
O Líder Afonso Dhlakama
A polícia moçambicana bloqueou o líder da oposição, Afonso Dhlakama, em sua casa, na cidade central da Beira nesta sexta-feira, isso acontece duas semanas depois de um tiroteio na estrada envolvendo seu comboio no qual 24 pessoas morreram.
Sr. Dhlakama, líder do partido Renamo, acusou o partido Frelimo no poder de estar por trás do tiroteio de 25 de Setembro, em que vários membros da Renamo foram mortos.
Sr. Dhlakama também sobreviveu a uma emboscada ao seu comboio, alguns dias antes.
"As forças especiais cercaram a minha casa, e pediram que eu devolvesse as armas deles que nós mantemos retidas desde 25 de setembro", disse à AFP por telefone.
"Isso mostra que a Frelimo estava por trás dos dois ataques."
O militar
O governo negou a responsabilidade pelos ataques, que o Sr. Dhlakama disse que ambas foram tentativas para assassiná-lo.
"Para evitar o pior, ficamos escondidos no mato durante as duas últimas semanas", disse ele.
A polícia e o Ministério do Interior estavam disponíveis para comentar o facto na sexta-feira, mas a rádio estatal disse que as forças de segurança tinham realizado uma operação para desarmar os guarda-costas do Sr. Dhlakama.
A Renamo travou anteriormente uma guerra civil de 16 anos contra o governo da Frelimo marxista. Esse conflito terminou em 1992, estima-se que cerca de um milhão de pessoas tinham sido mortas.
Escaramuças entre a Renamo e os militares retomaram-se nos últimos meses na província central de Tete rica em carvão.
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Samuel