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Costa do Marfim: Indivíduo detido em Bouaké após roubar 10 milhões de francos CFA de uma empresa.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

sábado, 3 de dezembro de 2011

Cuba: Embora tenhamos menos recursos, devemos planejar e controlar melhor.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
 
• Conselho de Ministros examina temas para avançar na implementação das Diretrizes aprovadas pelo 6º Congresso do Partido

Yaima Puig Meneses
DURANTE os passados dias 25 e 26 de novembro, o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz presidiu a reunião ampliada do Conselho de Ministros, espaço onde reiterou que o plano da Economia e o orçamento do Estado são sagrados. "Na medida em que assumamos esses fundamentos como princípios de trabalho, os resultados de nossa economia poderão ser superiores", disse.
Raúl esteve acompanhado da ministra de Trabalho e Previdência Social, Margarita González Fernández, durante a apresentação da política para elaborar o novo Código do Trabalho.
Raúl esteve acompanhado da ministra de
 Trabalho e Previdência Social,
Margarita González Fernández, durante
 a apresentação da política para elaborar
o novo Código do Trabalho.
Essas valorizações do presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, tiveram lugar após os participantes terem examinado a proposta do plano e do orçamento para o ano 2012. Quanto ao plano da economia, soube-se que as indicações para sua elaboração —previamente aprovadas pelo Conselho de Ministros—, foram dadas a partir da atualização da projeção da economia até o ano 2016, e em correspondência com as Diretrizes da Política Econômica e Social do Partido e da Revolução.
Segundo se destacou, o primeiro passo para confeccionar o plano foi a conciliação entre produtores e clientes, elemento determinante para conseguir maior coerência entre todos os aspectos; também tiveram lugar encontros com cada ministro e chefes de entidades nacionais, com a participação dos vice-presidentes do Conselho de Ministros, segundo as esferas atendidas por estes.
Informou-se que, segundo as estimativas, haverá um crescimento do Produto Interno Bruto, no presente ano, de 2.7%, inferior a 3% planejado, por causa, fundamentalmente, do descumprimento do plano de construção e montagem para investimentos. Ainda, em produtos como feijão, banana, carne de porco e leite fresco, os números são inferiores ao plano, o qual obrigou o país a incrementar as importações de alimentos. Somente para comprar leite em pó, tornou-se necessário gastar mais de US$ 15 milhões acima do previsto.
Apesar de que no próximo ano deve diminuir o volume destas importações, pois crescerá a produção nacional, não se conseguirá reduzir os gastos por este conceito, devido ao aumento do preço dos alimentos no mercado mundial.
"Daí a importância de poupar todo o combustível que pudermos e buscar alternativas para produzir", assinalou o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido. "Em mais de uma ocasião insisti em que devemos utilizar mais a tração animal nas lavouras agrícolas e em muitos lugares ainda há muitos que não querem fazê-lo, se não é com o trator", disse.
Também, soube-se dos resultados no reajuste do transporte de cargas, que para o ano próximo estará muito mais de acordo com as necessidades reais das diferentes entidades e organismos.
Retoma-se ademais, embora de forma preliminar, o planejamento da atividade de empacotamento e embalagem. "Esta é uma questão de importância vital, que requer de estudos multidisciplinares e profundos", destacou o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros.
Precisou-se que, em 2012, vai mudar a estrutura da oferta do ministério do Comércio Interior no mercado paralelo, que estará dirigida a respaldar as vendas de insumos agropecuários e de materiais de construção. Insistiu-se em que se deve zelar rigorosamente que os produtos cumpram os parâmetros de qualidade pactuados nos contratos.
Ao concluir a apresentação do plano de 2012, o presidente Raúl Castro assinalou que devemos continuar trabalhando para harmonizar, cada vez melhor, os diferentes componentes do plano. "O primeiro é elaborá-lo bem, depois conseguir seu cumprimento, apesar dos muitos problemas que possam surgir", precisou.
Mais para a frente, apresentou-se uma avaliação sobre as estimativas do orçamento para este ano e foi apresentado o anteprojeto para 2012. Explicou-se que em 2011 não se atingiram os ingressos previstos, principalmente pelo não cumprimento do imposto à circulação mercantil e às vendas.
Aliás, informou-se que para a execução do orçamento do Estado foi aplicado o princípio expresso na 64ª Diretriz, aprovada pelo 6º Congresso do Partido, onde se refere que os gastos do orçamento estarão delimitados pelas possibilidades reais de recursos financeiros, gerados pela economia do país, com um emprego racional, a fim de garantir os níveis de atividade planejados, sem afetar a qualidade.
Quanto ao orçamento do Estado para o próximo ano, expôs-se que em sua elaboração se teve em conta a 38ª Diretriz, aprovada pelo 6º Congresso do Partido, que expressa a necessidade de conseguir maior coordenação entre os objetivos do plano da economia nacional e o design e alcance das políticas monetárias e fiscais.
Da mesma forma, constatou-se que se aprecia maior preocupação e ocupação dos dirigentes, nos diferentes escalões nacionais, quanto às questões orçamentárias. Não obstante, se torna necessário incrementar sua preparação e dotá-los de maior capacidade para controlar a execução do orçamento até a base.
Ao concluir este ponto, os integrantes do Conselho de Ministros aprovaram as propostas do plano e do orçamento para o ano 2012, que serão apresentados no próximo período ordinário de sessões da Assembleia Nacional (Parlamento).
A segunda jornada da reunião ampliada do Conselho de Ministros, iniciou-se com a apresentação da política para elaborar o novo Código do Trabalho, tendo em conta as circunstâncias atuais em que decorrem as relações trabalhistas. Esclareceu-se que o Código vigente — que data de julho de 1985—, somente abrange o setor estatal, daí que se requer aprovar uma lei onde também se tenham em conta os trabalhadores do setor não estatal.
No setor estatal se propõem, entre outras mudanças, o direito aos trabalhadores que estudem no Ensino Superior de utilizarem até 15 dias de suas férias anuais acumuladas — no momento que precisarem — em função de suas atividades docentes; e permitir aos chefes das entidades, conceder licenças não retribuídas a trabalhadores com responsabilidades familiares, para atender e cuidar àqueles que estiverem sob sua proteção.
Quanto ao setor não estatal se define, entre outros elementos, a obrigação, para aqueles que contratarem trabalhadores, de cumprir a legislação trabalhista, de proteção, segurança e higiene do trabalho.
Pouco depois, informou-se das ações a ser realizadas para consolidar o processo de entrega de terras ociosas em usufruto, no sentido de avançar na implementação das Diretrizes 187ª, 189ª, 197ª, 198ª e 206ª, aprovadas pelo 6º Congresso e que se referem a continuar reduzindo as terras não produtivas e aumentar os rendimentos; fazer as modificações que correspondam ao Decreto-Lei 259 e a estimular a incorporação, permanência e estabilidade da força de trabalho do setor, assim como o assentamento familiar definitivo dos produtores agropecuários.
Entre as modificações propostas destaque para a possibilidade de ampliar o termo de vigência do usufruto para as pessoas naturais e jurídicas, incluindo sua prorrogação.
Sobre este tópico, falou-se dos aspectos que limitam a implementação do Decreto-Lei 259 e seu controle, como a não declaração, por parte das entidades, das terras ociosas ou áreas outorgadas em usufruto que, passados dois anos, não foram empregadas nem entregadas a outros produtores, bem como o descumprimento dos prazos estabelecidos para a entrega.
Igualmente, foi apresentado um diagnóstico sobre a situação atual e as perspectivas das Unidades Básicas de Produção Cooperada (UBPCs). Com isso, cumpre-se parcialmente a 17ª Diretriz, referida a transformar as empresas ou cooperativas que apresentem perdas ou resultados negativos, em outras formas de gestão não estatal, ou submetê-las a processos de liquidação. Avança-se ademais, na execução das 178ª, 179ª, 180ª e 187ª Diretrizes, referidas à adopção de um novo modelo de gestão, transformar a legislação vigente em correspondência com as mudanças na base produtiva e conseguir a autonomia na gestão das cooperativas.
O diagnóstico demonstrou que as UBPCs foram bem concebidas, do ponto de vista jurídico e econômico. Contudo, predominaram práticas não contempladas nas referidas normas que limitam seu funcionamento e gestão. Por esse motivo, decidiu-se aprovar um grupo de medidas que permita eliminar, imediatamente, as ataduras que as afetam; ao tempo que se continuarão os estudos para assegurar que todas as formas de produção agropecuária estejam em igualdade de condições para produzir.
A esse respeito, o presidente Raúl Castro enfatizou na importância de fazer análises integrais, o qual nos conduzirá a melhores soluções, que permitam resolver nossos problemas. Embora tenhamos menos recursos, devemos planejar e controlar melhor.
A seguir, um relatório apresentado permitiu conhecer os resultados do controle integral estatal, feito pela Auditoria Geral da República ao Conselho da Administração da província de Guantánamo. Este relatório demonstrou que as maiores dificuldades se concentram no comércio, indústria alimentar, moradia, saúde, esportes e nos municípios Guantánamo, Manuel Tames e Baracoa.
Nesse sentido, constataram-se fraquezas nos sistemas de controle interno que aplicam as entidades, pelo qual requerem de atenção especial no processo de atualização e aperfeiçoamento. A opinião unânime dos participantes é que este foi um exercício muito proveitoso que permitiu rever melhor as causas das deficiências detectadas.
Como conclusões deste ponto, o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido destacou a importância de que a Auditoria desempenhe, cada vez mais, um papel de maior protagonista. "Pouco a pouco as exigências serão maiores, por isso insisto em que devemos consolidar bem cada passo; não vamos permitir que sejam engavetas as observações da Auditoria em nenhuma província ou entidade", assinalou.
No próximo tema, examinou-se o processo de outorgar subsídios às pessoas naturais com falta de solvência para fazer obras construtivas em suas moradias, mediante esforço pessoal. Aqueles que receberam, poderão ser ou não atentes da previdência social, e o Conselho da Administração Municipal, antes de decidir se entrega ou não, terá que aprofundar e examinar a situação socioeconômica do agregado familiar.
Finalmente, apresentou-se um apanhado das investigações feitas em torno de envios fictícios de alho e cebola, desde as províncias de Mayabeque, Villa Clara e Sancti Spíritus, para Havana. Descobriu-se, entre outros elementos, a existência de quatro redes de delinqüentes que falsificaram por volta de 54 faturas, por 768 toneladas, que geraram pagamentos próximos dos 13 milhões de pesos.
Entre os envolvidos se encontram diretivos, funcionários e outros trabalhadores das áreas de economia, comercial e controle da qualidade, aos quais lhes serão exigidas responsabilidades pela via judicial, em correspondência com os danos ocasionados à economia do país.
O presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros ressaltou a responsabilidade de cada diretivo — em qualquer organismo ou entidade — de zelar pelo cumprimento do estabelecido. "Quem no possa fazê-lo, que o diga, pois não vamos a permitir que sejam cometidos, uma e outra vez, os mesmos erros", concluiu. 


fonte: granma


Optimismo mitigado no Egito.

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Ainda sem resultados oficiais das eleições, os habitantes do Cairo voltam a concentrar-se na praça Tahrir.
Muitos mostram-se surpreendidos com a realidade política saída das urnas.
Para um dos líderes da Irmandade Muçulmana, Partido da Justiça e da Liberdade, dado como a força mais votada, “O primeiro vencedor desta eleição é a nação egípcia”. “Penso que os partidos que vão estar representados no parlamento têm uma enorme responsabilidade perante o povo para implementarem os objetivos da revolução. As esperanças na liberdade, justiça social e dignidade humana”, afirmou Issam Al Eyran.
Mas muitos egípcios mostram algum desencanto com a distribuição partidária dos votos e há mesmo quem se afirme disposto a continuar o protesto:
“Temos que adotar um novo sistema. Vamos dar-lhe uma oportunidade e depois se virmos que os esforços deles não funcionam, que não são eficazes, podemos voltar para a praça, podemos voltar para aqui”, explica um cidadão.
Mais do que celebrar a eleição, o dia de hoje foi consagrado a homenagear as 42 pessoas mortas nos confrontos com os militares, nas manifestações do mês passado.

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Eleições no Egito têm participação histórica.

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Mesários contam os resultados depois do fechamento das urnas, na terça-feira (29).
Mesários contam os resultados depois do fechamento das urnas, na terça-feira (29).
REUTERS/Mohamed Abd El-Ghany

RFI
A participação na primeira fase das eleições legislativas no Egito chegou a 62%, segundo anunciou nesta sexta-feira, em uma coletiva de imprensa no Cairo, Abdel Moez Ibrahim, presidente da Alta comissão eleitoral. Esta é a mais alta taxa de participação da história do Egito, segundo Ibrahim.

A Alta comissão eleitoral egípcia ainda não comunicou os resultados por partido das eleições legislativas. Ibrahim apenas deu os nomes de alguns candidatos eleitos no primeiro turno e anunciou candidatos qualificados para o segundo turno.
Ibrahim aconselhou à imprensa a realizar, ela mesma, a análise dos volumosos dossiês de resultados, para ter uma ideia dos votos que obtiveram os diferentes partidos e coalizões. Ele indicou que os resultados estariam disponíveis no site da Comissão em breve.
O país celebra as primeiras eleições depois da queda do governo de Hosni Moubarak, em fevereiro. Nessa primeira parte das eleições, um terço dos cidadãos egípcios foram chamados a comparecer às urnas. A eleição para a Câmara dos deputados deve continuar até janeiro e para a Choura (Senado) até março.
Mas a imprensa e alguns partidos já revelaram as principais tendências das legislativas, dando ao partido dos Irmãos Muçulmanos “Liberdade e Justiça” (PLJ) 40% dos votos e ao partido salafista Al Nour, aproximadamente 20% dos votos.
Governo provisório
Kamal Ganzouri, encarregado de formar um governo provisório no Egito, vai conservar pelo menos metade dos ministros do anterior governo, segundo a televisão publica egípcia. Ganzouri foi designado pelos generais da Junta militar que governou o país depois da queda de Moubarak, para tentar acalmar as manifestações que pediam a saída dos militares.
A composição de seu governo ainda não foi revelada oficialmente. Entre os ministros que conservarão seus postos, segundo o canal de TV, está Mohamed Kamel Amr das Relações exteriores. O ministério das Finanças deve mudar de mãos. O ex-ministro Hazem El Beblawi, afirmou na quarta-feira que ele não tinha sido consultado.
Para especialistas do Egito, este governo não oferece muitos atrativos para eventuais candidatos aos ministérios porque sua duração poderia ser particularmente curta, somente até o fim das eleições atuais.

f onte: RFI

Angola: Entre 2 a 3 mil pessoas em nova manifestação anti-governamental.

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Foto: José Eduardo dos Santos, presidente de Angola por mais de 32 anos. (AFP)

Lisboa, (Lusa) -
Entre 2 a 3 mil pessoas são esperadas sábado em Luanda em mais uma manifestação anti-governamental, organizada por três movimentos de jovens, que reclamam a saída do Presidente José Eduardo dos Santos do poder.

"Vamos fazer duas marchas. Uma vai sair da praça de S. Paulo e outra do tanque do Cazenga. Essas duas marchas vão convergir no Largo 1º de Maio e daí sairá uma terceira marcha que terminará a 100 metros do palácio presidencial", disse à agência Lusa Sampaio Liberdade, do Movimento Revolucionário Estudantil.

O movimento de jovens tem promovido desde o início do ano manifestações de contestação ao regime do Presidente angolano José Eduardo dos Santos, no poder há 32 anos, com participações que têm rondado as 500 pessoas.

Fonte: Lusa

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Meio século a ajudar o próximo.

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Meio século a ajudar o próximo

A ideia de preocupação com o próximo já vinha desde o fim da Segunda Guerra Mundial com a aplicação do Plano Marshall destinado a apoiar a reconstrução da Europa pós-guerra, mas foi John Fitzgerald Kennedy, então presidente dos Estados Unidos da América, quem deu o toque final na criação da USAID.
No ano de 1961, numa declaração emotiva, o antigo presidente americano dizia que era necessário ir além das conquistas do passado e que a conquista da pobreza era tão mais difícil que a do espaço.
Reconheceu o direito das pessoas a um modo de vida decente, postulando que “os homens criam os problemas e só estes poderiam resolvê-los”, pois de uma maneira geral, sublinhou, “o elo comum mais básico é que todos nós habitamos neste pequeno planeta, respiramos o mesmo ar, onde somos todos mortais”.
Com estas palavras proferidas naquele tempo, a USAID ganhava formalmente identidade e a partir de então se envolveu na reparação dos danos causados pela guerra, calamidades naturais e outras situações anormais em todo o mundo.
Constam ainda dos registos que os programas de imunização salvam a vida anualmente a mais de 3 milhões de pessoas e reduzem em 10 por cento a mortalidade infantil em todo o mundo, como reflexo dos programas de sobrevivência das crianças.
Em comparação com outros períodos da história, as condições de saúde melhoraram nos últimos 50 anos, período em que se notou o abaixamento em 50 por cento da taxa de mortalidade infantil no mundo, relacionado com um aumento da esperança de vida na ordem dos 33 por cento, visto terem sido erradicadas doenças como a varíola e redução de doenças crónicas em 50 por cento. Mais de um bilião de pessoas tiveram acesso a água potável e 750 milhões puderam viver em condições de sanidade como resultado do apoio da USAID à década de “Fornecimento de Água Potável e Saneamento das Nações Unidas”.
No apoio aos processos de democratização e boa gocernação, a agência americana ressalta no primeiro caso, o salto de 58 para mais de 115 o número de países com regimes democráticos em 1980, enquanto no segundo item 36 das 58 fizeram a transição nesse período.
No campo agrícola, um dos maiores feitos exaltados é a “Revolução Verde” na Índia que permitiu um “crescimento dramático” da produção agrícola” com avanços tecnológicos que permitiram a autosustentabilidade em matéria de produção de alimentos.
É no plano da assistência de emergência que os esforços da USAID foram compensados com o salvamento de milhões de vidas humanas na região Austral de África que desde 1992 se debatia com períodos cíclicos de seca.
No campo da educação assinalase o aumento da taxa de alfabetização até 33 por cento nos últimos 25 anos, registando-se uma triplicação das matrículas em escolas de todo o mundo.

fonte: opais.net

Belarmino Van-Dunem ‘A democracia são as instituições e As leis. não são As pessoAs’ .

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A o telefone tínhamos combinado falar da República Democrática do Congo e de como Angola se deveria posicionar ante as eleições que se avizinham. Foi por ai que começamos.

As eleições na República Democrática do Congo, na próxima Segundafeira .. , assunto que deve preocupar os angolanos, ou vamos assistir em cima do muro e o que der não altera muito as relações entre os dois países?
Dada a situação geográfica, a vasta fronteira que Angola partilha com a RDC, e também por questões geopolíticas, porque qualquer situação menos equilibrada na RDC tem influências directas no território angolano, por questões demográficas, os refugiados acabam sempre por atravessar a fronteira, mas também por questões de segurança interna. Mas neste caso concreto penso que Angola não se deve preocupar com o pleito eleitoral na RDC, que é um processo interno e os estados devem respeitar a soberania de outros estados, mas deve seguir com atenção para que não seja apanhada de surpresa numa eventual situação menos boa. Mas também cooperar, é sempre bom quando num determinado Estado as pessoas são eleitas e ganham legitimidade para implementar processos de cooperação…

Há, entre os concorrentes, alguém que nos fosse mais simpático?
A cooperação entre Angola e a RDC deve ser feita entre estados, não com base em personalidades. Quando se aposta neste ou naquele candidato, a tendência é de se ficar preso ao dito candidato. Se no princípio ele pode até ter uma grande franja de apoio da população e das instituições, ao longo do percurso pode falhar, e se os compromissos não são institucionais, entre estados, eles também acabam por falhar. Penso que Angola deve dar atenção ao processo, aliás, Angola sempre deu o seu apoio, ainda que parco, mas sempre apoiou os processos eleitorais e institucionais na RDC.
Isso abre as portas a cooperação com o indivíduo que vencer e não com determinada individualidade, o que pode trazer outro tipo de interpretações.

Mas as notícias que vão chegando são alarmistas. Não há razões para Angola estar preocupada?
Uma situação explosiva na RDC afecta toda a África Central… A África Centra e a África Austral.
Estamos a falar de um mega processo, com 18 mil candidatos para as legislativas, 11 candidatos para as presidenciais. Estamos a falar de um Estado com cerca de 51 milhões de habitantes. Estamos perante uma situação que pode ser explosiva, dada a história recente. É motivo suficiente para a comunidade internacional se preocupar, não apenas Angola. Porque a história recente … ainda no pleito passado houve guerra pós-eleitoral, Jean Pierre Bembá teve de se exilar e acabou por ser detido depois na Bélgica (foi levado ao Tribunal Internacional de Haia) … houve um período de conflito e morreram pessoas. Neste momento, alguns candidatos, como o próprio Tchissekedi, que é o principal opositor, já declarou e já incentivou a violência, dizendo que não se importava de recorrer à violência para impor aquilo que ele acha que são os seus direitos, para a libertação de alguns apoiantes seus, supostos presos políticos.. . e porque diz que o governo de Kabila estaria a aproveitar-se das instituições para obter vantagens. Estes discursos inflamatórios são preocupantes, até porque a RDC faz fronteira com sete ou oito países, tem uma comunidade forte, tem recursos… hoje a RDC tem parcerias diversificadas com os Estados Unidos da América, com a China, com a França …

Esta nuvem de instabilidade não contraria alguma esperança de intelectuais que no fim do século passado e no início deste diziam não ser uma fatalidade os conflitos póseleitorais em África? Parece que a realidade teima em dizer que é mesmo uma fatalidade, como aconteceu com a rejeição dos resultados na Libéria, não se sabe em que é que vai dar, tivemos o Quénia, agora estas ameaças no Congo… Eu compreendo a pergunta. De facto, os processos eleitorais no continente africano são, do ponto de vista geral, um fiasco. Temos que reconhecer.
São um fiasco. A democracia é uma conquista, a democracia são as instituições, são as leis. Não são as pessoas.
O que acontece no continente é que sem se fazer um trabalho de sensibilização, de educação, e de reforma das instituições, de um período de partido único, de economia centralizada, sem instituições privadas e em que muitos estados nem existiam empresários, passou-se para um período de processos eleitorais sem democracia. Isto causou uma eclosão de problemas que já existiam mas que estavam abafados.
O etnicismo, o bairrismo, o racismo, a xenofobia, a cleptomania… isto não sobressaia por força da lei. Agora, com a privatização de algumas instituições, com a liberalização da economia, e juntando a demagogia que muitas vezes aparece nos processos eleitorais… nós, os africanos, não devemos ter ilusões ou complexos e devemos assumir que temos de rever os modelos democráticos. Primeiro temos de criar instituições democráticas, leis democráticas, passando pela educação…

fonte: opais.net

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sobre a visita do Papa ao Benin.

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Em uma audiência recente Geral (23-11-11), o Papa Bento refletiu sobre sua visita de Novembro a Benin. O pontífice afirmou que a finalidade para a sua viagem apostólica foi três vezes: em homenagem ao Cardeal tarde dessa nação, Bernard Gantin, consignar um documento sintetizando as deliberações do Sínodo 2009 dos Bispos sobre África, e para comemorar o aniversário de 150 anos de evangelização "naquela região."
«Evangelização», o termo é aberta a interpretações equivocadas, o que sugere para alguns que é sinônimo de dominação colonial e equivale a uma espécie de "imperialismo" religiosa pelos missionários cristãos ocidentais que ocupavam espiritualidade Africano indígenas em desprezo e que impôs suas crenças e instituições sem restrição . Mas é esta objeção que as mensagens do Papa Bento XVI dirigiu em Benin diretamente a contadores. A presença católica em toda a África nunca foi destinada a apenas adicionar os números de adeptos batizados. Nominalismo não é o objetivo da evangelização, mas sim, o objetivo é uma conversão interior que transforma as pessoas, promove a moralidade coletiva, e inspira a sociedade para salvaguardar o bem-estar de cada um dos seus membros.
Como a evangelização expressa? Simplificando, a evangelização torna capaz o testemunho de seu compromisso que é de "servir a reconciliação, justiça e paz." O Papa explica: os fiéis cristãos da África não estão em competição ou em inimizade com aqueles que professam filiação religiosa ou outras cuja preferência é para excluir vínculos com qualquer religião formal. Em contraste, os cristãos da África são destinadas a se tornarem instrumentos alegre da misericórdia divina; "sensível e receptivo às necessidades e dignidade dos colegas africanos, sem exceção e sem condição. Além disso, é dever de cada cristão a ser um contribuinte "para o bem comum." E, que o bem comum deve ser reconhecida como possuindo "seus próprios espiritual e material" patrimônio. Nem é sempre a ser identificado com interesses exclusivos de Christian. O desafio para o cristão católico é a de cooperar para concretizar o potencial de todos os africanos, de modo que o legado único de África de sabedoria acumulada, da reverência para com o meio ambiente e da perseverança em meio à adversidade, pode enriquecer todo o globo.
Do discurso do Papa Bento XVI enquanto esteve no Benin, podemos deduzir várias outras características da vocação do cristão como "servo do bem comum". Servidão como:
(A) atesta "a possibilidade de uma convivência harmoniosa dentro da nação, e entre a Igreja e o Estado." Neste esforço, 'boa vontade e respeito mútuo (...) são essenciais para construir a unidade entre os indivíduos, grupos étnicos e povos. " Isso não é idealismo utópico, mas praticamente, pelo esforço sincero, pode vir a ser concretizadas. (Discurso na Cerimónia de Partida, Gantin Airport, Cotonou)
(B) promove a esperança realista e profunda. Não há dúvida de que "dificuldades (...) são atendidas ao longo da (vida) e de forma às vezes que pode ser sério." Mas, em vez de liderar "ao desânimo, (eles) tornam-se incentivos para o despertar (...) de uma profunda vida espiritual; '. Avanço na busca de desenvolvimento espiritual e humano" aquele que ansiosamente procura promover a perspectiva para melhor, o bem comum inspira confiança inter-pessoal e otimismo nacional. (Discurso aos bispos do Benin, Nunciatura Apostólica)
(C) traduz a piedade em ação social. Falando para uma reunião com as crianças que cumprimentou-o à Igreja Paroquial de Santa Rita, em Cotonou, o Papa Bento exortou-as a crescer no hábito da oração. Mas que a oração não é orientado para uma santificação privatizadas. Pelo contrário, a oração do crente dispõe para se engajar em 'perdão e caridade "radical para com todos.
(D) "adota uma abordagem corajosa ético (uns) responsabilidades." Estas palavras, do endereço do Papa a representantes do governo e ao corpo diplomático reunido no Palácio Presidencial, o recurso de transparência em todos os níveis da administração civil. O Papa reconheceu que os escândalos e a corrupção são predominantes. Mas ele também salientou que estas não devem ser ignorados ou tolerada. Manipulação, ganância, violência e intolerância não são escolhas aceitáveis. Para servir o bem comum significa que este deve ser compensado, designadamente através da facilitação do diálogo. Para 'o diálogo é outra forma de amar a Deus e ao próximo por amor a verdade. "
(E) Exercícios de prudência "na delicada transição em curso (em Benin) da tradição à modernidade." Benin não pode deixar de lado suas "tradições antigas e nobres." Mas a nação não deve ser tão fixada em cima desse património que corre o risco de as armadilhas que afligem o continente Africano ('lei do mercado ", por exemplo, uma desenfreada de nacionalismo excessivo,' tribalismo exagerado"). "A transição para a modernidade deve ser orientada por critérios de certeza com base em virtudes que estão listados no (Benim) lema nacional". Aqueles que servem o desejo do bem comum "dar (sua) melhor para todos." (Endereço para Cerimônia de boas-vindas, Gantin Airport, Cotonou);

fonte: New Africa Analisys 
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Mabvuto Phiri, AfricaNews repórter em Lusaka, Zâmbia.
 
Ex-Presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo chegou a Haia, na Holanda para comparecer perante o Tribunal Penal Internacional em crimes contra a humanidade. Ele enfrenta quatro acusações de crimes contra a humanidade - assassinato, estupro e outras formas de violência sexual, perseguição e "outros atos desumanos".
Gbagbo
O ex-presidente da Costa do Marfim, que levou seu país quase à beira da guerra civil, depois de perder uma eleição no ano passado, foi inesperadamente entregue em custódia internacional na terça-feira e foi levado durante a noite para a Holanda, onde o Ministério Público no Tribunal Penal Internacional em Haia, o acusou de crimes contra a humanidade, disseram funcionários do governo da Costa do Marfim.

Ele será o primeiro chefe de estado anterior a ser julgado pelo TPI desde que foi criada em 2002.

O TPI abriu uma investigação no mês passado em assassinatos, estupros e outros abusos cometidos durante o conflito de quatro meses na Costa do Marfim que começou quando Gbagbo se recusou a dar o poder a Alassane Ouattara na eleição presidencial do ano passado.
O ex-presidente, Laurent Gbagbo, foi servido com um mandado de prisão na pequena cidade do norte de Korogho, onde ele tinha estado sob prisão domiciliar por sete meses.

Emmanuel Altit, advogado de Gbagbo, que tem sede em Paris, disse que o mandado internacional de prisão foi datada de 23 de novembro, mas que tinha sido mantido sob sigilo até terça-feira "para enganar seus advogados e de curto-circuito qualquer questão de acção legal".

"O que eles fizeram foi ilegal", disse o Sr. Altit. "Eles ignoraram o consentimento necessário" para tomar medidas contra um ex-chefe de Estado.

fonte: Africa News

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Costa do Marfim: Laurent Gbagbo a caminho de TPI(Tribunal Penal Internacional) em Haia (Oficial).

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© AFP
Laurent Gbagbo a caminho de TPI em Haia (Oficial).
Em um dos veículos da procissão o ex-presidente Laurent  

Gbagbo é visto no percurso para o aeroporto de Korhogo, hoje,
29 de novembro de 2011 para sua transferência para Haia.

O ex-Presidente da Costa do Marfim Laurent Gbagbo, 66 nos, deixou o norte da Costa do Marfim, na noite de terça-feira e estava a caminho de o Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia, quase oito meses depois que mergulhou o país em uma crise mortal ao se recusar a ceder o poder.
Gbagbo esperou toda a noite na Holanda, será o primeiro ex-chefe de estado a comparecer perante o TPI, criado em 2002, é o primeiro tribunal permanente internacional para processar os perpetradores de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra.
Esta transferência ocorre a 10 dias das eleições legislativas de 11 de dezembro, e por ainda patinar a reconciliação entre Gbagbo e o novo presidente Alassane Ouattara, após a crise pós-eleitoral em dezembro de 2010 a abril 2011, que gerou cerca de 3.000 mortos.


Questionado sobre a transferência para Haia de Gbagbo, o promotor Simplice Kouadio Koffi de Abidjan disse a AFP que "Laurent Gbagbo partiu às 6:21 h." (GMT).
De acordo com um comunicado lido na televisão estatal da Costa do Marfim, foi na terça-feira que o magistrado em Korhogo (norte), onde Gbagbo residia em uma casa desde abril, para notificá-lo, "na presença de seus advogados," o termo foi emitido pelos juízes do TPI em 23 de novembro.
"Em cumprimento deste mandato de prisão, o Sr. Laurent Gbagbo foi transferido "para o TPI, disse o promotor.
De acordo com uma fonte familiarizada com o assunto, depois de uma etapa à noite em Abidjan o ex-presidente estava programado para aterrissar, à noite no aeroporto de Roterdão (oeste da Holanda).
Era para ser entregue às autoridades holandesas responsável pelo transporte até o centro de detenção do TPI Schveningen, o bairro à beira-mar de Haia.



Uma procissão de vários veículos, incluindo as forças republicanas (FRCI, novo exército da Costa do Marfim) e a Operação das Nações Unidas na Côte d'Ivoire (UNOCI), conduzindo Gbagbo do tribunal Korhogo até aeroporto onde ele é esperado a noite, um avião foi fretado pelas autoridades da Costa do Marfim, descobriu a AFP.
A pedido de Alassane Ouattara, o TPI vem realizando sua própria investigação desde Outubro de crimes contra a humanidade e crimes de guerra cometidos durante a crise resultante da recusa de Gbagbo a admitir a derrota na eleição presidencial de novembro de 2010, e que foi concluído após duas semanas de guerra.
As forças pró-Gbagbo como os rebeldes do ex-pró-Ouattara e seus aliadossão apontados.
Antes da transferência, os EUA descobriram que o Sr. Gbagbo "é responsável por violações dos direitos do homem que ele pode ter cometido", dizendo que "qualquer tentativa credível e transparente" é "certamente construtiva no contexto da reconciliação."


Ao contrário, a Sra. Lucie Bourthoumieux, advogada de Gbagbo disse que o mandato de prisão "TPI foi ilegal "e que ele "exacerba os antagonismos entre ambas as partes."
Preso a 11 abril em Abidjan e, em seguida, transferido para Korhogo, um reduto de seu rival, Laurent Gbagbo, e sua esposa Simone, que está sob custódia em Odienné (noroeste), foi indiciado em agosto pela justiça da Costa do Marfim por "crimes econômicos "cometidos durante a crise.
Como parte da mesma pesquisa nacional, várias dezenas de figuras do regime deposto, civis e militares, estão sendo julgadas por crimes violentos, como "minando a autoridade do  Estado"  ou "crimes econômicos".
Entre eles, o antigo primeiro-ministro Gilbert Ake N` Gbo e vários ex-ministros, o filho do ex-presidente, Michel Franco-marfinense Gbagbo, o líder da Frente Popular Marfinense (FPI, o ex-partido no poder) Pascal Affi N `Guessan e vários aparatos de segurança do regime deposto.
Durante uma visita a Abidjan em 15 de outubro, o procurador do TPI, Luis Moreno-Ocampo, prometeu uma investigação" imparcial " e indicou que ele pode ter como alvo de" 05:57 "as pessoas com maior responsabilidade por crimes .
Como para as novas autoridades, que não escondiam sua impaciência por várias semanas para ver Laurent Gbagbo transferido para Haia, por vezes com esta distância como uma condição de reconciliação exigida pelas autoridades.
Mas os pró-Gbagbo, denunciam uma "injustiça dos vencedores" porque nenhum responsável pró-Ouattara foi inquerido, sempre foram atenuados os vencedores, uma exigência para um alívio. Ele citou em particular a detenção de muitos de seus apoiantes por boicotarem as legislativas.


fonte: abidjan.net
 

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