
O presidente ruandês Paul Kagamé, em 11 maio de 2014 em Nairobi. © AFP
A resposta de Paul Kagame ao Departamento de Estado dos EUA, nesta quarta-feira, sobre preocupação com prisões arbitrárias em Ruanda, não demorou muito. O Chefe de Estado rejeitou as críticas em ameças aos desestabilizador de serem "mortos em plena luz do dia."
Fidelidade a seus hábitos, Paul Kagame enviou uma resposta contundente aos seus críticos. Quinta-feira, 5 de junho, ele replicou às acusações do Departamento do Estado americano sobre detenções arbitrárias, com ameaças de que aqueles que procuram desestabilizar o Ruanda, serem "mortos em plena luz do dia", informou a imprensa local.
"Vamos continuar a prender mais suspeitos e possivelmente matar em plena luz do dia, aqueles que tentam desestabilizar o país", disse o presidente de Ruanda, segundo comentários divulgados pelo jornal The East African.
Respostas ao ataques da FDLR?
Quarta-feira, 4 de junho, o Departamento do Estado americano disse que está "extremamente preocupado com a detenção e desaparecimento de dezenas de cidadãos ruandeses" e pediu a Kigali para "explicar o destino dos detidos nos últimos dois meses e atualmente na prisão. " Em Maio, a ONG de direitos humanos, Human Rights Watch, já havia denunciado a onda de "desaparecimentos forçados" em Ruanda.
O governo ruandês tinha reagido fortemente às críticas dos EUA, dizendo que "agiu legalmente para responder às ameaças à sua segurança" causada pelas Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda (FDLR). "Um processo judicial está sendo desencadeado por ataques recentes da FDLR" tendo feito vários mortos no norte de Ruanda, explicou.
Na semana passada, quase uma centena de rebeldes hutus ruandeses se renderam no leste da RDC. Eles querem um diálogo com Kigali, que ele sempre negou.
# jeuneafrique (Com AFP)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Seu comentário é sempre bem vindo desde que contribua para melhorar este trabalho que é de todos nós.
Um abraço!
Samuel