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sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Tigray: Acordo de fim de hostilidades traz esperança, mas é vago.

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Governo etíope e rebeldes do Tigray concordaram pousar armas. A guerra, que cumpre dois anos esta sexta-feira (04.11), assistiu a abusos dos dois lados, com um efeito devastador no Norte do país mais populoso de África. O acordo foi anunciado pelo mediador da União Africana, o ex-presidente nigeriano Olusegun Obasanjo: "Hoje é o início de uma nova era para a Etiópia, para o Corno de África e para toda a África", disse na quarta-feira (02.11). "As duas partes no conflito etíope concordaram formalmente com a cessação das hostilidades, bem como com o desarmamento sistemático, ordenado e coordenado, o restabelecimento da lei e da ordem, o restabelecimento dos serviços, o acesso sem entraves aos fornecimentos humanitários, a proteção de civis, especialmente mulheres, crianças e outros grupos vulneráveis, entre outras áreas de acordo", anunciou. Monitorização do acordo é pouco clara Os esforços diplomáticos para levar o Governo de Abiy Ahmed e a Frente Popular de Libertação do Tigray (TPLF) para a mesa de negociações intensificaram-se com o reinício dos combates em agosto, após uma trégua humanitária de cinco meses. A reunião de "alto nível" decorreu em Pretória, África do Sul, sob mediação da União Africana. Não ficou claro como o acordo será monitorado para garantir que seja implementado, e desconhece-se até que ponto o Governo profundamente repressivo da Eritreia irá respeitar o pacto. As forças eritreias foram acusadas de terem cometido alguns dos piores abusos do conflito. Getachew Reda, representante da Frente Popular de Libertação do Tigray, frisou que foram feitas "concessões dolorosas", mas mostra-se esperançoso. "Espero que os nossos esforços para silenciar as armas sejam seguidos com seriedade. O nosso povo merece toda a paz do mundo e precisamos de reconstruir comunidades em resultado de uma guerra sangrenta nos últimos dois anos e que ainda continua", comentou. O anúncio de tréguas no Tigray foi aplaudido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Para o alto-comissário para os Direitos Humanos, trata-se de um passo "encorajador e corajoso". Já a Amnistia Internacional (AI) salienta que o acordo "ignora a impunidade desenfreada no país" e defende que deve "fazer justiça" para as vítimas do conflito. Mau presságio? O investigador independente René Lefort vai mais longe e diz que o acordo não é um bom presságio para a Etiópia uma vez que o primeiro-ministro e os seus aliados - da Eritreia e da elite etíope Amhara - têm agora liberdade para fazer o que quiserem no Tigray. "Em primeiro lugar, não se trata de um acordo de paz. É um acordo de cessação de hostilidades que deve abrir negociações que levem a uma paz duradoura. O lado negativo é que, na realidade, é um golpe bem-sucedido da aliança Abiy Ahmed, do Presidente da Eritreia e da elite Amhara. Um golpe bem-sucedido, porque este acordo simplesmente mascara uma capitulação da Frente Popular de Libertação de Tigray", considera. Ainda não é certo quando poderá a ajuda humanitária regressar ao Tigray, região onde seis milhões de habitantes vivem um grave crise humanitária sem precedentes - a "pior do mundo", disse a OMS, agravada pela fome, cólera e pobreza extrema. Segundo dados da ONU, cerca de meio milhão de pessoas morreram durante o conflito até ao momento. Mais de dois milhões de etíopes estão deslocados e centenas de milhares estão mergulhados em condições de quase inanição. https://www.dw.com/pt

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Samuel

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