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quinta-feira, 24 de novembro de 2022
Afeganistão. Taliban açoitam três mulheres e nove homens em público.
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O gabinete do governador da província de Logar, a sul da capital Cabul, convidou “ilustres estudiosos, mujahideen, anciãos, líderes tribais e população local” para assistirem ao açoitamento público de 12 afegãos, no estádio na cidade de Pul Alam, em Logar.
Os 12 cidadãos foram considerados culpados de "crimes morais", disse um responsável taliban à BBC. A punição diz respeito a
alegados crimes de roubo e adultério e prática de sexo homossexual cometidos por três mulheres e nove homens.
Os condenados foram chicoteados entre 21 e 39 vezes perante o público, que foi proibido de fotografar ou gravar vídeos.
Esta prática de espancamento em público reitera a intenção, por parte do Governo taliban, de retomar a interpretação estrita da lei islâmica, a Sharia, uma marca do regime islamista nos anos de 1990.
"A lei da Sharia é a única solução para os problemas no Afeganistão e deve ser implementada", afirmou o vice-governador de Logar, Enayatullah Shuja, em comunicado sobre os castigos públicos.
Omar Mansoor Mujahid, porta-voz dos taliban na região, declarou, por sua vez, que as três mulheres foram libertadas depois da punição e alguns dos homens foram presos, não sendo claro sobre quantos.
O primeiro registo do retorno aos castigos públicos foi confirmado há uma semana. No dia 11 deste mês, 19 homens e mulheres receberam 39 chicotadas cada um por alegados crimes de roubo, adultério e fuga de casa.
Durante o primeiro período do regime taliban, entre 1996 e 2001, as chicotadas públicas, bem como apedrejamentos, amputações e execuções públicas eram comuns como penas, à luz da Sharia, no estádio nacional em Cabul.
Quando os taliban perderam o poder, na sequência da invasão liderada pelos Estados Unidos, essa prática terá sido abandonada.
Vinte anos depois, com a saída das tropas ocidentais, os taliban garantiram que iriam ser mais moderados na interpretação da lei islâmica e respeitar direitos das mulheres e das minorias. Mas os sinais revelaram intenções contrárias, com várias mulheres a serem espancadas por exigirem direitos.
O líder supremo decretou a restrinção de direitos e liberdades. Ordenou que a educação das raparigas não fosse além do sexto ano e restaurou a prática do espancamento público.
Enquanto o Governo taliban tenta impor a transição administrativa, o país debate-se com uma crise económica e a negação do reconhecimento pela comunidade internacional.
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Samuel