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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Aminata Touré : ex-PM do Senegal "Depois que o presidente...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

ANGOLA: POUCOS TÊM MILHÕES E MILHÕES TÊM… FOME.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



A fome aumentou na África Subsaariana em 2017, atingindo 237 milhões de pessoas, segundo um novo relatório das Nações Unidas, que aponta Moçambique como o país lusófono com maior prevalência de subnutrição e assinala progressos em Angola. O Governo angolano propõe-se reduzir, até 2022, em três milhões o número de pessoas que passam fome.

Segundo o estudo Visão Regional de África sobre Segurança Alimentar e Nutrição, apresentado na capital da Etiópia, o continente africano tinha, em 2017, mais 34,5 milhões de pessoas subnutridas do que em 2015, num total de 257 milhões, 20% da população. Destas, 94 por cento vivem na região subsaariana.
Entre os lusófonos, de acordo com o relatório, a maior prevalência da subnutrição foi registada em Moçambique com 30% da população nesta condição, seguindo-se a Guiné-Bissau (26%), Angola (12,9%), Cabo Verde (12,3%) e São Tomé e Príncipe (10,2%).
O estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e da Comissão Económica das Nações Unidas para África (ECA), coloca Angola entre os países que “fizeram progressos substanciais” na redução da desnutrição, tendo cortado 10 ou mais pontos percentuais desde 2004.
A média de crescimento de mais de 4% registada no país entre 2005 e 2016 é apontada no estudo como uma das causas dos progressos alcançados.
Por outro lado, o documento aponta Moçambique como uma das nações mais afectadas pelos choques climáticos, que em 2016 resultaram em défices excepcionais de produção e falta generalizada de alimentos.
A FAO alerta que a subnutrição continua a aumentar no continente após vários anos de declínio, ameaçando a meta da erradicação da fome prevista para 2030 nos Objectivo de Desenvolvimento Sustentável, acordados pela comunidade internacional.
A directora-geral adjunta da FAO, Maria Helena Semedo, sustentou que os altos índices de subnutrição mostram que há mais pessoas a sofrer desta condição em África do que em qualquer outra região.
Para a representante da FAO, o agravamento da tendência no continente deve-se à difícil situação económica global e à deterioração das condições ambientais, combinada, em muitos países, com conflitos e fenómenos de clima extremo.
O estudo estima que em 2017, havia 53,8 milhões de crianças menores de cinco anos com atrasos de crescimento devido à subnutrição crónica na África Subsaariana, o que representa uma descida, mas insuficiente para cumprir as metas estipuladas.
Destaca ainda que, em certa zonas, especialmente no sul e este do continente, a produção agrícola reduziu em consequência do fenómeno El Niño, encarecendo o preço dos alimentos básicos.
Em 2017, a situação registou algumas melhoras, mas alguns países continuam muito afectados pela falta de chuva.

Angolanos aprendem a viver sem… comer

OGoverno do MPLA, que desde 1975 tem nas suas mãos o país, propõe-se agora – com o brilhantismo propagandístico que lhe é conhecido – reduzir o índice de pobreza extrema em Angola de 36,6% da população para 25%, equivalente a cerca de três milhões de pessoas, até 2022, investindo anualmente mais de 160 milhões de euros.
A promessa (como centenas de outras) consta do pomposo Programa Integrado de Desenvolvimento Local e Combate à Pobreza, aprovado em Junho de 2018 por decreto assinado pelo Presidente João Lourenço, e que, entre outros objectivos específicos, prevê reduzir os níveis de pobreza extrema a nível rural e urbano, “elevando o padrão de vida dos cidadãos em situação de pobreza extrema através de transferências sociais”, que poderão ser “em dinheiro ou espécie”.
Por pobreza extrema, na definição internacional, entende-se a pessoa que vive com menos de um dólar por dia. E, na verdade que não é a do MPLA, são 20 milhões os angolanos nessa situação.
O Governo estipula igualmente o objectivo de, até 2022, assegurar o aumento do rendimento médio mensal por pessoas e de fazer o registo gradual dos beneficiários da acção social na base de dados da vulnerabilidade. Entre outras medidas, conta-se ainda a promoção do acesso dos cidadãos, “particularmente os mais vulneráveis”, à propriedade e aos factores de produção, como terras, capital, equipamentos e conhecimentos.
“O executivo define como prioridade para o quinquénio 2018-2022 baixar o impacto da pobreza extrema de 36,6% para 25%, correspondendo a cerca de três milhões de cidadãos nessa condição”, lê-se no documento. Em concreto, o programa do Governo prevê planos de intervenção municipal, a vários níveis, que vão custar, por cada um dos 164 municípios, cerca de 300 milhões de kwanzas (1 milhão de euros) anuais.
A descentralização da governação “requer a dotação dos fundos necessários à execução das acções delineadas e de suporte à sua operação local. Caberá às autoridades municipais a gestão dos recursos (físicos, financeiros e humanos) e a sua alocação às acções de desenvolvimento local e combate à pobreza”, aponta o documento.
O primeiro eixo do programa consiste na Ampliação e Promoção dos Serviços Básicos, através de programas como Merenda Escolar, Cuidados Primários de Saúde, Água para Todos, de habitação e infra-estruturas sociais ou de gestão e manutenção das infra-estruturas e vias de comunicação.
O segundo eixo, relativo à Agricultura Familiar e Empreendedorismo, prevê o fomento da produção agro-pecuária, de Equipamentos para Fomento de Micro Empreendimentos e da Operacionalização das Ações de Micro Fomento, enquanto o terceiro eixo é da Comunicação Social, Mobilização e Concertação Social, e o quarto eixo relativo a Serviços e Geração de Trabalho e Renda.
O quinto eixo é relativo à Consolidação do Processo de Reintegração dos ex-Militares e o sexto e último eixo de intervenção prende-se com o Reforço da Desconcentração e Descentralização Administrativa.

Exemplos e pobres não faltam

OPrograma Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza (PMIDRCP) na província do Namibe, implementado desde 2010, ficou sem dinheiro nos últimos cinco anos, situação que comprometeu a sua execução. Isto mesmo foi dito no dia 2 Abril de… 2018 pelo governador da província, Carlos da Rocha Cruz.
O programa, que desde o início da sua implementação beneficiou os cinco municípios da região, incidiu sobre os cuidados primários de saúde, educação, merenda escolar e água para todos.
Entretanto, Carlos da Rocha Cruz disse que o Plano Integrado de Desenvolvimento Local e Combate à Pobreza do Executivo, que substitui o programa integrado, no quinquénio 2018/2022, visa alcançar a redução da pobreza de 36% para 25%, neste período. Como se vê, a propaganda chegou a horas…
Segundo o governador, o Plano Integrado de Desenvolvimento vai abranger, nesse quinquénio, aproximadamente três milhões de angolanos, com base nas linhas de governação do Executivo, priorizando a conclusão do processo de desmobilização de 41.182 ex-militares e a integração de outros, na ordem de 80.537 cidadãos.
Carlos da Rocha Cruz referiu ainda que com a alteração do programa integrado para o plano integrado e sob tutela do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher estão criadas as bases para o cumprimento dos objectivos gerais do plano, que consiste em contribuir para a eliminação da pobreza extrema, com maior envolvimento dos beneficiários na solução dos problemas identificados e a promoção do desenvolvimento económico local.
O governador realçou ser importante também a intervenção da municipalização dos serviços de acção social para potenciar o acesso às pessoas em situação de pobreza e vulnerabilidade, promovendo o aumento da proximidade dos serviços aos cidadãos.
Carlos da Rocha Cruz falava na abertura do seminário provincial de disseminação e orientação metodológica do plano integrado de desenvolvimento local e combate à pobreza na província do Namibe.

Ajudas da União Europeia

AUnião Europeia disponibilizou 65 milhões de euros, em 2018, para desenvolver em três províncias do sul de Angola, afectadas pela seca, um projecto para o reforço da segurança alimentar e nutricional.
Bem disse em 1 de Setembro de 2014 o chefe da diplomacia de Angola. Georges Chikoti, recorde-se, afirmou ser necessário “reflectir-se” sobre o futuro da parceria entre o grupo África, Caraíbas e Pacífico e a União Europeia, assim como a abertura a outros entendimentos. Por outras palavras, ou a Europa deixava de chatear com essa questão dos direitos humanos, ou acabava-se a mama.
Antes, no dia 6 de Abril de 2014, Georges Chikoti disse, em Bruxelas, que um dos grandes pontos em que Europa e África divergem é a questão do Tribunal Penal Internacional, cuja acção é, para muitos líderes, “nebulosa” e levanta ainda fortes dúvidas. Tinha e tem toda a razão. E se o MPLA continuar no poder, onde está desde 1975, assim vai continuar “ad vitam aeternam”.
Regressando ao país real, o tal dos 20 milhões de pobres, as províncias beneficiárias da ajuda europeia foram (terão sido) o Cunene, Huíla e Namibe, regiões que nos últimos anos registaram períodos de seca severa, que afectou mais de um milhão de pessoas com prejuízos económicos na ordem dos 656,8 milhões de euros, segundo dados do Governo angolano.
A apresentação oficial do projecto de Fortalecimento da Resiliência e da Segurança Alimentar e Nutricional (FRESAN) em Angola, a ser executado nos próximos cinco anos, na cidade de Moçâmedes, capital da província do Namibe, teve lugar a 27 de Junho de 2017.
Segundo a gestora do projecto junto da União Europeia em Angola, Susana Martins, o principal objectivo era contribuir para a redução da fome e da pobreza nas camadas mais vulneráveis dessas três regiões, garantir a segurança alimentar e nutricional, com o reforço da agricultura familiar e sustentável.
Susana Martins, citada pela agência Angop, referiu que o projecto está dividido em várias componentes, nomeadamente a introdução de metodologias de formação nas diversas comunidades abrangidas, nas escolas de campos agrícolas e agro-pastoris, bem como de equipamentos e práticas de agricultura que vão facilitar o trabalho e aumentar a produção.
Com este projecto pretende-se ainda dinamizar o sistema de reservas alimentar, sensibilizar para a melhoria nutricional através da educação alimentar, reabilitar infra-estruturas para captação e conservação de água para irrigação, consumo humano e animal.
As acções vão estar igualmente viradas para apoiar a resiliência dos agricultores e produtores familiares, com a divulgação de técnicas de multiplicação e promoção de bancos de sementes, conservação e uso sustentável dos solos e pastos.

A história é sempre a mesma

Em Fevereiro de 2016 as Nações Unidas doaram a Angola 8,2 milhões de dólares para executar um projecto de combate às alterações climáticas na província do Cunene, que enfrentava há vários anos uma seca severa. Como gestor de um país “pobre”, o MPLA agradeceu.
A então ministra do Ambiente, Fátima Jardim, e o Coordenador residente das Nações Unidas em Angola, Pier Paolo Balladelli, assinaram no dia 11 de Fevereiro de 2016 o Memorando de execução do Projecto de Resiliência às Alterações Climáticas na Bacia Hidrográfica do Rio Cuvelai.
O projecto, a ser – dizia-se – desenvolvido até 2019, visava ajudar – se as verbas não se perdessem pelo caminho – a reduzir as vulnerabilidades decorrentes de alterações climáticas, que afectam os habitantes naquela zona, através de investimentos direccionados e o desenvolvimento das suas capacidades.
Concretamente, o projecto vai (ou iria) promover a instalação de um sistema de alerta rápido, o reforço da capacidade do serviço de hidro-meteorologia local, que vão (ou iam) monitorizar as condições metrológicas extremas e as alterações climáticas na Bacia do Rio Cuvelai.
Em declarações à imprensa no final da cerimónia, Fátima Jardim disse que o projecto estava (ou está) inserido no Plano de Adaptação de Angola, uma obrigação da Convenção-quadro da ONU para as alterações climáticas.
Fátima Jardim agradeceu às Nações Unidas a rápida resposta ao apelo de Angola, esperando a continuidade de ajudas, sobretudo dos países desenvolvidos, para “contribuições importantes” como esta feita pela ONU para a província do Cunene e o sul de Angola, há vários anos assolados por uma seca severa.
“Apresentamos esse projecto às Nações Unidas, que é um projecto que se enfoca hoje para a província do Cunene, mas que temos a intensão de abrir à parte sul do país, porque é a parte que de uma forma mais adversa e notória sofre riscos climáticos”, referiu a ministra.
A então titular da pasta do Ambiente sublinhou a importância de se educar as comunidades no Cunene, onde a desflorestação é “muito agressiva”, para serem corrigidas “algumas práticas incorrectas cometidas até agora”.
Segundo Fátima Jardim, o Plano de Adaptação de Angola está orçado em mais de 10 mil milhões de dólares, e tem inúmeros projectos nas áreas da agricultura, da educação das comunidades, entre outras, que continuarão a ser apresentados à comunidade internacional.
Por sua vez, Pier Paolo Balladelli salientou que o projecto além de trabalhar na mitigação climática vai igualmente diminuir a pobreza.
“Os camponeses que vão ser parte alvo deste projecto sobre a Bacia do Rio Cuvelai vão ter muito mais capacidade de resiliência, porque vão ter mais informações sobre como ele tem que se adequar para ter cultivações mais rentáveis nesse tipo de problemas que temos pela mudança climática”, adiantou.
Pier Paolo Balladelli, igualmente representante em Angola do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), elogiou (não é mentira, elogiou mesmo) a vontade e capacidade de o Governo angolano “trabalhar conjuntamente com os outros países a nível mundial para se adaptar à mudança climática através de projectos-pilotos como este”.


Folha 8 com Agências

“GUERRA” EUA/CHINA PASSA POR “TER” ANGOLA NA MÃO.

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O Presidente dos EUA, Donald Trump, felicitou hoje as reformas e o combate à corrupção levados a cabo pelo seu homólogo angolano, João Lourenço, garantindo que Washington vai apoiar e financiar Angola. Em Maio de 2017 foi assinado um acordo cooperação no domínio na Defesa que, pela parte angolana, foi subscrito pelo general João Lourenço, então ministro da Defesa.

As felicitações foram transmitidas pelo assistente especial de Trump e director sénior para os Assuntos Africanos do Conselho de Segurança Nacional, Cyril Sartor, durante uma audiência concedida pelo chefe de Estado angolano.
“Viemos cá com o espírito de amizade e reconhecer os grandes passos que o Presidente e a nova liderança de Angola têm estado a calcorrear para transformar o país, no âmbito do combate à corrupção, e abri-lo ao comércio internacional”, disse o responsável, em declarações aos jornalistas, no Palácio Presidencial.
Cyril Sartor acrescentou que Angola é um “país chave” na nova estratégia da política externa dos Estados Unidos para África, salientando esperar um reforço das relações nos sectores económicos e na melhoria da governação.
O diplomata norte-americano, que foi recebido hoje também pelo ministro das Relações Exteriores angolano, Manuel Augusto, lembrou que os Estados Unidos incluirão Angola no grupo de três países africanos – ao lado da Nigéria e do Quénia – que, nos próximos tempos, vão beneficiar de financiamento e apoio técnico para impulsionar a actividade económica.
O enviado de Donald Trump afirmou que a ajuda visa, essencialmente, desenvolver a capacidade empreendedora africana, fornecer a assistência técnica e os valores envolvidos.
Segundo Cyril Sartor, os Estados Unidos estão abertos a receber sugestões dos empresários angolanos para que se possam identificar os sectores que vão beneficiar do apoio.
“Queremos ser para Angola uma alternativa à China no âmbito do financiamento dos projectos. Por isso, dos mais de 50 países africanos, Angola integra esta lista”, destacou, acrescentando que há dois anos não seria possível estar em Luanda para fazer esta declaração “porque não existia vontade política para efectuar as atuais reformas”.
O representante acrescentou que os Estados Unidos apoiam as reformas em curso em Angola e sentem-se confortados por verem o empresariado norte-americano a começar a investir no país.
Cyril Sartor, mestre em história africana, já foi director adjunto do Centro de Missão da Agência de Inteligência Americana (CIA) em África.
A Câmara de Comércio Angola-EUA e a Câmara Americana de Comércio, em parceria com a Embaixada dos EUA em Luanda, anunciam que o Director para os Assuntos Africanos da Casa Branca, Cyril Sartor, apresentou quarta-feira, em Luanda, no Museu da Moeda, a Nova Estratégia da Política Externa dos Estados Unidos da América para África.
Participaram no evento, organizado pelas duas Câmaras de Comércio, que representam os interesses da comunidade empresarial dos Estados Unidos em Angola (USACC e AmCham-Angola), membros do executivo angolano, líderes empresariais, associações empresariais, líderes de opinião, jornalistas e membros da sociedade civil.
O evento, de apresentação da Nova Estratégia da Política Externa dos Estados Unidos da América para África, integra-se nas várias actividades e encontros da visita de três dias do Director para os Assuntos Africanos da Casa Branca a Angola.
Pretendeu-se, segundo a Embaixada norte-americana, com o evento, apresentar as novas estratégias da administração do Presidente Donald Trump nos domínios político, social, de negócios e comércio. “Os Estados Unidos apoiam o crescimento económico e o desenvolvimento que oferece benefícios mútuos para a América e aos seus parceiros em África”, diz a Embaixada.
Angola é um dos três principais parceiros dos Estados Unidos na África subsaariana e dos poucos países com quem Washington D.C. possui um acordo de parceira estratégica.
Cyril Sartor esteve na Mediateca 28 de Agosto, referindo a Embaixada que a visita do alto quadro da Casa Branca surge para reafirmar a excelente parceria existente entre a Embaixada dos EUA e a Rede de Mediatecas de Angola (REMA).
“Pretende-se com a visita à Mediateca sublinhar a importância e continuidade do memorando de entendimento existente entre a Embaixada dos EUA e a REMA, que traça as linhas orientadoras da cooperação entre as duas instituições”, refere a Embaixada, acrescentando que os “EUA apoiam o crescimento económico e o desenvolvimento que oferece benefícios mútuos para a América e aos seus parceiros em África”,
Recorde-se que em Maio de 2017, Os governos dos Estados Unidos da América e de Angola afirmaram que queriam reforçar a cooperação no domínio na Defesa, na sequência da assinatura, em Washington, de um memorando de entendimento.
O documento foi subscrito no Pentágono pelo secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, e pelo ministro da Defesa Nacional de Angola, João Lourenço que afirmou tratar-se de um entendimento que representa “algo de muito sério” para o lado angolano e que “ambos os países sairão a ganhar” que “cai permitir estreitar cada vez mais os laços de cooperação no domínio da Defesa entre os nossos países”.
Na altura, em declarações aos jornalistas, o ministro da Defesa, hoje Presidente da República, fez questão de sublinhar que foi dada “autorização por escrito do Presidente da Republica”, José Eduardo dos Santos, para a assinatura deste memorando de entendimento na capital norte-americana.
O secretário de Defesa, James Mattis, explicou que os Estados Unidos têm partilhado informação com as autoridades de Angola e já apoiam na formação de oficiais, parceria que pretendem elevar de nível. “Esperamos construir uma parceria mutuamente benéfica”, apontou James Mattis.


Foto: James Mattis e João Lourenço
fonte: folha8

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

OPINIÃO: “NO CORDA SINTIDO!” - UM PROGRAMA DA RÁDIO NACIONAL NO PERÍODO PÓS INDEPENDÊNCIA. ESSE PROGRAMA FAZIA FRENTE A BANDIDOS, INTRUSOS E MALANDROS.

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O objetivo do programa era para atingir a classe marginalizada e não só, mas muito mais que isso, era preciso incutir na mente do cidadão comum, aspectos relevantes que coadunam com comportamentos cívicos, fundamentados no respeito ao próximo, transparência, civilidade, honestidade e nacionalismo.
Esse valores foram sendo delapidados e menosprezados quando o cidadão comum ficou a mercê de interesses obscuros e que têm o seu foco nas ações perpetradas por inúmeros partidos que surgiram após a guerra de 7 de junho e exercem suas influências em vários sectores que compõe o aparelho do Estado.
Já lá vão tempos quando ser gente tinha seus reflexos no nível do conhecimento que um cidadão adquiria junto às Universidades, Escolas Técnicas e outros cursos profissionalizantes. Ninguém atravessava a ponte para se revelar gente de qualidade sem, entretanto, passar por lugares por onde se pode absorver conhecimento.
A Guiné-Bissau do período pós-independência era outra..., mas hoje ela é reveladora de profundas tristezas que vão matando a pouco e pouco bons quadros, boa gente e bons nacionalistas. Logo depois da independência, ser quadro formado quer na Rússia, Alemanha Democrática, Portugal, Estados Unidos, Cuba e mais países, era desejo de qualquer cidadão porque de antemão, qualquer um sabia que só podia subir o patamar da fama de bom quadro nacional quando, depois de investir na formação, o prestígio e outros valores revelados com suas ações diretas em departamentos de ministérios, através boas práticas na condução de planos e projetos, lhe vinha a ascensão na carreira e ganhos significativos que não causavam inveja a ninguém.  
Hoje os valores são outros. Para se ascender na carreira profissional, tem que ser o lambe botas e filiado a algum partido de influência, irmão, sobrinho, cunhado, parente próximo do ministro. Afetação a cargos em vários ministérios na Guiné-Bissau, não é por excelência ou por conhecimento na área. A grande maioria consegue emprego por indicação ou troca de favores entre donos de cargos de influência ou por indicação partidária. Com essas ações a ver vamos nós assistindo insatisfações acumuladas, estresses, abnegação e arrependimento. Este último muitas vezes está aliado à quebra de sonhos - como eu era feliz e não sabia! Feliz porque viveu em outras sociedades onde tudo funciona maravilhosamente e sem atropelos.  
Ano da eleição espera-se o renovar das esperanças! Mas também podemos esperar que sonhos embutidos em esperanças renovadoras são, muitas vezes, atropelados por essa esmagadora maioria da população a quem a escola foi negada… o povo maioritariamente analfabeta, que facilmente é seduzida por grupos de políticos oportunistas, assaltantes de interesses públicos, que na hora certa sabem trabalhar a mente dos desesperados que aceitam trocar seus votos por pequenos favores, sem a mente limpa para interpretar que uma ação falhada de sua parte, leva o povo a pagar com falta de atendimentos em hospitais, falta de escolas, falta de investimentos, falta de infraestruturas e falta de inovações, etc, etc.
2019 é um ano de desafio para o guineense. Uma prostituta enganada várias vezes, só aceita colocar a cabeça no travesseiro para satisfazer o parceiro, quando ele adianta o dinheiro. Em outras palavras – “dinheiro na mon, n´na fasiu sunha!” – dinheiro na mão, te faço sonhar!
Uma “frasezinha” engraçada, porém tem seus contornos para te chamar atenção ao que vem pela frente. Políticos que assistiram impávidos, porém sem alguma ação que os dignifiquem como políticos da atualidade, esses viveram números de dias sem fim assistindo mortes e mortes no Hospital Simão Mendes e outros, escolas fechadas, estradas por recuperar, prédios públicos sem reforma por anos a fio, enfim, esses homens ainda querem se posicionar à sua frente para te convencer que podem fazer muito mais, porém sem projeto algum. Você teve deputados que o tempo todo reservaram-se em suas cadeiras dormindo em plena sessão plenária e, ainda assim, foram compensados com carros novos. Essa pouca sorte para ti e muita sorte para eles não deve repetir. Precisamos identificar cada candidato novo em cada círculo eleitoral através de seu projeto. Para engordar a fileira dos que só sabem dormir, basta!
Em 2019 o único político guineense que podia merecer o seu voto caso candidatasse é o Ministro da Justiça actual. Passou pelo INSS e agora deixou sua marca no Ministério da Justiça – confira o prédio!
A Guiné-Bissau tem quadros de qualidade, mas a eles foi negada à oportunidade. Muitos enfileiram linhas de pensamento à beira da morte. Insatisfeitos, muitos não pensam por si próprios, porque são lhes negados ações concretas que podem ajudar nos grandes avanços frente a grandes projetos que necessitam envolver gente com conhecimento. Visitem caso queiram ministérios, departamentos e outros sectores, onde se constata a olho nu, a insatisfação sem conta de cargos assumidos por aqueles que outrora nem para serviços administrativos de base tinham lugar. As correspondências desses para outras instituições são provas de incapacidade e falta de nível. Alguns têm sorte por terem suas capacidades intelectuais cobertas por ações de Secretárias de experiências ganhas desde administração colonial e outras que pegaram carona com essas na melhoria de seus conhecimentos.
Cidadão guineense não se iluda através de palavras baratas que saem da boca desses políticos em desespero no ano da eleição. Vá à busca de suas histórias e realizações. A Guiné é pequena e pequena também é o número da sua população. Uma mentida contada por eles voa a quatro ventos e chega aos teus ouvidos quando menos esperas. Não se deixa enganar – conheça suas ações em seus partidos, na base que já o elegeu, seus projetos, se é que ele tem, etc.
OBSERVAÇÃO: CONTO COM A COLABORAÇÃO DE OUTROS BLOGS PARA REPUBLICAR ESSE ARTIGO. PRECISAMOS ENVOLVER OPINIÃO PÚBLICA COM IDEIAS QUE PODEM INFLUENCIAR NA DECISÃO FINAL QUE É – SALVAR O NOSSO VOTO E O NOSSO POVO!

Um abraço!
Deste que elege a Guiné-Bissau sempre em primeiro lugar.
Samuel Vieira

(vsamuel2003@gmail.com)




Continua a política de combate à corrupção em Angola.

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O Presidente angolano, João Lourenço, continua com a sua política de combate à corrupção, exonerando ou prendendo novos responsáveis da administração central e local do estado de Angola. O procurador-geral da República, reafirmou, por seu lado, que a cruzada judicial contra a corrupção e os desvios de dinheiro público vai continuar.




As autoridades judiciais angolanas estao a trabalhar em vários processos judiciais, no quadro do combate a corrupção, considerado prioritário pelo Executivo do Presidente Joao Lourenço.
Altos funcionários da administração central e local do estado, foram detidos e acusados de crimes de corrupção e peculato.
Recentemente, foram detidos os ex-directores do Instituto Nacional de Estradas de Angola e de Estatística da Região de Cabinda. Foram igualmente detidos funcionarios da administraçao local nas provincias da Huíla, Bengo, Kwanza-Sul, Bié, Benguela e Huíje.
A cruzada judicial contra a corrupção e os desvios de dinheiro público vai continuar, segundo a Procuradoria Geral da República, que criou um gabinete  especial para dar o devido tratamento os processos judiciais em curso.
Entretanto, o Presidente João Lourenço, exonerou Miguel Damião Gago do cargo de Administrador do Fundo Soberano de Angola. Desconhecem-se as razões da exoneração de Miguel Gago, que foi nomeado para o cargo em Janeiro de 2018.
De Luanda, o nosso correspondente, Avelino Miguel. 

Guiné-Bissau: Braço de ferro entre Governo e Professores.

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Continua o braço de ferro entre os sindicatos dos professores das escolas públicas e o Governo quanto ao pagamento de salários em atraso. Hoje o Presidente José Mário Vaz chamou os alunos ao palácio para os tranquilizar em como vai se empenhar pessoalmente na busca de uma solução. Os alunos prometeram esperar pelas diligências do Presidente e também anunciaram que não vão mais fazer protestos de rua.





Para já as associações dos alunos das escolas públicas prometem não organizar protestos nas ruas, como aconteceram na sexta-feira passada.
É que o presidente da Guiné-Bissau, que recebeu esta quarta-feira representantes dos alunos, prometeu intervir no sentido de evitar que os professores iniciem a greve geral de 16 dias uteis anunciada para começar na quinta-feira, dia 16 de fevereiro e decorrer até dia 07 de março.
Tcherno Indjai, um porta-voz das associações estudantis disse que pelas promessas do Presidente José Mário Vaz a greve não irá acontecer e se assim for os alunos não irão voltar a sair às ruas em protestos como aconteceram na semana passada.
Entretanto, o primeiro-ministro, Aristides Gomes continua a garantir que os salários dos professores estão já a ser pagos e que já deu ordens para publicação ainda esta semana no Boletim Oficial do estatuto da carreira docente.
A questão agora que aflige aos alunos e aos pais é saber se os sindicatos mesmo com isso tudo vão mesmo para greve.
fonte: RFI

Higino Carneiro investigado por sete crimes e proibido de deixar Angola.

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Peculato, corrupção passiva e branqueamento de capitais entre as acusações

Peculato, corrupção passiva e branqueamento de capitais entre as acusações
O deputado e antigo ministro e governador Higino Carneiro foi colocado sob Termo de Identidade e Resdência (TIR) e está proibido de deixar Angola, revela a Procuradoria-Geral da República (PGR) em nota divulgada nesta quarta-feira, 13.
As medidas, que incluem a obrigatoriedade de o antigo vice-presidente da Assembleia Nacional de comparecer com regularidade às autoridades, foram impostas um dia depois de Carneiro ter sido ouvido em interrogatório pela Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP), da PGR
A nota esclarece que Higino Carneiro foi ouvido na condição do antigo governador de Luanda, sobre “actos de gestão danosa de bens públicos”, alegadamente praticados em 2016 e 2017.

Um dos antigos homens fortes do regime de José Eduardo dos Santos, o actual deputado do MPLA é investigado, segundo a PGR, por “indícios da prática dos crimes” de peculato, violação de normas de execução do plano e orçamento, abuso de poder, associação criminosa, corrupção passiva e branqueamento de capitais.
O processo segue os seus trâmites na PGR, enquanto Higino Carneiro continua a desempenhar a sua actividade de deputado à Assembleia Nacional.
General e empresário, Carneiro foi ministro das Obras Públicas e governador das províncias de Luanda, Kwanza Sul e Cuando Cubango.
No início da actual legislatura ele foi eleito vice-presidente da Assembleia Nacional, mas foi afastado depois devido, segundo explicou o MPLA na altura, ao processo de renovação dos órgãos.

fonte: VOA

    Guiné-Bissau: Um novo braço-de-ferro entre Presidente e o Governo.

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    As divergências persistem a pouco mais de 48 horas do início da campanha eleitoral, sob muita agitação social.
    fonte: DW África
    Westafrika: Guiné-Bissau: Wahlen (DW/B. Darame)
    A pouco mais de 48 horas do início da campanha eleitoral para as legislativas do próximo dia 10 de março, a Guiné-Bissau vive momentos de muita agitação social. O Governo propõe uma mulher para liderar o ministério do Interior, enquanto o Presidente José Mário Vaz quer o homem da sua confiança no cargo.
    Nas ruas da capital guineense, observadores constatam um grande mistério à volta da nomeação do novo ministro do Interior, na sequência de divergências entre o Presidente da República e o Governo no que concerne à pessoa que deverá ser o titular da pasta.
    Uma mulher para o cargo
    O primeiro-ministro Aristides Gomes propôs nesta quarta-feira (13.02.) ao Presidente José Mário Vaz a nomeação de uma mulher, cujo nome ainda não foi revelado para garantir a segurança de todo o processo eleitoral.
    Guinea-Bissau - Aristides Gomes, Premierminister von Guinea Bissau (Präsidentschaft von Guinea-Bissau)
    Aristides Gomes
    Mas fontes oficiais confirmaram à DW que José Mário Vaz não concordou com a proposta e quer indicar para o cargo um homem da sua confiança. A atitude não agrada ao Governo.
    Após uma reunião de quase 40 minutos, o primeiro-ministro Aristides Gomes disse apenas que foi discutida a questão da segurança eleitoral, sem contudo adiantar mais detalhes.
    O presidente da Comissão Nacional de Eleições, José Pedro Sambú, foi entretanto ao Palácio Presidencial manifestar a sua inquietação com a segurança eleitoral, nas vésperas do início da campanha eleitoral, marcado para sábado (16.02.).
    "O Presidente garantiu-nos que vai nomear brevemente o ministro do Interior. Como sabem é o interlocutor direto da CNE (Comissão Nacional de Eleições) durante o processo eleitoral e nós manifestamos essa preocupação ao Presidente da República, no sentido de resolver rapidamente essa situação. Estamos preocupados porque até agora ainda não se constituiu a força conjunta que faz segurança e acompanha os materiais eleitorais que são distribuídos às comissões regionais de eleições e vamos entrar na fase da campanha eleitoral que é preciso garantir a segurança", disse.
    Também as organizações da Sociedade Civil reuniram-se com o Presidente guineense para pedir que nomeie o mais breve possível o novo titular da pasta do Interior.
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    Guiné-Bissau: Um novo braço-de-ferro entre Presidente e o Governo

    Fodé Carambá Sanhá é o porta-voz das organizações da Sociedade Civil e em declarações à imprensa disse que "não podíamos declinar desta preocupação, até já enviamos uma carta ao Presidente da República, pedindo que se tome diligências no sentido de nomear com mais brevidade possível, antes do início da campanha eleitoral, o ministro do Interior".
    Recorde-se, que a Guiné-Bissau está há mais de três meses sem ministro do Interior, desde que o chefe de Estado demitiu das funções, em novembro de 2018, Mutaro.
    Acabar com impasse entre Governo e professores
    Entretanto, o impasse persiste enquanto aumenta a agitação social nas ruas de Bissau com jovens não-identificados a convocarem, em nome dos alunos, protestos e atos de vandalismo, perturbando desta forma a ordem pública.
    A Rede dos Estudantes tem demarcado publicamente desses atos e pede que esses indivíduos sejam responsabilizados. Nesta quarta-feira, as associações de estudantes da Guiné-Bissau reuniram-se com o Presidente José Mário Vaz para pedir que intervenha para acabar com o impasse entre o Governo e os sindicatos dos professores, que iniciam uma nova greve na quinta-feira.
    Guinea-Bissau Proteste gegen den Lehrerstreik in Bissau (DW/B. Darame)
    Protesto em Bissau contra greve dos professores
    "O Presidente disse que vai usar toda a influência junto do Governo para atender às reclamações dos professores", afirmou Tcherno Indjai, daquele movimento estudantil, depois do encontro com o chefe de Estado guineense.
    Em declarações aos jornalistas, os representantes das associações de estudantes afirmaram que não convocaram nenhum protesto para esta quarta-feira e que há pessoas que querem aproveitar-se da situação.
    Pacto de estabilidade assinado na quinta-feira?
    Os estudantes salientaram que estão interessados numa solução e não em sair à rua, tranquilizando as pessoas de que não vão realizar protestos nos próximos dois dias.
     A greve de 16 dias dos professores das escolas começa na quinta-feira, na mesma altura em que os atores políticos guineenses deverão assinar um Pacto de Estabilidade Política e Social e o Código de Conduta e Ética Eleitoral, visando garantir a paz e permitir que o processo eleitoral decorra sem perturbações.
    O pacto de estabilidade é uma ação conjunta do Movimento Nacional da Sociedade Civil e da Comissão Nacional Caminhos para o Desenvolvimento em articulação com a Assembleia Nacional Popular e a Presidência da República, envolvendo várias entidades, inclusive os partidos políticos.

    Moçambique: Reina o silêncio sobre detenção do jornalista moçambicano Amade Abubacar.

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

    Defesa de Amade Abubacar continua à espera de uma resposta ao segundo pedido de liberdade provisória, feito na semana passada. Jornalista está detido há mais de um mês na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.
    fonte: DW África
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    Até agora, reina o silêncio das autoridades sobre a detenção
    Há uma semana que a defesa do jornalista Amade Abubacar espera uma resposta a um pedido de liberdade provisória, sob pagamento de caução. Este já é o segundo pedido desde que o jornalista foi detido a 5 de janeiro na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, quando fotografava famílias que fugiam da região com medo de ataques. O primeiro não foi respondido atempadamente.
    Amade Abubacar é acusado de crimes de violação do segredo de Estado e incitação à desobediência com recurso a meios informáticos.
    Sem gravar entrevista, Jonas Wazir, presidente do núcleo em Cabo Delgado da organização de defesa da liberdade de imprensa MISA-Moçambique diz, no entanto, que, desta vez, espera uma resposta favorável.
    A DW África tentou falar com o Tribunal Judicial Provincial de Cabo Delgado acerca do andamento do processo, mas foi-nos informado que o porta-voz do tribunal encontra-se ausente.
    Jornalista escrevia para o jornal "Carta de Moçambique"
    Na segunda-feira (11.02), o jornal "Carta de Moçambique" publicou no seu portal um artigo em que assume que, na altura da detenção, Amade Abubacar trabalhava como seu correspondente em Macomia e escrevia sobre os ataques armados que ocorrem em alguns distritos de Cabo Delgado.
    "Contrariando uma narrativa das autoridades oficiais, segundo a qual o Amade Abubacar não estava a trabalhar para nenhum outro jornal no dia em que foi detido, o que nós fizemos foi desmentir isso, provando que ele estava a trabalhar para a Carta", explica o diretor do jornal, Marcelo Mosse.
    Marcelo Mosse
    Marcelo Mosse: "Estamos dispostos a ir até às últimas consequências"
    "Achámos que era útil publicar esta informação para mostrar que qualquer suspeita de que ele não estava a trabalhar para nenhum outro órgão é infundada", sublinha o jornalista.
    Amade Abubacar assinava na "Carta de Moçambique" com o pseudónimo Saíde Abibo. Com a colaboração do jornalista, a "Carta tornou-se numa das principais fontes de informação  sobre a insurgência em Cabo Delgado", revelou o jornal.
    Em entrevista à DW África, o diretor Marcelo Mosse refere que as acusações do Ministério Público sobre Amade Abubacar são um equívoco, apelando por isso à classe jornalística a não cruzar os braços para defender o colega. Disse ainda que a "Carta de Moçambique" está disponível para testemunhar a favor de Abubacar em tribunal. "Ele é nosso colega e estamos dispostos a ir até às últimas consequências, para que se prove que, pelo menos, ele era nosso colaborador", diz Marcelo Mosse
    Amade Abubacar denunciou, no mês passado, à Ordem dos Advogados de Moçambique que foi torturado por militares, depois da sua detenção a 5 de janeiro. Várias organizações de defesa dos direitos humanos têm pedido a libertação imediata do jornalista. Abubacar não vê a esposa, os filhos e o irmão desde que foi detido.



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