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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

ANGTOLA: FLUP AJUDA NA LAVAGEM DOS CRIMES DE AGOSTINHO NETO!

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



A FLUP – Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal) realiza nos próximos dias 9 e 10, com o apoio da Fundação António Agostinho Neto, um colóquio intitulado “Agostinho Neto e os prémios Camões Africanos”. Durante o evento será igualmente assinado um protocolo entre a Fundação António Agostinho Neto (representada pela viúva, Maria Eugénia Neto) e a FLUP relativo à criação da Cátedra Agostinho Neto.

Por Orlando Castro
Este colóquio é, tão só, mais uma operação de branqueamento do passado tenebroso de Agostinho Neto. Segundo a FLUP, “para além desse objectivo geral de debater as literaturas africanas em português, este colóquio pretende assinalar o 40.º aniversário da morte de Agostinho Neto (1922-1979), um dos primeiros poetas desse espaço a obter uma circulação nacional e internacional de grande dimensão (como o atestam as traduções da sua obra)”.
Por alguma razão José Eduardo Agualusa, entre muitos outros, diz que “uma pessoa que ache que o Agostinho Neto, por exemplo, foi um extraordinário poeta é porque não conhece rigorosamente nada de poesia. Agostinho Neto foi um poeta medíocre”.
Ao contrário do que a organização defende, para José Eduardo Agualusa (como para nós) medíocre significa mesmo: “Que não se destaca na qualidade, no valor ou na originalidade; Que está abaixo da média ou do que é aceitável”.
Esta operação de branqueamento da FLUP acontece a poucos dias de o MPLA (Angola é algo substancialmente diferente) comemorar o “Dia do Herói Nacional” (do MPLA) em memória do nosso maior genocida, do nosso maior assassino, António Agostinho Neto. Será que a Faculdade de Letras da Universidade do Porto desconhece que foi o seu homenageado, António Agostinho Neto, quem mandou assassinar milhares e milhares de angolanos nos massacres do 27 de Maio de 1977?
Admitindo, ingenuamente, que os responsáveis pelo Colóquio de forma directa, e os responsáveis da FLUP de forma indirecta, desconhecem a história recente de Angola, reproduzimos um artigo aqui publicado no passado dia 2, sob o título: “Conivência consciente e criminosa do Presidente do MPLA, João Lourenço”:
«O Dia do Herói Nacional (do MPLA) é uma comemoração partidária transformada, por força da ditadura, em nacional angolana, em memória do nosso maior genocida, do nosso maior assassino, António Agostinho Neto. No próximo dia 17, na Huila, lá vamos assistir o cortejo em louvor de quem mandou assassinar milhares e milhares de angolanos nos massacres do 27 de Maio de 1977.
João Lourenço e a sua apologia de um criminoso. Estávamos a 17 de Setembro de 2016. O então ministro da Defesa de Angola e vice-presidente do MPLA, João Lourenço, denunciou tentativas de “denegrir” a imagem de Agostinho Neto, primeiro Presidente angolano.
João Lourenço discursava em Mbanza Congo, província do Zaire, ao presidir ao acto solene das comemorações do dia do Herói Nacional, feriado alusivo precisamente ao nascimento do Agostinho Neto.
“A grandeza e a dimensão da figura de Agostinho Neto é de tal ordem gigante que, ao longo dos anos, todas as tentativas de denegrir a sua pessoa, a sua personalidade e obra realizada como líder político, poeta, estadista e humanista, falharam pura e simplesmente porque os factos estão aí para confirmar quão grande ele foi”, afirmou o general João Lourenço, hoje presidente do MPLA, da República (do MPLA) e Titular do Poder Executivo (do MPLA).
João Lourenço nunca se referiu ao caso na sua intervenção, mas o bureau político do MPLA criticou em Julho de 2016, duramente, o lançamento em Portugal de um livro (mais um) sobre o MPLA e o primeiro Presidente angolano, Agostinho Neto, queixando-se então de uma nova “campanha de desinformação”.
Em causa estava (continua a estar) o livro “Agostinho Neto – O Perfil de um Ditador – A História do MPLA em Carne Viva”, do historiador luso-angolano Carlos Pacheco, lançado em Lisboa a 5 de Julho de 2016, visado no comunicado daquele órgão do Comité Central do partido no poder em Angola desde 1975.
Carlos Pacheco disse na altura que a obra resultou de uma década de investigação histórica e que “desmistifica” a “glória” atribuída ao homem que conduziu os destinos do movimento que lutou pela libertação do jugo colonial português em Angola (1961/74). Contudo o livro tem sido fortemente criticado em Luanda, por parte de dirigentes e elementos afectos ao MPLA e da fundação com o seu nome.
“A República de Angola está a ser vítima, mais uma vez, de uma campanha de desinformação, na qual são visadas, de forma repugnante, figuras muito importantes da Luta de Libertação Nacional, particularmente o saudoso camarada Presidente Agostinho Neto”, lê-se no comunicado do bureau político.
Na intervenção em Mbanza Congo, João Lourenço, que falava em representação do seu então querido chefe, o “escolhido de Deus” e chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, sublinhou que Agostinho Neto “será sempre recordado como lutador pela liberdade dos povos” e um “humanista profundo”.
“Como atestam as populações mais carenciadas de Cabo Verde, a quem Agostinho Neto tratou gratuitamente, mesmo estando ele nas condições de preso politico. É assim como será sempre lembrado, por muitas que sejam as tentativas de denegrir”, afirmou – sabendo que estava a mentir e a ser conivente com um dos mais hediondos crimes cometidos em África – o então ministro da Defesa e hoje Presidente da República.
“Em contrapartida”, disse ainda João Lourenço, os “seus detractores não terão nunca uma única linha escrita na História, porque mergulhados nos seus recalcamentos e frustrações, não deixarão obra feita digna de respeito e admiração”.
“Não terão por isso honras de seus povos e muito menos de outros povos e nações. A História encarregar-se-á de simplesmente ignorá-los, concentremos por isso nossas energias na edificação do nosso belo país”, disse João Lourenço.
Sabendo o que dizia mas não dizendo o que sabe, João Lourenço alinhava (e alinha), “mergulhado nos seus recalcamentos e frustrações”, na lavagem da imagem de Agostinho Neto numa altura em que, como sabe o regime, os angolanos começam cada vez mais a pensar com a cabeça e não tanto com a barriga… vazia.
Terá João Lourenço alguma coisa a dizer aos angolanos sobre os acontecimentos ocorridos no dia 27 de Maio de 1977 e nos anos que se seguiram, quando milhares e milhares de angolanos foram assassinados por ordem de Agostinho Neto?
Agostinho Neto, então Presidente da República, deu o tiro de partida na corrida do terror, ao dispensar o poder judicial, em claro desrespeito pela Constituição que jurara e garantia aos arguidos o direito à defesa. Fê-lo ao declarar, perante as câmaras da televisão, que não iriam perder tempo com julgamentos. Tal procedimento nem era uma novidade, pois, na história do MPLA tornara-se usual mandar matar os que se apontavam como “fraccionistas”.
O que terá a dizer sobre isto o agora Presidente da República, general João Lourenço?
Agostinho Neto deixou a Angola (mesmo que João Lourenço utilize toda a lixívia do mundo) o legado da máxima centralização de um poder incapaz de dialogar e de construir consensos, assim como de uma corrupção endémica. E os portugueses que nasceram e viveram em Angola, ainda hoje recordam o papel que teve na sua expulsão do país. Antes da independência declarava que os brancos que viviam em Angola há três gerações eram os “inimigos mais perigosos”.
Em 1974, duvidava que os portugueses pudessem continuar em Angola. Em vésperas da independência convidava-os a sair do país. E já depois da independência, por altura da morte a tiro do embaixador de um país de Leste, cuja viatura não parara quando se procedia ao hastear da bandeira do MPLA, dirigiu-se, pela televisão, aos camaradas, para lhes dizer que era preciso cuidado, pois nem todos os brancos eram portugueses.
Em Maio de 1977, não houve pioneirismo, pelo contrário, não tendo Agostinho Neto conseguido massacrar a humilhação passada no Congresso de Lusaka, o primeiro democrático do MPLA, onde o eleito foi Daniel Júlio Chipenda, Agostinho Neto consumou a grande chacina, para estancar, com o temor, uma série de cisões e problemas que calcorreavam incubados, desde a sua chegada ao MPLA, convidado pela anterior direcção.
Esta demonstração de força, serviu para demonstrar, que se o poder fosse posto em causa, a direcção e Agostinho Neto, não teriam pejo de sacrificar com a própria vida todos quantos intelectualmente o afrontassem. Foi assim ontem, é assim hoje, infelizmente, como bem sabe João Lourenço.
Numa só palavra, quando este MPLA sente o poder ameaçado, não hesita: humilha, assassina, destrói, elimina, atira aos jacarés.
É a sua natureza perversa demonstrando não estar o MPLA preparado para perder o poder e, em democracia, com a força do voto se isso vier a acontecer, a opção pela guerra será o recurso mais natural deste partido, não é general João Lourenço?
Em todos os meses do ano nunca devemos esquecer, por força do sofrimento de milhares e dos assassinatos de igual número, das prisões arbitrárias, da Comissão de Lágrimas, da Comissão de Inquérito, dos fuzilamentos indiscriminados, etc..
Muitos acreditaram, em 1979, que com a ascensão de Eduardo dos Santos ao poder, num eventual reencontro com a verdade e com a reconciliação interna, sobre a alegada intentona, que ele próprio sabe nunca ter existido. Infelizmente, não se conseguiu despir da cobardia e cumplicidade, ostentada desde o tempo de Agostinho Neto e da sua clique: Lúcio Lara, Onambwé, Iko Carreira, Costa Andrade “Ndunduma”, Artur Pestana “Pepetela”, entre outros.
Dos Santos mostrou ser um homem que, pelo poder, foi capaz de tudo: violar a Constituição, as leis, humilhar, desonrar e assassinar, todos quantos não o bajulavam. Exemplos para quê, eles estão à mão de semear… nas cadeias, no exílio, nos cemitérios, no estômago dos jacarés. E João Lourenço está a mostrar-se um bom aluno desta cátedra.
“Não vamos perder tempo com julgamentos”, disse no pedestal da sua cadeira-baloiço, um dos maiores genocidas do nacionalismo angolano e da independência nacional, Agostinho Neto. João Lourenço sabe que isto é verdade, mas – apesar disso – enaltece o assassino e enxovalha a memória das vítimas.
Esta posição da lei da força, marcaria para todo o sempre o sistema judicial, judiciário e de investigação policial em Angola, onde a presunção e a defesa de uma ideologia diferente da do partido no poder, são causa bastante para acusação, julgamento, prisão e até mesmo assassinato político, ainda que a pena de morte, não esteja consagrada na Constituição.
Sempre que o regime diz o que agora repete João Lourenço, todos devemos fazer uma viagem de regresso a 1977 para ver como estão as cicatrizes daquele período de barbárie, que levou muitos de nós às fedorentas masmorras da polícia política de Agostinho Neto, ou mesmo aos assassinatos atrozes, como nunca antes o próprio colono português havia praticado contra muitos intelectuais pretos, sendo o próprio Neto disso um exemplo.
Desde 1977 que Angola, o Povo, aguarda pela justiça, mas com as mentes caducas no leme do país, essa magnanimidade de retractação mútua, para o sarar de feridas, não será possível, augurar uma Comissão da Verdade e Reconciliação, muito também por não haver um líder em Angola.»
fonte: folha8

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Senegal: Conta de energia elétrica do estado: US $ 57 bilhões por ano ou US $ 5 bilhões por mês.

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Espera-se que o pacote de austeridade anunciado pelo executivo alivie o fardo do Estado. Depois do telefone, é a conta de eletricidade que gira em torno de 57 bilhões por ano, ou cerca de 4 a 5 bilhões por mês, que o estado procura reduzir. O Observador que forneceu as informações, explica que o projeto de lei do Estado central (prédios da Presidência, Primature, ministérios ...) gira em torno de 12 a 15 bilhões de CFA por ano. É o Ministério das Finanças que cuida do pagamento dessa fatura do Estado central através da rúbrica orçamentária denominada "despesas comuns".

Quanto ao desmembramento do Estado (instituições públicas: universidades, escolas, órgãos estaduais, hospitais ...), eles consomem 20 bilhões de francos CFA por ano, em termos de eletricidade. O jornal alerta, no entanto, que os hospitais que têm autonomia gerencial devem pagar suas próprias contas. No entanto, é o estado comprometido a pagar a conta das unidades de saúde. fonte: seneweb.com

Senegal: 5 quilos de ouro avaliados em 142 milhões roubados de Tahirou Sarr.

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O empresário Tahirou Sarr, implicado no caso de 94 bilhões, é vítima de roubo. Cinco quilos de ouro, avaliados em 142,7 milhões de francos CFA, foram roubados da casa de sua esposa, Mariétou Sy, com sede em Yoff Layène, informa leral.net retomado pelo jornal Les Échos ao entregar este sexta-feira.

Os fatos ocorreram durante as festividades de Tabaski. O empresário, que acusa o irmão Sherif Sarr de ser o autor do roubo, reclamou com a Seção de Investigação da Gendarmerie. O caso foi finalmente resolvido amigavelmente após 48 horas de detenção, pois seu irmão mais novo negou o roubo.

fonte: seneweb.com

Senegal: Assassinato de Lala Camara: revelado o celular (telemovel) do crime.

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Moustapha Dia, de 22 anos, assassino de Lala Camara, foi condenado à prisão perpétua. E o motivo do crime? Dia matou Lala Camara pela quantia de 50 euros, ou 32.815 Fcfa, por usar drogas.
O falecido teria se recusado a fornecer seu código bancário, informa Liberation. O jornal afirma que Khadim, o irmão do assassino, era o noivo de Lala Camara. O jovem casal, que estava prestes a se casar, havia recebido Moustapha Dia. Este último foi expulso por seu irmão, que estava exasperado por seu comportamento.

Ele esperou Khadim sair para cometer seu crime. Lala, 26, estudante, foi amarrada e espancada até a morte em 9 de março em Manchester, Inglaterra, em seu apartamento.


fonte: seneweb.com

ONU avalia Angola em matéria dos direitos humanos.

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Alexa Sonhi 
Angola não tem nenhum relatório em atraso no que toca à avaliação periódica sobre os direitos humanos, quer a nível do sistema africano dos Direitos Humanos, quer internacional.

Nos próximos tempos, Angola vai aderir a mais alguns tratados internacionais sobre os Direitos Humanos
Fotografia: Eduardo Pedro
A garantia foi dada, ontem, em Cacuaco, Luanda, pela secretária de Estado para os Direitos Humanos e Cidadania, Ana Celeste Januário, no discurso de abertura da mesa- redonda sobre os Sistemas Regionais de Direitos Humanos, Sistemas Africanos versos sistema Europeu, que decorreu no Instituto Superior Politécnico Kangonjo.
Ana Celeste Januário disse que, dentro de mais alguns meses, Angola vai ser avaliada pela terceira vez pelo Conselho de Direito Humanos das Nações Unida, estando certa que o país, em termos destas avaliações, está acima de muitos Estados com o índice de desenvolvimento humano acima do médio.
Ana Celeste Januário lembrou que a última avaliação de Angola sobre os Direitos Humanos, feita pelas Nações Unidas, ocorreu em 2014 e 2015, “e, de lá para cá, procu-ramos organizar-nos melhor para não termos faltas em nenhum relatório sobre os Direitos Humanos”.
A secretária de Estado frisou que, nos próximos tempos, Angola vai aderir a mais alguns tratados internacionais sobre os Direitos Humanos.
Sobre a realização da mesa redonda sobre o sistema dos Direitos Humanos, disse ser importante os estudantes, principalmente os universitários, saberem que os sistema de direitos humanos são um conjunto de normas, órgãos e mecanismos que surgem para a promoção e protecção dos mesmos direitos. Deste modo, afirmou, esta mesa- redonda, que reuniu especialistas africanos e europeus, vai permitir que haja maior intercâmbio de ideias com os estudantes que, certamente, vão perceber as similitudes e diferenças entre o desenvolvimento dos direitos humanos, tanto em África como na Europa.
Paula Veigas, professora doutora da Universidade de Coimbra, que apresentou o tema a “Experiência da Eu-ropa na Garantia e Protecção dos Direitos Humanos (O tribunal Europeu dos Direitos Humanos”), considerou que o facto de a Europa ter um sistema de protecção dos direitos humanos a funcionar há mais tempo serve de incentivo, quer ao sistema inter-americano, quer no africano de protecção dos direitos humanos.
A docente universitária sublinhou que Angola, “be-bendo da experiência da Eu-ropa, especificamente de Portugal, no que toca à protecção dos direitos humanos, pode procurar adaptar os avanços já feitos na matéria em função da sua área geográfica ou diferença cultural existente entre o continente europeu e o africano, tendo em conta que os direitos humanos fixados na sua magna declaração são universais.”
Protocolo por ratificar
O activista de direitos humanos Emílio Manuel, que apresentou o tema “O Papel do Tribunal Africano dos Direitos Humanos e dos Povos na Protecção e Defesa dos Direitos Humanos”, explicou que, infelizmente, Angola ainda não ratificou o Protocolo do Tribunal Africano, apenas assinou a declaração de intenção e disso não passou.
De acordo com Emílio Ma-nuel, urge que Angola ratifique o Protocolo do Tribunal Africano “e deposite, nesta mesma instituição, a declaração onde o país assume o compromisso de que todo e qualquer cidadão angolano possa também recorrer a este mecanismo internacional de protecção dos direitos humanos sempre que hou-ver uma violação às normas estabelecidas.”
O activista recordou que o Tribunal Africano existe desde 2004 e tem como função dirimir os conflitos que chegam até à ele. “É uma instituição de recurso nos casos em que os tribunais nacionais não tenham redimido os conflitos nos seus países”, disse. Salientou que, por isso, “quer os Estados, quer os próprios cidadãos, podem e devem recorrer a esta instituição sempre que for necessário.”
Segundo Emílio Manuel, dos 54 países que o continente africano tem, apenas 30 ratificaram o Protocolo do Tribunal Africano e, destes, apenas oito permitem que os seus cidadãos apresentem queixas directas ao Tribunal Africano.
Na visão do activista, isso é um grande desafio e deve ser ultrapassado, “porque se, por um lado, existe uma instituição idónea para dirimir conflitos, por outro, os Estados-membros da União Africana não estão a ratificar o protocolo, por notarem que as normas e regras do Tribunal Africano entram em choque com as suas leis internas, como é o caso da pena de morte em muitos países, por exemplo.”
A mesa-redonda de ontem reuniu vários especialistas sobre os direitos humanos e contou com a presença de docentes e estudantes.
fonte: jornaldeangola

Opinião: Greta Thunberg é uma activista sueca de 16 anos.

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Caetano Júnior

Greta Thunberg é uma activista sueca. Tem 16 anos e faz da defesa do ambiente a bandeira, que desfralda ao vento como alerta para as ameaças que pairam sobre a natureza. Greta empreende, nesta altura, uma viagem aos Estados Unidos da América, pelo Oceano Atlântico.

Resultado de imagem para foto Greta Thunberg

Ela segue a bordo de um veleiro do Reino Unido, apetrechado com as condições mínimas para a sobrevivência humana. Um “lenho leve” - como lhe chamaria o escritor - livre de luxo, porque sem espaço para dormir confortavelmente, nem casa de banho, além de que garante a neutralidade de emissões. Esta era, aliás, a condição inegociável para que a activista aceitasse empreender a viagem.
A adolescente cruza o trecho do Atlântico Norte num iate, o Maliza II, com o objectivo de alertar para a ameaça que representam as alterações climáticas. Por outro lado, quer, também, chamar a atenção do mundo para a existência de alternativas aos transportes poluentes, como são os aviões. Portanto, exactamente para poupar o ambiente, Greta viaja num meio ecológico, equipado com recurso a fontes renováveis por turbinas eólicas e painéis solares. Porque não basta ser, é preciso parecer, a viajante guarneceu-se do aparato “amigo da natureza” para mostrar ao que foi, quando irromper Cimeira do Clima da ONU adentro, em Nova Iorque, na última semana do próximo mês, e disseminar a sua mensagem central.
Greta encarna a coragem que dificilmente se reconhece num ser humano aos 16 anos. Talvez por isso reúna os milhões de simpatizantes que não a perdem de vista e lhe incentivam a seguir o caminho por que optou, quando, há pouco mais de um ano, começou a professar o activismo ambiental, na sequência dos incêndios e ondas de calor que abalaram a Suécia. A mãe-natureza precisa, de facto, que por ela se interceda, numa altura em que abundam relatos diversos da acção do homem sobre o ambiente, cujas consequências chegam a transformá-lo ou a alterar-lhe o sentido.
Até com peixes retirados do mar corremos riscos. Ao tê-los como alimentos, dá-se a possibilidade de tragarmos plástico, tal é a quantidade desse lixo existente nos oceanos. É aterrador saber que o Mar Mediterrâneo, que tem cerca de 2,5 milhões de quilómetros quadrados de área e banha 22 países da Europa, África e Ásia, é o mais poluído do Mundo. Hoje, assiste-se a conflitos entre homens e animais por causa de espaço, ao mesmo tempo que se testemunha o degelo de regiões do Árctico. O homem sequer se dá conta de que concorre para a auto-punição; que caminha para a auto-destruição.
É, pois, destes alertas que o mundo precisa; é desta consciencialização para a importância do ambiente que a humanidade carece, mas feita, sobretudo, por adultos. Greta cumpre a sua parte; excede-se até. Por isso, não lhe dão descanso os críticos, que a avaliam como uma marionete ao serviço de outros interesses. De facto, tê-la à cabeça de tão arriscado projecto chega a ser arrepiante, assustador mesmo. Ainda mais alguém a quem a condição de adolescente obriga a que tenha a atenção virada para outras actividades, como a escolar, por exemplo, que lhe dão as ferramentas indispensáveis para encarar o futuro.
Greta preferiu suspender os estudos, ao 9º Ano, e mergulhar nas profundezas do activismo em defesa do Ambiente. Mas era preciso tanto? Ela sempre pode ajudar a proteger a Natureza, fazendo-o, porém, sem se exceder, sem radicalismos, sem comprometer os estudos, de forma a deixar para os adultos as atribuições mais exigentes e arrojadas deste importante trabalho. Os próprios colaboradores - o pai incluído - deviam dar outra perspectiva à presença da adolescente, minorando-lhe os riscos. É verdade que a intervenção - instrumentalização, para os críticos - de uma menor, enquanto protagonista, numa acção destas parece mais apelativa e propensa a atingir diferentes sensibilidades. Mas era preciso, antes, avaliar causa, meio e impacto.
Os esforços, a coragem, enfim, o gesto da menina merecem a mais elevada consideração, mesmo de quem nutre antipatia para com as questões ligadas ao ambiente. Parece, contudo, que pouca gente estará disposta a seguir-lhe as pisadas. Pelo menos no capítulo da preservação do meio relativa “à existência de alternativas aos transportes poluentes, como são os aviões”. Quantas pessoas entrariam num “Maliza II”, para uma viagem nas condições em que faz a sueca? Não se coloca a questão por, eventualmente, a mãe-natureza desmerecer o sacrifício. O problema é o risco para a integridade física e o desconforto geral de quem se submete à façanha. Soa a um recuo ao tempo dos descobrimentos; à época das viagens de exploração marítima. E fica a impressão de que, para o caso, o avião é a alternativa, independentemente do mal que representam os gases poluentes.
Portanto, é preciso alguma razoabilidade nos apelos a esforços para que se cuide do planeta. Há sacrifícios muito difíceis de atender, porque implicam outros males, às vezes maiores. Decorrem, um pouco por todo o mundo, campanhas de sensibilização para a necessidade de se preservar a natureza, com dicas práticas sobre como o fazer. Por exemplo, a redução (em muitos casos, o fim) da produção de sacos de plástico chega a ser um apelo geral. Aos poucos, a consciencialização ganha espaço sobre o cidadão, embora determinadas contingências propiciem resistências. Afinal, em lugares onde a carência ameaça a sobrevivência, a escolha entre a vida e o ambiente é óbvia.
De qualquer forma, fica assinalada a convicção de Greta, que deve merecer sempre espaço e justiça, quando a protecção da natureza for o cerne da discussão. Que a viagem lhe esteja a correr de feição.
fonte: jornaldeangola

Zimbabwe: Morreu ex-Presidente Robert Mugabe aos 95 anos.

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O ex-Presidente do Zimbabué Robert Mugabe morreu hoje aos 95 anos, cerca de dois anos após renunciar ao cargo que ocupou durante 37 anos, anunciou o actual chefe de Estado, Emmerson Mnangagwa.


FotFotografia: DRografia: DR
"É com muita tristeza que anuncio a morte do pai fundador e ex-Presidente do Zimbabué, major Robert Mugabe", disse Emmerson Mnangagwa na sua página da rede social Twitter. "[Mugabe] Era um ícone da libertação, um pan-africanista que dedicou a sua vida à emancipação e capacitação do seu povo. A sua contribuição para a História da nossa nação e continente nunca será esquecida. Que a sua alma descanse em paz eterna", acrescentou.
Mugabe morreu num hospital em Singapura, rodeado pela sua família e pela sua mulher, Grace, indicaram várias fontes aos órgãos de comunicação social locais. O ex-Presidente do Zimbabué estava a receber tratamento médico na cidade asiática há cinco meses.
Mugabe nasceu em 21 de Fevereiro de 1924. Na década de 1970 liderou uma campanha de guerrilha contra o Governo da ex-colónia britânica. Em 1979, a então primeira-ministra britânica Margaret Thatcher anunciou que o Reino Unido reconheceria oficialmente a independência da Rodésia, como era designado naquela altura o país. Mugabe foi eleito primeiro-ministro no ano seguinte. Robert Mugabe deteve o poder no Zimbábue durante 37 anos, antes de deixar o poder em Novembro de 2017. Mugabe foi forçado a afastar-se depois de o Exército e o seu partido, a União Nacional Africana do Zimbabué – Frente Patriótica (ZANU-PF), lhe retirarem o apoio.

fonte: jornaldeangola

Sul-africanos interessados no petróleo e gás de Angola.

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Armando Estrela

O ministro sul-africano dos Recursos Minerais e Energia, Gwede Mathashe, afirmou que o seu país vai enviar, dentro de dias, uma missão a Angola, para reunir com o ministro angolano do sector dos Recursos Minerais e Petróleos, no quadro do interesse que a África do Sul tem pelo petróleo e gás.

Ministro sul-africano quer Angola a fornecer petróleo ao seu país
Fotografia: DR 


A intenção foi manifestada pelo ministro Gwede Mathashe ao secretário de Estado para a Geologia e Minas, Jânio Correia Víctor, à margem da Conferência África Down Under, que decorre, desde quarta-feira, em Perth, Austrália, e que junta entidades mineradoras africanas e australianas.
Gwede Mathashe deve aprofundar com o ministro angolano dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, este assunto e “ver se Angola passa a fornecer petróleo e gás à África do Sul”, conforme ressaltou o ministro sul-africano.
Angola faz-se representar na Conferência África Down Under por uma delegação, chefiada pelo secretário de Estado para a Geo-
logia e Minas, Jânio Correia Víctor, que integra os administradores e técnicos da Endiama-EP e Sodiam-EP (Empresa de Comercialização de Diamantes de Angola).
De acordo com o programa, devem ainda estar presentes, por Angola, em termos de empresas do sector, a Endiama e a Ferrangol, principais operadoras nas áreas dos diamantes e materiais ferrosos, prevendo-se a realização de encontros com parceiros e investidores interessados em entrar no sector mineral em Angola.
O Africa Down Under (ADU) é considerado o maior evento de promoção do sector mineiro africano fora do continente. Na edição passada, Angola também forneceu informações sobre os projectos abertos a investimento e os benefícios que o novo Código Mineiro oferece a empresas que pretendam actuar no subsector dos diamantes em Angola.
Num decreto presidencial de 27 de Julho do ano passado, o Presidente João Lourenço deu conta da nova Política de Comercialização de Diamantes, que acabou com os clientes preferenciais na compra das pedras preciosas angolanas.
Nesse sentido, as empresas diamantíferas presentes em Angola vão poder passar a vender livremente até 60 por cento do total da produção, dando assim seguimento às conclusões do "diagnóstico" feito ao sector diamantífero angolano.
No documento é referido que há uma "considerável diferença entre as potencialidades do país e o impacto efectivo das indústrias diamantíferas na economia nacional", na geração de empregos e na captação de receitas fiscais.
A nova Política de Comercialização de Diamantes prevê especificamente, a "reestruturação do antigo sistema de clientes preferenciais", que tinham condições mais vantajosas na aquisição dos diamantes brutos angolanos, para "um outro mais adequado à política de comercialização".
O documento define que os diamantes oriundos da mineração artesanal, através de pequenas cooperativas, "são adquiridos exclusivamente" pela empresa pública de comercialização de diamantes Sodiam, mediante o preço do mercado e a "lista oficial de preço", a aprovar pelo Governo.
Desde a realização da conferência inaugural, em 2003, o Africa Down Under tem reunido as melhores histórias de sucesso de toda a África e continua a desmistificar a noção errada de que fazer negócios com África é “muito difícil.”
Em 2018, a conferência reuniu 72 apresentações e painéis de discussão no palco principal, delegações ministeriais e de Governos de 16 países africanos, 90 pavilhões de exposição, mais de 30 eventos paralelos durante a semana e um número recorde de reuniões de investidores, além de mais de 1 400 delegados.

fonte: jornaldeangola.sapo.ao

Moçambique: Missa no Zimpeto marca fim da visita do Papa.

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Mosambik Zimpeto-Stadion in Maputo vor der Papst Messe (DW/M. Sampaio)


Estádio do Zimpeto lotado à espera do Papa Francisco. Líder da igreja católica celebra culto religioso aberto ao público que vai marcar o final da visita de três dias ao país.

O Papa Francisco visitou esta manhã o Hospital de Zimpeto, antes de celebrar uma missa no Estádio de Zimpeto e a cerimónia de despedida no aeroporto de Maputo, de onde partirá o avião papal para Antananarivo, Madagáscar.

"Eu penso que a missa será o ponto mais alto desta visita, porque, para além dos cristãos católicos que estarão lá, também muitas outras pessoas de outras congregações religiosas e até não crentes vão para lá porque todos acreditam que o Papa traz uma mensagem de paz e de união. E mais eu penso que será o momento em que ele vai deixar as suas últimas palavras", considera a jornalista Jacinta Nhamitambo.

Encontros com a sociedade civil e com jovens foram dois dos momentos marcantes da visita que o Papa Francisco efetua a Moçambique desde quarta-feira.

Jacinta Nhamitambo faz uma avaliação positiva desta visita que tem como lema Paz, Esperança e Reconciliação: "O Papa foi muito claro nas suas palavras ao afirmar que não basta termos a paz e a reconciliação, mas é preciso cada um de nós assumir esta reconciliação e isso ele disse que passa pela fé que cada um tem do compromisso de viver num país tranquilo".

"Juntos, com opiniões diferentes"

O Papa Francisco prometeu orar para que a paz e reconciliação prevaleça para sempre em Moçambique  e convidou a Igreja Católica no país a ser uma "porta de solução", encorajando o diálogo.

"Um dos desafios que ele lançou para os moçambicanos, por meio dos jovens, foi o de não resignar, significa que nós devemos acreditar em nós próprios", diz Jacina Nhamitambo.

Durante um encontro do Chefe da Igreja Católica com a sociedade civil , o Presidente Filipe Nyusi apresentou os líderes dos partidos da oposição com assento no parlamento, nomeadamente Ossufo Momade, da Renamo, e Daviz Simango, do MDM, um gesto que "foi uma manifestação clara de que podemos caminhar juntos mesmo com opiniões diferentes", considera a jornalista.

Milhares de pessoas têm saído à rua para saudar o Papa desde o início da sua visita na última quarta feira.

Esta é a primeira visita de um Papa a Moçambique desde a deslocação de João Paulo II em 1988. A visita acontece numa altura em que os moçambicanos estão num processo de paz e reconciliação. E, para Jacinta Nhambitambo, o impacto será positivo: " Por um lado, será encarnar em todos, particularmente, os nossos governantes, para assumirem que apenas o diálogo será o caminho para resolver todas as diferenças que nós temos. Os moçambicanos devem viver juntos neste território, apesar das diferenças que têm e também a riqueza que nós temos deve ser distribuída por todos, devemos reduzir as assimetrias".





Esperança, paz e reconciliação na visita do Papa Francisco a Moçambique

Moçambique em festa

Volvidas mais de três décadas sobre a última visita de um Papa a Moçambique, esta quarta-feira, 4 de setembro, foi a vez do Papa Francisco levar aos moçambicanos uma mensagem de paz, justiça e reconciliação. Por poucos momentos, o país esqueceu as dificuldades políticas, económicas e sociais que atravessa para celebrar o sumo pontífice.
fonte: DW Africa

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