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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Moçambique: PR participa na Conferência Económica de Engenharia em Milão.

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O Presidente da República, Filipe Nyusi, participa hoje, quarta-feira, na Conferência Económica da Associação Nacional de Engenharia de Unidades Industriais, em Milão, na Itália.
Para além de participar na conferência económica, Filipe Nyusi vai visitar um empreendimento económico e participar num almoço com amigos de Moçambique em Milão, no âmbito da visita presidencial de três dias à Itália, que hoje termina.
Na Conferência Económica da Associação Nacional de Engenharia de Unidades Industriais, Moçambique pretende atrair mais investidores para o país.
Aliás, ontem, o Presidente Nyusi convidou os empresários italianos a participarem na próxima edição da FACIM, de modo a impulsionar as trocas comerciais.
Instou o sector privado nacional a imprimir mais dinâmica na busca de parcerias, de forma a assegurar a sua participação nas oportunidades que se abrem com os investimentos previstos no sector de gás na bacia do Rovuma.
Os empresários nacionais reconheceram que a visita à Itália vai trazer um novo ímpeto nas relações de cooperação económica entre os dois países.
Depois da Decisão Final de Investimento na bacia do Rovuma, de pouco mais de 20 mil milhões de dólares, anunciada pela Anadarko, os empresários nacionais entendem que a Europa tem Moçambique como seu parceiro estratégico para beneficiar de todo o negócio que vai ser gerado com os investimentos anunciados.
Ontem, o Chefe do Estado moçambicano manteve conversações com o seu homólogo italiano, Sérgio Mattarella, e com o primeiro-ministro da Itália e procedeu à abertura do Fórum de Negócios Moçambique-Itália.
fonte: .jornalnoticias.co.mz

Guiné-Bissau: Cipriano Cassamá anuncia candidatura à Presidência.

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Presidente da Assembleia Nacional Popular vai ser candidato às presidenciais agendadas para 24 de novembro e promete convidar o presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, para o cargo de primeiro-ministro.

fonte: DW Áfriaca
Guinea Bissau 1. Parlamantssitzung nach Krise Cipriano Cassama (DW/B. Darame)

"Depois de uma reflexão profunda, enquanto primeiro vice-presidente do partido [PAIGC], decidi candidatar-me às eleições presidenciais. Confirmo que sou candidato e serei candidato a essas eleições de 24 de novembro", anunciou Cipriano Cassamá, esta terça-feira (09.07).
Cassamá, que falava aos jornalistas após ter sido recebido em audiência pelo Presidente de Angola, João Lourenço, indicou que, caso seja eleito, indicará o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, para o cargo de primeiro-ministro.
"Penso que, enquanto Presidente da República, dentro de cinco a seis meses, ele voltará a chefiar o Governo da Guiné-Bissau", adiantou. "Tudo farei, porque, neste momento, já temos apoios internos no partido e ao nível das outras instituições da República. Penso que quanto a Domingos Simões Pereira não haverá problema".
Cipriano Cassamá desdramatizou qualquer adversário vindo do próprio PAIGC, nomeadamente em relação a Domingos Simões Pereira e ao ex-primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, afastado em 2012, quando se preparava para a segunda volta das presidenciais: "Domingos Simões Pereira é o presidente do meu partido. Com ele tenho uma aliança. Eu desisti no Congresso de Cacheu (2014). Fui com 379 delegados. Eu era candidato para ser presidente do partido. Dado algumas considerações, desisti da minha candidatura, fizemos uma aliança e ele é presidente do partido e continuo a ter muita confiança nele". 
 
Ouvir o áudio03:52

Guiné-Bissau: Cipriano Cassamá anuncia candidatura à Presidência

Ainda em relação a Carlos Gomes Júnior e a outros possíveis candidatos à Presidência, Cassamá foi mais evasivo: "Nós conhecemo-nos bem. Tudo o que fiz durante estes cinco anos, fi-lo com sentido de Estado e de responsabilidade, cumprindo o regimento da Assembleia Nacional Popular (ANP) e a Constituição da República. Defendi o Estado da Guiné-Bissau e contra as pessoas que queriam pôr em causa a normalidade constitucional". 
Críticas a Jomav
Cipriano Cassamá, segunda figura da hierarquia do Estado guineense, criticou duramente o Presidente José Mário Vaz devido à polémica nomeação de um novo primeiro-ministro, mais de três meses após as eleições legislativas: "Quem governa, na Guiné-Bissau, é o Governo, não é o Presidente da República. E o nosso Presidente da República, com certeza, fazia interpretação pessoal da Constituição da República. Não é nada normal. Penso que, quem conhece bem a nossa Constituição, é clara, explícita e tem de se cumprir".
As críticas de Cipriano Cassamá ao Presidente da República também visaram a nomeação do novo procurador-geral da República da Guiné-Bissau. A este respeito, Cassamá disse que José Mário Vaz não respeitou o comunicado final da reunião de chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, realizada a 29 de junho na Nigéria.
"De acordo com o comunicado dos chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, os partidos políticos com maioria parlamentar proporiam três nomes. Dos três nomes, o presidente cessante [José Mário Vaz] escolheria um. Mas fez tudo ao contrário. Isso preocupa-nos, e esperamos que haja bom senso da parte dele e de todos nós para que a Guiné-Bissau volte à estabilidade de uma maneira definitiva e que resgatemos a nossa credibilidade ao nível nacional e internacional".
Cipriano Cassamá, que estava em Luanda para a Assembleia Parlamentar da CPLP, aproveitou para conversar com o Presidente angolano, João Lourenço, e pediu que Angola continuasse a apoiar a Guiné-Bissau.

Cipriano Cassamá é candidato à Presidência da Guiné-Bissau

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Eleições acontecem a 24 de Novembro
Eleições acontecem a 24 de Novembro
Cipriano Cassamá, presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, assume ser candidato às presidenciais de 24 de Novembro e avisa que, se ganhar, nomeará Domingos Simões Pereira para o cargo de primeiro-ministro.
"Depois de uma reflexão profunda, enquanto primeiro vice-presidente do partido, decidi candidatar-me às eleições presidenciais. Confirmo que sou candidato", revelou Cassamá aos jornalistas, em Luanda, à saída de um encontro com o Presidente angolano João Lourenço na terça-feira, 9.
O presidente do Parlamento garantiu haver condições para as presidenciais se realizarem a 24 de Novembro e descartou qualquer choque com Domingos Simões Pereira, presidente do partido, e apontado como “natural” candidato à Chefia do Estado depois de o Presidente cessante não ter aceite o seu nome para o cargo de primeiro-ministro.
“Dentro de cinco a seis meses, ele voltará a chefiar o Governo da Guiné-Bissau. Tudo farei, porque, neste momento, já temos apoios internos no partido e ao nível das outras instituições da República. Penso que quanto a Domingos Simões Pereira não haverá problema”, disse Cipriano Cassamá, que lembra a aliança feita em 2014 por ocasião do Congresso de Cacheu em que desistiu da candidatura ao partido alegadamente a favor de Pereira.
Cassamá também comentou a actuação do Presidente da República no caso da nomeação do primeiro-ministro dizendo que José Mário Vaz tem uma "interpretação pessoal da Constituição da República".
"Não é nada normal. Penso que, quem conhece bem a nossa Constituição, é clara, explícita e tem de se cumprir", afirmou, reiterando que quem tem de governar é o Executivo e não o Presidente.
Cipriano Cassamá encontra-se em Angola onde participa na IX Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que teve início na terça-feira, 9, em Luanda.

fonte: VOA

terça-feira, 9 de julho de 2019

ANGOLA: AS MOSCAS SÃO MESMO MAIS SIMPÁTICAS? SÃO, SIM SENHOR!

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Sem ouvir, como é obrigatório pelas leis do partido que (des)governa Angola desde 1975, o Departamento de Informação e Propaganda (DIP) do MPLA, o jornal Financial Times questiona se João Lourenço conseguirá curar Angola do “capitalismo de compadrio” que, aliás, constitui o ADN da seita.

Para facilitar a análise do DIP (cujos membros têm muitas vezes de se descalçar para contarem até 12), explicamos o significado de “seita”: Grupo organizado que tem ideias ou causas em comum = a bando, partido.
O Financial Times dedica esta terça-feira um extenso artigo à situação económica e política de Angola, questionando se as reformas (supostamente) implementadas pelo Presidente, João Lourenço, igualmente Presidente do MPLA e Titular do Poder Executivo, vão conseguir curar o país do que chama “capitalismo de compadrio”.
Assinado por David Pilling, o editor de África do influente jornal britânico, o artigo recolhe declarações do analista Ricardo Soares de Oliveira, do ministro dos Transportes, Ricardo Viegas d’Abreu, do governador do Banco Nacional de Angola, José Lima Massano, e do jornalista e activista Rafael Marques de Morais, não dando uma resposta ao título do artigo: “Africa: can João Lourenço cure Angola of its crony capitalism? (África: pode João Lourenço curar Angola do seu capitalismo de compadrio?)”.
O artigo passa em revista as principais decisões de João Lourenço, lembrando episódios como a introdução de uma nova lei para o investimento privado, o afastamento de Isabel dos Santos da Sonangol, os maus indicadores socioeconómicos para um país que é a terceira maior economia africana, a discrepância de 32 mil milhões de dólares (28,5 mil milhões de euros) encontrada nas contas da Sonangol e as alterações nas leis que regulam a actividade petrolífera.
“Este país da África Austral tornou-se um dos mais corruptos do continente, um estado de compadrio capitalista em que a proximidade do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), liderado durante 38 anos pelo Presidente José Eduardo dos Santos, foi o maior factor de enriquecimento pessoal”, escreve o editor para África do Financial Times.
No dia 7 de Março de 2015 o mesmo jornal explicou as razões pelas quais o Folha 8 existe desde 1995 e, também, os motivos desta nossa luta contínua já que, hoje, se confirma que afinal filho de jacaré é mesmo… jacaré. Escrevia então o jornal britânico que Angola era uma cleptocracia (regime político corrupto) e os seus dirigentes uma elite indiferente ao resto da população.
Hoje é diferente? A corrupção continua a existir e a elite continua indiferente ao resto da população, entra a qual estão 20 milhões de pobres. A única diferença visível é que mudaram alguns membros da elite. Nada mais do que isso.
Num texto com o título ‘Porque o Ocidente adora um cleptocrata’, publicado então, o jornal britânico abordava o lançamento do livro “Magnificent and Beggar Land: Angola Since the Civil War”, de Ricardo Soares de Oliveira.
O artigo que desmontava o sistema então vigente no nosso país, mais não diz do que aquilo aqui que nós aqui dizemos ao longo dos anos. Mas, reconhecemos, todas as ajudas para desmascarar o regime são oportunas.
“Mesmo pelos padrões dos Estados petrolíferos, Angola é quase risivelmente injusta”, dizia em 2015 o articulista, referindo com todas as letras que “os oligarcas deixam gorjetas de 500 euros nos restaurantes da moda em Lisboa, enquanto cerca de uma em cada seis crianças angolanas morrem antes de terem cinco anos”. Mais euro menos euro, no essencial tudo continua, quatro anos depois, na mesma. Os oligarcas de hoje são sobretudo os oligarcas que ontem estavam na segunda linha mas que, com o advento de João Lourenço, passaram para a primeira linha.
O Financial Times referia que “esta pequena cleptocracia é aceite como uma parte integrante do sistema ocidental” e explicava que são os expatriados que fazem a economia angolana mexer, desde as consultoras que ajudam a definir a política económica até aos bancos que financiam os negócios do clã Eduardo dos Santos.
Banido o clã Eduardo dos Santos, como está o país? Bom. A nova cleptocracia continua a ser aceite como uma parte integrante do sistema ocidental, e os expatriados são quem faz a economia angolana mexer, desde as consultoras que ajudam a definir a política económica até aos bancos que financiam os negócios,
“Os oligarcas angolanos habitam a economia do luxo global das escolas públicas britânicas, dos gestores de activos suíços, das lojas Hermès, etc.”, escrevia o jornal, que classifica o livro sobre Angola como “maravilhoso”.
O livro, de resto, foi lançado na altura em Londres e era o segundo da autoria de Ricardo Soares de Oliveira, um professor de Política Africana em Oxford que também colabora com Instituto de Políticas Públicas Globais, em Berlim.
No texto que serviu de lançamento para o livro, é feito um retrato de fortes contrastes entre a elite e o resto da população angolana, por exemplo quando se lê que “a clique dirigente consiste largamente numas poucas famílias de raça mista da capital, Luanda, que considera que os cerca de 21 milhões de angolanos negros no mato ou musseques são imperfeitamente civilizados, e com pouco desejo para os educar”.
Diferenças para hoje? Reconhecendo que a “clique dirigente” tem outros rostos (quase todos, a começar por João Lourenço, transitaram da clique anterior), de substantivo nada mais se encontra,
A relação entre Portugal e Angola fazia também parte da análise do jornalista que assina o texto, que cita o autor do livro dizendo que “por trás de cada magnata angolano há uma equipa de gestão maioritariamente portuguesa”, que não se preocupa com as consequências da sua gestão, “por isso os estrangeiros bombam petróleo, fazem luxuosos vestidos e constroem aeroportos sem sentido no meio do nada”.
Hoje é diferente? Não. Apenas mudaram algumas moscas. O resto, talvez graças a melhor desodorizante, cheira melhor mas a sua essência putrefacta é a mesma.
Criticando de forma directa as luxuosas viagens à Europa, os passeios entre capitais europeias recorrendo a aviões a jacto, o artigo prosseguia argumentando que a crise económica fez com que os governos ocidentais procurassem novos negócios sem olhar ao contexto político desses países, contando com o exemplo da conhecida política de não interferência da China, um dos novos grandes investidores em África na exploração de recursos naturais.
Depois de criticar os governos ocidentais por não fazerem a distinção entre o dinheiro dos governantes e o dinheiro dos Estados, porque afinal “eles empilham-no nos nossos bancos e gastam-no nos nossos quadros, em cirurgias plásticas e em casas de praia, para além de acções das nossas empresas, especialmente em Portugal”, o artigo termina abordando a descida do preço do petróleo.
Desse tempo apenas se alterou a grande máxima do regime. Antes dizia-se que “o MPLA é Angola e Angola é o MPLA”. Hoje, com João Lourenço, diz-se que “Angola é o MPLA e o MPLA é Angola”. A diferença é substancial, não é?
“A elite fez a festa durante o crescimento do petróleo. O provável impacto no regime do colapso nos preços é pouco, porque se só se está a alimentar uma pequena percentagem do povo, 50 dólares por barril chega e sobra”.
Basta, aliás, ver o perfil do cliente de elite angolano em Portugal, que continua a representar mais de 40% do mercado de luxo português. Trata-se sobretudo de homens, 40 anos, empresários do ramo da construção, ex-militares ou com ligações ao governo. Vestem Hugo Boss ou Ermenegildo Zegna. Compram relógios de ouro Patek Phillipe e Rolex.
Do outro lado, aquele que não interessa aos governantes e políticos portugueses, sejam eles Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa, Rui Rio, Assunção Cristas, Jerónimo de Sousa ou Catarina Martins, está o perfil do povo angolano, que representa 70% da população, e que é pé descalço, barriga vazia e (sobre)vive nos bairros de lata.
Esses angolanos de primeira não olham a preços. Procuram qualidade e peças com o logo visível. É comum uma loja de luxo facturar, numa só venda, entre 100 e 200 mil euros, pagos por transferência bancária ou cartão de crédito.
Por outro lado, de acordo com a vida real dos angolanos (de segunda), 45% das crianças sofrem de má nutrição crónica e uma em cada quatro (25%) morre antes de atingir os cinco anos.
Na joalharia de luxo, os angolanos também se destacam, tanto pelo valor dos artigos que compram como pela facilidade com que os pagam. Chaumet, Dior e H. Stern? Sim, pois claro. O preço não é problema. Quanto mais caro melhor. Comprar uma pulseira por 150 mil euros é como comer um pires de tremoços.
Pois é. Em Angola, o acesso à boa educação, aos condomínios, ao capital accionista dos bancos e das seguradoras, aos grandes negócios, às licitações dos blocos petrolíferos, está limitado a um grupo muito restrito de famílias ligadas ao regime no poder. Mas o que é que isso interessa?
Refeições? Que tal trufas pretas, caranguejos gigantes, cordeiro assado com cogumelos, bolbos de lírio de Inverno, supremos de galinha com espuma de raiz de beterraba e uma selecção de queijos acompanhados de mel e amêndoas caramelizadas, com cinco vinhos diferentes, entre os quais um Château-Grillet 2005?
Quanto ao Povo, bem a ementa desses é fuba podre, peixe podre, panos ruins, 50 angolares e porrada se refilarem.
Folha 8 com Lusa

Novo Governo guineense tem alto índice de participação feminina.

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A Plataforma Política das Mulheres da Guiné-Bissau (PPM) congratula-se com a taxa de participação feminina no novo Governo, que respeita a lei da paridade aprovada em 2018. Das 31 pastas, 11 são ocupadas por mulheres.

fonte: DW ÁFRICA

Reunião da Plataforma Política das Mulheres da Guiné-Bissau

Reunião da Plataforma Política das Mulheres da Guiné-Bissau
O novo Governo guineense liderado por Aristides Gomes tem 31 pastas e onze delas são comandadas por mulheres. São oito ministras e três secretárias de Estado, o que corresponde a 35% de participação feminina no Executivo da Guiné-Bissau. Falta apenas um por cento para atingir a lei da paridade aprovada pela Assembleia Nacional Popular (ANP), que prevê uma taxa de participação de 36% das mulheres na esfera da tomada de decisões.
Em conferência de imprensa esta sexta-feira (05.07), a Plataforma Política das Mulheres da Guiné-Bissau (PPM) chamou de "marco histórico" a inclusão de mais de uma dezena de mulheres no novo Executivo. Silvina Tavares, presidente da organização, considera uma conquista o elevado número de mulheres no Governo.
 
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Novo Governo guineense tem alto índice de participação feminina

"A participação inédita das mulheres neste novo elenco governamental não reside apenas na avaliação numérica dos factos, mas sim, na qualidade e importância dos pelouros que lhes foram confiados nesta nova etapa crucial para o processo de desenvolvimento inclusivo que a Guiné-Bissau tanto almeja", disse a ativista. "A organização considera um marco histórico a observância plena da paridade no que diz respeito à atribuição de funções ministeriais, na qual se regista uma paridade plena entre homens e mulheres, 50% por cada sexo."
Para Silvina Tavares, a inclusão de um número aceitável das mulheres no Governo é uma mudança de paradigma em relação ao passado, que foi caracterizado por discriminação contra pessoas do sexo feminino.
"A Plataforma Política das Mulheres felicita os partidos da maioria parlamentar pelo enorme esforço que se traduz na mudança de paradigma em relação ao passado, caracterizado pela discriminação infundada contra as mulheres na esfera de tomada de decisões. De igual modo, o equilíbrio do género observado na composição do atual Governo constitui um gesto de reconhecimento", finalizou.
Cidadãos satisfeitos
Guinea-Bissau - Aristides Gomes, Premierminister von Guinea Bissau
Onze das 31 pastas do novo Governo de Aristides Gomes são comandadas por mulheres
Ouvidos pela DW, os guineenses mostram-se satisfeitos com a inclusão das mulheres no Governo. "É bom que as mulheres também mostrem a sua participação positiva no desenvolvimento do país", disse uma cidadã guineense, cuja opinião foi partilhada por outro cidadão: "Isso não é um favor. É um direito e uma obrigação para que todos nós estejamos em pé de igualdade".
Essa "é a forma mais viável também das mulheres poderem mostrar as suas capacidades na tomada de decisões", opinou uma professora entrevistada em Bissau pela reportagem da DW.
Na Guiné-Bissau, as mulheres constituem a maioria da população, 52%. Em novembro de 2018, o Parlamento guineense aprovou a lei de paridade, que foi promulgada pelo Presidente da República em dezembro.
Até antes da formação do novo Governo guineense, várias organizações femininas do país ainda questionavam o cumprimento da lei adotada pelos deputados, uma vez que na constituição da lista dos partidos para o Parlamento, não houve o respeito pela mesma.

José Mário Vaz: "Coabitação" com Domingos Simões Pereira não seria boa para a Guiné-Bissau.

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Não foi pessoal, mas política a decisão de não nomear o líder do PAIGC para primeiro-ministro, garante o Presidente guineense. Chefe de Estado promete anunciar em breve se vai ser candidato às presidenciais.

fonte: DW África
José Mário Vaz a 23 de junho, dia em que terminou oficialmente o seu mandato na Presidência.

José Mário Vaz a 23 de junho, dia em que terminou oficialmente o seu mandato na Presidência.
O chefe de Estado da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, explicou que não nomeou Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, para o cargo de primeiro-ministro, porque a coabitação não seria boa para nenhum dos dois, nem para o país.
"Foi essa a preocupação tendo em conta a situação do povo, do país, os desafios, senti que a coabitação entre os dois não seria boa nem para mim, nem para ele, nem para o país. A política significa servir os outros, estamos aqui para servir o país, se não estamos aqui para servir o país e estamos para conflitos permanentes, significa que não vale a pena", afirmou José Mário Vaz, em entrevista à Lusa e à RTP.
Salientando não ter qualquer problema pessoal com o presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), José Mário Vaz disse que ficou preocupado com o aconteceu na legislatura anterior.
"Ele foi primeiro-ministro da Guiné-Bissau, as coisas não correram bem, porque não conseguiu resolver os problemas, os desafios que se colocavam ao país, e nem notámos algum sinal que pudesse contribuir para termos alguma esperança no futuro", afirmou.
Sem entendimento, país não avança
O Presidente guineense demitiu Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro em 2015, alegando nepotismo e corrupção, depois de o PAIGC ter vencido as eleições legislativas de 2014, dando início a uma crise política no país, que levou ao encerramento do parlamento por três anos.
Para José Mário Vaz, aquela foi a base para a sua decisão e para não voltar a colocar o país numa situação difícil. "Não se trata de questões pessoais, trata-se de questões políticas", sublinhou. 
Guinea-Bissau Domingos Simões Pereira, Vorsitzender PAIGC
Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC.
O Presidente guineense alega também que outra razão para não ter nomeado Domingos Simões Pereira está relacionada com determinadas afirmações, que o deixaram um "bocado preocupado", referindo-se a um protesto que decorreu em Bissau e em que o presidente do PAIGC pediu aos militares para "abrirem alas" para as pessoas chegarem ao Palácio da Presidência.
"Os dois (chefe de Estado e primeiro-ministro) são importantes para o futuro do país e não havendo entendimento entre os dois torna-se difícil realmente fazer avançar o país", disse.
O PAIGC voltou a vencer as eleições legislativas realizadas em 10 de março e indicou o nome de Domingos Simões Pereira para o cargo de primeiro-ministro, mas José Mário Vaz recusou, alegando questões éticas. 
O partido acabou por indicar o nome de Aristides Gomes, que já ocupava o cargo. Na sequência daquela decisão, o presidente do PAIGC acusou o Presidente de alegada tentativa de golpe de Estado. "Eu dar indicação para fazer um golpe de Estado. A quem vou dar um golpe de Estado?", questionou José Mário Vaz.
Questionado sobre se são os militares ou os políticos os responsáveis pela instabilidade na Guiné-Bissau, o chefe de Estado guineense salientou que chegou à conclusão que são os políticos.
"No contencioso ou nos problemas entre nós vamos buscar os militares para dirimir os conflitos. Os militares deram um exemplo. Os políticos estão na base de tudo isto e hoje depois de cinco anos do meu mandato com paz civil e tranquilidade interna ninguém vê os militares a andar com armas nas ruas e nós políticos é que temos problemas entre nós", afirmou.
Nova candidatura?
 Aristides Gomes und José Mário Vaz Guinea-Bissau
Primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, e José Mário Vaz.
Entretanto, o chefe de Estado promete anunciar em breve se vai ser candidato às eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro. "Primeiro precisamos de fechar os ciclos. Foram as eleições, agora conseguimos realmente empossar o novo Governo, temos a assembleia, em princípio a funcionar em pleno, as instituições do Estado mais importantes já estão praticamente em funções e depois de tudo vou arranjar uns dias para refletir", afirmou, em entrevista à Lusa e à RTP.
O Presidente guineense terminou o seu mandato de cinco anos em 23 de junho, mas vai continuar em funções até à tomada de posse do futuro chefe de Estado.
"Às vezes tomar a decisão não depende só de nós, depende da família e de amigos próximos e irei refletir melhor nos próximos tempos e irei dar uma resposta. Dependerá também de muitos fatores e espero brevemente ter uma resposta", sublinhou.
Sobre os cinco anos do seu mandato, José Mário Vaz, que foi o primeiro Presidente do país a terminar um mandato, considerou que foram muito difíceis, com muitos desafios, mas "com determinação" conseguiu chegar ao fim sem golpes de Estado e sem refugiados políticos, com liberdade de imprensa e de expressão, legados dos quais se orgulha.

CAN 2019: Tunísia e Costa do Marfim, últimos apurados.

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A Costa do Marfim derrotou o Mali por 1-0.
Pierre René-Worms/RFI

O Campeonato Africano das Nações de futebol, que decorre no Egipto, aproxima-se cada vez mais do fim. Nesta quarta-feira iniciam-se os quartos-de-final: Senegal-Benim e Nigéria-África do Sul.



Tunísia e Costa do Marfim são os dois últimos países a carimbar o passaporte para os quartos-de-final do CAN 2019.
A Tunísia derrotou o Gana por 5-4 na marcação das grandes penalidades, isto após o empate a uma bola no fim do tempo regulamentar e do prolongamento, num encontro que decorreu no Estádio de Ismaília.
Recorde-se que os tunisinos terminaram no 2° lugar no Grupo E com três pontos, à frente de Angola, e apuraram-se para os oitavos sem ter vencido um único encontro. A Tunísia prossegue assim o seu caminho e vai ter agora pela frente Madagáscar, a selecção surpresa deste CAN, que participa pela primeira vez na prova.
Quanto à Costa do Marfim acabou por derrotar o Mali por 1-0 com o único tento a ser apontado pelo avançado Wilfried Zaha, num jogo que decorreu no Estádio de Suez.
Os marfinenses vão agora medir forças com Argélia, uma das selecções favoritas à conquista do título continental e que derrotou por 3-0 a Guiné nos oitavos-de-final.
fonte: RFI

BRASIL: O Presidente Bolsonaro tem pior desempenho nos primeiros seis meses desde 1992.

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 Jair Bolsonaro divide opiniões no Brasil
Jair Bolsonaro divide opiniões no Brasil

O Presidente brasileiro Jair Bolsonaro tem a pior avaliação de um Chefe de Estado em primeiro mandato após seis meses de Governo, com 33% de opinião positiva e os mesmos 33% de avaliação negativa, revela uma pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira, 8, pelo jornal Folha de São Paulo.
É a pior aprovação nos primeiros seis meses desde o mandato de Fernando Collor de Mello em 1990, que tinha uma aprovação de 34%, mas rejeição de 20%.
A avaliação de Bolsonaro manteve-se praticamente inalterada em relação à pesquisa de Abril, a mais recente do Datafolha, quando teve 32% de avaliação ótima/boa e 30% de má/péssima.
A pesquisa de Julho foi feita nos dias 4 e 5, com 2.860 pessoas, em 130 cidades, e tem margem de erro de 2 pontos percentuais.
O levantamento apontou ainda uma queda na fatia de entrevistados que preveem uma gestão óptima ou boa de 59% em Abril para 51% agora, enquanto a opinião de que será regular subiu de 16% para 21% e o pessimismo ficou estável dentro da margem de erro, de 23% para 24%.
Para 61%, Bolsonaro fez menos do que o esperado, enquanto 22% consideram o desempenho dentro do previsto e 12% avaliam que o Presidente superou a expectativa, em linha com os resultados da pesquisa de Abril.

fonte: VOA

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Guiné-Bissau: o presidente nomeia um novo governo.

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O presidente da Guiné-Bissau, José Mario Vaz, nomeou na quarta-feira (ontem - 03/07/2019) um novo governo, cujos 31 membros, principalmente da maioria parlamentar, foram imediatamente investidos em Bissau, após várias semanas de impasse devido a desentendimentos com o partido vencedor das eleições legislativas de 10 de março, de acordo com um decreto presidencial.

O Chefe de Estado da Guiné-Bissau também nomeou nesta quarta-feira um novo procurador-geral, após a renúncia terça-feira do incumbente, também em conflito com a maioria parlamentar liderada pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo -Vert (PAIGC), de acordo com um decreto presidencial separado. O mediador do Oeste Africano da Comunidade Económica Unida (CEDEAO) na crise política, exigiu sábado em Abuja que um novo procurador-geral seja nomeado e um novo governo formado até quarta-feira (03/07/2019).

O novo governo tem 16 ministros e 15 secretários de estado, representando 31 membros, principalmente os do PAIGC. A nova equipe é liderada pelo primeiro-ministro Aristide Gomes. O Procurador-Geral Bacari Biai, demitiu-se nesta terça-feira após reivindicações de 29 de junho da prisão, por "tentativa de subversão da ordem constitucional", o Presidente da Assembleia Nacional, Cipriano Cassamá indicado pela maioria parlamentar para assegurar o Chefe "interino" de Estado, no lugar de José Mário Vaz, cujo prazo expirou. A mesma acusação foi referida por Califa Seidi, chefe do grupo de deputados do PAIGC, que ganhou em 10 de março as legislativas.

"Sr. Embaixador Ladislau Fernando Clemente e professor universitário é nomeado procurador-geral até a posse do novo presidente ", disse um dos decretos de quarta-feira. O mandato de cinco anos do presidente Vaz expirou em 23 de junho. Ele permanece à frente do país, mas "deixa a condução dos negócios a cargo do governo", que deve ser feita, até a realização de um presidencial indiciado por CEDEAO para sábado 24 de novembro, decidiu. O procurador-geral cessante foi acusado pelo PAIGC de estar perto de Presidente Vaz e ter "cometido actos de perseguição" contra seus líderes.

Em crise política desde 2015 e o despedimento por Vaz na sua estreia na época, o Domingos Simões Pereira, Guiné-Bissau tem experimentado novas convulsões após o legislativo. Presidente Vaz recusou-se a nomeá-lo como primeiro-ministro, portanto, o líder da maioria PAIGC após a eleição de 10 de Março, que era ninguém menos que o ex-chefe de governo que o demitiu antes de finalmente nomear Aristides Gomes. Após a nomeação de um primeiro ministro e a formação de um novo governo, o bloqueio persiste no Parlamento.

O PAIGC e três formações aliadas controlam uma maioria de 54 assentos fora de 102 na Assembleia Nacional contra 48 da oposição representada pelos membros dos partidos Madem formados no PAIGC e do Partido da Renovação Social (PRS).

fonte: lefigaro.fr

Guiné-Bissau: Novo Governo com 16 ministérios e 15 secretarias de Estado.

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A ex-secretária de Estado das Comunidades Suzi Barbosa é a nova ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, segundo o decreto presidencial de nomeação do novo Governo divulgado hoje pela Presidência.

fonte: DW África
Suzi Barbosa é a nova ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau
Suzi Barbosa é a nova ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau

A ex-secretária de Estado das Comunidades Suzi Barbosa é a nova ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, segundo o decreto presidencial de nomeação do novo Governo divulgado hoje pela Presidência.
O novo Governo vai ter 16 ministérios - oito dos quais liderados por mulheres - e 15 secretarias de Estado. Quase quatro meses depois das eleições legislativas de 10 de março, o Presidente José Mário Vaz nomeou o novo Executivo.
Os chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO) reunidos na sua 55.ª cimeira no sábado, em Abuja, na Nigéria, determinaram que o Presidente guineense, José Mário Vaz, tinha de nomear um novo Governo e um novo Procurador-Geral da República até esta quarta-feira (03.07). Ladislau Embassa foi hoje nomeado para a PGR.
Armando Mango, da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), vai ser ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares e porta-voz do Governo.
A vice-presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) vai assumir a pasta da Administração Territorial e Gestão Eleitoral, enquanto Adiado Djalo Nandigna continua como ministra das Pescas.
A pasta da Defesa vai com Luís Melo, atual presidente da Câmara Municipal de Bissau e do PAIGC, e o Ministério do Interior fica com Juliano Augusto Fernandes, da APU-PDGB.
Geraldo Martins, que tinha sido ministro das Finanças do Governo de Domingos Simões Pereira, regressa ao Executivo guineense para ocupar as mesmas funções.
Composição do novo Governo da Guiné-Bissau, liderado por Aristides Gomes:
Ministério da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares - Armando Mango
Ministério da Administração Territorial e Gestão Eleitoral - Odete Costa Semedo
Ministério das Pescas - Adiatu Djalo Nandigna
Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comunidades - Suzi Barbosa
Ministério da Defesa e Combatentes da Liberdade da Patria - Luís Melo
Ministério do Interior - Juliano Augusto Fernandes
Ministério da Economia e Finanças - Geraldo João Martins
Ministério do Comércio e Indústria - Iaia Djaló
Ministério da Educação Nacional e Ensino Superior - Dautarin Monteiro da Costa
Ministério da Administração Pública e Modernização do Estado - Fatumata Djau Balde
Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos - Rute Monteiro
Ministério da Saúde Pública - Magda Nely Robalo Silva
Ministério da Mulher, Família e Proteção Social - Cadi Seidi
Ministério da Agricultura e Florestas - Nelvina Barreto
Ministério dos Recursos Naturais e Energia - Issufo Balde
Ministério das Infraestruturas, Habitação e Desenvolvimento Humano - Osvaldo Abreu
Secretarias de Estado:
Secretaria de Estado do Ambiente e Biodiversidade - Quite Djata
Secretaria de Estado dos Transportes e Comunicações - Samuel Dinis Manuel
Secretaria de Estado das Comunidades - Malam Bacai Júnior 
Secretaria de Estado da Juventude e Desporto - Dionísio do Reino Pereira
Secretaria de Estado do Orçamento - José Djô
Secretaria de Estado do Tesouro - Suleimane Seidi
Secretaria de Estado da Gestão Hospitalar - Anaximandro Zylene Casimiro Menut
Secretaria de Estado do Ensino Superior e Investigação Científica - Garcia Bifa Bedeta
Secretaria de Estado do Turismo e Artesanato - Catarina Taborda
Secretaria de Estado da Gestão Eleitoral - Júlio César Nosolini
Secretaria de Estado da Segurança e Ordem Pública - Mário Saiegh
Secretaria de Estado do Plano e Integração Regional - Tomásia Manjuba
Secretaria de Estado da Cultura - António Quirino Bubacar Spencer Embaló
Secretaria de Estado da Comunicação Social - João Maria Baticã Ferreira
Secretaria de Estado dos Combatentes da Liberdade da Pátria - João Handem
 
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José Mário Vaz: "Não me arrependo de nada"

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