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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Cabo Verde: Partido no poder celebra crescimento económico; oposição desqualifica.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Mercado do Plateau, Cidade da Praia, Cabo Verde

Ainda não se nota na prática a melhoria da segurança e justiça, criação de emprego, entre outras áreas importantes para a vida do país e da população, UCID.
Após quinze meses de governação, o Movimento para a Democracia faz um balanço positivo do estado da nação, por considerar que a economia está e crescer e o governo a caminhar no rumo certo para a resolução de vários problemas que o país enfrenta.
Mas o maior partido da oposição, PAICV, diz que as coisas não vão bem, uma vez que há sinais de regressão na democracia, incumprimento do programa sufragado e aprovado no Parlamento em matéria de segurança, criação de emprego, transportes e outras áreas.
A UCID afirma que apesar de se notar alguma melhoria no crescimento da economia, não se pode fazer balanço positivo, tendo em conta, que volvidos quase ano e meio, ainda não se nota na prática a melhoria da segurança e justiça, criação de emprego, entre outras áreas importantes para a vida do país e da população.
O analista politica, António Ludgero Correia entende que as principais matérias podem estar a ser equacionadas pelo Governo, mas ainda não se nota efeitos práticos, o que coloca algum desconforto no seio dos cidadãos tendo em conta as promessas de campanha.
Para Correia, a pressão resulta de algumas promessas feitas quando se sabia que o país não possuía condições financeiras para resolver um conjunto de situações.
“Faz-se as propostas passando a ideia de que com um clique ou passo de mágica passaria a haver leite e mel em abundância, e na prática as pessoas estão vendo que até os sinais se atrasam de que isso possa estar atrás do horizonte (…) penso que uma coisa é elaborar os planos em ambiente climatizado e quando se vai a tapadinha – terreno - se percebe que afinal não temos muitos recursos para resolver determinados problemas”, considera Correia.
O analista político faz também menção à oposição, que para ele precisa ser mais acutilante na fiscalização e ajudar com apresentação de propostas concretas para o desenvolvimento do país. Uma sociedade civil mais activa também se recomenda, diz Ludgero Correia.
Daniel Medina também é de opinião que o Governo ainda não conseguiu apresentar na prática os resultados desejados para projectar a criação de mais empregos, melhorar a segurança, justiça e outras questões como as populações esperam.
Ainda assim, Medida reconhece que há sinais de melhoria no crescimento económico, situação que poderá a médio prazo permitir a criação de empregos e resolver outros problemas.
“ Julgo ser necessário a formação de um triângulo que é desenvolvimento da economia para que possa haver mais geração de emprego, menos desemprego e naturalmente menos insegurança. De resto os partidos como já nos apercebemos, o que está no Governo vai dizer que está tudo bem, para a oposição tudo mal, por isso vamos dar mais um espaço ao executivo para demonstrar trabalho e resolver os problemas candentes do país que ainda enfrenta muitas dificuldades”, frisa Medina.
O estado da Nação vai estar em debate esta sexta-feira, 28, no Parlamento cabo-verdiano.

fonte: VOA

    GUINÉ-bISSAU: PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU ENCONTROU-SE COM OS MORADORES DOS BAIRROS NOS ARREDORES DE BISSAU.

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    Jomav-cinhu cu Jomav-Garandi
    Clique em ler mais para ver fotos. JOMAV é um homem do povo, mas odiado pela máfia e fascistas com interesses obscuros no nosso país. Viva JOMAV! Mon na lama, dinheiro do estado no cofre do estado, zero negociatas com corruptores e mafiosos que ao longo das décadas exploraram e querem continuar a explorar o nosso país. Se a UE  quiser continuar a pescar no nosso mar, tem de pagar a contrapartida financeira exigida pelo governo guineense. Ponto final.


    Dizem que: o encontro com os moradores dos bairros nos arredores de Bissau, da zona deBairro Militar, Cuntum, Afia, Plack1 e Plack2 correu muito bem e sem incidentes.

    Também, o Presidente da República teve oportunidade de conhecer uma criança com o seu nome, Jomav, ficou muito lisonjeado e feliz pela surpresa. 

    "Quero agradecer a forma como fomos recebidos, num ambiente de festa e uma grande moldura humana", agradeceu o nosso Presidente 

    "Obrigado a todos que tornaram possível este encontro", finalizou




















    Angola: Sondagem prevê que CASA-CE ultrapasse UNITA.

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    A primeira grande sondagem às eleições de 23 de agosto aponta para a uma maioria absoluta do MPLA. A CASA-CE poderá tornar-se na primeira força da oposição. A UNITA não dá credibilidade ao inquérito.
    fonte: DW ÁFRICA
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    Abel Chivukuvuku, líder da CASA-CE, durante a campanha para as eleições de 2012
    João Lourenço poderá tornar-se no próximo Presidente de Angola se se confirmar a maioria absoluta, que deverá superar os 60%, segundo o inquérito político-social do Instituto Superior Politécnico Jean Piaget de Benguela, em parceria com o Instituto Superior Politécnico Sol Nascente do Huambo e o apoio da Universidade Católica Portuguesa.
    Apesar de prever mais uma vitória do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), Carlos Pacatolo, coordenador da sondagem, aponta para uma possível mudança no cenário político no país.
    "A grande surpresa prende-se com o fato de a CASA-CE ter uma grande probabilidade de se posicionar como segunda força mais votada, com cerca de 19% das intenções de voto, embora a diferença em relação à UNITA, que fica com 15%, não seja estatisticamente significativa, o que pode estar associada à margem de erro. Mas, ainda assim, existe a possibilidade de a CASA-CE se tornar na segunda força com mais assentos no Parlamento", estima Carlos Pacatolo.
    Angola Wahlkampf der Opposition UNITA in Luanda
    Apoiantes da UNITA no Cacuaco (22.07.17)
    A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) já criticou o inquérito. O líder, Isaías Samakuva, considera que a amostra "não permite um apuramento sério da intenção de voto dos angolanos".
    Vitorino Nhany, secretário da UNITA é da opinião que "os dados resultantes do inquérito estão completamente viciados". "Como é que se efetuaram as amostras: foram escolhidas? Ou foram casuísticas? Não correspondem à verdade os resultados desta sondagem", critica o político da oposição.
    Organização diz que inquérito é "bastante representativo"
    5724 pessoas foram inquiridas nos dias 1, 2, 7 e 8 de julho nas províncias de Luanda, Huíla, Benguela, Huambo, Cuanza Sul, Bié, Uíge e Cabinda, que reúnem 77% dos cerca de nove milhões de eleitores angolanos.
    Carlos Pacatolo, coordenador do inquérito, considera que o estudo "tecnicamente é bastante representativo, porquanto a nossa margem de erro ronda os 1,3%."
    O também director-geral do Instituto Superior Politécnico Jean Piaget de Benguela afirma que mesmo que se aumentasse a amostra, a diferença "em termos de margem de erro era pouco significativa - apenas 0,5; 0,1; ou 0,2%".
    Mas a UNITA não está convencida. "Desde o ano passado, desde o início do registo eleitoral, temos sentido que existe a ideia de colocar a CASA-CE [Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral] como maior partido da oposição, logo a seguir ao próprio MPLA, no sentido de se poder fazer coligação, no âmbito da governação", critica Vitorino Nhany, secretário da UNITA para os assuntos eleitorais.
    30% dos eleitores desconfia da credibilidade do pleito
    A maioria dos inquiridos, 30%, disse desconfiar que a contagem dos votos seja feita corretamente e sem fraude, principalmente o eleitorado simpatizante da oposição.
    Angola 2012 Wahlen Luanda
    Eleitor em Kicolo, Luanda, nas eleições de 2012
    Também Vitorino Nhany, secretário da UNITA para os assuntos eleitorais, desconfia da transparência das eleições de 23 de agosto. "Estamos preocupados com a ausência da União Europeia destas eleições, porque neste preciso momento existe uma estratégia para se dificultar a acreditação de delegados, principalmente da oposição. E isto a acontecer poderá haver algumas assembleias com urnas que podem ser engravidadas", alerta o político da oposição.
    De acordo com o inquérito, a UNITA reúne apoio sobretudo no meio rural. Já a CASA-CE é mais forte em zonas urbanas e periurbanas. O partido do Galo Negro atrai principalmente o eleitorado entre os 35 e os 44 anos de idade. A CASA-CE obtém os melhores resultados entre os jovens dos 18 aos 24 anos. E o MPLA é mais forte entre os eleitores mais velhos, entre os 45 e os 54 anos.

    Angola: Movimento Revolucionário vai vigiar assembleias de voto.

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    O Movimento Revolucionário Angolano lança apelo público em nome da transparência eleitoral. Medidas visam prevenir a fraude nas eleições de 23 de agosto, em Angola. "Preparem as cadeias, porque não vamos recuar", avisam.
    fonte: DW ÁFRICA
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    Nito Alves e Arante Kivuvu: Ativistas do Movimento Revolucionário exigem eleições justas
    Num apelo enviado via Facebook, o ativista angolano Manuel Nito Alves, processado criminalmente em 2013 por calúnia e difamação contra o Presidente da República, mobiliza os cidadãos eleitores para que "exerçam o dever de votar a 23 de agosto de 2017, fazendo-o com consciência e responsabilidade".
    A transparência do processo eleitoral em Angola é colocada em causa pelo Movimento Revolucionário. Aconselham os cidadãos angolanos a que, depois de votar, permaneçam junto das suas assembleias de voto. "Depois de votar, todos os cidadãos devem ficar a 20 metros à urna eleitoral", recomenda o ativista Adão Bunga.
    Mosambik Kommunalwahl
    Foto de arquivo: Movimento Revolucionário vai controlar as urnas a 23 de agosto
    Permanecendo nas assembleias de voto, os eleitores podem "controlar o seu voto, isto é, o processo de contagem e os resultados das eleições", esclarece o apelo.
    "Quando terminar [o voto], queremos o resultado das eleições. Não podemos deixar que as urnas saiam dali [das assembleias de voto]. A contagem deve ser no mesmo local ", defende Nito Alves.
    Silêncio estratégico
    Com vista a eleições justas, para além do encerramento e controlo das urnas, o Movimento está a tomar medidas para combater a fraude: protestos em frente ao Parlamento Angolano e ao Palácio Presidencial de José Eduardo dos Santos, e ainda o boicote à propaganda política do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).
    O Movimento Revolucinário Angolano está também a preparar outro comunicado, um abaixo-assinado e folhetos, informa Nito Alves à DW África, "onde as pessoas vão poder fazer as suas queixas e reclamações".
    As medidas estavam a ser planeadas, por isso é que ultimamente não se ouvia falar do movimento. Porém, Nito Alves esclarece que "o Movimento Revolucionário Angolano nunca esteve calado. Estávamos a criar novas plataformas coletivas com outros grupos de pressão ao Governo e outras organizações não-governamentais (ONG) para sairmos em bloco. Como vamos sair em bloco no dia 23 de agosto numa vigília eleitoral."
    No dia do ato eleitoral (23.08), às 18h00, os membros do Movimento Revolucionário prometem permanecer "junto das assembleias de voto – com o povo –, dando início a uma vigília a favor da transparência eleitoral". O objetivo é "evitar que as urnas sejam novamente transportadas e manuseadas de forma fraudulenta, tal como foi em 2008 e 2012".
    Em nome do povo
    "Estamos cientes do que será feito [pelo Governo]", alerta o Movimento. Os ativistas preveem que a reação do Governo angolano pode ser violenta. No entanto, Adão Bunga garante que não vão desistir: "Nós estamos preparados para dar a nossa vida em nome do país. Preparem as cadeias e preparem também os caixões para nós, porque nós não vamos recuar, o que está em jogo é o país".
    O ativista Luaty Beirão disse em entrevista à DW Áfricaque "é preciso que todos se comportem como monitores eleitorais e que estejam atentos". Opinião partilhada por Nito Alves: "cada cidadão deve controlar o seu voto e devemos controlar a manipulação do regime eduardista que manipula a torto e a direito".
    "Só o cidadão pode mudar o seu próprio país", conclui o ativista Adão Bunga.

    COMISSÃO DE PAZ DA ONU BUSCA SOLUÇÕES PARA A CRISE POLÍTICA NA GUINÉ-BISSAU.

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    Visita do embaixador do Brasil nas Nações Unidas, Mauro Vieira, à Guiné-Bissau. Foto: ONU News/Amatijane Candé


    Missão, que termina nesta quinta-feira, deve submeter um relatório ao Conselho de Segurança das Nações Unidas em agosto; meta é auscultar os protagonistas e principais parceiros para a recolha de informações; chefe da missão encontrou-se também com titulares de órgãos de soberania.

    O presidente da configuração para a Guiné-Bissau da Comissão das Nações Unidas para a Consolidação da Paz está na capital guineense para uma visita de contato com as autoridades do país. A viagem de 48 horas visa apoiar os esforços em curso tendo em vista a busca de solução para a crise política.

    Seguimento

    O embaixador do Brasil nas Nações Unidas, Mauro Vieira, preside o grupo que se informará também dos preparativos para a realização das próximas eleições legislativas previstas para o início de 2018. A saída de um encontro esta quinta-feira com o titular do poder legislativo, Cipriano Cassamá, Mauro Vieira disse aos jornalistas que está no país para recolher informações e se inteirar das questões políticas.

    "Examinar e recolher dados sobre o encaminhamento destas questões políticas para que eu possa no final do mês de agosto apresentar um relatório ao Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre os acontecimentos políticos e o encaminhamento que vive o país. É uma demostração de apoio e de interesse da comunidade internacional.”

    Expetativas

    O embaixador Mauro Vieira manteve também encontros com os titulares de outros Órgãos de Soberania, alguns membros do governo, Comissão de Reconciliação Nacional e Comissão Nacional de Eleições. organizações da sociedade civil, parceiros internacionais e chefias das forças armadas.

    Outros encontros foram com a equipa das mulheres mediadoras, os partidos políticos com representação parlamentar e outros intervenientes da crise guineense. O diplomata brasileiro falou a ONU News do que espera desta missão.

    "Eu acho que pode contribuir na medida em que estabelece também um diálogo, estabelece um ponto de contato das Nações Unidas com as diferentes autoridades e isso gera um diálogo e uma melhor compreensão da situação."

    Missão

    A Comissão de Consolidação da Paz atribuiu a Guiné-Bissau na quarta fase do seu envolvimento US$ 10 milhões para o apoio ao diálogo político, construção de consenso nacional, reforma nos setores de defesa e segurança, justiça e empoderamento das mulheres e jovens. País foi colocado na agenda da Comissão desde 2007.

    Conosaba/Amatijane Candé, de Bissau para a ONU News

    «COMANDO MILITAR» FORÇAS ARMADAS REALIZAM PRIMEIRO RECRUTAMENTO MILITAR OBRIGATÓRIO EM 25 ANOS.

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    As Forças Armadas da Guiné-Bissau iniciaram o primeiro recrutamento militar obrigatório dos últimos 25 anos, disse hoje à agência Lusa o general Júlio Nhaté, chefe do departamento de recursos humanos daquela instituição.

    «Fizemos um pedido ao Governo que autorizou o recrutamento de 750 pessoas», explicou. 
    O último recrutamento militar obrigatório na Guiné-Bissau foi feito em 1992.

    Segundo o general, o recrutamento está a ser feito a partir dos 18 anos e até aos 25, entre jovens de ambos os sexos, em todo o território nacional, incluindo ilhas.

    «O recrutamento militar obrigatório será em Cumuré e vai ter duração de três meses», disse, salientando que, depois, os recrutas vão ser espalhados pelas várias unidades.

    O general destacou, também, a quantidades de jovens que se foram apresentar como voluntários para integrar as Forças Armadas.

    «Há pessoas com licenciatura a pedirem para entrar para a tropa», disse, salientando ter ficado surpreendido com os cerca de 2.000 voluntários que se apresentaram para integrar as Forças Armadas.

    Entretanto, o ministério da Defesa nacional já divulgou a lista nominativa dos jovens a recrutar para se ingressarem nas fileiras das Forças Armadas guineense. 

    Conosaba/Notabanca

    quinta-feira, 27 de julho de 2017

    João Lourenço, o candidato do MPLA que não quer corrupção em Angola.

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    João Lourenço, vice-presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), é o cabeça de lista do partido no poder às eleições de 23 de agosto. Conheça o perfil do potencial sucessor de José Eduardo dos Santos.
    fonte: DW ÁFRICA
    Angola Feier der MPLA João Lourenço (Getty Images/AFP)
    João Lourenço nas comemorações do seu partido MPLA, em dezembro do ano passado

    João Lourenço, 63 anos, é um dos seis candidatos a Presidente de Angola e concorre pelo MPLA, o partido no poder desde a independência do país em 1975.
    Lourenço foi sempre uma das figuras da cúpula do partido no poder em Angola, que muitos viam como um dos potenciais sucessores do atual Presidente José Eduardo dos Santos, que se encontra no poder há 38 anos.
    Antes de ser escolhido por José Eduardo dos Santos como seu segundo homem no partido, no congresso de agosto do ano passado, e cinco meses depois como o seu sucessor à presidência da República, João Lourenço teve de fazer uma longa travessia no deserto na sequência de declarações que foram consideradas inapropriadas.
    Marido, pai e político
    Militar de carreira e general na reserva, João Manuel Gonçalves Lourenço há dois dias (24.07) foi dispensado do seu cargo como ministro da Defesa, para se dedicar à campanha eleitoral.
    Lincenciou-se em Ciências Históricas, na antiga União Soviética, e é casado com a antiga ministra do Planeamento e consultora do Banco Mundial, Ana Dias Lourenço, e pai de seis filhos. A sua biografia oficial diz que os seus passatempos são a leitura, o xadrez e a equitação.
    Teve vários cargos: foi governador provincial de Benguela e do Moxico, entre 1992 e 1997; secretário do Bureau Politico do MPLA para a informação; deputado à Assembleia Nacional, tendo ocupado nessa altura a função de Presidente da bancada parlamentar do MPLA e, entre 1998 e 2003, desempenhou as funções de secretário-geral do partido.
    Regresso aos holofotes
    Nessa altura, caiu em desgraça. No V Congresso Ordinário do MPLA, as suas declarações a dois jornais independentes de Luanda, já extintos, afirmou que existiam outras figuras capazes para dirigir o MPLA e o país, após o presidente José Eduardo dos Santos ter admitido a intenção de abandonar a liderança do partido e do país por, naquela altura, com o fim da guerra, ter chegado à conclusão que já tinha cumprido a sua missão.
    Declarações que afinal pareciam uma ratoeira para a descoberta dos seus opositores internos e João Lourenço mordeu a isca. 12 anos depois, regressa aos holofotes pela mesma mão que o havia atirado para o deserto.
    E se ganhar as eleições?
    Se for declarado o vencedor das eleições de 23 de agosto, João Lourenço vai encontrar um país em absoluto contraste em vários setores da vida nacional. Desde o fim da guerra em 2002, Angola tem registado um crescimento nos setores das infraestruturas, construção de estradas, escolas e hospitais.
    Surgiram novos aeroportos desde 2002 e foram construídos vários projetos habitacionais em quase todas as províncias, denominadas por centralidades. O fornecimento de energia elétrica e da água tem vindo a melhorar significativamente, embora de forma deficitária.
    Movimento Revolucionário Flagge von MPLA in einem CAP Aktions Komitee
    MPLA diz que "voto certo" é em João Lourenço
    Apesar desse quadro, Lourenço poderá encontrar um país com mais problemas por resolver, contrariamente ao que dizem as estatísticas do Governo. Por exemplo, nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) Angola é o pior país onde se fazer negócios, segundo dados do Banco Mundial de 2016. Aliás, o país está na lista das dez nações mundiais onde é mais difícil estabelecer um investimento.
    Angola encontra-se ainda entre os três piores países do mundo no acesso a água potável, segundo o Conselho Mundial da Água, num relatório publicado em março deste ano.
    No Índice do Progresso Social, que avalia os países segundo a qualidade de vida da população, medida através de variáveis como o acesso a água potável, habitação, saúde e educação, Angola é colocada na quarta posição na lista dos piores do mundo, apenas à frente do Chade, Afeganistão e República Centro-Africana.
    João Lourenço vai ainda encontrar um país com a maior taxa de mortalidade infantil do mundo, segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
    Um país em mudança
    A corrupção e a burocracia constituem os principais empecilhos para o desenvolvimento do país. Angola é um país onde as instituições do Estado, particularmente os tribunais, não estão a ser capazes de combater a corrupção.
    Angola Jose Eduardo dos Santos (Getty Images/AFP/A. Jocard)
    José Eduardo dos Santos: Presidente há quase 38 anos
    As várias denúncias de casos de corrupção com provas apresentadas que envolvem altas figuras do regime angolano põem refém o atual estado de coisas. É o caso do próprio Presidente José Eduardo dos Santos, do procurador-geral João Maria de Sousa e até mesmo do juiz-conselheiro do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira.
    Pior do que isso, o jornalista e defensor dos direitos humanos, Rafael Marques de Morais, numa recente entrevista à DW, afirma que quem é suspeito de corrupção é promovido.
    "Regra geral, o Presidente promove aqueles que são considerados os mais corruptos. Dá-lhes toda a proteção política e jurídica para que não sejam responsabilizados pelos seus atos. E o país, de forma bastante clara, está afetado", disse à DW África.
    Corrupção em Angola
    No entanto, na abertura da campanha do MPLA (26.07), João Lourenço insistiu no combate à corrupção para garantir a robustez da economia angolana. "Se falharmos no combate à corrupção, continuaremos com uma economia débil", defende o candidato.
    Sublinhou ainda que a corrupção está a afastar o investimento estrangeiro, necessário para o desenvolvimento do país. "Que fique claro que, se falharmos neste combate à corrupção, falharemos também na melhor organização da nossa economia. Vamos continuar a ter uma economia débil, porque não vamos conseguir atrair os investidores", salienta Lourenço.
    Apesar do mau estado da nação em todos os aspetos da vida nacional, João Lourenço, o candidato do MPLA, diz que o país está num bom ritmo. "Estamos a garantir o progresso e o desenvolvimento. A criar novos postos de trabalho. A melhorar a saúde e a educação, estamos a construir um país com menos desigualdades e progressivamente a diminuir a pobreza".
    Adianta que "vamos aproveitar os recursos de cada comuna, município e província, e fazer investimentos que garantam mais emprego e assim contruir uma Angola de mais igualdade".
    Angola Luanda Baustelle Talatona (DW/C.V. Teixeira)
    O luxuoso bairro de Talatona, em Luanda
    Contradições
    João Lourenço enfrentará uma oposição de peso dentro do seu partido, no que diz respeito às suas promessas eleitorais de combate à corrupção. Aliás, ele próprio tem interesses em vários conglemerados empresariais: é acionista do Banco Sol e do Banco Angolano de Investimentos (BAI). Tem também ações da Orion – Agência de Publicidade e Produção, empresa que surge no escândalo de corrupção da Lava Jato no Brasil, como tendo recebido 15 milhões de dólares de suborno da multinacional brasileira Odebrecth.
    É dono de um condomínio no luxuoso bairro de Talatona, em Luanda, construído com o financiamento do Banco BIC de Isabel dos Santos, a filha de José Eduardo dos Santos.
    O nome de João Lourenço surge ainda no escândalo financeiro que levou à falência do Banco do Espírito Santo Angola (BESA). Entre os 67 nomes da lista, João Lourenço aparece como tendo sido uma das figuras do regime que terá recebido milhores de dólares de empréstimo sem qualquer garantia.
    Promessas eleitorais
    Por essas e outras razões, o jornalista e presidente do Instituto de Comunicação Social da África Austral (MISA-Angola), Alexandre Neto Solombe, diz que as promessas eleitorais de Lourenço não são para ser levadas a sério, por supostamente ter irrequecido de forma ilícita e à custa do Estado.
    Angola Luanda Justizpalast (DW/C.V. Teixeira)
    Corrupção impede robutez da economia angolana
    Para Alexandre Solombe, "abstraindo aquela figura de alguém que está com uma arma na mão, apontada para sua própria cabeça, só se quisesse liquidar-se ou suicidar-se para efetivamente começar o combate à corrupção".
    Pelo contrário, junto da opinião pública, e mesmo nalguns setores do seu partido, João Lourenço é a esperança que se renova.
    "Tenho a plena certeza de que o camarada João Lourenço vai levar este país mais além", avança um membro do MPLA. "Todos os angolanos estão a depositar esperança no João Lourenço porque seguramente ele vai trazer aquilo que está faltar e que é o desenvolvimento".
    Por agora, devido à imprevisibilidade do atual Presidente do MPLA e da República, não se sabe ao certo se José Eduardo dos Santos poderá indicar João Lourenço como seu sucessor na presidência do partido quando decidir retirar-se da vida política.

    ANGOLA: UNITA quer inclusão social.

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    O presidente da UNITA e candidato do partido a  Presidente da República nas próximas eleições, Isaías Samakuva, defendeu ontem na vila de Caxito província do Bengo, programas urgentes para garantir a inclusão social dos angolanos.

    Isaías Samakava promete em discurso de campanha em Caxito um governo de forte inclusão social
    Fotografia: Edmundo Auxílio | Edições Novembro
    No seu discurso de início de campanha, Isaías Samakuva afirmou que a exclusão social tem causado enormes prejuízos ao país e reconheceu os “visíveis os sinais de mudança” na província do Bengo, uma região onde ainda se fazem sentir as acções de intolerância política.
    No acto, que serviu igualmente para apresentar o seu programa de governação, Isaías Samakuva realçou a necessidade da solidariedade ao próximo como factor de inclusão.
    “Temos de ter homens e mulheres dignos e sérios no nosso país, sem falsidade pois não podemos aceitar gente que nos dizem eleições livres, justas e transparentes, mas que por trás estão a fazer manobras”, afirmou.
    Para o candidato da UNITA a Presidente da República nas próximas eleições, operar a mudança deve ser com números maiores e expressivos, para que o sofrimento da população termine.
    O político lembrou que o dia 23 de Agosto é o momento para o voto na mudança, para a instauração de um Governo inclusivo. Entretanto, explicou, o trabalho deve ser de todos e a todos os níveis. 
    Durante o seu discurso,  Samakuva apontou o sector da educação como prioritário para desenvolver o país, pois o seu Governo vai apostar na qualidade e valorização dos quadros nacionais. “É preciso eliminarmos a gasosa, apostarmos na qualidade do ensino para que os nossos quadros possam competir em pé de igualdade com os estrangeiros, pois estaremos a dignificar o país”, concluiu. Isaías Samakuva revelou que consta da sua Agenda de Governo para o período 2017/2022 remunerar bem os funcionários públicos, para que se sintam honrados naquilo que fazem e, sobretudo, apostar no refrescamento dos quadros locais.
    Para o político o sector da saúde está enfermo, por isso “é preciso recuperar o seu estado através do voto da mudança, pois o partido governante já não dá garantias de poder fazer mais”. Uma “aposta séria nos cuidados primários nas zonas rurais, comunas, municípios e capitais de províncias com técnicos sanitários, médicos e pessoal altamente qualificado é à nossa aposta”. “O cidadão precisa participar, compreender e saber o que se está a fazer no seu país e a presença aqui dos jovens que são o futuro de Angola, é a prova evidente de que estão atentos a isso indicou o político”, disse Samakuva. 
    O líder do maior partido político da oposição em Angola reafirmou, na ocasião, que as políticas habitacionais ao invés de beneficiarem todos extractos da sociedade, têm servido os interesses do partido, mas caso vença as eleições “será casa para todos”. 
    No acto que decorreu defronte às instalações do seu partido, Isaías Samakuva lamentou o facto das autoridades do Bengo não cederem espaço para a realização do seu comício de massas. O líder da UNITA foi recebido pelo Bispo da Diocese de Caxito, D. António Jaca e teve um encontro de auscultação com os estudantes e membros da sociedade civil. 
    A abertura da campanha pelo presidente da UNITA coincide com uma digressão que o seu vice-presidente está a realizar no Huambo. Raul Danda prometeu envolver os cidadãos na elaboração de políticas públicas, para que sejam eficazes e eficientes. O político falou com estudantes e profissionais dos sectores da Educação e Saúde e deu a conhecer que a medida tem como foco a construção do futuro nacional, através do diálogo com a sociedade civil. Raul Danda disse que, caso vença, a UNITA pretende desenvolver acções concretas que visam resgatar a identidade e a cidadania dos angolanos.

      As promessas em caso de vitória nas eleições de Agosto


    A UNITA promete subvencionar a assistência médica e medicamentosa das famílias mais carenciadas. De acordo com o partido, isso pressupõe a reconstrução e construção de hospitais condignos e de referência.
    Na educação, a formação política liderada por Isaías Samakuva prevê como escolaridade mínima obrigatória da primária a 13.ª classe. “Terminado o ensino médio, o Governo da UNITA facilitará a obtenção de créditos bancários para a formação superior”, promete o maior partido na oposição, que garante também a institucionalização do “cartão de estudante” para a obtenção de descontos nos transportes públicos e livrarias.
    A UNITA promete igualmente adoptar a política de pleno emprego, que deve absorver a maioria da população activa na função pública e no sector privado. A agricultura vai ser estimulada e  incentivado o negócio baseado nos produtos do campo, incluindo a sua comercialização (agronegócio). A criação de empregos passa também por incentivos a pequenas, médias e grandes indústrias”, garante. Ainda  sobre o emprego e segurança social, o Governo da UNITA prevê cinco produtos principais, designadamente o seguro social geral, subsídio de desemprego, pensões de reforma, programa de assistência social e outros seguros.
    fonte: jornal de angola

    ANGOLA: CASA-CE confiante na vitória pede votos.

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



    O candidato da CASA-CE a Presidente da República nas eleições gerais de 23 de Agosto próximo, Abel  Chivukuvuku, mostrou-se ontem, na cidade de Ondjiva, província do Cunene, confiante na vitória da Coligação, na corrida para a mudança da governação do país.
    Discursando no acto político, que decorreu no mercado informal da Alemanha, no bairro Kafitu, o líder da CASA-CE afirmou que a mudança para o desenvolvimento de Angola deve começar na província do Cunene, pela via do voto. “Todos devem escolher a mudança nas eleições de 23 de Agosto”, disse, acrescentando que é essencial que os cidadãos sintam a alternância como um bem para as suas vidas.
    Abel Chivukuvuku garantiu, caso vença as eleições, melhores condições sociais para os angolanos, sobretudo nos domínios da saúde, educação, emprego, salários e outros serviços, salientando que os mesmos “estão muito mal garantidos à população.”
    O  programa de governação da CASA-CE para a província do Cunene vai resolver o problema da seca que afecta a população da região e seu gado, garantiu Chivukuvuku, acrescentando que  também é objectivo da coligação acabar com o número elevado de crianças fora do sistema de ensino e as aulas debaixo de árvores.
    Abel Chivukuvuku propõe depois de 23 de Agosto um “Governo do povo, pelo povo e para o povo.” Com efeito, sensibilizou os vendedores dos mercados da Alemanha e de Shomukuio, em Ondjiva, incluindo os moradores dos bairros Kafitu e Caxila, para a necessidade de mudança de governação no país.
    Chivukuvuku apontou a má gestão, pobreza, insensibilidade, desigualdades sociais e a injustiça no acesso às oportunidades como os mais graves problemas que afligem o povo.
    Elautério Silipuleni | Ondjiva
    fonte: jornal de angola

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