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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

ARTIGO DE OPINIÃO: ATÉ AMANHÃ, CAMARADA MALAM BACAI SANHÁ.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

 
Não há sobretudo de madeira que lhe sirva Sr. Presidente Malam Bacai Sanha, não há caixão sequer que guarde para sempre a sua grandeza. Esteve entre nós, ainda continua nos nossos corações, onde permanece imortal, no pensamento Guineense e não só, o de todos os que lutam pela Paz, Justiça e Fraternidade definitivas no espírito da nossa Guinendade, implantadas na relação humana, na Guiné-Bissau.
Esta esmagadora maioria de Guineenses predispostos a lutar até à vitória final, existe, mas uma vitória com carácter e dignidade merecida, honrando os sacrifícios e conquistas do Povo Guineense na luta de Libertação até à sua Independência da ocupação colonial Portuguesa no Território Nacional.
Faz sentido esta resistência em nossos estados de espírito, porque quem viu ontem o seu exercício de Magistratura no País, hoje compreendeu que afinal a sua mestria politica e social pela causa do desenvolvimento e cidadania, teve o mérito de um verdadeiro Combatente da Liberdade da Pátria de Amílcar Cabral no leme da Nação, conduzindo com agilidade e sapiência, num rio difícil, entre rochedos, monstros marinhos e outros sinais indescritíveis no meio do pessoal da embarcação (políticos).
Foi preciso muita coragem sua, até fingindo não ver, o que era evidente para um cego, tendo em conta o principio de que a inteligência não descora o seu sentido de oportunidade, compreendemos o seu tabu na altura, a sua calma, e foi crucial para um líder capacitado no seu papel, por isto mesmo, as “cobras” que trazia calcadas debaixo do tapete, permaneceram imobilizadas, mas que logo após a sua morte acordaram de um sono induzido durante o tempo do seu mandado. Teve o mérito de evitar problemas maiores como golpe de Estado ou os últimos acontecimentos no País (p.ex:).
Quando desapareceu o seu “peso” por cima das cobras e lagartos, cedo vieram à superfície para cometer grandes desvios da norma, pondo em causa os primeiros passos que se prevêem num desenvolvimento sustentado. Conseguiram parar o comboio gigante, e hoje ninguém sabe o real porquê dos acontecimentos de Abril de 2012, temos apenas várias versões e para todos os gostos, sabemos nós que V. Excia. deixou muita falta e muita saudade, que Deus lhe dê eterno descanso, Paz à sua alma e até amanhã Camarada Combatente da Liberdade da Pátria, MALAM SANHA!.

Diz o ditado: “patrão fora, dia santo na loja”, infelizmente foi pior do que se podia imaginar esta realidade que se seguiu após a sua morte, esta maldição que teve uma evolução galopante para pior, em todos os aspectos (o facto dos homens não se entenderem), instalou-se uma guerra pelo poder, i.. é, por um pedaço de “carne” onde todos ralham, mas ninguém tem razão, como é sabido.
Assistimos a tudo do menos bom que alguns Guineenses fizeram e ainda continuam a fazer. São intolerantes, agressivos, obcecados e egocêntricos, quase sempre os mesmos centrados no seu umbigo, sem olhar para o ambiente circundante, o quero posso e mando impede o convívio de ideias diferentes, um confronto de interesses pessoais e colectivos em desigualdade de circunstâncias impera, é a razão que tem vindo a impedir que se instale um bom clima de diálogo, uma GUINENDADE POSSITIVA na nossa terra.

Perdemos várias oportunidades com capacidade para funcionarmos todos juntos e em tempo recorde na resolução dos problemas do País. Retrocedemos para um ritmo a passo de caracol, pior do que isso hoje, com alguns “derrotados” que se viram obrigados a permanecerem fora ou dentro do País, inactivos, estes não se conformam (e terão as suas razões), preparam-se para a “desforra”, ninguém dá o braço a torcer, há gente que só sabe fazer uma única coisa, “estar no poder”, são muitos e estão dos dois lados.
Uma vez despedidos, apenas rezam a todos os santos (djambakússys e murrúz) para o seu retorno o mais rápido possível, enfim, coisas nossas e que todos sabem do que falo.

Os bons e os maus “querem” a Paz, mas que fazer? Até parece brincadeira de putos, quem brinca com o fogo queima-se ou é profissional de circo. Na verdade só há um caminho a partilhar, é o caminho da Paz, temos de aprender a ser tolerantes, sobretudo nestas condições especiais que está a Guiné-Bissau hoje, é uma situação difícil por natureza, com misturas complexas (bons/maus) de “inimigos de interesses” no mesmo barco, mas, é possível uma mudança pela positiva, pois só se confiarmos num pensamento colectivo envolvente e dinâmico, de unidade política nos aspectos cruciais do desenvolvimento e, para arrumarmos a Casa. É absolutamente indispensável para haver Paz na terra neste momento, estes homens desavindos estarão a caminho da racionalização dos conflitos com este passo, para isso, só há um caminho ou condição, e essa condição é sem dúvida (acredite se quiser), o amor ao próximo, a racionalização da emoção inerente aos problemas materiais e de gestão do pessoal na liderança de Estado, uma opção que deve ser por meritocracia sem complexos de natureza ideológica e partidária.
É preciso compreendermos isto, entre Guineenses, os mesmos que hoje querem a Paz, alguns pensam poder erguer este troféu, incendiando estados de espírito com o clima de abuso de direito, cometido contra o cidadão comum e não só, as torturas e perseguições, crimes de sangue, violações dos mais elementares princípios de igualdade de direito e de liberdade, nas sociedades ditas modernas e progressistas no mundo. É hora de acreditar que, já basta, batemos no fundo, para “puxar” o País, há que deitarmos por baixo deste limite colados ao chão, para levantarmos com todas as forças, a união faz a força, e só assim, só assim sem dúvida, teremos a nossa Pátria Amada de volta!

GUINÉ-BISSAU KÁ-MURRY, HY’DYZMADJÁ!

Falarmos de Paz com espírito de “guerreiros-loucos” com armas nas mãos ou a mentira na ponta da língua, é no mínimo um teatro básico e de mente capto. Vamos então pôr a mão na consciência e responder com frontalidade, se isto for possível aqui, talvez, desde que admitamos um erro, seja ele qual for, reconheçamos os nossos fracassos, e “juremos a pé juntos” evitar os erros do passado, será, penso que só assim surgirá a clarividência necessária para a redescoberta de um novo rumo, libertos do obscurantismo, da ignorância e do subdesenvolvimento.
Não há tranquilidade, alegria do Povo, auto-confiança, liberdade de afectos, espiritualidade livre e criativa, se não existir Paz social, com estas clivagens deixará de existir liberdade espontânea na esmagadora maioria de Guineenses, porque há medo, inibição e perda de identidade intra-pessoal e de liberdade no meio sociocultural. Queremos liberdade e responsabilidade controlados pela Justiça num Estado de Direito, queremos afinal sobreviver com dignidade, por cima do chão que guarda as provas da nossa primeira cicatriz, onde o rosto da Guiné-Bissau é o nosso umbigo, no lugar onde viemos ao mundo como Deus determinou, na Guiné-Bissau, onde somos uma prova viva do ter e ser, Guineense!

Temos absoluta necessidade de encontrar a dimensão da Alma Guineense, o espírito de unidade e de luta comum, o espírito de Paz, para praticarmos a verdadeira Paz do Povo e para o Povo, sem excepção, baseados num equilíbrio que justiçam aspectos da materialidade das descriminações existentes no País, sendo que queremos um Estado de Direito, e ponto final paragrafo, só.

Muitos falam da boca para fora pronunciando a palavra Paz, mas tudo o que querem é continuar a exploração do homem pelo homem, continuar a cometer abuso de direito, acharem-se superiores à lei ou andarem fugidos da justiça, usando coletes à prova de justiça, impenetrável por qualquer decisão dos tribunais, alguns destes “diabos” que se afirmam filhos de Deus, e o são de facto, mas infelizmente os há malditos, digo Eu.
Por isso como só temos um único mundo (para maus e bons filhos), logo o ponto número um é, sermos tolerantes, sem deixar de condenar os culpados, mas, a seguir apoiá-los na sua recuperação e reinserção na comunidade.
Paz não tem preço, nunca está em saldo, não se compra, não se empresta, não é uma máscara, não se cola com cuspo, não é vento que passa sem objectivo ou destino, não é do vizinho mafioso, não é do “patrão” que paga para haver corrupção no País, não se prostitui, não pactua com chulo, não coabita com o ódio, a vingança, o rancor, as máfias e crimes de sangue, a Paz só existe no amor camaradas.

PAZ com três letrinhas apenas, são três passos no pensamento activo nesta luta, a Paz connosco próprios, com os outros e com a natureza circundante, resumem em gostar de si, gostar dos outros e do bem comum, que é de todos. São as três bases principais para partirmos para um clima de Paz duradoira na Guiné-Bissau.

É de salientar que este perfil atrás citado, já é da natureza comportamental do Guineense puro e duro (ser amigo do seu amigo, e tolerante). Quando está em falta e excepcionalmente no sistema politico perpetrado desde a independência nacional, acontece que por deturpação de princípios, apresentamos comportamento de crime, deixando por isso antever e paradoxalmente, que há uma possibilidade de se evitar os erros, se formos capazes de melhorar a nossa capacidade de selecção adequada, de acordo com as nossas necessidades, então vamos tentar, é simplesmente na mudança que está o ganho, mudança de atitude, de mentalidade e de postura exploratório do bem comum de todos os Guineenses, respeitar religiosamente o Povo e o Território Nacional, será fácil conseguirmos tudo isto se realmente queremos a Paz.

Descobrindo a pessoa certa para o lugar certo é meio caminho andado. Teremos então condição para avançar para a Paz verdadeira, transparente, justa e harmoniosa, arrastando toda a prata da casa, em busca desta energia que emana da justiça social, dando garantias do direito, exercício da cidadania dos Guineenses e não só, porque sem ela não haverá unidade nacional.

Paz individual e unidade nacional começam no interior da pessoa/grupo, não é apenas uma mudança de cosmética/exterior, o nosso interior é naturalmente determinante, daí a nossa dificuldade maior. Entre os líderes não há esta equivalência compreensiva exigida neste momento para haver Paz, porque nesta fronteira reside muito ódio, inveja e vingança latente, há vontade explícita (boca para fora) que é politicamente correcto, no entanto sem o equivalente espiritual positivo não pode haver Paz, disto tinha a certeza absoluta o nosso falecido Presidente Malam Sanha, sabia com o que podia contar nesta matéria.
Reside neste beco sem saída fácil, o verdadeiro problema do impasse político a que chegou o Estado da Guiné-Bissau no que concerne a Paz, unidade e desenvolvimento do País.
…/
Aqui vos deixo uma pequena reflexão, após um ano da sua morte, Camarada Malam Bacai Sanha, ex- Chefe de Estado da República da Guiné-Bissau, que sublinho a sua passagem terrena como sinal de  reconhecimento do Povo Guineense, na dor, na saudade que ficou, que continuará nos nossos corações e até sempre.

Djarama. Filomeno Pina.




sábado, 5 de janeiro de 2013

Abidjan e Dakar, os eternos rivais da África Ocidental.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Durante décadas, as duas maiores cidades da África Ocidental francófona estão engajadas em uma competição feroz pela supremacia regional. Quem vai ganhar?

Uma via da rua Princesa,durante os trabalhos, Abidjan, 2011. © REUTERS/Thierry Gouegnon


"Dakar não se pode comparar a você, mesmo em seus sonhos", exclamou uma jovem do Togo, quando ela cumprimenta Ebrié Abidjan uma lagoa (lagoa através de Abidjan, desde o Golfo da Guiné).

Plateau, centro de Abidjan, a capital econômica da Costa do Marfim, impressiona com seus edifícios altos que se erguem sobre as águas tranquilas da lagoa.

Estes grandes avenidas sombrias extravagantes, essas grandes pontes sobre a lagoa, esses trocadores e estas rodovias.

Em Abidjan, concretos funcionam bem, começando com a Bouygues, que era um negócio muito bom na época do desenvolvimento acelerado da Costa do Marfim, na década de 80.

Dakar não se pode comparar a Abidjan? O jovem togolês pensa bajular seus anfitriões, mas esta observação atrai sorrisos educados.

Agora, Abidjan sabe que sua cidade é desafiada por Dakar.

Uma década atrás, quase toda a cidade na África francófona ousou competir com Abidjan, a cidade descrita pelo marfinenses como 'pequena Paris', mas os tempos mudaram.

Abidjan, o ex-Eldorado

Na década de oitenta quase 100.000 franceses viviam em Abidjan. Costa do Marfim foi, então, descoberta como potência económica da África Ocidental. Félix Houphouët-Boigny, o presidente desde 1960 a 1993, foi o iniciador de um milagre econômico: graças ao café e cacau, o país tem experimentado um crescimento sustentado durante quase trinta anos.

Abidjan se tornou uma cidade particularmente moderna com amplas avenidas na imagem de alguém que leva o nome do ex-presidente francês Valéry Giscard d'Estaing.

No momento da década de oitenta o seu esplendor, o hotel ainda tinha uma pista de Marfim, onde estava fantasiando África Ocidental. Mas esta bela imagem está rachada com uma década de guerra.

Por quase dez anos, a Costa do Marfim foi dividida em dois, da tentativa de golpe de 2002. A maioria das multinacionais têm a sua sede na África Ocidental em Abidjan, mudou-se para Dakar. Havia até mesmo um grande número de ONGs e organizações internacionais.

Essas instituições se mudaram para Dakar no início da década anterior. Esta é uma explicação de rendas crescentes em Dakar o apartamento Plateau (centro da cidade) pode ser alugado por 2000 € por mês, os preços não têm quase nada a invejar aos praticados em Paris, em seguida, bem como algumas ruas são particularmente degradadas no Planalto.

As calçadas quebradas, paredes leprosas, entulho nas ruas de não constituem surpresas em Dakar no Plateau para os recém-chegados ao Senegal, que esperam descobrir uma área em melhor condição.


Dakar, a nova queridinha

Apesar do mau estado de Plateau, muitas vezes abandonado pela burguesia em favor da Corniche senegalesa embeleza Dakar.

Até mesmo o escritor marfinense Venance Konan reconhece que Dakar deu um passo à frente de Abidjan:

"O que fizeram os senegaleses  em torno do seu mar? O Corno de Dakar é simplesmente uma delícia. Bem decorado, limpo, com casas lindas, belos edifícios e grandes hotéis, é um local de lazer e oxigenação de Dakar de centro mais populares. Isto é simplesmente uma alegria para andar na estrada na encosta, de carro ou a pé. O que temos feito com os nossos praia, nós os marfinenses? Esgotos, banheiros públicos abertos, corte-gargantas. "

É verdade que o regime de Abdoulaye Wade no poder de 2000-2012 fez investimentos maciços (dezenas de milhões) no desenvolvimento de margens do mar de Dakar.

Por si só, a estátua do Renascimento, a maior do que a Estátua da Liberdade, custou dezenas de milhões de euros. Trocadores surgiram em torno de Dakar. Do Senegal, capital agora tem uma estrada de pedágio.

Presidente Leopold Sedar Senghor (no poder de 1960-1980) havia prometido, em 2000, que Dakar seria como Paris. Presidente poeta provavelmente havia demonstrado um excesso de otimismo, mas certamente contou com a modernização de Dakar.

Os hotéis de luxo têm se expandido dramaticamente ao longo da última década. Dakar é uma das cidades do continente e que hospeda os congressos mais internacionais. Hotéis, como o Radisson a Corniche, recentemente visto no dia com a sua arquitetura elegante e inovador que atrai uma clientela rica.

Outra vantagem da capital senegalesa, tem bons hospitais e escolas de qualidade.

"Eu trabalho na Nigéria, mas eu preferia viver em Dakar e minha família vive com segurança, com bons hospitais", diz um expatriado americano que vive em Dakar durante vários anos e saúda a escolha mesmo que se ele tenha de voltar para Lagos (capital económica da Nigéria) quase toda semana.

A crise marfinense passou para a lagoa

Abidjan, entretanto também tem bons hotéis e qualidade da escola. A verdadeira diferença é que Dakar aparece como um pólo de estabilidade. O país de Teranga (tradicional casa) nunca teve um golpe de Estado.

Senegal teve duas vibrações pacíficas. Este país sempre foi considerado como um modelo de democracia, poucos países em África francófona podem dizer isso.

"Em Dacar, você pode andar à noite sem medo de violência, mesmo que haja mais agressividade do que há dez anos", disse Alassane, um professor do Senegal, que perdeu parentes na Costa do Marfim, em abril de 2012, com a queda de Laurent Gbagbo.

Em Abidjan, a situação de segurança está longe de ser resolvida. À noite, as barragens são freqüentes. Se você é um estrangeiro, a polícia e os militares estão começando a pedir seu passaporte e sua vacinação. ...

Mesmo se você está em boa posição e você tem todos esses documentos, isso não impede, em muitos casos, para eles pedirem dinheiro.

"Nós gostamos das festas em Abidjan, mas o destino infelizmente é ficar no nosso bairro, estamos cansado de ser extorquidos", exclama Alain, um jovem oficial marfinense que cruzou uma moita de Yopougon , distrito de Abidjan, e que permaneceu por muito tempo fiel a Laurent Gbagbo.

Sinal dos tempos, esfregue a famosa "Rue Princesse", onde a Abidjan celebrava as festa em Yopougon, foram arrasadas pelo novo regime.

"A atmosfera ainda não faz parte de Abidjan. Enquanto todo mundo finge amá-la agora. Na cabeça de alguns, ainda estamos em guerra ", diz Christopher, um residente de Yopougon, continua convencido de que Laurent Gbagbo foi o vencedor da eleição presidencial de 2011.

Estelle, outro residente de Yopougon fica irritado contra nortistas.

"No mercado, eles querem nos obrigar a falar a sua língua, o Dioula. Considerando que falam francês. Não impomos a nossa língua, por que eles nos forçam a falar com eles? "

Os conflitos políticos e étnicos são adicionados pela insegurança.

"Muitos soldados desmobilizados se tornaram criminosos, roubos que terminam em mortes não são incomuns", diz Stéphane, um comerciante de Yopougon.

Como psicose não reina em Dakar. As tensões étnicas nunca ter tomado esta dimensão e crime continua limitado. Nos últimos anos, organizou um Dakar marfinense forte e maliense diáspora.

As crises que se multiplicam na África Ocidental, provavelmente, tornar mais importante do que nunca o seu papel como um porto seguro.

Outra vantagem do Dakar, o clima.

"Menos quente e úmido em Abidjan, o clima é do Sahel. Portanto, não há malária menos virulenta em Abidjan ", diz Marie-Claire, uma francesa com sede em Dakar, depois de ter vivido por muito tempo na Costa do Marfim.


Dakar ainda está buscando os benefícios econômicos de seu vizinho

Mas Dakar está longe de ter o mesmo potencial econômico de Abidjan. Senegal não tem nem o petróleo, café ou cacau.

O Senegal é menos populosa do que a Costa do Marfim: 13 milhões contra 18 milhões. Costa do Marfim responde sozinho por 40% do PIB da UEMOA (União Económica e Monetária da África Ocidental).

Apesar de uma década de desenvolvimento rápido, tem menos infra-estrutura em Dakar do que Abidjan. Assim que a situação política se estabilize em Abidjan, muitos comerciantes que se estabeleceram em Dakar provavelmente farão as malas e voltarão para a lagoa Ebrié.

Será que Abidjan reverterá  para a "Lagoa Pearl"? O brilho do Dakar é menor? O prefeito de Dakar apenas organizou, em 31 de dezembro, "os maiores fogos de artifício" que a cidade "já conheceu", para marcar a passagem do ano novo.

Abidjan também queria aproveitar os fogos de artifício do Ano Novo para um novo começo, mas a cerimônia terminou em tragédia, mais de 60 espectadores foram mortos em stampedes. Uma e outra vez, as duas pérolas da África Ocidental francófona são comparados.

Mas por que as duas principais cidades da África Ocidental francófona são eternos rivais? Basicamente, elas podem muito bem tornar-se complementares. Depois de toda a problemática da África Ocidental não há número suficiente de abrigos seguros.

"Em vez de dizer que quando as coisas dão errado para Abidjan, Dakar é bom. Para uns deve-se pensar o contrário, analisa Assane, um professor senegalês. Se a Costa do Marfim de novo decola isso é uma coisa boa para toda a África Ocidental, particularmente para o Senegal. Goste ou não, nossos destinos estão ligados, para melhor ou para pior. "

Por: Pierre Cherruau

fonte: slateafrique





Organização acusa polícia angolana de execuções extra judiciais.

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Angola-policia

Angola - VOA - Corpos de sete jovens algemados foram encontrados no Cacuaco.

A organização Mãos Livres acusou a  polícia de ser responsável pela execução extra judicial de sete jovens no mês passado.
Os  corpos dos jovens algemados foram encontrados no Cacuaco e terão sido executados no passado dia 19 de Dezembro.
O Comandante da Polícia Nacional da Divisão do Cacuaco, Tony Ribeiro, e o Chefe da Investigação Criminal daquele município, mostraram-se indisponíveis para dar qualquer explicação sobre o assunto.
Salvador Freire dos Santos, presidente da Associação Cívica Mãos Livres, disse à Voz da América que o caso foi apresentando a diversas comissões governamentais, legislativas e judiciais.
A Mãos Livres tomou conhecimento do caso por denúncia que lhe foi feita, tendo recebido "algumas fotografias dos sete jovens".
"Nós pegamos esses dados e encaminhamos isso para entidade competentes como Procuradoria-Geral da República, Ministério do Interior, Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, Provedoria de Justiça e Comando Geral da Polícia Nacional e o Parlamento angolano," disse.
Salvador Freire entende que casos de cidadãos encontrados mortos algemados raramente acontecem.
Para Freire os responsáveis só podem ser elementos da polícia: "Elementos algemados naturalmente só podem ser executados pela polícia e depois aparecem executados," frisou. "É caso raro aparecerem pessoas algemadas que foram executadas".
Foto: AP

fonte: diarioliberdade.org

Apesar da crise portugueses estão mais solidários.

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Os tempos, já se sabe, são complicados. São cada vez mais aqueles que precisam de ajuda para continuar a “sobreviver”. Neste final de ano, foram muitas as ações de solidariedade e, mais uma vez, os portugueses mostraram que não esquecem quem precisa. Esta semana, destacamos algumas iniciativas que, de norte a sul e ilhas, merecem o aplauso de todos... 

Num ano marcado pela palavra crise - o aumento do desemprego, da pobreza e da exclusão social são cada vez mais habituais no dia a dia de todos - a solidariedade “crescente” dos portugueses é, sem dúvida, o lado positivo de uma época que todos desejam que termine rapidamente.
Exemplo desta crescente solidariedade foi a campanha dos Bancos Alimentares Contra a Fome efetuada no fim-de-semana de 1 e 2 de Dezembro, onde foi recolhido 2.914 toneladas de géneros alimentares nas ações realizadas em 1.668 superfícies comerciais das zonas de Abrantes, Algarve, Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Cova da Beira, Évora, Leiria-Fátima, Lisboa, Oeste, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, S. Miguel, Viana do Castelo, Viseu e na Terceira.
Os resultados ultrapassaram as expectativas, quase igualando os alcançados na campanha do ano passado, apesar da significativa deterioração das condições económicas e, em particular, da contração do rendimento disponível das famílias portuguesas.
“Os portugueses são extraordinários! As quantidades recolhidas e o número recorde de voluntários envolvidos mostram quanto são solidários e sabem distinguir o essencial do acessório, dando, apesar da crise que afeta muitas famílias, uma resposta clara de inconformismo e de disponibilidade para ajudar a minorar as dificuldades daqueles que mais precisam” referiu Isabel Jonet, Presidente da Federação dos Bancos Alimentares Contra a Fome, em declarações disponibilizadas no site do Banco Alimentar. “Quando acreditam e confiam nos projetos, os portugueses dizem “presente”, conforme tem sucedido sucessivamente com os Bancos Alimentares contra a Fome desde há mais de 20 anos” acrescentou.
O número daqueles que ajudaram constituiu um recorde absoluto: 38,5 mil voluntários disponibilizaram algum do seu tempo para participar na campanha de recolha. Refira-se que tarefas como a recolha nos estabelecimentos comerciais, o transporte, pesagem e separação dos produtos, foram integralmente asseguradas por voluntários.
De realçar que os géneros alimentares recolhidos são depois entregues a 2.373 Instituições de Solidariedade Social, que, por sua vez, os distribuem a cerca de 373 mil pessoas com carências alimentares comprovadas, sob a forma de cabazes ou de refeições confeccionadas.
Refira-se também que a atividade dos Bancos Alimentares Contra a Fome se prolonga ao longo de todo o ano. De facto, para além das campanhas de recolha em supermercados, organizadas duas vezes por ano, os Bancos Alimentares Contra a Fome recebem, diariamente, excedentes alimentares doados pela indústria agro-alimentar, pelos agricultores, pelas cadeias de distribuição e pelos operadores dos mercados abastecedores.
Em 1991, foi aberto em Portugal o primeiro Banco Alimentar Contra a Fome e estão, atualmente, em atividade no território nacional 20 Bancos Alimentares, congregados na Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, com o objetivo comum de ajudar as pessoas carenciadas, pela doação e partilha.
Existem 247 Bancos Alimentares operacionais na Europa, que, em 2011, distribuíram 429.600 toneladas de produtos a 5,2 milhões de pessoas, através de 31.096 associações (www.eurofoodbank.org).

fonte: mundoportugues.org

República Centro Africana: Bozizé faz mudanças na cúpula militar.

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Líder centro-africano assume a pasta da Defesa depois de criticar a falta de disciplina e o fracasso do Exército no combate à rebelião
Fotografia: AFP


O Presidente da República Centro Africana assumiu a pasta da Defesa e vai nomear o filho e antigo ministro do sector Chefe de Estado-Maior do Exército, anunciaram fontes oficiais.
Um comunicado da Presidência da República revela que François Bozizé “demitiu o ministro da Defesa, Jean-François Bozizé, e o chefe de Estado-Maior, Guillaume Lapo, e assumiu a pasta da Defesa”. 
Fontes oficiais disseram que o Presidente da República retirou o filho do Ministério da Defesa para o pôr a dirigir o Exército, incapaz de resistir ao avanço dos rebeldes que exigem a sua demissão. 
No discurso de Ano Novo, o Presidente da República lamentou “a falta de disciplina e o fracasso das Forças Armadas perante a progressão relâmpago da rebelião”. 
Jean-Francis Bozizé, que é coronel, deve ser promovido em breve. Discreto, mas presente na política, é visto como sucessor do pai.
A remodelação na hierarquia militar ocorre depois da rebelião anunciar a suspensão da ofensiva sobre Bangui e o envio de uma delegação a Libreville para participar nas conversações de paz  com o governo centro-africano. 
A rebelião anunciou que exige que François Bozizé deixe o poder e que não quer tomar a capital Bangui. O anúncio da rebelião Seléka acontece depois do comandante da Força Multinacional da África Central na RCA, general Jean-Félix Aaga, advertir que “qualquer tentativa de tomar a cidade de Damara é considerada uma declaração de guerra”.

fonte: jornaldeangola

Avião da TAP foi penhorado.

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Penhora da aeronave serve de garantia de pagamento de dívidas a trabalhadores
Fotografia: Afp


A Justiça do Brasil decretou a penhora de um avião da TAP como garantia do pagamento de dívidas a trabalhadores, num processo movido contra o Estado português por uma funcionária da representação diplomática de Lisboa em Brasília, noticiou ontem a agência Lusa.
A transportadora diz desconhecer esta decisão e mostra-se convencida de que a medida não se vai concretizar.
A ordem partiu no dia 19 de Dezembro do juiz Luiz Fausto Marinho de Medeiros, do Tribunal Regional do Trabalho de Brasília e determina a penhora de um Airbus 330-200 da companhia aérea portuguesa, “cuja totalidade do poder accionário detém o Governo português”. 
Aberto em 2010, o processo culminou com ganho de causa para uma funcionária brasileira da embaixada portuguesa em Brasília, que deve agora receber o equivalente a 280 mil euros em avenças e benefícios atrasados. No requerimento, os advogados tinham solicitado o arresto e a penhora do avião. O processo foi desencadeado em 2004, com a entrada mais de 110 queixas contra a embaixada portuguesa em Brasília e os consulados em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte. 
As acções requeriam a assinatura da carteira de trabalho, documento obrigatório no Brasil que garante direitos laborais, e o cumprimento de normas como a contribuição para a Segurança Social. 
Cada um dos processos envolve, em média, o pagamento do equivalente a 186 mil euros, numa dívida total de 3,8 milhões de euros. 
A ordem de penhora do aparelho da TAP é efectivada na próxima segunda-feira num aeroporto brasileiro. No acto da penhora será nomeado um responsável pela aeronave e estipulado um prazo para que a dívida seja paga, provavelmente de cinco dias. Caso contrário, o aparelho pode ser leiloado e o respectivo montante depositado numa conta judicial.

fonte: jornaldeangola

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