Os Líbios de Trípoli e Tobruk, através de seus dois conjuntos poderiam surpreender o mundo pelo forte gesto de esta assinatura. Mas as assinaturas no acordo ainda não sessaram os rumores da disputa que sopram sobre este documento, que nasceu de dor e procrastinação. Alguém poderia pensar que este dia de 17 de Dezembro, é um momento verdadeiramente histórico, alimentado com essas grandes ovações, gritos, sinais de uma felicidade tão duramente conquistada, embora efêmera, mas soluços iniciais foram rápidas.

Em todo caso, Martin Kobler, o representante de Ban Ki-moon, por sua vez parece optar pela filosofia de abertura, recusando-se a acreditar que a rejeição de ruídos será capaz de sufocar o desejo de unidade, expressa por Líbios e jogados no auge da divisão desde o assassinato de Gaddafi, que foi há cinco anos atrás! E depois de tudo ainda sonham com a paz. Os dois grupos que iniciaram o diálogo a partir de Tunis, e que continuou sob o olhar da comunidade internacional em Marrocos, ambos têm uma necessidade vital para a paz, mesmo que as sirenes de divisão amena de petrodólares, ainda desfrutando oceanos do impasse e da aventura. Por isso, muitas perguntas surgem!
Mas por que, os dois primeiros Parlamentares não se reconhecem no texto final? O enviado da ONU teria ele introduzido artigos que reacenderiam as susceptibilidades independentistas dos signatários?
Será que os líbios com tanta inveja de encontrar uma solução interna, e que esta impulsionada pelo resultado das Nações Unidas perturbaria tanto?
As milícias ausentes nesta reunião, não colocariam eles, todo o seu peso sobre o processo que pode inviabilizar o acordo, e que poderia ser uma porta de salvação para a Líbia?
Finalmente, a criação do Conselho Presidencial, não é um portador de germes de novas tensões, gerando um novo centro de poder cujo reconhecimento já é problema?
Ele vai atravessar o deserto da Líbia ...
De Maria BABIA para GCI
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Samuel