a política e as orientações de investimento do Fundo Soberano de Angola, a sua carteira de investimentos é distribuída gradualmente por várias indústrias e classes de activos, incluindo acções públicas e privadas; obrigações; moeda estrangeira; derivados financeiros; produtos base; títulos do tesouro; e fundos imobiliários e fundos de investimento.
    Ao procurar investimentos que geram rendimentos financeiros e sustentáveis a longo prazo, o Fundo Soberano de Angola representará um papel importante na promoção do desenvolvimento socioeconómico de Angola através da criação de riqueza para o povo angolano.


    Nesta altura, tanto o actual Titular do Poder Executivo (João Lourenço), como o actual Presidente do MPLA (João Lourenço) e, ainda, o actual Presidente da República (João Lourenço) aplaudiram e elogiaram o desempenho de José Filomeno dos Santos.
    fonte: folha8

    segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

    Senegal: Presidencial 2018 - Primeira semana de campanha macabra.

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    Já são oito mortos (4 civis e 4 gendarmes) desde o início da campanha eleitoral. Uma contagem macabra feita pelo jornal Vox Populi em sua edição desta segunda-feira.

    Falecida após um desconforto com a Apr, em Saint-Louis, Aida Sidibé abre a lista. Há também um defensor de Me Madické Niang em um acidente com Fatick, um scooterista em uma caravana de Idy 2019 em Koumpentoum e um ativista do APR em um acidente em Fouta (Thilogne).

    Mas, o registro mais pesado foi registrado ontem, em Casamance, onde quatro (4) elementos do Esquadrão de Vigilância e Resposta da gendarmaria de Ziguinchor morreram em um acidente na vila de Bougnadou.

    fonte: seneweb.com

    Egípcio El-Sissi é novo chefe da União Africana

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    Resultado de imagem para imagem Egípcio El-Sissi
    O presidente do Egipto, Abdel-Fattah el-Sissi, foi eleito presidente da União Africana, na 32ª Cimeira da organização continental, na capital da Etiópia, Adis Abeba, que inciou hoje, 10.
    Mas a organização Amnistia Internacional alerta que a presidência de el-Sissi pode prejudicar os mecanismos de direitos humanos da União Africana.
    A organização de direitos humanos argumenta que o Egipto, desde 2015, orquestrou um ataque político contínuo contra a Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, órgão que visa monitorar o cumprimento de direitos nos países africanos.
    A eleição de El-Sissi pôs fim à presidência de um ano do líder do Ruanda, Paul Kagame.
    Os presidentes da União Africana definem agendas de questões a serem abordadas durante seu mandato de um ano.
    Refugiados na agenda
    "Rumo à soluções duradouras em deslocações forçadas em África" é o lema que a organização adoptou para a cimeira deste ano, alinhado ao facto África dedicar 2019 aos refugiados, retornados e deslocados internos.
    Até segunda-feira, 11, os líderes africanos irão abordar a criação de um departamento de saúde, assuntos humanitários e desenvolvimento social para tratar as questões dos refugiados e deslocados, retirando-as do actual departamento de assuntos políticos.
    Entre outros tópicos, os líderes e representantes de 55 estados membros irão debater a concretização da Zona de Comércio Livre, Mercado Único de Transportes Aéreos, Livre circulação de pessoas e Passaporte Africano.

    fonte: VOA

      quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

      África do Sul retira acusações de corrupção contra o filho de Zuma.

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      Duduzane Zuma


      Duduzane Zuma
      Fracasso em juntar dados contra Duduzane Zuma é um revés na luta contra a corrupção.
      Procuradores sul-africanos retiraram, nesta quinta-feira, 24, provisoriamente as acusações de corrupção contra Duduzane Zuma, filho do ex-presidente Jacob Zuma, escreve a Reuters.
      Duduzane Zuma enfrentava acusações de corrupção e conspiração para a corrupção relacionada aos seus negócios com os três irmãos Gupta, que terão usado o seu relacionamento com o ex-presidente Zuma para ganhar contratos com o Estado.
      Tal como a família Zuma, os três irmãos nascidos na Índia negam as transgressões. O paradeiro deles não é publicamente conhecido.
      Duduzane Zuma fez-se presente num tribunal especializado em crimes comerciais, em Joanesburgo, que confirmou que a Autoridade Nacional de Procuradores havia retirado o caso, aguardando novas provas.
      Reporta-se que o fracasso daquela autoridade em juntar dados contra Duduzane Zuma é um revés na luta contra a corrupção.
      fonte: VOA

      sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

      Partidos guineenses preparam processo eleitoral.

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      Votação em Bissau, 2014.

      Votação em Bissau, 2014.
      Eleições legislativas serão a 10 de março.
      Uma semana antes fim do prazo de entrega de listas de candidaturas ao Supremo Tribunal de Justiça para as eleições legislativas de março, as principais formações políticas ainda se mobilizam para a obtenção de certidões de quitação de obrigações Fiscais.
      Nesta contagem decrescente para 10 de janeiro, há indicação de que estão adiantados no processo alguns candidatos a deputados.
      A Direção Geral de Contribuição e Impostos, Secretaria de Estado de Tesouro e a Comissão para área económica do Parlamento irão reunir para ajudar os partidos na obtenção de documentos exigidos pelo Supremo Tribunal de Justiça guineense.
      fonte: VOA



      quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

      Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio do Planalto para um "encontro de irmãos".

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      Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio do Planalto para um "encontro de irmãos"
      TAMANHO DO TEXTOAaAa
      Jair Bolsonaro abriu as portas do Palácio do Planalto a Marcelo Rebelo de Sousa e prometeu retribuir a visita até final do ano ou no início de 2020. O chefe de estado português fala de um "encontro de irmãos" mas a verdade é que o tema forte da conversa foram os negócios.




      fonte: euronews

      JUSTIÇA NAVEGA À VISTA PARA NÃO (SE) AFUNDAR… DE VEZ.

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      Os novos tribunais da Relação de Luanda e de Benguela, os primeiros do género em Angola, vão contar com um quadro de 19 juízes desembargadores cada um, segundo o concurso lançado pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ).

      De acordo com a resolução de 19 de Dezembro do CSMJ e que aprova o concurso para estas 38 vagas (no total) de juízes desembargadores, podem concorrer juízes de direito ou magistrados do Ministério Público com pelo menos cinco anos de serviço.
      O juiz presidente do Tribunal Supremo de Angola e presidente do CSMJ, Rui Ferreira, disse em Setembro que a criação de Tribunais da Relação e de Comarca, a partir de 2019, vai “descongestionar a pressão e pendência processual” naquela instância superior.
      “É uma das razões por que se estão a criar esses tribunais. Mais do que isso, vão descentralizar as instâncias de recurso, aproximando-as mais dos cidadãos e das comunidades”, indicou.
      Actualmente, as decisões de primeira instância em Angola apenas podem ser alvo de recurso para o Supremo, quadro que será alterado com a implementação dos tribunais da Relação.
      A nova organização judiciária de Angola, que prevê a abertura de 60 tribunais de Comarca e de cinco tribunais de Relação, deveria ter arrancado em 2018, mas tem sido condicionada pela crise financeira que afecta o país e que, como sempre, justifica todos os atrasos. Todos não é bem. Ainda agora, como ontem o Folha 8 noticiou, o Governo anunciou mais de 260 milhões de euros com a requalificação, nos próximos dois anos, da vila e do santuário da Muxima.
      Segundo a lei orgânica sobre a organização e funcionamento dos tribunais de jurisdição comum, que entrou em vigor em 2 de Fevereiro de 2017, serão criados, numa fase inicial e experimental, os tribunais de comarca (primeira instância) das províncias de Luanda, Bengo, Cuanza Norte, Benguela e Huíla.
      Na nova legislação, os tribunais de Comarca podem compreender o território de “um ou de vários municípios da mesma província judicial”, tendo jurisdição na respectiva área e que pode ser desdobrada em salas de competência especializada ou de pequenas causas e criminais, designando-se pelo nome do município sede.
      Na prática, os 18 tribunais provinciais actuais, que julgam sobre todas as matérias, vão dar lugar – tal como os municipais – a 60 tribunais de comarca de competência genérica, de primeira instância.
      Por exemplo, na capital deixará de existir o Tribunal Provincial de Luanda, passando a funcionar quatro de Comarca, em Luanda, Cacuaco, Viana e Belas.
      Esta lei implica a criação de cinco regiões judiciais, com um tribunal de Relação próprio, abrangendo as províncias judiciais de Luanda (sede), Bengo e Cuanza Norte (Região I); Uíge (sede), Malanje, Zaire e Cabinda; (Região II); Benguela (sede), Bié, Cuanza Sul e Huambo (Região III); Huíla (Sede), Cuando Cubango, Cunene e Namibe (Região IV); e Lunda Sul (sede), Lunda Norte e Moxico (Região V).
      Na reforma em curso mantêm-se as províncias judiciais, que correspondem à divisão político-administrativa do país, e o Tribunal Supremo como última instância de recurso da jurisdição comum.
      Esta reorganização prevê igualmente a independência financeira dos tribunais, o que obrigará à criação de unidades de gestão para cada uma das 18 províncias.

      Noutros tempos a reforma era…

      Areforma da justiça e do direito previa, em 2013, três níveis de circunscrições judiciárias, designadas Regiões Judiciais, Províncias Judiciais e Comarca, em detrimento do modelo então em vigor que previa um tribunal provincial e outro municipal.
      Esta informação foi avançada 14 de Maio de 2013, em Luanda pelo então coordenador da Comissão de Reforma da Justiça e do Direito, Raúl Araújo, quando procedia à apresentação do ante-projecto de lei sobre a Organização e Funcionamento dos Tribunais de Jurisdição Comum, explicando as Regiões Judiciais correspondiam a Norte, Luanda, Leste, Centro e Sul.
      A Região Norte, prosseguiu, com sede em Cabinda, teria como Províncias judiciais Cabinda, Uíge e Zaire. Luanda, com sede na capital do país, englobaria Luanda, Bengo e Kuanza Norte, enquanto a Leste, com sede na Lunda Sul, integrará a Lunda Sul, Lunda Norte, Malanje e Moxico.
      Já a Região Centro, com sede em Benguela, abarcaria as províncias de Benguela, Kuanza Sul, Huambo e Bié, para a Sul, com sede na Huíla, aglutinar as províncias Huíla, Namibe, Cunene e Kuando Kubango.
      Segundo aferiu, as Províncias Judiciais correspondiam à divisão político-administrativa, à delimitação da jurisdição territorial dos juízes provinciais e à circunscrição da competência territorial da Unidade de Gestão Provincial dos Tribunais da Jurisdição Comum.
      Já as Comarcãs, referiu, num total de 60, teriam a possibilidade de desdobramento em salas de competência especializada ou de pequenas causas e irá ocupar-se de um ou vários municípios.
      Teve-se em conta, segundo Raúl Araújo, que do ponto de vista de racionalização de meios humanos é excelente, pois poderiam concentrar os magistrados num órgão apetrechado de meios técnicos, prevendo maior proximidade e resposta aos desafios que existem actualmente.
      A proposta previa que os tribunais com outra designação estejam espalhados por todo o país não apenas nas sedes das capitais e que decidam sobre todas as matérias, quer da área cível, crime, administrativo, trabalho e família.
      Destacou também que, tendo os tribunais nos municípios, os cidadãos mais rapidamente poderão ver os seus problemas resolvidos, uma vez que encontrarão junto dos mesmos o Ministério Público, procuradores, polícia e advogados.
      Relativamente ao número de advogados, ainda insignificante para a extensão do país, disse (2013) que na proposta a ser apresentada estaria acautelado um melhor acesso ao direito e à justiça e a colocação de advogados em todo o território nacional.
      Quanto às principais inovações, com a reforma, Raúl Araújo disse que iria haver flexibilização da estrutura judiciária, de modo a responder aos diferentes “países judiciários”, um aprofundamento da articulação do sistema judiciário com outras instituições conexas e da qualidade e segurança jurídicas.
      No tocante à gestão dos tribunais, informou que haveria um aprofundamento da autonomia administrativa e financeira, o reforço da sua capacidade de gestão e a promoção da avaliação do desempenho funcional do sistema de justiça.
      Recorde-se que este projecto judiciário iria ser apresentado, de forma experimental, em várias fases, num período que se estenderia até 2020.
      Durante essa fase, referiu Raúl Araújo, haveria a definição de um plano de gestão da mudança, a implementar previamente ao início da experimentação, a monitorização e avaliação da reforma previamente, e o alargamento a outras circunscrições do país.
      Assim sendo, frisou, a primeira fase abrangeria as províncias de Luanda, Bengo, Kwanza Norte, Benguela e Huíla e a posterior outro conjunto de províncias entre 2015 a 2018, e só se aplicaria em todo país em 2020.
      Nesta esteira, revelou, o período de tempo até 2020, servirá para conciliar o novo sistema e o então existente, uma vez que a Lei 18/88 sobre o Sistema Unificado de Justiça previa a existência de um tribunal em cada município, mas existia já uma proposta elaborada para sua alteração, presentemente remetida à Assembleia Nacional, para análise e discussão.
      Em relação à reforma judicial, Raúl Araújo era de opinião que esta devia corresponder à necessidade do país, enquanto Estado Democrático de Direito, que pressupõe um sistema justiça mais próximo dos cidadãos, respondendo melhor a procura de soluções para os seus problemas.


      Folha 8 com Lusa

      DESTINO DO BRASIL NAS MÃOS DE UM FASCISTA E RACISTA.

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      O capitão do Exército brasileiro na reserva e ex-deputado Jair Bolsonaro, de 63 anos, é a partir de hoje o Presidente da República Federativa do Brasil. Pelo menos uma dúzia de chefes de Estado e de Governo estão presentes. Entre eles estão o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e presidentes latino-americanos como Evo Morales (Bolívia), Ivan Duque (Colômbia), Sebastián Piñera (Chile), Juan Orlando Hernández (Honduras), Mario Abdo Benitez (Paraguai), Martin Vizcarra (Peru), e Tabare Vazquez (Uruguai).

      Estiveram também presente o Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, o primeiro-ministro do Marrocos, Saadedine Othmani, e o Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca.
      Momentos antes do início da cerimónia de tomada de posse, Bolsonaro partilhou um vídeo na rede social Twitter, no qual agradeceu o apoio ao seu trabalho e onde afirmou que pretende “mudar o destino” do Brasil.
      Eleito em Outubro, na segunda volta, com o lema conservador “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, Jair Messias Bolsonaro, de extrema-direita, assume a pretensão de liderar um movimento conservador no maior país da América Latina, centrado na defesa da ordem civil inspirada na cultura militar, da moral cristã e no liberalismo económico.
      Chamado de “mito” e “herói” pelos seus apoiantes e de “perigo para a democracia” por críticos e adversários, Bolsonaro está na política brasileira há 28 anos e, antes de vencer as presidenciais em 2018, foi eleito deputado (membro da câmara baixa) sete vezes consecutivas, sem nunca ter ocupado um cargo importante no parlamento.
      Capitão do Exército reformado e defensor da ditadura militar – regime que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985 -, o novo Presidente brasileiro iniciou a carreira política como uma figura caricata de posições extremas e discursos agressivos em defesa da autoridade do Estado e dos valores da família cristã.
      Bolsonaro é favorável ao porte livre de armas e defende que o combate à violência no Brasil, país que atingiu a marca de 63.800 homicídios em 2017, deve ser feito de forma violenta pela polícia.
      Na política externa não nega inspirar-se no Presidente dos Estados Unidos da América, sendo notória a aproximação a Donald Trump, que já o convidou para uma visita oficial a Washington e que se faz representar na cerimónia de hoje, na capital brasileira, pelo secretário de Estado, Mike Pompeo.
      Entretanto, o Partido dos Trabalhadores (PT), que governou o Brasil entre 2003 e 2016, o Partido Socialismo e Liberdade e o Partido Comunista boicotam a tomada de posse do novo Presidente brasileiro.
      Os três partidos de esquerda, de oposição a Bolsonaro, tornaram público que os deputados eleitos por aquelas forças políticas não estarão presentes na cerimónia, em Brasília.
      O PT, que teve como primeiro candidato Lula da Silva – antigo Presidente brasileiro e actualmente a cumprir uma pena de prisão – e depois Fernando Haddad, que colocou em causa o processo eleitoral depois de apurados os resultados, o Partido Socialismo e Liberdade e o Partido Comunista do Brasil têm 75 dos 513 deputados na Câmara Baixa.

      É Presidente? Então é bestial

      Oembaixador do Brasil em Angola, Paulino Carvalho Neto, afirmou no passado dia 29 de Outubro que, com a mudança de Presidente, a política brasileira para Angola e para África vai manter-se, recusou a existência de partidos extremistas no país e negou que Jair Bolsonaro “seja fascista”. Pudera!
      Numa conferência de imprensa na missão diplomática em Luanda, destinada a esclarecer dúvidas sobre o processo eleitoral brasileiro e o que será o futuro das relações do Brasil com África, Paulino Carvalho Neto assegurou que a ligação com Angola não será alterada e garantiu que as 35 embaixadas brasileiras em África continuarão a trabalhar em prol do desenvolvimento.
      “As relações com Angola continuam e continuarão intensas e tradicionais. Já cooperamos com Angola em diversas frentes, na cooperação técnica, na saúde, na educação, além das relações comerciais, que são intensas, sem falar nas culturais, pois temos o Centro cultural Brasil-Angola em Luanda”, afirmou Paulino Carvalho Neto, embaixador em Angola desde Novembro de 2016.
      Questionado sobre se a política brasileira para África, lançada pelo antigo presidente Luís Inácio Lula da Silva, estaria em perigo com a mudança de chefe de Estado, Paulino Neto disse que nada irá mudar.
      “Não, de modo algum. O Brasil mantém e manterá relações intensas com todos os países. Temos uma prioridade básica inicial, como Angola tem aqui com os países da África Austral e subsaariana, [que é desenvolver as relações comerciais] na América do Sul. Mas mantemos e manteremos relações intensas com todos os países africanos”, disse, lembrando a rede de 35 embaixadas em África, que vai manter-se.
      Sobre a política interna brasileira, Paulino Neto considerou “equivocados” os que pensam que o Presidente eleito está ligado à extrema-direita ou que é “fascista”.
      Claro que não. Prova disso é que, por exemplo, as acções da maior fabricante de armas leves da América Latina, a brasileira Forjas Taurus, valorizaram 326,6% desde durante a campanha eleitoral de 2018. Além disso, ninguém com um longo e reiterado histórico de declarações racistas, misóginas e homofóbicas poderia ser fascista.
      “No Brasil não há extrema-direita nem extrema-esquerda. Há partidos conservadores de direita e partidos de esquerda. O Presidente eleito é um liberal conservador, não é um político de extrema-direita, ao contrário do que muitas vezes é dito, equivocadamente”, sublinhou o embaixador Paulino Carvalho Neto, esperançado que as suas declarações cheguem ao seu novo patrão, Jair Bolsonaro.
      “Como também o Partido dos Trabalhadores (PT) não é um partido de extrema-esquerda, é um partido de centro-esquerda e de esquerda nalguns momentos. Essa tendência de alguns sectores da opinião pública e de alguns meios de comunicação social verem aí algum extremismo parece-me absolutamente inadequada e não corresponde à realidade”, acrescentou o funcionário do Ministério das Relações Exteriores há cinco anos.
      Para o diplomata brasileiro, Jair Bolsonaro já indicou que irá adoptar uma política liberal e privilegiar a iniciativa privada, facto que os analistas económicos afirmam que “poderá fazer crescer ainda mais” a economia brasileira, criando riqueza, emprego e mais investimentos. Crescimento esse que, refira-se, será ainda maior se conseguir implementar as suas políticas racistas, misóginas e homofóbicas mas que – é claro – não são fascistas mas, apenas e só, típicas (segundo o embaixador) de um “liberal conservador”.
      “E isso tem também um efeito externo, pois as empresas brasileiras que estão presentes noutros países poderão investir mais”, sublinhou.
      Sobre as acusações de “fascismo, xenofobia e racismo” feitas a Bolsonaro, o embaixador brasileiro afirmou tratar-se de uma visão “absolutamente equivocada”.
      “Acho uma visão absolutamente equivocada essa ideia de usar a expressão `fascismo` sem saber exactamente do que se trata. Historicamente, o fascismo não foi isso e o Presidente eleito Bolsonaro está muito longe disso. É uma opinião, respeitável, mas equivocada. O discurso e a campanha política que [Bolsonaro] se fez no Brasil não corresponde a essas qualificações. É uma opinião que terá de estar baseada em facto, e os factos não favorecem essa opinião”, referiu.

      Mourão, mais um “liberal conservador”

      Segundo a publicação brasileira Exame, o general na reserva António Hamilton Mourão, vice do presidente Jair Bolsonaro, construiu a sua recente carreira política com ameaças de golpe de Estado e projectos de convocatória de assembleias constituintes sem o voto popular, bem como comentários racistas e ode à tortura. Tudo, reconheça-se, mais-valias próprias de um “liberal conservador”.
      Mourão, de 65 anos, começou a ganhar notoriedade com a sua defesa da ditadura (1964-1985). Em 2015, criticou o governo e a “classe política”, o que lhe custou o comando da sua tropa e a transferência para um cargo burocrático.
      Ocupou as manchetes em 2017 quando, num evento organizado por uma loja maçónica, advertiu que se as instituições não “resolverem o problema político (…), nós [os militares] teremos que impor isso”.
      Três meses depois, em Dezembro, afirmou que o impopular presidente Michel Temer tentava permanecer no cargo até o final de seu mandato por meio do clientelismo político.
      A opinião fez com que ele perdesse o seu novo cargo e em Fevereiro deste ano, após 49 anos nas Forças Armadas, pediu para ir para a reserva.
      No seu discurso de despedida, descreveu como “herói” o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-Codi, centro de detenção e tortura do regime militar.


      Folha 8 com Lusa

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