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Senegal: Mimi Toure and Companhia - "Khalifa Sall é um beneficiário do dinheiro do doping"

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terça-feira, 16 de outubro de 2018

PRS acusa representante da União Europeia de estar a imiscuir-se nos assuntos internos da Guiné-Bissau.

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Cidade de Bissau
E considera recenseamento eleitoral irregular
O vice-presidente do PRS, Sertório Biote, disse, hoje, 15, que o representante da União Europeia, na Guiné-Bissau, está a interferir nos assuntos políticos do país.
Biote, que falava num encontro da sociedade civil, o chefe da representação da União Europeia no país, está a jogar a favor do PAIGC, e tem mobilizado alguns dirigentes políticos para aliarem-se aos libertadores.
Uma fonte da União Europeia disse à VOA que a delegação não tem um representante, já que o último cessou as funções em Agosto.
Quanto ao recenseamento eleitoral, Biote disse que era irregular e que o governo não respeita as sensibilidades políticas.
fonte: VOA

Angola: Estado da Nação - João Lourenço reitera cruzada contra a impunidade.

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O sentimento de total impunidade chegou ao fim. As palavras do Presidente angolano sobre a luta contra a corrupção marcaram o arranque do ano legislativo. Mas oposição critica falta de novidades no discurso.
fonte: DW África
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Foto de arquivo (2017): João Lourenço discursa durante a tomada de posse
O Presidente angolano, João Lourenço, reiterou esta segunda-feira (15.10), no seu discurso sobre o estado da Nação, "a cruzada contra a corrupção e a impunidade".
"Neste primeiro ano do nosso mandato podemos já por um freio e anular algumas práticas que mais lesam o erário público e os interesses da grande maioria do nosso povo, confirmando assim a promessa feita de que ninguém teria privilégios perante a lei", afirmou o chefe de Estado na abertura solene dos trabalhos da segunda sessão legislativa da IV Legislatura da Assembleia Nacional angolana.
João Lourenço aproveitou o seu discurso sobre o estado da Nação também para lançar o repto aos titulares de cargos públicos que transferiram ilicitamente dinheiro para o estrangeiro: pediu que tragam este dinheiro de volta ao país, no âmbito do processo de repatriamento de capitais que está em curso até dezembro. E fica a promessa: terminado o prazo, as autoridades vão entrar em acção, já que, sublinhou, "o Estado tem toda a legitimidade de utilizar os seus mecanismos legais, policiais e diplomáticos para recuperar esses recursos espalhados pelo mundo a favor de Angola de onde nunca deveriam ter saído".
"Diplomacia económica" gera 10 mil milhões
Neste primeiro ano de governação, o Executivo de João Lourenço contraiu uma dívida externa de 10 mil milhões de euros. Um dado revelado pelo Presidente numa intervenção em que se congratulou com a "verdadeira diplomacia económica" que permitirá "recolher frutos para o desenvolvimento do país".
Durante o seu discurso, o Presidente angolano destacou ainda o destino dado ao excedente do petróleo: "Geraram para os cofres do Estado um diferencial positivo de cerca de um total de 4 mil milhões de dólares que serviram para fazer face à dívida interna titulada".
Joao Lourenco
João Lourenço no Conselho de Segurança da ONU a 26 de setembro, no dia em que celebrou o primeiro ano na Presidência de Angola.
Reduzir implementação das autárquicas para 10 anos
Houve tempo ainda para o tema das autarquias locais, que começam a ser institucionalizadas de 2020 até 2035, embora persista a falta de consenso em relação à forma de implementação.
No discurso sobre o estado da Nação, João Lourenço revelou que o prazo pode ser reduzido.
"O pacote legislativo autárquico foi alvo de uma ampla discussão pública tendo-se chegado a duas conclusões, pois há os que defendem realismo e prudência e preferem uma implementação faseada ao longo de 15 anos e os que desejam que a votação seja realizada em simultânea em todos os municípios", indicou.
"O Governo pensa que pode haver um compromisso e reduzir o prazo para um período não superior a 10 anos. Pensamos que é uma solução equilibrada", acrescentou.
Críticas da oposição
A oposição critica o discurso desta segunda-feira. Abel Chivukuvuku, presidente da CASA-CE, fala em falta de novidades, num "discurso longo mas com pouca substância e, sobretudo, com alguns indicadores negativos que podem ser considerados ilegais".
"Os excedentes não podem ser utilizados sem autorização da Assembleia Nacional", afirma.
Já José Pedro Katchiungo, deputado da UNITA, diz que faltou realismo no discurso de João Lourenço: "É um discurso de circunstâncias. Há um país de números. As dificuldades que os angolanos estão atravessar hoje, no dia-a-dia, requerem um pouco mais de atenção por parte do Presidente da República nas questões da vida das pessoas".
"O facto de nos espelhar a dívida contraída no exterior, acho que foi muito positivo embora não se tenha pedido ainda autorização à Assembleia Nacional", diz, por sua vez, Benedito Daniel, do PRS. "Já foi muito bom termos sabido a dívida".
O MPLA desvaloriza as críticas da oposição, na voz do secretário-geral Boa Vida Neto: "É normal, eles são oposição, a oposição não pode dizer flores, vai sempre dizer as mesmas coisas, eles existem mesmo para se opor. Mas o povo, as pessoas de bom senso, sabem que o Presidente foi honesto na abordagem".
Combate sem tréguas às práticas religiosas ilegais
Outro dos destaques do discurso de João Lourenço foi para a "guerra" declarada pelo Governo às igrejas e seitas ilegais, com o chefe de Estado a reafirmar que quem enriquece em nome da fé tem os dias contados.  
Dom Afonso Nunes, Bispo da igreja Tokoista, aplaude: "Pela primeira vez ouvimos aqui nesta casa, o presidente da República a considerar o nome de Deus como nome sagrado que não pode ser profanado. Pensamos que é um  momento novo".

Brasil: Os desafios de Fernando Haddad no segundo turno.

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Candidato resta como opção para quem defende princípios democráticos desprezados por Bolsonaro. Mas apoio do PT à Venezuela, casos de corrupção e medo de eleger "poste" de Lula o tornam indigesto para muitos eleitores.

fonte: DW África

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad

Campanha de Haddad tenta algo nunca registrado em um segundo turno presidencial no Brasil: uma virada
Ainda na fase pré-eleitoral, caciques petistas indicaram considerar Jair Bolsonaro (PSL) o adversário dos sonhos em um segundo turno. Pesquisas mostravam que qualquer candidato seria capaz de derrotar o ex-capitão. Essa leitura foi alimentada pela falta de estrutura de campanha de Bolsonaro e seu discurso de extrema direita.
Somados, esses fatores acabariam por levar eleitores moderados e saudosos da era Lula a convergirem para o candidato do PT, fosse ele o próprio ex-presidente ou algum substituto. Os petistas ainda imaginavam contar com o apoio natural de outros presidenciáveis e partidos de centro temerosos de uma vitória de Bolsonaro.
Não foram os únicos. Candidatos como Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) também chegaram a apontar que seria fácil derrotar o ex-capitão. Mas os petistas parecem ter ido mais longe, chegando a poupar Bolsonaro na maior parte da campanha que antecedeu o primeiro turno. O ex-ministro José Dirceu disse que o candidato do PSL era um problema do PSDB e do DEM. 
No entanto, a campanha amadora e radical de Bolsonaro não só conseguiu levá-lo à segunda rodada, como por pouco não lhe garantiu uma vitória já no último domingo. O discurso autoritário do militar reformado também não afastou eleitores.
Em vez de ser o adversário ideal, Bolsonaro se aproveitou da bagagem de problemas e contradições que os petistas trouxeram consigo para campanha, adicionando ainda uma dose tóxica de distorções e mentiras grosseiras que foram espalhadas por sua teia de apoio em redes sociais.
Uma boa parte do eleitorado comprou o discurso e direcionou seu antipetismo ao ex-capitão. O PT de Lula e seu candidato Fernando Haddad é que parecem ter se tornado os adversários dos sonhos de Bolsonaro. 
É nesse cenário que a campanha de Haddad agora tenta algo nunca registrado em um segundo turno presidencial no Brasil: uma virada. Não será fácil. A primeira pesquisa pós-primeiro turno mostrou o petista em desvantagem, 16 pontos percentuais atrás.  
Para piorar, o apoio de outros candidatos importantes também parece distante. O ressentimento com o PT não parece ser apenas de parte do eleitorado, mas também de presidenciáveis que estão no mesmo espectro político dos petistas, como Ciro Gomes (PDT). Ele evitou endossar Haddad, que teve que se contentar com um "apoio crítico" do PDT.
O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro
Bolsonaro era visto como o adversário dos sonhos em um segundo turno
Ainda na fase pré-eleitoral da campanha, petistas fizeram esforços para isolar a candidatura de Ciro e afastar potenciais aliados da sua órbita. Apoiadores do pedetista interpretaram as ações como parte de um plano para manter Lula como a figura hegemônica na esquerda. O apoio de Marina Silva (Rede), que em 2014 foi alvo de repetidos ataques por parte da campanha de Dilma Rousseff, também não veio. 
Vários dos problemas que o PT enfrenta agora já se avizinhavam há meses, em especial os arranhões na imagem de sua principal liderança. Em fevereiro, uma pesquisa Datafolha mostrou que 53% dos brasileiros desejavam que Lula fosse preso. Em abril, 69% disseram acreditar que ele estava envolvido em esquemas de corrupção. Naquele mesmo mês, no entanto, os petistas parecem ter apenas considerado outro levantamento, que apontava que Lula tinha 31% das intenções para presidente. O partido redobrou então a aposta na candidatura.
Em setembro, quando a situação de Lula se tornou insustentável, foi escolhido um substituto, Haddad, uma figura carismática, mas com pouca autonomia dentro do partido. "Há muitas evidências para sugerir que Lula o escolheu como candidato precisamente porque ele é muito fraco para desafiar o controle hegemônico que Lula tem sobre o partido", afirmou o cientista político Oliver Stuenkel, da FGV-SP.
A estratégia de colar Lula a Haddad até rendeu resultados. A intenção de votos para o ex-prefeito de São Paulo decolou. Mas a associação com o condenado Lula também trouxe um ônus: a rejeição de Haddad aumentou em uma proporção maior do que o número de eleitores.  
Outros problemas apareceram. Uma das principais armas de apoiadores de Bolsonaro nas redes sociais tem sido associar o PT com o autoritário regime chavista da Venezuela. Apesar da adição habitual de mentiras por parte dos bolsonaristas, o PT já demonstrou várias vezes simpatia ao governo de Nicolás Maduro. Em outubro do ano passado, por exemplo, parabenizou o venezuelano por uma vitória em eleições regionais.
Mudanças
Após o resultado de domingo, alguns petistas começaram um processo de análise dos problemas do partido, alguns deles explorados – e também exagerados – por Bolsonaro: os casos de corrupção, a dependência em relação a Lula e a falta de diálogo com outras forças de centro. Ao comentar os resultados de domingo passado em seu estado, o senador Jorge Viana (PT-AC) chegou a afirmar que houve "soberba" por parte dos petistas.
O governador Camilo Santana (PT-CE) também disse que o partido precisa fazer uma "autocrítica" sobre seus erros, buscar apoio de outras forças democráticas e criar uma identidade própria para Haddad que o coloque acima do PT e como um candidato capaz de unir o país.
Para o cientista político Carlos Melo, do Insper, há muitos eleitores "com carradas de razão para não votar em Bolsonaro, mas que não enxergam um único motivo, além de deter o ex-militar, para eleger Haddad". "São eleitores ressentidos com fatos e práticas que envolveram o PT e com que o PT se envolveu nos últimos anos. Sem algum tipo de mea-culpa, o PT não se reconciliará com esse eleitor", disse.
O analista político Thiago de Aragão, da consultoria Arko Advice, também aponta que as dificuldades do PT em lidar com seus problemas agravaram o quadro. "Um mea-culpa do PT em 2016 em relação à Lava Jato e aos erros econômicos durante o governo Dilma teria tido um grande impacto, seguramente refletindo em uma votação maior para Haddad em 2018. Com exceção de alguns, não vejo os brasileiros se tornando subitamente fascistas. A insatisfação em relação ao PT é a razão número um", opinou.
A campanha de Haddad parece começar a dar sinais de ter se dado conta do peso do antipetismo. Nesta semana, o partido decidiu retirar a cor vermelha das sua propagandas – foi substituída em parte por tons como verde e amarelo. Também houve poucas referências ao ex-presidente no primeiro programa do PT na TV após o primeiro turno. Lula também desapareceu do material de campanha que mostra Haddad e sua vice, Manuela D'Ávila.  
Neste sábado, Haddad também reconheceu que faltou controle para impedir casos de corrupção em estatais durante os governos Lula e Dilma. "Os diretores ficaram soltos para promover corrupção e enriquecer", afirmou o petista.
Pouco depois do primeiro turno, ainda reiterou que José Dirceu, que há algumas semanas concedeu uma entrevista em tom revanchista, não terá papel em seu governo. Ele também descartou a convocação de uma constituinte, um dos itens do seu plano original de governo, que havia recebido críticas da imprensa e de Ciro Gomes. O partido, por fim, abandonou sua estratégia de poupar Bolsonaro.
Segundo Melo, o partido errou ao não abordar Bolsonaro no primeiro turno. "Com medo do crescimento dos tucanos, deixaram o candidato do PSL livre de marcação." Mas agora a campanha petista parece estar correndo atrás. O próprio Haddad tem assumido a linha de frente dos ataques ao ex-capitão. Nesta semana, por exemplo, criticou a hesitação de Bolsonaro de comparecer aos debates.
Mas ainda há outros pontos não inteiramente abordados. Em agosto, Haddad afirmou que não é possível considerar que exista democracia na Venezuela e na Nicarágua governada pelos sandinistas. No entanto, ainda não foi um repúdio total.
Segundo o cientista político Cláudio Couto, da FGV-SP, "é crucial que a candidatura do campo democrático explicite sua condenação ao autoritarismo do país vizinho". "Já passou da hora de setores da esquerda que defendem a democracia por aqui também defenderem a democracia por lá, sem subterfúgios, sem sofismas e sem cegueira. Basta de fetiche", disse.  
Haddad também se encontrou nesta semana com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, uma figura anteriormente demonizada pelos petistas por sua atuação no julgamento do mensalão. Embora o presidenciável do PT ainda não tenha conseguido arrancar apoio explícito à sua candidatura, essa iniciativa somada a outras parece ter demonstrado que o partido decidiu procurar outras forças de centro para se contrapor ao radicalismo de Bolsonaro, em vez de esperar que elas convirjam automaticamente.
Assim, os petistas correm contra o tempo para reconstruir pontes e ampliar apoios para diminuir a desvantagem de Haddad. Em 28 de outubro, será possível ver se essa nova estratégia deu resultados.
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PARTIDO ÚNICO? NÃO. ÚNICO PARTIDO? SIM.

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Embora o discurso de hoje de João Lourenço, na Assembleia Nacional, não tenha sido sobre o estado da Nação mas, antes, sobre a Nação do Estado/MPLA, bem como para chinês (entre outros credores) ver, o Presidente da República conseguiu com extrema facilidade, no contexto da opinião pública, atirar os outros partidos (falar de oposição é um manifesto exagero) ao tapete.

Não que a UNITA e a CASA-CE não tenham dito algumas verdades que, contudo, foram ofuscadas pelo idolatria de alguma comunicação social (sobretudo estrangeira) em relação a João Lourenço, bem como pela incapacidade da oposição perceber quando, como e em que moldes deveria desmontar o discurso de João Lourenço.
A UNITA e CASA-CE, as principais forças da que decoram a Assembleia Nacional de Angola, consideraram “interessante” e “bom” o detalhe da informação anunciada pelo Presidente da República sobre os empréstimos obtidos no exterior, que garantiram ao país 10 mil milhões de euros. Pelos vistos esgotaram todas as munições a atacar José Eduardo dos Santos que, agora, só lhes restam meia dúzia da canhangulos.
O chefe de Estado, que discursava na abertura da segunda sessão legislativa da IV legislatura da Assembleia Nacional, disse que a “intensa e a inédita” campanha de diplomacia económica que realizou este ano já garantiu financiamentos no valor de 10 mil milhões de euros, o que permitirá recolher frutos nos próximos anos para garantir o desenvolvimento do país.
Em reacção ao discurso, o líder da bancada parlamentar da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, engoliu em seco e não teve outro remédio do que elogiar o “esforço” feito pelo Presidente, em reposta a algumas questões que o seu partido, o maior da oposição angolana, havia colocado.
Contudo, Adalberto da Costa Júnior referiu que todo o valor descrito pelo chefe de Estado angolano “é só para pagar dívidas”.
“O cumprimento do serviço da dívida, que o Presidente da República não falou aqui, é muito alto, é superior a 30 mil milhões de dólares. Ora, o serviço da dívida tem de ser cumprido, aqueles 11 vírgula qualquer coisa mil milhões [11,2 mil milhões de dólares] que foram ditos estão a fazer o cumprimento do serviço da dívida, mas à margem daquilo que o orçamento permite”, frisou.
“Achei muito interessante o detalhe daqueles empréstimos no plano internacional, foi um desafio que lhe foi lançado e, neste desafio, João Lourenço fez um esforço para responder algumas questões”, acrescentou.
Por seu turno, o líder da CASA-CE, Abel Chivukuvuku, considerou “mau sinal” os empréstimos contraídos por Angola, “porque são dívidas e amanhã serão pagas pelos angolanos, com juros e em situações mais difíceis”.
“Não é bom. Ninguém pense que esses dinheiros das dívidas vêm assim para Angola, não! A dívida alemã é para irmos lá buscar máquinas, o dinheiro não vem para aqui, as linhas de crédito portuguesas são para as empresas portuguesas, que vêm prestar serviços em Angola. O dinheiro não vem para aqui, é bom, porque nos ajuda a resolver alguns problemas, mas é um problema que estamos a criar para as gerações futuras, vindouras”, sublinhou.
Para o líder da segunda maior força política da oposição angolana, o ideal seria que Angola tivesse capacidade de construir o país com os seus próprios recursos e não endividar-se.
“O facto de João Lourenço ter dito, explicado de forma pormenorizada, é bom, mas que ninguém crie a perspectiva e a expectativa de que a vida ficará mais fácil. Não vai ficar, porque vamos ter de pagar aquilo com juros. Muita parte do dinheiro não vem para Angola, fica para as empresas estrangeiras”, frisou.
“Em termos de política orçamental, os excedentes não podem ser utilizados sem a aprovação da Assembleia Nacional, o que aconteceu”, disse Abel Chivukuvuku, para o facto de o Presidente ter anunciado o uso de 4.000 milhões de dólares provenientes do diferencial positivo da exportação de petróleo, “que serviram para fazer face à dívida interna titulada”.
Abel Chivukuvuku entende que ainda que não é importante fazer-se um balanço neste momento, em que o Presidente da República “teve um ano bastante difícil”, desde logo com a afirmação da autoridade, alcançada no congresso extraordinário, em Setembro, do MPLA, partido no poder.
“Foi um ano de aprendizagem. Mas também, em certa medida, foi um ano de lançamento do esforço da luta contra a corrupção. Mas há muito a fazer, em primeiro lugar, a vida das populações, neste primeiro ano de governação piorou”, frisou.
“O que nós queremos é encorajar o senhor Presidente a continuar na luta pela moralização da sociedade, que não é só a luta pela corrupção, mudar uma série de leis e optar pela meritocracia e acabar só com os quadros do partido para governação. O que nós queremos hoje é encorajar, mas o discurso hoje foi vazio e sem novidades”, salientou.
O líder da CASA-CE lamentou o facto de o Presidente não estar “a perceber que as mudanças profundas em Angola, não se fazem sem reforma constitucional, sem reforma do Estado”.
No discurso, João Lourenço salientou que a diversificação económica é “um imperativo nacional” e lembrou que, nas visitas que efectuou ao estrangeiro, conseguiram-se garantias de investimento e de financiamento da economia angolana que, além dos montantes de 10 mil milhões de euros, há que contar também com as “intenções” de apoio financeiro a investimentos no país.
“Fizemos uma verdadeira diplomacia económica”, resumiu o Presidente angolano, lembrando as visitas a França, Alemanha e China e os apoios financeiros de Portugal e Reino Unido, além da disponibilidade de linhas de crédito de várias instituições bancárias internacionais.
O que Abel Chivukuvuku disse é (muito mais do que o que foi dito por Adalberto da Costa Júnior), de facto, uma sintética mas assertiva e demolidora análise ao (mau) estado da Nação. No entanto, o que fica para a história (escrita em mandarim, inglês, alemão etc.) é o discurso de João Lourenço.
Folha 8 com Lusa

BRASIL: Huck critica Bolsonaro em coluna: 'tudo aquilo de que não precisamos'.

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Apresentador do Caldeirão, no entanto, também não se posicionou favorável ao candidato do PT.

Huck critica Bolsonaro em coluna: 'tudo aquilo de que não precisamos'
Luciano Huck 

Em coluna no jornal 'Folha de S. Paulo', publicada no sábado (13), Luciano Huck lamentou os candidatos que chegaram ao segundo turno das eleições presidenciais. Apesar de salientar que não compactua com o "modo de pensar e de operar do PT", representado por Fernando Haddad, o apresentador do Caldeirão fez críticas ferrenhas ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro: "Um postulante ao cargo máximo da República definitivamente não pode pensar e muito menos dizer o que ele já disse ao longo dos seus 27 anos de vida pública".

No entanto, segundo o apresentador, "infelizmente" esta renovação "não se materializou na eleição presidencial". "Mas o resultado está posto e é sobre ele que teremos que refletir e escolher", completou. Não compactuo com o modo de pensar e de operar do PT. (...) Sem entrar em questões específicas, tenho enorme dificuldade em confiar em qualquer um que não tenha autocritica, que não tenha a humildade de aprender com seus próprios erros."

Em relação ao opositor de Haddad, Huck se mostra ainda mais preocupado: "temos um grave problema do outro lado também. Bolsonaro se tornou conhecido propagando ideias retrógradas, sectárias, preconceituosas e belicistas. Tudo aquilo de que não precisamos na atual conjuntura. Um postulante ao cargo máximo da República definitivamente não pode pensar e muito menos dizer o que ele já disse ao longo dos seus 27 anos de vida pública", opinou.Temo sim que o discurso de ódio ou de desprezo pelo diferente na boca de um mandatário eleito pela maioria legitime violência e discriminação."
O apresentador concluiu a coluna afirmando que, independentemente do resultado, "seremos a resistência positiva", que ele define como "aquela que partindo da premissa inegociável da manutenção e do aperfeiçoamento da democracia, das liberdades individuais e da imprensa livre, do respeito ao meio ambiente, à Constituição e à cidadania, consciente da desigualdade e de todos os demais problemas do país, estará disposta a monitorar e fiscalizar com vigor cada passo do novo governo e igualmente pronta a contribuir com uma agenda de propostas e possíveis soluções para as necessidades e demandas nacionais".
fonte: noticiasaominuto

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

EM ANGOLA OS INVESTIDORES APENAS CONHECEM… LUANDA.

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A Agência de Apoio ao Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) de Angola aprovou, desde Julho, 42 propostas de investimento, avaliadas em 342 milhões de euros, noticia hoje o órgão oficial do Estado, o Jornal de Angola, citando o administrador Lello Francisco.

As propostas, adiantou, juntam-se a 5.000 outras aprovadas durante a gestão das extintas Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP), Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), Agência para Promoção de Investimento e Exportações de Angola (APIEX) e Unidades Técnicas de Apoio ao Investimento Privado UTAIP.
Lello Francisco apontou como o “mais abrangente” entre as propostas aprovadas pela AIPEX um projecto agrícola para produção de milho e soja em Malanje, cifrado em 25,6 milhões de euros.
Outro projecto que destacou é o da modernização da Vidrul, em Luanda, em que serão investidos mais de 17 milhões de euros na substituição dos atuais fornos e na produção de recipientes de vidro para bebidas alcoólicas, refrigerantes e outros produtos.
Conta-se também um projecto de 42,7 milhões de euros para a construção de um parque industrial no Bengo, especializado na produção de vasilhame em cerâmica e vidro para diversas utilidades.
Lello Francisco, que administra a área de avaliação de propostas de investimento, estudos e acompanhamento de projectos da AIPEX, garantiu que as condições para o arranque destes projectos estão “totalmente criadas” e que, no conjunto, resultam na oferta de três mil postos de trabalho.
Estes projectos, acrescentou, têm em comum serem financiados pelos próprios investidores com recurso ao crédito bancário e de terem o potencial para reduzir as importações dos produtos a que se dedicam.
O administrador notou que um dos critérios para a aprovação de propostas de investimento é o dos investidores provarem ter capacidade financeira para suportar os projectos, apesar de a nova Lei de Investimento Privado não definir nenhum valor como premissa para investir no país.
O responsável manifestou preocupação por a maior parte dos investidores tender a investir em Luanda, em detrimento de outros pontos do país, até mesmo para produções em que os recursos não são abundantes nesta região, como é o caso de uma fábrica de lacticínios na Zona Económica Especial Luanda-Bengo, no qual são investidos cerca de 42,7 milhões de euros.
A AIPEX, criada em Março de 2018, substituiu a UTIP, a UTAIP e a APIEX, instituídas depois da extinção da Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP), em 2015.
Entre as dificuldades que AIPEX enfrenta, o administrador realçou a falta de recursos financeiros e de humanos de qualidade para que a instituição possa deslocar técnicos para acompanhar a execução dos projectos aprovados.
“Neste momento temos cerca de 115 funcionários, mas necessitamos de 260”, sublinhou.
Apesar das dificuldades, indicou, a agência está a desenvolver várias acções, com destaque para a instituição do programa de Promoção e Captação de Investimento Privado (PROCIP), para cuja aprovação o executivo já se manifestou disponível.
O PROCIP define cinco objectivos estratégicos visando a promoção e captação de investimento e a valorização de Angola como destino de investimento directo estrangeiro.
Com base no programa, estão a ser identificados países e empresas com potencial e com actividades nos sectores prioritários para o Governo, a agricultura, agro-indústria, indústria transformadora e pescas, entre outros.

E no tempo de Norberto Garcia…

Recorde-se que o ex-director UTIP, Norberto Garcia – que em Dezembro foi indicado por José Eduardo dos Santos, enquanto presidente do partido, para porta-voz do MPLA, que suporta o Governo – disse no final de Novembro que aquele órgão governamental tinha fechado contratos, com investidores, de mais de 24 mil milhões de dólares (20,4 mil milhões de euros) nos últimos dois anos.
Segundo Norberto Garcia, desde 2015 foram fechados por aquele órgão 65 projectos de investimento privados, sendo que apenas um destes, assinado em 2017, prevê metade do total de investimento captado.
“Temos em carteira, que foi aprovado pelo ex-Presidente da República José Eduardo dos Santos, uma refinaria que vai ser implementada na província do Namibe. Estamos a falar de um projecto de 12 mil milhões de dólares [10,2 mil milhões de euros], que neste momento tem tudo para ser implementado com um parceiro russo. Estamos satisfeitos com os resultados”, disse.
Segundo o então responsável, estes projectos estavam a ser aplicados, a diferentes velocidades, prevendo gerar, globalmente, a médio e longo prazo, mais de 3,5 milhões de postos de trabalho, nos sectores da indústria, agricultura e energia.

Sistema Único de Investimento Privado

Oexecutivo previa criar um Sistema Único de Investimento Privado, fundindo vários organismos do Estado que recebem e tramitam as propostas de investimento, para acelerar e simplificar os processos.
O objectivo está expresso no documento sobre o “Novo Quadro Operacional do Sistema de Investimento Privado”, preparado pela Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), órgão auxiliar do Presidente da República, admite que o modelo em vigor não atingiu os objectivos definidos.
“Previa-se com o actual quadro legal um procedimento célere, desburocratizado e simplificado, desiderato não atingido”, admite o documento.
Acrescentava que este cenário resulta da “falta de uma maior integração dos serviços do Estado associados ao investimento privado, a não uniformização dos procedimentos entre os órgãos intervenientes no sistema, bem como a falta de conhecimento dos procedimentos do investimento privado”, por se tratar “de uma matéria nova” para as Unidades Técnicas de Apoio ao Investimento nos departamentos ministeriais e junto dos governos provinciais.
O modelo proposto defendia, desde logo, a unificação entre a UTIP – extinguindo as respectivas unidades técnicas que funcionam nos governos provinciais e ministérios para projectos de investimento abaixo de 10 milhões de dólares -, e a Agência de Promoção do Investimento Privado e Exportações (APIEX), organismos criados recentemente, ainda na Presidência de José Eduardo dos Santos, que deixou o poder em Setembro último, ao fim de 38 anos.
A proposta apontava a criação de um Sistema Único de Investimento Privado, justificando que a “concentração dos procedimentos do investimento privado numa única entidade garante a uniformização e uma melhor coordenação do sistema de investimento no país em todas as etapas do processo”.
“A experiência mostra que os maiores constrangimentos no Sistema não estão só na fase administrativa de aprovação dos projectos de investimento, mas sobretudo nos serviços de licenciamento e autorizações pós-aprovação”, concluiu o mesmo documento.
Era também defendida a implementação de “um processo de Aprovação Única, que além da aprovação dos projectos de investimento propriamente ditos”, possa também “contemplar os pré-licenciamentos e autorizações necessárias para a implementação dos projectos, assim como uma articulação institucional que permita retirar dos investidores, o ónus que o processo burocrático encerra”.
A proposta implicaria a criação de uma entidade “com serviços integrados no modelo ‘One Stop Shop’, que propiciaria serviços de aprovação dos projectos de investimento, constituição de sociedades e os pré-licenciamentos necessários ao funcionamento das empresas aprovadas no âmbito do investimento privado”.
Para implementar este novo modelo, a proposta governamental admitia duas formas distintas, desde logo com a criação de uma estrutura dentro da entidade do investimento privado, “com competências para licenciamentos, constituição de sociedades e outras autorizações necessárias para a implementação dos projectos”.
“A segunda seria através de vias verdes junto dos serviços da Administração Pública, com prazos e procedimentos definidos na regulamentação do investimento privado”, refere ainda.
“Nos dois modelos, o investidor não teria a necessidade de contactar os serviços da Administração Pública durante as fases de tramitação e aprovação da proposta, para eventuais pré-licenciamentos, licenciamentos ou outros serviços que geralmente são requeridos aos organismos públicos, sendo que no primeiro modelo, a estrutura concentraria em si todos esses serviços e no segundo todos os serviços complementares seriam intermediados pela Instituição, por via do Departamento de Apoio e Articulação Institucional”, acrescenta o documento.


Folha 8 com Lusa

Brasil: Bolsonaro se compara a Moro e diz que perdeu a liberdade - ACREDITE SE QUISER!

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Segundo o candidato, ele e o juiz têm menos liberdade do que um acusado que usa tornozeleira eletrônica.

Bolsonaro se compara a Moro e diz que perdeu a liberdade

Após ter sido esfaqueado em ato de campanha no início de setembro, o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) comparou-se ao juiz Sergio Moro e disse que ambos perderam a liberdade de andar sem segurança.
"Sergio Moro tem menos liberdade que um cara que está com tornozeleira aí", disse, afirmando que o juiz da 13ª vara federal de Curitiba, relator da Lava Jato, não pode passear livremente com sua família por ser ameaçado de morte.
"Não tem mais liberdade, praticamente situação como a minha", afirmou.
A declaração de Bolsonaro foi feita em transmissão ao vivo pelas redes sociais neste domingo (14). Ele passou o dia em casa, na Barra da Tijuca, e não fez atividades externas.
No vídeo, o capitão reformado elogiou a atuação de juízes da Lava Jato como Moro e Marcelo Bretas, da 7ª vara federal do Rio de Janeiro. Ele mandou um abraço a ambos no fim da mensagem.
O candidato fez a transmissão ao lado de sua mulher, Michelle Bolsonaro, e de duas professoras de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais), que foram identificadas apenas como Adriana, da UFRJ, e Priscila, da PUC-SP.
O capitão reformado voltou a defender a propriedade privada e a posse de armas como forma de defesa. Ele atacou o PT e Guilherme Boulos, candidato derrotado do Psol, por defenderem ocupações.
Disse ainda que, se eleito, vai tentar aprovar no Congresso um projeto de lei que tipifique as ações de movimentos sociais como o MST e MTST como atos de terrorismo.
Bolsonaro criticou a imprensa ao afirmar que ela é responsável por tratá-lo como ameaça à Democracia e voltou a repetir que é vítima de notícias falsas.
Ele rebateu as acusações dizendo que seu adversário, o petista Fernando Haddad, é quem ameaça a democracia e, como evidência, citou os trabalhos do ex-prefeito no mestrado e no doutorado.
Segundo ele, o fato de Haddad se interessar por temas como marxismo e União Soviética são provas de que ele não é democrático.
Apesar de criticar veículos de comunicação, Bolsonaro disse que até a Globo News já admitiu que é muito difícil ele perder as eleições no próximo dia 28.
"Só tem uma maneira... [de perder]", afirmou, sem completar a frase, no contexto de que ele vem sofrendo ameaças.
Bolsonaro culpou o PT ainda por espalhar notícias de que ele votou contra o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Ele negou, e afirmou que foi contrário apenas ao ponto em que o projeto se referia à causa LGBT. Segundo ele, isso é uma "deformação" em um projeto que trata de pessoas "com problema de deficiência".
"Existe um ativismo muito forte da questão LGBT. Não tenho nada contra, mas o estado não tem nada com isso.", afirmou.
Ele disse ainda que partidos como PT e PSOL "fazem emendinha qualquer" sobre o tema em vários projetos.
"Não podemos criar classes especiais só porque o elemento diz que é gay."
Ao fim do vídeo, Priscila e Michele falam em linguagem de sinais para dizer que apoiam Bolsonaro e que ele não é contra deficientes. Michelle é professora de Libras. Com informações da Folhapress.
fonte: notíciasaominuto

Jornalista da Record é punido por engravidar fiel da Igreja Universal.

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Ele só voltará a integrar a escala de apresentadores do 'Cidade Alerta' depois que se casar, diz site.

Jornalista da Record é punido por engravidar fiel da Igreja Universal
jornalista Matheus Furlan, principal repórter do "Balanço Geral" de São Paulo,  foi punido pela direção da Record por ter engravidado uma funcionária da emissora, cuja família é ligada à cúpula da Igreja Universal do Reino de Deus.

Segundo informações do site Notícias da TV, Furlan só voltará a integrar a escala de apresentadores do "Cidade Alerta" aos sábados após definir a data de seu casamento com a colega de trabalho.
De acordo com o site, o jornalista já namorou, no início deste ano, uma produtora 13 anos mais nova que ele.
"O Furlan é maluco de namorar ela. Ela é bonita, muito gente boa, uma profissional excelente, mas todo mundo sabe da família dela, da ligação com a igreja. Ninguém nunca teve coragem de se engraçar com ela justamente por isso. A família dela é muito tradicional na igreja. Esse namoro nunca foi bem-visto aqui dentro", disse ao Notícias da TV um repórter, que pediu para não ser identificado.
Para seus colegas de trabalho, a gravidez da outra funcionária da Record foi um "acidente de percurso".
fonte: noticiasaominuto

Senegal: Trabalhadores da justiça desafiam Ismaïla Madior Fall

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As ameaças de cancelamento do aumento de salário pelo Ministro da Justiça não abalam os trabalhadores da justiça que decidiram continuar com a greve. Eles decretaram uma greve de 72h desde segunda-feira, apesar das ameaças de cancelamento em seus salários.

"Essa ameaça é um epifenômeno, nem consideramos que tenha sido dito pelo secretário-geral da Sytjust, El Yaya Boun Malick para Rfm. Estamos num país de direito e o Ministério da Justiça não respeita os trabalhadores da justiça. Poderíamos ter ido na direção do apaziguamento, mas como brandir essas ameaças quando as pessoas estão apenas perguntando o que é devido a elas, isso é anormal ”.

Malick continua exigindo compensação para os trabalhadores da justiça. Segundo ele, 5,5 bilhões de francos CFA foram previstos na lei orçamentária reformada de 2018. "Uma vez que a legislatura tenha aprovado a lei, porque não procederem ao pagamento, dizem que estamos no processo de fazê-lo. Um mau uso de propósito, o que nunca vamos aceitar ", disse o secretário-geral da Sytjust.


fonte: seneweb.com







Senegal: Para Ousmane Sonko, Wade e Macky são os criminosos.

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Para Ousmane Sonko, Wade e Macky merecem ser executados. "Nossos políticos são criminosos, aqueles que governam o Senegal desde 2000, se os agrupamos e atiramos neles, não cometeremos nenhum pecado", disse o líder de Pastef em um vídeo feito por Vox Populi.

Sonko acrescentou: "Com licença, mas são criminosos, há um tremendo potencial e capacidade real neste país, é inaceitável ver tal nível de sofrimento entre as pessoas".

fonte: seneweb.com

UNITA pede a João Lourenço "diagnóstico real" do país no discurso do Estado na Nação.

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O maior partido da oposição desafiou o Presidente de Angola a fazer, na segunda-feira, um "diagnóstico real" do país. A UNITA quer ainda saber as linhas de força do MPLA para os principais desafios do Governo.
fonte: DW África
UNITA Flagge auf einer Kundgebung in Huambo in Angola (DW/N. Sul D'Angola)
João Lourenço vai discursar, na segunda-feira (15.10), na Assembleia Nacional sobre o Estado da Nação, na abertura da segunda sessão legislativa da IV legislatura, imperativo legal que já cumpriu o ano passado, cerca de um mês depois de ter assumido a Presidência do país.
Numa declaração enviada à agência Lusa, o líder da bancada parlamentar da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Adalberto da Costa Júnior, afirma que o discurso do Presidente angolano deve "esclarecer" a nação e mobilizá-la "para os desafios dos próximos 12 meses". "Não esperamos ouvir mais uma vez um discurso de promessas, todo ele, moldado pelo novo GRECIMA - gabinete de propaganda institucional", refere .
O grupo parlamentar da UNITA espera que João Lourenço dirija aos deputados, e a todos os angolanos, "orientações estratégicas para a construção do futuro, um futuro mais nacional e menos partidário". "Esperamos ouvi-lo partilhar dados estatísticos reais (o que não tem acontecido, sendo que os números aparecem muitas vezes trabalhados) sobre o crescimento económico, sobre o PIB (Produto Interno Bruto), sobre a inflação, sobre o crescimento da população (que é superior ao crescimento económico), sobre a pobreza (que aumentou, infelizmente), sobre os programas para a juventude para o empoderamento da mulher", disse.
Qual o valor da dívida?
Adalberto da Costa Júnior considerou também importante que o chefe de Estado angolano partilhe com os angolanos "o valor real da dívida pública, bem como o valor real da dívida para com a China".
Na lista de preocupações, o dirigente da UNITA pediu também uma resposta à manifestação governamental de alguma abertura "para uma revisão da Constituição que permita a eleição direta do Presidente da República e torne mais democráticos os processos eleitorais".
Sobre as futuras primeiras eleições autárquicas, previstas para 2020, o grupo parlamentar do maior partido da oposição angolana "gostaria" que João Lourenço anunciasse que, por auscultação dos cidadãos, as autarquias sejam criadas simultaneamente em todo o território nacional, o principal ponto de divergência entre Governo, oposição e alguns setores da sociedade civil.
No sentido de ajudar o Presidente angolano, o grupo parlamentar da UNITA enumerou a necessidade de um "rigoroso inventário do património do Estado, o que irá "dificultar e impedir os desvios e os constantes atentados ao património público" e o fim da desvalorização contínua do kwanza, moeda nacional.
Adalberto da Costa Júnior pediu também esclarecimentos sobre a situação dos professores, para impedir uma "greve à vista no final do ano letivo", sobre as medidas de incentivo aos agricultores e o destino do diferencial do petróleo, fora do Orçamento Geral do Estado.

Líder da oposição russa foi libertado.

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 Alexei Navalny

Alexei Navalny
O líder da oposição russa Alexei Navalny foi hoje libertado da prisão onde esteve preso 50 dias
Em Setembro tinha sido libertado após cumprir uma sentença de 30 dias por organizar uma manifestação não-autorizada mas foi preso no mesmo dia por participar numa manifestação contra reformas do sistema de pensões do governo que incluem um aumento da idade de reforma.
Navalny foi proibido de participar nas eleições presidenciais de Março por ter uma anterior condenação por crimes financeiros, acusações que ele diz terem sido inventadas.
fonte: VOA


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