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Senegal: Mimi Toure and Companhia - "Khalifa Sall é um beneficiário do dinheiro do doping"

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terça-feira, 14 de agosto de 2018

15 LIVROS FAZEM A DIFERENÇA – É “CHATO” SERMOS… POBRES!

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



Estudantes da Escola Superior de Hotelaria e Turismo de Angola manifestaram-se hoje preocupados com a falta de infra-estruturas adequadas para o curso e a inexistência de estágios internos, recebendo (sem nada pagar em troca, recorde-se) garantias do Governo de que vai tomar “medidas práticas”.

As preocupações foram apresentadas hoje às ministras angolanas do Turismo, Ângela Bragança, e do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, durante uma visita que fizeram às instalações da instituição em Kilamba, arredores de Luanda.
Segundo os estudantes, em cinco anos, a qualidade das infra-estruturas da instituição, vocacionada para a formação de especialistas do sector da hotelaria e turismo, “são impróprias para a respectiva formação e os estágios não existem”, sublinhando ainda que o estabelecimento necessita de um “hotel-escola”.
A ministra do Turismo manifestou-se solidária (claro, claro) com os estudantes de hotelaria e turismo, garantindo que irá criar mecanismos, em conjunto com o Ministério do Ensino Superior, para melhorar e acudir às preocupações apresentadas.
“Tal como podemos constatar por intermédio da interacção com os estudantes, há dificuldades nas infra-estruturas. São precisas condições para a realização do trabalho prático e laboratórios onde os estudantes possam ter contacto com as acções práticas”, disse Ângela Bragança, salientando ainda a inexistência de uma biblioteca.
Essa de os estudantes precisaram de “condições para a realização do trabalho prático” onde “possam ter contacto com as acções práticas” é brilhante. Ainda bem que a ministra percebeu.
“Há ainda uma acção em torno do estudo dos currículos, uma acção que deverá igualmente ser conjunta, de modo a que as duas valências, quer a da formação básica quer a da hotelaria e turismo, sejam devidamente equacionadas”, acrescentou.
Já a ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, considerou “legítimas” as preocupações dos estudantes, tendo apontado “medidas práticas” para inverter a situação.
“As medidas práticas para inverter esta situação são precisamente aquelas que têm a ver com a criação de maiores oportunidades de estágios, como locais privilegiados para que a formação desses estudantes não seja meramente teórica”, adiantou.
“Todas as unidades que existem e que estão ligadas ao turismo no seu todo, e desde que a Universidade Agostinho Neto (UAN) apresente propostas, no quadro da sua autonomia, devem criar condições para que a formação dos estudantes possa ser melhorada”, assegurou.
Para responder às preocupações dos estudantes, a reitora em exercício da UAN, Antonieta Baptista, prometeu apoiar os alunos com 15 livros sobre gestão de turismo, bem como instalar naquele estabelecimento uma biblioteca virtual. Quinze livros. A UAN não se poupa a esforços. É que não são dois ou três, são um montão deles: 15!
“Estive já a concertar com a direcção e vamos tentar conseguir, pelo menos, o software de apoio aos laboratórios virtuais. Também vamos ajudar a direcção da instituição a conseguir alguns contratos, ainda que a nível não muito alto, de estágios nalgumas unidades”, apontou.

Turismo de pólvora… seca

Oministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social angolano defendeu no dia 19 de Dezembro de 2017 a criação de parcerias internacionais, antecedida de medidas que vão facilitar o processo, como a simplificação na emissão de vistos, para a atracção de mais turistas.
Como se vê, dá Deus ginguba a quem não tem dentes. Mais um arsenal de pólvora seca descoberto pelos peritos escolhidos por José Eduardo dos Santos. Perdão, por João Lourenço…
Manuel Nunes Júnior fez nesse dia a abertura da 1ª reunião ordinária da Comissão Multissectorial da Hotelaria e Turismo, na qual participaram os titulares das pastas da Cultura, Ambiente, Juventude e Desportos, Agricultura, Interior, Finanças, Relações Exteriores, Saúde, Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Comércio, Comunicação Social, Transportes e Energia e Águas.
O governante referiu ainda que a necessidade de se proceder ao mapeamento, cadastramento e organização dos recursos turísticos existentes em Angola, bem como segmentar os mercados emissores de turistas e categorizar os produtos turísticos angolanos.
Para Manuel Nunes Júnior, deve dar-se continuidade aos projectos de implementação dos polos turísticos de Cabo Ledo e Calandula e elaborar uma estratégia de promoção internacional do projecto KAZA Okavango-Zambeze.
Nesse sentido, ao Estado cabe a tarefa de criar condições institucionais, macroeconómicas e de segurança, para que a indústria turística arranque, contando para o efeito com o apoio do sector privado, associações de especialidade e operadores turísticos.
Segundo o ministro de Estado, é importante que a comissão multissectorial se reúna com a periodicidade desejada e que trace um programa concreto de atracção de turistas para o país, para que o seu número acompanhe os investimentos que forem sendo feitos no sector.
“Este é o desafio que lanço ao concluir esta minha intervenção, esperando resultados que indiciem um firme compromisso com a arrecadação de receitas e criação de empregos e cada vez maior mobilização do investimento privado nacional e estrangeiro para o sector turístico”, considerou.

Curiosidades da… pólvora

Recorde-se que o Governo anterior, do qual João Lourenço foi ministro da Defesa, garantira que iria “aligeirar” a concessão de vistos de turismo e com isso captar receitas, tendo para o efeito criado um grupo de trabalho que apresentou, ainda em 2016, propostas ao Presidente da República.
A informação constava de um despacho presidencial que criou este grupo de trabalho “para aligeirar o sistema de atribuição de vistos para turismo”, coordenado pelo ministro do Interior, Ângelo da Veiga Tavares, e que integrava, entre outros, os directores dos serviços de Inteligência Externa, de Inteligência e Segurança do Estado e de Migração e Estrangeiros.
A dificuldade e burocracia envolvendo a concessão de vistos para entrada em Angola, nomeadamente com turistas a necessitarem de documentos de chamada para poderem entrar no país, era uma das principais críticas de empresários e de responsáveis do sector, em específico.
Aquele despacho presidencial reconhecia a “necessidade de melhorar e agilizar o sistema de atribuição de vistos de turismo”, para que os destinos turísticos angolanos “fiquem à disposição dos turistas nacionais e internacionais”.
Admitia também a “existência de alguns factores que devem ser removidos para que os programas sejam concretizados”, especialmente “no âmbito da captação de receitas, que é um dos objectivos do Plano Operativo do Turismo, como estratégia para saída da crise e diversificação da economia” angolana, face à quebra nas receitas do petróleo.
O grupo integrava ainda, entre outros elementos, os ministros das Relações Exteriores e da Hotelaria e Turismo, e tinha como atribuições a realização de “um estudo sobre o sistema de vistos de outros países que dominam o turismo” e “criar um sistema de concessão de vistos de turismo em Angola, que permita aligeirar o processo actual, com base na legislação em vigor”.
O sector do Turismo em Angola empregava em 2015 cerca de 192.000 trabalhadores, representando então mais de 530 mil visitas anuais.
Numa estratégia de diversificação da economia, que continua dependente das exportações de petróleo, e das suas receitas, a meta do executivo angolano da altura passava por atingir um milhão de trabalhadores e 4,7 milhões de turistas (acumulado) até 2020.
Angola conta actualmente com cerca de 180 unidades hoteleiras de várias dimensões, totalizando à volta de 8.000 camas, segundo dados do Governo.


Folha 8 com Lusa

ANGOLA PUXA DOS GALÕES PARA PÔR ORDEM NA REGIÃO.

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Luanda acolhe amanhã, terça-feira, uma mini-cimeira com os Presidentes de Angola, Congo, Gabão, Ruanda e Uganda para analisar a situação política na África Central e Austral, com especial atenção à República Democrática do Congo (RDCongo).

Fonte oficial disse hoje que estão confirmadas as presenças dos chefes de Estado congolês, Denis Sassou Nguesso, gabonês, Ali Bongo, ruandês, Paul Kagamé, e ugandês, Yoweri Museveni, bem como da RDCongo, Joseph Kabila, e do Presidente da Comissão da União Africana (UA), o chadiano Moussa Faki Mahama.
A reunião de Luanda antecede a três dias a cimeira de chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que decorrerá em Windhoek (Namíbia), durante a qual está prevista uma discussão e concertação política sobre os projectos de paz e estabilidade nas duas regiões africanas.
A 10 deste mês, o ministro das Relações Exteriores angolano, Manuel Augusto, indicou que a situação da RDCongo será um dos temas fortes a abordar na reunião, em que se pretende também privilegiar a procura de “soluções africanas para os problemas africanos” nas discussões, que envolvem também as crises políticas e militares no Sudão do Sul, Sudão, República Centro Africana e Lesoto.
Sobre a RDCongo, o chefe da diplomacia angolana saudou a decisão de o chefe de Estado congolês se abster de se apresentar a um terceiro mandato, constitucionalmente proibido, nas eleições de 23 de Dezembro próximo, salientando a “evolução positiva” em curso no país vizinho.
Por outro lado, Manuel Augusto manifestou a preocupação de Angola, na qualidade de presidente do Órgão de Defesa e Segurança da SADC, com a situação político-militar da República Centro-Africana (RCA), país em que “não existe estabilidade” desde o afastamento do poder, em 2013, do então Presidente, François Bozizé, pelas milícias Seleka, que pretendiam defender a minoria muçulmana, desencadeando uma contra-ofensiva dos anti-Balaka, maioritariamente cristãos.
Outra das “grandes preocupações” é a situação no Lesoto, “país ilha” no centro leste da África do Sul, onde a violência política e militar está a tornar-se frequente, com a onda de assassinatos que não está a poupar ninguém, nem mesmo dois antigos chefes do Estado-Maior General das Forças Armadas locais.
A oposição parlamentar angolana recebeu com agrado a decisão do Presidente de Angola, João Lourenço, de promover a mini-cimeira, realçando a importância que se reveste para alcançar a estabilidade política e militar nas regiões austral e central de África.
Quer a UNITA (maior força da oposição), como a CASA-CE e a FNLA já assumiram publicamente a necessidade de concertação política nas duas regiões.
O secretário para as Relações Exteriores da UNITA, Alcides Sakala, defendeu a estabilidade da região da SADC, aguardando que a reunião de Luanda possa ajudar a pacificar a vizinha RDCongo e a garantir a realização de eleições livres no país, bem como a resolução dos conflitos ainda existentes.
O vice-presidente da CASA-CE, Lindo Tito, pronunciou-se no mesmo tom, tendo apelado a uma maior intervenção da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) nos esforços de estabilidade regional, de forma a garantir-se a livre circulação de pessoas e bens e o consequente desenvolvimento económico.
Também o secretário para a informação e porta-voz da FNLA, Jerónimo Makana, se manifestou esperançado de que a reunião de Luanda possa “convencer” Kabila a não interferir nas presidenciais congolesas.


Folha 8 com Lusa

EUA: Trump chama de "louca" ex-assessora que o gravou em segredo.

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Trump criticou ex-assessora no Twitter

Trump criticou ex-assessora no Twitter

Leah Millis / Reuters / 4.8.2018

Presidente americano usou sua conta no Twitter para criticar Omarosa Newman, depois que ela revelou ter gravado conversas na Casa Branca.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou nesta segunda-feira de "louca" sua ex-assessora Omarosa Manigault Newman, depois que esta revelou ter gravado em segredo várias conversas na Casa Branca.
"A Louca Omarosa, que foi demitida em três ocasiões em 'O Aprendiz', foi agora demitida pela última vez. Nunca teve sucesso, nunca terá. Ela me implorou por um emprego, lágrimas nos olhos. Eu disse ok. As pessoas na Casa Branca a odiavam. Era impiedosa, mas não inteligente", disse Trump no Twitter sobre sua ex-assessora, em alusão ao programa transmitido pela televisão no qual atuaram juntos.

fonte: noticias.r7.com

ANGOLA: A LUTA CONTINUA, A VITÓRIA É CERTA.

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Agora sim. É desta que se o Governo do MPLA vai dar o seu Grito do Ipiranga. O Ministério da Comunicação Social pretende estabelecer parcerias com as associações empresariais das províncias do Namibe, Cunene e Huíla, no sentido de – diz a Angop – “encorajá-las a investir no mercado publicitário, visando engrandecer as despesas do sector na região sul do país”.

Por Orlando Castro
Aintenção foi manifestada hoje, segunda-feira, à Angop, no Lubango, pelo secretário de Estado da Comunicação Social, Celso Malavoloneke, no quadro da sua visita aos órgãos do sector, onde recebeu informações sobre o seu funcionamento.
Segundo o, digamos, D. Pedro da era do MPLA, o objectivo passa por assegurar receitas que são geradas por via da publicidade e também de patrocínios de programas temáticos. Isso, em concreto, significa o quê? Talvez, pensamos nós, uma declaração de menoridade que o Governo passa aos empresários.
D. Celso sublinhou que o empresariado, neste tempo de crise, precisa, igualmente, de fazer conhecer os seus produtos, as suas marcas, os seus serviços e as suas ideias, porque o público consumidor tem agora um poder de compra reduzido.
Cada cavadela, cada minhoca. E os bagres que se cuidem. O Governo anda à pesca. Ou será à caça? Como em tempos de crise não se olha aos anzóis, até as granadas servem para apanhar peixes…
Do alto da sua cátedra e na perspectiva de livrar o seu chefe de posto (João Melo) destes ridículos enciclopédicos, Celso Malavoloneke considerou que este processo de intermediação, entre o público consumidor, produtores, empresários, provedores dos serviços e os geradores de ideias, é feito precisamente pelos órgãos de Comunicação Social. Quem diria? Esta bem poderia ser assumida pelo nosso Paul Joseph Goebbels.
Daí a proposta, explicou o perito do MPLA com funções comediantes delegadas, da parceria com a classe empresarial como uma forma de potenciar o mercado publicitário, para que se gere mais emprego par os jovens recém-formados nas universidades em Ciências de Comunicação nos vários órgãos de Comunicação Social, se combata a cólera, a malária, a lepra etc. e se incentive a venda de pentes para carecas, luvas para manetas e, é claro, o estudo do achatamento polar das batatas.
Justifica brilhantemente o nosso “little” Goebbels que esta estratégia visa também “facilitar que estes sectores possam cumprir cabalmente o seu papel de potenciadores da economia e do desenvolvimento económico e social da província”.
Celso Malavoloneke acrescentou que a reacção dos empresários nesta direcção é salutar e, a qualquer momento, as distintas direcções dos órgãos de Comunicação Social poderão sentir os efeitos da implementação desta parceria.
Como sabemos, é verdade que qualquer parceria com MPLA é mais do que meio caminho andado para o sucesso do… MPLA. Por regra, numa sociedade solidária como é a nossa, o MPLA entra com as ideias e os empresários com o dinheiro. Quando chegar a altura da colheita dessa parceria, o resultado é inequívoco: Os empresários ficaram com as ideias e o MPLA com o dinheiro.
Relativamente ao candente e basilar “problema” da Carteira Profissional, o “little” Goebbels esclareceu ser a agora da competência da ERCA (Entidade Reguladora da Comunicação Social do MPLA), cujos membros já tomaram posse e o seu estatuto remuneratório já foi criado e, doravante, é a essa organização a quem deverão ser dirigidas todas as preocupações ligadas ao assunto. Para uns basta ter cartão do MPLA, para outros ter cartão do MPLA… basta.
fonte: folha8

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

ANGOLA: E OS ALBINOS, SENHORES?

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A Amnistia Internacional (AI) exortou hoje os países da África Austral para que os seus sistemas judiciais protejam os albinos, que são mortos na região devido à crença de que partes do seu corpo têm poderes mágicos. De facto, ser albino não é crime mas às vezes, demasiadas vezes, parece. Parece ou é?

AAI relembrou num comunicado, citado pela agência de notícias espanhola EFE, que em países como Maláui, Moçambique ou a Tanzânia é comum “a impunidade” por esses crimes, o que agrava o problema, acrescentando que as pessoas com albinismo são mortas devido à crença de que as partes do seu corpo têm poderes mágicos que dão boa sorte e riqueza.
“A realidade é que as pessoas com albinismo vivem com medo constante de serem capturadas ou mortas para lhes serem retiradas partes do seu corpo”, frisou Deprose Muchena, director regional da organização para a África Austral.
O responsável frisou que os albinos “vivem à mercê de gangues criminosos organizados que clamam pelo seu sangue na crença de que farão fortuna”.
Entre sexta-feira e sábado decorrerá uma cimeira da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), na Namíbia e, neste contexto, a AI solicitou à SADC a promessa de “dar prioridade” e tomar “as medidas necessárias para garantir o direito à vida, segurança e salvaguarda de pessoas com albinismo”.
No Maláui, de acordo com dados da AI, houve cerca de 150 casos de violência contra albinos desde o final de 2014, incluindo 14 assassínios. Em Junho do ano passado, apenas um processo judicial para 30% desses casos tinha sido concluído.
Partes dos corpos dos albinos são vendidos em países da África Austral, incluindo a República Democrática do Congo (RDCongo), África do Sul, Suazilândia, Tanzânia e sobretudo Moçambique.

Em Angola a situação é similar

Os albinos em Angola continuam a enfrentar “problemas e barreiras” que vão desde a dificuldade de inserção no emprego e no sistema de ensino, à falta de assistência social e medicamentosa, considera a Associação de Apoio aos Albinos de Angola.
O dedo na ferida foi posto pelo presidente da Associação, Manuel Vapor, durante uma palestra realizada no passado dia 13 de Junho, em Luanda, a propósito do dia mundial para a consciencialização sobre o Albinismo.
De acordo com aquele responsável, ainda há casos de discriminação no país e grande parte dos albinos em Angola não tem emprego e encontra dificuldades para adquirir cremes de protecção da pele, pedindo por isso ao Ministério da Saúde a subvenção desses fármacos.
“Porque o protector solar nas farmácias, o preço, é elevadíssimo e então gostaríamos que também ficassem naqueles produtos a custo zero e subvencionados pelo Governo. Por isso é preciso que o ministério ponha a mão neste caso, porque principalmente os adultos que não trabalham têm grande dificuldade”, disse.
Manuel Vapor referiu, igualmente, que o país “carece de uma política virada à pessoa albina”, que no seu entender deveria ser superintendida pelo Ministério da Saúde, exemplificando que as consultas nos hospitais ainda são feitas “graças ao bom senso dos dermatologistas”.
As consultas, acrescentou, são feitas com recurso às “parcerias” que a associação criou junto dos dermatologistas, no sentido de responderem às “necessidades diárias” da pessoa albina.
Durante a sua intervenção, o presidente da Associação de Apoio aos Albinos de Angola, considerou também que a falta de informação sobre o albinismo faz persistir o preconceito na sociedade angolana.
“Porque se desde tenra idade e sobretudo nos manuais escolares do ensino de base se começar a ministrar matérias sobre o albinismo, essas situações não deveriam colocar-se e a criança já não veria o albino como um fantasma e haveria melhor familiarização”, realçou.
No capítulo do emprego, aquela associação defende que o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTESS) encontre mecanismos que “pelo menos reservassem vagas exclusivas” para a pessoa albina.
“Reconhecemos que o emprego no país está difícil, mas é possível o ministério adoptar esse mecanismo, porque muitos associados estão vulneráveis e isso agrava ainda mais a sua condição de saúde, devido à falta de cuidados”, adiantou.
A consciencialização à pessoa com albinismo e o albinismo no campo científico foi o tema desta palestra, animada pelo dermatologista e director do serviço de Dermatologia e Venereologia do Hospital Américo Boavida, Juliano Isaías.
Na ocasião, o responsável lamentou a situação de carência de albinos para aquisição de cremes de pele, tendo revelado que a unidade hospitalar acompanha regularmente cerca de 300 doentes albinos, na sua maioria com cancro de pele.
“E os nossos serviços ambulatórios continuam a registar novos casos, sobretudo ligados a lesões de pele em crianças e adultos”, explicou.
A Associação de Apoio aos Albinos de Angola conta com cerca de 600 associados e tem representações em seis das 18 províncias do país.
Folha 8 com Lusa

Jovens moçambicanos queixam-se da falta de oportunidades.

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Celebra-se este domingo (12.08) o Dia Mundial da Juventude. Na província moçambicana de Inhambane, muitos jovens lamentam a falta de oportunidades antes e depois de concluírem os estudos.
    
Mosambik Jugend in Inhambane (DW/L. da Conceicao)
Devido à falta de oportunidades, os jovens de Inhambane buscam diferentes meios para a subsistência. Há mais de dois anos que o Governo não tem disponibilizado fundos para iniciativas voltadas a esta grande parcela da sociedade, mas garante estar a par dos problemas.
A DW África conversou com alguns jovens e constatou que as dificuldades são muita e podem divergir, de acordo com o sexo. No caso das jovens, para conseguir algum rendimento, acabam por abandonar os estudos para se dedicar à prostituição.  É o caso da jovem V.M., natural da província de Maputo, que vive agora em Inhambane com a irmã mais velha. Ambas desistiram de frequentar a escola para se prostituírem.
V.M. lamenta o facto de que muitos jovens estejam nesta situação. "Tem aqueles que conseguiram se salvar, mas a maioria está perdida na prostituição, droga e bebida. O dinheiro é que nos induz, por isso estamos a fazer isso. Minha irmã também é prostituta. O arrependimento vem no dia que não bebemos e fumamos, porque pensamos nas consequências e no futuro", relata a jovem.
Apesar disto, V.M. apresenta uma solução para ultrapassar estes problemas. Para ela, "devia existir alguém com iniciativa para incentivar jovens a criarem clubes sociais com vários projetos positivos".
"Oportunidades não vêm, mesmo depois de formado"
Álvaro Joaquim formou-se no ensino técnico, mas, ainda assim, não consegue oportunidades melhores para garantir boa assistência à sua família. Atualmente, ele vive na base da pesca em pequena escala, porque não tem emprego.
"Estudei para nada. Hoje em dia vivo no mar a pescar para conseguir dinheiro, não consigo ter oportunidade de nada", lamenta Álvaro Joaquim que, entretanto, diz que "o Governo devia pensar melhor o destino da juventude".
Mosambik Jugend in Inhambane
Álvaro Joaquim tem formação técnica, mas, por falta de oportunidades, vive da pesca
O Governo de Moçambique distribuía fundos reembolsáveis para financiamentos de projetos da juventude principalmente nas áreas de agricultura, pecuária, criação de frango, serralharia, carpintaria, entre outros. Mas há cerca de dois anos o dinheiro não chega aos distritos.
Samuel Jeremias é licenciado em Geografia, mas, por causa do desemprego, tem pronto um projeto para a prática de agricultura sustentável. Devido à falta de financiamento, nada avançou até o momento.
"Estou a vender recargas de telemóveis para poder comprar açúcar, arroz, óleo, sabão e outras coisas para minha esposa e filhos. O Governo devia continuar a ajudar a idealizar e não apenas dizer que os jovens devem trabalhar sem nenhum incentivo. Tenho campo agrícola e projeto desenhado, mas não consigo materializar porque há dois anos estou a espera os fundos da juventude", afirma Jeremias.
Falta habitação
Além da falta de oportunidades de emprego e financiamento, a juventude na província de Inhambane debate-se com a falta de habitação. Apenas os que possuem um emprego formal têm acesso ao financiamento dos bancos para a construção de residências. Os desempregados, que são a maioria, continuam a viver nas casas dos seus pais juntos com esposas e filhos.
Para resolver o problema da falta de habitação, o Governo provincial distribuiu cerca de cinco mil Direitos do Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT) a igual número de jovens desde o ano passado, mas muitos deles esbarram na burocracia e não conseguem todos os documentos exigidos pelas autoridades.
Celso Colege, porta-voz da Direção Provincial da Juventude e Desporto em Inhambane, disse à imprensa que o Governo está ciente dos problemas dos jovens. Segundo o porta-voz, o Governo já conseguiu "distribuir cinco mil DUAT aos jovens, mas alguns não têm conseguido legalizar os seus talhões e acabam entregando a um terceiro em troca de dinheiro".

Protesto em tom de rap contra o franco CFA.

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"7 minutes contre le CFA" (7 minutos contra o franco CFA) é o título de um novo tema rap muito popular, recentemente apresentado em Dakar, no Senegal. Os músicos protestam contra a moeda que consideram "neo-colonial".
7minutes contre le FCFA (DW/Mamadou Lamine Ba)
Dez artistas, oriundos de sete diferentes países, manifestam-se assim contra a moeda que circula em 14 países da África Central e Ocidental: o franco CFA. "Acabe-se com o bla-bla, queremos o fim do CFA, a história avança, um grito agudo nas nossas ruas!" - é esta a mensagem deste rap.
Grito contra neo-colonialismo financeiro
 
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Protesto em forma de rap contra o franco CFA

O franco CFA contraria a soberania dos estados africanos, é um reflexo neo-colonial, dizem os músicos, todos eles bastante conhecidos nos seus países de origem. É o caso do rapper Elom Vince (melhor conhecido por "Elom 20ce"), do Togo: "Resolvemos lançar este tema contra o franco CFA porque achamos que esta é a melhor maneira de espalhar uma mensagem que deve ser ouvida por um público mais vasto. Até agora o tema do franco CFA era discutido apenas entre jovens intelectuais em zonas urbanas. Ora isso está a mudar radicalmente. A mensagem é simples e está a passar: O franco CFA vai morrer e nós vamos festejar durante o funeral dessa hedionda moeda." 
Dois francos CFA formalmente diferentes 
Na realidade existem dois francos CFA diferentes: na África Ocidental aderiram, ao todo, oito países à zona CFA: Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e Togo. A sede do Banco Central da África Ocidental é Dakar, capital do Senegal. O Franco CFA dos Países da África Central foi adotado por mais seis países: Guiné Equatorial, Gabão, Camarões, Congo Brazzaville, Chade e República Centro-Africana. A sede do banco da África Central é Yaoundé, capital dos Camarões. 
Ambas as moedas foram criadas em 1945 e desde o início mantiveram um valor de câmbio fixo, relativamente ao franco francês. Quando a França adotou o euro, o CFA passou a ter um valor fixo em relação à moeda europeia. Um euro equivale, nomeadamente, a 655,957 Francos CFA, aplicando-se o mesmo câmbio para ambos os francos CFA. 
7minutes contre le FCFA (DW/Mamadou Lamine Ba)
Elom Vince, rapper do Togo: "Vamos dançar no funeral do franco CFA."
50% das reservas CFA em Paris
O banco central de França continua a garantir o valor das duas moedas africanas. Em contrapartida os países africanos comprometeram-se a depositar pelo menos 50 por cento das suas reservas em Paris. Armin Osmanovic, chefe da sucursal da  Fundação Rosa Luxemburg, ligada ao partido alemão de esquerda "Die Linke", em Dakar, em entrevista à DW África, confirma: "O franco CFA é, de facto, uma moeda idealizada nos tempos coloniais, pela França colonial, para as suas ex-colónias. Mais de 50 anos depois das independências das ex-colónias francesas, o CFA constitui, por assim dizer, um anacronismo. Ou seja: continua a ser um instrumento da tradicional política de influência contínua de França sobre as suas ex-colónias, uma política que se convencionou apelidar de 'françafrique'."
Para além de argumentos políticos também há argumentos económicos que poderiam ser utilizados contra o CFA. "A moeda nao confere flexibilidade à política financeira dos países aderentes ao franco CFA. A moeda está crónicamente sobre-valorizada devido ao câmbio fixo em relação ao euro. Isso encarece as exportações e também desencoraja o investimento estrangeiro na zona do CFA."
Franco CFA: fator de estabilidade?   
7minutes contre le FCFA (DW/Mamadou Lamine Ba)
Jah Moko, rapper do Mali: "Damos voz aos anseios da juventude."
Por sua vez, o economista Thomas Koumou, do Togo, sublinha os aspetos positivos de uma moeda acoplada ao euro: "O facto do franco CFA estar 'acoplado' ao euro confere uma estabilidade muito importante à moeda e constitui por isso um bom travão contra uma inflação indesejável. O Franco CFA é, por assim dizer, uma boa defesa contra possíveis choques conjunturais, e isso é muito importante num sistema comercial cada vez mais interdependente e globalizado". 
Entretanto os rappers africanos que se uniram para fazer campanha contra o franco CFA, prometem intensificar a sua luta contra uma moeda que - na sua opinião - "cimenta o colonialismo". Palavras do músico Jah Moko, do Mali: "Nós somos a voz da juventude. Com este projeto vamos despertar a consciência de muita gente, que até agora não estava a par do assunto. Vamos fazer a diferença. Chegou a hora de África assumir as suas responsabilidades e pegar as rédeas do seu destino, adotando moedas que sirvam os interesses dos africanos e não os interesses dos europeus."
fonte: DW África

OPINIÃO: TEMOS “CHEFE-MAS-POUCO”.

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Há quem procure encontrar um único culpado, para apontar como responsável pelo estado da Nação! Simplesmente, não existe um único culpado do atraso de desenvolvimento do País. E nunca houve… Seria tapar o sol com a peneira e, pior ainda, julgar mal esta questão. Era mais uma vez um virar do disco e ouvir tocar a mesma música, ouvindo as mesmas vozes, com o mesmo falsete, o mesmo engano na ponta da língua.

Digamos que a mesma máfia política instalada há décadas continua a dar cartas, mantendo o nosso País na miséria ou num sub-desenvolvimento estrategicamente montado de fora para dentro, visando fins de exploração do Povo. Mantendo no território nacional e no estrangeiro os “cabecilhas” responsáveis deste crime económico, social e cultural (são Guineenses e de outras nacionalidades), fazendo parte da organização criminosa dentro de um esquema complexo, montado para exploração e controle da máquina do Estado!

Sua fonte de “ouro” está na manutenção de crises políticas sucessivas! O consequente derrame financeiro sai a cair nos bolsos dos líderes nacionais e seus patrões no exterior, e isto é apenas uma das consequências mais visíveis da situação triste do País, que caminha para mudança, só.
Muitos abandonaram o PAIGC, depois de exercerem cargos de liderança do País num longo período de tempo e saíram com uma única intenção central, fundar um partido político, “meu”. Será ele com certeza o primeiro a contar os tostões e a tirar dividendos disso mesmo. Aliás em 45 anos de independência, a Guiné-Bissau só tem 45 Partidos políticos (riso sem ofensa).
Se muitos já eram maus políticos na sua antiga organização (PAIGC), acredito que continuam muito pior nesta intencionalidade de assegurarem empresas na máfia instalada, corrupção onde estão simplesmente empresários politizados (todos os Partido políticos fazendo parte do problema), garantindo projectos de exploração ou suas comissões milionárias à custa de delapidação do “ouro” do Povo.

Há décadas que está instalada esta teia mafiosa sem limite, este sistema mafioso, onde políticos empresários são a elite favorecida e protegida da máfia organizada. Todos não querem este divórcio entre política e mercado empresarial, porque tudo é gerido directa ou indirectamente pelos mesmos políticos mafiosos no sistema parasita, que vigora no País, acredite se quiser, Camarada. Pior ainda, não há sinais de mudança e tudo farão, para continuarem a exploração do Povo! Factos comprovam como é verdade absoluta esta realidade já visível a olho nu, nestes 45 anos de in/dependência (…)
Hoje e ainda, estamos no fim de mais um ciclo de ingovernabilidade, já constatamos os mesmos discursos do engano, mafiosos, que escolhem alguém e condenam na praça pública como “único culpado”. No acto seguinte, assistimos à tentativa de se safarem eles próprios da lista extensa de abusadores ou criminosos responsáveis pelo estado caótico e banca rota, que colocaram e condenaram nosso Pais.

Cada vez mais surgem novas caras, oriundos deste ADN criminoso, a tentarem a sua sorte nesta corrente de esquemas mafiosos no País. Hoje cresceu o número de líderes criminosos. Se dantes formavam uma banda “musical” pequena, hoje não cabem na “garagem”, cresceram no tamanho, davam para formar uma orquestra sinfónica com dezenas de falsos políticos encostados ao Estado para roubar.
Na sua maioria serão incapazes de prestar conta de recado nos cargos que ocupam há décadas (só roubam), serão quadros impotentes e complexados, “não fazem e não deixam fazer”, nem com caterpillar são arrancados da “mama”. Quando acontece uma saída espontânea, deixam raízes aos filhos, netos ou capangas, para continuarem os abusos e desvios dos bens da Nação Guineense. Isto está à vista de todos!

Haverá crise de identidade da Nação. Pior do que isto, perdermos a dignidade como País, e por causa de ladrões do Estado, metidos em tudo quanto é fonte de rendimento ou património nacional, credo!?
Cuidado Camaradas, nunca houve um “único-culpado” nisto; são muitos (alguns desde a independência do País). Hoje ainda conseguem fazer jogo de cintura muito bem, permanecendo nos lugares de conveniência, para encher os bolsos. Procuram esconder o busílis da questão, este roubo constante ou desvio económico. Estamos atentos, bó na matyl, até um dia sDq. Pois ainda isto vai acabar mal (…)

Pecado único ou único pecado é a questão central desta reflexão, destacar a falsa busca de um culpado (que não existe aqui), para condenar na praça pública. Mas não é verdade! Este sistema permite corrupção e impunidade - onde ladrão acusa ladrão - é preciso estancar a corrupção e esta confusão na identificação de criminosos no País, e será TRABALHO DURO, não este jogo do empurrar as culpas ou acusações traiçoeiras, para fingir inocência, jamais! Nó kumssy ñ’utru, ok? A corrupção no País já tem netos (infelizmente) desta ninhada e sabemos quem são. kalerõm na fala panela, káu tysnãm, tudu dús symta na karbõm-gôrra… hy’kuma?, kkkkkkkkkk. E já agora, este Ministério Público tem a palavra, será capaz ou não, aguardamos pela sua urgente actuação esperada há décadas, i. é, sem se deixar influenciar por apelidos, cargos de liderança ou pela cor partidária!?
Quem acusa faz parte da quadrilha e só por hipocrisia política, tenta atirar o barro à parede, para ver se cola. Falamos de crime financeiro, ao longo de vários anos, na “rota” internacional de dinheiros da Guiné-Bissau, apoios internacionais em milhões de dólares, que nunca ninguém contabilizou ou que tenham sido investigados pelo Tribunal de Contas. São incontáveis perdas por evidência de factos desta contabilidade ausente por negligência ou leviandade dos líderes políticos. Pois com certeza muitos milhões ficaram fora do País ou entraram e logo desapareceram sem deixar rastos, sem contas refeitas num controle económico do País.

Nada disto se fala, é um assunto ocultado neste silêncio ruidoso, pois ainda não é objecto de reflexão responsável numa Guiné-Bissau deste tempo, por enquanto.
O País precisa de estimular o inconsciente colectivo para isto, acordar a maior parte adormecida perante os factos reais deste crime contra o estado, para mudarmos de filosofia
política e prática perversa na gestão danosa ou por corrupção generalizada no aparelho de Estado! É lamentável o estado de coisas negativas em crescimento, permanentes no País, algumas sem solução à vista. Fica claro que batemos no fundo. Pensar erguer o País do chão é palavra de ordem. Haja mudança de pessoas e de ideias, rapidamente (nô djamty)! Desde a independência, as eleições não têm servido para edificar a Democracia sólida no nosso País. Paradoxalmente, verificamos aumento da corrupção e impunidade dentro e fora das instituições.

Neste sistema, parece que só nomeamos “líder-aranha” para cada mandato viver nesta teia envenenada, rodeado por um governo inoperante, corrupto, e lento, típico dum efeito redutor de qualquer tentativa de sucesso institucional. Mantendo para o efeito um “líder” só de nome (chefe-mas-pouco), i. é, faz de conta - homem-aranha - nomeado chefe, que manda pouco e comete muitas asneiras (convém), naturalmente descredibilizando a imagem de Estado, frustrando expectativas politicas e institucionais no seu todo, afectando esta dinâmica total com elementos do elenco deste colectivo de lideres no poder, alguns referenciados ou suspeitos de crime público, mas, que usando colete à prova de justiça, colados à imunidade parlamentar, escapam constantemente à justiça e mesmo com telhados de vidro visíveis ou não. Triste situação marcante no mundo do Direito, no País da impunidade (…)

Mais uma vez repete-se o filme político, que podia ter como título: “único diabo no meio de santos”. Os actores são os mesmos de sempre, escolhidos talvez a partir dum role de crimes reconhecidos no estado social, com intervalos forçados, até serem novamente usados como peça reutilizada no mesmo jogo de poder, com o consentimento do “chefe-mas-pouco”, que por sua vez será mais tarde ele também sacrificado pela “família” política, vitima desta teoria do “único culpado” pelo mau estado do País, mantendo-se os restantes da mesma equipa como “invisíveis”, pensando escondidos atrás de alguém. Mas Camaradas, haverá “tolo” que acredita nisto, até estes já abriram os olhos!?
Vamos mudar de linha e construir nova teia, reconhecer a linha podre nesta máquina viciada. É preciso mudar as modas retrógradas, permitir criatividade empreendedora, cultivar novo perfil de servidores do Estado e rapidamente. Haja liberdade e separação de poder institucional rumo à Democracia plena, e não isto! Perguntamos que delírio é este – Guiné-Bissau com 45 Partidos Políticos – haja bom senso! Aliás este número de 45 partidos políticos (riso), vem confirmar: que antes de mais, não há unidade política pela Causa Guineense (daí, os 45 cinco partidos, para um País pequeno como o nosso, bó figa canhota, credo). Digo mais, não há projecto de unidade pautada por objectivo de levar o País para frente, mas um aumento gradual de desconfiança entre utilizadores do Estado (políticos e empresários politizados) - que começaram por entrar na política como projecto de vida pessoal. Em vez de pensarem servir o Povo, servem-se! Focalizados nos ganhos pessoais a partir da exploração do cofre de Estado ou desvios em comissões mafiosas instaladas para o efeito, só.
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Há que ter cuidado com indivíduos patrioteiros, que gritam por Guiné-Bissau, na calada exploram tudo e todos, bens ou património do País.
Vamos criar um critério de eliminação como Partido político, para todos aqueles que não atingirem um determinado número de votos depois das eleições, i. e´, como forma de afastar/reduzir a maior parte que vive só do nome (partido), nada mais. Não conseguem convencer “X” número de Guineenses, então chega, que arranjem outra vida, só.
Por este andar chegaremos aos 50 anos de independência, com 50 partidos (riso), será?
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Mais: é mau sintoma não haver eleições marcadas para Novembro deste Ano, penso! Acontecendo, penso que não vai haver eleições antes de Abril do próximo Ano, daí que, vale a pena reforçarmos a vigilância política e militar em todos os sectores de controle territorial e ou com destaque no terreno nacional (…)
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… que a natureza nos proteja, se Deus quiser…
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Djarama. Filomeno Pina.



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