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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

terça-feira, 27 de junho de 2017

ANGOLA: A LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA GUERRA À CORRUPÇÃO.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos da América, Paul Ryan, apelou hoje ao fim das acusações contra Rafael Marques e Mariano Lourenço por parte do Ministério Público (MP) de Angola.

“Aliberdade de expressão é uma forma básica de controlo da corrupção”, escreveu na rede Twitter o líder republicano no Congresso norte-americano.
“Deixem cair a acusação contra Rafael Marques de Morais e Mariano Brás Lourenço”, acrescentou Paul Ryan no post publicado na rede de mensagens ‘online’.
O MP angolano acusou, no passado dia 21, Rafael Marques de crimes de injúrias e ultraje a órgão de soberania, após uma queixa do Procurador-Geral da República por uma notícia publicada por aquele jornalista angolano.
Em causa está uma notícia de Novembro de 2016, colocada no portal de investigação jornalística Maka Angola, com o título “Procurador-Geral da República envolvido em corrupção”, que denunciava o negócio alegadamente ilícito realizado pelo Procurador João Maria de Sousa, envolvendo um terreno de três hectares em Porto Amboim, província do Cuanza Sul, para construção de condomínio residencial.
“Ao longo do exercício da função de Procurador-Geral da República, o general João Maria Moreira de Sousa tem demonstrado desrespeito pela Constituição, envolvendo-se numa série de negócios”, refere a notícia de Rafael Marques, acrescentando que esse comportamento tem contado “com o apadrinhamento do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que lhe apara o jogo”.
“Aqui aplica o princípio informal e cardeal da corrupção institucional em Angola, segundo o qual uma mão lava outra”, escreve ainda a acusação do MP, citando a notícia em causa.
Esta notícia deu origem a uma participação criminal contra o jornalista angolano e, refere igualmente a acusação do MP, no decurso das diligências realizadas foi possível apurar junto do departamento do Instituto Geográfico e Cadastral de Angola (IGCA) no Cuanza Sul, que o ofendido, o Procurador-Geral da República, “efectivamente requereu e lhe foi deferido o título de concessão do direito de superfície” do terreno em causa a 25 de maio de 2011.
Contudo, “passado um ano, por falta de pagamento dos emolumentos, o contrato atrás referido deixou de ter validade, tendo deste modo o ofendido João Maria Moreira de Sousa perdido o título de concessão do direito de superfície a favor do Estado”, diz a acusação.
A notícia em causa aludia a uma eventual violação do “princípio da dedicação exclusiva” estabelecido pela Constituição angolana e que impediria que os magistrados judiciais e do MP exerçam outras funções públicas ou privadas, excepto as de docência e de investigação científica de natureza jurídica.
“Como se vê na acusação, não conseguem desmentir que ele não comprou o tal terreno. O que dizem agora é que não pagou os emolumentos e portanto o terreno já não é dele. A notícia continua a ser válida”, reagiu na semana passada Rafael Marques.
A acusação, que visa ainda o director do jornal angolano “O Crime”, Mariano Lourenço, que republicou a notícia em causa, refere a “violação” de princípios da “ética e da deontologia profissional”, que se traduzem em “responsabilidade civil, disciplinar e/ou criminal”.
“Levaram estes meses todos para apresentar este argumento, mas isso não altera absolutamente nada. O problema não é se ele continuava com o terreno ou não, o problema é que adquiriu o terreno de forma ilegal”, acrescentou Rafael Marques.
São ambos visados num crime de injúrias contra a autoridade pública, ao abrigo do Código Penal, e outro de Ultraje ao órgão de soberania, pelas observações na mesma notícia ao Presidente da República, este previsto na Lei dos crimes contra a Segurança do Estado.
“Eu escrevi que o Presidente protege os corruptos. Não só reitero, como reafirmo que o Presidente é o padrinho da corrupção em Angola”, acusou ainda Rafael Marques.

O famoso artigo

Eis, na íntegra, o artigo em questão e que o Folha 8 também aqui publicou no dia 26 de Outubro de 2016:
«O procurador-geral da República de Angola, general João Maria Moreira de Sousa, é concessionário de uma parcela de terreno de três hectares para a construção de um condomínio residencial com vista para o mar, no município do Porto-Amboim, província do Kwanza-Sul.
É certo que, provavelmente, a crise económica vai pôr na gaveta os planos imobiliários do PGR, mas isso não invalida que se levantem questões fundamentais acerca da probidade do principal magistrado responsável pelo zelo da legalidade no país.
A 25 de Maio de 2011, conforme documentos em posse do Maka Angola, o general João Maria Moreira de Sousa assinou, na qualidade de superficiário, o contrato de concessão do direito de superfície do referido terreno, na localidade de Tango, sob o processo nº 144-K/11: “Uma parcela de terreno rural, com a área de 3HA (hectares), para a construção de um condomínio, no lugar denominado Tango, comuna sede, município do Porto-Amboim (…).” O terreno situa-se junto ao Hotel Diamond, à entrada da vila do Porto-Amboim.
O procurador-geral teve de pagar apenas 600 mil kwanzas pelo terreno, porque este foi considerado rural, ainda que se destinasse a uso urbano.
A 10 de Outubro, o Maka Angola enviou ao general João Maria de Sousa 13 perguntas, para que ele se pronunciasse sobre o negócio do condomínio que pretende construir no Kwanza-Sul e sobre a forma como obteve directamente o terreno, durante o exercício do cargo de PGR. O magistrado ignorou a correspondência que recebeu, e não respondeu. O Maka Angola publica agora, no final deste texto, as referidas questões.
A Constituição atribui à PGR a representação do Estado no exercício da acção penal, da defesa dos direitos pessoais e da defesa da legalidade. A mesma Constituição refere que o cargo de PGR é incompatível com o exercício de outras actividades.
Segundo o analista jurídico do Maka Angola, Rui Verde, o que está em causa é a violação do “princípio da dedicação exclusiva” estabelecido pela Constituição. Esse princípio impede que os magistrados judiciais e do Ministério público exerçam outras funções públicas ou privadas, excepto as de docência e de investigação científica de natureza jurídica.
“A lei é muito clara: qualquer actividade de natureza privada está vedada ao PGR. Apenas se autoriza o ensino e a investigação científica, desde que não afectem o serviço, o que aliás nem será concebível para um procurador-geral da República. Serviço não lhe falta”, explica Rui Verde.
O analista afirma que o princípio de exclusividade se prende com a salvaguarda do princípio de autonomia do PGR “enquanto elemento pessoal de Direcção do Ministério Público, o qual só pode receber instruções do presidente da República naquilo que se refere à representação do Estado”. E aqui se coloca uma questão pertinente: o general João Maria de Sousa terá recebido instruções do presidente José Eduardo dos Santos para se dedicar ao negócio imobiliário?
“O sentido do princípio está não apenas em impedir que o PGR se disperse por outras actividades, pondo em risco a sua função, mas também em evitar que ele crie dependências profissionais ou financeiras que ponham em risco a sua autonomia”, assevera Rui Verde.
A autonomia obriga o PGR a vincular-se a critérios de legalidade e objectividade, e a incompatibilidade dos magistrados tem como objectivo, em boa parte, não criar dependências financeiras.
O analista jurídico sublinha que qualquer actividade para além da magistratura e da docência ou investigação científica na área do direito, com o propósito de dela auferir proventos ou remunerações, é manifestamente proibida.
“O PGR pode comprar um terreno para edificar uma casa para ele e para a sua família. Pode comprar um automóvel, pode comprar um barco”, esclarece o analista. “Não pode é dedicar-se a outras actividades que impliquem ou sejam similares a uma actividade profissional e das quais queira obter uma remuneração: promotor imobiliário; consultor jurídico de privados; administrador de empresas; comissionista de negócios, fazendeiro, etc.”, remata.

PGR useiro e vezeiro

Ao longo do exercício da função de PGR, o general João Maria de Sousa tem demonstrado desrespeito pela Constituição e pelas leis vigentes no país, envolvendo-se numa série de negócios. Nesse seu comportamento, tem contado com o apadrinhamento do presidente da República, José Eduardo dos Santos, que lhe apara o jogo. Aqui se aplica o princípio informal e cardeal da corrupção institucional em Angola, segundo a qual “uma mão lava a outra”. Os corruptos protegem-se entre si, e a magistratura serve apenas para conferir um ar de legitimidade aos corruptos, além de punir os mais fracos e aqueles que se pretende excluir.
A 13 de Agosto de 2009, endereçámos uma carta ao presidente da República denunciando a actividade empresarial do PGR. Também aqui, não obtivemos resposta.
Essa actividade empresarial passava pela empresa Imexco, na qual o PGR desempenhava a função de sócio administrador. O presidente do Tribunal Supremo Militar, general António Neto “Patonho”, também é sócio da mesma empresa.
O procurador-geral da República prestava também, na altura, assessoria jurídica, consultoria e auditoria privadas através da sua empresa Construtel, Lda. Para além da Deljomar Lda., dedicada à construção civil e ao comércio geral, na qual integrava a Assembleia-Geral, o PGR exercia cumulativamente a função de gerente da Prestcom – Prestação de Serviços e Comércio Geral, Lda.
Na carta ao presidente, escrevemos, e agora reiteramos: “A falta de medidas contra os indivíduos que abusam dos seus cargos para enriquecimento pessoal pode fragilizar Vossa Excelência, expondo-o como principal responsável pelos males causados à sociedade angolana por abusos de poder, corrupção, má gestão e saque do património do Estado.”
Rafael Marques de Morais, vem, na qualidade de jornalista, apresentar ao Procurador-Geral da República um questionário respeitante aos factos abaixo descritos.
No sentido de garantir a liberdade de expressão, de informação e de contraditório, considerando a concessão que V. Exa. obteve do Governador da província do Kwanza-Sul, Serafim Maria do Prado, em 25 de Maio de 2011, referente a uma parcela de terreno rural de três hectares para construção de um condomínio no lugar denominado Tango, Comuna Sede, Município de Porto Amboim, vimos colocar as seguintes questões:
1. O contrato de concessão refere-se a um terreno rural. O título de concessão refere-se a terreno suburbano. Qual a verdadeira natureza do terreno que lhe foi concedido? Qual é a base legal para existir “um terreno rural para construção de condomínio”? Não se trata de uma contradição nos termos?
2. O valor da propriedade (600.000 kwanzas) foi calculado tendo por base a classificação de terreno rural? Considerando que está a ser construído um condomínio no terreno, não deveria este ser avaliado como urbano e, portanto, com um valor muito mais elevado?
3. O terreno estava desocupado ou foi preciso utilizar a força para tomar posse do mesmo?
4. Em que fase se encontra a construção do condomínio?
5. Já foram vendidos lotes ou apartamentos do condomínio?
6. Qual a ligação da concessão e da construção do condomínio ao exercício das funções de Procurador-Geral da República?
7. Não vigora para o exercício do cargo de Procurador-Geral da República o princípio da dedicação exclusiva?
8. Não proíbe a lei expressamente que o Procurador- Geral (aliás, qualquer Procurador) exerça qualquer outra função pública ou privada, excepto a docência ou investigação científica (desde que não prejudique o serviço)?
9. Receber terras e construir um condomínio é uma actividade de docência ou de investigação científica?
10. Empreender a construção de um condomínio não coloca o Procurador-Geral dependente de financiamentos, perturbando a sua independência?
11. Não considera o Procurador-Geral que, ao desenvolver negócios privados no imobiliário, está a violar a lei e o princípio da dedicação exclusiva?
12. Estando a violar a lei, e como principal garante da legalidade em Angola, não deveria demitir-se?
13. Tendo em conta que recebeu a concessão de um terreno de um governador com o fim de aí construir um condomínio, está disponível para pedir a nomeação de uma Comissão de Inquérito que investigue a sua actuação?»


Folha 8 com Lusa e Maka Angola

ANGOLA: COLONOS FAZIAM MELHOR DO QUE FAZ HOJE O… MPLA

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agricultura-angola

Praticamente 93% das exportações angolanas em 2016 foram de petróleo bruto, que aumentaram mais de 3.500 milhões de euros face a 2015, mas o país ainda necessitou de importar produtos agrícolas, que representam 10% do total. E assim também se vê o que o MPLA fez a Angola nos últimos 42 anos.

Os dados constam do anuário do comércio externo de 2016, elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), sendo que em todo o ano as vendas de crude ao exterior ascenderam a 4,466 biliões de kwanzas (24,1 milhões de euros), um aumento homólogo de 17%.
Angola continua desta forma fortemente dependente das receitas com a exportação de petróleo, apesar do crescimento que o sector agrícola tem registado. De 2015 para 2016, as exportações de produtos agrícolas aumentaram 44,79%, mas não passaram dos 17.858 milhões de kwanzas (96,5 milhões de euros), equivalente a uma quota de 0,37% do total.
Em Maio de 2016 foi exportado um lote de 17 toneladas de bananas de Angola, a partir do porto do Lobito, para Portugal, mais de 40 anos após a última venda angolana desta fruta para a Europa. Para mais esclarecimentos basta ver os dados relativos ao período que antecedeu a tomada do poder pelo MPLA.
Por mera curiosidade registe-se que, enquanto província ultramarina de Portugal, até 1973, Angola era auto-suficiente, face à diversificação da economia.
Era o segundo produtor mundial de café Arábico; primeiro produtor mundial de bananas, através da província de Benguela, nos municípios da Ganda, Cubal, Cavaco e Tchongoroy. Só nesta região produzia-se tanta banana que alimentou, designadamente a Bélgica, Espanha e a Metrópole (Portugal) para além das colónias da época Cabo-Verde, Moçambique, Guiné-Bissau e Sã Tomé e Príncipe.
Era igualmente o primeiro produtor africano de arroz através das regiões do (Luso) Moxico, Cacolo Manaquimbundo na Lunda Sul, Kanzar no Nordeste Lunda Norte e Bié.
Ainda no Leste, nas localidades de Luaco, Malude e Kossa, a “Diamang” (Companhia de Diamantes de Angola) tinha mais 80 mil cabeças de gado, desde bovino, suíno, lanígero e caprino, com uma abundante produção de ovos, leite, queijo e manteiga.
Na região da Baixa de Kassangue, havia a maior zona de produção de algodão, com a fábrica da Cotonang, que transformava o algodão, para além de produzir, óleo de soja, sabão e bagaço.
Na região de Moçâmedes, nas localidades do Tombwa, Lucira e Bentiaba, havia grandes extensões de salga de peixe onde se produzia, também enormes quantidades de “farinha de peixe”, exportada para a China e o Japão.
A banana foi proveniente da tradicional região do Culango, da fazenda agro-industrial Bacilin, província de Benguela, e foi embarcada ainda verde, após garantida a certificação pelos dois países.
Trata-se de um principais produtos de aposta para exportação em Angola, nomeadamente a originária das províncias do Bengo e de Benguela, que já é exportada para a República Democrática do Congo, e trocas comerciais reforçadas já em 2017, com outros produtores a venderam para a Europa.
No plano inverso, e apesar das conhecidas (por todos, com excepção dos peritos políticos do regime) potencialidades agrícolas, 10,44% do volume de importações angolanas foram de produtos agrícolas, no valor de 211.270 milhões de kwanzas (1.140 milhões de euros), uma quebra de 4,32% face a 2015.
Apesar de ter sido o maior produtor de petróleo em África durante o ano de 2016, com cerca de 1,7 milhões de barris por dia, a reduzida capacidade de refinação de Angola obrigou à importação de 121.821 milhões de kwanzas (quase 660 milhões de euros), um peso de 6% do total das compras angolanas ao exterior, representando, ainda assim, uma quebra de 26,85% face ao total do ano de 2015.
A importação de produtos alimentares desceu 22,89% em 2016, para 103.644 milhões de kwanzas (560,5 milhões de euros), equivalente a 5,12% do total.
Globalmente, as exportações angolanas aumentaram 18,76% em 2016, para um volume de negócios total de 4,803 biliões de kwanzas (25,9 mil milhões de euros), enquanto as importações caíram 22,37%, para 2,024 mil milhões de kwanzas (10,9 mil milhões de euros).
Em 2016, a balança comercial de Angola, incluindo ainda reimportações e reexportações, registou um saldo positivo de 2,779 biliões de kwanzas (15 mil milhões de euros), praticamente o dobro face ao resultado de 2015.
Quando, em Fevereiro de 2014, o ministro da Economia, Abrahão Gourgel, inaugurou em Luanda a primeira fábrica de alimentos compostos para animais, na fazenda Pérola do Kikuxi, ficou a saber-se que que iria aumentar substancialmente a produção de ovos em Angola.
Finalmente, pensou-se, o país compreendeu que a mulher mais rica de África, a multimilionária Isabel dos Santos, tinha razão quando, ainda criança, começou a vender ovos nas ruas de Luanda.
Assim, na altura, a aposta sai reforçada com a promessa, já então velhinha, de que era urgente diversificar a economia. Assim, a Angolaves queria voltar a ser líder na produção de ovos, numa altura em que intensificava a produção de milho, bagaço de soja, farinha de peixe, ração e pintos e tinha um aviário que albergava 15 naves onde se encontravam cerca de 336 mil aves.
Há quem diga que, afinal, Isabel dos Santos (a princesa do clã de sua majestade o rei emérito José Eduardo dos Santos) teve e tem um sucesso estrondoso não pelos ovos mas pela proximidade em relação ao poder, sobretudo no que diz respeito ao acesso aos negócios. Más línguas. Aliás, a escolha para PCA da Sonangol, pelo seu pai, foi prova disso…
“O que explica o sucesso de Isabel dos Santos, assim como outras entidades, não só em Angola, é a proximidade do poder para os negócios. Não são precisos meios obscuros, basta o acesso aos negócios”, afirmou em 2015 Filipe S. Fernandes, autor do livro “Isabel dos Santos — Segredos e poder do dinheiro”.
Regressemos a Fevereiro de 2014. “São projectos como estes que permitem impulsionar a nossa economia e melhorar os níveis de produção interna, reduzindo as importações”, referiu o ministro Abrahão Gourge que, por lapso, se esqueceu também de referir que este sinal de progresso se deve ao espírito estratégico e inovador de sua majestade o rei emérito José Eduardo dos Santos.
Na mesma ocasião, o consultor do ministro da Economia, Licínio Vaz Contreiras, disse que o programa “Angola Investe” previa atingir 70% das necessidades do mercado em ovos até final do ano (2014). Provavelmente com algumas modificações genéticas as galinhas produziriam ovos com as diferentes marcas comerciais e, quem sabe, até com as cores do proprietário ou do Governo.
“Em 2012, quando visitámos a fazenda Pérola do Kikuxi, existiam apenas 25 mil galinhas em crescimento, hoje 200 mil galinhas geram um ovo por dia”, afirmou Licínio Vaz Contreiras, descobrindo – o que importa realçar – um verdadeiro ovo de Colombo.
E acrescentou que “esta unidade fabril começa a resolver a cadeia de produção de ovos e frangos, que para nós constitui um grande impulso ao sector aviário”. Talvez assim, nas zonas mais inóspitas, possamos ver as jovens de cesto na mão a vender os ovos nas picadas, procurando um dia serem também milionárias.
Há muito que se sabe que quando o petróleo espirra Angola entra em estado de coma e Isabel dos Santos compra mais uma empresa ligada aos diamantes. Mesmo assim, os peritos dos peritos do regime olham sempre para o lado, não vão ser contaminados com essa epidemia da diversificação da economia.
As ligações económicas de Angola ao petróleo ilustram, aliás, um problema mais amplo em África; as nações produtoras que ligaram as suas fortunas exclusivamente ao crude encontram-se agora reféns da turbulência dos preços, correndo muitas o risco de um desastre colectivo de larga escala.
Como antídoto, o regime angolano esperava que novos empréstimos e investimentos da China, o maior parceiro comercial de Angola, conseguissem ajudar a conduzir a economia dependente do petróleo por entre as águas revoltas. Mas essa opção não está a resultar e o barco mete água por todos os lados.
Do ponto de vista da propaganda, Luanda e Pequim apresenta-se ao mundo como “irmãos e parceiros estratégicos de longo prazo”. No entanto, a verdade é que os importadores angolanos estão agora em dificuldades para pagar artigos básicos como medicamentos ou cereais.


Folha 8 com Lusa

À pesca de votos com as redes sociais nas eleições em Angola.

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Oposição em Angola olha para redes sociais como um instrumento "crucial" para caçar mais votos nas eleições de agosto. Mas analistas consideram que os partidos devem aproveitar melhor essas plataformas na internet.
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As campanhas eleitorais não se fazem só nas ruas – têm também lugar na palma das mãos dos eleitores, através dos smartphones, por exemplo. Os partidos políticos descobriram há muito tempo o potencial da internet e das redes sociais para disseminar a sua mensagem. Em Angola, o partido no poder, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e os partidos da oposição publicam fotografias, vídeos e, por vezes, até fazem emissões em direto, mostrando as suas atividades.
Além disso, a oposição angolana diz que, nas redes sociais, encontra um espaço que não existe na imprensa pública. Segundo Félix Miranda, secretário da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE) para a Comunicação e Marketing, as redes sociais, como o Facebook, são cruciais no trabalho do partido.
A presença na internet "possibilitou à CASA-CE ter a abrangência e a visibilidade que tem e possibilitou a [Abel] Chivukuvuku [líder da coligação] ser tão amado, como é hoje."
O foco nas redes sociais também é uma prioridade para Narciso Lucanso. O secretário nacional para a Comunicação e Marketing do Partido de Renovação Social (PRS) diz que, se as forças políticas querem atingir os seus objetivos, têm de estar presentes nas redes sociais. É aí que os cidadãos podem encontrar "o programa de governação e o manifesto eleitoral do partido, para poderem votar nele", afirma Lucanso.
Mais debate online
Mas, para o analista político Osvaldo Mboco, a oposição ainda não está a aproveitar a 100% o potencial das redes sociais. O analista diz que é preciso debater mais os programas eleitorais.
"É fundamental que o grupo que está por detrás da página seja um grupo dinâmico, conversando, interagindo com os eleitores a partir da plataforma", diz o analista. Por outro lado, a oposição deveria ainda selecionar melhor o que publica: "Hoje, o eleitor quer saber como esse partido vai resolver o problema do seu município."
Mais divulgação offline
Fora das redes sociais, os partidos da oposição continuam a batalhar para ver os seus temas a fazer manchete na imprensa pública.
Há, no entanto, alguns sinais de abertura em relação às atividades da oposição angolana nesta fase de pré-campanha. Por exemplo, no sábado (24.06), o manifesto eleitoral do PRS foi transmitido em direto pela Televisão Pública de Angola (TPA), algo que não era costume no passado.
"Não queremos que isso cesse, porque ajuda a expandir a informação das forças políticas", apela Narciso Lucanso, do PRS.
Angola 2012 Wahlen Luanda
Próximas eleições em Angola realizam-se a 23 de agosto
Félix Miranda, da CASA-CE, diz que a mudança se deve à concorrência com a TV Zimbo, privada, que costuma falar sobre as atividades da oposição. "A Zimbo hoje é um elemento de contrapeso à TPA. É a Zimbo que está a permitir a TPA também fazer abertura", comenta.
A campanha para as eleições em Angola começa oficialmente em julho. E começará também o tempo de antena na Rádio Nacional de Angola e na TPA.
O analista Osvaldo Mboco sugere aos partidos que aproveitem esse espaço da mesma forma, ou melhor do que nas redes sociais para "divulgar ao máximo as suas ideias".

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Combatentes da Liberdade da Pátria em Cabo Verde solidários com Manecas Santos.

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Pedro Pires manifestou sua preocupação com o antigo combatente
Pedro Pires manifestou sua preocupação com o antigo combatente

PAICV diz que prisão de Santos demonstra uma grande falta de respeito
A Associação dos Combatentes da Liberdade da Pátria de Cabo Verde (ACOLP) manifestou nesta terça-feira, 20, a sua preocupação pela prisão do veterano da luta pela independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde, Manecas Santos, já libertado.
A delegação chefiada pelo antigo dirigente do PAIGC e antigo primeiro-ministro e Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, encontrou-se na Praia com o Chefe de Estado cabo-verdiano, a quem manifestou a sua posição.
A filha do líder histórico Amílcar Cabral, Iva Cabral, e o veterano da luta de libertação Carlos Reis integraram a delegação.
Manuel "Manecas" dos Santos
Manuel "Manecas" dos Santos
Sem tecer grandes considerações, Pedro Pires disse, no final do encontro com Jorge Carlos Fonseca, que a Associação está preocupada e vai acompanhar com atenção a situação do antigo colega de luta, Manecas Santos.
“Sendo Manecas um antigo companheiro de luta e amigo”, Pires afirma que a ACOLP “defende a sua segurança e direitos”.
PAICV condena
Por seu lado, o PAICV, num comunicado de imprensa, considera a detenção de Manecas Santos um acto inqualificável, que demonstra uma grande falta de respeito e uma vã tentativa de humilhar um alto dirigente do PAIGC.
Para o maior partido da oposição cabo-verdiana, mandar deter o comandante Manecas Santos, pelo facto de ter emitido uma opinião enquanto cidadão, e numa sociedade que se diz livre, democrática e pluralista, “consubstancia um acto injustificável e com laivos de autoritarismo, e constitui, ademais, uma grave violação dos direitos humanos”.
O PAICV reitera condenar“veementemente a detenção que considera ilegal de Manecas Santos.
Refira-se que Santos foi colocado hoje em liberdade pelo Ministério Público sob o Termo de Identidade e Residência enquanto aguarda o processo em que é acusado de “suspeita de simulação de crime com base na entrevista", como disse o seu advogado de defesa Carlos Pereira.
    #voaportugues.com

    Bastonário dos Advogados pede ao PR demissão do PGR da Guiné-Bissau.

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    José Mário Vaz
    Presidente José Mário Vaz

    Basílio Sanca diz que António Sedja Man "perdeu a confiança" para continuar a liderar o Ministério Público.

    O bastonário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau, Basílio Sanca, exigiu ao Presidente guineense a demissão do Procurador-Geral do país, António Sedja Man.
    O pedido de Sanca a José Mário Vaz tem por base o que o bastonário chamou de "uso do aparelho judiciário para perseguição das pessoas".
    "Isto que está a acontecer com o comandante Manecas não tem nada de realização da justiça. É apenas o uso do aparelho judiciário para perseguição das pessoas. O que é mau num Estado de direito, o que é mau num país que se diz democrático", disse Basílio Sanca.
    Em declarações à imprensa, o bastonário considerou que as declarações do veterano da luta pela independência Manecas Santos feitas ao Diário de Notícias segundo as quais um golpe de Estado estava iminente no país, não poderiam resultar na prisão de um dirigente político.
    Para ele, o PGR "perdeu a confiança" para continuar a liderar o Ministério Público.
    "Exigimos a demissão do Procurador-Geral da República porque não tem demonstrado competências técnicas, competências profissionais para dirigir o Ministério Público com autonomia, com a integridade para construção de um Estado de direito", concluiu Basílio Sanca.

      #voaportugues.com


      ANGOLA: NED manifesta preocupação com processo contra Rafael Marques.

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      Rafael Marques recebe Prémio Democracia 2017 do NED
      Rafael Marques recebe Prémio Democracia 2017 do NED

      Dave Peterson manifesta "muita preocupação" com situação da democracia e liberdade em Angola
      O National Endowment for Democracy (NED, ou Fundo Nacional para a Democracia, em português) diz estar preocupado com o processo aberto pelo Ministério Público angolano contra o jornalista e activista Rafael Marques.
      Em conversa com a VOA, o director para África daquela organização com sede em Washington, Dave Peterson, justifica esta posição pelo facto de “Rafael ter sido perseguido judicialmente no passado e ter estado na prisão em 1999 na sequência de um artigo em que ele criticou o Governo”.
      O NED garante estar a acompanhar o processo em que Marques é acusado de crimes de injúria e ultraje a um órgão de soberania, depois de o Procurador-Geral da República ter apresentado uma queixa contra o jornalista devido a uma notícia publicada no seu portal Maka Angola, em Novembro de 2016, intitulada “Procurador-Geral da República envolvido em corrupção".
      Peterson diz que a organização “está em contacto com Rafael, com amigos dele em Angola e aqui nos Estados Unidos, com os seus advogados, com a Embaixada Americana, o senador (Ben) Codin e outras pessoas no Congresso que estão a acompanhar o caso”.
      Questionado se o processo agora movido contra Marques tem alguma relação com o Prémio Democracia 2017 atribuído ao jornalista e activista pelo NED a 7 de Junho, Peterson admite que “a medida tenha sido uma retaliação”.
      Muitas preocupações sobre Angola
      “O Governo não gosta da exposição internacional que Rafael faz ao mostrar os problemas de Angola”, acrescenta o director para África do Fundo Nacional para a Democracia, lembrando que o jornalista “certamente terá relatado o que se passa no país nas conversas que manteve aqui em Washington”.
      A dois meses das eleições gerais, Dave Peterson manifesta muitas preocupações sobre a situação em Angola.
      Apesar de o Presidente José Eduardo dos Santos “deixar o poder após 38 anos”, aquele activista pela democracia diz “não haver muitas expectativas quanto a mudanças no país”.
      Peterson lembra que “a oposição não tem muito espaço, há muita perseguição e um défice enorme de liberdade”, em Angola, onde a “corrupção é um enorme problema”.
      O Fundo Nacional para a Democracia, segundo seu director para África, vai continuar a acompanhar a situação da democracia em Angola.
      Recorde-se que no artigo publicado em Novembro de 2016, Rafael Marques denunciou o negócio alegadamente ilícito de construção de um condomínio residencial num terreno em Porto Amboim, província do Kwanza Sul, com o envolvimento de João Maria de Sousa.
      Na verdade, apesar do contrato ter sido assinado, a obra não saiu do papel.

      GUINÉ-BISSAU: Polícia dispersou grupo que tentou perturbar início da convenção do PAIGC.

      NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

      Primeira convenção nacional do PAIGC teve início em Bissau sob forte medidas de segurança, depois da polícia ter dispersado um grupo que tentou perturbar o encontro.
      Guinea-Bissau Bissau Stadt Hauptstadt Fahne Flagge (picture-alliance/dpa)
      "Um grupo de jovens tentou perturbar e foi repelido pela Polícia de Ordem Pública (POP)", disse fonte da organização da convenção nacional do PAIGC, maior formação política da Guiné-Bissau cujos trabalhos decorrem desta quinta-feira (22.06.) até sábado (24.06.)
      Segundo a mesma fonte,citada pela agência de notícias Lusa, o PAIGC já tinha informado as forças de segurança guineenses e a Ecomib, força de interposição da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) destacada em Bissau, sobre a realização da convenção.
      "Pensar, para melhor agir"
      A convenção nacional do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) decorre sob o lema "Pensar, para melhor agir".
      Até sábado, 600 delegados do partido vão debater temas que incluem os princípios e fundamentos ideológicos do PAIGC, os estatutos do partido, o papel dos jovens e das mulheres, a corrupção no país e o melhor regime político para a Guiné-Bissau.
      Críticas construtivas
      Na base da convenção vão estar textos produzidos por militantes do partido sobre os vários temas que vão ser debatidos.
      Flash-Galerie Guinea Bissau (DW)
      "Esses textos, na minha opinião, estão muito vocacionados para o que pretendemos, ou seja, a maior parte daqueles textos são críticas ao partido e são críticas construtivas, porque depois recomendam o que se deve fazer para ultrapassar tudo o que há de negativo no partido", disse 'Manecas' dos Santos, membro do 'bureau político' do PAIGC e presidente da comissão organizadora da convenção.A primeira convenção nacional do PAIGC ocorre num momento em que o país vive um impasse político há cerca de dois anos, com a paralisação do parlamento, na sequência da dissidência de mais de uma dezena de deputados deste partido.
      O Governo do PAIGC saído das eleições de 2014 caiu na sequência da demissão de Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro. Desde então o país já teve cinco chefes de Governo, numa crise que está a ser mediada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

      Guiné-Bissau vai suspender emissões da RTP e RDP África.

      NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

      O Governo guineense anunciou a suspensão das emissões da rádio e televisão públicas RTP e RDP África no fim do mês. Autoridades queixam-se do não cumprimento de um acordo assinado há vários anos e propõem uma revisão.
      #fonte: DW ÁFRICA
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      O Executivo decidiu suspender a partir de 30 de junho as emissões da RTP e RDP África na Guiné-Bissau, alegando falta de cumprimento do protocolo assinado a 31 de outubro de 1997 relativo à instalação de uma delegação da Rádio e Televisão Pública de Portugal (RTP) no país.
      As relações de cooperação entre os dois Estados na área da Comunicação Social datam de 1975 e são baseadas num acordo geral de cooperação para o setor, que contempla essencialmente os domínios da assistência técnica, formação de quadros, produção e intercâmbio de informação e programas. Agora, o Governo liderado por Umaro Sissoco propõe uma revisão integral do protocolo de acordo.
      Numa carta enviada ao Governo português, o Executivo de Bissau afirma que todas as diligências feitas não tiveram os resultados esperados, com a agravante da recente substituição do delegado da RTP/Lusa no país, sem conhecimento prévio do ministro da Comunicação Social, como é normal.
      O ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau, Víctor Pereira, prometeu esclarecimentos sobre o caso para esta sexta-feira (23.06).
      Contactada pela DW África, a delegação da RTP em Bissau diz "não ter competências" para comentar um assunto que está a ser tratado pelos dois governos.
      A decisão de fechar as portas da RTP e da RDP foi tomada na reunião do Conselho de Ministros na semana passada, embora o comunicado final não fizesse referência à suspensão das emissões.
      PAIGC reunido em Bissau
      Esta quinta-feira (22.06) arrancou, em Bissau, a primeira convenção nacionaldo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), sob forte medidas de segurança, depois de a polícia ter dispersado um grupo que tentou perturbar o encontro.
      Demonstration in Bissau
      Sede do PAIGC em Bissau (foto de arquivo)
      Junto à sede do PAIGC, situada na Praça dos Heróis Nacionais e ao lado da Presidência guineense, um forte dispositivo de segurança condicionava a circulação de veículos naquela rotunda, no centro da capital guineense.
      Até sábado (24.06), 600 delegados do partido debatem temas que incluem os princípios e fundamentos ideológicos do PAIGC, os estatutos do partido, o papel dos jovens e das mulheres, a corrupção no país e o melhor regime político para a Guiné-Bissau.
      "O objetivo essencial é vermos as zonas cinzentas que existem no estatuto e ver como podemos melhorar a questão do estatuto", explica o porta-voz do partido, João Bernardo Vieira, que sublinha a "importância da disciplina partidária".
      A primeira convenção nacional do PAIGC ocorre num momento em que o país vive um impasse político há cerca de dois anos, com a paralisação do Parlamento, na sequência da dissidência de mais de uma dezena de deputados deste partido.

      Estados Unidos suspendem importação de carne fresca do Brasil.

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      Fábrica da JBS em Cactus, no Texas Foto: Julio Bittencourt / Agência O Globo

      BRASÍLIA - O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira que suspendeu todas as importações de carne in natura do Brasil. Em comunicado, o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, informou que há "preocupações recorrentes sobre a segurança dos produtos destinados ao mercado americano".
      Os EUA tinham passado mais de 10 anos sem comprar carne fresca brasileira e só reabriu o mercado no ano passado. Os americanos são tradicionais importadores de carne industrializada do Brasil. A decisão de suspender as importações é mais um revés para a indústria de carne, que enfrenta uma sequência de problemas desde o início do ano, que afetam as exportações e o preço dos produtos e comprometem toda a indústria cadeia do setor no Brasil.
      As autoridades dos EUA informaram que a suspensão dos embarques permanecerá em vigor até que o Ministério da Agricultura do Brasil tome medidas corretivas que os Estados Unidos considerem satisfatórias.
      O Serviço de Inspeção e Segurança de Alimentos dos Estados Unidos informou, em comunicado, que desde março vem inspecionando todos os produtos de carne que chegam do Brasil ao país. As autoridades recusaram a entrada para 11% dos produtos brasileiros de carne fresca, segundo o texto.
      "Esse valor é substancialmente superior à taxa de rejeição de 1% das remessas do resto do mundo. Desde a implementação do aumento da inspeção, foi recusada a entrada para 106 lotes de produtos bovinos brasileiros devido a problemas de saúde pública, condições sanitárias e problemas de saúde animal. É importante notar que nenhum dos lotes rejeitados chegou ao mercado norte-americano", informou o comunicado.
      O governo americano disse ainda que o Brasil se comprometeu a resolver essas preocupações. Os compradores dos Estados Unidos identificaram irregularidades provocadas pela reação à vacina da febre aftosa na carne enviada ao país. Em alguns casos, a vacina pode provocar manchas internas na carne. Na semana passada, o Ministério da Agricultura já havia suspendido as exportações de cinco frigoríficos para os Estados Unidos.
      "Garantir a segurança do fornecimento de alimentos da nossa nação é uma das nossas missões críticas, e é uma tarefa que empreendemos com muita seriedade. Embora o comércio internacional seja uma parte importante do que fazemos nos EUA, e o Brasil sejs há muito tempo um dos nossos parceiros, minha primeira prioridade é proteger os consumidores americanos. Foi isso o que fizemos ao interromper a importação de carne fresca brasileira", disse o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, por meio de comunicado à imprensa.
      O GLOBO procurou o Ministério da Agricultura, que ainda não se manifestou. Entre janeiro e maio deste ano, o Brasil exportou US$ 18,9 milhões em carne fresca para os Estados Unidos, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

      Isso é um absurdo e é inconsequente. Isso se trata de reação a um componente da vacina contra a febre aftosa. É um prejuízo intangível. Nós levamos mais de 15 anos para abrir o mercado, estávamos preparando para acessar os parceiros do Nafta, vamos ter que rever isso. Agora, além dos problemas internos, tem isso. O problema é muito sério — disse o presidente da Abiec, Antonio Camardell, acrescentando:
      — O produtor não tem nada a ver com isso. O abscesso é oriundo de um componente da vacina. O Brasil está perdendo o mercado americano por conta de uma falha de sistema.
      O consultor Cesar de Castro Alves, da MB Agro, observa que o volume exportado de carne fresca para os EUA não é significativo. Mesmo assim, a preocupação é com a sinalização que os EUA dão a outros mercados importantes que o Brasil almejava entrar com esses produtos.
      — O volume exportado de carne fresca aos EUA não é significativo. Mas a sinalização é ruim. O Brasil começou a exportar carne fresca para os americanos no ano passado, depois de cerca de dez anos de negociações. Com essa abertura, almejava entrar em mercados importantes como Japão e Coréia do Sul — afirmou Alves.
      O especialista ressalta que os EUA são muito cuidados com as exigências sanitárias estabelecidas para carnes in natura.
      — Carnes cujo rebanho não foi vacinado contra a febre aftosa, por exemplo, podem ser rejeitadas. Isso não está relacionado a má qualidade do produto, mas à falta de cuidado com as exigências impostas pelos EUA — diz o especialista.
      Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, a notícia não poderia ter sido pior. Ainda mais agora, que os EUA decidiram facilitar as importações de carnes da China.
      — A notícia é lamentável. Foram longos anos de negociações para abrir o mercado americano. É uma péssima notícia para nós — afirmou Castro.
      Entre os produtores, a notícia é "péssima" e afeta ainda mais a credibilidade da carne brasileira.

      Para o Brasil em geral é uma questão de credibilidade. Infelizmente as instituições do Brasil estão fragilizadas. Das mais altas e inclusive a segurança sanitária — disse o vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira, Pedro de Camargo Neto.
      MINISTÉRIO JÁ HAVIA ANUNCIADO SUSPENSÃO DE EXPORTAÇÕES
      Na quarta-feira, porém, o Ministério da Agricultura anunciou que já havia suspendido as exportações de carne de cinco frigoríficos para os Estados Unidos, desde a semana passada. Segundo a pasta, o mecanismo de "autossuspensão" permite que as exportações sejam retomadas de forma mais rápida, após os problemas serem resolvidos.
      Em nota, o ministério afirmou que trabalha para "prestar todos os esclarecimentos e correções no sentido de normalizar a situação. A proibição está valendo desde a última sexta-feira e continuará em vigor até que sejam adotadas 'medidas corretivas'".

      #globo.com

      «SOBRE DETENÇÃO MANECAS DOS SANTOS» ACTO PURAMENTE JURÍDICO E LEGAL, DEFENDE MINISTÉRIO PÚBLICO.

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      Bissau,22 Jun 17 (ANG) – O Ministério Público (MP) defendeu quarta-feira que a detenção do comandante Manuel dos Santos se baseou num acto “puramente jurídico e legal”.

      Em nota a imprensa, a que a ANG teve acesso o MP acrescentou que Manuel dos Santos foi acusado de “um dos crimes mais grave existentes”, a de alteração de estado de direito democrático, pelo que a Procuradoria-Geral da república se viu obrigada a posicionar para salvaguardar a paz e tranquilidade sociais.

      “E um procedimento rotineiro e normal nos crimes desta natureza”, escreve a nota adiantando que ao suspeito foi concedido todos os meios de defesa, respeitando o princípio do contraditório. “E, assim continuará até a conclusão do processo em causa”, garante o documento do MP.

      Segundo o MP, Manecas dos Santos não compareceu a uma audiência, tendo sido representado pelo seu advogado munido de um atestado médico assinado por um profissional que “não era da área” da patologia constante no referido documento e, pelo que o Magistrado titular do processo respeitou e permitiu que o suspeito seja internado na “clinica Madrugada”.

      Após uma semana, prossegue a nota explicativa do MP, recebeu a alta médica e este facto foi comunicado pelo médico ao magistrado responsável do processo que emitiu o mandado de detenção, executado pela polícia judiciaria para ser ouvido, acautelando-se assim de quaisquer tentativa de fuga ou de simulação.

      Segundo a nota da instituição detentora da acção penal, Manuel dos santos teria afirmado, em entrevista ao jornal português “Diário de Notícias”, o país está na eminência de um golpe de Estado, adiantando condições objectivas para sua materialização.

      Por, isso, prossegue a nota, foi notificado na qualidade de denunciante para colaborar e elucidar sobre a autoria e a materialidade do facto por ele anunciado.

      No entanto, segundo o comunicado, o ex-combatente de liberdade da pátria não conseguiu provar nada. Ou seja, “estaria a insinuar e a simular a eminência de um crime que na realidade não existe”.

      Neste processo em que Manuel dos Santos figura como denunciante, conforme o comunicado, ficou arquivado por falta de elementos probatórios e em consequência foi instaurado um outro processo que está indiciado de simulação de crime.

      Conosaba/ANG/LPG/ÂC/JAM

      «OPINIÃO IX» MANECAS SANTOS NO CALABOUÇO DE BISSAU – JUSTINO SANCHES CORREIA -BOLAMENSE.

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      É, indubitavelmente uma vergonha nacional em todo o tamanho, prender uns dos ícones do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). O [homem iluminado] da sua geração o comandante Manecas dos Santos, na Guiné-Bissau.

      Frágil doente a idade não perdoa, tem direito como cidadão, emitir uma opinião num estado de direito; de algumas inverdades que ocorrem e circulam na Guiné-Bissau e na diáspora, de que tudo andavam sobre rodas, ninguém é perseguida, pela sua convicção política, que somos um povo pacífico, pregoavam em “sete ventos”.

      Manecas dos Santos, doente acamado numa clínica em Bissau, por abuso do poder e do mando de alguém sem consciência do ato, tem o denominador comum e o rosto […].

       Ele …. no calabouço de Bissau?!...

       Eram jovens, deixaram tudo por uma causa comum e transversal à nossa sociedade como muitos outros o fizeram que se bateram em toda as frentes com os seus camaradas no mato de ainda da Província da Guiné Portuguesa.

      Com as suas bravuras e para além dos que ficaram pelo caminho tornaram-se possível uma realidade, embora “frágeis” com alguns sabores amargos.

      À independência da Guiné-Bissau/Cabo Verde.

      Partido Africano da Independência de Cabo Verde [PAICV], desenvencilhar do [PAIGC/1980]; acometido de um golpe de estado protagonizado por guerrilheiro JOÂO BERNARDO VIEIRA (NINO) e seguiu o seu caminho, passando estes anos, o resultado está à vista, nomeadamente: consolidação do estado de direito e das Instituições fortes e credíveis; nível de corrupção praticamente inexistente com dinâmica no desenvolvimento do país e respeitado no fórum e palco internacional.

       A Guiné-Bissau, até então aos 43 anos, continuam no limbo, com enormíssima imaturidade política, prisão arbitrária sem fundamentos; acusações mútuas sem razões aparentes, perseguições para quem; tenha ideia contrária. O desenvolvimento inexistente; os cidadãos a viverem abaixo da linha da pobreza, corrupção, nepotismo inundam e assolam [presidência da república].

      À fragilidade da Instituição; corrupção, droga, galvanizam em toda as direções, pensarem no país, no seu povo e na população criarem estruturas, infraestruturas para o desenvolvimento.

      São décadas perdidas, àqueles jovens não conheceram outra realidade, embora alguns bens instruídos do que outrora. Precisam de paz e estabilidade é chave do amparo e do desenvolvimento e de afirmação de um estado de direito. Aproveitem e tirem ilações dos outros países e serão bens sucedidas e muito bem acompanhado, até a fase adulta.

      Atualmente o estado da Guiné-Bissau, está corrosivo, é preciso o entendimento, para elencar deste marasmo. Têm necessariamente; os paridos políticos unirem esforços em torno de um líder; para afastarem estas entidades estranhas que perturbem o bom funcionamento das instituições, dizerem basta!...

      Esta é minha opinião e estupefação de autoridades Guineenses de silenciar o veterano de luta de libertação de dois Povos MANECAS DOS SANTOS. Com este […] a cara visível de pronunciamento de uma DITAURA.

      POR: Justino Sanches Correia
                   (Bolamense)

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