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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Rússia: Lênin, um contemporâneo de 150 anos.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Faz algum tempo, em uma data similar a esta, em que pelo ensejo do seu aniversário natalício, muitos no mundo lembramos Lênin, uma das pessoas que se dedica a vasculhar nas redes sociais da Internet toda expressão dissidente do discurso dominante, pôs-me em causa, lançando mão do «argumento» de que o revolucionário russo já estava velho e fora da moda.

Pouco depois, as «primaveras árabes» e as mobilizações de «indignados» no mundo ocidental fizeram com que mais de um editor esperto, lançasse novamente o livro O que fazer? e o muito influente filósofo esloveno Slavoj Zizek, que já tinha publicado o título Repensar Lênin, falasse abertamente da maldita «ditadura do proletariado».

Mais recentemente, procurando uma explicação à queda do governo de Evo Morales e à incapacidade das forças populares de se organizarem efetivamente para defendê-lo, muitos lançamos mão das palavras de Lênin em O Estado e a Revolução: «(...) Ao chegar a certo grau de desenvolvimento da democracia, esta, em primeiro lugar, reúne o proletariado, a classe revolucionária frente ao capitalismo e lhe dá a possibilidade de destruir, de fragmentar em pedaços, de varrer da face da terra a maquinaria do Estado burguês, inclusive a do Estado burguês republicano, o exército permanente, a polícia e a burocracia e de substituí-los por uma máquina mais democrática, mas ainda estatal, sob a forma das massas operárias armadas, como passo para a participação de todo o povo nas milícias».

A demonização de Lênin, talvez uma das mais prolongadas de toda a história, não conseguiu evitar que a originalidade e o brilho de suas ideias, não somente continuem suscitando admiração, mas continuam sendo luzes na aproximação critica à realidade.

Mas Lênin é muito mais do que um teórico, foi um lutador revolucionário enérgico, capaz de não sentar-se a esperar dogmaticamente que as «condições objetivas e subjetivas» estivessem maduras para a Revolução, mas que, com uma enorme fé nos trabalhadores e uma inteligência política excepcional para tirar lições a partir dos erros dos seus próprios adversários e já estabelecido o poder soviético, desafiou com sucesso a guerra, a pobreza e o bloqueio econômico das potências imperialistas contra o novo Estado que fundou sobre as ruínas do czarismo.

Pessoa muito culta, aberta sempre à discussão entre companheiros, percebeu as limitações de um homem como Staline para ocupar o posto de secretário-geral do Partido, e dos perigos da burocratização do socialismo. Dedicou os últimos momentos, em que seu estado de saúde lhe permitiu escrever, a insistir na organização do controle dos trabalhadores sobre o aparelho do Partido e do Estado. Lutou denodadamente contra o que ele chamou de «o grande chauvinismo russo», entre alguns líderes bocheviques que não eram russos nativos, como o próprio Staline, e trabalhou intensamente para estabelecer a igualdade de direitos e a autodeterminação dos povos anteriormente oprimidos pelo czarismo.

Extraordinário polemista, Lênin, tal como Fidel e como antes Marx e Engels, nunca teve medo ao nomear o autor das ideias que combatia em seus artigos. A sua resposta ao «arrenegado Kautsky», com quem fala com ironia e sarcasmo implacáveis, deixaria horrorizados aqueles que hoje defendem a democracia burguesa como solução aos problemas das maiorias: «A atual “liberdade de reunião e imprensa” na república “democrática” (democrática burguesa) alemã é uma mentira e uma hipocrisia porque, de fato, é a liberdade dos ricos para comprar e subornar a imprensa, a liberdade dos ricos para embriagar o povo com o nojento aguardente das mentiras da imprensa burguesa, a liberdade dos ricos para terem “em propriedade” as mansões senhoriais, os melhores edifícios, etc.»

Antidogmático por natureza e crítico profundo de sua própria obra, Lênin não é o extremista que a propaganda costuma pintar. Tendo pela frente a tarefa gigante de edificar pela primeira vez um Estado socialista, onde «todos os agrônomos, engenheiros e professores eram da classe possuidora», reclamava «tomar toda a cultura que deixou o capitalismo e construir o socialismo com ela. É preciso tomar toda a ciência, a técnica, o saber, a arte. Sem isso não podemos edificar a vida da sociedade comunista».

Combatente apaixonado pela paz, defensor da justiça, homem prático para tirar de cada situação o máximo das possibilidades, Lenin é referente indiscutível das lutas anticapitalistas e anti-imperialistas de nosso tempo e da construção socialista. Mas ainda mais, longe de envelhecer, este contemporâneo de 150 anos, por sua inteligência, sua ética, sua ampla cultura e sua entrega total à casa dos humildes, torna-se paradigma do líder que necessitam os povos nas horas difíceis que vive o mundo.


fonte: granma.cu

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Samuel

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