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Costa do Marfim: Indivíduo detido em Bouaké após roubar 10 milhões de francos CFA de uma empresa.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Alemanha: Eleições na Alemanha - Em quem votariam os “madgermanes”?

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



A Alemanha vai a votos para escolher um novo Parlamento. Os "madgermanes", antigos trabalhadores moçambicanos da República Democrática Alemã, têm poucas dúvidas sobre quem escolheriam para o lugar de chanceler.
Os alemães elegem a 22 de setembro um novo Parlamento e vão decidir se a chanceler Angela Merkel, que atualmente governa numa coligação entre os cristãos democratas da CDU/CSU e os liberais do FDP, continua para um terceiro mandato consecutivo.

O interesse internacional nas eleições alemãs é grande nos países europeus em crise como Portugal, Grécia e Espanha. Em África, a eleição na Alemanha não parece, à primeira vista, ter grande impacto, mas os moçambicanos que passaram pela antiga República Democrática Alemã (RDA) têm uma opinião formada. Se as eleições fossem decididas pelos antigos trabalhadores moçambicanos, conhecidos por "madgermanes", o resultado seria uma vitória clara para a atual chanceler Angela Merkel.
Arnaldo Mendes trabalhou três anos na antiga Alemanha Oriental
Economia alemã atesta competência de Merkel
“Ela vai ganhar. Ela manteve a economia forte, estabilizada, é a maior economia da Europa, não sofreu nenhum dano... Eu acho que ela deve continuar”, defende Arnaldo Mendes, comerciante que trabalhou três anos na antiga Alemanha Oriental. "Se eu pudesse votar, votava nela”, frisa.
Para este homem de 47 anos, a estabilidade política e económica da Alemanha é fruto da boa governação da chanceler, a quem não atribui responsabilidades na hora de esboçar o quadro da crise na Europa.
“Internamente a economia alemã não tem problemas, ao contrário dos países do Sul da Europa que têm problemas por causa das fragilidades do passado. Oxalá que a Alemanha use o seu potencial económico para ajudar essas economias e não colonizá-las através do sistema financeiro”, defende.
A culpa da crise é dos países que a têm
Zeca Cossa, também comerciante, de 51 anos, oito dos quais a trabalhar na Alemanha, sabe quem é o candidato do maior partido da oposição, o social democrata Peer Steinbrück. Mas não é nele em quem deposita expectativas.

Este antigo trabalhador moçambicano na Alemanha acredita que a atual chanceler vai obter maioria absoluta e avançar para um terceiro mandato. A crise que abala Portugal e Grécia, segundo ele, não deve ser associada a Angela Merkel.

“A crise não foi orquestrada por ela. A crise é destes países que nunca produziram para contar para o futuro”, explica.
Zeca Cossa, comerciante, acredita num terceiro mandato de Angela Merkel
O eletricista Justino Muetse, de 53 anos, dez dos quais a trabalhar na Alemanha, também associa Angela Merkel à austeridade, mas, ao contrário de Zeca Cossa e Arnaldo Mendes, vê em Peer Steinbrück um bom sucessor para a chefe do Governo alemão.

A decoradora Emília Duvane, que trabalhou três anos na Alemanha, afirma que não está muito ligada a atualidade nesse país. “Estou muito mais ligada à política de Moçambique”, justifica, sem saber apontar uma vitória entre os candidatos.

Porém, a maioria dos madgermanes que se interessa pela política germânica acredita que os alemães vão confirmar a boa governação de Angela Merkel e dar-lhe carta branca para um terceiro mandato nas eleições de 22 de setembro.
Todas as quartas-feiras, os antigos trabalhadores moçambicanos encontram-se no Jardim 28 de Maio no centro de Maputo

fonte: DW.DE


O Senegal e a Namíbia Assinam acordos nas áreas de agricultura, saúde, turismo, indústria e o meio ambiente.

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Oshana (Namíbia) - O chefe de Estado, Macky Sall, está de visita a Namíbia desde sexta-feira. O Senegal e esse país assinaram acordos no domínio da agricultura, saúde, turismo e meio ambiente. O povo e as autoridades namibianas não terão esquecido os atos de solidariedade do Senegal durante a luta de libertação contra o colonialismo e a independência conquistada em 21 de março de 1990.

Desde a sua chegada em Oshakati, a capital da região norte do país, sábado, 24 de agosto às 11 horas, o chefe de Estado, Macky Sall, e a delegação que o acompanha, estão no centro das atenções dos convidados da Namíbia . O presidente da república elogiou o trabalho de seus antecessores, Leopold Sedar Senghor e Abdou Diouf, Abdoulaye Wade. Ele expressou sua gratidão ao povo da Namíbia por todas essas honras. "Nós temos que tomar de frente essa luta pela libertação. Temos de tomá-la hoje, através do reforço nossos laços de cooperação e apoio mútuo em áreas económicas ", disse ele durante a primeira sessão de trabalho que contou com a presença das duas delegações.

As trocas marcaram a seção de pragmatismo. Foram assinados acordos nas áreas de saúde (Namíbia tem um déficit de supervisores), agricultura, meio ambiente, turismo e indústria. Namíbia, que tem um dos maiores desertos do mundo tem uma área quatro vezes maior que o Senegal para uma população menor do que de Dakar. Este país enfrenta, especialmente os problemas de água.

O Dia dos heróis da luta de libertação, celebrada hoje, será um grande momento para honrar o reconhecimento do povo da Namíbia para com o povo do Senegal. "O Senegal faz parte da história da Namíbia", declarou o Presidente Hifikepunye Pohamba, no banquete em honra do Presidente Macky Sall, o primeiro líder estrangeiro recebido com muitas honras nesta parte rural da Namíbia em uma festa onde a luta de libertação foi conduzida pela SWAPO e pelo seu líder carismático, o Dr. Sam Nujoma.

Um banquete excepcional, vinte e um tiros de canhão em saudação, o hino do Senegal entoado duas vezes em cada ocasião, com a presença da nata das autoridades namibianas, incluindo o Vice-Presidente, o Presidente da Assembleia Nacional, Presidente da Comissão Nacional, etc. A cerimônia foi agraciado com a presença de Sam Nujoma, líder da luta de libertação, nomeado pela Assembleia Nacional, com o posto de pai da nação.

O evento teve lugar a 900 km de Windhoek, a capital, em uma paisagem que lembra o Ferlo pela seca e baixa ocupação demográfica. O Presidente Pohamba disse que ele e Sam Nujoma, e outras figuras da luta pela independência, andaram por todo o mundo com o passaporte diplomático do Senegal. Senegal, acrescentou, multiplicou os esforços diplomáticos na ONU e da OUA para a Namíbia. Em 1973, nosso país havia autorizado a abertura da representação diplomática em Dakar, o escritório da Swapo na África Ocidental. Bolsas foram concedidas a exilados namibianos que também gozam de status diplomático. 26 de agosto foi dedicado pelo Senegal, como o Dia de Solidariedade com a luta do povo da Namíbia.

Os Religiosos namibianos que ministravam Mbour, Fatick e Gandiaye participaram do banquete. Os membros da delegação presidencial são vistos aqui como veteranos da luta de libertação da Namíbia. "Estamos orgulhosos do apoio do Senegal à Namíbia, estamos orgulhosos do povo irmão Africano pela sua estabilidade e tolerância religiosa", disse o presidente Pohamba. Senegal e Namíbia estão determinados a enfrentar os novos desafios após a vitória valente contra o colonizador. As duas delegações vão continuar suas sessões em Windhoek.

Por: correspondente especial, Abel Abu Thiam.

fonte: lesoleil.sn

Brasil: Mais de 1,7 mil médicos formados no exterior fazem neste domingo o Revalida.

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Cubanos que vão trabalhar na Bahia chegaram a Salvador neste domingo

No ano passado, o índice de aprovação variou de 6,41% entre os estudantes bolivianos a 27,27% para os venezuelanos.

BRASÍLIA – Os 1.772 médicos inscritos no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) fazem as provas neste domingo, 25, em dez capitais: Brasília, Rio Branco, Manaus, Salvador, Fortaleza, Campo Grande, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. A prova objetiva será aplicada entre as 8h e as 13h e a discursiva entre as 15h as 18h.
O exame é destinado aos médicos que obtiveram o diploma no exterior e querem trabalhar no Brasil. Os candidatos pagaram uma taxa de R$ 100 para participar da primeira fase do Revalida. Os aprovados devem pagar mais uma taxa de R$ 300 para a segunda etapa do exame, que avaliará as habilidades clínicas.
O Revalida foi criado em 2011 e é aplicado uma vez por ano. Entram na avaliação conteúdos e competências das cinco áreas de exercício profissional: cirurgia, medicina de família e comunidade, pediatria, ginecologia-obstetrícia e clínica médica. Além disso, o exame estabelece níveis de desempenho esperados para as habilidades específicas de cada área. Antes do Revalida, cada instituição de ensino superior estabelecia os processos de análise da correspondência curricular, seguindo a legislação de revalidação de diplomas prevista no país.
O exame é conhecido pelo alto grau de dificuldade. No ano passado, o índice de aprovação variou de 6,41% entre os estudantes bolivianos a 27,27% para os venezuelanos. Os brasileiros com diploma obtido no exterior também são obrigados a fazer o Revalida para trabalhar no país. No caso, o índice de aprovação no ano passado, 7,5%, foi inferior ao de 2011 (7,89%).
Este ano seria aplicado também um pré-teste para estudantes brasileiros do sexto ano de medicina, com objetivo de avaliar se o Revalida está dentro das diretrizes curriculares do país. A baixa adesão, no entanto, fez com que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, adiasse o pré-teste. Ainda não há uma nova data marcada.
A adesão ao pré-teste é voluntária e, em troca, os candidatos recebem um auxílio de R$ 400, como colaboradores eventuais. (Com informações da Agência Brasil)
fonte: ESTADÃO

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Médicos cubanos que vão trabalhar na Bahia chegam a Salvador.

Alguns manifestantes aguardavam os médicos para desejar boas vindas.

Cinquenta médicos cubanos  que vão atuar na Bahia pelo programa "Mais Médicos" chegaram a Salvador na noite deste domingo (25). Com cerca de duas horas de atraso, o avião que trazia os profissionais de saúde aterrissou no Aeroporto Internacional de Salvador. Alguns manifestantes aguardavam os médicos para desejar boas vindas.

"Não somos prisioneiros. Não é certo dizer isso", afirmou ao chegar a médica Ivette Lopez à Folha Online. Os cubanos terão uma condição diferente dos demais estrangeiros no programa "Mais Saúde", já que não receberão diretamente a bolsa de R$ 10 mil paga pelo Brasil. O valor será repassado ao governo cubano, que será responsável por fazer a distribuição aos médicos - o governo brasileiro não sabe precisamente quanto eles receberão. Segundo o secretário-adjunto da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Fernando Menezes, os salários do cubano vão variar de R$ 2,5 mil a R$ 4 mil.
Os cubanos atuarão nas cidades de Adustina, Araci, Buritirama, Campo Alegre de Lourdes, Cansanção, Carinhanha, Central, Cocos, Coronel João Sá, Correntina, Formosa do Rio Preto, Itiúba, Jeremoabo, Macaúbas, Mansidão, Nova Soure, Remanso, Riacho de Santana, Serra Dourada, Sítio do Quinto, Souto Soares e Tucano.
No sábado, dois médicos estrangeiros chegaram a Salvador - a médica mexicana Rosa Isela Delgado Ramirez, que atenderá em Feira de Santana, e o suíço Miguel Defallens, que ficará em Salvador. Na sexta, chegaram um médico português, um argentino e uma uruguaia. Ao todo, 144 profissionais fazem parte do Mais Médicos na Bahia.
Antes de começar a atender, os médicos estrangeiros participarão de uma avaliação sobre saúde pública brasileira e língua portuguesa que começa na próxima segunda-feira (26) e vai até o dia 13 de setembro. Após a aprovação nesta etapa, serão encaminhados aos municípios para assim começar a atender a população.
Os custos com alojamento e alimentação serão pagos pelo Governo Federal. A organização logística do módulo, incluindo recepção aos profissionais, será responsabilidade conjunta dos ministérios da Saúde e da Defesa.

Manifestante segura cartaz desejando boas vindas aos médicos de Cuba
A Bahia é o estado que mais deve receber profissionais pelo "Mais Médicos". Segundo o Ministério da Saúde, serão 161 médicos para o estado. Aparecem em seguida Minas Gerais (159), São Paulo (141) e Ceará (138)..
Polêmica
Em meio à polêmica sobre a participação e remuneração dos médicos cubanos do programa, o Ministério de Saúde Pública de Cuba (Minsap) divulgou nota hoje informando que assinou um convênio com a Organização Pan-americana da Saúde (OPS) "enquadrado nos princípios de cooperação Sul-Sul" para prestar serviços de atendimento básico de saúde no Brasil.
"Mediante este convênio chegarão ao dito país neste fim de semana 400 médicos, que fazem parte de um contingente de 4 mil profissionais que chegarão ao Brasil até o final do 2013", diz o texto.
O ministério informa que atualmente possui esse tipo de convênio com 58 países de diferentes continentes. No Brasil, o Ministério Público do Trabalho informou que abrirá processo para examinar os contratos e condições de trabalhos dos médicos cubanos, para verificar se existe alguma irregularidade trabalhista
O trabalho dos cubanos no Brasil "seguirá o modelo de cooperação internacional" que o ministério mantém atualmente em 58 países de vários continentes, acrescentou o comunicado.
No Brasil, o Ministério Público do Trabalho anunciou na sexta-feira que abrirá um processo preliminar para analisar os contratos e as condições de trabalho dos médicos cubanos, e advertiu que em caso de uma possível irregularidade poderá recorrer nos tribunais. O ministro da Saúde Alexandre Padilha informou que os cubanos seguirão os direitos trabalhistas do país natal. "O Ministério da Saúde segue exatamente, nesse acordo com a Organização Panamericana de Saúde, o que a OMS estabelece para essas parcerias: tem que seguir as leis trabalhistas do País que faz a doação dos médicos e seguir o Código Civil, Penal e Ético do País que recebe os médicos. Então essa regra, está sendo seguida à risca", afirmou.
 fonte: correio24horas

A cena cultural em perigo em Marrocos.

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As áreas de expressão artística não recebem o apoio das autoridades e ameaçam desaparecer.
Spectacle "Machri9a l Anwar", 2 mars 2013 à la Fabrique culturelle / © La Fabrique culturelle
Espetáculo "Machri9a l Anwar" 02 de março de 2013 na Fábrica Cultural / ©Fábrica Cultural

Os Artistas marroquinos têm um espaço para se expressar. Este lugar é a Fábrica Cultural, localizado no bairro popular, antigo matadouro de Hay Mohammadi, um subúrbio de Casablanca. O New York Times analisa a evolução do lugar e as suas dificuldades atuais.

Em 2008, um grupo de artistas decidiu convertê-lo em um centro cultural para a construção da juventude abandonada, traça o artigo. O lugar está livre e acessível a todos, acolhe todas as formas de arte contemporânea e oferece espaço para oficinas e ensaios.

Para Douna Benslimane, coordenador entrevistado pelo projeto New York Times, o objetivo é dar espaço para criar a nova cena de arte marroquina. Onde muitas vezes são organizados "concertos, exibição de filmes, concursos de hip-hop" ...

Mas, apesar do crescente sucesso dessas noites, a estrutura agora está enfrentando dificuldades administrativas, lamenta o site. As autoridades da cidade, proprietários de locais públicos, estão relutantes em formalizar a sua conversão. De acordo com o artigo, a filosofia de independência e "democracia cívica" defendido pela Fábrica Cultural, desagrada o governo, como as suas actividades, por vezes considerada subversiva (especialmente rap, forma popular de expressão dos jovens, mas considerado "imprudente e perigoso" pelas instituições).

Mas, como a situação não é formalizada, os artistas não podem solicitar fundos, diz o artigo. O partido PJD, islâmico que lidera o governo sente-se pouco preocupado com as questões culturais, observa o New York Times. Assim, os artistas estão presos entre a burocracia hierárquica complicada e islâmica "que muitas vezes querem ver as artes serem censuradas por desrespeito ou obscenidade", diz o site.

A Fábrica Cultural permite a jovens marroquinos fazer com que suas vozes sejam ouvidas. Mas sem o apoio do governo, este lugar de expressão está em risco, conclui o artigo.

fonte: The New York Times / Slate Afrique

Egito: Da fúria ao silêncio, Tahrir cede o protagonismo e mostra Egito dividido.

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Praça símbolo da união dos egípcios em 2011 vive dias de abandono e evidencia a polarização do país após o golpe que derrubou Mohamed Mursi.

Símbolo da revolução de 2011, hoje a Tahrir está abandonada: evidência da polarização na sociedade egípcia após a deposição de Mursi Foto: AFP
Símbolo da revolução de 2011, hoje a Tahrir está abandonada: evidência da polarização na sociedade egípcia após a deposição de Mursi
Foto: AFP
Em dois anos, a praça Tahrir foi da glória ao abandono. O mundo a conheceu em janeiro de 2011, quando se transformou no símbolo da revolução que derrubou Mubarak. Os egípcios exigiam liberdade, e nada melhor do que protestar em um lugar cujo nome significa "libertação". De lá pra cá, foi na Tahrir que o povo acompanhou a tortuosa caminhada do país em busca da estabilidade. Até que o primeiro presidente democraticamente eleito do Egito, Mohamed Mursi, foi desposto. O golpe militar e os distúrbios subsequentes jogaram novamente o país em um destino incerto - e a praça parece ter perdido a magia de outrora. Mas por que os egípcios abandonaram a Tahrir? 
Tahrir lotada comemora deposição do presidente Mohamed Mursi Foto: AFP
Tahrir lotada comemora deposição do presidente Mohamed Mursi
Foto: AFP
Não há um motivo específico. Mas tentar entender por que a praça perdeu protagonismo na busca por democracia significa traçar um paralelo com os acontecimentos das últimas semanas no país. A substituição da Tahrir como centro dos protestos por outros lugares do Cairo é um sinal da complexidade do momento atual da sociedade egípcia. Hoje, ao invés de um só, são vários os locais de manifestações, em geral nos subúrbios. Isso ficou evidente pela primeira vez para o mundo no começo de julho, em meio à tensão pré-golpe, quando egípcios pró-Mursi e contra o líder deposto se manifestavam em lugares diferentes. A polarização do Egito estava escancarada.
Uma situação muito diferente de 2011. No ápice da revolução, ganharam o mundo imagens de egípcios que permaneceram acampados na Tahrir, unidos e irredutíveis, até a queda do ditador. Após a deposição de Mursi, no entanto, milhares de seus partidários montaram barracas em frente à mesquita Rabaa al-Adawiya, no distrito de Nasr City, subúrbio do Cairo. Ali, distantes do centro, prometeram permanecer até que o presidente eleito voltasse ao cargo. Ao mesmo tempo, outro grupo menor fez o mesmo na praça Al-Nahda, em Gizé, cidade vizinha ao Cairo, localizada na margem ocidental do rio Nilo e mais conhecida por abrigar pirâmides e a esfinge. 
fonte: terra.com.br

domingo, 25 de agosto de 2013

Estados Unidos: Direitos autorais complicam divulgação completa de discurso de Luther King.

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O próprio Martin Luther King pediu, meses depois da marcha de 63, para impedir a venda não autorizada do discurso.


Martin Luther King, em foto de 1966 Foto: AFP

Martin Luther King


Acesse o Link, leia e veja uma parte da história desse homem.


fonte: terra.com.br

Homem violentou e teve 10 filhos com a própria enteada na Argentina.

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Um homem da província argentina de Santiago del Estero violentou durante mais de duas décadas sua enteada e teve dez filhos com ela, informou neste sábado (24) o jornal El Liberal.
O homem, cuja identidade não foi revelada e era conhecido como El Viejo (o velho), foi detido em sua casa na cidade de Concháyoj por ordem da juíza Rosa Falco. O detido teria começado a abusar sexualmente de sua enteada, que atualmente tem 35 anos, quando esta tinha 11 anos.
"Aos 14 anos tive meu primeiro filho", disse a mulher, segundo declarações publicadas pelo jornal. A denunciante revelou que o homem lhe obrigava a parir seus filhos em sua casa e depois ele os registrava com seu sobrenome no cartório.
— Dois dos meus filhos morreram. Os enterrei perto da minha casa. Quatro estão comigo e os outros trabalhando, acho que longe daqui. 
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Fotojornalista indiana sofre estupro coletivo durante trabalho em Mumbai.


Um colega de trabalho da jovem foi agredido e amarrado
A Índia vem se chocando com os contínuos casos de violência sexual que chegaram às capas da imprensa local e internacional23.04.2013/Mahesh Kumar A./AP





Uma jovem fotojornalista indiana foi estuprada por cinco homens ao fazer uma reportagem para uma revista estrangeira na cidade indiana de Mumbai, informou nesta sexta-feira (23) uma fonte policial.
A agressão ocorreu no fim da tarde de ontem em um complexo têxtil abandonado conhecido como Shakti Mills no bairro de Mahalaxmi da metrópole financeira, contou o policial à agência Ians.
A mulher, de 22 anos, estava com um companheiro de trabalho que foi agredido e amarrado com uma corda enquanto pelo menos três dos cinco homens se revezavam estuprando a fotógrafa.
fonte: R7.com

sábado, 24 de agosto de 2013

Angola: Brutalidade policial em Prisão de Luanda.

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Acesse o link e acompanhe pelo vídeo: Que horror!

fonte: makangola

Senegal: Prevenção do Paludismo - Os mosquiteiros impregnados vendidos a 1.000 francos CFA em farmácias, supermercados, estações de serviço e lojas.

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A campanha de introdução do mosquiteiro impregnado de  longa durabilidade, a campanha da ação (Milda) foi lançada ontem, em Dakar. Ela permitirá que as farmácias, supermercados, estações de serviço e lojas vendam esse produto a um preço de 1.000 francos CFA.

Após as estruturas da saúde, a população agora poderá procurar e comprar os mosquiteiros impregnados de longa duração da acção (Milda) em farmácias, postos de gasolina, nos supermercados e lojas a um preço simbólico de 1.000 francos CFA. O anúncio foi feito ontem pela professora Awa Marie Coll Seck, Ministra da Saúde e Ação Social. Ela procedeu ao lançamento da campanha dos mosquiteiros impregnados de longa duração no setor privado. Segundo a ministra, a distribuição desses mosquiteiros impregnados através de sector privado permitirá  diversificar e aumentar a oferta com uma melhor acessibilidade.

O coordenador do Programa Nacional de Luta contra a Malária (Pnlp), Dr. Mady Ba disse que os mosquiteiros impregnados restantes serão disponibilizados gratuitamente nos serviços de saúde pública para as mulheres grávidas e as crianças que vêm para a vacinação. "No entanto, ele é subsidiado até 500 francos CFA para a população. São os mesmos mosquiteiros. Somente nós queremos expandir a distribuição desses mosquiteiros ", disse o Dr. Ba que prometeu que a campanha permitirá incentivar as pessoas que não têm dinheiro para comprar.

O ministro da Saúde afirmou que a cobertura universal em Milda decorre gradualmente nas regiões desde 2010, já distribuiu mais de 6 milhões de mosquiteiros, a uma taxa de mais de 90%. "Esta cobertura incluiu uma parte importante de veículo de comunicação pelo uso real de 80% dos mosquiteiros pela população em geral", disse Seck. Ao fazê-lo, ele pediu aos parceiros da saúde para apoiar o Senegal no processo de distribuição de mosquiteiros impregnados no setor privado, através de uma campanha de comunicação de massa, a fim de convencer as pessoas a comprar mosquiteiros a preço de 1.000 francos CFA .

O Diretor de Saúde da USAID, a Sra. Bryn Sakagawa, garantiu que o governo dos EUA, através desta organização, apoiou o processo através da implementação de 115.000 Milda para distribuir através do componente de comunicação e promoção da saúde , realizada por Ademas. Na sua opinião, essa distribuição permitirá, sem dúvida, um incremento de acessibilidade geográfica e financeira e de melhorar cobertura universal da Milda.

A Sra. Sakagawa prometeu que o setor privado terá incumbência de fazer cobertura de uma grande campanha de mídia para aumentar a demanda por esses mosquiteiros. Ela lembrou que a iniciativa é do presidente dos EUA contra o Paludismo (Pmi) que concedeu ao Senegal, cerca de 34 biliões de francos CFA para apoiar na luta contra o paludismo.

Por: Eugene KALY

fonte: lesoleil.sn



sexta-feira, 23 de agosto de 2013

"Eu sou marroquina e estou envergonhada de mim mesma".

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Em uma tribuna, uma marroquina referiu sua vergonha ao racismo contra os negros africanos. Racismo que muitas vezes é endossado por seu silêncio.
Manifestation pour le droit des migrants africains au Maroc: " Non à la discrimination contre les migrants". REUTERS/Stringer
Manifestação pelos direitos dos imigrantes africanos em Marrocos: "Não à discriminação contra os migrantes." REUTERS / Stringer

Ismaila Faye, um jovem senegalês assassinado por causa de um lugar no ônibus(autocarro), em 14 de agosto. Esta história é a última de uma longa lista de atos de racismo contra africanos que vivem em Marrocos. Em um artigo intitulado "Eu não sou racista, eu sou pior" e publicado no site colaborativo Quandisha, uma voz marroquino que usa sua raiva e vergonha de ter a nacionalidade de um país que trata tão mal seus "irmãos". Ismaila Faye, como todos os outros, tinha a esperança de entrar em um país acolhedor. Ele finalmente encontrou o desprezo. Em nome de todos os defensores dos direitos humanos marroquinos, o autor do fórum deve pedir perdão:

"Meu silêncio covarde face a ignomínia tira toda a minha beleza, para meu grande discurso humanista e pensamentos honrosos sobre justiça e igualdade entre os homens. (...) Para você Irmão, eu dou a minha meia culpa em revelar-lhe a minha cara de vergonha. Para você, meu irmão, eu digo tudo o que eu finjo não ouvir. Entenda que eu quero olhar nos seus olhos sem vergonha, porque ...

Quando eu não encontro algum mal em chamar-lhe de negro, Âazzi ou Aabd Kahlouch, o jovem que usa a cor da minha terra sobre sua pele, tenho vergonha de mim mesma ...

Quando eu sorrir, mesmo constrangida, quando minha mãe me pede para não trazer junto dela um marido preto, basicamente, eu tenho vergonha de mim mesma ...

Quando eu não comento quando o meu vizinho me conta com orgulhoso, o quanto se opõe a alugar o apartamento no 5º andar a um casal jovem negro, eu tenho vergonha de mim mesma ... "

Por: Lu Quandisha

fonte: Slate Afrique




Conflito dá origem a crise alimentar no nordeste da Nigéria.

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Distribuição das reservas de emergência do governo em Maiduguri

KANO, 22 de agosto de 2013 (IRIN) - O governo nigeriano tem intensificado a sua ajuda alimentar de emergência em resposta à insegurança alimentar grave e desnutrição infantil no Nordeste, onde um militar foi executado numa ofensiva abrangente contra islamitas Boko Haram (BH) em junho último.

Algumas 492.000 crianças no norte da Nigéria estão gravemente desnutridas, segundo a Ajuda Humanitária da Comissão Europeia e do departamento de Proteção Civil (ECHO). As taxas de desnutrição global aguda são mais altas no Estado de Sokoto, em 16,2 por cento, enquanto o Estado de Kano, em 9,2 por cento, o menor, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). O limiar de emergência internacional é de 15 por cento.

"A dificuldade é que muitas crianças não podem ser alcançadas. A resposta à crise de alimentos é lenta quando comparado com o nível da crise ", Cyprien Fabre, chefe da ECHO da  África Ocidental, disse à IRIN.

Enquanto isso, a Rede de Sistemas de Aviso Prévio contra Fome (FEWS NET) declarou condições de crise de alimentos nos estados vizinhos de Yobe e Borno.

Distribuições de grãos

O governo federal nigeriano reagiu aumentando sua distribuição de grãos a partir da reserva alimentar estratégica. O ministro das Finanças Bukar Tijjani Ngama disse que o alívio será bastante sentido nos estados Borno, Yobe e Adamawa. A distribuição provocou acusações de favorecimento político.

A partir de meados de julho, 19.500 toneladas de milho, sorgo e milheto deveriam ser distribuídos nos três estados.

"O governo federal não deve permitir que este esforço humanitário tenha influência política e a assistência não deve ser propagada ao longo do percurso (político), fidelidade partidária como tem sido feito com a primeira remessa pelos mesmos funcionários que foram encarregados da entrega dos alimentos," Mai Mala Buni, conselheiro político do governador do estado de Yobe, disse à IRIN.

Buni alegou que a distribuição de alimentos, que é supervisionado por Ngama, só era dado aos partidários do Partido Democrático do Povo (PDP).

"As pessoas nos estados de Borno e Yobe, independentemente de inclinações políticas, culturais e religiosas sofreram, de uma forma ou de outra e precisam de ajuda, sem qualquer consideração aos sentimentos políticos ou religiosos", Ngama disse a reportagem.

O governo central da Nigéria que é do partido PDP enquanto que Yobe e Borno são estados governados pelo partido de oposição All Nigeria People's Party (ANPP), que em agosto se fundiu com outros três partidos em um mega partido de oposição à frente para as eleições 2015.

Apenas um punhado de agências de ajuda estão trabalhando no norte da Nigéria. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Nigéria Cruz Vermelha (NRC) e a Agência Nacional de Gestão de Emergências (NEMA) são os únicos órgãos que realizam trabalho humanitário em Borno, estado de origem de BH.

"Os únicos percalços que enfrentamos são recursos limitados e de logística. Estado de Borno é muito grande, e o número de pessoas que necessitam de assistência humanitária é enorme, muito além da nossa capacidade de lidar. Algumas áreas remotas do estado são de difícil acesso, devido à natureza do terreno, o que coloca pressão sobre os nossos veículos ", referiu o porta-voz da NRC Nwankpa O. Nwankpa que disse à IRIN.

Estado de Borno está sob estado de emergência, como resultado de violência de BH, que incluiu bombardeios e tiroteios que visam alvos do governo e particulares.

Agricultores fugiram da violência

Em janeiro BH ocupou áreas no norte do Estado de Borno, na fronteira com Camarões, Chade e Níger, milhares de moradores foram expulsos, em sua maioria agricultores de subsistência, para fora de suas casas.

Este cultivo interrompido na área, área essa que produz a maior parte dos alimentos tais como - milho, trigo, arroz e feijão - que são cultivados na região.

fonte: IRIN África

Rússia: A economia das armas no mundo.

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A economia das armas no mundo. 18765.jpeg



Aproximadamente 1,5 trilhões de dólares são gastos a cada ano na produção de armas de qualquer tipo.
Na atual taxa de produção de balas no mundo (16 bilhões por ano), existem 33 balas à sua espera se tiver 20 anos. Isto pode parecer uma produção exagerada, mas a indústria de armamento não o pensa desse modo.

Por Richard Renshaw, no sítio da Adital:

Na atual taxa de produção de balas no mundo (16 bilhões por ano), existem 33 balas à sua espera se tiver 20 anos. Isto pode parecer uma produção exagerada, mas a indústria de armamento não o pensa desse modo. E com a produção de armas ligeiras atualmente em um milhão por ano e com uma longevidade de 50 anos, há mais do que suficientes armas para disparar as balas em sua direção. O problema não se restringe aos países da África e Ásia implicados em conflitos armados ou nas Honduras com a sua repressão armada. Onde quer que viva no mundo, você é um alvo potencial para a violência armada, seja através de conflitos sociais, repressão ou crime.
Este é um valor suficiente para erradicar a pobreza do mundo inteiro assim como providenciar uma habitação razoável, segurança alimentar, água potável, condições sanitárias, eletricidade, educação universal e cuidados de saúde para todos num mundo onde faltam esses serviços essenciais. Seria um valor suficiente para deter o aquecimento global. Mesmo assim, a produção continua e por um motivo muito forte: o lucro. Há uma enorme quantidade de dinheiro envolvido na produção e comercialização de armas.

Esse ramo industrial envolve um amplo espectro de produção que se ramifica por todos os aspectos na relação com os conflitos por meio das armas. Nós estamos talvez mais conscientes da produção de armas nucleares - que continua em um grande ritmo e envolve cada vez mais países - do que da produção de armas convencionais.
Estas são a "maquinaria pesada" dos jogos de guerra e incluem tudo, desde tanques e artilharia a todos os tipos de aviões, como os recém desenvolvidos "drones". Esta indústria está na vanguarda da tecnologia.

Bilhões de dólares são investidos todos os anos na procura do aperfeiçoamento das armas existentes, assim como no desenvolvimento de novas formas de guerra cirúrgica, como sofisticadas armas de som e micro-ondas que podem eliminar pessoas deixando edifícios e objetos intactos.

O ramo menos conhecido da indústria do armamento é o das armas ligeiras: aquelas que qualquer indivíduo pode transportar. Inclui desde espingardas, caçadeiras e metralhadoras até morteiros e rockets terra-ar antiaéreos.

Atualmente há 24 áreas no mundo consideradas zonas em conflito. A maioria das pessoas mortas nestes conflitos morre devido às armas ligeiras e são sobretudo mulheres, crianças, jovens e idosos. Um dos fatores fundamentais para a manutenção das indústrias de armamentos é o mercado disponível para além das estruturas formais. Enquanto os Estados contribuem para grande parte das encomendas de armamento, uma parte considerável é destinada ao fornecimento de armas aos chamados "combatentes da liberdade", "rebeldes" ou "terroristas". É também verdade que, enquanto os maiores fornecedores desses grupos são os mesmos que fornecem armas aos governos nacionais - são numerosos os modos de circundar os esforços para controlar as transferências internacionais de armas -, por outro lado existe uma ampla lista de fornecedores informais através de redes (relativamente) clandestinas que têm a capacidade de produzir armas ligeiras de alta qualidade. O norte do Paquistão e a Colômbia são, por exemplo, produtoras de armas ligeiras de qualidade através de redes clandestinas.
 
A indústria de armamento não se restringe apenas à produção de armas de fogo e de munições (balas ou rockets). Também existe uma vasta gama de produtos essenciais para a condução da guerra e especificamente designadas para complementar o impacto das próprias armas. Podemos incluir nesta categoria, por exemplo, os navios de guerra (incluindo desde porta-aviões a transportes de artilharia). Igualmente importantes são os instrumentos de treino (como os simuladores aéreos), instrumentos de precisão (como os meios de visão noturna e os sistemas de orientação de mísseis), ou os (muito caros) meios de proteção individual. E não podemos esquecer os enormes sistemas tecnológicos envolvidos na detecção de movimentos, na vigilância de comunicações e no fornecimento de informações aos quartéis-generais. O desenvolvimento e instalação de tais sistemas, só nos Estados Unidos, envolvem bilhões de dólares todos os anos.

A maioria dos lucros desses negócios acaba nos bolsos dos maiores produtores internacionais de armas nos Estados Unidos, China, França, Rússia e Inglaterra.

Algumas destas companhias têm uma história que remonta à Segunda Guerra Mundial. Esses produtores de armas estão também ligados aos maiores setores da economia mundial como os transportes, a energia (particularmente o petróleo), comunicações e finanças.

Esta interligação de interesses torna impossível separar os interesses militares na corrente economia globalizada. Isto é muito mais verdade agora do que quando o presidente Eisenhower inventou o termo "complexo militar-industrial" na década de 1950.

As armas não respondem a nenhuma necessidade humana. Mesmo assim elas estão, em proporção à sua utilidade, entre os utensílios mais dispendiosos que uma sociedade pode produzir e uma das maiores causas de degradação ambiental no mundo. Mesmo assim, em nome da segurança, não apenas continuamos a permitir que sejam fabricadas, como tanto nós como os nossos governos continuam a comprá-las em grande quantidade.

Há muitas décadas o número de conflitos armados continua em declínio. Ainda assim, o número de vítimas desses conflitos atinge os milhões de homens, mulheres e crianças desde a Segunda Guerra Mundial. O número de soldados que são vítimas da violência armada no mundo também continua a diminuir. Hoje são as mulheres, crianças e os idosos a maioria das vítimas. Aqui entra também a questão das armas nucleares.

Com tudo o que tem sido negociado desde a Segunda Guerra Mundial sobre o desarmamento, ficamos com a impressão que as armas nucleares já não são um problema. Todavia, não podemos esquecer que existem mais de 22 mil mísseis nucleares armados e armazenados por todo o mundo. Alguns estão em submarinos com diversas ogivas. As grandes potências estão ainda numa posição de destruir grande parte da população mundial a qualquer momento. Elas estão bem cientes de que um dispositivo nuclear pode ser fabricado a partir de urânio enriquecido e transportado facilmente para qualquer parte do mundo. Ainda assim a produção de urânio enriquecido para energia nuclear e para armamento continua. Nós tendemos a pensar numa guerra nuclear na linha de algo parecido com Hiroshima.

Todavia, existem atualmente diversos conflitos armados no mundo onde armas contendo depósitos de urânio - para endurecer os bombardeios e conferir-lhes maior penetração - estão sendo usadas. A radiação afeta a saúde dos soldados e a dos civis. Neste sentido, os maiores conflitos armados no mundo são conflitos "nucleares".

Houve grandes esforços internacionais para colocar esta indústria lucrativa sob controle. Houve tratados internacionais de desarmamento nuclear (que precisam ser renovados frequentemente sob o risco de caírem em colapso); há tratados de controle da produção e venda de armas militares convencionais (artilharia pesada, aviões, tanques, etc.) e atualmente existe um grande esforço para criar um tratado internacional que estabeleça normas para a produção e transferência internacional de pequenas armas (as que podem ser transportadas por uma pessoa apenas). As Nações Unidas reúnem-se cada dois anos para rever as práticas de comércio mundial de armas e para reforçar as normas que efetivamente reduzem o risco de que armas caiam nas mãos de forças não governamentais. Na prática, a transferência internacional dessas armas é, muito frequentemente, uma dança sofisticada em volta das restrições internacionais encontrando buracos grandes como celeiros. Muitas das mais efetivas medidas de controle do mercado de armas são contrariadas pelas nações mais desenvolvidas pela pressão dos seus setores industriais-militares. Quem são os maiores produtores mundiais de armamento, aqueles que produzem e exportam a maioria das armas? São precisamente os membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas que têm o direito de veto: os Estados Unidos, a França, o Reino Unido, a China e a Rússia.

No entanto, há sinais de movimento e são dados pequenos passos. Os esforços para estabelecer normas internacionais de produção, inspeção e transporte de armas, os esforços das Nações Unidas para providenciar alternativas aos conflitos armados através de negociações, os frágeis esforços para supervisionar os cessar- -fogos, embora inadequados, abrem precedentes para novas práticas internacionais. Embora as rodas circulem muito devagar, elas circulam, e a diminuição do número de conflitos armados é um dos indicadores.

Qualquer esforço no sentido de provocar mudanças significativas no sistema econômico mundial, e nas suas instituições financeiras, terá de ter em conta os modos como as indústrias de armamentos são centrais nas estruturas de atividade econômica.

Enquanto isso, as 12 bilhões de balas e esse milhão de armas ligeiras continuam a ser produzidos todos os anos; um trilhão e meio de dólares continua a ser gasto em armamento e uma pessoa por minuto é atingido.
fonte: pravda.ru

Mubarak deixa prisão em helicóptero e é levado para hospital militar.

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Mubarak é transferido para o hospital onde cumprirá prisão domiciliar Foto: AP
Mubarak é transferido para o hospital onde cumprirá prisão domiciliar
Foto: AP

O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak saiu nesta quinta-feira da prisão de Tora, no sul do Cairo, em um helicóptero que o levou para o hospital militar de Maadi, também no sul da capital, informaram à agência EFE fontes da segurança do país.

O responsável pelo departamento de prisões do Ministério do Interior, Mustafa Baath, afirmou à agência oficial egípcia Mena que Mubarak ficará internado no hospital militar, que fica na região sul do Cairo.
Dezenas de seguidores de Mubarak e jornalistas estavam do lado de fora da penitenciária de Tora à espera da saída iminente de Mubarak. Um tribunal penal do Cairo ordenou ontem a libertação provisória de Mubarak após ele ter superado o prazo máximo para continuar em prisão preventiva.
Pouco depois, o primeiro-ministro egípcio, Hazem el Beblaui, na condição de vice-governador militar, emitiu ontem à noite um decreto para pôr Mubarak em prisão domiciliar "no marco do estado de emergência" que está em vigor no país em função da última onda de violência.
Mubarak foi preso por supostamente ter recebido presentes avaliados em milhões de libras egípcias de parte do conglomerado de instituições jornalísticas estatais "Al Ahram". O ex-líder também é processado pela morte de manifestantes na revolução de 2011 que o derrubou, pelo desvio de recursos públicos para construir e reabilitar suas mansões particulares, e por enriquecimento ilícito e prejuízo premeditado aos fundos públicos vinculados com a venda de gás a Israel.
Por estas causas, Mubarak está proibido de viajar para fora do Egito, e suas contas estão congeladas, de acordo com fontes judiciais.
Manifestante segura um cartaz com a foto de Mubarak em frente à prisão Foto: Reuters
Manifestante segura um cartaz com a foto de Mubarak em frente à prisão
Foto: Reuters
Manifestante segura um cartaz com a foto de Mubarak em frente à prisão
Foto: Reuters
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Militar americano pede desculpas por massacre de 16 civis no Afeganistão.

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Fotografia do sargento Robert Bales, de 23 de agosto de 2011, liberada pelo Exército americano Foto: AP
Fotografia do sargento Robert Bales, de 23 de agosto de 2011, liberada pelo Exército americano: foto AFP.

Um militar norte-americano condecorado que matou 16 civis afegãos desarmados no ano passado pediu desculpas na quinta-feira perante a Justiça, descrevendo os crimes como "um ato de covardia".
O sargento Robert Bales, que passou quatro temporadas em combate no Iraque e Afeganistão, confessou em junho o massacre de março de 2012 na província de Kandahar, que teve como vítimas principalmente mulheres e crianças. A confissão o poupou da pena de morte, e cabe agora a um júri composto por seis militares decidir se ele será sentenciado à prisão perpétua, ou se terá direito a sursis após 20 anos.
A defesa alegou que Bales sofreu uma crise nervosa devido à pressão da sua missão final ao Afeganistão, e que mesmo antes de ir para lá ele já sofria de transtorno do estresse pós-traumático e lesão cerebral. "Lamentar não é bom o bastante, mas lamento", disse Bales na audiência de quinta-feira num quartel no Estado de Washington, no oeste dos EUA. "O que eu fiz foi um ato de covardia."
fonte: terra.com.br

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Zimbabwe: Mugabe Jurado para mais um mandato.

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O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, foi empossado para um novo mandato, que se estenderá aos seus 33 anos no poder por mais cinco anos.

Quinta-feira, 22 de agosto de 2013, a cerimônia de posse do líder de 89 anos de idade tinha sido adiada por um desafio eleitoral do partido MDC do rival Morgan Tsvangirai.

O MDC disse que a votação de 31 de julho foi fraudada. No entanto, na terça-feira, o Tribunal Constitucional rejeitou o desafio do partido da oposição.

O então primeiro-ministro Tsvangirai disse que não tinha planos de participar da tomada de posse desta quinta-feira. O porta-voz Tsvangirai disse que a eleição foi "roubada" e o primeiro-ministro não poderia participar de uma festa organizada por "ladrões".

Mugabe governa o Zimbabwe desde que o país conquistou a independência em 1980.

Seu partido ZANU-PF e o MDC foram previamente os principais partidos em um governo de partilha de poder formado sob pressão da SADC após as disputadas violentas nas eleições de 2008.

fonte: allafrica.com

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Você tem uma idéia para movimentar a África?

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Relatório Mensal sobre a África realizou uma pesquisa intitulada "30 idéias movem África".
Ecoliers, le 18 juillet 2013, Afrique du Sud.REUTERS/Mujahid Safodien

A África já está se movendo. Ela cria, inova, compromete-se. Mas os obstáculos impedem suas ambições de crescimento e desenvolvimento. O Relatório Mensal sobre a África, apoiado pelo website Jeune Afrique publicou recentemente uma lista de 30 ideias que podem mover a África. Nós selecionamos aquelas que parecem sintomáticas aos desafios do continente.

Um visto Africano

Uma simples solicitação de visto às vezes pode se transformar em um verdadeiro calvário. No continente, muitos países continuam a praticar uma política drástica de controle de fronteiras. Fora da Comunidade Económica da África Ocidental (CEDEAO) e, mais recentemente, a Comunidade  Leste Africano (EAC), a maioria dos estados exigem um visto a seus visitantes africanos, diz o semanário Jeune Afrique.

Promoção da cultura Africana

Como na França ou nos Estados Unidos, os países do continente poderiam estimular e promover a sua cultura. Autores, músicos, cineastas africanos devem receber assistência e revezamento na sociedade. As gerações mais jovens podem ser mais facilmente absorvedores de referências africanas. "Porque, se a partir de Dakar para Niamey passamos por Abidjan, muitas gerações que cresceram lendo Corneille, Victor Hugo e Voltaire, as iniciativas se multiplicariam para apoiar a produção de conteúdo local", acrescentou o semanário.

A escola

Na África, os jovens não estão faltando. Eles são os únicos que fazem este continente uma região do mundo de futuro. Mas estes são os mesmos jovens que são afetados pelo desemprego. Se um posto de trabalho técnico se abre, os jovens africanos nem sempre estão qualificados para vencer. "De acordo com a Organização (UNESCO) Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, menos de 5% dos africanos se inscrevem em programas de formação técnica ou profissional." Formação da Juventude é prioridade. O Marrocos, por exemplo, tenta lançar um plano de industrialização nos setores automotivo e aeronáutica.

Boas estradas

De acordo com o relatório mensal da África, seria necessário gastar €75 bilhões de euros por ano durante a próxima década para que as infra-estruturas do continente sejam ajustadas ao padrão. O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) propôs o uso das reservas da África para garantir o investimento privado em infra-estruturas. Um fundo denominado Africa50 foi criado e com um montante de 38 bilhões de euros para fazer avançar os locais mais importantes.

Por: Lu Young Africa

fonte: Slate Afrique


Nigéria: Jogar futebol pode fazer faíscas.

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Esta é a incrível invenção de uma jovem nigeriana: um balão de futebol gerador de energia.
Julia Silverman (e) e Jessica O Matthews (d), duas das criadoras  da bola que gera energia - Marcos de Paula/AE
Julia Silverman (e) e Jessica O Matthews (d), duas das criadoras da bola que gera energia


Jessica Mathew, uma nigeriana de 25 anos de idade, apresentou em 16 de agosto a sua idéia "brilhante" ao presidente Goodluck Jonathan, relata o Daily Trust. Ele vem em duas versões: uma bola de futebol e uma corda de pular, cuja utilização gera eletricidade.

Após 30 minutos de jogo, esse balão mágico poderá produzir três horas de eletricidade. A energia pode também ser armazenada durante três dias, precisou o site. De acordo com o artigo, esta inovação permite fazer funcionar os eletrodomésticos, mas também para iluminar casas durante falhas de energia.

Uma nativa do Estado de Edo, a jovem menina estudou economia e psicologia na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, diz o jornal. Ela, então, se interessou por adequar ela mesma, a engenharia mecânica e elétrica na sua invenção.

É a popularidade desse desporto que levou-a a escolher uma bola de futebol como o objeto de suas experiências: "Qualquer homem da rua vai querer bater uma bola", disse Jessica Mathew a Daily Trust.

De acordo com a pesquisadora, a sua invenção tem uma vida útil de um ano e meio, mais do que bolas de futebol "clássico"! Já utilizado nos Estados Unidos, essas bolas do futuro devem em breve ser lançado no mercado nigeriano, assim espera Olusegun Asanga, o Ministro do Comércio e Investimento.

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Imagine poder contribuir com a geração de energia elétrica enquanto se joga futebol. Em uma época em que atenções se voltam para ideias de sustentabilidade e para a busca por fontes renováveis de energia, estudantes universitários nos Estados Unidos criaram um inusitado instrumento gerador de eletricidade: uma bola de futebol.
Um mecanismo interno acoplado a uma bola funciona como um motor: conforme ela rola, esse mecanismo também gira e produz e captura a energia cinética gerada.
Meia hora de jogo basta para garantir 3 horas de funcionamento de uma lâmpada de LED ou carregar a bateria de um celular.

Batizado de soccket – junção das palavras soccer (futebol) e socket (conector de tomada) –, o invento surgiu quando as amigas Jessica Matthews e Julia Silverman estudavam em Harvard.

Embora fossem alunas de ciências sociais (Jessica estudava psicologia social e economia, e Julia, antropologia), no final de 2008 elas decidiram se matricular numa aula de engenharia.

Surgiu então a vontade de contribuir com comunidades carentes. “Eu visito o meu povoado algumas vezes por ano e tenho visto em primeira mão a beleza do futebol no mundo em desenvolvimento”, disse Jessica, descendente de nigerianos. “Com esse entendimento sobre o poder desse jogo, começamos a desenhar o primeiro protótipo.”

Após um pequeno apoio financeiro da universidade durante os primeiros testes, elas investiram recursos próprios nos últimos quatro anos para chegar a uma versão de produção em massa. Atualmente contam com doações de empresas privadas e ONGs. “Por U$60 é possível patrocinar uma sOccket e uma lâmpada para uma criança.”

Nos próximos meses, serão distribuídas 7,5 mil bolas. O invento está sendo testado na Nigéria, África do Sul, Haiti, Espanha, México, El Salvador e Libéria. Até o fim do ano, novas bolas chegarão a países como Honduras, Benin e Brasil.

“Estamos em contato com parceiros potenciais para avaliar o processo de produção, distribuição e venda no Brasil”, disse Jessica. A expectativa é de que o invento esteja no mercado até o fim do ano, para venda no site unchartedplay.com. O preço de venda não foi definido.

Jéssica está no País para a TEDxRio+20, que integra o Humanidade 2012, um evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. “Com a minha palestra na TEDxRio+20, espero apoiar os objetivos da conferência, inspirando as pessoas a perceberem que a sustentabilidade é não só vital, mas divertida também.”

fonte: estadao.com.br


Angola: Discrepâncias nos pagamentos de bolsas.

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Contrariamente aos que ainda não receberam qualquer pagamento, por ausência das listas dos aprovados como bolseiros no presente ano lectivo, muitos estudantes também têm sido confrontados com valores diferentes daqueles a que têm direito.
De acordo com informações apuradas por este jornal, a direcção do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo estabeleceu diversos tipos de bolsas, que estão discriminadas em séries identificadas com letras do alfabeto.
Segundo apuramos, por exemplo, quem está com bolsa do tipo A a nível interno recebe aproximadamente 100 mil kwanzas, o mesmo que um bolseiro no exterior do país.
Trata-se de um montante que pode ser repartido por quatro ou três indivíduos das séries que receberem quantidades mais exíguas, como aqueles que auferem apenas 25 mil Kwanzas mensalmente.
Ainda assim, de acordo com relatos a que tivemos acesso, muito estudantes não têm recebido na totalidade os montantes a que têm direito.
“Antes de mais nada recebam os meus calorosos cumprimentos. Sou bolseiro interno e estudante do Instituto Superior Politécnico Jean-Piaget-Benguela e a minha preocupação é a seguinte: sabendo que o INABE começou a fazer os respectivos depósitos nas contas dos bolseiros, encontrei (isto em minha conta) um valor que não coincide com a minha série”, explicou VF. 
BOLSEIROS NO BRASIL DESEJAM AUMENTO DO COMPLEMENTO DE BOLSAS
Estudantes enviados pelo Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (IGNABE) ao Brasil esperam que esta instituição aumente o valor do complemento de bolsa que lhes é atribuído.
De acordo com uma nota a que tivemos acesso, cada um dos estudantes enviados para este país sul-americano recebe do governo bimensalmente mil dólares norte-americanos, o equivalente a dois mil reais.
Além dos constantes atrasos que têm existido para receberem o montante, os bolseiros dizem mesmo que o valor em causa é insuficiente devido ao custo de vida no Brasil, que é muito elevado.
“Com isso, os estudantes têm passado por várias dificuldades e até mesmo por situações humilhantes, por falta de recursos financeiros suficientes e em altura de cobrir até mesmo as nossas primordiais necessidades, como alimentação condigna, saúde, vestuário, material escolar, aluguel de moradias, água, energia eléctrica e outras despesas inerentes a nossa vivência aqui”, explicaram os estudantes.
Dirigindo-se ao director do IGNABE, Miranda Lopes Miguel, os jovens esperam que se regularize o prazo de pagamento do complemento da bolsa, tendo em conta que os atrasos têm sido um dos motivos do descalabro de alguns deles, porque acabam endividados com os bancos, senhorios e fornecedoras de serviços e bens, como condomínio, internet, gás, água e luz.
Os estudantes que se encontram nas universidades situadas em Brasília revelaram que os dois mil reais auferidos bimensalmente é gasto em aluguel (700 reais), IPTU (46 reais), condomínio (46), água (65), energia (45), internet (74) e gás (50).
Despendem ainda para a alimentação (350 reais), material didáctico (120) e extras-saúde, vestuário (360). No total cada um gasta 1856 reais, restando pouco menos de 100 reais para qualquer situação que venha a ocorrer.
Os queixosos alertam que o custo de vida no país em que se encontram varia tendo em conta o seu extenso território. Há regiões em que a situação é mais difícil para os estudantes angolanos que lá se encontram.
“Sabemos também que os estudantes bolseiros do IGNABE em outros países, como por exemplo a Rússia e Alemanha já auferem um complemento de bolsa maior em função disso e não só. Nós, os estudantes aqui no Brasil solicitamos igualmente que sejam atendidas as nossas preocupações, principalmente sobre os atrasos que nos têm frustrado muito”, remataram.

fonte: OPAIS

Cuba: Convocada vigília em frente da Casa Branca a favor dos antiterroristas cubanos.

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Washington.— Uma vigília em frente da Casa Branca foi convocada para o próximo dia 12 de setembro, 15o aniversário da prisão nos EUA de cinco lutadores cubanos contra o terrorismo, condenados num julgamento irregular realizado em Miami.

Durante a jornada pacífica se pedirá ao presidente Barack Obama que devolva a sua Pátria a Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Fernando González, ainda confinados em cárceres federais, destaca um comunicado do Comitê Internacional pela Libertação dos Cinco, promotor da iniciativa.
Os participantes se apostarão nas proximidades da mansão executiva com consignas como “Já é suficiente”, “Fim à Injustiça”, “Não mais impunidade” e “Liberdade dos Cinco Cubanos Agora”, para chamar a atenção sobre o caso.
Também, integrantes do Comitê Internacional e outros amigos solidários visitarão a sede do Congresso para acompanhar as visitas realizadas a vários legisladores em junho, durante o programa de atividades da segunda jornada ‘Cinco Dias pelos Cinco Cubanos’, em Washington DC.
De igual forma se prevê que de 11 a 17 de setembro o autor canadense Stephen Kimber fale em sete eventos públicos na costa leste do país acerca de seu mais recente livro “O que há do outro lado do mar: A verdadeira história dos Cinco Cubanos”, precisa o comunicado.
Kimber estará junto ao prestigioso estadunidense, filósofo e politicólogo Noam Chomsky em Boston, capital de Massachusetts, e com o integrante da equipe legal dos Cinco, Martin Garbus, na cidade de Nova York.
O livro é resultado dum extenso trabalho de pesquisa que incluiu a revisão, por parte do autor, de mais de 20 mil páginas de registros judiciais do caso.
Especialistas indicaram a irracionalidade das condenações que cumprem Hernández (dupla prisão perpétua mais 15 anos), Labañino (30 anos), Guerrero (21 anos mais 10 meses e cinco anos de liberdade supervisionada) e González (17 anos e nove meses).
Entretanto, René González cumpriu sua sentença em 2011, passou a regime de liberdade supervisionada e está em Cuba após uma sessão judicial que levou como condição a perda de sua cidadania estadunidense.
O Comitê Internacional advertiu, de forma reiterada, que as ações a favor da libertação destes homens devem aumentar.
Um painel da Organização das Nações Unidas questionou, em maio de 2005, a detenção ilegal e arbitrária dos lutadores antiterroristas cubanos, segundo concluiu então num histórico veredicto que sugeriu remediar de imediato essa situação, embora até hoje o governo estadunidense não tenha feito nada para solucioná-lo. (PL)
 
fonte: granma.cu

Costa do Marfim: Campanha para a Educação - Asalfo move dez artistas africanos de renome para Abidjan.

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Education
© Abidjan.net por Serges T
Educação - Asalfo convida artistas africanos em Abidjan para realizar um acto.
A convite do embaixador Asalfo da Unesco, vários artistas africanos (Kojo Antwi, Maleya X, J Martins, Alif Naaba Awadi ....) estão em Abidjan desde terça-feira, 21 agosto de 2013 para o `registro` de um acto para a educação em África.

Awadi (Senegal), X Maleya (Camarões), Kojo Antwi (Ghana), J. Martins (Nigéria), Alif Naaba (Burkina) ... estão no solo da Costa do Marfim desde terça-feira, 20 de agosto de 2013. Estes renomados artistas africanos que se juntarão a Eric Barbara Kanam, Pierrette Adam´s, Eric Patron ...... responderam assim a um convite de Asalfo para participar no desenvolvimento de uma campanha de segurança para a educação em África. O vocal principal do grupo Magic System realiza assim um sonho caro de edificar um projeto no qual ele ocupa a função  de embaixador de projeto da Unesco. Durante dois dias, as nossas estrelas vão, portanto, realizar a gravação da música e as filmagens do filme feito inteiramente em Abidjan. O single será apresentado oficialmente no dia 9 de setembro pela Unesco após o que se seguirá uma série de concertos no país de origem dos diferentes artistas participantes. Todos os recursos, direitos, royalties, lucros .... a partir deste projeto será totalmente doado a Unesco para projetos de desenvolvimento da educação no continente.

fonte: abidjan.net

Mali: Por que IBK não ganhou em Tombouctou?

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IBK, le nouveau président du Mali.
IBK, o novo presidente do Mali.

Indo contra a tendência dominante, que deu ao Ibrahim Boubacar Keita (IBK) uma vitória presidencial esmagadora no Mali, a região Tombouctou é a única que preferiu Soumaila Cisse. Em parte, pelo reconhecimento revelado pelos jovens do país, mas também pela confiança no novo presidente, cujo tom firme é percebido como um obstáculo para a reconciliação entre as comunidades.
Terça-feira, 20 de agosto, o Tribunal Constitucional validou os resultados da segunda rodada presidencial do Mali, confirmando os dados provisórios divulgados quinta-feira passada. Ibrahim Boubacar Keita ganha esmagadoramente com (77,62% dos votos) sobre seu rival Soumaila Cisse que obteve (22, 38%). É uma onda em favor do ex-primeiro-ministro que é mostrada em todas as regiões do país. Todas, exceto uma: a de Tombouctou.
Nos cinco círculos que se compõem, o candidato a eleição do Mali pelo partido (RPM) obteve 45,2% dos votos contra 54,8% do seu rival do partido União para a República e Democracia (URD). A pontuação que se explica em parte pela origem de Cissé, um nativo de Timbuktu, onde ele é largamente visto como o filho do país.

Nenhum presidente "nortista"
Quando estava à frente da Comissão da UEMOA (2003-2011), Cissé também criou vários projetos importantes que têm aumentado sua popularidade na região. "Nós vamos relembrar os furos em Gourma feitos por Soumaila Cisse, o apoio as cooperativas dos agricultores, incluindo o fornecimento das sementes, grupos de motobombas ...", disse Abdel Hamid Maiga, coordenador da URD para Tombouctou.
E mesmo que os dados étnicos não sejam fundamentais na política do Mali, os políticos regionais, por vezes, têm na sua origem uma importância decisiva. Nunca alguma personalidade política originária das três regiões do norte, menos povoadas do que o Sul, governou o país depois da independência. O mais "nordestista" dos ex-Presidentes Amadou Toumani Toure (ATT) foi realmente do Centro (Mopti), embora muitos malianos acreditam que o Sul começa em Ségou (240 km de Bamako) e não em Tombouctou.
Mas o problema para "Soumi" é sobretudo não ter conseguido recolher votos para além da sua região de origem. Apesar de ter nascido em Koutiala (Sul), IBK ganhou grande sucesso na região de Gao (Norte): 65,1% dos votos contra 34,9% para seu rival. Ainda assim, o fracasso - de - IBK em Tombouctou não se explica por enraizamento de Cisse. Número de eleitores têm igualmente colaborado para sancionar a imagem da força que é veiculada pelo novo presidente.
Mosaico cultural
Na verdade, os métodos ou propostas de IBK quando ele foi primeiro-ministro (1994-2000) permanecem em nossas memórias. Na época, elas contribuíram  para forçar uma imagem de um homem forte julgado por seus adversários arrogantes. Um caráter que hoje personaliza o Mali, embora o consenso tido na era ATT é julgado como responsável pela crise. Mas é precisamente esse ativismo - às vezes estranho - o que é temido até em Tombouctou, onde o mosaico cultural (principalmente Songhay, Fulani, tuaregues e árabes) é tão antiga quanto frágil.
"Eu votei em Soumi, como IBK é rancoroso e emprega um tom seco", argumenta Mahamane Djitteye, um jovem de Tombouctou que aspira, como muitos moradores da cidade de 333 santos, a paz e a reconciliação entre comunidades. "Em Tombouctou, a população negra não pode viver sem os brancos e vice-versa, diz um griot famoso na cidade. Nós vamos precisar de desenvolvimento, perdão e não de um homem assumi os seus compromissos." IBK, ele vai mentir para seus críticos?

fonte: jeuneafrique.com

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