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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... O Ministro da Cooperação Internacional e Promoção de Parcerias Públi...
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
PORTUGAL: O REGRESSO DA COLONIZAÇÃO IMPERIAL.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O mundo acordou, nos primeiros três dias do mês de Janeiro do ano 2026, com o olhar fixo no retrovisor. Na era uma imagem actual, mas do pretérito século XVI. O século das trevas, onde os senhores dos impérios escravocratas e colonialistas, disputavam escravos robustos e as terras ricas dos autóctones, tornando-as suas pela força.
Por William Tonet
Antes as cruzadas (invasões) eram feitas a cavalo ou por caravelas, hoje, são helicópteros, drones e mísseis pelos céus.
Foi assim. 2026. Século XXI! Na América Latina… Infelizmente, mesmo, sendo, hoje, maioritariamente, povoada por caucasianos emigrantes europeus, tal como nos Estados Unidos.
Os noticiários abriram dizendo ter sido a invasão ocorrido de madrugada, na residência de Nicolás Maduro, na Venezuela. Não! Foi a luz do dia. Uma cena macabra de traição e tiros, transmitida ao vivo e a cores, como um realty show…
Uma punhalada, no coração de todos quantos, subestimaram, quer a ascensão de Trump, como acreditaram na Carta das Nações Unidas de respeito pela soberania dos países. O mundo subdesenvolvido e o civilizado decente, que abomina o império da força, não consegue reagir, salvo pela covardia e temerosa repúdio…
Ainda assim é preciso questionar, se houve, na acção americana, algum mérito? Não! Demérito.
Mudou seis por meia dúzia…
Acusar alguém, que não aceite ser capacho do senhor da vez, na Casa Branca (Estados Unidos), como narcotraficante, líder de cartel, sem uma prova contundente, não legitima intervenção militar, paga com dinheiro de contribuintes americanos, que antes se pavoneavam como paladinos das liberdade e democracia mundial.
Almofadada mentira!
Não está em cheque, nem vou adentrar no mérito do regime de Nicolás Maduro.
É anti-democrático? É. Tem viés ditatorial? Tem. Respeita o pleito eleitoral? Não! Mas tem paralelo, no outro lado do Atlântico, que se diz democrático. O Capitólio e a Gronelândia, que o digam…
Recuso discutir o sexo do cão…
De ditaduras, os Estados Unidos têm a cátedra, pois não vai poucos meses coroaram, um anti-democrata e violador confesso dos direitos humanos, como grande amigo, por deixar triliões nas rotas de Trump.
A CIA, com provas robustas, acusou o homem de ter esquartejado um jornalista, na embaixada saudita, na Turquia… mas os biliões do crude e da corrupção, “ovalmente”, na Sala, o absolveram…
E quem não é príncipe herdeiro saudita, tem de engolir a nova geografia da incoerência de Washington e ocidente caucasiano…
Os paladinos da retórica da grande América, apenas enxergam, a lei da rapina, assente, no que denomino a democracia dos minerais…
Um conceito e visão mercantilista do mundo ocidental, assente na manutenção do subdesenvolvimento das antigas colónias ou protectorados. Estas com capachos ou líderes subservientes devem abdicar do desenvolvimento educacional, industrial e social dos países e estender o tapete vermelho para à rapina das suas riquezas naturais. Como moeda de troca têm a garantia de protecção do poder.
Aos defensores da democracia dos minerais, não importa, o sistema político, se assassino, ditatorial, desde que cumpram a cartilha.
Não lhes interessa, a democracia, os direitos humanos, eleições livres, justas e transparentes. A literacia, nos países africanos, latino-americanos, árabes e asiáticos é um inimigo dos conquistadores das nossas terras raras e bacias hidrográficas, o grande mineral do futuro.
Hoje, tal como ontem, Napoleão, Trump não esconde o seu real propósito: “o petróleo da Venezuela e o ouro é nosso. É dos Estados Unidos”.
E, vai mais longe, para espalhar o aroma do terror e do império da força. Fizemos “uma operação inigualável. Única. Jamais feita e que ninguém, jamais fará igual”.
A retórica não colhe frutos verdadeiros. Isso por o êxito do DEA assentar no suborno, na corrupção, no desvio de milhões de dólares de contribuintes americanos, muitos vegetando a miséria, no Brooklyn, para pagar traidores, da guarda de Maduro, que fizeram o trabalho sujo, de abrir as portas das centrais eléctricas, desligá-las, escancarar as senhas do refúgio onde se encontrava o presidente venezuelano, permitindo, que o levassem, sem nenhum esforço digno de realce, em termos de estratégia de inteligência-militar.
Mais, para além do apoio de traidores internos, a operação, assentou arraiais na violação escabrosa da Carta das Nações Unidas. E, com isso o mundo assistiu, impávido e sereno ao assassinato cruel e abjecto, seguido de enterro do Direito Internacional.
Não houve justificativa, senão a vaidade umbilical de Trump, replicada na midia ocidental. No final, da invasão, o cortejo de cínicos e barrocos comunicados nos países de viés colonialista. Ditador. Traficante de drogas. Líder do Cartel Le Soles, entre outros adjectivos… Provas? Para quê, trata-se de um branco de segunda, igual aos pretos…
As organizações internacionais, ONU, UE, UA, OEA, submissas e sem lideranças fortes encolheram-se.
Vergonhosamente, os dois outros colonialistas assumidos, França e Israel, exterminadores dos povos africano e palestino, exultaram o grande feito de Trump, mandando as urtigas as leis internacionais.
A Rússia, China, Irão, Espanha, Brasil, Autoridade Palestina, África do Sul deram corpo às balas condenando o acto ignóbil. Não se trata de Maduro, mas da Venezuela, do Direito Internacional da soberania dos Estados e dos povos decidirem o seu destino.
E como um sherif (recordemos o império romano e o nazismo) não conseguirá controlar o mundo, teremos outros sherifs (agora com legitimidade de amordaçar Taiwan e Ucrânia),com igual poder a subjugar países e regiões.
Será um verdadeiro regabofe, se todos apertarem as nádegas, para silenciar o peido…
É preciso uma Venezuela livre, determinada pela soberania do seu povo. Povo com legitimidade de algemar por justa causa, quem o representar mal. Igual peço para Angola. Nunca pedirei uma intervenção estrangeira.
Angola, tem um passivo negativo. Já experimentou, uma acção externa, que piorou a vida da maioria dos angolanos e beneficiou, apenas o actual regime. Savimbi e UNITA foram sancionados e perseguidos, pela ONU, Estados Unidos, Europa, por ter optado pela reivindicação militar das eleições de 1992.
Mas, nesse interim as organizações e governos ditos democráticos do ocidente, não potenciaram, a sociedade civil, um partido político, tão pouco pressionaram o MPLA para se democratizar…
E, no final, comemorou-se com champanhe a morte em combate (Fevereiro de 2002) de Jonas Savimbi.
E o que mudou, desde aquela data?
Mudou o que nada muda. Pois, segue mais forte, na opressão, injustiças, violação dos direitos humanos, batota eleitoral, a mesma banda regimental… O MPLA empobreceu como nunca antes o país, assassinando a educação e os sonhos de liberdade dos autóctones, para gáudio dos especuladores ocidentais-asiáticos e fundamentalistas islâmicos, que em troca do reconhecimento internacional e da garantia da manutenção do poder, receberam, em troca, a soberania económica de Angola.
Agora, o nosso torrão identitário, reserva umbilical dos nossos ancestrais, pertence ao vil capital externo. A elite e estes, são insensíveis ao sofrimento dos 20 milhões de pobres, que come nos contentores e monturos de lixo, por viver sob o jugo de políticas económicas nefasta e domínio dos novos colonos.
É preciso, que os exemplos passados e dos outros, nos levem a reflectir, não com emoção, mas com serenidade, no sentido de gritarmos, para o fim da barbárie, a libertação real do país e proclamarmos uma verdadeira independência imaterial.
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Samuel