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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Al-Sisi na presidência da União Africana gera preocupação.

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A União Africana tem um novo presidente. Mas a eleição do egípcio Abdel Fattah al-Sisi tem sido criticada por organizações internacionais, que se dizem preocupadas com eventuais consequências para os direitos humanos.
fonte: DW África
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UA: Presidência de Al-Sisi é vista de lado por defensores dos direitos humanos
Abdel Fattah al-Sisi, Presidente do Egito, é desde domingo (10.02) o novo líder da União Africana (UA), que esteve dois dias reunida em Addis Abeba, capital da Etiópia, para a sua 32.ª cimeira.
A luta contra o terrorismo e o extremismo, que Al-Sisi define como "as maiores ameaças do continente africano", será um dos cavalos de batalha do sucessor do Presidente ruandês Paul Kagame.
"Apesar dos esforços incansáveis para conter os conflitos no nosso continente e de um plano ambicioso para silenciar as armas até 2020, todos sabemos que é ainda longo o caminho que temos pela frente para acabar com todos os combates em África", disse no dia em que assumiu o cargo.
"Desprezo pelos direitos humanos"
Mas a nova presidência da UA tem gerado críticas e despertado receios entre os defensores dos direitos humanos. A Amnistia Internacional lembra que, como Presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi tem demonstrado um "desprezo chocante" pelos direitos humanos.
A organização acusa o Egito de orquestrar um "ataque político contínuo" contra a Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, órgão que monitoriza o cumprimento de direitos em África.
Ouvir o áudio03:31

Al-Sisi na presidência da União Africana gera preocupação

"Os Estados-membros devem assegurar que o Egito defende os valores e princípios da União Africana, incluindo o respeito pelos direitos humanos e dos povos", pediu a diretora da Amnistia Internacional para o Norte da África, Najia Bounaim.
E as críticas não ficam por aqui. As organizações de direitos humanos também denunciam regularmente casos de violação da liberdade de expressão e de manifestação sob o regime de Al-Sisi. Jornalistas incómodos também continuam a ser perseguidos pelo Governo.
Coletes amarelos proibidos no Egito
Recentemente, o Executivo até proibiu a venda de coletes de segurança amarelos - como os que são usados em França, desde novembro, para contestar o aumento do preço dos combustíveis. Só empresas certificadas pelo Estado estão autorizadas a recebê-los.
Al-Sisi tem medo de ver "coletes amarelos" espalhados pelas ruas do Cairo. "Al-Sisi não deixa espaço de manobra, ele tenta ter tudo sob controlo. Até o mais pequeno sinal de protesto é imediatamente combatido", lembra a ativista egípcia Aida Seif al-Dawla, que não ficou surpreendida com as "medidas preventivas" do Presidente. "Ele prende pessoas para prevenir ações que possam vir a acontecer", explica.
Frankreich Ausschreitungen auf der Champs Elysees in Paris Paris France November 24 2018 The Ye
Manifestações dos "coletes amarelos" em França duram há 13 semanas
Abdel Fattah al-Sisi foi eleito Presidente pela primeira vez em 2014 e reeleito em 2018. Nas últimas eleições, os principais adversários de Al-Sisi foram presos ou pressionados a desistir das suas campanhas.
Mudanças para se perpetuar no poder
Os egípcios sabem muito pouco da vida privada do Presidente de 64 anos, de origem humilde, que faz questão de se manter afastado dos holofotes mediáticos. Al-Sisi prefere descrever-se como alguém que "faz mais e fala menos". E cultiva essa imagem. "Eu não sou um político que só fala. Nunca fiz isso. Estamos a construir o país, mas não é com palavreado!", disse em tempos.
Mas para ter tempo suficiente para implementar as suas reformas, Abdel Fattah al-Sisi pode bem vir a perpetuar-se no poder. O Parlamento egípcio prepara-se para votar uma proposta de alteração à Constituição, que permitirá ao Presidente permanecer no cargo até 2034, muito além do atual limite de dois mandatos.
O deputado Gamal Al-Sherif, da coligação parlamentar da oposição 25-30, já alertou para os riscos. "A transferência de poder é um princípio moral que foi criado pelas revoluções de 25 de janeiro e 30 de junho. É inadmissível adulterar esse princípio moral", critica o deputado.
Caso contrário, sublinha, "ficaremos numa posição que deixará o povo egípcio sem moral ou sem preservação dos princípios, com os quais todos concordamos nesta Constituição. Este contrato social "é obrigatório tanto para o governante como para aqueles que são governados", lembra a coligação da oposição.

Guiné-Bissau: Sociedade civil preocupada com a segurança do processo eleitoral.

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A menos de 7 dias para início da campanha eleitoral na Guiné-Bissau, a 16 de fevereiro, guineenses preocupados com a manutenção da ordem pública pedem ao Presidente da República a rápida nomeação do ministro do Interior.
fonte: DW África
Guinea-Bissau José Mário Vaz mit Vertretern der Zivilgesellschaft (DW/B. Darame)
Encontro entre Presidente José Mário Vaz (dir.) e a sociedade civil da Guiné-Bissau
Nesta segunda-feira (11.02.), quando faltam cinco dias para o início da campanha para as eleições legislativas de 10 de março na Guiné-Bissau, a sociedade civil defende a nomeação urgente do ministro do Interior como condição indispensável para garantir a segurança ao processo eleitoral.
O próprio primeiro-ministro, Aristides Gomes, veio a público pedir ao Presidente da República, José Mário Vaz, par que proceda a rápida nomeação do ministro do Interior por forma evitar situações que possam comprometer as próximas eleições legislativas.
"O Presidente da República deve, em concertação comigo, resolver este problema o mais rapidamente possível. Da minha parte não tenho objeção nenhuma para que haja um ministro do Interior já, para que possamos criar as condições de segurança para que as eleições decorram com tranquilidade. Se o ministro do Interior já estivesse nomeado, penso que os incidentes ocorridos na última sexta-feira não teriam lugar", destacou Aristides Gomes.
Na sexta-feira (08.02.), uma manifestação de estudantes culminou em distúrbios e atos de vandalismos contra viaturas e vários edifícios, que a polícia, o Governo e a sociedade civil consideram terem sido feitos por infiltrados.
Assistir ao vídeo02:20

Manifestação de estudantes guineenses contra greve dos professores

Botche Candé novo ministro do Interior?
Várias fontes guineenses indicam que o Presidente da República pretende colocar na tutela do Ministério do Interior o seu homem de confiança, Botche Candé, que num passado recente foi fortemente contestado pelos principais partidos e organizações juvenis. Aristides Gomes informou também que há muito que o seu Governo "entregou ao Presidente guineense a proposta de um nome para o cargo e que espera uma resposta rapidamente".
Recentemente, o presidente da Comissão Nacional de Eleições, José Pedro Sambú, manifestou também a sua inquietação com a segurança do ato eleitoral devido à ausência do titular da pasta do Interior.
Salários em atraso desde 2003
E, enquanto os partidos políticos ultimam os preparativos para o início da campanha eleitoral que decorre entre os dias 16 de fevereiro e oito de março, os três sindicatos de professores entregaram nesta segunda-feira (11.02.) ao Governo, um novo pré-aviso de greve, a começar na quinta-feira, dia 14, com a duração de 16 dias.  Os professores das escolas públicas guineenses exigem o pagamento de salários atrasados desde 2003 a esta data, refere uma nota da classe.
Ouvir o áudio02:53

Guiné-Bissau: Sociedade civil preocupada com a segurança do processo eleitoral

Em reação, o primeiro-ministro afirmou que tudo isso não passa de jogos para provocar o adiamento das eleições legislativas:
"Em relação aos professores efetivos nós temos os pagamentos em dia e mesmo esses atrasados foram pagos. Não vejo razões para um novo pré-aviso de greve. Penso que toda essa situação acontece porque há setores da nossa sociedade, sobretudo da classe política, que não querem ir às eleições e que querem, simultaneamente, perturbar. Daí que as populações devem assumir o destino do país nas suas próprias mãos".
No novo pré-aviso de greve, os três sindicatos incluíram 19 pontos reinvidicativos que não constavam do memorando assinado com o Governo em janeiro último alegando que a partir de agora "todos os pontos devem ser cumpridos para que possam suspender a greve". Por seu turno, os estudantes garantem que não haverá mais manifestações para "evitar qualquer aproveitamento político que só pretende criar o caos e perturbar o processo eleitoral".
Pacto será assinado na quinta-feira
Entretanto, ficou adiada para a próxima quinta-feira (14.02.) a assinatura, que esteve prevista para esta segunda-feira, do Pacto de Estabilidade Política e Social e o Código de Conduta e Ética. O adiamento deve-se às reservas manifestadas por alguns partidos políticos em relação a determinadas cláusulas do documento, disse o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva.
Guinea-Bissau Augusto Silva (DW/B. Darame)
Augusto Silva
"Os partidos entendem que têm estado a denunciar algumas irregularidades no processo de recenseamento, portanto, seria contraditório neste momento, antes da correção dessas irregularidades assinarem um documento no qual dizem que estão comprometidos com os resultados eleitorais".
O pacto de estabilidade é uma ação conjunta do Movimento Nacional da Sociedade Civil, da Comissão Nacional Caminhos para o Desenvolvimento em articulação com a Assembleia Nacional Popular e a Presidência da República, envolvendo várias entidades inclusive os partidos políticos.
A Guiné-Bissau vive uma crise política há cerca de três anos, que começou com a demissão de Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, partido que venceu as eleições legislativas em 2014, do cargo de primeiro-ministro. Desde então já foram nomeados sete primeiros-ministros, um dos quais por duas vezes.
As eleições legislativas estiveram inicialmente marcadas para 18 de novembro, mas dificuldades técnicas e financeiras, principalmente ao nível do recenseamento eleitoral, levaram ao adiamento do escrutínio para 10 de março.

Venezuela: Ordenada auditoria ao património de Juan Guaid.

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Juan Guaidó

Controladoria Geral da Venezuela diz que Guaidó é suspeito de ter "ocultado ou falsificado dados" na declaração de património e que "tem recebido dinheiro proveniente de instâncias internacionais e nacionais, sem justificá-lo".
Controladoria Geral da Venezuela (CGV) ordenou esta segunda-feira uma auditoria ao património do autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, por suspeitas de que terá falsificado dados da sua declaração de património.
A investigação faz parte de uma resolução emitida pelo titular da CGV, Elvis Amoroso, designado em 2017 pela Assembleia Constituinte (composta unicamente por simpatizantes do regime) que acusa Juan Guaidó de ter recebido dinheiro de organismos venezuelanos e internacionais.
"Ordena-se o início de um procedimento de auditoria patrimonial ao cidadão Juan Gerardo António Guaidó Márquez, em conformidade com o previsto na Lei Orgânica da Controladoria Geral da República, do Sistema Nacional de Controlo Fiscal e no decreto com classificação, valor e força de Lei Contra a Corrupção", explica o texto.




Domingos Simões Pereira alerta para riscos de uma visita do PR de Cabo Verde à Guiné-Bissau.

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Líder do PAIGC foi recebido por Jorge Carlos Fonseca

Líder do PAIGC foi recebido por Jorge Carlos Fonseca
O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) alertou para riscos de uma eventual visita do Chefe de Estado de Cabo Verde, na qualidade de Presidente da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a Bissau poder ser mal enquadrada e interpretada.
“Quero assumir que há riscos de a visita ser mal enquadrada e mal interpretada e, se for mal enquadrada e mal interpretada, provocará relações”, afirmou Domingos Simões Pereira em respostas aos jornalistas na cidade da Praia, Cabo Verde, depois de um encontro com o Presidente Jorge Carlos Fonseca, nesta segunda-feira, 11.
Sobre de que quadrantes e de que forma tal podia acontecer, ele afirmou não querer especular, mas advertiu para os riscos existentes.
“Esse risco é que pode dar origem a reacções que podem não ajudar e podem não ser uma boa propaganda para o que são os laços de proximidade e fraternidade que existem entre a Guiné Bissau e Cabo Verde”, acrescentou Simões Pereira, esclarecendo, no entanto, que “a visita de qualquer Presidente da República de Cabo Verde à Guiné será sempre uma grande festa e ainda mais Jorge Carlos Fonseca, por tudo o que o liga à Guiné”.
Jorge Carlos Fonseca
Jorge Carlos Fonseca
Fonseca e a campanha
O antigo primeiro-ministro e líder do partido mais votado na eleição de 2014 chamou a atenção para “o risco” de Fonseca “ser envolvido numa campanha de que, certamente, ele não quer fazer parte”.
A imprensa cabo-verdiana avançou há semanas que Jorge Carlos Fonseca podia visitar a Guiné-Bissau de 19 a 21 de Fevereiro, tendo o próprio Presidente cabo-verdiano admitido estar a pensar na viagem a Bissau, sem, no entanto, precisar uma data.
Na altura, Fonseca, afirmou que tal visita “só tem sentido se não houver objecções por parte dos principais protagonistas políticos e eleitorais da Guiné-Bissau”.
O Presidente cabo-verdiano refutou a ideia de que a ida dele a Bissau possa significar qualquer apoio ao seu homólogo José Mário Vaz nas eleições presidenciais deste ano.
“Tenho relações normais e boas com os principais protagonistas políticos da Guiné-Bissau”, assegurou Fonseca, admitindo que num contexto de “competição política possam surgir alguns ruídos e preocupações”.
Críticas a José Mário Vaz
Domingos Simões Pereira disse ter transmitido ao Chefe de Estado cabo-verdiano que a alegada data da visita, de terça a quinta-feira, ocorreria dois dias antes do início da campanha.
“Se nesta altura já é evidente e óbvia a dificuldade do Presidente da República da Guiné Bissau em manter alguma equidistância em relação ao jogo político, está mais que claro o risco associado a uma visita nessa altura”, acrescentou o líder do PAIGC, segundo o qual o Presidente guineense, José Mário Vaz, tem “uma dificuldade quase estrutural” em “manter-se distante do jogo político partidário”.
Simões Pereira esclareceu, no entanto que, “logo a seguir [ao processo eleitoral], todo o povo guineense estaria muito satisfeito de ver na Guiné-Bissau uma visita do Presidente da República” de Cabo Verde e aplaudiu essa intenção.
Domingos Simões Pereira encontra-se desde o dia 8 em Cabo Verde, onde tem realizado diversos encontros, desde com o Presidente da República à comunidade guineense radicada no arquipélago, passando pela presidente do PAICV, Janina Hopffer Almada, entre outros.
    fonte: VOA

    Brasil: Jornalista Ricardo Boechat morre em queda de helicóptero em SP.

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      Aeronave caiu sobre um caminhão na ligação do Rodoanel com a rodovia Anhanguera, em São Paulo, na manhã desta segunda-feira (11).

      Ricardo Boechat estava em helicóptero que caiu sobre caminhão, em São Paulo

      Ricardo Boechat estava em helicóptero que caiu sobre caminhão, em São Paulo


      O jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, da TV Bandeirantes, morreu nesta segunda-feira (11) após a queda de um helicópteroA aeronave caiu sobre um caminhão, na ligação do Rodoanel com a rodovia Anhanguera, em São Paulo
      A informação foi confirmada pela própria TV Bandeirantes.
      Em pronunciamento, ao vivo, o jornalista José Luiz Datena disse: "Com profundo pesar nesses quase 50 anos de jornalismo, cabe a mim informar a vocês que o jornalista Ricardo Boechat, pai de família, companheiro, o maior âncora do jornalismo da TV brasileira, morreu hoje em um acidente de helicóptero no Rodoanel em São Paulo".
      Boechat tem passagens por diversos jornais como O GloboO DiaO Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. Atualmente, era âncora de dois programas: um na rádio BandNews FM e outro na TV. O jornalista já ganhou três prêmios Esso.




      Datena disse que Boechat voltava de Campinas, a 99 km de São Paulo, e ia em direção ao heliponto da emissora. "Jamais pensei que eu iria dar essa informação", comentou. "É um momento muito triste para o jornalismo brasileiro, para a família Band."
      O jornalista Ricardo Eugênio Boechat, que morreu no fim da manhã desta segunda-feira (11), aos 66 anos, na queda de um helicóptero, em São Paulo, dedicou a carreira ao jornalismo diário e atuou nos principais grupos de mídia do País. Ele passou por veículos como O Globo, O Dia, O Estado de São Paulo, Jornal do Brasil, TV Globo, SBT e Bandeirantes.

      ANGOLA: É DISTO QUE O POVO GOSTA!

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      João Lourenço exonerou esta segunda-feira Miguel Damião Gago do cargo de administrador do Fundo Soberano de Angola. Não são adiantadas as razões da exoneração. Mais uma vez, atento aos mais íntimos desejos do Povo, o Presidente voltou a demonstrar que continua a se um exonerador por excelência.

      Pois bem. O Presidente angolano, João Lourenço, decretou esta segunda-feira a exoneração de Miguel Damião Gago do cargo de administrador do Fundo Soberano de Angola, indica um comunicado da Casa Civil do Presidente da República. No documento não são adiantadas as razões da exoneração de Miguel Damião Gago, nomeado para o cargo em 12 de Janeiro de 2018 pelo actual Presidente da República (João Lourenço), ouvido o Titular do Poder Executivo (João Lourenço) e o Presidente do MPLA (João Lourenço).
      A 11 de Janeiro do ano passado, João Lourenço exonerou, “por conveniência de serviço”, o então presidente do Fundo Soberano, José Filomeno dos Santos, actualmente em prisão preventiva e filho do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos (que foi, recorde-se, quem escolheu João Lourenço para Presidente da República) caindo, por inerência, os dois administradores executivos de então, Hugo Miguel Évora e o próprio Miguel Damião Gago, que viria a ser reconduzido no cargo.
      Na ocasião, o chefe de Estado nomeou Carlos Alberto Lopes para o presidente do Conselho de Administração do fundo, até então seu secretário para os Assuntos Sociais da Presidência da República.
      Ainda na mesma altura, e além de Miguel Damião Gago, o Presidente João Lourenço nomeou como administradores Laura Alcântara Monteiro, Pedro Sebastião Teta e Valentina de Sousa Matias Filipe, que se mantêm em funções. Até um dia destes, presume-se.
      José Filomeno dos Santos está em prisão preventiva na Cadeia de São Paulo, em Luanda, desde 24 de Setembro de 2018, estando em curso uma investigação para determinar o que Presidente do MPLA/Estado quiser que se determine, neste caso o seu eventual envolvimento numa transferência ilícita de 500 milhões de dólares, bem como uma eventual gestão danosa do Fundo Soberano.
      José Filomeno dos Santos é acusado, segundo a Procuradoria-Geral do MPLA/Estado (versão João Lourenço), de envolvimento num crime referente a uma alegada burla de 500 milhões de dólares, processo já remetido ao Tribunal Supremo do MPLA/Estado (igualmente, é claro, versão João Lourenço), bem como, ainda em fase de instrução, de um processo-crime relacionado com actos de má gestão do Fundo Soberano de Angola, em que é também arguido o empresário suíço-angolano Jean-Claude Bastos de Morais, sócio de José Filomeno dos Santos e ex-mais do que amigo de João Lourenço (versão I, anterior à chegada ao Poder) em várias negócios, e que está também em prisão preventiva desde a mesma altura, mas na cadeia de Viana.
      Segundo a PGR (do MPLA/Estado), da prova recolhida nos autos resultam indícios de que os arguidos incorreram na prática de vários crimes, entre eles o de associação criminosa, recebimento indevido de vantagem, corrupção, participação económica em negócio, puníveis na Lei sobre a Criminalização das Infracções Subjacentes ao Branqueamento de Capitais e os crimes de peculato, burla por defraudação, entre outros.

      De impoluta e honorável gestão percebe (este) MPLA

      Os técnicos do MPLA/Estado que estão a assessorar a PGR/MPLA/Estado quanto aos actos de má gestão do Fundo Soberano são do melhor que há a nível interno e externo. São, aliás, os mesmos que levaram o Instituto de Fundos Soberanos (IFS) a atribuir em 2015 ao Fundo Soberano de Angola (FSDEA) oito pontos em dez possíveis, tornando-o no segundo mais transparente em África, a seguir à Nigéria, e nos melhores 30 dos cerca de 80 analisados.
      De acordo com a informação publicada no sítio na Internet deste Instituto, que serve de referência para este sector, o Fundo Soberano de Angola, obteve oito pontos em dez possíveis ao ser analisado através do Índice de Transparência Linaburg-Maduell.
      O FSDEA conseguia inclusivamente ter uma melhor classificação do que o Fundo Pula, do Botswana, que é frequentemente citado como um exemplo de boas práticas nesta área.
      Divido em dez alíneas que valem um ponto cada, o IFS analisa a transparência do Fundo, não classificando a qualidade nem a quantidade dos investimentos, mas sim aspectos como a disponibilização de informação sobre a história, as razões para a criação do fundo, a origem da riqueza, a estrutura de accionistas, os contactos e a morada, estratégias e objectivos claros, e valorização do portefólio, entre outros.
      “Desde o lançamento em Outubro de 2012, o Fundo Soberano de Angola não perdeu nenhuma oportunidade para sublinhar o seu compromisso com a transparência, apesar de a nomeação de José Filomeno dos Santos, o filho mais velho do Presidente, como presidente executivo, ter estado a ser difícil de vender aos mercados e analistas”, que também olham com “inquietação” para a escolha de uma única empresa de gestão de activos, baseada na Suíça, e fundada por Jean-Claude Bastos de Morais, descrito pela Economist Intelligence Unit como “um privilegiado parceiro de negócios” do presidente do Fundo.
      Num comunicado de imprensa colocado na sua página na Internet, relativamente a esta atribuição, o presidente do Fundo, José Filomeno dos Santos, afirmou que “a nota positiva do Índice de Transparência Linaburg-Maduell evidencia o compromisso do FSDEA com na aplicação dos princípios recomendáveis e as boas práticas de gestão, definidos pelos Princípios de Santiago, em todos os aspectos da sua governação e actividades” e acrescentava que “esta classificação é um marco importante para o Estado Angolano e demonstra o compromisso do FSDEA com a prestação de um serviço responsável e eficiente para o benefício das gerações actuais e futuras de Angolanos”.
      Entre outros fundos lusófonos que aparecem na tabela, destaque para os nove pontos do Fundo brasileiro e para os oito obtidos pelo Fundo de Timor-Leste.
      Dizia o líder do FSDEA que o país iria ter, em 2015, uma academia para formação no ramo da hotelaria, indústria crescente nos últimos anos, já em construção na província de Benguela.
      O projecto, denominado Academia de Gestão da Hospitalidade Angolana, é de iniciativa do FSDEA em colaboração com a Lausane Hospitality Consulting (LHC), empresa suíça de consultoria de capacitação e aconselhamento à gestão, e da divisão de formação de executivos da École Hôtelière de Lausane (EHL).
      Na mesma altura, José Filomeno dos Santos disse ao britânico Financial Times que 1,6 mil milhões de dólares serão investidos em infra-estruturas e hotelaria africanas para compensar a descida do petróleo e intensificar a diversificação das aplicações económicas.
      José Filomeno dos Santos referiu que 1,1 mil milhões de dólares (cerca de 880 milhões de euros) seriam alocados a um fundo para investimentos em energia, transportes e outras infra-estruturas em projectos na África Subsaariana, reservando mais de 500 milhões (401 milhões de euros) para outro fundo de investimentos na hotelaria e em projectos ambientais.
      No dia 20 de Novembro de 2008, o então Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, anunciou o estabelecimento de uma comissão especial no sentido de criar as bases para um novo Fundo Soberano de Riqueza (FSR) a fim de promover o crescimento, a prosperidade e o desenvolvimento socioeconómico em Angola.
      Em 2011, o Fundo foi legalmente ratificado e oficialmente estabelecido como o Fundo Soberano de Angola em 2012, com uma dotação inicial de USD 5 biliões.
      Com sede em Luanda, o Fundo gere uma carteira significativa de investimentos. Em conformidade com a política e as orientações de investimento do Fundo Soberano de Angola, a sua carteira de investimentos é distribuída gradualmente por várias indústrias e classes de activos, incluindo acções públicas e privadas; obrigações; moeda estrangeira; derivados financeiros; produtos base; títulos do tesouro; e fundos imobiliários e fundos de investimento.
      Ao procurar investimentos que geram rendimentos financeiros e sustentáveis a longo prazo, o Fundo Soberano de Angola representará um papel importante na promoção do desenvolvimento socioeconómico de Angola através da criação de riqueza para o povo angolano.


      Nesta altura, tanto o actual Titular do Poder Executivo (João Lourenço), como o actual Presidente do MPLA (João Lourenço) e, ainda, o actual Presidente da República (João Lourenço) aplaudiram e elogiaram o desempenho de José Filomeno dos Santos.
      fonte: folha8

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