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domingo, 1 de setembro de 2024
Ouro em África: Mali toma uma nova decisão importante.
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Terceiro maior produtor de ouro do continente africano, o Mali confirma a sua ambição de consolidar a sua posição dominante no setor do ouro. Com uma produção anual que atinge as 66,5 toneladas, o ouro representa um pilar importante da economia do Mali, contribuindo para 70% das exportações e 25% das receitas fiscais do país. Este precioso recurso, que gera mais de 500 mil milhões de francos CFA para o orçamento do Estado, desempenha um papel crucial no desenvolvimento económico do Mali, representando 10% do seu produto interno bruto.
Um novo capítulo para a mineração de ouro no Mali
O governo do Mali acaba de dar um passo decisivo na sua estratégia de controlo dos recursos naturais. Foi concedida uma licença de pesquisa à Société de recherche et d’exploitation minier (Sorem) para explorar uma área de 97,41 km² em Intahaka, localizada a apenas 80 km da cidade de Gao. Esta decisão marca um ponto de viragem na política mineira do país, até agora dominada por empresas estrangeiras como as canadianas Barrick Gold e B2Gold, a australiana Resolute Mining e a britânica Hummingbird Resources.
Sorem, uma empresa pública criada em Novembro de 2022, encarna o desejo das autoridades de transição de aumentar os benefícios derivados da riqueza subterrânea do Mali. O seu mandato, que abrange toda a cadeia de valor mineiro – desde a prospecção à comercialização – demonstra a ambição do Mali de assumir o controlo do seu destino mineiro.
Desafios e oportunidades no horizonte
A escolha de Intahaka como local de prospecção não é trivial. Durante mais de seis anos, esta área atraiu milhares de garimpeiros artesanais, sugerindo um potencial considerável de ouro. No entanto, a transição para a exploração industrial levanta muitas questões. O destino dos mineiros artesanais, o impacto ambiental e as questões de segurança numa região instável estão entre os desafios a enfrentar.
Uma aposta económica e estratégica
A iniciativa Intahaka faz parte de uma estratégia mais ampla de nacionalização dos recursos minerais. Em Maio passado, Sorem adquiriu a mina Morila por um dólar simbólico, marcando um primeiro passo nesta direcção. Esta abordagem, se for bem-sucedida, poderá redefinir o equilíbrio económico do país.
No entanto, os desafios são significativos. Um economista maliano sublinha a dimensão dos investimentos necessários, tanto em termos financeiros como em recursos humanos qualificados, sem esquecer a espinhosa questão da segurança do local. O sucesso deste projecto poderá transformar Intahaka num verdadeiro tesouro nacional, fortalecendo consideravelmente a autonomia financeira do Mali.
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À medida que o país embarca neste caminho ambicioso, o futuro da indústria do ouro do Mali parece estar numa encruzilhada. Entre promessas de prosperidade e desafios colossais, o Mali está a jogar um jogo cujo resultado poderá remodelar o seu panorama económico nas próximas décadas.
fonte: https://lanouvelletribune.info/2024/09
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Samuel