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terça-feira, 22 de novembro de 2022

PRESIDENCIAL NA GUINÉ EQUATORIAL: Teodoro Obiang Nguema para sempre

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Aos oitenta anos, só ele tem 43 anos no poder, detém o recorde mundial de longevidade no poder, se deixarmos de lado as monarquias onde o monarca, como sabemos, reina por toda a vida. Mas ele ainda não está pronto para reivindicar seus direitos de aposentadoria. Teodoro Obiang Nguema, por se tratar dele, é candidato à sua própria sucessão e esta, pela 6ª vez. Com efeito, tendo chegado ao poder graças a um golpe de Estado perpetrado em 1979, o mestre de Malabo conseguiu a proeza de criar um vácuo à sua volta para que lidere o país sem qualquer contra-poder real. Como prova, apenas um partido político da oposição foi autorizado a apresentar um candidato. Quanto aos outros líderes da oposição, eles deixaram o país ou foram presos, acusados ​​pelo regime de terem fomentado uma conspiração. É a síndrome da perseguição que geralmente habita todos aqueles que chegam ao poder por meio de um golpe de estado, tanto dão a impressão de ver o demônio por toda parte. De facto, no papel, Teodoro Obiang Nguema enfrenta outros dois candidatos. Mas, na verdade, ele não está preocupado com a reeleição já que um dos adversários é aliado, e o outro que é adversário, se houver, não pesa. O que leva alguns observadores a afirmar que as eleições presidenciais na Guiné Equatorial não deixam margem para suspense. Ambos os resultados, antes mesmo da votação, são conhecidos com antecedência. O vencedor chama-se Teodoro Obiang Nguema. Longos reinados sempre levam ao caos Dito isso, às vezes nos perguntamos qual é o propósito das eleições na Guiné Equatorial senão para cumprir simples formalidades. Como prova, o partido presidencial, ao final das consultas eleitorais de 2016, controla todo o Senado, e detém 99 das 100 cadeiras da Assembleia Nacional. Assim vai a democracia no país de Teodoro Obiang Nguema que, recorde-se, nunca escondeu o desejo de ser sucedido pelo filho, Teodorin. Infelizmente, este último foi ilustrado por escapadas e travessuras que acabaram manchando enormemente sua imagem, semeando dúvidas na mente de seu pai. Isso se aplica ao filho de inimigos legais em alguns países ocidentais. Em outras palavras, se o pai está na largada para mais um mandato, pode ser porque duvida da capacidade do filho de perpetuar a dinastia. Em todo o caso, se não for para preservar os interesses do clã, não vemos o que Obiang Nguema ainda pode dar à Guiné Equatorial que não tenha conseguido fazer em 43 anos. Mas a natureza, muito ciumenta, deliciando-se em pequenas doses com as forças que nos emprestou, Obiang Nguema não terá escolha senão entregar a uma nova geração tudo o que isso pode acarretar como riscos. Porque todos sabem que longos reinados sempre levam ao caos. E a Guiné Equatorial, bate na madeira, não será exceção. Bondi OUOBA fonte: le pays

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Samuel

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