
Ilustração: IMAGEM DE UM SUPOSTO PACIENTE VÍTIMA DO EBOLA NO BRASIL
Andrew Pollack
Do The New York Times
Do The New York Times
Alguns disseram ser errado que, com centenas de africanos morrendo pelo surto do ebola, o suprimento extremamente escasso de uma droga experimental ter sido usado em dois agentes de saúde americanos brancos.
Mas e se as primeiras doses da droga –que nunca foram usadas em pessoas e que ainda não tinham concluído os típicos testes de segurança em animais– tivessem sido dadas a pacientes africanos?
"Viraria uma manchete de primeira página: africanos usados como cobaias para medicamento de empresa farmacêutica americana", disse o dr. Salim S. Abdool Karim, diretor do Caprisa, um centro de pesquisa de Aids na África do Sul.
Uma história de controvérsia envolvendo testes de drogas na África é apenas uma das complexidades diante das autoridades de saúde pública, ao decidirem se devem e como trazer essa droga e, possivelmente, outras experimentais aos países afligidos pelo ebola. Quem deve receber esse suprimento escasso de medicamento? Os agentes de saúde? Crianças? O recém-infectados que ainda não adoeceram?
A OMS (Organização Mundial de Saúde) está convocando uma reunião de eticistas no início da semana que vem para discutir esse dilema sensível e difícil. O governo americano também está formando um grupo para considerar as mesmas questões, disse o dr. Anthony S. Fauci, o diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas.
"Viraria uma manchete de primeira página: africanos usados como cobaias para medicamento de empresa farmacêutica americana", disse o dr. Salim S. Abdool Karim, diretor do Caprisa, um centro de pesquisa de Aids na África do Sul.
Uma história de controvérsia envolvendo testes de drogas na África é apenas uma das complexidades diante das autoridades de saúde pública, ao decidirem se devem e como trazer essa droga e, possivelmente, outras experimentais aos países afligidos pelo ebola. Quem deve receber esse suprimento escasso de medicamento? Os agentes de saúde? Crianças? O recém-infectados que ainda não adoeceram?
A OMS (Organização Mundial de Saúde) está convocando uma reunião de eticistas no início da semana que vem para discutir esse dilema sensível e difícil. O governo americano também está formando um grupo para considerar as mesmas questões, disse o dr. Anthony S. Fauci, o diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas.
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Samuel