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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

sábado, 8 de setembro de 2012

Resultados finais da CNE confirmam vitória do MPLA nas eleições em Angola.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Na noite de sexta-feira (07.09), uma semana depois das eleições angolanas de 2012, a CNE anunciou os resultados definitivos, que confirmam a vitória do MPLA e do Presidente José Eduardo dos Santos por 71,84% dos votos.
José Eduardo dos Santos foi proclamado, em Luanda, como Presidente eleito de Angola, numa declaração do presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), André da Silva Neto. Há quase 33 anos a dirigir os destinos do país, Eduardo dos Santos vai continuar no cargo por mais cinco anos, até 2017.

André da Silva Neto anunciou que o MPLA, Movimento Popular de Libertação de Angola, o partido no poder, foi a formação política mais votada com 71,84% dos votos, nas eleições gerais de 31 de agosto. Com uma maioria qualificada, o MPLA consegue, assim, eleger 175 dos 220 deputados da Assembleia Nacional angolana, o que representa uma perda de 16 parlamentares, em relação à anterior legislatura. Nas eleições de 2008 o MPLA tinha conseguido 82%.

Pela primeira vez na história de Angola, o Presidente da República, Eduardo dos Santos, e o vice-Presidente da República, Manuel Vicente (ex-diretor executivo da petrolífera estatal Sonangol) foram eleitos indiretamente, a partir do número um e número dois da lista mais votada.

Oposição ganha assentos na Assembleia Nacional
A UNITA terá 32 deputados na Assembleia Nacional, duplicando a sua representação parlamentar
A UNITA terá 32 deputados na Assembleia Nacional, duplicando a sua representação parlamentar
O segundo partido mais votado foi a UNITA, União Nacional para a Independência Total de Angola, com 18,66% (2008: 10%). O principal partido da oposição conseguiu arrecadar os 16 assentos parlamentares que o MPLA perdeu, tendo eleito 32 deputados, o que duplica a sua representação parlamentar.

A Convergência Ampla de Salvação de Angola-Coligação Eleitoral (CASA-CE) foi a terceira força política mais votada, com 6%. A nova formação política da oposição entra para a Assembleia Nacional com oito deputados.

O PRS, Partido da Renovação Social, perdeu eleitorado, tendo obtido 1,70% dos votos, o que corresponde à eleição de três deputados, uma diferença significativa em relação aos oito parlamentares que detinha na anterior legislatura (2008: 3%).

A histórica Frente Nacional de Libertação de Angola, FNLA, ficou com menos um deputado em relação às eleições de 2008. Terá a partir de agora dois parlamentares, ao reunir 1,13% dos votos do eleitorado (2008: 1%).
O PRS terá três deputados no parlamento
O PRS terá três deputados no parlamento
MPLA, UNITA, CASA-CE, PRS e FNLA são, portanto, as cinco formações políticas que compõem a Assembleia Nacional angolana para a legislatura 2012-2017. A Nova Democracia, que tinha dois deputados perdeu assento parlamentar. Em 2012 ficou com apenas 0,23% dos votos, menos de um quinto de 2008 (1,2%).

As eleições gerais em Angola elegeram 220 deputados, 130 pelo círculo nacional e os restantes 90 distribuídos pelos 18 círculos provinciais (cinco cada).
 
Os resultados oficiais da CNE das eleições gerais de Angola 2012

Em resumo, no quadro dos resultados oficiais das eleições gerais de Angola 2012:

1. Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA): 71,84% - 175 deputados
2. União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA): 18,66% - 32 deputados
3. Convergência Ampla de Salvação Nacional - Coligação Eleitoral (CASA-CE): 6,00% - 8 deputados
4. Partido de Renovação Social (PRS): 1,70% - 3 deputados
5. Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA): 1,13% - 2 deputados
6. Nova Democracia (ND): 0,23% - 0 deputados
7. Partido Popular para o Desenvolvimento (PAPOD): 0,15%
8. Frente Unida para a Mudança de Angola (FUMA): 0,14%
9. Conselho Político da Oposição (CPO) - 0,11%.

De Cabinda a Cunene – resultados a nível provincial 
A CASA-CE foi a terceira força política mais votada em Angola
A CASA-CE foi a terceira força política mais votada em Angola
O MPLA liderou a preferência do eleitorado em todas as 18 províncias de Angola. De acordo com dados da CNE, obteve a maior votação na província de Cunene, no sul do país, com 92,43%. Por oposição, foi na Lunda Sul, no interior leste, onde obteve menos votos, 58,52%. Esta província é o tradicional bastião do partido federalista PRS.

A principal força opositora, a UNITA, foi a segunda força política em quase todo o país, à exceção de três províncias, onde desceu para a terceira posição, nomeadamente, na Lunda Sul, Namibe (sudoeste) e Cuanza Norte (no norte do país), sendo esta última aquela onde obteve a votação mais fraca, 3,65%.
O partido liderada por Isaías Samakuva teve o seu melhor resultado na província central do Bié, com 36,21% dos votos.

A estreia da CASA-CE
A CASA-CE, a mais recente formação partidária angolana, entrou no mapa político do país. No primeiro pleito a que concorre, a coligação liderada por Abel Chivukuvuku, ex-dissidente da UNITA, torna-se na terceira força política mais votada em quase todas as regiões de Angola. No Cuanza Norte ascendeu, aliás, à segunda posição (com 4,93% dos votos), ultrapassando a UNITA. Mas foi em Cabinda onde ampliou a conquista do eleitorado, com 13,92% dos votos. Por oposição, teve no Bié o seu pior resultado, 0,97%.
O PRS saiu derrotado
A FNLA conseguiu eleger um deputado, perdendo um em relação à anterior legislatura
A FNLA conseguiu eleger um deputado, perdendo um em relação à anterior legislatura
O PRS, de uma maneira geral, saiu derrotado nas eleições de 2012, ao perder cinco assentos parlamentares em relação ao anterior pleito. Encabeçado por Eduardo Kuangana, o PRS obteve a sua melhor votação na Lunda Sul, 24,46%, onde foi a segunda força política mais votada (a mesma onde o MPLA teve o pior resultado). A votação mais baixa do PRS foi em Cunene, 0,39% (onde, pelo contrário, o partido de José Eduardo dos Santos teve o melhor resultado).

Lucas Ngonda será o único deputado a representar a FNLA, partido ao qual preside, na Assembleia Nacional. Em termos provinciais, a FNLA obteve a sua votação mais elevada no Zaire (noroeste), com 2,94%; a mais baixa foi registada em Cunene, 0,50%.

Eleições com “imprecisões” mas justas, garante CNE
A abstenção nas eleições gerais angolanas em 2012 foi cerca de três vezes superior à das eleições legislativas de 2008
A abstenção nas eleições gerais angolanas em 2012 foi cerca de três vezes superior à das eleições legislativas de 2008
Dos 9.757.671 eleitores inscritos foram registados 6.124.669 votantes, pelo que, segundo a Comissão Nacional Eleitoral, a abstenção no escrutínio foi de 37,23%, cerca de três vezes superior à das eleições legislativas de 2008 (12,64%). A abstenção foi mais elevada na província de Cunene, com 44%. Por outro lado, foi na região de Cuanza Norte onde menos eleitores faltaram à chamada, com 28% de taxa de abstenção.

O seu presidente, André da Silva Neto, elogiou os métodos “sofisticados e complexos” introduzidos no processo eleitoral. Apesar disso, segundo a agência de notícias Lusa, o presidente da CNE, reconheceu ter havido "desacertos e imprecisões" que "impediram que uma respeitável franja" do eleitorado exercesse o direito de voto.
Mas André da Silva Neto, garantiu que “tais discrepâncias em nada beliscaram o processo eleitoral” que qualificou como “transparente, justo, livre, credível e democrático". O presidente da CNE  elogiou ainda, entre outros, os observadores nacionais e internacionais.

Autora: Glória Sousa (com agência Lusa)
Edição: Johannes Beck
fonte: DW

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

África do Sul: Sistema Único de Saúde Responsabilizado por Explosão TB.

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Cidade do Cabo - Deficiências no sistema saúde pública da África do Sul  têm sido citado como estando entre os motivos de aumentou da tuberculose  em quatro vezes nos últimos 15 anos.

Dirigindo-se ao  fracasso do país para controlar e curar a TB, Veloshnee Govender, da Universidade de Cape Town da Unidade de Economia da Saúde disse numa importante conferência sobre o alívio da pobreza que tem havido um aumento de 400 por cento na incidência de TB na última década e meia.

Em linha com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), o tratamento da tuberculose segue o DOTS (Tratamento Diretamente Observado no período curto) protocolo, que exige que os pacientes de TB tomam medicação diária na frente de um profissional de saúde que administra e "observa" que este é feito corretamente.

O tratamento da tuberculose requer geralmente uma dose diária de droga, durante seis meses, mas, em casos mais graves, pode ser necessário um período mais longo. Dadas as grandes distâncias alguns pacientes têm de viajar para chegar às clínicas, ou a inconveniência de instalação em visita diária a uma clínica, muitos pacientes não tomam a sua medicação tão diligentemente quanto deveriam.

No entanto, o protocolo da OMS também afirma que "o propósito da observação de tratamento seria derrotado se fosse para limitar o acesso aos cuidados, virar paciente do tratamento ou adicionar às suas dificuldades".


A partir de um estudo com 1.200 pacientes em quatro sub-distritos de saúde na África do Sul, os pesquisadores investigaram as barreiras que os pacientes enfrentam em tomar seu tratamento regular e consistente. Excluindo os que recebem o tratamento através de injeções, disse Govender  que "mais de metade das pessoas que relataram doses de tratamento recebidos estavam sendo observados em clínicas".

Em tratamento em uma clínica foi a variável chave que determina se alguém perdeu a sua dose diária. Pacientes que não fizeram o tratamento em clínicas disseram que as razões prendem-se com o custo do transporte, a sua distância em relação as instalações e do conflito entre o tomar a medicação, a reunião de trabalho e outras responsabilidades domésticas.

"Eu ando por mais de uma hora, onde normalmente eu percorria meia hora para chegar lá no passado", disse uma paciente pesquisado ​​no estudo. "Toda vez que eu tenho que sentar na calçada para recuperar o fôlego e dor no peito. Eu só recebo três pílulas então eu tenho que caminhar de volta para casa."

Govender disse que a pesquisa mostrou que a observação em clínicas não era um elemento necessário para garantir que os pacientes tomaram seu tratamento da TB. Na verdade, visitas clínicas menos freqüentes podem contribuir para a "melhoria da eficiência, maior aderência e diminuir as barreiras do paciente em relação ao acesso aos cuidados".

Ela disse que a auto-supervisão, o mesmo modelo usado para pacientes que vivem com HIV / Aids que tomam terapia anti-retroviral, foi um modelo de alternativa  viável a considerar para ajudar os pacientes de TB para tomar o medicamento.

Govender disse que é vital que as autoridades de saúde considerem uma "abordagem focada no paciente para a entrega do tratamento da TB" e mais. Isso beneficiaria não apenas aqueles que sofrem de tuberculose que precisavam de tratamento de fácil acesso, mas também a limitações de recursos do sistema de saúde na África do Sul.

A conferência é intitulada "Rumo a Carnegie III: Estratégias para a Superação da Pobreza e Desigualdade". Duas conferências anteriores e programas de investigação, olhando para questões semelhantes em 1930 e 1980, foram financiados pela Carnegie Corporation de Nova York.

fonte: Allafrica

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Senegal-Gâmbia: Por que tanto ódio?

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Entre Senegal e Gâmbia, relações diplomáticas nunca foram simples. Sobretudo com o Presidente da Gâmbia grotesco. Mas agora nada funciona.

O Presidente Yahya Jammeh, em Adis Abeba, 15 de julho de 2012. REUTERS.


"Entre Dakar e Banjul é um pouco que eu te amo e você não me ama. Nós gastamos nosso tempo tentando chegar mais perto, mas nunca funciona ", diz um diplomata senegalês, reconhecendo que o seu país está furioso contra seu vizinho menor.

Presidente Yahya Jammeh, ordenou a execução de todas as sentenças de morte no país. Entre eles, dois senegaleses. Uma decisão que tem ainda mais chocadoao Dakar que a pena de morte já não é aplicada no Senegal desde 1967. Foi mesmo abolida em 2004.

Mesmo o plácido presidente Macky Sall, chegou ao poder em março de 2012, rachou uma declaração contundente para mostrar a sua raiva.

"É com consternação que tomei conhecimento da execução de condenados à morte na Gâmbia, que incluía dois de nossos compatriotas. Ficamos surpresos com o desprezo das autoridades da Gâmbia para com o Senegal, que deve ser pelo menos informado da decisão através dos canais apropriados, como em 1963 Convenção de Viena sobre Relações Consulares e do espírito de boa vizinhança ".

Mas ele provavelmente irá beneficiar uma empresa boa com declaração bem dobrado para dobrar seu homólogo da Gâmbia. É verdade que Yahya Jammeh, não é o Presidente irremovível, realmente não duvido nada. Ele afirma ser armado com poderes sobrenaturais: aquelas que permitem a cura de uma doença tão grave como ... AIDS.

Gâmbia, uma passagem esquecida

Pouco focada no respeito aos direitos humanos, o militar chegou ao poder em 1994 através de um golpe de Estado, tinha dado 24 horas para os homossexuais e outros "criminosos" para deixar a Gâmbia, sob pena de serem-lhes cortados ... cabeças.

Deve ser entendido que Yahya Jammeh não é um homem de meias-medidas, de moderação. Tem um caráter diametralmente oposto ao do seu homólogo senegalês, Macky Sall.

Engenheiro por formação, foi primeiro-ministro de Abdoulaye Wade e metodicamente construiu sua vitória eleitoral em 2012. Macky Sall, um homem que pensa de modo ponderado antes de falar isso evita muitas coisas estranhas. Mas, às vezes torna-se chato.

No entanto, até mesmo o "brometo" Macky Sall não parece acalmar o "agitado jar" de Banjul. No entanto, é para ele que ele tinha reservado sua primeira visita oficial.

"Esses dois países têm relações paradoxais, eles passam o tempo discutindo e ainda não podem viver sem o outro. Como um casal de idosos forçados a viver juntos, apesar de fadiga ", diz um juiz senegalês que viaja com freqüência para Gâmbia.

Longa faixa que começa na costa do Atlântico, Gâmbia profundamente no coração do Senegal. Ele separa do Senegal a norte de Casamance. Para a maioria dos senegaleses, eles devem passar através da Gambia para ir para Casamance. A balsa funciona de Dakar para Ziguinchor, principal cidade de Casamança, é utilizado por uma minoria.

O mar assusta desde o naufrágio do Joola, 11 de setembro de 2002. A ligação de ferry entre Dakar e Casamance. Um acidente que matou mais de 2.000 pessoas. Mais do que o Titanic. Após as férias escolares, o Joola estava sobrecarregado. Isso deve levar um máximo de 500 passageiros. Mas o responsável pelo policiamento militar não tinham vergonha superando números.


Os voos entre Dakar e Ziguinchor permanecem muito episódica. O percurso pode ser feito a partir de Dakar para Ziguinchor, o que não deve ser uma viagem cansativa de carro. Gambianos ainda se recusam a construir uma ponte entre o Senegal e a Gâmbia. Na fronteira, esperando a balsa pode levar várias horas. Depois de atravessar o rio Gâmbia, permanecem-se resistentes os costumes Gâmbianos.

"Eles são francófonos detestáveis​​. Eles têm um dente particular contra senegaleses e franceses ", disse Alain, um comerciante de Casamance ao cruzar a fronteira a cada semana. Uma opinião amplamente compartilhada no Senegal.

Atenção também para segurar a língua e os costumes durante a passagem na Gâmbia.

"A menor crítica de um senegalês contra o Presidente Yahya Jammeh pode resultar em um espancamento ou prisão", aconselhou um comerciante Casamancense, que prefere permanecer no anonimato.

O respeito pela liberdade de expressão nunca foi uma prioridade do Presidente Jammeh. Hydara, um proeminente jornalista gambiano foi assassinado em 2004. Até mesmo jornalistas senegaleses hesitam em dizer abertamente o que pensam do regime de Yahya Jammeh.

fonte: SlateAfrique




Michelle Obama pede aos americanos que mantenham confiança no marido.

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“Obama não se importa se alguém é democrata, republicano ou outro; o país deve juntar-se em torno do homem em quem pode confiar” - Michelle Obama.


Presidente Barack Obama, com as filhas, ouve o discurso da mulher, Michelle, na convenção do Partido Democrático.

CHARLOTTE — Numa intervenção ontem à noite na Convenção Democrata a Primeira-dama Michelle Obama apelou aos norte-americanos para que mantenham a confiança no Presidente Barack Obama.

Os oradores centraram os apelos em dois grupos importantes do eleitorado que continua a apoiar o presidente Barack Obama – as mulheres e os latino-americanos.

Na conclusão do primeiro dia da Convenção Nacional Democrata, em Charlotte, Carolina do Norte, Michelle Obama falou das origens humildes do Presidente norte-americano, das dificuldades por que passaram como casal e como família, da dedicação de Barack à família.

“Obama, não se importa se alguém é democrata, republicano ou outro; o país deve juntar-se em torno do homem em quem se pode confiar para continuar a fazer avançar este grande país”.

Para além de fazer o apelo ao eleitorado feminino, os democratas fizeram varias aberturas aos eleitores latino-americanos, um crescente bloco eleitoral nos Estados Unidos.

As sondagens de opinião apresentam o presidente com uma grande vantagem sobre o republicano Mitt Romney entre os eleitores latino-americanos, algo que os republicanos tentaram minorar na convenção da semana passada em Tampa, no estado da Florida.

Os democratas procuraram demonstrar o apoio que tem no seio dos latinos ao colocarem no pódio, o presidente da Câmara de Santo António, estado do Texas, Julian Castro, uma figura em ascensão no Partido Democrata, de apenas 37 anos.

“A história da minha família não tem nada de especial. O que existe de especial é que a América torne possível a nossa história. Um lugar onde as grandes percursos podem ser efectuadas em apenas uma geração”.

A maior parte da sessão de ontem à noite foi preenchida com ataques directos a Mitt Romney, ligando as suas políticas económicas à da administração de George W. Bush, que levaram o país e a classe média à crise de 2008.

Esta quarta-feira os delegados vão escutar o antigo presidente Bill Clinton que detêm grande popularidade no seio do Partido Democrata.

A convenção atinge o ponto culminante amanhã, quinta-feira, quando o presidente Obama proferir o discurso de aceitação perante uma audiência de nível nacional.


fonte: VOA

Empréstimos do Irão e China podem comprometer processo democrático na Guiné-Bissau.

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Enquanto algumas portas se fecham para a Guiné-Bissau, outras se abrem. O analista do Centro de Estudos Estratégicos Internacionais em Moçambique, Calton Cadeado, alerta para os perigos das novas fontes de financiamento.
DW África: As autoridades de transição em Bissau começam a recorrer a outros amigos, tal como o Irão que já respondeu prontamente à solicitação. A decisão do Fundo Mundial de suspender a ajuda é uma forma de pressionar Bissau a repor a ordem constitucional e cumprir com normas democráticas?
Calton Cadeado: Acho que esta pode ser uma forma de pressão política, mas também uma mensagem para desacreditar todas as ações que o Estado guineense, que as instituições guineenses têm estado a desenvolver nesta área.
A China é um dos países que mais investe no continente africano
DW África: O presidente de transição guineense, Serifo Nhamadjo, regressou de Teerão com 16 milhões de euros e a China vai emprestar 119 milhões para a área da energia eólica. O que pensa sobre esta viragem?
CC:Tenho reservas que seja esta uma viragem. Na minha opinião serve apenas como uma complementaridade. É importante dizer aqui que para o Orçamento de Estado de muitos países africanos a principal fonte continua a ser os parceiros europeus. Acho que esta forma de ir buscar dinheiro é o reconhecimento de que a Guiné-Bissau tem um potencial que pode ser explorado, tem viabilidade do ponto de vista dos recursos que estão por ser descobertos, para além da sua situação geográfica estratégica. A China não dá esse apoio sem esperar alguma coisa principalmente numa área como a energética.
DW África: Esta complementaridade, como lhe chama, poderá comprometer o respeito pelos princípios democráticos ainda incipientes no país?
CC:Penso que não. Se quisermos ver de outra forma até pode exacerbar o problema da Guiné-Bissau, porque a Guiné-Bissau é dos países onde o problema da distribuição de recursos é extremamente visível. Quanto mais recursos aparecerem e enquanto Estado estiver fragilizado, aí pode aumentar o problema de conflitos. Isto fragiliza o pouco que está ser feito para garantir que o Estado funcione como um Estado normal, sem essas instabilidades cíclicas. O dinheiro é uma faca de dois gumes, ter recursos e não ter recursos é para a Guiné-Bissau neste momento extremamente sensível.
Serifo Nhamadjo o presidente de transição da Guiné-Bissau conseguiu apois financeiros do Irão e da China
DW África: Países como a China não costumam exigir contrapartidas aos seus parceiros económicos, daí a minha questão...
CC: Concordo consigo. Provavelmente a elite política, a elite militar que está no poder neste momento não terá um elemento de pressão vindo da China que é um factor relevante nas relações internacionais, mas por outro lado a China está a dar recursos e os poucos recursos que estão a vir para a Guiné-Bissau podem servir para exacerbar conflitos e isso pode comprometer o poder democrático.
Autora: Nádia Issufo
Edição: Helena Ferro de Gouveia / António Rocha
fonte: DW

Notícias dos famosos.

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Anderson Silva revela que brincou de boneca, usou vestido e fez balé clássico.


A sexualidade do campeão de MMA era assunto discutido em família.

Anderson Silva revela que brincou de boneca, usou vestido e fez balé clássico - Ag.News

Diante da movimentação de Anderson Silva nos ringues de MMA, ninguém imagina que a origem do gingado do lutador começou no balé clássico. É o que ele conta em entrevista à revista Playboy deste mês.
 "Uma época eu estava terrível e a minha tia me colocou na aula de balé, de castigo. Era horrível! Eu odiava. Mas acabou me ajudando porque tenho uma habilidade natural muito bacana que me ajuda na luta. Mas era lastimável, era aquela zoação com os amigos", surpreende.
 Ele conta ainda que, na infância, adorava as brincadeiras de menina, tornando a sua sexualidade um assunto de família.
 "Eu brincava de boneca com minhas primas. Penteava as bonecas. Eu botava tamanco, usava vestido. Normal, eu era criança, tinha 13, 14 anos. Meu tio dizia 'Tu é homem, rapaz'. Muita gente acha que sou gay", revela.
 Aos 17 anos, perdeu a virgindade com uma menina num acampamento.
"Não foi tardio. Era o patinho feio da turma! Se a minha voz hoje é assim, imagina antes... (risos)", diverte-se.

Ator de Velozes e Furiosos 6 finge ser policial e evita roubo, em Londres.


O ator, conhecido como The Rock, interpreta um agente do FBI no longa

Ator de Velozes e Furiosos 6 finge ser policial e evita roubo, em Londres - Ag.News

Um bando de ladrões encapuzados que tentava roubar as vans da produção de Velozes e Furiosos 6, em Londres, se deu mal, nesta segunda-feira (3).
É que o ator Dwayne Johnson, conhecido como The Rock, que interpreta um agente do FBI no filme, partiu correndo para cima deles, gritando e mostrando seu falso distintivo de policial.
Ao verem aquela massa de músculos vir correndo em sua direção, os adolescentes se assustaram e saíram correndo sem levar nada.
Uma fonte contou ao The Sun:
"Foi muito engraçado. The Rock parecia um herói de ação porque tinha o colete e o distintivo de policial nas mãos e matou os meninos de medo. Agora a equipe fica brincando, dizendo que não precisa mais do time de seguranças porque tem The Rock no pedaço."

Mais uma mulher denuncia médico por estupro.




fonte: terra.com.br


Flash de notícias da África.

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Acidente no sul do Marrocos mata 42 pessoas e deixa 24 feridos.


Mulher e criança que ficaram feridas no acidente de ônibus em Marrakech são atendidas no hospital Ibnou Iofail. Foto: AFP
Mulher e criança que ficaram feridas no acidente de ônibus em Marrakech são atendidas no hospital Ibnou Iofail
Foto: AFP.
Pelo menos 42 pessoas morreram e outras 24 ficaram feridas, sendo que quatro estão em estado grave, depois que o ônibus no qual viajavam capotou ontem à noite na região de Al Hauz, no sul do Marrocos.
Segundo informou nesta terça-feira a agência oficial MAP, o acidente aconteceu por volta das 2h (horário local) no povoado de Zerkten, na rota nacional que liga Zagora a Marrakech, quando o ônibus saiu da estrada e caiu por um barranco de 150 metros de profundidade.
Veja o vídeo: Acidentes em Marrocos.

África

"Winter of Discontent": o descontentamento no Egito 




Veja o vídeo: África do Sul liberta parte dos mineiros.



fonte: euronews


Apresentadora da TV Globo, Xuxa: “Estou me sentindo a Branca de Neve”, diz Xuxa.

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Apresentadora afirma que realizou sonho próprio e o da mãe ao pintar os cabelos.

x
A ex-loira trocou de time por R$ 2 milhões.


“Ser loira como a Xuxa” virou referência para muitas meninas que cresceram vendo a apresentadora na TV. Mas, ao menos por enquanto, essa ideia caiu por terra: Xuxa pintou os cabelos e ficou morena.

Durante o evento Hair Fashion Show, a apresentadora se despediu dos fios dourados. Ao conversar com a imprensa, na noite desta quarta-feira (22), no Rio, Xuxa exibiu as novas madeixas, disse que está se sentindo a Branca de Neve após a mudança, e que realizou um sonho de infância ao ficar morena.

— Quando eu era criança, tinha uma pintura da Branca de Neve no meu quarto e eu rezava para ser como ela, ter o cabelo bem escuro e um pássaro azul. Agora, me imagino com os bichos correndo atrás de mim. Estou me sentindo a própria Branca de Neve.
Segundo Xuxa, sua mãe, Alda, também sempre quis uma filha de cabelos negros para se parecer com ela, já que todos os filhos são loiros. A apresentadora revelou ainda que os fios negros não vão durar muito, mas que outras mudanças podem vir por aí.

— Ao me olhar no espelho, estranhei um pouco, mas estou adorando. Gosto de mudança, gosto de mudar. Por questão de contrato, tenho que voltar a ser loira daqui a seis semanas. Mas agora que gostei, depois posso pintar, fazer qualquer outra coisa. Daqui a pouco vocês podem me ver ruiva por aí. Sempre quis ficar morena, mas sempre tive muitas restrições. Tem quem dizia que as crianças não iam gostar, iam estranhar. Tinha medo porque o meu cabelo é muito fininho, a gente tem que cuidar da penugem.

Xuxa disse ainda que Sasha estava curiosa para ver o resultado, e aprovou a mudança.

— A Sasha estava curiosa para ver o resultado. Eu estava andando de peruca em casa, para que as pessoas se acostumassem com meu cabelo preto, e ela ficava me perguntando: “Mamãe, você vai mesmo pintar o cabelo?”. E eu dizia: “Vou!”. Quando soube, a Sasha veio tapando os olhos. Quando viu, ela gostou do resultado, disse que ficou melhor que de peruca. “Mamãe, você disse que ia fazer e fez. Ficou bom”.

A mudança faz parte de uma ação comercial de uma marca de tinturas. Xuxa recebeu R$ 2 milhões para pintar as madeixas, valor que foi doado à Fundação Xuxa Meneghel.






terça-feira, 4 de setembro de 2012

Sexo à moda Togolesa: o voo das moscas.

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Após os Monólogos da Vagina, aqui vem a greve da vagina. No Togo, como em outros países, as mulheres determinam os seus favores para os problemas políticos.


Não é fácil ser um muçulmano Togolês. Depois de um mês de abstinência devido ao jejum durante o dia, agora o marido de coletivo das mulheres Salve o Togo ainda estão "apertando cinto" por uma semana.
O circuncidados devem limitar seus impulsos libidinosos e, desta vez, dia e noite. Não é mau humor conjugal, mas um ato político, ou mais precisamente um ato de comunicação política.
O cidadão togolês em coletivo originalmente vive de abstinência forçada, diz modos tradicionais de expressão do desespero. Manifestações e ocupações organizadas para desafiar a reeleição em 2010, o presidente Faure Gnassingbé, os manifestantes eram regularmente reprimidas pela polícia.
No entanto, os membros do sexo feminino do movimento consideram-se as primeiras vítimas da denuncia de "má governação" do governo togolês. Elas não devem assumir as tarefas domésticas quando os maridos estão desempregados e sofrem espasmos de uma crise econômica mal administrada?
Enquanto essas senhoras decidiram usar métodos originais de desobediência civil. Programa: greve de sexo, mas também no caso de os adversários detidos durante as manifestações não fossem liberados, um evento realizado na véspera na rua. Crueldade dupla que exporia os homens sob o bigode de que eles não têm o direito de tocar. Eles foram inventar o oposto da palavra de "baby boom" de Togo, em Maio 2013 ...
Sexo e boicote técnico não é realmente tão novo. Já na Grécia antiga, o dramaturgo Aristófanes escreveu Lisístrata, uma comédia dramática em que as mulheres recusaram seus maridos para acabar com a Guerra do Peloponeso.
O ateniense bonita, cujo nome é o título da peça, assumiu a liderança de "castração virtual". Ele afirmou que "a salvação de toda a Grécia está nas mãos das mulheres".
Até hoje, os ativistas chamam greves de sexo "não à ação Lysistratic".
No continente Africano em 2003, a paz liberiana do ativista Leymah Gbowee, chefe das Mulheres da Libéria da Ação Missa pela Paz, convidou as irmãs para "fechar as pernas", como os não combatentes para apresentarem as armas e como as mulheres não seriam validamente representadas nas negociações de paz entre Charles Taylor e os senhores da guerra.
Alguns anos mais tarde, ela se tornou laureada com o Prêmio Nobel da Paz. Ela publicou uma autobiografia com o subtítulo "Como a comunidade de mulheres, a oração e o sexo mudaram uma nação em guerra." O documentário Ore O Diabo volta ao inferno revisita esse episódio.
Em 2009, o Quênia tinha apenas 10 associações de mulheres chamadas de política de voos fechados e saias inexploradas.
À frente do movimento: Rukia Subow, presidente da organização Maendeleo Ya Wanawake, uma associação de mulheres antigas. Se a esposa do primeiro-ministro Raila Odinga, tivesseas  apoiado o movimento, as associações e clérigos conservadores a haveriam denunciado.


Homens que tentam derrubar o conceitoUm marido frustrado sequer tinha iniciado um processo judicial contra os iniciadores da greve. Ele queria obter uma indemnização por seu estresse excessivo e falta de concentração.
Às vezes, quando as pessoas são feridas por esses bandidos de afago, elas tentam derrubar o conceito. Em Uganda, em 2010, um político tentou lançar um pênis em greve para impedir as mulheres de votar no partido no poder ...
No Norte de África, desta forma, uma reivindicação particular foi abordada recentemente no filme de Radu Mihaileanu, a Fonte de mulheres, sem que um determinado país seja mencionado.
Nos últimos anos, como no tempo de Aristófanes, a batida não é apenas sexo em África.
Em 2011, quando a Bélgica estava lutando para encontrar um governo por meses, um senador (e ginecologista!) Flamengo Marleen Temmerman, provocou um riso no partido, referindo explicitamente o exemplo do Quênia. Sem imaginar que seria seguido, ele então fez um apelo à abstinência, a brincadeira.
Os Estados Unidos, há alguns meses, é o mesmo humor que emboucha trombeta a um grupo de mulheres progressistas em favor dos "direitos reprodutivos".
Em março, são as prostitutas de luxo espanhóis que decidiram negar qualquer relação sexual com os banqueiros, como eles não se mostram mais confortáveis ​​em termos de crédito para famílias e empresas em dificuldade.
A "Escort-girls" explicou que eles eram os únicos que têm "uma capacidade real de colocar pressão sobre o setor." Banqueiros teriam ido para negociar favores com prostitutas, colocando-as como engenheiros ou arquitetos.
Como que metendo em confusão o ex-ministro da Justiça francês, Rachida Dati foi entre felação e a inflação não era tão incongruente. Os dois universos que retornam as palavras não estão tão longe ...
Na Colômbia, em 2011, não é só rir que 300 mulheres de Santa María del Puerto de Toledo de las Barbacoas convocou a greve de amor. Elas protestavam contra a falta de estrada que conduz a esta aldeia remota. Depois de três meses de "pernas cruzadas", escavadoras chegaram. As mulheres perceberam que estrada estava pavimentada para dar aos seus maridos acesso aos amantes em potencial?
Em 2006, uma operação similar teve que ser interrompida depois de dez dias, em outra região da Colômbia. Sem sucesso, as mulheres exigiram o fim da violência.
Europa, América e na Ásia, mas também em 2011, nas Filipinas, na pequena cidade rural de Dado, as costureiras fezeram o boicote de braços aliados, por uma semana, para acabar com a violência que recheavam a vida da aldeia . A calma regressou.
Naturalmente, a greve de sexo raramente é eficaz, sem novos eventos. A novidade da abordagem permite a maior parte da atenção da mídia. Enquanto isso, o togolês desmamando ele mantêm a lição de "faça amor, não a guerra"?
Damien Glez


fonte: slateafrique

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Brasil: Menina de 16 anos escreve desde os 5 e tem dois livros publicados.

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Laura acredita que a leitura é a melhor forma de aprimorar a escrita. Foto: Divulgação
Laura acredita que a leitura é a melhor forma de aprimorar a escritaFoto: Divulgação

"Geralmente, eu sei o começo, o final e um pouco do meio". É com essa determinação na cabeça que Laura Elizia Haubert começa a escrever, deixando que novos detalhes surjam para criar personagens e cenas de aventura. A autora, que assina os livros como L. E. Haubert, completou 16 anos no final do mês de julho e escreve contos desde os cinco.
Laura lançou seu primeiro livro em abril em um shopping na cidade em que mora, Rondonópolis, no Mato Grosso. Segundo a editora Novo Século, dos 1,5 mil exemplares da primeira tiragem, 70% já foram vendidos. Calisto é a primeira parte da Trilogia da Meia Noite e conta a história de três personagens: o herói, Draco; a elfa, Kali; e o cavaleiro de dragões, Lucas. Eles encontram insígnias mágicas que, quando usadas separadamente, já são destruidoras, mas juntas se tornam invencíveis. A busca pelas cinco insígnias, na tentativa de mantê-las, perpassa toda a trilogia.
O segundo livro da saga chama-se Sohuem e foi lançado na Bienal do Livro de São Paulo, em agosto. "Foi um convite da editora para que eu pudesse me relacionar com os leitores, com os escritores. Foi mágico", conta a menina. A terceira obra já está escrita e passa agora pela revisão. Laura já planeja uma nova série composta por dois livros. Enquanto ela escreve, ninguém pode ler: "É segredo de estado", fala, entre risos. A escritora nascida no final dos anos 90 não gosta de escrever no computador, diz que a ideia flui melhor quando cria à mão.
Menina foi alfabetizada em casa, pela mãe
Laura começou a publicar suas histórias no ano passado, por meio de concursos nacionais de contos. Teve sete contos publicados. A ideia surgiu por pura curiosidade, algumas amigas diziam que ela escrevia bem, então resolveu participar. A autora não sabe dizer ao certo de onde vem sua inspiração, mas costuma ir semanalmente ao cinema e ler livros como Harry Potter, O Nome do Vento e O Ciclo da Herança. Para ela, a melhor maneira de aprimorar a escrita é com a leitura. "Ver os livros publicados é diferente, mas é uma coisa que eu sempre quis, é um sonho realizado", diz.
"O primeiro livro é como o primeiro namorado: a gente nunca esquece. Só senti isso no dia em que ela nasceu", diz Neusa Haubert, mãe de Laura. Neusa alfabetizou a filha aos dois anos e oito meses. Depois que a família mudou-se do Rio Grande do Sul para o Mato Grosso, mãe e filha ficavam sozinhas em casa, então Neusa brincava de "escolinha" com Laura. Assim, a menina aprendeu a ler, a escrever e recebeu noções de história e geografia. Dessa forma, a mãe procurava minimizar os problemas causados pelas dificuldades financeiras e de adaptação. "Foi um período muito difícil, mas eu tentei amenizar a dor com fantasia, com a mágica e ela amava. Dizia que ela era uma princesa", conta. Para ela, a filha tem um dom, o que fez foi só dar um empurrãozinho.
fonte: terra.com.br

domingo, 2 de setembro de 2012

Artigo de Opinião - África:É incontestável que a educação é a chave para o desenvolvimento.

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Crianças de Laerskool Voorspoed em Galeshewe na África do Sul.

A educação deve ser incluído como parte de cada resposta humanitária, diz diretor do INEE Lori Heninger

Em 2000, a comunidade internacional se reuniu para criar a Educação para Todos e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio; 2015 é o ponto final para muitos dos objetivos. A questão que se coloca na comunidade internacional é, "O que acontece depois de 2015?" Será que a comunidade internacional se reunirá novamente para avaliar o progresso em objetivos traçados e determinar formas para seguir em frente?

O mundo fez progressos em direção ao ODM de alcançar a educação primária universal. A ONU estima que existam atualmente 61 milhões de crianças  em idade escolar fora da escola, o que representa uma diminuição de uma estimativa da UNESCO de 115 milhões em 2001. Na África sub-saariana, as taxas de matrícula aumentaram significativamente, passando de 58 por cento para 76 por cento entre 1999 e 2010. Em todo o mundo, as meninas estão freqüentando a escola em maior número do que no passado. Equidade de gênero tem sido menos bem sucedida na Ásia Ocidental e África sub-saariana, no entanto, oito países da África Subsaariana têm um maior número de meninas do que meninos na escola primária.


Metade dos 61 milhões fora da escola primária em idade de crianças vivem em zonas de conflito ou o resultado de um desastre natural. Este não é um problema limitado aos países em desenvolvimento; furacão Katrina, em os EUA e o tsunami que devastou o Japão 2011, são exemplos das maneiras em que os países e as pessoas  vivem o impacto de desastres em todo o mundo.

A duração média de deslocamento de refugiados devido a conflitos ou crises é de 17 anos. A duração média de conflitos nos países de renda mais baixa é de 12 anos. Educação, muitas vezes pára durante essas situações, deixando crianças e jovens sem literacia e numeracia e mal preparados para participar de aspectos da vida econômica, política e social de um país ou região. A educação é um direito humano, o direito não deve ser suspensa durante o conflito ou crise, e é fundamental proteção para uma criança, seu crescimento e desenvolvimento. A educação é um direito que nos é permitido, é a base para outros direitos humanos.

Quando ocorre uma emergência, como resultado de conflito ou catástrofe natural, a educação de crianças em uma "escola" - se em uma tenda, debaixo de uma árvore ou em uma sala de aula - fornece um sentido de continuidade, normalidade e segurança. Ele permite que os pais organize o tempo e espaço para reconstruir, para procurar familiares desaparecidos, para coletar água ou comida. A educação deve ser incluído como parte de cada resposta humanitária.

Como crítico, pois é para garantir que todas as crianças tenham acesso eqüitativo à educação primária, é igualmente importante para garantir que o ensino é relevante, de uma qualidade que irá preparar as crianças para pós-primária de aprendizagem, e que as oportunidades pós-primárias de aprendizagem devem existir. Estes requisitos são tão pertinentes na situações de emergência como eles são para situações de normalidade, porque a educação desempenha um papel vital na vida das pessoas.

A Declaração Mundial de Jomtien sobre Educação para Todos os estados:

O papel da educação é de permitir que as pessoas sejam capazes de sobreviver, desenvolver as suas capacidades plenas, viver e trabalhar com dignidade, participar plenamente do desenvolvimento, melhorar a qualidade de suas vidas, para tomar decisões informadas, e continuar a aprender . O escopo das necessidades básicas de aprendizagem e como eles devem ser enfrentados varia de acordo com cada país e de culturas, e, inevitavelmente, mudam com o passar do tempo.

A capacidade de fornecer uma educação relevante e de qualidade abrange muitas considerações. Qualidade na educação significa garantir que os professores são treinados e remunerados adequadamente, e que as turmas são gerenciáveis. Desenvolvimento de um currículo que não discrimina ou omiti grupos (pessoas com deficiência, meninas, grupos étnicos), os livros didáticos que fornecem imagens inclusivas e escolas construídas em áreas acessíveis a todos pode ajudar a mitigar o impacto da educação sobre o conflito. Prevenção de conflitos e preparação para desastres naturais é fundamental para a política de educação e prática. Planejamento Ministerial para redução desastres  e de risco em certos locais podem salvar vidas e limitar o impacto de um desastre natural na aprendizagem.

Educação, seja formal, informal ou não-formal, é a chave para o desenvolvimento incontestável. A todas as crianças e jovens é garantido o direito à educação, não importa as circunstâncias, é o papel das nações e da comunidade internacional como um todo, para garantir que este direito seja respeitado. Levantando o direito à educação de qualidade para todos, e obrigando a educação em todas as respostas humanitárias, devem ser objetivos principais na próxima iteração da agenda internacional de definição de metas.

Lori Heninger é o diretor do INEE

fonte: AllAfrica

Top 10 videos mais vistos no Youtube Brasil – Videos Nacionais.

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Divirta-se vendo esses vídeos - o fim de se
mana é para se relaxar.

fonte: top10mais.com

Oposição angolana rejeita resultados parciais das eleições.

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Eleições angolanas


A oposição angolana, leia-se os partidos que, de acordo com os resultados parciais divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral, ficaram em segundo e terceiro lugar, avisam que não aceitam a vitória do MPLA.
Se a contagem dos votos das eleições gerais angolanas continuar ao ritmo atual o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, deverá ser reconduzido no cargo que ocupa há 33 anos.
Com 72,56 por cento dos votos contados até às 14 horas de domingo (02.09), o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) tem a vitória assegurada com 74,14 por cento.
Ainda de acordo com os resultados provisórios anunciados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), o maior partido da oposição, segue em segundo lugar, com 17,8 por cento.
Em terceira posição está a Convergência Ampla de Salvação de Angola, a coligação eleitoral mais conhecida como CASA-CE, com 4,67 por cento dos votos. Porém, a nova coligação de Abel Chivukuvuku, que se separou da UNITA, já anunciou que se reserva o direito de não reconhecer os resultados das eleições gerais em Angola.
Falta de credibilidade
O líder da CASA-CE, Abel Chivukuvuku, garantiu que não foi permitido à coligação ter delegados de lista em todas as assembleias eleitorais do país; e que, ao longo do dia das eleições, na sexta feira (31.08), a sua coligação só recebeu algumas credenciais para que pudessem ter fiscais e delegados em mesas de voto.
A mesma queixa apresentou o líder da UNITA, Isaías Samakuva, à imprensa internacional: "A Comissão Nacional Eleitoral não nos permitiu ter delegados em todas as assembleias de voto. Por isso eu não sei que resultados vêm dessas assembleias onde não tivemos delegados. A Comissão Nacional Eleitoral fez eleições sem cadernos eleitorais em várias assembleias de voto."
Samakuva não confia nos resultados oficiais: "Muitas coisas aconteceram, há muitas irregularidades, muitas violações da lei eleitoral. Por isso não confio na Comissão Nacional Eleitoral."
Oposição angolana enfatiza desorganização durante o escrutínio
Oposição angolana enfatiza desorganização durante o escrutínio
CNE admite alguns erros
A UNITA mantém a anunciada intenção de impugnar os resultados. E a CASA-CE criou uma equipe para fazer o processamento, "município por município", de todas as atas de comissões eleitorais e "conferir, confirmar ou contestar, se houver discrepâncias" entre os valores anunciados pela Comissão Nacional Eleitoral e o que consta nos documentos.
Entretanto, a Comissão Nacional Eleitoral já admitiu ter havido alguns constrangimentos, mas sem interferência nos resultados. Opinião idêntica tem o deputado sul-africano Patekile Holomisa, observador nestas eleições.
"Todos aqueles que quiseram participar, participaram. Em todas as assembleias de voto que visitei, os delegados eleitorais estavam lá, o que é crucial", defendeu Holomisa.
O governo corrobora os observadores internacionais, como afirmou à comunicação social o ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa: "De uma maneira geral, penso que as eleições foram bem organizadas. Há algumas queixas da oposição, mas a maior parte delas foram resolvidas."
Os resultados nacionais definitivos serão divulgados, no máximo, 15 dias depois das eleições, ou seja, no limite, a 15 de Setembro.
Autora: Glória Sousa
Edição: Bettina Riffel/Cristina Krippahl
fonte: DW

sábado, 1 de setembro de 2012

Fonte: Slateafrique - José Eduardo dos Santos, o Maquiavélico da África

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José Eduardo dos Santos, 70 anos no poder em Angola desde 1979, é um dos melhores chefes de estado agarrado aos seus lugares. Ele submete no dia 31 de agosto a uma eleição pela segunda vez em sua vida, mas é a certeza de que ele vai ganhar.


Presidente Eduardo Dos Santos 28 ago 2012. REUTERS / Siphiwe Sibeko


Atualizado em 01 de setembro de 2012: O partido do Presidente José Eduardo dos Santos conquistou 74,46% dos votos nas eleições, de acordo com resultados parciais em mais de 58% dos votos, anunciou Julia Ferreira, porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

***



José Eduardo dos Santos segue ele a trajetória de Robert Mugabe, presidente do Zimbábue para a vida, ou melhor, de Hosni Mubarak, perseguido por jovens com raiva, e uma população exasperada?

A primeira opção ainda parece ser o mais provável ... Apelidado de "Maquiavel da África" ​​pela sua arte de intriga política, o presidente angolano pretende preparar a sua sucessão.

Manuel Vicente, ex-chefe da companhia nacional de petróleo, a Sonangal apresentado como um possível sucessor, foi impulsionada, em fevereiro, ao ministro de Estado para a Coordenação Económica. Dos Santos, ainda permanece firmemente ligado ao poder.

A Constituição, na redacção dada por ele em 2010, reserva-se o direito de re-alistar novamente para um mandato de cinco anos em 2017, após a eleição de 31 de agosto.

A oposição tem bela coleção de milhares de manifestantes nas ruas de Luanda, a capital, para exigir eleições transparentes realmente ...

Angola, um país de 19 milhões de pessoas, rolou a mais longa guerra civil, já conhecido na África (1975-2002, 1,5 milhão de mortes), permanece sob o controle do Movimento de Libertação do Povo de Angola (MPLA), partido-Estado, de José Eduardo dos Santos.

Democracia Sham

Saiu vitorioso da guerra, depois da morte, em fevereiro de 2002, de seu rival, Jonas Savimbi, líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), reina dos Santos. Ele tomou seu tempo para dar o seu regime uma fachada democrática.

As segundas eleições democráticas na história do país, anunciadas como "iminente", após os acordos de paz de 4 de abril de 2002, foram finalmente decididas que em seis anos depois, em 5 de setembro de 2008. O MPLA teria  então obtido uma vitória esmagadora, com 80% dos votos.

A Unita, privado de seu diamante inesperado e atormentado por disputas internas, teria recolhido apenas 10% dos votos.

Os ex-rebeldes não tinha os meios para competir com o MPLA, que fez campanha em construção de escolas e clínicas, nas planícies costeiras, onde reside o banco de dados de "assimilados" do eleitorado.

Os "assimilados" em Angola incluem negros e mestiços educados, ao contrário de "civilizados» Português e "indigenas" Africanos. Muitas categorias estabelecidas antes da independência, no momento da "exterior província" Portuguesa. O interior do país, durante a guerra controlada pela UNITA, continua a ser muito menos desenvolvido.

Em seguida, a eleição presidencial, prevista para 2009, foi adiada por três anos. Enquanto isso, em 2010, dos Santos fez a revisão da Constituição para remover o estatuto direto e presidencial e legislativa depois que o líder do maior partido deveria ganhar a presidência sem a necessidade de uma maioria absoluta.

Ele reserva a possibilidade de fazer dois mandatos de cinco anos, mesmo que seja o chefe de Estado mais odiados na África, com 78% de opiniões negativas de acordo com uma pesquisa do instituto Gallup lançado em abril.

Dos Santos conseguiu a proeza política para apresentar, pela segunda vez em sua vida a uma eleição em 33 anos no poder. Ele enfrentou as urnas apenas uma vez, em setembro de 1992, três anos após a queda do Muro de Berlim e sob pressão dos Estados Unidos.

Ele venceu o primeiro turno de uma eleição presidencial supervisionado pela ONU, com 49,3% dos votos. Mas, se a eleição foi contestada duramente pela UNITA (40,1% dos votos) que o país estava mergulhado em uma guerra mesmo antes do segundo turno foi organizado.

Laboratório de "China-África"

Angola, que navega por dez anos sobre o boom de sua própria reconstrução, é um país da África fora da categoria. Sua capital, Luanda, é uma das cidades mais caras do mundo, superando até Tóquio. Seu modelo de desenvolvimento independente, na verdade, um laboratório de "China-África".

Seu exército é considerado um dos mais profissionais do continente, e seu presidente em arrastos de energia sem os investidores onde os poderes ocidentais fazem encontrar falha.

Afinal de contas, o homem forte de Luanda é uma garantia de estabilidade em um país considerado estratégico porque é o segundo maior produtor de petróleo na África, depois da Nigéria.

Dos Santos, um mudo que faz pequenos presentes, navegando entre o palácio presidencial e a residência, parece determinado a aproveitar sua vitória até o final. Filho Mason, engenheiro formado na União Soviética, ele tinha conseguido de Agostinho Neto, o pai da independência, que morreu em 1979.

Os burocratas Quadra que pensaram que poderiam controlar

Então Ministro da personalidade dos Negócios Estrangeiros em vez apagado, Santos foi impulsionada chefe de Estado com 37 anos, principalmente por causa de sua cor de pele preta, como a de seu antecessor.

Os barões do MPLA, no momento em sua maioria brancos e mestiços, pensaram que o país não estava preparado para um presidente de "assimilados".

A quadra, os aparatos do pensamento do MPLA para controlar, o então provado na arte da política de despejo. É aplicado para erradicar a ala radical do movimento na época marxista-leninista e apoiado pela URSS.

Em 2002, dizendo não querer apresentar na próxima eleição, ele deixou sua propriedade para os candidatos na aplicação do MPLA para agir ... para melhor excluí-los depois.

Em janeiro de 2006, um general muito popular Fernando Garcia Miala, chefe do serviço de inteligência estrangeira, foi demitido, rebaixado e se aposentou. Seu erro: ser muito popular, tendo lançado uma fundação para ajudar os órfãos.

Dos Santos ainda se concentra nos poderes, às vezes cercado por ministros generais mais influentes. Ele é o chefe do exército, polícia e juiz ainda é chamado. Se ele deixa seus colaboradores rico, ele nunca deu visivelmente a atração de luxo.

Não está claro quais são os seus ativos no exterior. Quanto à sua filha mais velha, Isabel Dos Santos mestiço, 39 anos, nascido de um primeiro casamento com uma russa, ela foi identificada em 2011 pela revista Forbes como a mulher mais rica e mais poderosa na África.

À frente de um império de negócios que está se tornando estabelecido com Portugal, a antiga potência colonial, que deposita no banco, mídia, cimento, energia, varejo e diamantes. Sem identificar a burguesia que gira em torno do poder.

O mais discreto e influente como seu pai, Isabel dos Santos não hesita em denunciar através de "oligarcas", incluindo ainda outros, ela tem um número de parceiros. Ela está presente no congresso do MPLA, um partido onde ela não tem função. Seria um candidato para a sucessão, como Karim Wade poderia estar no Senegal? A questão permanece um tabu ...

"Zedu" (contração dos dois nomes do presidente) não tolera críticas. Os poucos jornalistas receiam desafiar o tribunal ou prisão. Em 2005, o FMI publicou em seu site um artigo escrito por um estudioso americano intitulado "A corrupção é a principal instituição no país."

Excepcionalmente, o então presidente do FMI, Rodrigo de Rato, teve que pedir desculpas ...

"A arrogância de olho grande"

Apenas o papa, visitou Angola em Março de 2009, serviu para lembrar aos líderes para ordenar os registros da pobreza e da corrupção.

No entanto, as autoridades angolanas estão ainda menos prontos para receber lições de boa governação porque crescem "a arrogância de olho grande", como observou o historiador angolano Carlos Pacheco.

Ouro negro, 56% do PIB e 90% das receitas do Estado é extraído de campos offshore controlados 41% pela Sonangol nacional. As receitas do petróleo evaporam em grande escala. De acordo com a Human Rights Watch (HRW), o FMI identificou um gigantesco buraco 32.000 milhões entre 2007 e 2010, o que corresponde 25% do PIB.

Por enquanto, o novo partido de oposição CASA foi fundada em abril por Abel Chivukuvuku, um ex-barão da Unita, porém não muda a situação.

Esta formação, que inclui os dissidentes de todos os tipos, espera 30% dos votos, mas deve, no máximo,  colher apenas 20%, por falta de uma base política suficiente em todo o país.

Por: Sabine Cessou

fonte: slateafrique


José Eduardo dos Santos aplaudiu as eleições e lembrou que democracia é o poder do povo.

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Presidente da República presta declarações aos jornalistas depois de votar na assembleia de voto instalada no Colégio Yara Jandira

Fotografia: Francisco Bernardo


O cabeça de lista do MPLA, José Eduardo dos Santos, votou ontem às 10H20, na Assembleia de Voto número 14, instalada no Colégio Yara Jandira, nas imediações da Cidade Alta. Acompanhado pela mulher, Ana Paula dos Santos, e pelos filhos, José Eduardo dos Santos saudou as pessoas que se encontravam dentro e no exterior da assembleia de voto e foi directo à mesa sete, onde confirmou os dados no caderno eleitoral, antes de depositar o voto na urna.
O momento foi testemunhado por jornalistas nacionais e estrangeiros que abordaram o candidato à saída. José Eduardo dos Santos mostrou-se satisfeito por saber que o processo de votação estava a decorrer dentro da normalidade em todas as províncias.
“Estou satisfeito porque o processo está a decorrer normalmente em todo o território nacional. Os angolanos estão a exercer o seu direito de voto em consciência, com tranquilidade e serenidade”, disse José Eduardo dos Santos. Depois mostrou o indicador direito pintado, para mostrar que cumpriu com o seu dever de cidadão.
O Presidente José Eduardo dos Santos referiu-se ao dia do voto como um momento “de grande responsabilidade” para a consolidação da democracia e afirmação do Estado de Direito: “a democracia é o poder do povo e hoje o povo tem o poder nas suas mãos para escolher os dirigentes que vão governar Angola nos próximos cinco anos”, afirmou.
O Presidente José Eduardo dos Santos disputou eleições presidenciais em 1992, tendo sido o candidato mais votado, com mais de 49 por cento dos votos. O segundo candidato mais votado foi Jonas Savimbi, da Unita, com 40 por cento. Estes resultados obrigavam à realização de uma segunda volta. Mas Savimbi decidiu tomar o poder pela força das armas, mergulhando o país numa guerra fratricida que só terminou em 2002. 
O número dois da lista do MPLA, e candidato a Vice-Presidente, Manuel Domingos Vicente, disse que “votei pelo progresso de Angola, pela estabilidade e paz, para que tenhamos uma Angola melhor, com mais democracia, mais educação e mais saúde para o bem de todos os angolanos”.
O governador de Luanda, Bento Bento, realçou a lição de civismo e de democracia dada pelos eleitores: “os angolanos estão a transformar as eleições numa festa da democracia. Há uma grande afluência às urnas e as pessoas votam de forma ordeira e organizada. Estamos todos de parabéns”, disse. Bento Bento disse à imprensa que os eleitores de Luanda deram uma lição de democracia, de civismo e de aprofundamento da democracia.  Afirmou ainda estar satisfeito pela forma como decorreu o processo de votação. “Os angolanos estão a dar uma lição de civismo”, disse. “O MPLA preparou-se bem para essa batalha eleitoral, mobilizando os seus militantes, simpatizantes e amigos para o registo eleitoral e, na fase pré eleitoral, organizou-se e mobilizou-se para o voto”, disse.

D. Anastácio Kahango, bispo auxiliar de Luanda, disse que ficou emocionado no momento em que exercia o direito de voto: “é um momento em que o cidadão exerce de facto um poder”, disse.

Arcebispo de Luanda


Também com o indicador pintado, na Assembleia de Voto nº 14, esteve o arcebispo de Luanda. D. Damião Franklin. Defendeu que “religioso ou não religioso, todo o cidadão tem que trabalhar para o bem comum”. 
O presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) revelou que os primeiros resultados provisórios começam a ser divulgados hoje à tarde: “a máquina está afinada e pronta para entrar em funcionamento logo que começarem a surgir os primeiros resultados”, disse André da Silva Neto.
 “Estão previstos nove milhões de votos. É em função desse número que podemos estipular o prazo para a realização do escrutínio. A lei determina um prazo global de 15 dias e eu estou convencido que temos os resultados antes desses 15 dias”, declarou.
O Vice-Presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, votou na Assembleia nº 077, instalada na escola primária José Martins. Fernando da Piedade Dias dos Santos exerceu o seu direito de voto por volta das 10h45, num ambiente calmo e de paz. As filas eram pequenas e ordeiras, fruto da organização. O Vice-Presidente da República, depois de votar, disse acreditar que o país está cada vez melhor.  Urbanidade, respeito, serenidade e tranquilidade foram as características com que se apresentaram as assembleias de votos por onde a reportagem do Jornal de Angola passou.

fonte: jornaldeangola

Angola à espera do resultado das Eleições.

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Veja o vídeo:


Eleições em Angola.


fonte: euronews

Costa do Marfim: Reforçada segurança em Abidjan após ataques contra militares.

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Tensão aumenta enquanto a oposição acusa o governo de utilizar os ataques como pretexto para desencadear uma caça à bruxas.


Na Costa do Marfim, o governo reforçou a segurança em Abidjan após uma série de ataques contra as forças de segurança, que as autoridades atribuem a elementos leais ao antigo presidente Laurent Gbagbo.


Pelo menos 11 pessoas já mortas, e tensão continua a aumentar enquanto a oposição acusa o governo de utilizar os ataques como pretexto para desencadear uma caça à bruxas contra os opositores.

A tensão política que levou a Costa do Marfim a uma guerra civil em 2011 continua a fermentar.

As autoridades acusaram 73 pessoas – doze das quais soldados – de estarem relacionadas com as incursões violentas, do mês passado, contra sete instalações militares e da policia.

Os ataques levados a cabo por homens armados não identificados, ocorreram ao redor da capital comercial, Abijan, e em áreas voláteis do ocidente do país.

O governo responsabiliza a violência a elementos leais ao antigo presidente Laurent Gbagbo que perdeu em Novembro de 2010 o sufrágio presidencial mas que se recusou a abandonar o cargo, desencadeando um conflito de nível nacional que custou a vida a três mil pessoas.

O partido político de Gbagbo, presentemente na oposição, a Frente Popular Marfinense desmente o envolvimento nos actos de violência do mês passado.

O partido emitiu um comunicado acusando o governo de abusos dos direitos humanos, incluindo provocação e extorsão, no que classificou de tentativa do governo de responsabilizar a teoria de um golpe da oposição.

O presidente da Frente Popular Marfinense Miaka Ouretto refere que não vão aceitar servir de bode expiatório numa luta pelo poder.

O comunicado constitui uma resposta às recentes detenções de dirigentes daquele partido em relação com as recentes ameaças de segurança.

Gbagbo aguarda julgamento no Tribunal Penal Internacional acusado de crimes contra a humanidade. O governo tem responsabilizado os seus aliados políticos e militares – muitos dos quais fugiram para países vizinhos – de conspirarem para desestabilizar o actual governo de Alassane Ouattara.

O ministro da defesa Paul Koffi afirmou esta semana que o governo não vai tolerar a subversão continua que impede a reconciliação.

Refere não desejar mais conflito e o continuar da violência, o que será considerado acto de terrorismo e a que o governo dará resposta.

O resultado foi o aumento da segurança ao redor de Abijan, e regresso aos postos de controlo nas ruas.

Os residentes de Abijan indicaram que o crime e a intimidação por parte das forças de segurança constitui um problema.

Este estudante universitário e residente numa área pro-Gbagbo afirma que a televisão indica que as coisas vão bem, mas nas ruas não existe reconciliação.

Os residentes indicam que aumentou a tensão entre a elite política, mas que apenas desejam calma e reconstrução económica.

fonte: VOA em Poruguês

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