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REGRESSO DO TAMBOR PELO POVO EBRIE NA COSTA DO MARFIM: Nunca é tarde!.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... A restituição de obras de arte de França aos países africanos contin...
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
REGRESSO DO TAMBOR PELO POVO EBRIE NA COSTA DO MARFIM: Nunca é tarde!.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A restituição de obras de arte de França aos países africanos continua. Depois do Benim e do Senegal, a Costa do Marfim recebeu uma obra de grande importância: o tambor falante do povo Ebrié, anteriormente conhecido por povo Tchaman. Pode dizer-se que já não era sem tempo. Mas, como diz o ditado, "mais vale tarde do que nunca". Confiscado em 1916 pelas autoridades coloniais, este objeto era um poderoso meio de comunicação, utilizado sobretudo para fazer soar o alarme à chegada dos colonizadores franceses. A sua restituição foi formalizada pelas ministras da Cultura de França e da Costa do Marfim, Rachida Dati e Françoise Remarck. Além disso, foi apresentado um projeto de lei no Senado e a sua aprovação completou a restituição, dado que o tambor falante tinha sido emprestado à Costa do Marfim anteriormente. O povo costa-marfinense já se alegra com o seu regresso. Recordamos que o anúncio foi feito pelo presidente francês Emmanuel Macron durante a cimeira África-França realizada em Montpellier. Em todo o caso, nas margens da Lagoa Ebrié, celebra-se a restituição desta obra de arte. O esforço vale a pena, sobretudo porque estas obras de arte, roubadas ou saqueadas durante o período colonial, constituem uma parte importante da história africana. A sua restituição permitirá à nova geração de africanos compreender melhor os poderosos símbolos da luta anticolonial. De facto, se a Costa do Marfim há muito reivindica a devolução das suas obras de arte, é porque estas representam verdadeiros tesouros para o país. Em todo o caso, o regresso do tambor falante do povo Ebrié à Costa do Marfim dará, sem dúvida, um novo aspeto ao Museu das Civilizações da Costa do Marfim. Posto isto, prevê-se que, para além do tambor, os restantes 148 objectos sejam devolvidos ao país de Houphouët-Boigny.
Além disso, é de questionar por que razão a França tem demorado tanto tempo a devolver estas obras de arte aos vários países africanos que as solicitaram. É certo que estes objectos trouxeram e continuam a trazer muito para França, mas o país precisa de reconhecer que chegou o momento de os devolver aos seus legítimos proprietários, tanto mais que a maioria deles foi confiscada em circunstâncias dolorosas. É evidente que a colonização causou imensos danos a África, e resistir à devolução de objectos confiscados durante este período traumático só agrava a situação.
fonte: lepays.bf
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Samuel