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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

ANGOLA: URGE EVITAR “MAIS UMA VIGARICE ELEITORAL”.

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O ex-dirigente do PS português, João Soares, defende “um grande movimento popular pacífico” em Angola para impedir que “se volte a fazer uma vigarice eleitoral” no país nas próximas eleições, previstas para Agosto. Reconhecemos que não é pecado, muito menos crime, pedir e desejar o que até agora tem sido impossível. Mas não custa tentar.

“É preciso que haja um grande movimento popular pacífico para impedir que, mais uma vez, o poder cleptocrático – o poder da ladroagem, das maiores que eu conheço no mundo, que é o de Angola, infelizmente – volte a fazer uma vigarice eleitoral”, afirmou João Soares em declarações à Lusa, 20 anos depois da morte de Jonas Savimbi, fundador da UNITA, hoje o maior partido da oposição que o MPLA ainda permite que exista em Angola.

Sublinhando que, até hoje, “não houve eleições democráticas em Angola”, consideradas como tal à luz dos padrões internacionais como “livres e justas”, o filho do fundador do PS, Mário Soares, e ex-ministro da Cultura português, lembrou ainda que “nunca houve um debate televisivo, nem sequer jornalístico entre os candidatos presidenciais” naquele país.

Por isso, 20 anos depois da morte de Savimbi, a 22 de Fevereiro de 2002 que levou ao fim da guerra civil no país, “a questão de fundo em Angola é que o processo [eleitoral] está todo viciado desde o início, (…), desde o tempo do regime de partido único, e com o apoio de uma empresa (…), que é quem faz os cadernos eleitorais, imprime os votos, etc.”.

“Quando não há cadernos eleitorais elaborados de uma forma séria, não pode haver eleições livres, quando não há o mínimo de controlo sobre os meios de campanha de cada uma das forças políticas, presentes no combate eleitoral, e quando não há o mínimo de debate democrático nos órgãos de comunicação social, não pode haver eleições livres”, frisou.

Além disso, disse, a oposição “não participa no escrutínio dos votos que se faz em cada mesa de voto”, mais um factor pelo qual “a nível local, distrital e provincial não pode haver eleições livres”.

Para já, os dirigentes do país anunciaram as eleições, mas “ainda não têm cadernos eleitorais e a Comissão Nacional de Eleições não tem representação dos partidos políticos da oposição”, acusou.

Na opinião de João Soares, um simpatizante assumido da UNITA, em Angola há alternativas políticas, mas não há alternância de poder.

Em Angola, “há 46 anos que o Presidente da República é o presidente do MPLA, o primeiro-ministro é um quadro qualificado do MPLA, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça é do MPLA e o presidente da Comissão Nacional de Eleições é do MPLA”, afirmou, questionando: “como é que pode haver eleições democráticas num quadro destes?”

Neste contexto, a coligação de partidos da oposição angolana, como agora está a suceder, “é uma coisa óbvia, que já devia ter sido feita, e que Adalberto da Costa Júnior, líder da UNITA, teve a coragem de fazer em nome da UNITA, que evidentemente ali é o grande partido da oposição e, indiscutivelmente, com representação nacional em todas as províncias”.

Mas “é óbvio que tem que haver uma união de todos os partidos de oposição, porque eles são todos vítimas das falcatruas e das aldrabices eleitorais e outras que o MPLA faz”, considerou.

Para João Soares, Adalberto da Costa Júnior é alguém “com grande popularidade e preparado”, admitindo que será uma possível uma mudança política. “Desde que haja um movimento muito forte, mas pacífico para impedir a vigarice no processo eleitoral, claro que sim”, reforçou.

O legado de (João) Soares

O MPLA, partido no poder desde 1975 e que, para esse efeito, contou com o apoio decisivo do Mário Soares, recordou no dia 8 de Janeiro de 2017 o ex-presidente da República de Portugal, falecido na véspera, como uma “insigne figura da vida política portuguesa”. Fê-lo, certamente, a muito custo porque, com o tempo, Mário Soares reconheceu que o MPLA não passava de mais um partido totalitário, ditatorial e cleptómano.

A posição do regime angolano foi expressa numa curta nota de condolências do Bureau Político do Comité Central do MPLA, liderado pelo também (nunca nominalmente eleito e no poder, na altura, há 37 anos) chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, sobre a morte do antigo Presidente português.

“Neste momento de dor e de luto, o Bureau Político do Comité Central do MPLA inclina-se perante a memória do doutor Mário Soares e, em nome dos militantes, simpatizantes e amigos do partido, endereça ao Partido Socialista de Portugal e, através deste, à família enlutada as suas mais sentidas condolências”, lê-se na mesma nota.

O MPLA tem no seu ADN o fenómeno típico dos cobardes que é o de atirar a pedra e esconder a pata. Um dia destes lá vamos ver, voltar a ver, o seu Boletim Oficial (Jornal de Angola) a criticar, em editorial, o estado das relações com Portugal, aproveitando para criticar forte e feito, pelas costas, o filho de Mário Soares.

Preparemo-nos para ler um novo editorial, talvez intitulado “Contornos de uma conspiração”, em que o regime voltará a enxovalhar o “filho de Mário Soares” (como se este não tivesse nome), descarregando nele todo o ódio gerado por um símio e atávico complexo de inferioridade relativo a Mário Soares.

“A mesma personagem percorre os canais de televisão portugueses disparando insultos e calúnias contra titulares dos órgãos de soberania de Angola. Afirma reiteradamente que os investimentos angolanos em Portugal provêm de fundos roubados. Fala em ‘cleptocratas de Luanda’ com a maior desfaçatez. E nunca se esquece de lembrar a sua condição de membro do CFSIRP (Conselho de Fiscalização do Sistema Serviços de Informações da República Portuguesa) para chancelar as suas mentiras e calúnias”, apontava um editorial do Boletim Oficial do regime do MPLA, de Novembro de 2014.

Constou na altura, hipótese que não se concretizou, que João Soares, mesmo estando longe dos jacarés do Bengo, para além de reforçar a sua segurança pessoal estava a pensar refugiar-se na…. Jamba.

Acrescentava o pasquim, que um “deputado da Nação [portuguesa] que se entretém diariamente a chamar ladrões aos titulares dos órgãos de soberania em Angola” sem que “os seus pares” se “demarquem de tão graves crimes”, é “evidente que está mandatado para assim proceder”.

Ladrões? Constou igualmente na altura que os ladrões que estavam detidos nas cadeias de Portugal iam, também eles, intentar uma acção judicial contra o Jornal de Angola por ofensa ao seu bom nome ao serem comparados aos seus “homólogos” do regime do MPLA.

“E não venham dizer-nos que estamos perante o exercício da liberdade de expressão. Não façam de nós indigentes mentais. O filho de Mário Soares, deputado do Partido Socialista, está a exercer aquilo que ele considera ser o seu direito de conspiração contra Angola. Todos estes dislates ultrapassam o mero exercício do direito a emitir opiniões. A liberdade de expressão tem limites. E no caso do fiscalizador do SIS, esses limites são ainda mais estreitos”, enfatizava o editorial do Boletim Oficial, escrito por alguém do Bureau Político do Comité Central do MPLA e assinado por um dos seus sipaios, certamente convicto que, por essa via, chegaria a chefe de posto.

Defendia o “Pravda” do MPLA que, “sempre que o filho de Mário Soares fala em dinheiro ilegal exportado de Angola, de ladrões, de corruptos e cleptocratas”, a opinião pública portuguesa “acredita porque pensa que ele tem informações secretas fornecidas pelos serviços secretos que é suposto fiscalizar”.

Nada disso. A opinião pública portuguesa, como a angolana, acredita porque sabe que é verdade. Apenas por isso.

“Nós sabemos que não. Tudo o que ele diz são mentiras e calúnias. Todas as suas afirmações são peças da conspiração que o ministro do Interior [de Angola] denunciou. Disso não temos dúvidas”, lê-se num texto não assinado e que, originalmente, terá tido a impressão digital do autor, conseguida através das velhas técnicas coloniais usadas por quem não sabia assinar.

Num segundo editorial consecutivo em que aludia a estas “ameaças” ao “regime democrático” angolano e à interferência de sectores portugueses, o Boletim Oficial do MPLA afirmava que recentes “cumplicidades” tornadas públicas, nomeadamente com a Operação Labirinto e o envolvimento de responsáveis do Serviço de Informações de Segurança (SIS), “são inquietantes e exigem um esclarecimento urgente por parte das autoridades de Lisboa”.

“A Operação Labirinto em Portugal levou à detenção de altas figuras do Estado. Mas também trouxe à luz do dia uma situação insólita em qualquer parte do mundo, mesmo no país do filho de Mário Soares, da filha do senhor Gomes, deputada europeia do Partido Socialista, ou do filho do senhor Louçã, líder escondido do Bloco de Esquerda”, lia-se no mesmo texto.

Ao menos, o pasquim sabia quem eram os pais dos visados. Isso, contudo, não acontece com os mercenários do Jornal de Angola, alguns então recentemente saídos das copas das árvores directamente para as latrinas que guardam os restos da gamela do poder, com José Ribeiro à cabeça.

Face à alegada intervenção do SIS no caso dos vistos gold, recordada pelo jornal do MPLA, o editorial insurgia-se: “Nós temos o direito de suspeitar que os mesmos serviços varrem o quintal dos amigos e atiram com o lixo para a porta de Angola, servindo-se do livre acesso do filho de Mário Soares a todos os canais de televisão portuguesa”.

Têm esse direito. Têm, aliás, direitos que negam aos outros. Mas isso é mesmo assim quando se vive numa espécie de socialismo de sanzala, como diria o ilustríssimo bajulador, sipaio condecorado, mercenário de honra e terrorista emérito, Artur Queiroz.

O editorial terminava com uma garantia: “Uma coisa é certa: qualquer ataque contra o regime democrático está votado ao fracasso”.

Bem visto. Por muito que isso custe aos filhos da… mãe Ribeiro, Queiroz, Carvalho e sucedâneos, se o regime angolano é democrático, o “querido líder” Kim Jong-un é um paradigma da liberdade, da transparência e – é claro – da democracia.

Folha 8 com Lusa

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Samuel

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