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quarta-feira, 16 de novembro de 2022

CIMEIRA DO G20: O que a África pode esperar?

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A cúpula das 20 economias mais desenvolvidas do mundo, conhecida como G20, foi aberta no dia 15 de novembro em Bali, na Indonésia. A África é representada por três países. Em primeiro lugar, é naturalmente a África do Sul que conseguiu a façanha de fazer parte deste clube dos grandes. Em segundo lugar, temos o Senegal, cujo presidente fala em nome da União Africana (UA), da qual também ocupa a atual presidência. E, finalmente, o Ruanda, que também participa neste encontro na qualidade de país que detém a presidência da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África, cujo acrónimo em inglês é NEPAD. A presença da África em Bali é tanto mais importante quanto a cúpula do G20 abre este ano em um contexto global e geopolítico tenso, caracterizado pela guerra na Ucrânia, cujas consequências, como um terremoto planetário, atingiram muitas partes do mundo. Como prova, o continente negro atravessa uma crise alimentar sem precedentes, provocando uma subida exponencial dos preços dos alimentos. Tantas são as economias dos países africanos que sofreram um sério golpe no contexto de uma recessão severa. Em Bali, os dirigentes dos três países que representam África querem fazer ouvir a voz do continente e esperam, em troca, uma melhoria da situação. Eles vão ganhar? Não tenho tanta certeza, especialmente porque os protagonistas do conflito ucraniano não estão presentes no G20. O continente africano gostaria de prescindir da crise alimentar que vive atualmente. Ciente de que, embora não oficialmente no programa, farão parte do debate "operações especiais" lideradas pelas forças russas na Ucrânia, o presidente Vladimir Putin preferiu cancelar a viagem a Bali. Mas isso não deve mudar muito, já que os outros líderes presentes em solo indonésio continuam determinados a emitir uma declaração conjunta condenando a invasão russa da Ucrânia. De qualquer forma, o continente africano, que tenta de alguma forma se recuperar dos horrores da pandemia de Covid-19, gostaria de prescindir da crise alimentar que vive atualmente. Ele aplaudiria muito se conseguisse a prorrogação do acordo sobre exportação de grãos, negociado em julho passado e que vence, a princípio, no dia 18 de novembro, em poucas horas. Haverá a solidariedade esperada pela África? Podemos duvidar. Tanto mais que o G20, visivelmente preocupado com uma guerra de hegemonia, não se dignou a incluir na sua agenda a crise de segurança vivida por alguns países africanos, em particular os do Sahel, cuja existência está ameaçada. https://lepays.bf/

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Samuel

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