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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Ericsson quer conquistar operadoras angolanas de telecomunicações.

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A Multinacional sueca do sector das telecomunicações, Ericsson, procura estabelecer parcerias em Angola e descobrir novos talentos. Shilesti Makhofane, responsável sul- africano para os mercados abaixo do Sahara, contou a O País a estratégia e as ambições que tem para o mercado angolano numa curta passagem por Luanda, onde teve encontro com algumas entidades e players nacionais. Por ano, a Ericsson gasta cerca de USD 4,5 mil milhões em pesquisa de mercados com vista à inovação e satisfação dos seus clientes.
A Ericsson anunciou recentemente a aquisição da divisão de soluções de TV da Microsoft, Mediaroom, como estratégia para se posicionar como líder no fornecimento de soluções IPTV e multitela. Qual a importância estratégica para a Ericsson deste segmento denegócio?
Sabemos que a Ericsson é uma das percussoras da sociedade de informação, e, isso tem a ver com a maneira de como vamos transformar os negócios. Também tem a ver como os dispositivos serão conectados no futuro. Como líder de infraestrutura a nível do mundo, é importante que a medida que estamos a realizar seja com esta visão, para que tenhamos no lugar todas as capacidades, assim como os elementos necessários que nos possibilitem fazê-lo.

Em que segmentos de negócio se centra actualmente a Ericsson, nomeadamente no que respeita a África?
Em África temos o orgulho de sermos fornecedor da maioria das operadoras, em termos de estabelecimentos das TIC´S e, temos áreas - chaves como, por exemplo, no fornecimento das áreas de voz e dados na telefonia móvel. Também temos capacidades de fornecimento nas áreas de OBS e OCS que são de tarifas e cobranças, e realizamos serviços de manuseamento de actividades de redes. Apraz-me dizer que estamos a gerir redes em 21 países africanos, e, isso é importante para nós porque dá-nos a possibilidade dos nossos clientes concentrarem-se apenas nos seus clientes, enquanto tratamos das questões de infraestruturas.

Nestes 21 países que mencionou, Angola está incluída?
Angola ainda não está incluída, mas esperamos inclui-la no futuro.

Esta vinda a Angola ainda representa apenas um estudo de viabilidade deste mercado?
Já estamos no mercado angolano a fornecer infraestruturas, mas áreas como, por exemplo, a gestão de redes tem a ver com a maturidade do mercado e esperamos que um dia em Angola possa haver operadoras que pretendam ser nossos parceiros para que possamos fornecer outros tipos de serviços, mas actualmente não temos nada em discussão sobre esta matéria.

Isso significa que esta visita dos responsáveis da Ericsson para região Subsariana de África, é um piscar de olhos às operadoras de telecomunicações do mercado angolano?
A visita do chefe regional da África Subsariana tem duas missões. Primeiro, ele é novo e precisava conhecer Angola, como parceiro chave da Ericsson e, em segundo lugar, serviu para que pudéssemos encontrar-nos com os nossos colaboradores e parceiros neste mercado. Portanto, só para completar aquilo que estava dizer, as nossas áreas de enfoque na região africana também passam por aquilo que são os telefones móveis.
Sabemos que agora há mais pessoas com telefones móveis do que com contas bancárias. O nosso objectivo na região é garantir que as pessoas não usem os telefones só para falar, mas também para outros fins, como por exemplo, as questões financeiras. E, a minha percepção sobre Angola é que a maioria da população é jovem e são esses jovens que utilizarão esse tipo de serviços.

Num artigo publicado no final de 2012 Bill Gates renovou a sua convicção de que a África subsariana será uma das regiões do mundo que mais crescerá no que respeita às novas tecnologias de comunicação. No entanto, reconheceu que sobrevalorizou o ritmo desse crescimento. Está de acordo com esta análise?
Realmente é em África onde podemos encontrar o maior crescimento do PIB do que em qualquer parte do mundo. Se falarmos por exemplo do PIB em Angola, se calhar é o segundo maior que mais cresce a nível de África ou mesmo do mundo. A nossa visão, se olharmos para este mercado  - e, sabendo que a nossa penetração do serviços de voz está entre 60% e 70 %,  e estamos a falar da banda larga que tem a penetração de 10% a nível regional – é de que isso nos oferece uma oportunidade muito grande em termos de adopção das TIC´S.  Também estamos a ver, digamos, dispositivos que surgem no mercado, porque temos uma população jovem que está ávida de utilizar estas tecnologias, por isso estamos aqui a ver este potencial que há no mercado africano.

Falou da questão do desenvolvimento da África Subsariana, e também em termos de crescimento. Qual destes países da região tem para a Ericsson tem mais sustentabilidade no que respeita ao vosso segmento de negócio?
Podemos dizer no geral que temos uma taxa de crescimento boa a nível da região, porque todos os países africanos têm uma taxa de crescimento positiva. Claro que alguns crescem mais que os outros. E, os nossos negócios ajustam-se a todos os países ou aos operadores que prestam serviços.  

O facto de a Ericsson ter vendido à Sony o seu negócio de telefonia móvel celular não condiciona a expansão de outros segmentos de negócio da empresa?
O importante a dizer desta decisão tomada pela empresa é que, de acordo com a nossa visão das sociedades em redes, o objectivo é permitir que tudo esteja conectado, pelo que (o facto da Ericsson ter vendido o negócio de telefonia móvel celular) não nos afecta em nada. Digamos que o facto de nos termos separado desse aparelho não nos condiciona, pelo contrário, dá-nos ainda mais força para podermos ter todos dispositivos conectados.

O risco político em África era visto como um ‘handicap’ para as empresas que possuem a dimensão como a Ericsson investir, principalmente na África Subsariana. Qual é a percepção que a Ericsson tem actualmente deste mercado?
Primeiro, estamos em África há mais de 100 anos e o importante para nós é sermos uma empresa competente que segue as normas de cada jurisdição. Dito isto, temos negócios em territórios onde era possível e também onde havia procura dos nossos serviços. Estamos comprometidos em continuar a trabalhar assim onde os nossos esforços vão ao encontro da satisfação das necessidades dos nossos clientes.

A Ericson já fez saber do seu compromisso em participar no estabelecimento de uma ‘network society’ em África, designadamente em Angola. Qual poderá ser, em termos práticos, o contributo da Ericson para essa sociedade em rede, tanto no plano público como no privado?
Primeiro vou falar no que diz respeito ao sector público, porque precisamos de trabalhar com as entidades reguladoras para garantir que haja harmonia em termos de espectro. Isto vai garantir que a tecnologia que vem para Angola será de uso universal e não de forma restrita, o que, por sua vez, reduz os preços dos produtos. No campo público também nos vai permitir a partilha de experiência, bem como a capacitação dos quadros, o que vai nos levar a actividade para uma duração de longo prazo.
Também temos aquilo a que chamamos ‘concursos gerais aplicativos’, e aqui os jovens empreendedores angolanos podem entrar para competir a nível mundial na área de aplicativos. E quanto ao outro elemento, que diz respeito à conexão a nível da região, a ideia é partilhar com os nossos parceiros os elementos chave, para podermos fornecer redes de alto desempenho, o que dará uma boa experiência aos utentes em Angola, os quais poderão ser mais capazes de fazer coisas com a rede.
Por outro lado, sabemos que a tecnologia fez surgir novos empreendedores, novos milionários. Então, vamos fazer com que essas pessoas possam utilizar as novas tecnologias no seu máximo.

Os constrangimentos que ainda se sentem no plano das infraestruturas tradicionais, nomeadamente no que respeita ao fornecimento de energia, não poderá constituir uma dificuldade para o estabelecimento dessa sociedade em rede?
Não podemos dizer que vamos ser capazes de realizar estes investimentos em redes, o importante é conseguir elencar este desafio e depois, em conjunto, sermos capazes de ultrapassá-lo. Quanto a esta questão de energia que levantou, nós  (a Ericsson) já percebemos o problema que existe e desenvolvemos aquilo a que chamamos soluções de energia que trabalhamos com os nossos parceiros.

Quais as perspectivas de cooperação e de negócio da Ericsson relativamente ao mercado angolano? Admite a hipótese de parcerias com outros ‘players’ ou mesmo concorrentes noutros mercados e regiões?
Se olharmos para a questão de padronização ‘nós como Ericsson’ devemos trabalhar com outros intervenientes internacionais, porque há certos elementos em que a tecnologia deve ser mais abrangente para poder beneficiar toda a gente, mas nós ainda somos singulares na maneira como fabricamos a nossa tecnologia e o seu desempenho e, tanto é assim, que criamos parcerias para podermos dar benefícios a mais de 180 países no mundo.
Também devo dizer que já investimos biliões de coroas suecas (mais precisamente USD 4,5 mil milhões) justamente na pesquisa. Também criámos muitas patentes que depois são incorporadas em muitas tecnologias que as usam a nível mundial. 
Por Luís Faria
fonte: opaís.net

terça-feira, 21 de maio de 2013

Angola: Gambiano detido no aeroporto com mais de dois milhões de dólares.

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Um cidadão gambiano foi detido domingo, em Luanda, quando transportava mais de dois milhões de dólares norte-americanos, por volta das 08h30, na altura em que se fazia o embarque do voo da Taag, com destino à cidade de Joanesburgo, África do Sul, revelou o director do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, engenheiro Costa Lima.

Falando à imprensa, a propósito do sucedido, o responsável deu a conhecer que o individuo foi detectado já no autocarro junto à aeronave onde subiam os passageiros, pois as suas características causaram suspeita às forças do sistema de segurança aeroportuária que encontraram na sua mochila o referido montante. 

Entretanto, neste momento, o cidadão gambiano encontra-se detido pela polícia judiciária do aeroporto, que está a instruir o processo criminal, enquanto o valor financeiro encontra-se sob custódia das entidades alfandegárias, que depois de efectuados os tramites legais fará chegar o dinheiro ao Banco Nacional de Angola (BNA).

Segundo Costa Lima, “o sistema de segurança aeroportuária deteve o indivíduo devido às características que apresentava, assim como a forma em que se movimentava junto à aeronave, o que criou algumas suspeitas dos órgãos de segurança do aeroporto”, sublinhou.

Para o director, com as novas medidas do Banco Nacional de Angola (BNA), que dificulta certos estrangeiros de saírem do país com avultadas somas em dólar, “muitos deles têm tentado usar o aeroporto e outras vias para levarem o dinheiro, mas, infelizmente, o nosso sistema de segurança aeroportuária funciona, daí que os que tentam são detidos”.

Entretanto, o responsável admite haver alguns trabalhadores da comunidade aeroportuária envolvidos no caso que serão apresentados assim que o órgão da polícia judiciária local terminar o seu trabalho de investigação para apresentar outros dados e pessoas envolvidas.

De acordo com informações chegadas ao director do aeroporto, quatro cidadãos nacionais estão já detidos por suspeita de envolvimento no caso, enquanto dois outros, de áreas que evitou revelar, estão a ser localizados pelos órgãos policiais. 

Ainda assim, disse, “o nível de segurança que o aeroporto tem está a funcionar daí que os cidadãos nacionais ou estrangeiros que tentarem violar as leis serão detectados pelo sistema de segurança aeroportuária, advertiu o engenheiro, que aconselhou igualmente aos trabalhadores do aeroporto a evitarem tais práticas, pois impedem o desenvolvimento de Angola”, realçou. 

Outros dados sobre o assunto serão apresentados nos próximos dias após a conclusão do trabalho da polícia de investigação criminal.

Ao cidadão nacional adulto é autorizado a levar para fora do país até 15 mil dólares norte-americano, enquanto ao estrangeiro é exigida prova de residência e declaração do montante à Alfandega e/ou polícia fiscal.

fonte: angonotícias.com

Macky SALL no forum de DOHA : « A África oferece novas oportunidades para investimentos »

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Em seu discurso no 13o Fórum Internacional em Doha, antes de Sua Alteza Sheikh Hamad Bin Khalifa Al Thani, o chefe de Estado agradeceu primeiramente a Sua Alteza pelo amável convite e pela generosa hospitalidade por ele reservado, e a delegação senegalesa. Segundo ele, o mundo árabe tem sido sempre um intercâmbio de encontros amigáveis.
"Estou muito contente de participar neste fórum em Doha durante a minha visita oficial ao Qatar", disse Macky Sall. Ele acrescentou que, no Senegal, o mundo árabe tem sido sempre um lugar de intercâmbio e encontros amigáveis, com base em nossos valores comuns da cultura e da civilização.
"Em apenas 12 anos de existência, o Fórum de Doha ganhou aclamação. Com a notícia de seus temas, da qualidade e das suas deliberações, o Fórum tornou-se um observatório privilegiado das grandes mudanças que continuam a agitar o curso da história moderna ", disse o presidente Sall. De acordo com o chefe de Estado, em muitos países, a paz e a segurança têm sido comprometidas. Ele acredita que o teste da crise que o mundo enfrenta, uma vez que as economias prósperas vacilam. "Novos poderes estão surgindo e, com eles, a geopolítica internacional e a economia global têm mudança de paradigmas", insistiu o presidente.
Segundo ele, estas mudanças profundas afetam, em muitos aspectos, a relação entre os Estados e dentro deles. Ele continua: "A África não é uma exceção." Apesar do peso do passado e os desafios do presente, reconheceu o chefe de Estado, os nossos países e nosso continente se estabeleceram em uma dinâmica positiva e não querem ficar de fora da nova ordem mundial em formação.
"A democracia, a liberdade de empresa e espírito de inovação estão a ganhar terreno, e a taxa de crescimento em África permanece acima da média mundial regularmente", observou ele. Na sua qualidade de Presidente da NEPAD, ele disse que "nossos países oferecem novas oportunidades de investimento rentável em sectores-chave da agricultura, energia e infra-estrutura." Ele revelou que'' a União Africana (UA) identificou nas cinco regiões do continente, 51 projectos no âmbito do Programa de Desenvolvimento de Infra-estruturas em África, por um custo total de 68.000 milhões dólares.

Uma nova abordagem para aumento de capital

"Nós selecionamos oito projetos prioritários que eu apresentei em março passado na Cúpula Brics em Durban", disse o presidente Sall. "Esses são projetos cujos estudos de viabilidade estão suficientemente avançados para terem financiamentos", disse ele. "O que estamos propondo hoje é uma nova abordagem para levantar capital", sublinhou o Presidente Sall.
"Queremos ir além da assistência oficial ao desenvolvimento e de recurso para a parceria público-privada para fazer estradas, ferrovias, unidades de geração de energia e outros grandes projetos estruturantes", frisou. Como parte da Cimeira do G20, em setembro, em São Petersburgo, na Rússia, com o apoio do país anfitrião, ele propôs a uma mesa redonda sobre financiamento de projetos de infra-estrutura na África que deve ser organizado. Por fim, o presidente da Nepad convidou todas as partes interessadas, públicas e privadas na reunião de setembro de 2013.
Acompanhado por sua esposa, Faye Marieme Sall, alguns membros do governo e altos funcionários, incluindo o ministro do Exterior Macky Sall foram recebidos no domingo pelo primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Qatar. Ele será recebido esta manhã pelo Emir.
Depois de Doha, o presidente Sall participará do 50 º aniversário da União Africana na presença destes colegas Chefes de Estado e de Governo em Addis Abeba. Nesta ocasião, Macky Sall, na sua qualidade de presidente da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (Nepad), apresentará um relatório sobre a implementação da infra-estrutura de interconexão. De volta para Dakar, o Chefe de Estado terá vôo comercial em 1 de Junho de 2013, com destino a Yokohama, no Japão, onde vai participar do processo da 5ª Conferência de Tóquio sobre o Desenvolvimento Africano (TICAD V). A convite do primeiro-ministro japonês, ele fará um discurso sobre "Governação e capacitação institucional." Após a cúpula do Japão, o chefe de Estado irá terminar sua turnê em Paris com a apresentação na cerimônia de Houphouet Boigny, 5 de junho, o presidente François Hollande escolhido por um júri presidido pelo ex-presidente Joaquim Chissano de Moçambique. Isso acontecerá na presença do Chefe de Estado Alassane Ouattara e o ex-Presidente Abdou Diouf, Secretário-Geral da Organização Internacional da Francofonia (OIF).

Síntese de El Hadji Abdoulaye Thiam

fonte: lesoleil.sn




Africanos devem beneficiar da agricultura no continente.

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Agricultura moderna no continente africano


A África tem um enorme potencial agrícola, como provam os investimentos internacionais avultados neste sector.
Como se pode modernizar a agricultura africana, de modo a que ela beneficie também a população local e não prejudique o meio ambiente? Estas foram questões debatidas na Semana Empresarial Africana, que decorreu de 22 a 26.04 em Frankfurt, na Alemanha. Ministros e delegações de mais de 30 países africanos e europeus reuniram-se sob o lema "Doing business - Sharing sucess (fazer negócios - partilhar sucessos)
Quem quiser investir na agricultura em África deve também apoiar os pequenos agricultores africanos, para que possam aumentar a produção e os lucros. É o que exige Mpoko Bokanga da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO). Um benefício adicional seria impedir o êxodo para os centros urbanos, e explica:
“Podiam ser introduzidas tecnologias. O trabalho devia ser mecanizado. O que tornaria a agricultura mais atraente para os jovens. E aumentaria a produtividade, claro está. Todos acabariam por ganhar”.
Novas tecnologias não são solução universal
Mpoko Bokanga da ONUDI - agência da ONU para o Desenvolvimento IndustrialMpoko Bokanga da ONUDI - agência da ONU para o Desenvolvimento Industrial
Mas a técnica moderna só por si não é a panaceia universal, salienta Bokanga. Por isso, a UNIDO tem na mira toda a cadeia de produção: o cultivo da terra, a colheita, a transformação e a comercialização dos produtos agrários.
O empresário alemão, Carl Heinrich Bruhn, afirma que é isso precisamente o que faz a sua firma, a Amatheon. Esta empresa pretende criar na África unidades de produção agrárias de alta prestação, para garantir rendimentos elevados aos seus acionistas. Para um primeiro projecto, Bruhn arrendou 30 000 hectares na Zâmbia por um período de 99 anos. A Amatheon, explica Bruhn, desenvolveu um conceito em colaboração com os agricultores locais, pensado para beneficiar toda a gente. Por exemplo, até agora os agricultores naquela região remota não tinham acesso a adubos, sementes ou pesticidas. Segundo Bruhn,
“da nossa fazenda central distribuiremos todo este material com o qual os pequenos agricultores poderão iniciar o seu próprio ciclo de produção”.
Segue-se uma segunda etapa, já que “até à data também não havia acesso aos mercados para a venda dos próprios produtos. Nós propiciamos esse acesso, porque podemos adquirir a produção e transportar para a capital graças à nossa logística”, afirma o empresário.
Ceticismo da WWF sobre o crescente interesse pelas terras africanas
Titel: Birgit Wilhelm
Schlagworte: Birgit Wilhelm, WWF, nachhaltige Landwirtschaft
Wer hat das Bild gemacht?: Thomas Mösch
Wann wurde das Bild gemacht?: 24.4.2013
Wo wurde das Bild aufgenommen?: Frankfurt/Main
Bildbeschreibung: Bei welcher Gelegenheit / in welcher Situation wurde das Bild aufgenommen? Wer oder was ist auf dem Bild zu sehen?
Birgit Wilhelm, Expertin für nachhaltige Landwirtschaft und Ressourcenschutz beim WWF Deutschland.
Bildrechte: 
Der Fotograf / die Fotografin ist (freie) Mitarbeiter(in) der DW, so dass alle Rechte bereits geklärt sind.Birgit Wilhelm
A organização não-governamental de protecção do ambiente WWF observa com ceticismo o interesse crescente por chão africano. A WWF admite a necessidade de aumentar a produção de alimentos, diz Birgit Wilhelm, responsável pela agricultura sustentável na secção alemã da organização. Tanto mais que 60% da terra arável não cultivada no mundo se encontra em África, diz. Mas, acrescenta, há que ter em conta que o solo africano é pobre em nutrientes, como os investidores sabem:
“Diz-se que os solos são pobres, que precisam de nutrientes, e, portanto, o adubo tem que ser aplicado levando em conta os processos e o ecosistema local. O que custa dinheiro porque exige investimentos em estudos, e estes são investimentos de longo prazo. Há que contar com, pelo menos, dez anos”, diz o especialista da WWF.
O que se aplica sobretudo à produção de biocombustíveis, onde os investidores tendem a procurar olucro rápido, e depois de alguns anos abandonam o solo exausto, avisa Wilhelm. Em seguida procuram por novas terras. Este ciclo vicioso destrói a biodiversidade e prejudica para sempre a fertilidade dos solos.
fonte: DW.DE

segunda-feira, 20 de maio de 2013

UNITA avisa para banho de sangue em Angola.

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O líder da UNITA, principal partido da oposição em Angola, Isaías Samakuva, alertou, esta sexta-feira, em Madrid, para o risco de um novo conflito sangrento caso não haja democracia no país. 

Samakuva está em Madrid no âmbito de uma viagem a vários países para pedir à comunidade internacional pressão sobre o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, no sentido de se cumprir os acordos de paz que puseram fim à guerra civil e continuar a aprofundar o processo democrático, o que, de acordo com o líder partidário, está a sofrer uma reviravolta. 

O presidente da UNITA, citado pela agência EFE, denunciou a falta de liberdade e corrupção no país, e acrescentou que os recursos nacionais, especialmente da indústria de diamantes e petróleo, só beneficiam "um pequeno grupo de dirigentes". 

Para Samakuva, a UNITA tem servido de "contenção" e considerou que uma revolta em Angola "faria correr muito sangue" e "desencadearia um conflito de dimensões imprevisíveis". 

"É melhor superarmos isto com o diálogo do que entrar novamente em conflito, o que destruiria o progresso que temos alcançado", disse.

Angola é um país rico em recursos naturais e, desde o fim da guerra civil em 2002, tem um forte crescimento económico, que, denunciou o líder da oposição, "não beneficia as pessoas, que não têm água, incluindo Luanda, nem um sistema de saúde que funcione".

Samakuva também denunciou o contínuo atraso do Governo e do Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA, no poder e com maioria superior a dois terços no parlamento, após as eleições gerais realizadas a 31 de agosto de 2012) na realização de eleições locais e na execução do primeiro censo desde a independência de Angola de Portugal em 1975.

Por essa razão, Samakuva expressou ceticismo sobre o começo provisório do censo anunciado na quinta-feira em Angola e que devia realizar-se de forma definitiva em 2014. 

Sublinhando que o seu país oferece "muitas oportunidades" de investimento, o líder da UNITA lamentou que os investidores estrangeiros estão "totalmente desanimados" quando "veem as condições do país, onde não há transparência e a corrupção é alta".

Durante a sua viagem, com paragens nos EUA, Londres, Bruxelas, Roterdão, Paris, Madrid e Lisboa, o objetivo de Samakuva é expor o que está acontecer no seu país, porque, sustenta, "o Governo monopolizou os meios de comunicação públicos para transmitir uma informação que não corresponde à realidade".

fonte: angonoticias.com

Angola em Genebra fala por toda África.

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Fotografia DR

Angola intervém esta semana em Genebra, em nome do Grupo Africano, no debate geral da Assembleia Mundial da Saúde, cujos trabalhos começam hoje. O ministro da Saúde, José Van-Dúnem, vai apresentar os objectivos e metas prioritárias de África em matéria de saúde pública.
José Van-Dúnem, que chegou ontem a Genebra, vai intervir no debate geral em nome do Grupo Africano, para apresentar os objectivos e metas prioritários para África em matéria de saúde pública. 
A delegação é integrada pelo representante permanente de Angola junto da ONU e organizações internacionais, embaixador Apolinário Correia, técnicos do Ministério da Saúde e da missão diplomática. 
A “Reforma da OMS”, “Projecto de Orçamento para 2014-2015”, “Doenças não-transmissíveis”, “Doenças Tropicais Negligenciadas”, “Falsificação de Medicamentos” e a “Cobertura Universal da Saúde”, são alguns dos temas em discussão no fórum. 
A reforma da Organização Mundial da Saúde (OMS) tem sido dominada pelo processo de definição de prioridades para a instituição. Os Estados-membros aprovaram, em Fevereiro do ano passado, os programas prioritários para o processo de reforma.  
A posição do Grupo Africano e outras regiões em relação à reforma da OMS é de inserir a discussão sobre o financiamento como uma das prioridades. Quanto ao programa de orçamento, reflecte um compromisso dinâmico dos Estados-membros, no que diz respeito à definição de prioridades institucionais. Em relação às doenças não-transmissíveis, a OMS elaborou um quadro mundial em matéria de prevenção e fiscalização das principais, com o objectivo de acompanhar os progressos alcançados. O Grupo Africano considera o plano de acção mundial sobre as doenças não-transmissíveis de 2013/2020 uma etapa importante para a sua erradicação paulatina.    
No âmbito das doenças tropicais negligenciadas foram definidas, até 2015, seis metas para a eliminação de cinco. Mais dez metas suplementares foram definidas, até 2020, a nível mundial. Em relação à falsificação de medicamentos, foi criado um grupo de trabalho orientado para produtos médicos de qualidade inferior/adulterados com rótulos falsos/falsificados/contrafeitos. O Grupo Africano pretende que a OMS intensifique esforços para a promoção,  desenvolvimento, inovação e fabrico de medicamentos genéricos e que estabeleça autoridades regulamentares farmacêuticas mais fortes e adaptáveis às necessidades da região. A cobertura universal da saúde visa garantir serviços sanitários e cuidados médicos a todas as pessoas e o desenvolvimento dos seus sistemas. 
Com a reforma na Organização Mundial da Saúde  espera-se a reorientação das actividades essenciais para responder aos desafios sanitários do século XXI que os países e o mundo enfrentam, a reforma do financiamento e gestão da OMS para fazer face mais eficazmente à necessidades e haverá mudanças na governação para reforçar a saúde pública. 
O programa de reforma traçou algumas áreas e suas prioridades, como os sistemas e instituições de saúde que serão reforçados, como principal, base nos cuidados primários de saúde, a saúde e desenvolvimento, apoiando os países para o alcance dos objectivos do milénio. São ainda prioridades a segurança na saúde, evidências sobre as tendências e determinantes de saúde, apelo para uma melhor saúde e trabalho  para aperfeiçoar o modo de actuação da OMS.


fonte: jornaldeangola.sapo.ao


Ruanda: A diáspora pode ajudar na Tecnologia do Combustível de Ruanda e em Ambições Digitais.

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O Ruanda Day 2013 chega a Londres pela primeira vez. Deixem-me aproveitar esta oportunidade para falar sobre o papel que a comunidade empresarial de Ruanda na diáspora pode jogar por abraçar a criação da cultura startup Ruanda e fazer a diferença na criação de empregos muito necessários e, ao mesmo tempo, beneficiando o crescimento do sector das TIC.

Ruanda Day é um evento periódico que é realizado em diferentes países ao redor do mundo e reúne os ruandeses e amigos de Ruanda para reafirmar seu valor nacional, celebrar o progresso do país e discutir formas que eles podem melhor tomar parte na transformação sócio-econômica de Ruanda.

Este evento geralmente visa dar uma oportunidade rara para os membros da diáspora ruandense de interagir diretamente com o Chefe de Estado e discutir assuntos que lhes dizem respeito, e receber atualizações sobre o progresso do país. Também visa incentivar os membros da diáspora ruandense para participar no processo de desenvolvimento do país.

A proliferação de Tecnologia da Informação (TI) como uma ferramenta poderosa para aumentar a eficiência do negócio e criar oportunidades para os jovens gênios de Ruanda como os corajosos e apaixonados na criação de pequenas empresas que se especializam no desenvolvimento de aplicações simples para explorar a crescente demanda por software, especialmente entre Pequenas e Médias Empresas (PME).

Dois anos atrás, Marc Andreessen cunhou a frase Software e está ganhando o mundo e com um capital de risco, cujo trabalho é identificar as tendências futuras na economia e comportamento do cliente, que ele deve saber. O mesmo se aplica para o Ruanda de uma forma muito grande e isso representa uma oportunidade de investimento fantástico no nível do porão.

Ruanda, um pequeno país, sem litoral e de recursos naturais de país pobre, tem apostado em tornar-se uma economia baseada no conhecimento. Desenvolvimento das TIC é um dos pilares da Visão 2020 - plano do presidente Kagame para transformar Ruanda em um país desenvolvido em 2020. Em 2000, o governo lançou o Plano Nacional de TIC (NICI I), para criar um ambiente propício para iniciativas de TIC a serem implementadas ao longo de quatro ciclos de cinco anos. Em 2010, os cabos de fibra óptica atravessaram  campos, mesmo em lugares onde a pista não existe.

Agora, com infra-estrutura suficiente no lugar, NICI-3 (o terceiro), visa fazer avançar a "fase participativa" do desenvolvimento do Ruanda em TIC.


fonte: allafrica.com

domingo, 19 de maio de 2013

Zimbabwe: três meses de prisão para um professor que insultou Mugabe.

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Um professor universitário do Zimbábue foi condenado a três meses de prisão e preso sexta-feira por chamar em público o presidente Robert Mugabe de "burro velho podre", disse a associação de defesa de direito do homem, neste sábado.

Chenjerai Pamhiri, 38 anos, professor na Universidade do Estado do Grande Zimbábue em Masvingo (centro), foi intimidado publicamente por proferir palavras contra o presidente Mugabe, no poder desde 1980, quando ele estava fazendo compras em um supermercado .

Ele gritou que Mugabe era "uma necessidade de jogar a sujeira, um velho burro podre", nas palavras do responsável, relatado por associação de Advogados de Zimbabwe para os Direitos Humanos.

Chenjerai Pamhiri também pediu às pessoas para não votarem em Mugabe na eleição presidencial a ser realizada este ano. Ele foi preso pela polícia no supermercado.

Tais casos de abuso por parte do presidente são comuns no Zimbábue, pelo menos 60 casos desde 2010, de acordo com Kumbirai Mafunda, porta-voz da Associação dos Advogados do Zimbábue pelos Direitos Humanos. Mas eles geralmente acabam com penas leves, multas ou serviço comunitário.

"Ficamos chocados com a condenação à prisão de Chenjerai Pamhiri e imediatamente decidimos ajudar", disse Mafunda. "Nossos advogados vão recorrer da condenação e pedir fiança."

AFP

sábado, 18 de maio de 2013

Guiné-Bissau: “República di Mininus” questiona os conflitos em África.

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“República di Mininus” questiona os conflitos em África

O filme do realizador Flora Gomes teve a sua estreia esta quinta-feira (16.05.) em Portugal. A quinta longa-metragem do guineense tem a participação do norte-americano Danny Glover e o toque de Youssou N'Dour.
Maputo foi o cenário escolhido para o novo filme de Flora Gomes. Com crianças que desempenham o papel central, o mais prestigiado realizador guineense transforma a capital moçambicana numa “República di Mininus”, uma “República de Crianças”.

Num país fictício em guerra, algures no continente africano, os adultos desaparecem assustados e cansados das tragédias que eles mesmos provocaram. Para trás deixam as crianças, que terão de unir-se para conseguirem sobreviver à nova realidade. Convivem numa sociedade de respeito e harmonia, onde profissões e cargos normalmente ocupados por adultos são assumidos por elas. Até que, um dia, cinco crianças-soldado, de atitudes conturbadas, chegam à República, pondo em risco a paz instituída. As crianças são então postas à prova: ou se aceitam umas às outras como grupo ou terão de partir para um mundo sem esperança.

Um grito de desespero e, afinal, também de esperança
Flora Gomes viu nas revoltas, guerras e golpes de Estado em África a base para a sua históriaFlora Gomes viu nas revoltas, guerras e golpes de Estado em África a base para a sua história
“Nunca perguntamos às crianças o que pensam do comportamento dos adultos”, conta Flora Gomes. No filme, as crianças “esquecem os adultos e começam a construir o seu futuro”.

Crescer ou não crescer – é precisamente este o dilema que as acompanha ao longo da história. Só já no final, revela Gomes, “as crianças concluem que, afinal, terão de crescer”. Esta foi a forma que o realizador encontrou para questionar os vários conflitos que acontecem no continente, a exemplo da situação na vulnerável Guiné-Bissau, seu país natal.

“República di Mininus” é um apelo de desespero e advertência sobre as turbulências em África. Mas ao mesmo tempo, acrescenta o guineense, trata-se também de um grito de esperança.

As estrelas da “República di Mininus”
No filme, o ator norte-americano, Danny Glover, desempenha o papel de conselheiro Dubem, um homem visionário que olha o futuro através de um simples par de óculos. Glover e Gomes conheceram-se no Festival de Cinema de Cannes, França, quando o realizador concorreu com a longa-metragem “Pau de Sangue” de 1996. “A simplicidade com que ele trabalhou comigo”, conta Flora Gomes, “dá gosto de continuar a fazer cinema”.

Outra estrela que trabalhou para a “República” foi o músico senegalês, Youssou N'Dour, que compôs a banda sonora do filme.

Além de Lisboa, esta co-podução luso-francesa e alemã irá percorrer outras capitais europeias.

fonte: DW.DE

Costa do Marfim: índice de insegurança passou de 3,8 para 1,6, disse o (primeiro-ministro).

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



© Abidjan.net por Atapointe
O primeiro-ministro Duncan à imprensa
Quinta - feira, 4 de abril de 2013, em Abidjan. O primeiro-ministro Kablan Duncan concede uma conferência de imprensa com a presença de vários membros do governo.


A situação de segurança melhorou na Costa do Marfim, onde o "índice de insegurança passou de 3,8 para 1,6", afirmou nesta sexta-feira, em Abidjan, o Primeiro-Ministro da Costa do Marfim, Daniel Kablan Duncan.

"O índice geral de insegurança foi de 3,8 em janeiro de 2012 caiu para 1,9, no início de 2013 e 1,6 durante o mês de maio", disse Daniel Kablan Duncan em uma reunião com os parceiros técnicos e financeiros da Costa doo Marfim.

De acordo com o Sr. Duncan Kablan, esta "melhoria significativa" da situação de segurança é devido a "todas as reformas" e "acções relacionadas".

O índice de segurança leva em conta, nomeadamente, os roubos, o fenômeno de salteadores de estradas, ataques a casas, ataques a empresas, assaltos na rua, acidentes de trânsito e furtos de veículos.

O chefe do governo da Costa do Marfim tem enfatizado a reforma em curso no sector da segurança na Costa do Marfim depois de confrontos pós-eleitorais, em 2010, que resistiu profundamente a segurança e a defesa que culminou com uma proliferação de armas.

Esta reforma visa "reconstruir e modernizar a capacidade de defesa e segurança da Costa do Marfim", segundo Daniel Kablan Duncan acrescentou que a aceleração da reforma não pode ser feito sem o desarmamento, desmobilização e reintegração dos pró-Gbagbo e pró-Ouattara identificados regularmente, cujo número é estimado em 64.777 de ex-combatentes.

"O governo pretende abordar esta questão dentro de dois anos, bem antes de 2015", assegurou.

O primeiro-ministro também observou "progressos significativos" em relação à reconciliação nacional e da coesão social, sublinhando que o seu governo não vai "escolher entre a paz e a justiça", mas sim combiná-las.

"Nós acreditamos que é afirmado o Estado de Direito, e que a justiça faça o seu trabalho", disse ele, antes de concluir que "em um ambiente pós-conflito, não pode haver reconciliação duradoura sem justiça ".

fonte: abidjan.net

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Senegal: Conselho dos Ministros - O Chefe de Estado por uma adoção consensual do Código da Imprensa.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...




O Conselho de Ministros reuniu-se nesta quinta-feira, 16 de maio de 2013, no Palácio da República, sob a presidência do Chefe de Estado, Sua Excelência o Senhor Macky Sall.
O Presidente da República referiu na sua comunicação: a profissionalização do sector das comunicações, a âncora da cultura digital no Senegal e da notável melhoria do ambiente de negócios no nosso país, antes de voltar sua agenda .
No que diz respeito à profissionalização no campo da comunicação, o Chefe de Estado aproveitou a oportunidade da celebração, em 3 de maio de 2013, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, para reiterar seu compromisso e do governo para fazer mais para garantir um ambiente de trabalho livre e seguro para todos os jornalistas e outros profissionais de mídia, de acordo com as leis e regulamentos. Neste sentido, o Presidente da República instou o Governo a apoiar organizações de mídia, garantindo a conformidade com as disposições do Código do Trabalho e acordos colectivos que regem a informação comercial e comunicação.
Sobre os meios de comunicação públicos, o Chefe de Estado reafirmou a sua determinação em garantir a sua modernização sustentada. Para este fim, ele pediu ao primeiro-ministro para realizar no mês de Junho de 2013, um Conselho Interministerial sobre a situação e as perspectivas em termos de estatuto e de financiamento, incluindo as empresas de mídia pública. Além disso, o Presidente da República instou o Governo a reforçar a capacidade de intervenção do Conselho Nacional para a Regulação da Radiodifusão (CNRA), que irá consolidar a dinâmica da profissionalização do sector audiovisual e meios de comunicação.
O chefe de Estado também pediu em relação ao parlamento, um diálogo objetivo e voltada para o futuro, para conduzir uma revisão do "Código de imprensa" a sua aprovação por uma votação de consenso o mais rapidamente possível.
Dirigindo-se o setor de telecomunicações, o Presidente da República recordou ao Conselho que o país vai em breve passar de analogia para a plena digital. Essa mudança, disse o presidente da República, vai dedicar uma notável revolução que irá resultar em um ajuste fundamental de nosso sistema nacional de telecomunicações e promoção digital. O Presidente da República, também argumentou que a economia digital deve ser a locomotiva do desenvolvimento do nosso país a emergir. Ele indicou que, além de incentivar os esforços de todas as partes interessadas, incluindo o Estado, deve-se assentar uma cultura digital no Senegal. A este respeito, o Chefe de Estado pediu ao Governo que tome as mudanças necessárias para uma sociedade digital verdadeira, atreladas ao desenvolvimento de negócios tecnológicos e criativos e o pico de emprego.


Para melhor incorporar essas novas perspectivas, o Chefe de Estado também pediu ao Governo para desenvolver centros de pesquisa em eletrônica e digital.
O Presidente da República mostrou um interesse contínuo na popularização da tecnologia digital e da Internet em áreas rurais, por meio de programas e infra-estrutura apropriada, mas também para melhorar o uso da tecnologia digital em todas as áreas, incluindo na saúde e na habitação. Ainda na sua comunicação o Presidente da República também discutiu a notável melhoria no ambiente de negócios, lembrando o Governo de seu compromisso com a questão particular. Ele observou a forte influência do ambiente de negócios, incluindo a velocidade das normas legais nas transferências de litígio e de propriedade, bem como as licenças de construção, na atracção de investimento directo estrangeiro e a competitividade do Senegal.
O Chefe de Estado, em seguida, reiterou suas diretrizes para a implementação de padrões internacionais de procedimentos administrativos para promover um sector privado dinâmico (PME / PMI), apoiado por um sistema adequado de financiamento.
O Presidente da República pediu ao Governo para incentivar, em relação ao sistema bancário, o dispositivo e o FONGIP FONSIS, durante a implantação, da joint ventures, para permitir que as empresas locais para capitalizar sobre os avanços tecnológicos o mecanismo de transferência. O chefe de Estado também pediu ao primeiro-ministro para refletir sobre missões, de financiamento e de posicionamento operacional APIX, para uma gestão optimizada da componente de investimento.
Além disso, o Presidente da República convidou o primeiro-ministro para avaliar prontamente e em relação a todos os agentes financeiros e parceiros envolvidos, a Estratégia de Aceleração do Crescimento (AGS).
Esta avaliação vai permitir ao Governo, em uma abordagem pragmática para engajar uma racionalização global do nosso sistema nacional de promoção do investimento e aceleração do crescimento.
Na dinâmica da meta da taxa de crescimento de 7% a partir de 2015, o Chefe de Estado pediu ao primeiro-ministro para garantir constantemente controle integrado e eficiente da implementação da estratégia econômica do Estado.
O Chefe de Estado informou o Conselho de Ministros da próxima visita do presidente Barack Obama, prevista para o final de junho de 2013.
O ministro das Forças Armadas, garantindo o primeiro-ministro interino, de viajar para o exterior, informou o Conselho de Atividades do Governo.
O ministro deu uma atualização em todas as reuniões e com a presença do Primeiro-Ministro. Estes incluem:
- Reuniões de acompanhamento do plano de emergência contra enchentes (6 e 13 de Maio de 2013);
- A reunião sobre a segurança sanitária dos alimentos;
- Reunião Inter-ministerial sobre a industria de cebola, 03 de Maio de 2013;
- Reunião Inter-ministerial sobre o ambiente de negócios (7 de Maio de 2013);
- A reunião da Convenção Internacional em África;
- E, finalmente, a reunião sobre o início da estrada Inter-Estadual de Trânsito (ISRT) da UEMOA.
Em relação ao caso específico da indústria de cebola, o ministro, depois de constatar a preocupação do Chefe de Estado na condução adequada da comercialização de cebola local, notou a presença de quantidades significativas de cebolas importadas apesar de congelamento das importações em vigor desde 10 de fevereiro de 2013.
Isto é constatado por ele, o saldo das importações autorizadas para além do período de congelamento, levanta mais uma vez a necessidade de reformar o procedimento para a emissão de declarações de importação de produtos alimentares (DIPA).
E decisões vigorosas foram tomadas neste sentido:
- Limitação de DIPA para 2 meses;
- O regulamento da roptura de carga impostos aos transportadores;
- O estudo da construção de um mercado grossista de cebola;
O Ministro dos Negócios Estrangeiros e dos Senegaleses no Exterior informou o Conselho sobre a sua visita a Espanha. Neste sentido, o ministro sublinhou que a Espanha foi classificada pelo Senegal entre os seus parceiros estratégicos.
O ministro finalmente informou o Conselho de que os dois países vão assinar um Memorando de Entendimento no domínio da agricultura, em que a Espanha vai colocar sua experiência e recursos no setor de irrigação, em particular.
O ministro da Economia e Finanças reviu a situação da economia nacional. De sua parte o ministro informou o Conselho de que, em geral, a economia nacional tem sido um setor que foi favorecido, segundo ele, pelos setores de construção e engenharia civil, telecomunicações, serviços financeiros, etc. Em matéria de Orçamento, o Ministério observou que o déficit registrado em 2012 (5,5%) deve ser estabilizado em 2013 em 5,3%. Ele acrescentou ainda que a taxa de crescimento no primeiro trimestre de 2013 é de aproximadamente 3,1%, enquanto a inflação foi de 3,4% em 2011 foi reduzida para 1,4%. O ministro disse que, finalmente, após a execução atual, os indicadores económicos que se espera é para ver melhorias significativas.
O ministro do Interior fez uma apresentação ao Conselho por acolher o bom funcionamento do reassentamento de vendedores de rua em Dacar. Sobre estes, referiu o ministro, havia ocorrido sem incidentes.
O ministro dos Esportes informou o Conselho sobre o estado de preparação da selecção nacional de futebol para a sua viagem para Luanda, Monróvia para retornar as preliminares de 2014, jogos da Copa do Mundo. O ministro também informou ao Conselho da eleição do nosso compatriota Sr. Badara Sene Mamaya para o cargo de chefe da Comissão Central de Árbitros de Futebol Africano Comissão (CAF). O Conselho felicitou o requerente de sua eleição para o cargo.
O ministro do Ensino Superior informou sobre a reunião do Conselho de Ministros das CAMS realizada em Cotonou, em 25 e 26 de abril de 2013. O ministro informou o Conselho de que a reunião discutiu várias resoluções:
- O CAM plano estratégico;
- O programa "silhueta" ou CAM revestimento virtual;
- Finanças;
- Projetos de resolução da Ordem Internacional das Academias Palmas do OIPA.
O ministro observou e saudou a aprovação da resolução do OIPA, elevando o Presidente da República, Sr. Macky Sall ao posto de Grand-Croix des Palmes.
O ministro da Cultura, informou o Conselho sobre a sua visita à Tunísia, onde foi para acompanhar Professor Rawane Mbaye, que foi convidado para receber o Prémio Ibn Khaldun  - Senghor atribuído pela quinta edição do nosso compatriota.
Este prêmio é um reconhecimento do júri para toda a obra do professor premiado.
O Conselho felicitou Professor Rawane MBAYE e reconfortou no mesmo parabéns, o nosso compatriota Sanoussi DIAKITE para Prêmio de Inovação para o desenvolvimento que foi atribuído a ele por sua invenção "uma máquina de descasque fonio".
O Ministro da Função Pública informou o Conselho de início dos trabalhos da Comissão para a implementação de recrutamento para cumprir a promessa do Chefe de Estado para criar cinco mil postos de trabalho na Função Pública.
O ministro da Reestruturação de Zonas Inundadas informou o Conselho sobre os progressos de construção de habitação de reassentamento e locais de recolocação, afirmando que:
- 171 casas estão em estágio avançado, enquanto que
- 591 fundações têm surgido.
O ministro da Agricultura deu uma atualização sobre as operações de introdução e distribuição de equipamentos agrícolas, insumos (fertilizantes) e semente.
O Ministério da Educação informou sobre a situação atual do sistema de ensino nacional, concentrando-se sobre o clima social.
O Ministro das Pescas e Assuntos Marítimos apresentou ao Conselho um documento sobre a política sectorial de seu departamento.
Depois de recordar o papel importante do setor na economia nacional, o ministro observou as dificuldades antes de diminuir os objectivos estratégicos do plano de acção, que giram em torno de:
- A gestão sustentável, recuperação e aumento da valorização dos recursos haliêuticos;
- Satisfazer a demanda interna;
- Modernização da Marinha Mercante e do desenvolvimento do fundo do mar.
Sobre as conquistas para o crédito de seu departamento, o ministro citou a construção do cais de pesca e implementação complexo de refrigeração ao longo da costa, a aquisição do navio, o trabalho de desenvolvimento cursos de água e a extensão do terminal de contêineres no porto de Dakar ...
Para o período 2013-2015, a restrição do planejamento setorial permitirá um melhor desenvolvimento de negócios, através do setor de equipamentos que aumentou e aumentou a autonomia de seus atores.
Os projetos de investimento previstos incluem, entre outros, a construção de portos Ndakhonga, Foundiougne, portos de pesca em Saint Louis e Ziguinchor, Boudody Hydrobase, melhorando a navegabilidade do rio Casamance e a aquisição de navios adicionais como  linhas de transporte.
 Após a apresentação, o Presidente da República tomou a palavra para felicitar o Ministro das Pescas e Assuntos Marítimos, para a qualidade de seu trabalho e sua apresentação.
De acordo com as leis e regulamentos, o Conselho aprovou:
 "O projecto de decreto que estabelece as condições de aplicação da Lei n º 2011-07 de 30 de Março de 2011, relativa ao regime de terra";
 "O projecto de decreto que estabelece e fixa as regras de organização e funcionamento do Fundo de Garantia de Prioridades de Investimento (FONGIP)";
 "O projecto de decreto que altera o artigo 3 º do Decreto n º 95-77 de 20 de Janeiro de 1995, relativa à aplicação dos artigos 44 e 64 da Lei n º 94-63 de 22 de Agosto de 1994 sobre os preços, a concorrência e as disputas econômicas ".

As nomeações para os gabinetes
Ibrahima Sakho, funcionário público, ex-prefeito de Dakar, foi nomeado governador da região de Saint-Louis, em substituição ao Sr. Leopold WADE, chamado para outras funções;

Mr. Alioune Badara Diop, funcionário público, ex-prefeito de Mbour, foi nomeado prefeito de Dakar, em substituição ao Sr. Ibrahima Sakho, chamado para outras funções;

Mr. William MANEL, funcionário público, ex-prefeito de Thies, foi nomeado Prefeito do Departamento de Mbour, em substituição ao Sr. Alioune Badara Diop, chamado a outras funções;

Mr. Alioune Niang Aidara, funcionário público, ex-prefeito de Mbacké é nomeado Prefeito da Thies, em substituição ao Sr. William MANEL chamado para outras funções;

Mr. Serigne Mbaye, funcionário público, ex-prefeito de São Luís, foi nomeado Prefeito da Mbacké, em substituição ao Sr. Alioune Niang Aidara chamado para outras funções;

Mr. Alioune Badara Sambe, funcionário público, anteriormente Vice-Governador da Região de Dakar para os Assuntos Administrativos, foi nomeado prefeito de São Luís, em substituição ao Sr. Serigne Mbaye chamado para outras funções;

Mr. Abdourahmane Ndiaye, funcionário público, anteriormente Vice-Governador da Região de Tambacounda para Assuntos Administrativos, foi nomeado Prefeito da Kaffrine, em substituição ao Sr. Baba ThiernoHamet LY chamado para outras funções;

Sra. Kane Maguette Diop, classe excepcional alto funcionário é nomeado Inspector das Finanças, Ministério da Economia e Finanças;

Cheikh Sadibou DIA, funcionário público, foi nomeado Secretário-Geral do Ministério da Formação Profissional, Aprendizagem e Ofícios, em substituição ao Sr. Cheikh Ahmed Tidiane NDOUR chamado a outras funções;

Sr. Doudou KA, engenheiro de Rodovias, especialista em finanças e projeto estruturado, foi nomeado vice-chefe das prioridades de investimento do Fundo de Garantia;

Mr. Ousseynou Wade, Advisor Senior de Assuntos Culturais, foi nomeado Diretor de Artes do Ministério da Cultura, posto vago;

Cheikh Oumar ANNE, Doutor em Engenharia de Processos, foi nomeado Diretor-Geral da Agência para o Desenvolvimento e Promoção de instalações industriais (APROSI), Ministério do Comércio, da Indústria e do setor informal, em substituição ao Sr. Fara Ndiaye ALTO;

Mr. Oumar Niane, Professor de Administração de Empresas, Mestre em Ciências, Mestre em Comunicação, foi nomeado Director do Centro Nacional de Informação e Documentação do Ministério da Formação Profissional, Aprendizagem e Artesanato ;

Mr. Samba Fall, Inspetor do Ensino Técnico, foi nomeado Diretor de Aprendizagem do Ministério da Formação Profissional, Aprendizagem e Artesanato, substituindo MBENGUE Cécile chamado para outras funções;

Amadou Fall, Engenheiro de Gestão Urbana, foi nomeado Diretor do Conselho de Administração do Hospital Nacional MatlaboulFawzaÏni Touba sob qualificação para substituir o Sr. Abdou Serigne Mbacké NDAO;

fonte: lesoleil.sn


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