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quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

As forças que disputam o Brasil.

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A ignorância política é dos mais desejados objetivos dos poderes, em relação à população que dominam. Graças à ignorância política o cidadão abre mão da sua cidadania, pois desconhece seus direitos como pessoa humana e como pertencente a um Estado, isto é, à estrutura de poder que tem obrigações com ele. 

São inúmeros os artifícios, fraudes, falácias de que se valem os poderes para que esta ignorância política seja a mais ampla e entranhada, firme e duradouramente, na mente das pessoas. E que não se misture com as habilidades operacionais, ou seja, o ignorante político é capaz de resolver complexos problemas técnicos, em qualquer área de conhecimento. 

Isto constitui verdadeiro presente para os veículos de comunicação de massa, que saem entrevistando em centros de pesquisa, hospitais, universidades e divulgam de doutores, cientistas, professores platitudes, banalidades de corar de vergonha um analfabeto mandarete de vila perdida no interior do país. 

Exemplo desta doutrinação, hoje, no início da terceira década do século XXI, é dizer que o maior perigo para o Brasil é o comunismo. E quantos dizem, repetem e afirmam com convicção esta sandice! 

Procuremos entender quais as forças que disputam o poder no mundo e no Brasil, e de quais recursos elas dispõem e poderemos então nos posicionar em favor de nós mesmos: brasileiros trabalhadores, ou seja, desta maioria absolutamente expressiva, quase a totalidade nacional, que vive do seu trabalho e necessita estar apto para executá-lo e que a economia esteja necessitando desta contribuição permanentemente. 

Até pouco mais da metade do século passado, anos 1960-1970, as forças que disputavam o mundo e o Brasil eram distintas das que nos pressionam agora. 

O mundo viveu um período de expansão, de crescimento, desde o fim da II Grande Guerra. Três correntes procuravam conduzir este desenvolvimento socioeconômico: a capitalista, que tinha seu exemplo e orientação nos Estados Unidos da América (EUA), a socialista que tinha suporte nas ações da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e a terceira força, dispersa pela sua própria característica nacional, que tentara na Conferência de Bandung, na Indonésia, entre os dias 18 a 24 de abril de 1955, numa reunião de dirigentes e líderes asiáticos e africanos, articular a opção aos dois sistemas em aparente conflito.  

Efetivamente não eram tão esquematizadas e simples as questões. Havia dentro do capitalismo dois grupos poderosos: o financeiro e o industrial. Do lado socialista havia as interpretações do socialismo, que buscavam na apropriação da ortodoxia marxista suas justificativas. Porém havia também soluções políticas que equilibravam o capitalismo com o fortalecimento dos trabalhadores, surgindo a socialdemocracia, a democracia cristã e outras correntes. 

Como é óbvio, a bipolaridade ajudava aos EUA e à URSS e, consequentemente, tratavam de torpedear qualquer resultado positivo de Bandung e dos governos que procuravam a terceira via. 

Hoje a situação é bastante diferente 

As finanças, dentro do ideário político capitalista, foram vencedoras. Desde 1990 vem assumindo instituições internacionais, países e organismos multinacionais. Sua ideologia é o “mercado”. 

Ao “mercado” se opõe o poder nacional, que procura defender os habitantes de um país da sujeição a leis gerais, para as quais nada contribuíram ou não podem modificar. 

Esta dualidade ficou absolutamente clara quando o megaespeculador Georges Soros, verdadeiro porta voz do “mercado”, declarou que seu maior inimigo era o “nacionalismo”. 

Tratemos de aprofundar um pouco o que é “mercado” e o que significa “nacionalismo”. 

O “mercado” tem sua lei. Ela foi denominada “Consenso de Washington”; consenso de uma só pessoa, que sumarizou no decálogo as necessidades para tornar as finanças dona do mundo. 

E passou a ser a verdade universal, abrangente, ilimitada, eclética e polivalente. Ou seja, para todos, o que não tem aplicação em lugar algum. 

Consenso de Washington

Consenso de Washington - O economista inglês John Williamson (1937-2021) desde 1968 trabalhou para as finanças inglesas. Nesta condição atuou no Fundo Monetário Internacional (1972-1974), no Banco Mundial (1996-1999) e lecionou em diversas universidades propagandeando o liberalismo financeiro. Com as desregulações dos anos 1980, as finanças entenderam que se deveria elaborar um conjunto de medidas para dar efetividade à “globalização”. J. Williamson foi a pessoa de confiança que, ardilosamente, denominou Consenso de Washington, como se resultasse de um acordo, fruto de discussões que jamais ocorreram Todos estavam em Washington para receber o “Decálogo”, divulga-lo e defende-lo. 

Já “nacionalismo” se direciona a quem está ao abrigo de uma nação, da mesma cultura, valores, história, que dá coesão aos habitantes, que se denominam cidadãos. 

Temos, assim, de um lado apátridas, de outro cidadãos. 

Estas são as opções do século XXI. Porém tão grande clareza não deixaria espaço para o poder do dinheiro. Então as finanças fazem o que sempre souberam fazer: corrompem e deturpam os fatos. 

Corrompem o idioma, tirando o significado das palavras, prejudicando as comunicações, corrompem os valores fazendo do dinheiro o bem maior das pessoas, corrompem o trabalho tirando dele toda dignidade, toda a contribuição para sociedade, corrompem as famílias e as amizades fazendo de cada um o inimigo do outro, a competitividade sobrepondo as relações com o irmão, o colega, o vizinho, o amigo. 

Corrompem a administração da justiça, como se vê nas decisões contraditórias e desvinculadas da própria legislação. 

E dominam todas as mídias para construir uma realidade que não se vê, que se distancia do real e faz surgir o ambiente paranoico, hostil, que se constata no dia a dia de todas as sociedades. 

Acaso é razoável entender, como ação normal, as pessoas entrarem nas agências bancárias, nos fins de semana, para inutilizarem os caixas eletrônicos? Independentemente da avaliação que se tenha da espoliação que os bancos, atores do sistema financeiro, apliquem nos clientes e usuários, são as pessoas comuns, que usam os caixas eletrônicos e não os bancos que são prejudicadas. 

O domínio das finanças tem degradado a vida humana em todos os locais, em todas as camadas econômicas, sociais, culturais, e atingindo o psicossocial das pessoas. É o mundo artificial de um dinheiro que nem existe.  

Podemos distinguir três categorias de ativos. 

Ativos Reais. O Produto Interno Bruto (PIB) dos países que em 2020 foi estimado em 85 trilhões de dólares estadunidenses (USD).  São imóveis, veículos, equipamentos domésticos, grãos, minérios, petróleo. 

Ativos Financeiros. Deveriam representar ativos reais, mas são papeis de dívidas e representativos de bens estimados pelos aplicadores em mercados especulativos. As ações de empresas têm uma parte de seu preço fixado por critérios arbitrários como liquidez negocial, rendimento, demanda do papel etc. Na mesma base monetária dos Ativos Reais, estes seriam avaliados em USD 390 trilhões.  

Derivativos. Papéis que derivam de outros papéis, como hipoteca de hipoteca, milésimo saco de milho ou barril de petróleo de um único efetivamente produzido. Estima-se haver 25 mais papéis derivativos do que bens efetivos. Ou seja, nas mesmas condições anteriores ter-se-iam USD 2.125 trilhões. 

Estes valores só não são maiores pelo controle que a Federação Russa, países nacionalistas, como Cuba, Venezuela, Vietnã, Coreia do Norte, impõe a suas moedas, e pelas reservas da República Popular Chinesa. 

Porém sempre haverá incerteza, a inquietação do dia seguinte, desde o trabalhador, que pode não mais encontrar trabalho, ao rentista que vê desaparecer suas aplicações de um dia para outro. 

Não se enganem com as opções da mídia que repetem os interesses das finanças: o mal que efetivamente assombra a Nação vem das finanças, do capital sem pátria, depositado em não países, ou paraísos fiscais. 

Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado. 

fonte: pravda.ru

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Samuel

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