NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Patricia Moribe
Osama Bin Laden, mentor da rede Al Qaeda, tinha o equivalente a 500 euros em dinheiro vivo e dois números de telefone costurados em sua roupa no momento em que foi morto. A informação foi divulgada pela TV norte-americana CBS, de acordo com fontes que participaram de uma reunião secreta do alto escalão do serviço de inteligência com parlamentares, em Washington. Enquanto isso, cresce o debate sobre o papel da tortura na obtenção das pistas que levaram a Bin Laden.
Não se sabe ao certo se o dinheiro estava em notas de euro ou em outra moeda. Essas revelações indicam que Osama Bin Laden estava pronto para fugir no caso de um ataque, como o que aconteceu no último domingo em Abbottabad, no Paquistão. Leon Panetta, diretor da CIA, o serviço secreto norte-americano, falou aos parlamentares sobre os itens encontrados após ser questionado sobre o fato de Bin Laden não ter tantos guarda-costas.
Segundo Panetta, Bin Laden acreditava que sua rede era organizada o bastante e que ele seria prevenido antes de um ataque. O chefe da CIA também disse que o governo Obama deve liberar pelo menos uma foto do cadáver de Bin Laden, apesar do temor de que isso possa gerar ódio contra os Estados Unidos.
Tortura
Enquanto isso, as informações oficiais são anunciadas a conta-gotas, gerando confusões e dúvidas. Uma questão que vem ganhando espaço é sobre o papel da tortura para obtenção de informações que levaram ao cativeiro de Bin Laden.
Os republicanos defendem que a prática da tortura durante a administração Bush foram fundamentais para localizar o chefe da rede Al Qaeda, depois de uma caçada que durou dez anos. Já o governo Obama minimiza o papel da tortura na operação, assegurando que as pistas que levaram ao inimigo número um dos Estados Unidos foram acumuladas no decorrer dos anos.
O republicano Peter T. King, especialista em segurança nacional, revelou que o nome de um intermediário de Bin Laden, fundamental para localizar o terrorista, surgiu após sessões de tortura de Jealed Sheij Mohamed e de Abu Fraj al Lib, número três da Al Qaeda. Eles foram detidos respectivamente em 2003 e 2005, e se encontram presos em Guantanamo.
Fonte: RFI
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quarta-feira, 4 de maio de 2011
Serra Leoa: Uma visão bem...
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O aniversário da independência de Serra Leoa, 50 anos, a 27 de abril de 2011 marcou o fim de 50 anos turbulentos que sempre deixou uma marca no país e moldar o seu futuro. Na metade do século passado, a Serra Leoa testemunhou confrontos políticos, golpes militares e uma guerra civil. No entanto, o jubileu de independência de Serra Leoa marcou o início de um novo capítulo, um que está cheio de esperança e expectativa, a determinação e a regeneração.
planos visionários do Presidente Ernest Koroma da Serra Leoa estão lentamente sendo transformado em realidade através da implementação de sua agenda de mudança (há muito esperada), dramática que tem como objetivo reconstruir o país. Em Koroma vemos um líder visionário que está com pressa para recuperar o tempo perdido. Após cinco décadas de independência repleto de liderança indecisão, fraco e sem visão, atado com a corrupção sistêmica, Koroma é focado em transformar a Serra Leoa. Sua dedicação como exposto na sua "Agenda para a Mudança", ficou claro desde o início, que declara em seu discurso de inauguração, "Eu não tenho nenhuma dúvida, que como o Phoenix, vamos renascer das cinzas da guerra e ascensão como a nação orgulhosa que somos, a "Atenas da África Ocidental." E os esforços Koroma até agora tem sido elogiado em todo o mundo. Em janeiro de 2011, ele foi classificado em 9 dos 52 líderes mais progressistas Africano, que se traduz como a Serra Leoa, tendo o 9 º lugar na classificação mundial global em termos de boa governação em África.
Mas na esfera da governação, especialmente no Terceiro Mundo circunstância, um líder é apenas tão boa como os tenentes ele está cercado por. alegações regular de desvio de fundos públicos publicado em jornais locais e no exterior (por exemplo, desvio do MOD da ajuda britânica e do ferry Nassit saga barcos) combinada com um serviço fraco público - que desde o retorno à democracia parece ser apanhado em um redemoinho de reforma que não parecem estar ganhando muito mais resultados - têm dado à comunidade internacional e, mais importante, a nação, pouca confiança na sua capacidade de entregar. Mas o vigor do presidente e determinação é forte, e as mudanças significativas parecem estar ocorrendo. Em fevereiro de 2008, o presidente como "ministro de serviço público" iniciou uma série de medidas de reforma para transformar o serviço público a uma organização moderna e eficiente. Este movimento está em sintonia com outra promessa feita ainda na sua posse em novembro de 2007, quando ele prometeu que "o meu governo estará ao leme de uma agenda de reforma substancial ... Vamos reformar o nosso serviço público ... erradicar a ineficiência, eliminando o comportamento rentseeking ...»
Fonte: newafricaanalysis
A esperança é a única razão para acreditarmos que o nosso amanhã será diferente, e tudo depende apenas da decisão de quem dirigi a nação. Trouxe para você leitor um exemplo de que vale a pena fortalecer sua esperança, pois, os Seraleonenses também tiveram esperança que renasceu com esse homem.
O aniversário da independência de Serra Leoa, 50 anos, a 27 de abril de 2011 marcou o fim de 50 anos turbulentos que sempre deixou uma marca no país e moldar o seu futuro. Na metade do século passado, a Serra Leoa testemunhou confrontos políticos, golpes militares e uma guerra civil. No entanto, o jubileu de independência de Serra Leoa marcou o início de um novo capítulo, um que está cheio de esperança e expectativa, a determinação e a regeneração.
planos visionários do Presidente Ernest Koroma da Serra Leoa estão lentamente sendo transformado em realidade através da implementação de sua agenda de mudança (há muito esperada), dramática que tem como objetivo reconstruir o país. Em Koroma vemos um líder visionário que está com pressa para recuperar o tempo perdido. Após cinco décadas de independência repleto de liderança indecisão, fraco e sem visão, atado com a corrupção sistêmica, Koroma é focado em transformar a Serra Leoa. Sua dedicação como exposto na sua "Agenda para a Mudança", ficou claro desde o início, que declara em seu discurso de inauguração, "Eu não tenho nenhuma dúvida, que como o Phoenix, vamos renascer das cinzas da guerra e ascensão como a nação orgulhosa que somos, a "Atenas da África Ocidental." E os esforços Koroma até agora tem sido elogiado em todo o mundo. Em janeiro de 2011, ele foi classificado em 9 dos 52 líderes mais progressistas Africano, que se traduz como a Serra Leoa, tendo o 9 º lugar na classificação mundial global em termos de boa governação em África.
Mas na esfera da governação, especialmente no Terceiro Mundo circunstância, um líder é apenas tão boa como os tenentes ele está cercado por. alegações regular de desvio de fundos públicos publicado em jornais locais e no exterior (por exemplo, desvio do MOD da ajuda britânica e do ferry Nassit saga barcos) combinada com um serviço fraco público - que desde o retorno à democracia parece ser apanhado em um redemoinho de reforma que não parecem estar ganhando muito mais resultados - têm dado à comunidade internacional e, mais importante, a nação, pouca confiança na sua capacidade de entregar. Mas o vigor do presidente e determinação é forte, e as mudanças significativas parecem estar ocorrendo. Em fevereiro de 2008, o presidente como "ministro de serviço público" iniciou uma série de medidas de reforma para transformar o serviço público a uma organização moderna e eficiente. Este movimento está em sintonia com outra promessa feita ainda na sua posse em novembro de 2007, quando ele prometeu que "o meu governo estará ao leme de uma agenda de reforma substancial ... Vamos reformar o nosso serviço público ... erradicar a ineficiência, eliminando o comportamento rentseeking ...»
Fonte: newafricaanalysis
SÃO PAULO - Após pendurar as chuteiras, Ronaldo aceitou o convite de Márcio Garcia para interpretar um vilão em seu novo filme, Open Road, no qual contracenará com os atores Andy García e Juliette Lewis.
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"Devo confirmar nesta quarta-feira, 4, o protagonista de 'Open Road', que atuará junto a Andy García, e Juliette Lewis", disse o diretor brasileiro através do Twitter.
Para colocar uma dose de suspense no anúncio, Márcio Garcia acrescentou que a produção contaria ainda com a participação de "um fenômeno" brasileiro. Horas mais tarde, o diretor confirmou no microblog a presença de Ronaldo: "É isso mesmo, meus queridos, o Fenômeno (apelido de Ronaldo) estreará em Hollywood".
A rodagem do filme, o segundo de Márcio Garcia, que também dirigiu "Bed and Breakfast", começará em junho deste ano, em Los Angeles.
Em março, Ronaldo já havia testado suas habilidades como humorista no programa de televisão CQC, onde fez muitas brincadeiras sobre sua comentada vida fora dos campos de futebol.
Fonte: www.estadao.com.br
Alberto Martín/Efe
Ronaldo interpretará vilão em filme com direção de Márcio Garcia com filmagens previstas para junho.
Para colocar uma dose de suspense no anúncio, Márcio Garcia acrescentou que a produção contaria ainda com a participação de "um fenômeno" brasileiro. Horas mais tarde, o diretor confirmou no microblog a presença de Ronaldo: "É isso mesmo, meus queridos, o Fenômeno (apelido de Ronaldo) estreará em Hollywood".
A rodagem do filme, o segundo de Márcio Garcia, que também dirigiu "Bed and Breakfast", começará em junho deste ano, em Los Angeles.
Em março, Ronaldo já havia testado suas habilidades como humorista no programa de televisão CQC, onde fez muitas brincadeiras sobre sua comentada vida fora dos campos de futebol.
Fonte: www.estadao.com.br
Rebeldes líbios querem fundos bloqueados de Kadhafi.
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O Conselho Nacional Transitório (CNT) vai pedir o acesso a uma verba até 3 mil milhões de dólares, cerca de cerca de 2 mil milhões de euros, dos fundos de Muammar Kadhafi bloqueados em vários países.
O Conselho Nacional Transitório (CNT) vai pedir o acesso a uma verba até 3 mil milhões de dólares, cerca de cerca de 2 mil milhões de euros, dos fundos de Muammar Kadhafi bloqueados em vários países.
O pedido formal será amanhã, 05 de Maio, em Roma, numa conferência internacional onde a comunidade internacional vai analisar possíveis saídas para o conflito na Líbia.Segundo Jalal al Galal, porta-voz do principal órgão de direcção dos rebeldes líbios, o executivo insurrecto solicitará entre 2 mil milhões e 3 mil milhões de dólares em empréstimos e ajuda aos países que tenham em seu poder activos pertencentes a Kadhafi, colaboradores e familiares, e que tenham sido congelados no âmbito das sanções contra o regime líbio.“A maior parte do dinheiro será concedida sob forma de empréstimos”, explica Galal, acrescentando que “os fundos serão destinados principalmente à economia das zonas sob o controlo dos rebeldes”, ou seja, o leste da Líbia, com Benghazi como sua capital e sede do órgão director dos rebeldes.Para além disso, o porta-voz do principal órgão de direcção dos rebeldes líbios garante que a verba servirá ainda para pagar “os salários dos funcionários (do CNT)” e serão fornecidos “bens de primeira necessidade e provisões médicas à população”.
NATO sem previsão para sair do paísRecorde-se que o leste de Líbia foi profundamente afectado pelo conflito e encontra-se paralisada desde o começo das revoltas, a 16 de Fevereiro. Entretanto a NATO já anunciou que não tem previsão para encerrar as operações militares na Líbia, garantindo que a missão “durará o tempo que for necessário” uma vez que a ofensiva se mantém.Já na madrugada desta quarta-feira, 04 de Maio, três fortes explosões foram ouvidas em Trípoli, a capital líbia. Dias depois do ataque da NATO que vitimou um dos filhos e três netos de Muammar Kadhafi, ouviram-se também tiros de artilharia.
Fonte: Diário Digital/Lusa
terça-feira, 3 de maio de 2011
Brasil, paraíso do banditismo sindical.
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Por ANTONIO CARLOS LACERDA, Correspondente Internacional, Zweal Angola.
BRASILIA/BRASIL (ZWELA ANGOLA) – Já foi o tempo em que ser diretor de sindicato era uma missão ousada e destemida, sem qualquer finalidade lucrativa, destinada à defesa dos interesses sociais e trabalhistas da categoria de trabalhadores que representava.
Hoje, ser um diretor sindical, respeitadas as honrosas exceções, é uma ‘missão’ em busca do enriquecimento ilícito e criminoso às custas do suor, a sol e chuva, dos trabalhadores que pagam, mensalmente, suas contribuições aos cofres do sindicato.
Não é a toa que no Brasil a disputa pela vitória nas eleições sindicais virou notícias nas páginas policiais da imprensa nacional. Assassinatos misteriosos e crimes insolúveis fazem parte da história sindical brasileira.
Fortunas são construídas às custas das contribuições mensais que os trabalhadores pagam ao caixa ao sindicato da sua categoria profissional e vão diretas para as contas bancárias secretas dos ‘abnegados e transparentes’ diretores sindicais.
O imposto sindical, um bolo tributário de quase R$ 2 bilhões, formado por um dia de trabalho/ano de toda pessoa que tem carteira assinada, alimenta um território sem lei. Os 9.046 sindicatos (diretores sindical seria a expressão mais apropriada) brasileiros que dividem esses R$ 2 Bilhões não são fiscalizados.
Criar um sindicato transformou-se em um dos mais rentáveis e seguros negócios lucrativos no Brasil. Existem sindicatos para todo tipo e interesse lucrativo. No Brasil tem sindicato só de fachada, sindicato de dissidentes devido a rachas internos e até entidades atuando como empresas de terceirização de mão de obra. Tem até Federação - que por força de lei representa sindicatos de uma determinada classe de trabalhadores - sem ter sequer um sindicato filiado.
Os dirigentes das centrais admitem que o imposto sindical é o grande atrativo e está por trás da proliferação sindical, o que transforma alguns sindicatos em verdadeiros cartórios. Ano passado, 2010, o Ministério do Trabalho teria registrado um novo sindicato a cada dia, 126 no total, o que aponta uma verdadeira indústria sindical camuflada na chamada liberdade sindical, dispositivo de lei garantido pela própria Constituição Federal.
A proliferação sindical transformou-se em uma epidemia a partir de 2008, quando o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu formalizar as centrais sindicais cuja fatia do bolo em dinheiro que recebem é proporcional ao número de entidades sindicais que têm como suas filiadas. Ainda no governo Lula a situação tornou-se mais fácil ainda quando o presidente decidiu que as centrais sindicais não são mais obrigadas a prestar contas do gasto e destino bolo em dinheiro que recebem através do imposto sindical.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, chegou a dizer que "Parte dos sindicatos é constituída sem representatividade, só com o objetivo de arrecadar os recursos dos trabalhadores através das taxas existentes".
Já o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah, disse que “está havendo desmembramento de sindicatos, muitos deles artificiais e piratas. É o banditismo sindical."
Existe uma estimativa que, por ser um lucrativo ‘meio de vida’, mais da metade dos sindicatos existentes no Brasil tem como finalidade somente o recebimento de mensalidades pagas pelo trabalhador e a participação na divisão do bolo do imposto sindical.
Dirigir uma entidade passou a ser meio de vida de algumas pessoas, como foi a denúncia do caso de Djalma Domingos Santos, que dirige um sindicato que faz intermediação de mão de obra para empresas do agronegócio.
Os abusos foram tão ousados e flagrantes que o sindicato ficou sob investigação do Ministério Público do Trabalho. Djalma Domingos Santos também preside sindicatos de trabalhadores da movimentação de mercadorias em geral em pelo menos cinco cidades. A região Centro-Oeste é a principal fonte de renda do Sintram, presidido por Djalma Domingos dos Santos, responsável pela montagem de uma rede de sindicatos em outras cidades de Goiás, além de Mato Grosso, Tocantins, Bahia e Distrito Federal. Em Brasília, o endereço fornecido pela entidade ao governo é fictício. Somente na região de Rio Verde, Goiás, o sindicato chega a faturar R$ 1 milhão com a retenção de parte do salário dos trabalhadores.
Não se consegue acreditar como pode uma única pessoa conseguir ser presidente de tantos sindicatos ao mesmo tempo, devidamente registrados no Ministério do Trabalho. Se para dirigir um único sindicato já seria uma tarefa árdua e que requer completa dedicação, imagine dirigir vários sindicatos, como é o caso de Djalma Domingos dos Santos.
Por sua vez, o próprio governo evita qualquer ação que possa parecer interferência na atividade sindical. Autoridades do Ministério do Trabalho dizem que "Temos de observar a Constituição, que garante a liberdade sindical."
Escudada no dispositivo constitucional, a criação de sindicatos galopa no Brasil. O Ministério do Trabalho requer apenas "um mínimo de democracia" no processo de fundação de um sindicato. É preciso realizar uma assembléia, convocada em jornal de grande circulação e no Diário Oficial, para pedir a formalização do futuro sindicato. A candidatura da entidade a um registro formal, que lhe dará acesso ao imposto sindical, é submetida a uma audiência pública por 30 dias.
A checagem e conferência da documentação do futuro sindicato é apenas formal. Nenhum fiscal verifica, por exemplo, se o endereço informado existe de fato. As investigações sobre irregularidades com o dinheiro do imposto sindical são feitas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal.
A frouxidão e complacência do governo para com os sindicatos não é recente. O banco de dados do Ministério do Trabalho sobre entidades sindicais só foi criado em 2005. Teria até havido um período, no final da década de 1990, em que os sindicatos nem eram registrados no ministério, devido à legislação ser vaga a esse respeito.
A Constituição diz que "a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical." Isso não deixa claro se o órgão competente para registro sindical é o Ministério do Trabalho.
Essa ambigüidade da Constituição foi a base do veto que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva impôs ao artigo 6º da Lei 11.648, que regulamentou as centrais sindicais. O texto previa a prestação de contas do dinheiro da contribuição sindical ao Tribunal de Contas da União (TCU), mas o governo considerou o artigo inconstitucional, por representar uma interferência do Poder Público nas centrais sindicais. Posteriormente, o Congresso confirmou o veto do ex-presidente Lula.
Ao serem legalizas, as centrais sindicais passaram a disputar uma fatia de até 10% do bolo da contribuição sindical que, no ano passado, foi de R$ 81 milhões. A maior fatia, de R$ 26,8 milhões, foi destinada à CUT.
As centrais sindicais tiveram papel fundamental no apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o auge do escândalo do mensalão, prometendo tomar as ruas e ‘incendiar’ o Brasil caso prosperasse a ameaça de impeachment do então presidente.
Mas, como no Brasil os partidos e seus políticos que se dizem de oposição ao governo, na verdade, são frouxos, covardes e fisiológicos, a situação logo se acomodou, certamente por terem recebido do próprio governo um ‘cala boca’ ou uma ‘teta para mamar’.
De 2005 a 2010, o governo pagou R$ 3,3 milhões a um sindicato de fachada que, em vez de representar os interesses dos seus associados trabalhadores, na verdade, atua como empresa de terceirização de mão de obra.
O dinheiro foi repassado pelo Ministério da Agricultura ao Sindicato dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral (Sintram) de Montividiu, em Goiás.
Jornalistas que estiveram em Montividiu encontraram, no endereço que o sindicato forneceu ao governo, um pequeno imóvel alugado de dois cômodos, sem placa de identificação, ao lado de um salão de beleza.
O imposto sindical movimenta no Brasil R$ 2 bilhões por ano, um forte e veemente atrativo para se registrar um sindicato. No caso do Sintram, além de abocanhar uma parte desse dinheiro, o sindicato fecha contratos com empresas agrícolas para fornecer mão-de-obra e retém 15% do dinheiro destinado ao pagamento dos trabalhadores, prática considerada ilegal pelo Ministério Público do Trabalho.
A região Centro-Oeste é a principal fonte de renda do Sintram, presidido por Djalma Domingos dos Santos, responsável pela montagem de uma rede de sindicatos em outras cidades de Goiás, além de Mato Grosso, Tocantins, Bahia e Distrito Federal.
Em Brasília, o endereço fornecido pela entidade ao governo é fictício. Somente na região de Rio Verde, Goiás, o sindicato chega a faturar R$ 1 milhão com a retenção ilegal de parte do salário dos trabalhadores.
A unidade do Sintram em Montividiu, que recebeu os R$ 3,3 milhões do Ministério da Agricultura 2004 foi colocada como alvo de um inquérito do Ministério Público pela suspeita de aliciamento de trabalhadores nordestinos, coação, condições precárias de trabalho e fraudes trabalhistas.
A legislação sobre o setor de carregamento de mercadorias, atualizada em 2009 pelo Congresso, permite ao sindicato apenas "intermediar" a contratação dos chamados "trabalhadores avulsos", mas não prevê contratos de prestação de serviços, nem retenção compulsória de parte dos salários.
A proliferação de sindicatos no Brasil caminha a galope na contramão da tendência mundial. Enquanto nos demais países, as entidades sindicais procuram se fundir, com a finalidade de ganharem poder de barganha com os sindicatos patronais nos dissídios coletivos e nas questões judiciais em defesa dos interesses do trabalhador, aqui, no Brasil, ocorre o inverso: a fragmentação sindical, com o conseqüente enfraquecimento do poder de barganha do trabalhador com o seu empregador.
A pulverização dos sindicatos é mal vista também pelos próprios dirigentes sindicais e pelo governo. Em entrevista a um órgão da mídia impressa, sobre a pulverização de sindicatos pelo Brasil afora, Luiz Antonio de Medeiros, ex-secretário de Relações do Trabalho, disse que isso "Não é bom para a força dos trabalhadores. E, enquanto existir o imposto sindical, isso vai acontecer".
ANTONIO CARLOS LACERDA é jornalista e correspondente internacional da Imprensa Estrangeira no Brasil.
Fonte: Zwelangola.
Por ANTONIO CARLOS LACERDA, Correspondente Internacional, Zweal Angola.
BRASILIA/BRASIL (ZWELA ANGOLA) – Já foi o tempo em que ser diretor de sindicato era uma missão ousada e destemida, sem qualquer finalidade lucrativa, destinada à defesa dos interesses sociais e trabalhistas da categoria de trabalhadores que representava.
Hoje, ser um diretor sindical, respeitadas as honrosas exceções, é uma ‘missão’ em busca do enriquecimento ilícito e criminoso às custas do suor, a sol e chuva, dos trabalhadores que pagam, mensalmente, suas contribuições aos cofres do sindicato.
Não é a toa que no Brasil a disputa pela vitória nas eleições sindicais virou notícias nas páginas policiais da imprensa nacional. Assassinatos misteriosos e crimes insolúveis fazem parte da história sindical brasileira.
Fortunas são construídas às custas das contribuições mensais que os trabalhadores pagam ao caixa ao sindicato da sua categoria profissional e vão diretas para as contas bancárias secretas dos ‘abnegados e transparentes’ diretores sindicais.
O imposto sindical, um bolo tributário de quase R$ 2 bilhões, formado por um dia de trabalho/ano de toda pessoa que tem carteira assinada, alimenta um território sem lei. Os 9.046 sindicatos (diretores sindical seria a expressão mais apropriada) brasileiros que dividem esses R$ 2 Bilhões não são fiscalizados.
Criar um sindicato transformou-se em um dos mais rentáveis e seguros negócios lucrativos no Brasil. Existem sindicatos para todo tipo e interesse lucrativo. No Brasil tem sindicato só de fachada, sindicato de dissidentes devido a rachas internos e até entidades atuando como empresas de terceirização de mão de obra. Tem até Federação - que por força de lei representa sindicatos de uma determinada classe de trabalhadores - sem ter sequer um sindicato filiado.
Os dirigentes das centrais admitem que o imposto sindical é o grande atrativo e está por trás da proliferação sindical, o que transforma alguns sindicatos em verdadeiros cartórios. Ano passado, 2010, o Ministério do Trabalho teria registrado um novo sindicato a cada dia, 126 no total, o que aponta uma verdadeira indústria sindical camuflada na chamada liberdade sindical, dispositivo de lei garantido pela própria Constituição Federal.
A proliferação sindical transformou-se em uma epidemia a partir de 2008, quando o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu formalizar as centrais sindicais cuja fatia do bolo em dinheiro que recebem é proporcional ao número de entidades sindicais que têm como suas filiadas. Ainda no governo Lula a situação tornou-se mais fácil ainda quando o presidente decidiu que as centrais sindicais não são mais obrigadas a prestar contas do gasto e destino bolo em dinheiro que recebem através do imposto sindical.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, chegou a dizer que "Parte dos sindicatos é constituída sem representatividade, só com o objetivo de arrecadar os recursos dos trabalhadores através das taxas existentes".
Já o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah, disse que “está havendo desmembramento de sindicatos, muitos deles artificiais e piratas. É o banditismo sindical."
Existe uma estimativa que, por ser um lucrativo ‘meio de vida’, mais da metade dos sindicatos existentes no Brasil tem como finalidade somente o recebimento de mensalidades pagas pelo trabalhador e a participação na divisão do bolo do imposto sindical.
Dirigir uma entidade passou a ser meio de vida de algumas pessoas, como foi a denúncia do caso de Djalma Domingos Santos, que dirige um sindicato que faz intermediação de mão de obra para empresas do agronegócio.
Os abusos foram tão ousados e flagrantes que o sindicato ficou sob investigação do Ministério Público do Trabalho. Djalma Domingos Santos também preside sindicatos de trabalhadores da movimentação de mercadorias em geral em pelo menos cinco cidades. A região Centro-Oeste é a principal fonte de renda do Sintram, presidido por Djalma Domingos dos Santos, responsável pela montagem de uma rede de sindicatos em outras cidades de Goiás, além de Mato Grosso, Tocantins, Bahia e Distrito Federal. Em Brasília, o endereço fornecido pela entidade ao governo é fictício. Somente na região de Rio Verde, Goiás, o sindicato chega a faturar R$ 1 milhão com a retenção de parte do salário dos trabalhadores.
Não se consegue acreditar como pode uma única pessoa conseguir ser presidente de tantos sindicatos ao mesmo tempo, devidamente registrados no Ministério do Trabalho. Se para dirigir um único sindicato já seria uma tarefa árdua e que requer completa dedicação, imagine dirigir vários sindicatos, como é o caso de Djalma Domingos dos Santos.
Por sua vez, o próprio governo evita qualquer ação que possa parecer interferência na atividade sindical. Autoridades do Ministério do Trabalho dizem que "Temos de observar a Constituição, que garante a liberdade sindical."
Escudada no dispositivo constitucional, a criação de sindicatos galopa no Brasil. O Ministério do Trabalho requer apenas "um mínimo de democracia" no processo de fundação de um sindicato. É preciso realizar uma assembléia, convocada em jornal de grande circulação e no Diário Oficial, para pedir a formalização do futuro sindicato. A candidatura da entidade a um registro formal, que lhe dará acesso ao imposto sindical, é submetida a uma audiência pública por 30 dias.
A checagem e conferência da documentação do futuro sindicato é apenas formal. Nenhum fiscal verifica, por exemplo, se o endereço informado existe de fato. As investigações sobre irregularidades com o dinheiro do imposto sindical são feitas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal.
A frouxidão e complacência do governo para com os sindicatos não é recente. O banco de dados do Ministério do Trabalho sobre entidades sindicais só foi criado em 2005. Teria até havido um período, no final da década de 1990, em que os sindicatos nem eram registrados no ministério, devido à legislação ser vaga a esse respeito.
A Constituição diz que "a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical." Isso não deixa claro se o órgão competente para registro sindical é o Ministério do Trabalho.
Essa ambigüidade da Constituição foi a base do veto que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva impôs ao artigo 6º da Lei 11.648, que regulamentou as centrais sindicais. O texto previa a prestação de contas do dinheiro da contribuição sindical ao Tribunal de Contas da União (TCU), mas o governo considerou o artigo inconstitucional, por representar uma interferência do Poder Público nas centrais sindicais. Posteriormente, o Congresso confirmou o veto do ex-presidente Lula.
Ao serem legalizas, as centrais sindicais passaram a disputar uma fatia de até 10% do bolo da contribuição sindical que, no ano passado, foi de R$ 81 milhões. A maior fatia, de R$ 26,8 milhões, foi destinada à CUT.
As centrais sindicais tiveram papel fundamental no apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o auge do escândalo do mensalão, prometendo tomar as ruas e ‘incendiar’ o Brasil caso prosperasse a ameaça de impeachment do então presidente.
Mas, como no Brasil os partidos e seus políticos que se dizem de oposição ao governo, na verdade, são frouxos, covardes e fisiológicos, a situação logo se acomodou, certamente por terem recebido do próprio governo um ‘cala boca’ ou uma ‘teta para mamar’.
De 2005 a 2010, o governo pagou R$ 3,3 milhões a um sindicato de fachada que, em vez de representar os interesses dos seus associados trabalhadores, na verdade, atua como empresa de terceirização de mão de obra.
O dinheiro foi repassado pelo Ministério da Agricultura ao Sindicato dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral (Sintram) de Montividiu, em Goiás.
Jornalistas que estiveram em Montividiu encontraram, no endereço que o sindicato forneceu ao governo, um pequeno imóvel alugado de dois cômodos, sem placa de identificação, ao lado de um salão de beleza.
O imposto sindical movimenta no Brasil R$ 2 bilhões por ano, um forte e veemente atrativo para se registrar um sindicato. No caso do Sintram, além de abocanhar uma parte desse dinheiro, o sindicato fecha contratos com empresas agrícolas para fornecer mão-de-obra e retém 15% do dinheiro destinado ao pagamento dos trabalhadores, prática considerada ilegal pelo Ministério Público do Trabalho.
A região Centro-Oeste é a principal fonte de renda do Sintram, presidido por Djalma Domingos dos Santos, responsável pela montagem de uma rede de sindicatos em outras cidades de Goiás, além de Mato Grosso, Tocantins, Bahia e Distrito Federal.
Em Brasília, o endereço fornecido pela entidade ao governo é fictício. Somente na região de Rio Verde, Goiás, o sindicato chega a faturar R$ 1 milhão com a retenção ilegal de parte do salário dos trabalhadores.
A unidade do Sintram em Montividiu, que recebeu os R$ 3,3 milhões do Ministério da Agricultura 2004 foi colocada como alvo de um inquérito do Ministério Público pela suspeita de aliciamento de trabalhadores nordestinos, coação, condições precárias de trabalho e fraudes trabalhistas.
A legislação sobre o setor de carregamento de mercadorias, atualizada em 2009 pelo Congresso, permite ao sindicato apenas "intermediar" a contratação dos chamados "trabalhadores avulsos", mas não prevê contratos de prestação de serviços, nem retenção compulsória de parte dos salários.
A proliferação de sindicatos no Brasil caminha a galope na contramão da tendência mundial. Enquanto nos demais países, as entidades sindicais procuram se fundir, com a finalidade de ganharem poder de barganha com os sindicatos patronais nos dissídios coletivos e nas questões judiciais em defesa dos interesses do trabalhador, aqui, no Brasil, ocorre o inverso: a fragmentação sindical, com o conseqüente enfraquecimento do poder de barganha do trabalhador com o seu empregador.
A pulverização dos sindicatos é mal vista também pelos próprios dirigentes sindicais e pelo governo. Em entrevista a um órgão da mídia impressa, sobre a pulverização de sindicatos pelo Brasil afora, Luiz Antonio de Medeiros, ex-secretário de Relações do Trabalho, disse que isso "Não é bom para a força dos trabalhadores. E, enquanto existir o imposto sindical, isso vai acontecer".
ANTONIO CARLOS LACERDA é jornalista e correspondente internacional da Imprensa Estrangeira no Brasil.
Fonte: Zwelangola.
Brasil, paraíso da espionagem institucionalizada para fins pessoais.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Foto: (UNODC.org)
Por ANTONIO CARLOS LACERDA
Correspondente Internacional, Zwela Angola.
BRASILIA/BRASIL (ZWELA ANGOLA) – No Brasil, a institucionalização da corrupção, do suborno, da prevaricação e do roubo nos órgãos públicos levaram o País a ingressar em um pleno estado de paranóia da espionagem, alimentando um monstro estatal que pode muito bem ser classificado com “estado policialesco” e abalar ou até mesmo desmoronar as jovens e ainda frágeis estruturas do Estado Democrático de Direito, que se pretendeu instalar no País a partir de 1985, com o dito fim da ditadura militar, instalada em 1964.
Os órgãos públicos e empresas particulares se transformaram em um verdadeiro “Big Brother”, com câmeras filmadoras, microfones, bloqueadores, interceptadores e outros dispositivos de espionagem espalhados por todos os cantos, até nos elevadores e locais antes tidos como ‘reservados’.
Até nas igrejas os fiéis não escapam do olho mágico e que tudo vê e registra do sistema de segurança. Nas ruas, praças e avenidas, os órgãos públicos instalaram sistemas de monitoramentos que invadem criminosamente a privacidade do cidadão.
O homem público, com destaque para aquele cujas atividades e procedimentos podem não estar dentro dos padrões da ética, da moralidade e da transparência que normatizam a função, é o que mais se preocupa, se resguardar, se assusta e teme a espionagem que tomou conta de toda a nação.
Há, também, aquele que, por estar atolado em um mar de lamas, de corrupção, de suborno e de outros expedientes criminosos, necessita de monitorar pessoas para diante da elaboração de um dossiê chantageá-las e, com isso, conseguir escapar de possíveis punições legais.
Como se não bastasse a escuta e o bloqueio telefônico ilegal, o monitoramento por câmeras filmadoras que galopa no País, tem gente se especializando até em leitura labial, para, mesmo a distância, saber tudo que determinadas pessoas conversam entre si.
O pior de tudo isso é que esse ousado e cínico crime contra privacidade do cidadão se agiganta diante da absoluta certeza da impunidade face à impotência ou conveniência das próprias instituições públicas responsáveis pela punição desse tipo de crime em não agir de forma a punir severamente seus praticantes.
De posse dos chamados dossiês, criminosos, de uma determinada pessoa, surge a figura do chantagista que coloca a vítima na parede, tirando dela tudo o que deseja para atender seus fins, sempre criminosos ou para contra crimes que tenha praticado se imunizar.
A escalada da espionagem do homem público no Brasil explodiu em 2008, por ocasião do maior escândalo de bloqueio e escuta telefônica criminosa no País, envolvendo o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Ferreira Mendes, patrocinado pelo próprio poder público e que foi amplamente denunciado pela imprensa nacional e estrangeira.
Uma simples conversa telefônica do ministro Gilmar Mendes com o senador Demóstenes Torres assustou a nação e colocou em guarda o homem público brasileiro. O fato mostra, com soberba, o tamanho da ousadia e coragem dos responsáveis pela escuta do que Gilmar Mendes e Demóstenes Torres trataram por telefone.
Na ocasião, as suspeitas pela escuta recaíram sobre algum grupo hostil ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva dentro da própria Presidência da República, que poderia ter praticado as escutas ilegais depois da prisão do famoso banqueiro Daniel Dantas, a quem Mendes concedeu liberdade, pelo que foi acusado de favorecer ao banqueiro.
Naquela ocasião, a revista Veja, disse que o Brasil começa a vivver uma nova crise institucional e que o ministro Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres foram submetidos a espionagem telefônica por parte da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), órgão oficial da própria Presidência da República. O ministro e o senador exigiram, com veemência, do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que investigasse o fato imediatamente.
Realmente, Gilmar Mendes cancelou uma viagem a Coréia do Sul à espera que Lula ofereça explicações e Demóstenes Torres considerou gravíssimo o fato do serviço secreto do próprio governo espionem membros dos órgãos independentes do Estado como o Supremo Tribunal e o Congresso Nacional. Por sua vez, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva qualificou as escutas ilegais de “inaceitáveis” e de “gravíssima violação do direito de comunicação”, afirmando que iria pedir explicações ao serviço secreto da Presidência da República.
No escândalo, teriam sido espionados tanto a então ministra da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff - eleita presidente com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - , já considerada a pessoa que Lula apoiaria como candidata à Presidência, e o próprio chefe do Gabinete de Lula, Gilberto Carvalho.
Na época, Lula foi explícito ao dizer que “ Nenhum cidadão – incluídos os membros dos três poderes do Estado – pode ser objeto de escutas telefônicas ilegais sem uma ordem judicial”. Por sua vez, o serviço secreto do governo negou o fato e a Polícia Federal prometeu levar a cabo uma investigação.
Surgiram, entretanto, denúncias de casos de bloqueios e escutas telefônicas ilegais de políticos, juízes. Ministros, funcionários públicos, empresários, etc. Hoje, calcula-se que mais de dois milhões de brasileiros têm seu telefone bloqueado e controlado, por alguém sob o manto oficial da impunidade governamental.
A lei brasileira sobre escutas telefônicas, entre outras normas, diz que, somente através de ordem judicial explícita a polícia pode bloquear, monitorar e gravas conversas de pessoas através de telefone, mesmo assim, para fins judiciais.
A paranóia da espionagem institucionalizada no Brasil está alimentando um monstro estatal que pode muito bem ser classificado com “estado policialesco” e abalar ou até mesmo desmoronar as jovens e ainda frágeis estruturas do Estado Democrático de Direito, que se pretendeu instalar no País a partir de 1985, com o dito fim da ditadura militar, instalada em 1964.
Quando alvo das escutas telefônicas, o ministro Gilmar Mendes alertou para os riscos, anunciou que seu gabinete havia sido rastreado e revelou que suas conversas com assessores não eram mais sigilosas. Inclusive as telefônicas.
Hoje, a exemplo do setor público de modo geral, por conta do escândalo do suposto grampo contra o seu então presidente, ministro Gilmar Mendes, em 2008, o Supremo Tribunal Federal (STF) também foi dominado pela paranóia da espionagem. Desde então, Gilmar Mendes teria um "personal araponga", que lhe dá assessoria informal quando a ameaça vem de fora.
O trabalho de vigilância e proteção ao ministro Gilmar Mendes estaria sob a responsabilidade do ex-agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Jairo Martins, um dos nomes mais requisitados do mercado, que nega essa condição profissional.
No Supremo Tribunal Federal, devido à natureza do cargo e do seu trabalho, todos os ministros têm proteção especial, embora alguns sejam mais preocupados que outros. Segundo noticiário da imprensa, o ministro Marco Aurélio Mello costuma pedir mais varreduras no seu gabinete, o que também ocorre com o atual presidente da Corte, ministro Cezar Peluso.
O STF tem até uma Secretaria de Segurança Judiciária, que faz treinamento permanente de suas equipes em ações de inteligência. Esse cuidado confirma a preocupação crescente da Corte com a proteção de seus documentos e com a chamada "segurança orgânica das instalações".
Por conta da paranóia da espionagem, empresas de segurança e ex-policiais prestam serviço a parlamentares e ministros receosos de serem grampeados e terem suas conversas expostas publicamente ou até os transformar em alvos de denúncias e processos judiciais.
Altos funcionários e dirigentes dos três Poderes da República estão acuados pela paranóia da espionagem destinada a produção de dossiês – falsos ou verdadeiros - que tomou conta do País. Por conta disso, essas pessoas passaram a buscar profissionais especialistas em técnicas de investigação, inteligência e contra-inteligência, com a finalidade de se prevenir contra a espionagem, que em muitos casos destina-se em bisbilhotar a vida profissional, pessoal e até amorosa de rivais na vida pública.
Profissionais de inteligência estimam em mais de 20% o crescimento da procura neste ano por autoridades interessados em se proteger contra atos de espionagem.
A nova legislatura do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, além das Assembléias Legislativas, já nasceu contaminada e assustada pelos escândalos envolvendo dossiês nas últimas eleições.
Segundo declaração de Edilmar Lima, da Central Única Federal dos Detetives do Brasil - uma das empresas do ramo mais requisitadas do País -, publicada na imprensa, "A procura só não é maior porque os políticos optaram por incluir profissionais de inteligência na cota de assessores".
Segundo Lima, mais da metade dos integrantes do Congresso Nacional já teria montado alguma estrutura de inteligência e pelo menos 20 parlamentares requisitam os serviços da empresa. "Estamos no século da insegurança. Na política, todo mundo acha que é investigado e nos contrata para fazer contra-espionagem."
Há também o caso de vários políticos que usam recursos de espionagem para levantar a sujeira da vida de seus adversários. Para Lima, a lógica é a mesma que move vítimas de traição, chantagem e concorrência desleal.
No Senado Federal os mais preocupados com a espionagem são o presidente José Sarney e o líuder do governo Romero Jucá. Sarney mantém como seu consultor o delegado aposentado Edmo Salvatori, ex-superintendente da Polícia Federal em Brasília. Romero Jucá frequentemente faz varreduras nos locais de trabalho.
Salvatori não está mais no quadro de assessores, mas ainda dá consultoria a Sarney. Uma faz contribuições mais relevantes prestadas por Salvatori a Sarney teria ocorrido durante a Operação Navalha, da Polícia Federal, que indiciou aliados do senador, como o ex-ministro Silas Rondeau. O ex-delegado teria sido útil para vigiar delegados e agentes da Polícia Federal que atuaram na operação Factor, ex-Boi Barrica, que investigou Fernando Sarney, filho do senador.
Com aval do próprio José Sarney, o serviço de inteligência do Senado Federal foi reestruturado e adquiriu equipamentos de varredura de última geração, do mesmo nível do da Polícia Federal, e a equipe de funcionários recebe treinamento regular na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
ANTONIO CARLOS LACERDA é jornalista e correspondente internacional da Imprensa Estrangeira no Brasil.
Fonte: Zwelangola
Foto: (UNODC.org)
Por ANTONIO CARLOS LACERDA
Correspondente Internacional, Zwela Angola.
BRASILIA/BRASIL (ZWELA ANGOLA) – No Brasil, a institucionalização da corrupção, do suborno, da prevaricação e do roubo nos órgãos públicos levaram o País a ingressar em um pleno estado de paranóia da espionagem, alimentando um monstro estatal que pode muito bem ser classificado com “estado policialesco” e abalar ou até mesmo desmoronar as jovens e ainda frágeis estruturas do Estado Democrático de Direito, que se pretendeu instalar no País a partir de 1985, com o dito fim da ditadura militar, instalada em 1964.
Os órgãos públicos e empresas particulares se transformaram em um verdadeiro “Big Brother”, com câmeras filmadoras, microfones, bloqueadores, interceptadores e outros dispositivos de espionagem espalhados por todos os cantos, até nos elevadores e locais antes tidos como ‘reservados’.
Até nas igrejas os fiéis não escapam do olho mágico e que tudo vê e registra do sistema de segurança. Nas ruas, praças e avenidas, os órgãos públicos instalaram sistemas de monitoramentos que invadem criminosamente a privacidade do cidadão.
O homem público, com destaque para aquele cujas atividades e procedimentos podem não estar dentro dos padrões da ética, da moralidade e da transparência que normatizam a função, é o que mais se preocupa, se resguardar, se assusta e teme a espionagem que tomou conta de toda a nação.
Há, também, aquele que, por estar atolado em um mar de lamas, de corrupção, de suborno e de outros expedientes criminosos, necessita de monitorar pessoas para diante da elaboração de um dossiê chantageá-las e, com isso, conseguir escapar de possíveis punições legais.
Como se não bastasse a escuta e o bloqueio telefônico ilegal, o monitoramento por câmeras filmadoras que galopa no País, tem gente se especializando até em leitura labial, para, mesmo a distância, saber tudo que determinadas pessoas conversam entre si.
O pior de tudo isso é que esse ousado e cínico crime contra privacidade do cidadão se agiganta diante da absoluta certeza da impunidade face à impotência ou conveniência das próprias instituições públicas responsáveis pela punição desse tipo de crime em não agir de forma a punir severamente seus praticantes.
De posse dos chamados dossiês, criminosos, de uma determinada pessoa, surge a figura do chantagista que coloca a vítima na parede, tirando dela tudo o que deseja para atender seus fins, sempre criminosos ou para contra crimes que tenha praticado se imunizar.
A escalada da espionagem do homem público no Brasil explodiu em 2008, por ocasião do maior escândalo de bloqueio e escuta telefônica criminosa no País, envolvendo o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Ferreira Mendes, patrocinado pelo próprio poder público e que foi amplamente denunciado pela imprensa nacional e estrangeira.
Uma simples conversa telefônica do ministro Gilmar Mendes com o senador Demóstenes Torres assustou a nação e colocou em guarda o homem público brasileiro. O fato mostra, com soberba, o tamanho da ousadia e coragem dos responsáveis pela escuta do que Gilmar Mendes e Demóstenes Torres trataram por telefone.
Na ocasião, as suspeitas pela escuta recaíram sobre algum grupo hostil ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva dentro da própria Presidência da República, que poderia ter praticado as escutas ilegais depois da prisão do famoso banqueiro Daniel Dantas, a quem Mendes concedeu liberdade, pelo que foi acusado de favorecer ao banqueiro.
Naquela ocasião, a revista Veja, disse que o Brasil começa a vivver uma nova crise institucional e que o ministro Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres foram submetidos a espionagem telefônica por parte da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), órgão oficial da própria Presidência da República. O ministro e o senador exigiram, com veemência, do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que investigasse o fato imediatamente.
Realmente, Gilmar Mendes cancelou uma viagem a Coréia do Sul à espera que Lula ofereça explicações e Demóstenes Torres considerou gravíssimo o fato do serviço secreto do próprio governo espionem membros dos órgãos independentes do Estado como o Supremo Tribunal e o Congresso Nacional. Por sua vez, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva qualificou as escutas ilegais de “inaceitáveis” e de “gravíssima violação do direito de comunicação”, afirmando que iria pedir explicações ao serviço secreto da Presidência da República.
No escândalo, teriam sido espionados tanto a então ministra da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff - eleita presidente com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - , já considerada a pessoa que Lula apoiaria como candidata à Presidência, e o próprio chefe do Gabinete de Lula, Gilberto Carvalho.
Na época, Lula foi explícito ao dizer que “ Nenhum cidadão – incluídos os membros dos três poderes do Estado – pode ser objeto de escutas telefônicas ilegais sem uma ordem judicial”. Por sua vez, o serviço secreto do governo negou o fato e a Polícia Federal prometeu levar a cabo uma investigação.
Surgiram, entretanto, denúncias de casos de bloqueios e escutas telefônicas ilegais de políticos, juízes. Ministros, funcionários públicos, empresários, etc. Hoje, calcula-se que mais de dois milhões de brasileiros têm seu telefone bloqueado e controlado, por alguém sob o manto oficial da impunidade governamental.
A lei brasileira sobre escutas telefônicas, entre outras normas, diz que, somente através de ordem judicial explícita a polícia pode bloquear, monitorar e gravas conversas de pessoas através de telefone, mesmo assim, para fins judiciais.
A paranóia da espionagem institucionalizada no Brasil está alimentando um monstro estatal que pode muito bem ser classificado com “estado policialesco” e abalar ou até mesmo desmoronar as jovens e ainda frágeis estruturas do Estado Democrático de Direito, que se pretendeu instalar no País a partir de 1985, com o dito fim da ditadura militar, instalada em 1964.
Quando alvo das escutas telefônicas, o ministro Gilmar Mendes alertou para os riscos, anunciou que seu gabinete havia sido rastreado e revelou que suas conversas com assessores não eram mais sigilosas. Inclusive as telefônicas.
Hoje, a exemplo do setor público de modo geral, por conta do escândalo do suposto grampo contra o seu então presidente, ministro Gilmar Mendes, em 2008, o Supremo Tribunal Federal (STF) também foi dominado pela paranóia da espionagem. Desde então, Gilmar Mendes teria um "personal araponga", que lhe dá assessoria informal quando a ameaça vem de fora.
O trabalho de vigilância e proteção ao ministro Gilmar Mendes estaria sob a responsabilidade do ex-agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Jairo Martins, um dos nomes mais requisitados do mercado, que nega essa condição profissional.
No Supremo Tribunal Federal, devido à natureza do cargo e do seu trabalho, todos os ministros têm proteção especial, embora alguns sejam mais preocupados que outros. Segundo noticiário da imprensa, o ministro Marco Aurélio Mello costuma pedir mais varreduras no seu gabinete, o que também ocorre com o atual presidente da Corte, ministro Cezar Peluso.
O STF tem até uma Secretaria de Segurança Judiciária, que faz treinamento permanente de suas equipes em ações de inteligência. Esse cuidado confirma a preocupação crescente da Corte com a proteção de seus documentos e com a chamada "segurança orgânica das instalações".
Por conta da paranóia da espionagem, empresas de segurança e ex-policiais prestam serviço a parlamentares e ministros receosos de serem grampeados e terem suas conversas expostas publicamente ou até os transformar em alvos de denúncias e processos judiciais.
Altos funcionários e dirigentes dos três Poderes da República estão acuados pela paranóia da espionagem destinada a produção de dossiês – falsos ou verdadeiros - que tomou conta do País. Por conta disso, essas pessoas passaram a buscar profissionais especialistas em técnicas de investigação, inteligência e contra-inteligência, com a finalidade de se prevenir contra a espionagem, que em muitos casos destina-se em bisbilhotar a vida profissional, pessoal e até amorosa de rivais na vida pública.
Profissionais de inteligência estimam em mais de 20% o crescimento da procura neste ano por autoridades interessados em se proteger contra atos de espionagem.
A nova legislatura do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, além das Assembléias Legislativas, já nasceu contaminada e assustada pelos escândalos envolvendo dossiês nas últimas eleições.
Segundo declaração de Edilmar Lima, da Central Única Federal dos Detetives do Brasil - uma das empresas do ramo mais requisitadas do País -, publicada na imprensa, "A procura só não é maior porque os políticos optaram por incluir profissionais de inteligência na cota de assessores".
Segundo Lima, mais da metade dos integrantes do Congresso Nacional já teria montado alguma estrutura de inteligência e pelo menos 20 parlamentares requisitam os serviços da empresa. "Estamos no século da insegurança. Na política, todo mundo acha que é investigado e nos contrata para fazer contra-espionagem."
Há também o caso de vários políticos que usam recursos de espionagem para levantar a sujeira da vida de seus adversários. Para Lima, a lógica é a mesma que move vítimas de traição, chantagem e concorrência desleal.
No Senado Federal os mais preocupados com a espionagem são o presidente José Sarney e o líuder do governo Romero Jucá. Sarney mantém como seu consultor o delegado aposentado Edmo Salvatori, ex-superintendente da Polícia Federal em Brasília. Romero Jucá frequentemente faz varreduras nos locais de trabalho.
Salvatori não está mais no quadro de assessores, mas ainda dá consultoria a Sarney. Uma faz contribuições mais relevantes prestadas por Salvatori a Sarney teria ocorrido durante a Operação Navalha, da Polícia Federal, que indiciou aliados do senador, como o ex-ministro Silas Rondeau. O ex-delegado teria sido útil para vigiar delegados e agentes da Polícia Federal que atuaram na operação Factor, ex-Boi Barrica, que investigou Fernando Sarney, filho do senador.
Com aval do próprio José Sarney, o serviço de inteligência do Senado Federal foi reestruturado e adquiriu equipamentos de varredura de última geração, do mesmo nível do da Polícia Federal, e a equipe de funcionários recebe treinamento regular na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
ANTONIO CARLOS LACERDA é jornalista e correspondente internacional da Imprensa Estrangeira no Brasil.
Fonte: Zwelangola
Angola - Combate REAL a pobreza, precisa-se e Urgente!
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Caro leitor, leia até ao fim da página, vale a pena tomar conhecimento.
Caro leitor, leia até ao fim da página, vale a pena tomar conhecimento.
“Visto que disseste…pois fizemos da mentira nosso refúgio e nos escondemos na falsidade…” – Isaías 28:15
“Uma cooperação passiva com um sistema injusto torna o oprimido tão viciado como o opressor”. – Martim Luther King
A semana passada realizei um sonho de infância, uma viagem por terra de Luanda ao Dundo, antes na era colonial tivera feito na companhia dos meus progenitores por mais de uma vez, viagens de Luanda até o Quissole (ou Kissoli), desta vez fui ou cheguei cerca de várias centenas de quilómetros mais adiante pela primeira vez atravessei as fronteiras do meu torrão natal mais para o Leste em direcção a Lunda norte mais concretamente Dundo (promessa que fizera a um saudoso e sempre presente amigo de infância e companheiro nas FAPLA, já falecido Danilo Kawingo Kaneketa, nascido naquela belíssima e rica região), porém em todos os aspectos diametralmente oposto as viagens que realizara no passado.Na Angola colonial, a paisagem inteira era dominada por uma frenética diversidade e extensa actividade agrícola, um exuberante serpentear verdejante acompanhava-nos durante todo o trajecto e ‘encarcerava’ os nossos sentidos de forma agradável o que ocasionava uma explosão benéfica e pacifica de contagiante alegria, as frutas ‘invadia’ de forma generosa a nossa bagagem até não mais poder, uma solidariedade fantástica e ‘arco-íris’ era a ‘marca registada’ de todos os utilizadores das estradas “algum problema, posso ajudar?” eram as perguntas mais frequentes, repetidas até a exaustão. Água? Estava sempre a disposição acondicionadas em moringues que proporcionava uma ‘frescabilidade’ inigualável até nos casebres mais humildes “não se nega água” ouvíamos vezes sem conta, das preocupadas pessoas a quem dirigíamos o pedido, sempre com um sorriso cândido e encorajante… as aldeias (inúmeras ao longo do percurso) eram encantadoras, os aldeões mais encantadores ainda distribuíam grátis simpatia e desinteressada hospitalidade, “vêm de Luanda?.. ah! coitadinhos dos pequenos, entrem e comam qualquer coisa…” era frequente ouvir no idioma local, (adorava ouvir o kimbundo ‘cantarolada’ com a tonalidade dos naturais do K. Norte uma ‘pitadazinha’ diferente dos naturais de Malange) tornando a viagem ainda mais aprazível principalmente para a petizada.
Hoje?.. a viagem e os condimentos acima descritos, são como disse no génesis desta, diametralmente opostos. Para o propósito do artigo presente, vamos apenas concentrarmo-nos em alguns pormenores; a paisagem quase hostil e estéril e as ‘personagens’ paupérrimas e na sua maioria pouco simpáticas, ‘carrancudas’ e quase totalmente materialistas. Uma pergunta saltou-me na mente um milhão de vezes; “ como o governo tenciona fazer o combate á pobreza?”, se os campos estão improdutivos ou melhor abandonados, os aldeões e as aldeias na mais completa miséria?.. alegria nos rostos das pessoas? Raramente se vislumbrava a não ser quando estas tinham em perspectiva ‘vender-nos algo’, até mesmo as pessoas que víamos ao redor das bandeiras (que eram as centenas como se estas fossem o milagroso maná; “vão trabalhar” aconselhava quando tivesse oportunidade) as pessoas e mui principalmente a criançada, exibiam um ‘físico’ quase tísico ou esquelético, rostos acabrunhados e de pouco amigos, quando nos faziam a tradicional pergunta de onde vêm e qual o destino, os seus olhos parecia dizer-nos algo mais além da «periferia’ da pergunta “estúpidos porque saiem da ‘terra prometida’, a medida que se afastam de Luanda, mais próximo estarão da sepultura e do inferno” Quanto mais para o interior as condições de vida mais se assemelha ao inferno.
Mas não ouvimos, vez por outra na imprensa oficial do governo, de produções agrícolas estonteantes em algumas regiões do País? Como tal é possível se os campos ‘vestem-se’ de castanho e amarelo ao invés da ‘camisola’ verde? Como tal é possível se o êxodo é cada vez maior do campo para a cidade?.. Lembrei-me de uma notícia da Euronews relacionado com o Japão, um arquipélago constituído por 6.852 ilhas, a maior parte destas é montanhosa e com muitos vulcões, com uma área total de 377.873 Kms2 (menos de 1/3 do território de Angola) exporta anualmente cerca de 200.000 toneladas de alimentos, ora o que significa que produz cerca de 10 vezes mais, uma vez que tem de alimentar uma população de cerca de 127.433.000 habitantes, qual é/foi o milagre Nipónico? Poderemos algum dia produzir na mesma proporção territorial igual ou superior quantidade em alimentos?.. a-propósito, um amigo meu do Lote 22 (Bairro prenda) meio a brincar meio a serio sentenciou com muita propriedade; “Em Angola, o negócio que mais próspera após o petróleo é o das agências Funerárias” provavelmente o meu caro camarada esta prenhe de razão.
Um camponês esclarecido segredou-me em resposta ao meu ‘conselho’; falta de crédito bancário, falta de alfaias agrícolas, apoio técnico e acessória de um laboratório ou instituto com os serviços da antiga Chianga/Huambo e congéneres, para estudos dos solos e competente acompanhamento do desenvolvimento agrícola um pouco por todo o País, falta de uma revista da especialidade, como a ‘falecida’ Gazeta Agrícola para difundir atempada informação técnica e ‘outros derivados’, falta de apoio e organização da rede comercial local com subsídios reais, e por fim estímulos realísticos do governo a actividade.
Compreendi porque, nunca se viu maior êxodo do interior do País para Luanda do que nestes 9 anos de Paz, no interior objectivamente Não há nada, não se vislumbra nenhum desenvolvimento, NENHUMA ESPERANÇA, só monotonia repetida e agravada a cada dia, não vamos falar neste artigo das condições das estradas, um autêntico calvário, mas sim das condições de vida das pessoas do interior “sempre a descer”, as aldeias seguindo um plano colonial (Lembram-se das aldeias da Paz?) foram ‘atraídas’ para junto ou a berma das principais rotas nacional, por outro lado os camponeses por uma questão de sobrevivência obrigatória, abandonaram os locais de origem para procurarem sobreviver da actividade mercantil em prejuízo da actividade agrícola. Algumas infra-estruturas novíssimas e elogiáveis foram erguidas, postos médicos (sem pessoal qualificado), centros hospitalares (sem fármacos ou medicamentos), escolas etc., as pessoas não ‘comem ‘o cimento’ disse-nos ou melhor murmurou-nos agastado e tristíssimo um ‘velho’ nos seus 40 que mais se assemelhava a um septuagenário, com um olhar penosamente opaco e aterradoramente vazio que parecia ser mais uma ‘singular’ personagem de um desastroso filme zombie ‘made in Xangai’.
Desta feita quem foi o ‘guia’ para o resto da composição da ‘delegação’ em viagem, foi o signatário e fui indicando as culturas que dominavam na era colonial a cada localidade, e quando chegamos a Lucala (região onde nascera o pai da minha avó, a mãe ou seja a minha bisavó era natural de Bula-atumba) comecei a descrever com mais propriedade e detalhes a ‘paisagem,’ cultura, hábitos e costumes e claro a respectiva actividade produtiva, citei inclusive as fazendas (ao longo do trajecto) e o nome dos proprietários das fazendas até Quissole. No Lombe fizemos uma obrigatória paragem para retemperar forças e no dia seguinte fazermos uma peregrinação no verdadeiro sentido da palavra a Kalandula e as Quedas de água, A MARAVILHA que nos fez lembrar “que não passamos de meras partículas de pó” na face daquele que criou tamanha, magistral e imponente obra e que benevolamente a ‘inculcou’ naquelas paragens… ah! Esquecia-me de mencionar uma anterior peregrinação desta feita em Cacuso, e a visita a fortaleza natural das Pedras de Pungo yá Ndongo (as famosas Pedras Negras), onde cheguei com humilde temor e tremor, o meu avô paterno jaz sob aquelas pedras… “avô eis-me de volta” bramei respeitosa e silenciosamente no meu interior, agradecido por Deus me ter mantido vivo e desfrutar do presente privilégio, revisitar a impressão de Ngola Kiluange (impressão digital nacional) e um dos ‘altares’ da resistência colonial e bastião da cultura dos Ndongos, o que deu verdadeiramente origem ao termo camundongos, actualmente mal aplicados relacionando-os com os naturais de Luanda… bem isso, são outros mambos e quejandos.
Propositadamente uma questão subiu-me a mente, a AGRICULTURA; não é possível ‘desenhar’ qualquer plano sério e ‘adulto’ de combate a pobreza, sem ter em conta este tão importante sector de produção nacional, que acertada e oportunamente A. Neto o denominou; A BASE do desenvolvimento nacional, uma extensão de terra de mais de 800 kms disse-nos isso de forma implícita e explícita. Ademais compreendi porque os camponeses na Angola colonial, eram diferentes dos de HOJE, aqueles tinham emprego, tinham uma base de sustentação diária e regular, se bem que a alguns de forma intermitente mas eram regular “as pessoas não comem cimento” milhares de pessoas no passado tinham emprego, trabalhando para outrem ou por conta própria, e os produtos que produziam eram prontamente absorvidos pelo bem estruturado mercado local sem muito esforço e dispêndio monetário, não dependiam exclusivamente de Luanda, no passado todo o campo em qualquer parte do País, pululava de actividade, era que como uma roda dentada devidamente oleada a girar dentro de uma função devidamente equilibrada e planificada, a agricultura e o comércio desenvolviam e prosperavam de mãos dadas, todas as vias secundárias e terciárias estavam devidamente ‘abertas’ e cuidadas sob a idónea tutela dos postos administrativos local, a interacção constante campo-cidade-campo fazia-se quase harmoniosamente sem sobressaltos.
A JAEA (Junta Autónoma de Estradas de Angola) era uma muito competente instituição que executava com brio profissional o seu objecto social, e mantinha dentro das suas ‘fronteiras de actividade’ milhares e milhares de empregados, representando a construção do País. A JAEA representado em todo o País, era a única instituição a nível do País que projectava com a acessória do Laboratório de Angola localizado em Luanda e executava todas as estradas em todo o País, todos nós lembramo-nos da qualidade a-toda prova, das mesmas. Hoje até o Kundy Paihama tem uma empresa que ‘faz’ estradas e que estradas meus senhores! A fralda descartável é mais durável, não é que tenha alguma ‘coisa’ contra o Sr. Ministro, é apenas para ilustrar que hoje o ‘assunto’ das estradas na Angola de todos Nós, esta entregue a empresas e indivíduos tão dispares e disparatados que um ano depois de “arrancar o tristemente célebre projecto canteiro de obras na qual nos iríamos orgulhar” QUASE TUDO REBENTOU PELAS COSTURAS (resultando em bilhões de Usd, atirados para o brejo) ‘quase’ que já não temos estradas, a estrada Dondo-Malange, (a titulo de exemplo) mais parece a superfície lunar, meus senhores (governantes) tenham dó!.. o resto nem vale me dar ao trabalho de referência-lo.
A JAEA, executava tal gigantesca missão com 90% de pessoal local, hoje vimos uma mescla de nações e nacionalidades, que o ‘arquitecto’ do famoso “canteiro de obras” recrutou ou contratou que mais parece o ‘edificio’ da ONU. A-propósito porque então fazem sempre referência a pseudo conspiração internacional para ‘apear’ o governo do MPLA-JES, se foram eles (a pretensa vitima) os responsáveis pela composição da ‘conspiração internacional’ para o prejuízo do povo Angolano, introduzindo-os em Angola para ‘assessora-los’ no avassalador saque ao erário publico? Neste capitulo (repito) há sim uma autêntica “conspiração internacional” a convite do MPLA-JES encabeçada por Portugal (Portugueses, sem ofensa) para o nítido prejuízo do Povo.
Lembrei-me de um outro dilema, cadê o 4º ramo das FAA, porque tal foi cogitado e planificado a quando dos acordos de Luena? Qual era o objectivo? Que papel desempenharia no âmbito da reconstrução nacional? Reempregar os milhares de desmobilizados das várias Forças militares do passado desde as FAPLA, ELNA, FALA e incluindo as próprias FAA, alguém poderá dizer-me o número calculado ou aproximado destas ‘nobres’ almas? Se o 4º Ramo fosse avante (ao invés da criação do inócuo GRN refugio legal da Máfia Chinesa sob a ‘batuta’ do incompetente e ‘salteador’ Kopelipa que é General de ofício) não registaríamos as perigosas convulsões que hoje observamos entre os desmobilizados de todos os ramos, inclusive da Segurança do Estado e Unidade da Guarda Presidencial (uma autêntica vergonha nacional, que poderá ‘produzir’ consequências trágicas para a estabilidade do País), tais constituem uma fasquia muito considerável da população de Angola, e mais! Por se tratar de ex-combatentes, São muito influentes fazedores de opinião popular no respectivo ‘habitat’.
A GNR introduziu em Angola, segundo dados dos serviços de emigração mais de 200 mil cidadãos Chineses e cerca de 50.000 Vietnamitas, para tudo e toda actividade, concorrendo com o plebeu Angolano, inclusive na Zunga, negócio (?!) de fotografias e fotocopias (sua fortaleza), mecânicos de motos e pequenos geradores de 1-7kva (que risível) até na venda de massaroca fervida (Quando me contaram esta, não duvidei nem por 1 segundo, ora se até zungam!) Angola, de facto transformou-se num “canteiro de obras” não para o Angolano, mas sim “para os integrantes do edificio da ONU” e benefício dos bolsos dos dirigentes mafiosos e familiares.
A equação é simples, e A. Neto viu-o a distância e com espantosa nitidez; Agricultura é a base e a Industria o factor decisivo, isto é; D Agricultura + D 4º Ramo + D Construção = Bem estar Nacional (D refere-se a Desenvolvimento), Ora se a pretensa equação acima fosse com justiça e REALMENTE ‘equacionada’ na pratica cerca de 50% das causas de convulsão social no País estaria amortecida de facto, e o desemprego provavelmente reduzido a menos de 15%, o que traria consequentemente MAIS PAZ SOCIAL, redistribuir a riqueza nacional é também acabar eficazmente com o desemprego e posteriormente outorgar um salário mínimo aceitável e desenvolver acertadamente o interior do País.
O que preferiram os chamados ideólogos ‘cérebros’ da mediocridade, do obscurantismo e do cadavérico egoísmo deste País? Optaram pela operação inversa, desconsideraram a BASE, mandaram para as urtigas o FACTOR DECISIVO, e escarraram criminosamente no óbvio; “o mais importante é Resolver os problemas do povo” e com profundo desprezo dizem por outras palavras que o povo é TOLO, engatilharam com todo o cinismo do “socialismo democrático” a granada/Bomba em que se constituiu o inteiro País, CUIDADO!.. A qualquer momento pode ‘manifestar’ uma explosão. Porque Resolver os problemas do povo, é uma tarefa (devia ser) responsável, obrigatória, de total inclusão, e tal só é possível se o chamado executivo ouvir humilde e atentamente o povo. Porem o iluminado e clarividente Líder do MPLA-JES, e ‘cambada’ de bajuladores, optou pelo ‘caminho’ oposto com que resultado?
- Quase 50% da população no activo desempregada (a-propósito, porque razão os únicos empregos disponíveis no País, são nos sectores da Educação, FAA e Policia Nacional, completamente sob a tutela da Máfia?), Angola - dos Países do mundo com a maior taxa de desmobilizados militar a atingir o desespero, SAQUE Nacional a todos os níveis e em todos os sectores, Cambalacho, Mentira e Hipocrisia utilizada como politica de gestão Nacional, uma juventude na sua maioria alienada, criminalidade a atingir o limite do impensável, descontentamento em todos os sectores da população, inclusive nas FAA e na Policia, impunidade aos mafiosos ligados ao poder, miséria exacerbada, esperança de vida drasticamente reduzida, mais de 70% da população a sofrer de graves mal de pressão arterial, a mais ALTA mortalidade infantil do planeta, o País refém da vontade e capricho de um único homem.
Por tudo isso vão erigir PASMEM-SE ao líder do MPLA-JES um museu (quem teve a infeliz ideia, catastroficamente bajuladora e prejudicial? Só pode ser algum bajulador a candidatar-se a SG do MPLA-JES ou ao próximo PM ou mesmo vice-PR…só pode ser!), e porque não (já agora) a maior estátua do País? Porque não propor-lhe a inclusão no Guinness book. Nobel da paz? Que horror!.. Que paz? Se Angola esta inserido entre os dez Países do planeta (mais) SEM PAZ SOCIAL, portanto violento, na qual a chamada Paz ‘ausência de bala’ faz tantos ou mais mortos que no período das balas e canhoadas? Certamente a proposta ‘veio’ da ‘matilha’ da subclasse ‘Capapinha’ que pretende buscar ‘algum’ protagonismo com a pretensa brigada 28 de Agosto (já nem sabem o que inventar para Agradar/bajular o Homem), para rivalizar e fazer concorrência com o Movimento espontâneo, aconselho a estes ‘camaradas’ a pesquisarem os requisitos que o comité Nobel observa para a recomendação e atribuição de tal prestigiado galardão e aproveitem para estudarem o perfil de todos os galardoados, com o mesmo… por exemplo recomendo estudarem Martin Luther King (o mais jovem galardoado da história Nobel), e comparem com a biografia e ‘feitos’ desastrosos de JES, por favor não envergonhem Angola e os Angolanos propondo tão desqualificado ‘personagem’, os ‘camaradas’ da brigada 28 estão a tentar a ‘sorte’, quem sabe?.. do “céu caia um pato gordo”, e de facto ‘ganhem o Luanda da sorte’ (cadê estes indivíduos?!) e logrem ‘tirar nabos da púcara’, se um Nobel do ‘desastre’ houvesse!.. por ter ‘desconseguido’ combater a pobreza que já vem desde “antes do nascimento dos ‘seus’ falecidos Pais” e ter incitado um combate sem tréguas contra os pobres deste País, seria o perfeito candidato, sobretudo por ter conseguido levar TODO o povo de Angola a desespero quase total, a raiar a Loucura.
Por ter transformado um País inteiro com um futuro risonho e de sonhos arco-íris num autêntico BARRIL DE POLVORA.
Sim concordo piamente com a edificação um museu e já agora antecipem também um mausoléu a este maldito arquitecto da desgraça e da miséria mortífera; José Eduardo dos Santos.
A verdadeira grandeza...
Consiste; não... em receber honras.
Mas, em merece-las!
Nguituka Salomão
Fonte: Angola24horas.com 'Aumenta risco cardíaco' gordura na cintura.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Os investigadores olharam a distância ao redor do quadril e da cintura para medir a gordura ao redor da barriga.
Pessoas com doença arterial coronariana têm um risco aumentado de morte se elas têm gordura na cintura, de acordo com pesquisadores dos EUA.
A equipe da Clínica Mayo, que analisou dados de cinco estudos envolvendo 15.923 pacientes, encontraram estas pessoas afectadas mesmo com um índice de massa corporal normal.
No jornal do American College of Cardiology, disseram pessoas com gordura abdominal deve tentar perder peso.
A British Heart Foundation disse que aqueles com doenças cardíacas devem ser vigilantes.
Os pesquisadores da Clínica Mayo, olhoram para a distância ao redor do quadril e da cintura para medir a gordura ao redor da barriga, e IMC, que é uma medida de comparação entre peso e altura.
Houve um aumento de 75% de risco de morte para pacientes com altos níveis de gordura ao redor da cintura comparados com aqueles com cinturas finas.
Mesmo os pacientes com peso normal, com IMC entre 20 e 25, teve este aumento do risco de morte se eles estavam carregando gordura ao redor da cintura.
«Grande risco» Dra. Thais Coutinho, da Clínica Mayo, disse: "O IMC é apenas uma medida de peso proporcional à altura que parece ser mais importante e é como a gordura é distribuída no corpo.."
Os pesquisadores afirmam que os médicos devem tomar medidas de cintura e quadril para todos os pacientes com doença arterial coronariana, a fim de dar aos pacientes conselhos sobre como reduzir seu risco.
Dr. Mike Knapton, diretor médico associado da organização britânica British Heart Foundation, disse: "Este estudo mostra que a obesidade abdominal é o principal fator de risco para pacientes com doença arterial coronariana, mesmo que tenham um IMC normal e são um peso saudável.
"O único estudo que analisou pacientes com doença arterial coronariana, mas confirma a idéia de que a gordura abdominal é" tóxico "e está associado a uma série de outros fatores de risco para a doença, como pressão arterial elevada, colesterol elevado e diabetes.
"Ela pode ser confuso ao saber que levantou o IMC é ruim para você e, em seguida, ao ouvir que a circunferência da cintura é uma medida importante, ao invés de IMC. Gostaria de informar que o seu IMC deve ser geralmente entre 20 e 25 e se tiver uma doença cardíaca precisa ser mais vigilante se você estiver carregando o excesso de peso em sua cintura. "
Fonte: bbc.co.uk
Os investigadores olharam a distância ao redor do quadril e da cintura para medir a gordura ao redor da barriga.
Pessoas com doença arterial coronariana têm um risco aumentado de morte se elas têm gordura na cintura, de acordo com pesquisadores dos EUA.
A equipe da Clínica Mayo, que analisou dados de cinco estudos envolvendo 15.923 pacientes, encontraram estas pessoas afectadas mesmo com um índice de massa corporal normal.
No jornal do American College of Cardiology, disseram pessoas com gordura abdominal deve tentar perder peso.
A British Heart Foundation disse que aqueles com doenças cardíacas devem ser vigilantes.
Os pesquisadores da Clínica Mayo, olhoram para a distância ao redor do quadril e da cintura para medir a gordura ao redor da barriga, e IMC, que é uma medida de comparação entre peso e altura.
Houve um aumento de 75% de risco de morte para pacientes com altos níveis de gordura ao redor da cintura comparados com aqueles com cinturas finas.
Mesmo os pacientes com peso normal, com IMC entre 20 e 25, teve este aumento do risco de morte se eles estavam carregando gordura ao redor da cintura.
«Grande risco» Dra. Thais Coutinho, da Clínica Mayo, disse: "O IMC é apenas uma medida de peso proporcional à altura que parece ser mais importante e é como a gordura é distribuída no corpo.."
Os pesquisadores afirmam que os médicos devem tomar medidas de cintura e quadril para todos os pacientes com doença arterial coronariana, a fim de dar aos pacientes conselhos sobre como reduzir seu risco.
Dr. Mike Knapton, diretor médico associado da organização britânica British Heart Foundation, disse: "Este estudo mostra que a obesidade abdominal é o principal fator de risco para pacientes com doença arterial coronariana, mesmo que tenham um IMC normal e são um peso saudável.
"O único estudo que analisou pacientes com doença arterial coronariana, mas confirma a idéia de que a gordura abdominal é" tóxico "e está associado a uma série de outros fatores de risco para a doença, como pressão arterial elevada, colesterol elevado e diabetes.
"Ela pode ser confuso ao saber que levantou o IMC é ruim para você e, em seguida, ao ouvir que a circunferência da cintura é uma medida importante, ao invés de IMC. Gostaria de informar que o seu IMC deve ser geralmente entre 20 e 25 e se tiver uma doença cardíaca precisa ser mais vigilante se você estiver carregando o excesso de peso em sua cintura. "
Fonte: bbc.co.uk
Suíça congela 646 M€ de Mubarak, Kadhafi e Ben Ali.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O Governo suíço congelou milhões de euros em depósitos dos três líderes da África do Norte. Dados do Departamento Federal dos Negócios Estrangeiros suíço, dão conta de que Mubarak, Kadhafi e Ben Ali viram os seus depósitos no valor de 830 milhões de francos suíços, ou seja 646 milhões de euros, congelados.
O Governo suíço congelou milhões de euros em depósitos dos três líderes da África do Norte. Dados do Departamento Federal dos Negócios Estrangeiros suíço, dão conta de que Mubarak, Kadhafi e Ben Ali viram os seus depósitos no valor de 830 milhões de francos suíços, ou seja 646 milhões de euros, congelados.
São 830 milhões de francos suíços, cerca de 646 milhões de euros, que a Suíça congelou a Hosni Mubarak, Presidente deposto do Egipto, ao líder líbio Muammar Kadhafi, e ao também ex-presidente da Tunísia, Ben Ali.A maior parte dos fundos congelados, cerca de 320 milhões de euros, são da fortuna do antigo presidente egípcio Hosni Mubarak.Depois da determinação de sanções contra o regime do dirigente líbio Muammar Kadhafi pelas Nações Unidas, o governo suíço também bloqueou 280 milhões de euros. Em relação à Tunísia, os fundos congelados ascendem aos 46 milhões de euros. Os números foram divulgados pela presidente da confederação helvética, Micheline Calmy-Rey, em visita à Tunísia, onde decorreu a conferência anual de embaixadores suíços no Médio Oriente e na África do Norte.
Fonte: OJE/Lusa.
Remessas de emigrantes cresceram 53,4 milhões de escudos, em março.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A entrada de divisas no País proveniente das comunidades cabo-verdianas pelo mundo, atingiu 959,7 milhões de escudos,contra os 906,3 do mês anterior.
A entrada de divisas no País proveniente das comunidades cabo-verdianas pelo mundo, atingiu 959,7 milhões de escudos,contra os 906,3 do mês anterior.
As remessas dos emigrantes cabo-verdianos em março deste ano, cresceram 53,4 milhões de escudos em comparação com o mês de fevereiro.
A entrada de divisas no País proveniente das comunidades cabo-verdianas pelo mundo, atingiu 959,7 milhões de escudos,contra os 906,3 do mês anterior.
Os cabo-verdianos radicados no estrangeiro enviaram no mês de Março último, 959,7 milhões de escudos para Cabo Verde, superando em mais 53,4 milhões do que no mês de Fevereiro, cujo montante tinha sido de 906,3 milhões de escudos, conforme dados do BCV publicados no seu site.
Portugal foi o país emissor de divisas que registou o maior aumento, num total de 317,2 milhões.
fonte: RTC, REDAÇÃO.
A entrada de divisas no País proveniente das comunidades cabo-verdianas pelo mundo, atingiu 959,7 milhões de escudos,contra os 906,3 do mês anterior.
Os cabo-verdianos radicados no estrangeiro enviaram no mês de Março último, 959,7 milhões de escudos para Cabo Verde, superando em mais 53,4 milhões do que no mês de Fevereiro, cujo montante tinha sido de 906,3 milhões de escudos, conforme dados do BCV publicados no seu site.
Portugal foi o país emissor de divisas que registou o maior aumento, num total de 317,2 milhões.
fonte: RTC, REDAÇÃO.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
De berço de ouro ao terrorismo, conheça o perfil de Osama Bin Laden.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A história do saudita, de família nobre, que se transformou no mais conhecido líder terrorista e que desafiou os Estados Unidos durante mais de duas décadas
A história do saudita, de família nobre, que se transformou no mais conhecido líder terrorista e que desafiou os Estados Unidos durante mais de duas décadas
Flávio Botelho, em colaboração para a RFI
Osama Bin Laden nasceu em Riad, Arábia Saudita, em 10 de março de 1957, filho de um magnata do setor de construção civil de origem iemenita, Mohammed Bin Laden, que se tornaria o homem mais rico e poderoso da Arábia Saudita, após o rei. Osama teve a maior parte de sua educação em território saudita. Ainda na escola, ele começou a ter contato com integrantes da Irmandade Muçulmana, grupo de militância em países árabes.
Os primeiros anos
Em 1976, Osama entra na Universidade de Jeddah para estudar economia. Segundo biógrafos, foi nesse período que ele teria aprofundado mais ainda seu interesse pelo ativismo islâmico, mergulhando na leitura dos textos do egípcio Sayyid Qutb, ideólogo da ala mais radical da Irmandade Muçulmana. Três anos mais tarde, o que era somente um interesse começa a ganhar mais importância para Osama, com a invasão do Afeganistão pela União Soviética, em 1979. Nos anos 80, ele conhece eml Jeddah o xeque palestino Abdullah Azzam, um dos maiores propagandistas da causa afegã. Com isso, Osama começa a auxiliar no recrutamento de voluntários para a liberação do Afeganistão da ocupação soviética.
Nos anos que seguiram, com o combate em território afegão se intensificando, Osama atuou também no campo de batalha, juntamente com um grupo de jovens voluntários árabes, que se tornaria mais tarde conhecido como Al-Qaeda ("A Base", em árabe). Foi durante esse período, no meio da década de 80, que Osama teve contato com o serviço de inteligência norte-americano, que deu apoio à causa afegã contra a ocupação soviética.
Exílios
Em 1989, Osama retorna à Arábia Saudita. Porém, dois anos depois, estremecem-se as relações entre ele e seu país de nascimento, tudo por conta da Guerra do Golfo e a autorização do desembarque de tropas americanas em território saudita. Osama criticou a atitude da família real saudita, que fez com que ele fosse declarado "persona non grata" no país.
Refugiado no Sudão após 1992, Osama começa a emitir decretos religiosos (fatwas) contra os Estados Unidos e também contra a monarquia saudita. Suas atitudes fazem com que ele perca a nacionalidade saudita e, após pressão norte-americana e da ONU, o Sudão pede para que ele deixe o país. Com isso, Osama muda-se para o Afeganistão, onde começa a organizar e administrar campos de treinamento.
Al-Qaeda
Com Bin Laden no papel ativo de líder da Al-Qaeda, a rede terrorista planeja e executa duas ações contra os Estados Unidos. Em 7 de agosto de 1998, dois carros-bomba explodem em frente às embaixadas norte-americanas no Quênia e na Tanzânia, matando 256 pessoas. O governo dos EUA anuncia que Osama Bin Laden como principal suspeito do atentado, tornando-se o terrorista mais procurado pelo país. Em 12 de outubro de 2000, outra ação da Al-Qaeda contra os Estados Unidos, dessa vez em um navio da marinha norte-americana na costa do Iêmen, que matou 17 militares.
Porém, a Al-Qaeda torna-se a rede terrorista mais conhecida do mundo após os ataques de 11 de setembro de 2001. A ação, que contou com 19 terroristas, desvia três aviões em direção aos dois prédios do World Trade Center, em Nova York, e contra o Pentágono, em Washington. Outro avião caiu na Pensilvânia. Cerca de 3000 pessoas morreram nos ataques, e fez de Osama Bin Laden o inimigo número 1 dos Estados Unidos.
Desde 2001, o governo norte-americano vinha tentando encontrar Osama, que teria se escondido em cavernas no Afeganistão, somente aparecendo em público por meio de vídeos divulgados pela Al-Qaeda. Especulações sobre o seu paradeiro e sobre sua própria vida geravam a dúvida: se ele ainda estaria vivo, se ainda estaria se escondendo no Afeganistão ou no Iêmen. Até este último domingo, com o anúncio do presidente norte-americano, Barack Obama, de que Osama Bin Laden fora morto por tropas norte-americanas nos arredores da capital do Paquistão.
Fonte: RFI
Osama Bin Laden nasceu em Riad, Arábia Saudita, em 10 de março de 1957, filho de um magnata do setor de construção civil de origem iemenita, Mohammed Bin Laden, que se tornaria o homem mais rico e poderoso da Arábia Saudita, após o rei. Osama teve a maior parte de sua educação em território saudita. Ainda na escola, ele começou a ter contato com integrantes da Irmandade Muçulmana, grupo de militância em países árabes.
Os primeiros anos
Em 1976, Osama entra na Universidade de Jeddah para estudar economia. Segundo biógrafos, foi nesse período que ele teria aprofundado mais ainda seu interesse pelo ativismo islâmico, mergulhando na leitura dos textos do egípcio Sayyid Qutb, ideólogo da ala mais radical da Irmandade Muçulmana. Três anos mais tarde, o que era somente um interesse começa a ganhar mais importância para Osama, com a invasão do Afeganistão pela União Soviética, em 1979. Nos anos 80, ele conhece eml Jeddah o xeque palestino Abdullah Azzam, um dos maiores propagandistas da causa afegã. Com isso, Osama começa a auxiliar no recrutamento de voluntários para a liberação do Afeganistão da ocupação soviética.
Nos anos que seguiram, com o combate em território afegão se intensificando, Osama atuou também no campo de batalha, juntamente com um grupo de jovens voluntários árabes, que se tornaria mais tarde conhecido como Al-Qaeda ("A Base", em árabe). Foi durante esse período, no meio da década de 80, que Osama teve contato com o serviço de inteligência norte-americano, que deu apoio à causa afegã contra a ocupação soviética.
Exílios
Em 1989, Osama retorna à Arábia Saudita. Porém, dois anos depois, estremecem-se as relações entre ele e seu país de nascimento, tudo por conta da Guerra do Golfo e a autorização do desembarque de tropas americanas em território saudita. Osama criticou a atitude da família real saudita, que fez com que ele fosse declarado "persona non grata" no país.
Refugiado no Sudão após 1992, Osama começa a emitir decretos religiosos (fatwas) contra os Estados Unidos e também contra a monarquia saudita. Suas atitudes fazem com que ele perca a nacionalidade saudita e, após pressão norte-americana e da ONU, o Sudão pede para que ele deixe o país. Com isso, Osama muda-se para o Afeganistão, onde começa a organizar e administrar campos de treinamento.
Al-Qaeda
Com Bin Laden no papel ativo de líder da Al-Qaeda, a rede terrorista planeja e executa duas ações contra os Estados Unidos. Em 7 de agosto de 1998, dois carros-bomba explodem em frente às embaixadas norte-americanas no Quênia e na Tanzânia, matando 256 pessoas. O governo dos EUA anuncia que Osama Bin Laden como principal suspeito do atentado, tornando-se o terrorista mais procurado pelo país. Em 12 de outubro de 2000, outra ação da Al-Qaeda contra os Estados Unidos, dessa vez em um navio da marinha norte-americana na costa do Iêmen, que matou 17 militares.
Porém, a Al-Qaeda torna-se a rede terrorista mais conhecida do mundo após os ataques de 11 de setembro de 2001. A ação, que contou com 19 terroristas, desvia três aviões em direção aos dois prédios do World Trade Center, em Nova York, e contra o Pentágono, em Washington. Outro avião caiu na Pensilvânia. Cerca de 3000 pessoas morreram nos ataques, e fez de Osama Bin Laden o inimigo número 1 dos Estados Unidos.
Desde 2001, o governo norte-americano vinha tentando encontrar Osama, que teria se escondido em cavernas no Afeganistão, somente aparecendo em público por meio de vídeos divulgados pela Al-Qaeda. Especulações sobre o seu paradeiro e sobre sua própria vida geravam a dúvida: se ele ainda estaria vivo, se ainda estaria se escondendo no Afeganistão ou no Iêmen. Até este último domingo, com o anúncio do presidente norte-americano, Barack Obama, de que Osama Bin Laden fora morto por tropas norte-americanas nos arredores da capital do Paquistão.
Fonte: RFI
"Bin Laden seria muito mais útil vivo do que morto", diz especialista.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Paquistaneses se reúnem em manifestação a favor de Bin Laden.
A morte do terrorista mais procurado pelos Estados Unidos, Osama Bin Laden, ocorrida no último domingo, gerou reações diversas ao redor do mundo. Para o Sheilkh Jihad Hassan Hammadeh, presidente do Conselho de Ética da UNI (União Islâmica), o terrorista teria sido muito mais útil vivo do que morto, e deveria ter tido a oportunidade de se defender em um julgamento.
Em entrevista ao Eband, Hammadeh esclareceu essa e outras questões relacionadas à morte do mandante dos ataques de 11 de setembro:
Em entrevista ao Eband, Hammadeh esclareceu essa e outras questões relacionadas à morte do mandante dos ataques de 11 de setembro:
- Como o Islã vê a forma com que o corpo de Bin Laden foi tratado, tendo sido jogado ao mar?
Foi de forma desrespeitosa porque quebrou todos os rituais islâmicos permitidos. Enterrar o corpo é a parte principal do funeral islâmico e isso independe do que o indivíduo fez em vida. Houve uma quebra no ritual e à dignidade humana.
- Como está sendo a repercussão da morte dele no mundo islâmico?
Está todo mundo um pouco cético, desconfiado. Parece que as pessoas não estão confiando muito nas informações que são passadas pelo governo americano. Isso acontece por causa do histórico americano de divulgação das informações.
Falaram, por exemplo, de armas químicas no Iraque e, no final, não encontraram. Sabe-se que sempre que a popularidade do presidente está baixa, aparece o Bin Laden para elevar. A popularidade do Obama estava em cerca de 40% e com isso subiu para 76.
- De que forma o Islã avalia a postura dos EUA em relação aos países árabes e islâmicos?
De interesse e de subjugar. Os EUA têm um olhar imperialista para os países islâmicos, de controle. Então cria-se uma islamofobia, que é uma forma de subjugar o povo islâmico. O que conta é sempre o interesse americano pelos bens naturais: pode ser petróleo, água potável, e por aí vai...
- O senhor viu alguma mudança dos EUA em relação ao tratamento ao Islã nos governos do Bush e Barack Obama?
Os EUA continuam no Iraque, continuam no Afeganistão. O que mudou é o discurso. O Obama diz que não tem nada contra os islâmicos e o Bush não falava nada. As palavras é que mudaram, a forma de falar. Mas o comportamento, na prática, é o mesmo.
- Como a União Islâmica vê as revoluções árabes que têm acontecido desde o começo do ano? Elas são legítimas?
É o povo que tá se manifestando e percebe-se que não há uma visão religiosa da coisa envolvida. É um movimento popular mesmo, é necessidade, é opressão do governo. O povo está lá apoiados pelos EUA e pela Europa eles passaram por um estado de exceção por muitos anos.
Então chega um ponto em que a panela de pressão não aguenta acaba explodindo. Na realidade, se o povo quer isso, nós vemos com bons olhos. O povo está reivindicando seus direitos e, já que o governo é o protetor, ele tem que zelar pelos interesses dele.
- Então nesse caso o apoio militar dos EUA e de alguns países europeus seria aceitável?
Não, porque os EUA não estão agindo em prol do povo. Afinal quem colocou essas pessoas lá foram eles, com o apoio deles. Mas como mudou o interesse, agora eles estão contra. Aconteceu isso com o Saadam Hussein, com o Mubarack, aconteceu isso com todos.
Mudou o interesse dos EUA, então muda-se a política para com os governos. Eles não estão fazendo isso por causa dos belos olhos azuis no povo. Se eles não tivessem interesse, eles não apoiariam.
- E o que podemos esperar agora da relação entre o Islã e os Estados Unidos? A morte do Bin Laden vai resolver as coisas ou somente criar um abismo ainda maior?
O que acontece é que o comportamento dos EUA que está prejudicando eles mesmos. É a presença truculenta dos EUA nos países islâmicos e árabes que está fazendo as pessoas ficarem contra eles, mas não a morte do Bin Laden.
Nem todos os muçulmanos gostavam do Bin Laden, e ele não representava uma liderança para a maioria deles. Porém a presença, a conduta e o comportamento dos EUA são os grandes carros- chefes que estão levando as pessoas a os odiarem.
- Tem mais alguma coisa que o senhor gostaria de acrescentar a respeito dessa questão?
Eu só queria saber por que eles não prenderam o Bin Laden. Ele seria muito mais útil vivo do que morto. Quer dizer, preferiram matá-lo a trazê-lo vivo e descobrirem informações, saber quem são as pessoas que estão por trás dele.
Essas coisas me geram muita desconfiança. Ou então deviam ter dado a condição dele se defender em um julgamento. O executaram sem julgá-lo.
fonte: band.com.br
Paquistaneses se reúnem em manifestação a favor de Bin Laden.
A morte do terrorista mais procurado pelos Estados Unidos, Osama Bin Laden, ocorrida no último domingo, gerou reações diversas ao redor do mundo. Para o Sheilkh Jihad Hassan Hammadeh, presidente do Conselho de Ética da UNI (União Islâmica), o terrorista teria sido muito mais útil vivo do que morto, e deveria ter tido a oportunidade de se defender em um julgamento.
Em entrevista ao Eband, Hammadeh esclareceu essa e outras questões relacionadas à morte do mandante dos ataques de 11 de setembro:
Em entrevista ao Eband, Hammadeh esclareceu essa e outras questões relacionadas à morte do mandante dos ataques de 11 de setembro:
- Como o Islã vê a forma com que o corpo de Bin Laden foi tratado, tendo sido jogado ao mar?
Foi de forma desrespeitosa porque quebrou todos os rituais islâmicos permitidos. Enterrar o corpo é a parte principal do funeral islâmico e isso independe do que o indivíduo fez em vida. Houve uma quebra no ritual e à dignidade humana.
- Como está sendo a repercussão da morte dele no mundo islâmico?
Está todo mundo um pouco cético, desconfiado. Parece que as pessoas não estão confiando muito nas informações que são passadas pelo governo americano. Isso acontece por causa do histórico americano de divulgação das informações.
Falaram, por exemplo, de armas químicas no Iraque e, no final, não encontraram. Sabe-se que sempre que a popularidade do presidente está baixa, aparece o Bin Laden para elevar. A popularidade do Obama estava em cerca de 40% e com isso subiu para 76.
- De que forma o Islã avalia a postura dos EUA em relação aos países árabes e islâmicos?
De interesse e de subjugar. Os EUA têm um olhar imperialista para os países islâmicos, de controle. Então cria-se uma islamofobia, que é uma forma de subjugar o povo islâmico. O que conta é sempre o interesse americano pelos bens naturais: pode ser petróleo, água potável, e por aí vai...
- O senhor viu alguma mudança dos EUA em relação ao tratamento ao Islã nos governos do Bush e Barack Obama?
Os EUA continuam no Iraque, continuam no Afeganistão. O que mudou é o discurso. O Obama diz que não tem nada contra os islâmicos e o Bush não falava nada. As palavras é que mudaram, a forma de falar. Mas o comportamento, na prática, é o mesmo.
- Como a União Islâmica vê as revoluções árabes que têm acontecido desde o começo do ano? Elas são legítimas?
É o povo que tá se manifestando e percebe-se que não há uma visão religiosa da coisa envolvida. É um movimento popular mesmo, é necessidade, é opressão do governo. O povo está lá apoiados pelos EUA e pela Europa eles passaram por um estado de exceção por muitos anos.
Então chega um ponto em que a panela de pressão não aguenta acaba explodindo. Na realidade, se o povo quer isso, nós vemos com bons olhos. O povo está reivindicando seus direitos e, já que o governo é o protetor, ele tem que zelar pelos interesses dele.
- Então nesse caso o apoio militar dos EUA e de alguns países europeus seria aceitável?
Não, porque os EUA não estão agindo em prol do povo. Afinal quem colocou essas pessoas lá foram eles, com o apoio deles. Mas como mudou o interesse, agora eles estão contra. Aconteceu isso com o Saadam Hussein, com o Mubarack, aconteceu isso com todos.
Mudou o interesse dos EUA, então muda-se a política para com os governos. Eles não estão fazendo isso por causa dos belos olhos azuis no povo. Se eles não tivessem interesse, eles não apoiariam.
- E o que podemos esperar agora da relação entre o Islã e os Estados Unidos? A morte do Bin Laden vai resolver as coisas ou somente criar um abismo ainda maior?
O que acontece é que o comportamento dos EUA que está prejudicando eles mesmos. É a presença truculenta dos EUA nos países islâmicos e árabes que está fazendo as pessoas ficarem contra eles, mas não a morte do Bin Laden.
Nem todos os muçulmanos gostavam do Bin Laden, e ele não representava uma liderança para a maioria deles. Porém a presença, a conduta e o comportamento dos EUA são os grandes carros- chefes que estão levando as pessoas a os odiarem.
- Tem mais alguma coisa que o senhor gostaria de acrescentar a respeito dessa questão?
Eu só queria saber por que eles não prenderam o Bin Laden. Ele seria muito mais útil vivo do que morto. Quer dizer, preferiram matá-lo a trazê-lo vivo e descobrirem informações, saber quem são as pessoas que estão por trás dele.
Essas coisas me geram muita desconfiança. Ou então deviam ter dado a condição dele se defender em um julgamento. O executaram sem julgá-lo.
fonte: band.com.br
Al-Zawahri poderá suceder a Bin Laden.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Com a morte de Osama Bin Laden, uma das questões em cima da mesa é o futuro da Al-Qaeda. O egípcio Ayman al-Zawahri poderá suceder ao saudita à cabeça da organização terrorista.
A actividade extremista de Al-Zawahri começou em tenra idade - ao contrário de Bin Laden, que se iniciou já em adulto - com uma célula secreta na escola, em oposição ao então presidente egípcio Anwar Sadat, que via como um infiel que não seguia as leis de Deus. A entrada deste médico na jihad resultou do convite para que viajasse para o Afeganistão, onde trataria combatentes islâmicos que lutavam contra os soviéticos: era 1980. Só muitos anos depois se deu a ligação entre Al-Zawahri e Bin Laden, quando supostamente o terá tratado a ele também após um ataque da URSS. Foi o princípio da amizade entre os dois.
Durante anos, o carisma de Bin Laden garantiu à Al-Qaeda o ingresso de muitos e fervorosos militantes nas suas fileiras. Contudo, foi a capacidade estratégica de Al-Zawahri que manteve a organização terrorista unida - apesar de descentralizada - depois da invasão do Afeganistão, em 2001, e de daí ter sido expulsa. A invasão do país pelas tropas dos Estados Unidos levou à morte da mulher e de pelo menos dois dos seis filhos do egípcio em Kandahar.
A vida que Bin Laden teve de adoptar a partir daí, permanentemente escondido e em fuga, obrigou Al-Zawahri a assegurar a sobrevivência da organização terrorista. Além de Madrid e Londres, houve ataques no norte de África, na Arábia Saudita, no Iémen e no Paquistão.
Há quem diga que os ataques aos Estados Unidos a 11 de Setembro de 2001, dos quais Bin Laden sempre foi tido como principal responsável, só foram possíveis pela acção do seu braço direito egípcio. O dinheiro e o carisma do primeiro aliavam-se ao fogo ideológico e às capacidades organizativas e tácticas do segundo, permitindo múltiplas células terroristas nos mais variados pontos do globo.
Na internet, Al-Zawahri veio marcando presença troçando das investidas norte-americanas, que iam falhando, e apelando à unidade dos jihadistas. Com a morte de Bin Laden, a unidade dos terroristas é definitivamente posta em causa, e Al-Zawahri teve uma prova cabal da determinação dos Estados Unidos na luta contra a Al-Qaeda.
Com esta relevância organizacional, Ayman Al-Zawahri poderá muito bem vir a ser o número 1, apesar de não haver muitas pistas sobre o novo figurino estratégico dos terroristas.
fonte: SOL/AP
Com a morte de Osama Bin Laden, uma das questões em cima da mesa é o futuro da Al-Qaeda. O egípcio Ayman al-Zawahri poderá suceder ao saudita à cabeça da organização terrorista.
A actividade extremista de Al-Zawahri começou em tenra idade - ao contrário de Bin Laden, que se iniciou já em adulto - com uma célula secreta na escola, em oposição ao então presidente egípcio Anwar Sadat, que via como um infiel que não seguia as leis de Deus. A entrada deste médico na jihad resultou do convite para que viajasse para o Afeganistão, onde trataria combatentes islâmicos que lutavam contra os soviéticos: era 1980. Só muitos anos depois se deu a ligação entre Al-Zawahri e Bin Laden, quando supostamente o terá tratado a ele também após um ataque da URSS. Foi o princípio da amizade entre os dois.
Durante anos, o carisma de Bin Laden garantiu à Al-Qaeda o ingresso de muitos e fervorosos militantes nas suas fileiras. Contudo, foi a capacidade estratégica de Al-Zawahri que manteve a organização terrorista unida - apesar de descentralizada - depois da invasão do Afeganistão, em 2001, e de daí ter sido expulsa. A invasão do país pelas tropas dos Estados Unidos levou à morte da mulher e de pelo menos dois dos seis filhos do egípcio em Kandahar.
A vida que Bin Laden teve de adoptar a partir daí, permanentemente escondido e em fuga, obrigou Al-Zawahri a assegurar a sobrevivência da organização terrorista. Além de Madrid e Londres, houve ataques no norte de África, na Arábia Saudita, no Iémen e no Paquistão.
Há quem diga que os ataques aos Estados Unidos a 11 de Setembro de 2001, dos quais Bin Laden sempre foi tido como principal responsável, só foram possíveis pela acção do seu braço direito egípcio. O dinheiro e o carisma do primeiro aliavam-se ao fogo ideológico e às capacidades organizativas e tácticas do segundo, permitindo múltiplas células terroristas nos mais variados pontos do globo.
Na internet, Al-Zawahri veio marcando presença troçando das investidas norte-americanas, que iam falhando, e apelando à unidade dos jihadistas. Com a morte de Bin Laden, a unidade dos terroristas é definitivamente posta em causa, e Al-Zawahri teve uma prova cabal da determinação dos Estados Unidos na luta contra a Al-Qaeda.
Com esta relevância organizacional, Ayman Al-Zawahri poderá muito bem vir a ser o número 1, apesar de não haver muitas pistas sobre o novo figurino estratégico dos terroristas.
fonte: SOL/AP
África Subsaariana atinge recorde de crianças na escola.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Marina Estarque, da Rádio ONU em Nova Iorque.*
O número de crianças que frequentam as escolas da África Subsaariana nunca foi tão alto, aponta um relatório da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco.
O relatório "Financiando a Educação na África Subsaariana: Enfrentando os desafios da Expansão, Equidade e Qualidade" analisou 45 países. As nações aumentaram os gastos reais na educação na ordem dos 6% anuais, durante a última década.
Mais Gastos
Apesar dos avanços, vários continuam longe de oferecer ensino primário de qualidade aos alunos, aponta o documento. Entre 2000 e 2008, o acesso ao ensino primário aumentou em 48%, de 87 para 129 milhões de estudantes. No mesmo período, o número de matrículas nos níveis pré-primário, secundário e universitário subiu mais de 60%.
Os governos dos países subsaarianos dedicam, em média, 18% dos gastos públicos à educação. Da mesma forma, 5% do Produto Interno Bruto são investidos no sector. A percentagem coloca a região apenas atrás da Europa e América do Norte, com 5,3%.
Desafios
Acreditava-se que o investimento havia sido usado para permitir o fim das taxas cobradas no ensino primário, o que aumentou drasticamente o número de alunos inscritos, mas também superlotou as salas de aula. No entanto, o relatório provou que os governos foram além, aumentando não somente o acesso, mas a qualidade do ensino.
Apesar dos avanços, a Unesco aponta desafios importantes na região. Em um terço dos países, metade dos menores não completam a educação primária e 32 milhões, em idade escolar, não frequentam o ensino secundário.
Problemas
Segundo o relatório, há problemas também de equidade. Para a Unesco, os governos deveriam considerar transferir recursos alocados no ensino superior para o primário.
Na região, quase 80% dos gastos com o ensino universitário são subsidiados pelo Estado. No entanto, ainda há muitas crianças fora das escolas.
Financiadores
O maior financiador privado na região são as próprias famílias dos estudantes, que cobrem 30% dos custos do ensino primário. Outra importante fonte de recursos é a comunidade internacional, que investiu US$ 2,6 mil milhões, na educação em 2008.
*Apresentação: Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.
Fonte: Radio ONU
Entre 2000 e 2008, o número de matriculados no ensino primário aumentou de 87 para 129 milhões ; países da região investem 5% do PIB na educação.
Marina Estarque, da Rádio ONU em Nova Iorque.*
O número de crianças que frequentam as escolas da África Subsaariana nunca foi tão alto, aponta um relatório da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco.
O relatório "Financiando a Educação na África Subsaariana: Enfrentando os desafios da Expansão, Equidade e Qualidade" analisou 45 países. As nações aumentaram os gastos reais na educação na ordem dos 6% anuais, durante a última década.
Mais Gastos
Apesar dos avanços, vários continuam longe de oferecer ensino primário de qualidade aos alunos, aponta o documento. Entre 2000 e 2008, o acesso ao ensino primário aumentou em 48%, de 87 para 129 milhões de estudantes. No mesmo período, o número de matrículas nos níveis pré-primário, secundário e universitário subiu mais de 60%.
Os governos dos países subsaarianos dedicam, em média, 18% dos gastos públicos à educação. Da mesma forma, 5% do Produto Interno Bruto são investidos no sector. A percentagem coloca a região apenas atrás da Europa e América do Norte, com 5,3%.
Desafios
Acreditava-se que o investimento havia sido usado para permitir o fim das taxas cobradas no ensino primário, o que aumentou drasticamente o número de alunos inscritos, mas também superlotou as salas de aula. No entanto, o relatório provou que os governos foram além, aumentando não somente o acesso, mas a qualidade do ensino.
Apesar dos avanços, a Unesco aponta desafios importantes na região. Em um terço dos países, metade dos menores não completam a educação primária e 32 milhões, em idade escolar, não frequentam o ensino secundário.
Problemas
Segundo o relatório, há problemas também de equidade. Para a Unesco, os governos deveriam considerar transferir recursos alocados no ensino superior para o primário.
Na região, quase 80% dos gastos com o ensino universitário são subsidiados pelo Estado. No entanto, ainda há muitas crianças fora das escolas.
Financiadores
O maior financiador privado na região são as próprias famílias dos estudantes, que cobrem 30% dos custos do ensino primário. Outra importante fonte de recursos é a comunidade internacional, que investiu US$ 2,6 mil milhões, na educação em 2008.
*Apresentação: Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.
Fonte: Radio ONU
Nigerianos aguardam a revolução da banda larga.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Tope é um dos milhões de nigerianos que estão se beneficiando da revolução aparente, gradual a tomar lugar na área de serviços de internet no país mais populoso da África. Com o lançamento do projecto de cabo submarino de fibra óptica, muitos utilizadores da Internet como tope têm mais acesso à internet e poderão muito em breve estar curtindo Internet de alta velocidade - impressionante a um custo mais acessível.
Alguns anos atrás, na Nigéria, seria preciso visitar um cybercafé para checar um e-mail ou navegar na Internet. "Às vezes quando você chega ao café, há longas filas e a internet pode não estar funcionando bem'', disse Tope.
Tope está entre os quase 44 milhões de nigerianos que a World Statistics afirma ter acesso à internet. Ao contrário de antes, agora ela navega na internet, no conforto da sua casa ou local de trabalho utilizando seu telefone Blackberry.
"Eu tenho o meu e-mail em meu alcance, eu posso facilmente ir em linha, se eu quiser procurar calçado, as últimas compras no shopping e ir para as últimas novidades eletrônicas ... posso conversar sobre Yahoo e Facebook ... eles realmente tornaram a vida mais fácil. "
Enquanto tope reconhece que serviços de internet no país mais populoso da África melhorou, ela acredita que os prestadores de serviços têm ainda muito a fazer na prestação de serviço de internet de alta velocidade e consistente. "Eu acho que em uma escala de 1 a 10, vou dar-lhes cinco anos e meio."
Projetos de cabo submarino, serviços de internet e desafios.
No ano passado o total de africanos e a primeira empresa privada da rede de cabo submarino em África ocidental, lançou um cabo submarino da fibra óptica ao longo 7.000 km, correndo de Portugal para a Nigéria e Gana, e também ramificando-se para Marrocos, ilhas Canárias, Senegal e Costa do Marfim .
A principal delas Cable Company tinha dito com o seu sistema de cabo ligado a empresa estava pronta para defender a revolução das comunicações em África, afetando empresas, governos e indivíduos, proporcionando maior largura de banda e velocidades excepcionais a um custo menor.
O Presidente da Nigéria Internet Group, Lanre Ajayi disse que, embora o lançamento de projetos submarino de cabo de fibra óptica tenha melhorado a velocidade até certo ponto, eles ainda estavam para atingir o nível de expectativas dos usuários em todo o país.
"Até certo ponto sim, ele foi capaz de influenciar na velocidade, mas certamente não para o nível de expectativas que as pessoas anteciparam, ... não se esqueça que o cabo que estamos falando, principal One, Glo um, eles são todos desembarcados em Lagos, na praia de Lagos ", disse Ajayi. "A internet está sendo usada no interior, em Kano, Sokoto, Calabar, toda a Nigéria, por isso, o desafio é tomar essa largura de banda a partir da estação de desembarque para o sertão."
Ajayi disse que havia uma série de desafios que precisam ser abordados dizendo que "um deles é a última milha [o ponto em que os consumidores finais começam a gozar os benefícios dos projetos de banda larga] geralmente é feito através de tecnologia sem fio e sem fio de espectro".
O Presidente da Nigéria Internet Group disse um espectro deve ser disponibilizado aos operadores e de ser capaz de implantar esses serviços, enquanto o backbone de transmissão nacional também tem de melhorar de forma eficaz para o transporte de banda da estação de desembarque para várias cidades.
Preço barras de conexão à internet .
Lanre Ajayi no entanto disse que os vários projectos de fibra óptica levaram a uma redução drástica no preço da conectividade à internet.
"Você pode ver algumas empresas GSM cortar seus preços pela internet em quase 50 por cento, eu quero acreditar que tenha a ver com a disponibilidade de largura de banda, como resultado dos cabos, mas certamente esperava preço muito mais barato e muito mais velocidade do que estamos tendo ".
Futuro da banda larga na Nigéria
Uma editora de TIC, Ken Nwogbo acredita que com a actual fibra óptica e projetos de aterragem, as outras nações africanas populosas da África Ocidental beneficiarão com a experiência dos nigerianos em mais melhorias em termos de velocidade de internet, acessibilidade e disponibilidade.
"É um processo. Mas olhando para os próximos três a quatro meses, eu vejo um monte de melhorias. Nós vamos ter praticamente quatro a cinco vezes o que temos agora, uma melhoria ao que nós tivemos no ano passado ", acrescentou o editor de TIC.
Fonte: AfricaNews
Tope é um dos milhões de nigerianos que estão se beneficiando da revolução aparente, gradual a tomar lugar na área de serviços de internet no país mais populoso da África. Com o lançamento do projecto de cabo submarino de fibra óptica, muitos utilizadores da Internet como tope têm mais acesso à internet e poderão muito em breve estar curtindo Internet de alta velocidade - impressionante a um custo mais acessível.
Alguns anos atrás, na Nigéria, seria preciso visitar um cybercafé para checar um e-mail ou navegar na Internet. "Às vezes quando você chega ao café, há longas filas e a internet pode não estar funcionando bem'', disse Tope.
Tope está entre os quase 44 milhões de nigerianos que a World Statistics afirma ter acesso à internet. Ao contrário de antes, agora ela navega na internet, no conforto da sua casa ou local de trabalho utilizando seu telefone Blackberry.
"Eu tenho o meu e-mail em meu alcance, eu posso facilmente ir em linha, se eu quiser procurar calçado, as últimas compras no shopping e ir para as últimas novidades eletrônicas ... posso conversar sobre Yahoo e Facebook ... eles realmente tornaram a vida mais fácil. "
Enquanto tope reconhece que serviços de internet no país mais populoso da África melhorou, ela acredita que os prestadores de serviços têm ainda muito a fazer na prestação de serviço de internet de alta velocidade e consistente. "Eu acho que em uma escala de 1 a 10, vou dar-lhes cinco anos e meio."
Projetos de cabo submarino, serviços de internet e desafios.
No ano passado o total de africanos e a primeira empresa privada da rede de cabo submarino em África ocidental, lançou um cabo submarino da fibra óptica ao longo 7.000 km, correndo de Portugal para a Nigéria e Gana, e também ramificando-se para Marrocos, ilhas Canárias, Senegal e Costa do Marfim .
A principal delas Cable Company tinha dito com o seu sistema de cabo ligado a empresa estava pronta para defender a revolução das comunicações em África, afetando empresas, governos e indivíduos, proporcionando maior largura de banda e velocidades excepcionais a um custo menor.
O Presidente da Nigéria Internet Group, Lanre Ajayi disse que, embora o lançamento de projetos submarino de cabo de fibra óptica tenha melhorado a velocidade até certo ponto, eles ainda estavam para atingir o nível de expectativas dos usuários em todo o país.
"Até certo ponto sim, ele foi capaz de influenciar na velocidade, mas certamente não para o nível de expectativas que as pessoas anteciparam, ... não se esqueça que o cabo que estamos falando, principal One, Glo um, eles são todos desembarcados em Lagos, na praia de Lagos ", disse Ajayi. "A internet está sendo usada no interior, em Kano, Sokoto, Calabar, toda a Nigéria, por isso, o desafio é tomar essa largura de banda a partir da estação de desembarque para o sertão."
Ajayi disse que havia uma série de desafios que precisam ser abordados dizendo que "um deles é a última milha [o ponto em que os consumidores finais começam a gozar os benefícios dos projetos de banda larga] geralmente é feito através de tecnologia sem fio e sem fio de espectro".
O Presidente da Nigéria Internet Group disse um espectro deve ser disponibilizado aos operadores e de ser capaz de implantar esses serviços, enquanto o backbone de transmissão nacional também tem de melhorar de forma eficaz para o transporte de banda da estação de desembarque para várias cidades.
Preço barras de conexão à internet .
Lanre Ajayi no entanto disse que os vários projectos de fibra óptica levaram a uma redução drástica no preço da conectividade à internet.
"Você pode ver algumas empresas GSM cortar seus preços pela internet em quase 50 por cento, eu quero acreditar que tenha a ver com a disponibilidade de largura de banda, como resultado dos cabos, mas certamente esperava preço muito mais barato e muito mais velocidade do que estamos tendo ".
Futuro da banda larga na Nigéria
Uma editora de TIC, Ken Nwogbo acredita que com a actual fibra óptica e projetos de aterragem, as outras nações africanas populosas da África Ocidental beneficiarão com a experiência dos nigerianos em mais melhorias em termos de velocidade de internet, acessibilidade e disponibilidade.
"É um processo. Mas olhando para os próximos três a quatro meses, eu vejo um monte de melhorias. Nós vamos ter praticamente quatro a cinco vezes o que temos agora, uma melhoria ao que nós tivemos no ano passado ", acrescentou o editor de TIC.
Fonte: AfricaNews
Obama anuncia morte de Bin Laden.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou no domingo à noite (hora local) que o chefe da Al-Qaida, Osama bin Laden, foi morto no Paquistão por serviços especiais norte-americanos.
“Esta noite, estou em condições de anunciar aos americanos e ao mundo que os Estados Unidos realizaram uma operação que matou Bin Laden, o dirigente da Al-Qaida, um terrorista responsável pelo assassínio de milhares de inocentes”, afirmou Obama numa declaração solene feita na Casa Branca.
Barack Obama precisou que o chefe da Al-Qaida foi morto “hoje” (domingo nos Estados Unidos) numa troca de tiros numa residência em que a presença de Bin Laden tinha sido detetada em agosto.
No discurso feito a partir da Casa Branca cerca das 23:30 locais e dirigido aos Estados Unidos e ao mundo, Barack Obama explicou que depois de ter recebido informações fiáveis sobre a localização de Osama Bin Laden nas montanhas do Paquistão deu a ordem para atacar apenas na semana passada.
Já hoje, “um pequeno grupo” militar americano conduziu a operação de ataque à residência onde se encontrava Osama Bin Laden e depois de uma troca de tiros, matou e recolheu o corpo do líder da Al-Qaida.
Obama explicou que Bin Laden foi localizado em Abottabad, norte do Paquistão, informação que antes do discurso presidencial a cadeia CNN citava fontes governamentais para indicar que Bin Laden tinha sido localizado numa vivenda nas imediações de Islamabad.
“Esta noite, os Estados Unidos lançaram uma mensagem inequívoca: não importa quanto tempo passou, será feita justiça”, disse Barack Obama. Dez anos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, no quais morreram cerca de 3.000 pessoas em Nova Iorque, no Pentágono e na Pensilvânia, a morte de Bin Laden cumpre um objetivo americano, mas Obama deixou um alerta de que a organização poderá querer vingar a morte do seu líder.
“Devemos seguir, e seguiremos vigilantes tanto nos Estados Unidos como no exterior”, afirmou Obama para quem não há dúvidas que a “Al-Qaida continuará a tentar atingir o povo americano.
A Casa Branca já revelou que todos os edifícios e instalações oficiais norte-americanas quer no país quer no estrangeiro estão em alerta máxima contra possíveis represálias.
Enquanto Barack Obama discursava, centenas de americanos concentraram-se nas imediações da casa Branca empunhando diversos símbolos americanos, entoando o hino do país e lemas patrióticos celebrando assim a morte de Bin Laden e numa manifestação que vai aumentando junto à residência oficial do presidente apesar de ser já madrugada em Washington.
Na operação, nenhum militar norte-americano ficou ferido.
Fonte: RTC, REDAÇÃO, com a Lusa.
Presidente norte americano Barack Obama
Esta noite, estou em condições de anunciar aos americanos e ao mundo que os Estados Unidos realizaram uma operação que matou Bin Laden, o dirigente da Al-Qaida, um terrorista responsável pelo assassínio de milhares de inocentes”, afirmou Obama.O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou no domingo à noite (hora local) que o chefe da Al-Qaida, Osama bin Laden, foi morto no Paquistão por serviços especiais norte-americanos.
“Esta noite, estou em condições de anunciar aos americanos e ao mundo que os Estados Unidos realizaram uma operação que matou Bin Laden, o dirigente da Al-Qaida, um terrorista responsável pelo assassínio de milhares de inocentes”, afirmou Obama numa declaração solene feita na Casa Branca.
Barack Obama precisou que o chefe da Al-Qaida foi morto “hoje” (domingo nos Estados Unidos) numa troca de tiros numa residência em que a presença de Bin Laden tinha sido detetada em agosto.
No discurso feito a partir da Casa Branca cerca das 23:30 locais e dirigido aos Estados Unidos e ao mundo, Barack Obama explicou que depois de ter recebido informações fiáveis sobre a localização de Osama Bin Laden nas montanhas do Paquistão deu a ordem para atacar apenas na semana passada.
Já hoje, “um pequeno grupo” militar americano conduziu a operação de ataque à residência onde se encontrava Osama Bin Laden e depois de uma troca de tiros, matou e recolheu o corpo do líder da Al-Qaida.
Obama explicou que Bin Laden foi localizado em Abottabad, norte do Paquistão, informação que antes do discurso presidencial a cadeia CNN citava fontes governamentais para indicar que Bin Laden tinha sido localizado numa vivenda nas imediações de Islamabad.
“Esta noite, os Estados Unidos lançaram uma mensagem inequívoca: não importa quanto tempo passou, será feita justiça”, disse Barack Obama. Dez anos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, no quais morreram cerca de 3.000 pessoas em Nova Iorque, no Pentágono e na Pensilvânia, a morte de Bin Laden cumpre um objetivo americano, mas Obama deixou um alerta de que a organização poderá querer vingar a morte do seu líder.
“Devemos seguir, e seguiremos vigilantes tanto nos Estados Unidos como no exterior”, afirmou Obama para quem não há dúvidas que a “Al-Qaida continuará a tentar atingir o povo americano.
A Casa Branca já revelou que todos os edifícios e instalações oficiais norte-americanas quer no país quer no estrangeiro estão em alerta máxima contra possíveis represálias.
Enquanto Barack Obama discursava, centenas de americanos concentraram-se nas imediações da casa Branca empunhando diversos símbolos americanos, entoando o hino do país e lemas patrióticos celebrando assim a morte de Bin Laden e numa manifestação que vai aumentando junto à residência oficial do presidente apesar de ser já madrugada em Washington.
Na operação, nenhum militar norte-americano ficou ferido.
Fonte: RTC, REDAÇÃO, com a Lusa.
domingo, 1 de maio de 2011
Otan confirma ataques em Trípoli, mas não a morte de filho de Gaddafi.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) confirmou em comunicado emitido na madrugada deste domingo ataques "de precisão" contra instalações militares do regime de Muammar Gaddafi na capital da Líbia, Trípoli. A aliança disse não ter informações, contudo, sobre a morte do filho mais novo do ditador e três de seus netos.
Neste sábado, o porta-voz do governo líbio, Moussa Ibrahim, foi a público anunciar a morte de Saif al Arab, assim como três dos netos do ditador, em um bombardeio da Otan.
Em entrevista coletiva em Trípoli divulgada pela emissora de televisão estatal, Ibrahim afirmou que Gaddafi se encontrava na casa bombardeada, mas saiu ileso. Ele acusou ainda a aliança de tentar matar o ditador e ressaltou que estes bombardeios violam as determinações da resolução do Conselho de Segurança sobre a intervenção militar no país (que determina a imposição de uma zona de exclusão aérea e a proteção de civis dos ataques das forças de Gaddafi).
A Otan confirmou ataques contra um prédio de comando e controle no bairro de Bab Al Azizya, pouco depois das 18h do sábado. O comunicado, contudo, ressalta que os alvos da aliança são exclusivamente militares e "claramente vinculados aos ataques sistemáticos do regime de Gaddafi sobre a população e áreas povoadas líbias".
"Não apontamos para indivíduos", disse o tenente-general Charles Bouchard, chefe da missão militar na Líbia, que fala apenas em relatos "não confirmados segundo as quais alguns dos membros da família de Gaddafi poderiam ter morrido".
"Lamentamos toda perda de vida, especialmente de civis inocentes que resultam do conflito em curso. A Otan está cumprindo seu mandato da ONU para deter e prevenir ataques contra civis com precisão e cuidado, não como as forças de Gaddafi, que estão causando tanto sofrimento", acrescenta Bouchard na nota.
O general canadense afirma que quer lembrar de novo aos civis da Líbia que se afastem todo o possível das forças, dos equipamentos e infraestrutura militar conhecidas do regime de Gaddafi para reduzir o perigo potencial para eles.
O recado foi reforçado pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, que afirmou que a Otan não tem como alvo "indivíduos em particular".
"A política de alvos da Otan e da aliança é absolutamente clara. Ela está de acordo com a resolução 1973 da ONU e visa a prevenir a perda de vidas civis ao atingir o maquinário de guerra de Gaddafi, então é óbvio que isso inclui tanques e armas, lançadores de foguetes, mas também centros de controle e comando", disse Cameron ao canal BBC.
O premiê se recusou ainda a comentar especificamente "um relato não confirmado" da morte dos familiares de Gaddafi.
MENTIRA
O Conselho Nacional de Transição (CNT), principal órgão dos oposicionistas líbios, afirmou neste domingo que é mentira a denúncia do regime Gaddafi.
"Gaddafi quer pressionar a Otan para que interrompa seus ataques sobre a capital e demonstrar que a organização quer matá-lo", disse o porta-voz do CNT, Jalal al Galal.
ACUSAÇÃO
ATAQUE
Segundo o governo líbio, Saif al Arab Gaddafi, 29, filho mais novo de Muammar Gaddafi, foi morto neste sábado em Trípoli durante um ataque aéreo da Otan.
Ibrahim afirmou que Gaddafi estava junto com o filho mas saiu ileso do bombardeio, que também matou três netos e feriu outros parentes e amigos.
A Otan atua na Líbia assumiu o comando das operações internacionais na Líbia no dia 31 de março e passou a liderar as forças na operação Protetor Unificado. Inicialmente, as ações militares do país eram lideradas pelos EUA.
Gaddafi e sua mulher estavam na casa do filho em Trípoli quando ao menos um míssil da Otan teria atingido o local. "A casa de Saif al Arab Muamar Gaddafi (...) foi atacada com meios potentes. O líder [Muammar Gaddafi] está bem", disse Ibrahim. "Ele não foi ferido. Sua mulher também passa bem".
A casa do filho do ditador, que fica em uma área residencial de Trípoli, ficou amplamente danificada. Saif al Arab Gadhafi era o sexto filho do ditador e passava grande parte do tempo na Alemanha nos últimos anos.
Em Benghazi, houve comemoração com tiros para o alto disparados por rebeldes durante a madrugada deste sábado após o anúncio da morte de Saif al Arab, de acordo com um jornalista da France Presse.
Fonte: ejornais.com.br
A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) confirmou em comunicado emitido na madrugada deste domingo ataques "de precisão" contra instalações militares do regime de Muammar Gaddafi na capital da Líbia, Trípoli. A aliança disse não ter informações, contudo, sobre a morte do filho mais novo do ditador e três de seus netos.
Neste sábado, o porta-voz do governo líbio, Moussa Ibrahim, foi a público anunciar a morte de Saif al Arab, assim como três dos netos do ditador, em um bombardeio da Otan.
Em entrevista coletiva em Trípoli divulgada pela emissora de televisão estatal, Ibrahim afirmou que Gaddafi se encontrava na casa bombardeada, mas saiu ileso. Ele acusou ainda a aliança de tentar matar o ditador e ressaltou que estes bombardeios violam as determinações da resolução do Conselho de Segurança sobre a intervenção militar no país (que determina a imposição de uma zona de exclusão aérea e a proteção de civis dos ataques das forças de Gaddafi).
A Otan confirmou ataques contra um prédio de comando e controle no bairro de Bab Al Azizya, pouco depois das 18h do sábado. O comunicado, contudo, ressalta que os alvos da aliança são exclusivamente militares e "claramente vinculados aos ataques sistemáticos do regime de Gaddafi sobre a população e áreas povoadas líbias".
"Lamentamos toda perda de vida, especialmente de civis inocentes que resultam do conflito em curso. A Otan está cumprindo seu mandato da ONU para deter e prevenir ataques contra civis com precisão e cuidado, não como as forças de Gaddafi, que estão causando tanto sofrimento", acrescenta Bouchard na nota.
O general canadense afirma que quer lembrar de novo aos civis da Líbia que se afastem todo o possível das forças, dos equipamentos e infraestrutura militar conhecidas do regime de Gaddafi para reduzir o perigo potencial para eles.
O recado foi reforçado pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, que afirmou que a Otan não tem como alvo "indivíduos em particular".
"A política de alvos da Otan e da aliança é absolutamente clara. Ela está de acordo com a resolução 1973 da ONU e visa a prevenir a perda de vidas civis ao atingir o maquinário de guerra de Gaddafi, então é óbvio que isso inclui tanques e armas, lançadores de foguetes, mas também centros de controle e comando", disse Cameron ao canal BBC.
O premiê se recusou ainda a comentar especificamente "um relato não confirmado" da morte dos familiares de Gaddafi.
MENTIRA
O Conselho Nacional de Transição (CNT), principal órgão dos oposicionistas líbios, afirmou neste domingo que é mentira a denúncia do regime Gaddafi.
"Gaddafi quer pressionar a Otan para que interrompa seus ataques sobre a capital e demonstrar que a organização quer matá-lo", disse o porta-voz do CNT, Jalal al Galal.
ACUSAÇÃO
ATAQUE
Segundo o governo líbio, Saif al Arab Gaddafi, 29, filho mais novo de Muammar Gaddafi, foi morto neste sábado em Trípoli durante um ataque aéreo da Otan.
Ibrahim afirmou que Gaddafi estava junto com o filho mas saiu ileso do bombardeio, que também matou três netos e feriu outros parentes e amigos.
A Otan atua na Líbia assumiu o comando das operações internacionais na Líbia no dia 31 de março e passou a liderar as forças na operação Protetor Unificado. Inicialmente, as ações militares do país eram lideradas pelos EUA.
Gaddafi e sua mulher estavam na casa do filho em Trípoli quando ao menos um míssil da Otan teria atingido o local. "A casa de Saif al Arab Muamar Gaddafi (...) foi atacada com meios potentes. O líder [Muammar Gaddafi] está bem", disse Ibrahim. "Ele não foi ferido. Sua mulher também passa bem".
A casa do filho do ditador, que fica em uma área residencial de Trípoli, ficou amplamente danificada. Saif al Arab Gadhafi era o sexto filho do ditador e passava grande parte do tempo na Alemanha nos últimos anos.
Em Benghazi, houve comemoração com tiros para o alto disparados por rebeldes durante a madrugada deste sábado após o anúncio da morte de Saif al Arab, de acordo com um jornalista da France Presse.
Fonte: ejornais.com.br
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