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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Moçambique: Assinado o acordo de paz definitiva e reconciliação nacional.

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O ato marca o marca o fim da instabilidade política e militar que o país viveu entre 2014-2016, com a recusa da RENAMO em reconhecer os resultados das últimas eleições gerais.

fonte: DW África
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O Presidente da República, Filipe Nyusi e o líder da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), Ossufo Momade, assinaram esta terça-feira à tarde (06.08) o acordo definitivo de paz e reconciliação nacional em Moçambique.
O ato marca o fim da instabilidade política e militar que o país viveu entre 2014-2016, com a recusa da RENAMO em reconhecer os resultados das últimas eleições gerais.
Na cerimónia de assinatura do acordo, em Maputo, Filipe Nyusi e Ossufo Momade juraram nunca mais pegar em armas para resolver os seus diferendos em Moçambique. Aliás, nas suas intervenções destacaram o diálogo como a "chave" para manter a paz.
 
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O momento do abraço entre Filipe Nyusi e Ossufo Momade

Paz efetiva
"Moçambique nunca mais voltará à guerra", disse o Presidente da República. "Com este acordo, não estamos a dizer que não poderemos entrar em desacordo, mas sempre primemos pelo diálogo", sublinhou Nyusi.
Para o líder da RENAMO, Ossufo Momade, a partir desta terça-feira, tanto o Governo como a própria RENAMO devem criar condições para que não sejam cometidos os erros do passado: "Com este acordo, selamos o nosso compromisso de manter a paz e a reconciliação nacional", referiu.
"Todos nós somos chamados a praticar atos que protejam estes valores tão importantes para a manutenção da união entre os moçambicanos", afirmou Momade.
O presidente da RENAMO comprometeu-se a fazer a sua parte como oposição e deixou claro que nunca vai recorrer a violência para resolver os diferendos com o Governo. Momade destacou ainda a necessidade da despartidarizar o Estado como um dos elementos básicos para a coexistência política no país.
Eleições justas e transparentes
Moçambique vai a eleições a 15 de outubro e, pela primeira vez, haverá uma eleição dos governadores provinciais.
Ossufo Momade disse esperar que, com a assinatura do acordo, sejam criadas condições favoráreis para eleições justas e transparentes. 
 
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Moçambique: Um ano após a morte de Afonso Dhlakama

Por seu turno, o chefe de Estado Filipe Nyusi afirmou que "os resultados das eleições não devem ditar o estado da paz em Moçambique".
A assinatura do acordo, esta terça-feira, foi um momento histórico, testemunhado por várias individualidades internacionais, entre chefes de Estado e Governo africanos e missões diplomáticas acreditadas em Moçambique.
Inicialmente prevista para as 16 horas, a assinatura do acordo de paz só ocorreu por volta das 17h15, quando os dois signatários, Filipe Nyusi e Ossufo Momade se sentaram à mesa e rubricaram o acordo, que era esperado com muita expetativa no seio da população moçambicana.
Este é o segundo acordo de paz que o Governo e a RENAMO assinam. O primeiro foi rubricado em Roma, a 4 de outubro de 1992. Pelo caminho foram assinados três acordos de cessação das hostilidades, em 1990, 2014 e a 1 de agosto de 2019.
 
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Moçambique: Assinado o acordo de paz definitiva

Confiantes numa paz definitiva
O negociador da paz e antigo membro da RENAMO, Raul Domingos, não tem dúvidas de que o que tem falhado nos processos de paz é a integração dos homens da RENAMO nas forças de segurança: "Ao que tudo indica, há uma cedência, há uma abertura na polícia, mas o mesmo não tenho sentido naquilo que são as informações nos Serviços de Informação e Segurança de Estado [SISE]", comenta em entrevista à DW.
Domingos acredita, ainda assim, que, desta vez, há condições para que o país viva uma paz efetiva.
Segundo o reverendo Marcos Macamo, "todo o moçambicano está ansioso em ver outra página". Macamo insta os políticos a não criarem medo no seio da sociedade.
A União Europeia anunciou a disponibilização de 50 milhões de euros para apoiar o desenvolvimento económico local, a descentralização, a reconciliação e desarmamento e promover a desmobilização e reintegração de antigos combatentes.
Artigo atualizado às 21:15 (CET) de 6 de agosto de 2019.

Morreu Toni Morrison, prémio Nobel de Literatura.

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Primeira afro-americana a ganhar o principal galardão da literatura mundial
Primeira afro-americana a ganhar o principal galardão da literatura mundial

A escritora americana Toni Morrison, vencedora do Prémio Nobel de Literatura em 1983, morreu aos 88 anos de idade na noite de segunda-feira, 5, revelou nesta terça-feira, a sua editora Knopf, no Twetter.
"Toni Morrison morreu de forma tranquila na noite passada rodeada da sua família e amigos. Era uma mãe, avó e tia extremamente devota, que se regozijava por estar com a sua família e amigos. A escritora consumada que valorizava a palavra escrita, fosse a sua, a dos seus alunos ou de outros, lia de forma voraz e passava maior parte do tempo em casa quando escrevia", acrescentou a família num comunicado.
O seu editor de longa data Robert Gottlieb, da Knopf, escreveu: " Ela era uma óptima mulher e uma grande escritora, e eu não sei do que sentirei mais falta”.
Por seu lado, o presidente da editora, Sonny Mehta, disse que “poucos escritores americanos escreveram com mais humanidade ou com mais amor que Toni”.
"As narrativas e a prosa fascinantes fizeram dela uma marca indelével na nossa cultura”, concluiu Mehta.
Natural de Ohio, Morrison nasceu a 18 de Fevereiro de 1931 e foi a primeira afro-americana a ganhar o Nobel..
A escritora, que se estreou como romancista em 1970 com "O olho mais azul", ficou mundialmente conhecida com o livro vencedor do prémio Pulitzer de 1987, “Beloved (Amada)”, mais tarde adaptado a um filme de 1998, que teve como protagonistas Oprah Winfrey e Danny Glover.
Em 2012, o Presidente Barack Obama concedeu-lhe a Medalha Presidencial da Liberdade.
Entre outras obras conhecidas, estão "Sula" (1973), que lhe rendeu a indicação ao National Book Award, um dos principais prémios literários dos Estados Unidos, "Amor", "Quem leva a melhor?" (infantil, em coautoria com Slade Morrison), "Jazz", "Compaixão", "Voltar para casa" e "Deus ajude essa criança".
fonte: VOA

Governo da Guiné-Bissau prolonga ano letivo até 2020.

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Os alunos das escolas públicas afetadas pelas sucessivas greves vão às aulas até janeiro de 2020, anunciou o Governo guineense, que tem 20 dias para apresentar ao Parlamento o OGE. PRS diz que continua a crise na ANP.

fonte: DW África

Armando Mango - Sprecher der Regierung Guinea-Bissau (Guinean Government )
Primeiro-ministro, Aristides Gomes (Esq) e Armando Mango, ministro da presidência (dir).

O Governo da Guiné-Bissau prepara-se para apresentar ao Parlamento, dentro de pouco mais de 20 dias, um programa de Emergência, que prevê, entre outras medidas, o prolongamento do ano escolar. O programa foi aprovado em Conselho de Ministros, revelou à DW o Executivo de Bissau.
O ministro da presidência do Conselho de Ministros e porta-voz do Governo guineense, Armando Mango, disse esta terça-feira (06.08), que o Governo decidiu prolongar o ano letivo 2018/19, que foi interrompido por sucessivas greves de professores. "O Governo decidiu não anular o ano escolar. Fez-se um diagnóstico para saber que escolas foram atingidas e quantos alunos foram afetados com as greves. Avaliámos também em termos financeiros o custo de anular o ano e de continuar, vimos que é abismalmente diferente para melhor se programarmos a continuação do ano escolar", anunciou Mango.
Professores das escolas públicas realizaram durante os quatro anos da crise política inúmeras greves para reivindicar, entre outros, o pagamento dos salários em atraso e a melhoria das condições de trabalho, com entrada em vigor do estatuto da careira docente.
Ano letivo vai até janeiro
De acordo com o ministro da presidência, o ano letivo vai continuar de setembro até janeiro de 2020 para os alunos das escolas afetadas pelas greves. E o próximo ano letivo deve começar em janeiro e terminar em agosto, para permitir a estabilização do sistema do ensino na Guiné-Bissau.
Lehrerstreik in Guinea-Bissau
Escolas públicas da Guiné-Bissau paralisadas
O jovem ativista e professor da escola pública, Sumaila Mané alerta, no entanto, que é imperativo que o Governo não ponha em causa o próximo ano letivo: "Neste momento, temos pouco mais de 60 dias letivos cumpridos desde o início do ano escolar e não há aulas há quatro meses nas escolas públicas, para além de estamos na época chuvosa em que, nos meses de julho a setembro, não dá para as aulas funcionarem. O Governo deve pensar nisso e na interferência do ato de tentativa de salvar o ano e comprometer o calendário do próximo ano letivo. Também temos as questões pedagógicas".
Perante a inquietação dos guineenses sobre o assunto, o ministro da Educação Nacional e Ensino Superior, Dautarin da Costa, reuniu-se esta terça-feira com os parceiros nacionais e internacionais do setor para a apresentação e discussão do Plano de Recuperação das Aprendizagens dos Alunos afetados pelas greves.
Apresentação Programa do Governo e OGE na ANP
O prolongamento do ano letivo é uma das medidas previstas no programa de emergência do Governo liderado por Aristides Gomes, debatido esta semana em Conselho de Ministros. Segundo o porta-voz do Executivo, Armando Mango, o Governo empossado há um mês, tem até 3 de setembro para submeter ao Parlamento os principais instrumentos de governação: o programa de Governo e o Orçamento Geral do Estado (OGE).
 
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Governo da Guiné-Bissau prolonga ano letivo até 2020

"Nos termos legais e constitucionais, o Governo tem 60 dias após a sua nomeação para apresentar o programa. O Governo fez um programa de emergência, já aprovado pelo Conselho de Ministros e o programa para o resto da legislatura, mais o Orçamento Geral do Estado vão ser apresentados dentro deste espaço temporal que sobre desses 60 dias. Portanto, antes de 3 de Setembro, esses instrumentos de governação devem ser apresentados na Assembleia Nacional Popular", avança o governante.
Impasse continua no Parlamento
Mas a Assembleia Nacional Popular (ANP) continua de portas fechadas. O Partido de Renovação Social (PRS), a terceira força política no Parlamento, continua a reclamar para si a indicação do nome do primeiro secretário da mesa da Assembleia - um lugar que, atualmente, é ocupado pelo partido mais votado, o PAIGC.
Guinea-Bissau Parlamentsgebäude
Vítor Pereira, porta-voz do PRS, diz que ainda não estão reunidas as condições para garantir o normal funcionamento do Parlamento guineense. "A mesa da Assembleia ainda não está completa. A constituição da mesa, não estando completa não há mesa, não assembleia e não há nada. Foi-nos negado o nosso direito de estar na mesa da ANP, de uma forma ilegal. Portanto, não estou a ver como o Parlamento vai reunir para se apresentar um programa do Governo. A não ser que o façam à força e contra a lei", diz.
Para Vitor Pereira, sem a conclusão da eleição da mesa do Parlamento não haverá a sessão para debater o programa do Governo e o seu partido continua a não reconhecer a legitimidade da atual mesa da Assembleia Nacional Popular.
Houve decisão judicial
Sumaila Mané lembra, no entanto, o PRS que não há motivos para adiar os trabalhos na Assembleia, porque a Justiça guineense já se pronunciou sobre o assunto.
A partir do momento em que a Assembleia Nacional Popular tem a sua mesa constituída dentro do quadro regimental e em funções, neste momento não há nada que possa impedir a plenária do Parlamento funcionar.
Em maio, o PRS pediu à vara cível do Tribunal Regional de Bissau para impugnar a eleição da mesa da assembleia, mas o tribunal anunciou que não tinha competência para apreciar o assunto, remetendo o "dossier" ao Parlamento.
 
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Dembo Djassi: "Matam os seus sonhos" na Guiné-Bissau


Nyusi e Momade selam a paz em Moçambique.

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É o terceiro acordo entre o Governo e a Renamo
É o terceiro acordo entre o Governo e a Renamo

O Presidente da República, Filipe Nyusi, e o Presidente da Renamo, Ossufo Momade, assinaram nesta terça-feira, 6, o Acordo de Paz e Reconciliação na Praça da Paz, em Maputo, num acto no qual garantiram que a guerra é passado.
Este é o terceiro acordo do género assinado entre as partes desde 1992.
“Queremos assentar a nossa marcha rumo à paz definitiva”, afirmou Nyusi, para quem “este é um acordo que prova que não queremos mais guerra”, e que “nunca os resultados das eleições devem ditar o estado da paz em Moçambique”.
Numa longa cerimónia, que incluiu música, muita festa e discursos de convidados internacionais, o Presidente disse que “o dia de hoje é de celebração da concórdia”, mas lembrou que a paz duradoura implica eliminação de factores que geram conflitos, o que envolve a participação de todos, respeito pela lei e pela liberdade dos cidadãos".
Nyusi destacou o facto de que este é o primeiro acordo de paz de Moçambique que é resultado de uma negociação directa entre o Governo e a Renamo.
Para o presidente da Renamo, Ossufo Momade, o acto de hoje significa que em momentos de desentendimento os moçambicanos podem encontrar no diálogo uma plataforma de resolver as suas diferenças.
“Com este acordo selamos o compromisso de manter a paz e a reconciliação nacional. Todos somos chamados a proteger estes valores importantes para manutenção do bem-estar dos moçambicanos”, afirmou Momade, reiterando que o cessar-fogo deve marcar o início da nova era, caracterizada por eleições livres, transparentes e pela alternância governativa.
“A nossa visão deve ser potenciar o que nos une e não o que nos divide. Assim poderemos alcançar o progresso e vencer a pobreza que tanto afecta os moçambicanos”, disse, sem esquecer o compromisso da despartidarização do Estado.
Reacções e felicitações
Na cerimónia, juntamente com várias entidades nacionais e internacionais, entre elas a chefe da diplomacia da União Europeia, Frederica Mogherini, o representante do secretário-geral das Nações Unidas, Mirko Manzoni, destacou que “hoje vivemos um dia verdadeiramente histórico, devemos celebrar o acordo entre Governo de Moçambique e a Renamo”.
Manzoni considerou que o acordo será bem-sucedido porque foi feito por moçambicanos para moçambicanos.
A União Europeia disponibilizou 60 milhões de euros para ajudar na reintegração dos antigos guerrilheiros da Renamo.
Em comunicado, a Embaixada dos Estados Unidos em Maputo felicitou Nyusi e Momade “por esta conquista, possibilitada pela sua navegação fiel e paciente num processo lançado há mais de dois anos pelo Presidente Nyusi e pelo falecido presidente da Renamo, Afonso Dhlakama”.
Os Estados Unidos, reitera a representação em Moçambique, “continuarão a apoiar os participantes no processo de paz e reconcialiação através do quadro do Grupo de Contacto Internacional” e sublinha que “Moçambique está melhor equipado para enfrentar esses desafios como um povo unificado empenhado em construir, pedra a pedra, uma democracia forte e vibrante que promova a liberdade, segurança e prosperidade de todos os seus cidadãos”.
África sem guerras
Presente na cerimónia, o Presidente da Namíbia e da Comunidade de Desenvolvimento da África Astral (SADC), Hagi Gengob, disse que “a vossa batalha para silenciar as armas é grande, reconhecemos esta paz duradoura que acaba de começar”.
Por seu lado, o Chefe de Estado sul-africano Cyril Ramaphosa considerou que o acordo “é o princípio do propósito africano de silenciar as armas até 2020”.
“Estamos hoje a fazer história, resultante da coragem de Nyusi e Momade”, concluiu Ramaphosa.
Terceiro acordo
O primeiro documento assinado entre o Governo e a Renamo foi Acordo Geral de Paz de 1992, que acabou com uma guerra civil de 16 anos.
A a 5 de Setembro de 2014 foi assinado um acordo de cessação das hostilidades militares, que terminou, formalmente, com meses de confrontação na sequência de diferendos sobre a lei eleitoral.
Entretanto, logo depois o braço armado da Renamo e as Forças de Defesa e Segurança voltaram a envolver-se em confrontos, na sequência da recusa do principal partido da oposição em reconhecer os resultados das eleições gerais de 2014.

fonte: VOA

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