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Terroristas na Síria Apoiados pelos Americanos Se Voltarão contra os EUA no Futuro.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... “A mão norte-americana é visível nas mudanças recentes em território...

quinta-feira, 6 de março de 2025

Terroristas na Síria Apoiados pelos Americanos Se Voltarão contra os EUA no Futuro.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
“A mão norte-americana é visível nas mudanças recentes em território sírio”, afirma o acadêmico finlandês Timo Kivimäki, especialista em conflitos internacionais ao traçar na entrevista a seguir breve histórico das tensões na Síria, desde a década passada até a queda do presidente Bashar al-Assad em 8 de dezembro de 2024. Os auspícios do analista, renomado mundialmente, encaixam-se perfeitamente à revelação de WikiLeaks anos atrás em relação à influência secreta de Washington na Síria. Enquanto se surpreende ao observar a mídia internacional, agora, relatando grupos terroristas na Síria como “rebeldes”, supostamente pró-democracia, Kivimäki mostra-se convicto de que a trágica história dos EUA no Oriente Médio repetir-se-á como farsa na Síria. Eis a “Guerra ao Terror” sem fim dos EUA. Cujo Novo Pearl Harbor previsto no governamental Project for the New Americam Century (Projeto para o Novo Século Americano) de 1997, é mencionado por Kivimäki nesta entrevista ao abordar que “em 2001 o general americano Wesley Clark revelou um plano dos EUA para a mudança de regime em sete países muçulmanos, sendo a Síria um deles”. Os atentados de 11 de setembro de 2001 têm servido como contemporâneo Pearl Harbor aos EUA, cujas drásticas consequências são vistas ainda hoje – muito mais por “falhas” (na menos grave das considerações) dos tomadores de decisão em Washington, que devido aos denominados “inimigos” dos Estados Unidos. Em 2000 foi notado neste Projeto, , sob o título Rebuilding America’s Defenses (Reconstruindo as Defesas dos EUA). que apenas um novo Pearl Harbor, a ser produzido no Oriente Médio, poderia dar novo fôlego aos interesses econômicos e geopolíticos dos EUA naquela região, justificando novas intervenções “humanitárias” abertamente em busca de petróleo. “Os EUA tendem a elaborar planos muito perigosos e sangrentos repetidamente apenas para, mais tarde, constatar que as mesmas pessoas que colocaram no poder, voltaram-se contra eles. Isso veremos na Síria, sem dúvida”, prevê o docente. Professor de Relações Internacionais da Universidade de Baath na Inglaterra, Kivimäki foi consultor de Martti Ahtisaari, presidente da Finlândia (1994-2000) premiado com o Nobel da Paz em 2008. Notável pela atuação em favor da paz internacional, Ahtisaari atuou também como diplomata da ONU e mediador em diversos conflitos. Um deles, na própria Síria. Em outro caso, para Kosovo durante os anos de 1990 e da primeira década deste novo século. Nesta entrevista, o analista finlandês revela conversas e planos elaborados por solução na Síria nos anos de 2010 com o então presidente de seu país, até então mantidos em sigilo, assim como com o embaixador russo na ONU, Vitali Churkin (2006-2017). E ainda, expõe como tais esboços por paz, bem recebidos por Vladimir Putin e Assad, sempre acabaram boicotados pelos EUA. Consultor de diversos outros governantes de países ao norte da Europa e asiáticos ao longo dos anos, Kivimäki acabou injustamente acusado e condenado por colaborar com agentes de inteligência estrangeiros por ocasião, exatamente, das reuniões que o pesquisador revela nesta entrevista com o embaixador russo na ONU entre 2006 e 2017, Vitali Churkin. Timo Kiviäki é autor de diversos livros e inúmeras pesquisas, de alta influência pela paz em todo o mundo. Algumas dessas pesquisas, envolvendo também a prória Síria, First Do Not Harm – Do Air Raids Protect Civilians? (Primeiro, Não Cause Dano – Ataques Aéreos Realmente Protegem Civis?). Seu último livro, de junho de 2024, é Research Handbook on Conflict Prevention (Manual de Pesquisa sobre Prevenção de Conflitos). Abaixo, a íntegra da entrevista. Edu Montesanti: Como o senhor analisa a queda de Al-Asad, e seu contexto? Timo Kivimäki: Acho especialmente estranho que, de repente, a mídia ocidental esteja focada no fato de que Assad caiu, e como ela descreveu o principal grupo que assumiu o poder citando-o como rebelde democrático ou grupo rebelde de oposição, embora este seja o grupo anteriormente chamado de Al-Nusra, que jura lealdade tanto à Al Qaeda quanto ao Estado Islamita (EI). Também é estranho que a mídia não prestou atenção ao fato de que estamos, agora, diante de uma situação em que o embaixador Vitali Churkin e o presidente Ahtisaari já haviam levado o país, em 2012. Houve um acordo entre o presidente Assad e os russos sobre a “saída digna” de Assad, e sobre a não interferência na transição democrática na Síria. As únicas condições para isso eram que, primeiro, Assad teria uma saída digna da Síria e, em segundo lugar, que os EUA não ditariam os termos da transição à democracia. O presidente Ahtisaari de meu país tentou “vender” essa solução ao Reino Unido, EUA e França, e para sua surpresa nenhuma dessas potências manifestou interesse. Mais tarde, os e-mails vazados de Hilary Clinton revelaram a razão dos EUA para isso: eles presumiram que suas milícias de estimação, Exército Sírio Livre (FSA, na sigla em inglês) e Forcas Democráticas Sírias (SDA em inglês), assumiriam o poder para que não precisassem arriscar uma transição democrática mas, em vez disso, soubessem que sua própria gente estava no poder. Claro, mais tarde nos inteiramos de que nenhum dos grupos tinha apoio local e, portanto, seu caminho ao poder foi mais difícil do que Clinton havia suposto. Sei algo sobre isso pelo fato de que a Rússia já havia pressionado Assad a dialogar com a oposição desde 2007, e acho que posso ter sido a pessoa que persuadiu o embaixador Churkin a envolver o presidente Ahtisaari no plano russo. Os russos não eram muito otimistas em relação a Ahtisaari devido a seu papel na antiga Iugoslávia, mas tive algumas longas conversas com os assistentes do embaixador Churkin sobre Ahtisaari, e tenho certeza absoluta de que isso suavizou suas atitudes em relação a Ahtisaari, o grande pacificador finlandês e premiado como Nobel da Paz. Acredito que você saiba que meus problemas na Dinamarca foram causados por esses mesmos contatos que tive com os assistentes de Churkin, pois a inteligência dinamarquesa pensava que eles eram espiões, e eu ainda não podia revelar que eles eram assistentes de Churkin porque eu havia prometido que não revelaria isso. E não o fiz até a morte de Churkin. É importante perceber que este é um plano que tinha a intenção de resolver o problema sírio antes da grande escalada de conflitos, e do movimento rumo ao extremismo da oposição. Isso também custou cerca de meio milhão de vidas perdidas, e cerca de 12 milhões de pessoas deslocadas internamente e refugiados anteriormente. Se a saída relativamente digna de Assad é boa agora, mesmo que o poder tenha sido tomado por alguém que ainda classificamos como uma organização terrorista, então por que não aceitamos essa saída sem a tomada do SDA já em 2012? Em 2012, o governo de transição iria, até onde sei, desembocar em esquerdista sírio, o Abdul al-Aziz Al-Khayer. Algumas das mensagens que recebi do embaixador Churkin indicaram a mim que, provavelmente, ele também estivesse bem à esquerda de Putin e de outros líderes mundiais. Veio à tona no início de 2010, por meio de telegrama confidencial enviado pela Embaixada dos EUA em Damasco revelado por WikiLeaks, que os EUA estavam influenciando secretamente a política e a sociedade sírias, incluindo a cultura. Por suas análises na questão anterior, entendo que o senhor vê hoje em dia uma continuação da interferência dos EUA na Síria, correto? Se sim, com quais propósitos? É interessante ver uma repetição relativa do que aconteceu com o Afeganistão e até mesmo com o Iraque neste caso, grupos terroristas apoiados pelos EUA – não rotulados assim – sendo considerados “criadores democráticos” de um país do Oriente Médio, o senhor não vê desta forma? A mão americana é visível nas mudanças recentes em território sírio. De acordo com os recentes anúncios oficiais, o número de tropas dos EUA durante o processo em que Hayat Tahrir al-Sham (HTS) e seus associados assumiram o controle do Estado [em 2024], mais que dobraram comparadas com as 900 dos anos 2000. O fato de as tropas dos EUA ainda estar por lá e que não estejam combatendo o HTS, e que ainda estegjam bombeando o petróleo sírio e vendendo-o como seu como o então presidente Donald Trump declarou triunfalmente em 2019, sugere que o HTS, pelo menos, não é hostil às forças dos EUA. Além disso, milícias pró-EUA especialmente as Forças Democráticas Sírias, estiveram presentes na coalizão liderada pelo HTS. O New York Times reportou alianças entre a Frente Al-Nusra, como o HTS era então chamado, e grupos apoiados pelos EUA. Portanto, há uma ligação entre o HTS e os EUA e, portanto, seria razoável supor que haja pelo menos algum tipo de mão dos EUA no processo de expulsão do regime de Assad. No entanto, as raízes da mudança de regime sírio são mais profundas. Já na década de 1980, um estudo da CIA previu o apoio dos EUA para que uma oposição sunita “moderada” assumisse o poder. Em 2001, o general americano Wesley Clark revelou um plano dos EUA para a mudança de regime em sete países muçulmanos, sendo a Síria um deles. Mais tarde, em 2010 a secretária de Estado Hilary Clinton envolveu a Microsoft em seus planos de enfraquecer o regime sírio, segundo seus e-mails vazados sugerem. Então, já existem planos relacionados a isso há muito tempo. No entanto, como podemos ver nos outros sete países de mudança de regime, os EUA tendem a elaborar planos muito perigosos e sangrentos repetidamente apenas para, mais tarde, constatar que as mesmas pessoas que eles colocaram no poder, voltaram-se contra eles. Isso veremos na Síria, sem dúvida. A principal razão pela qual os EUA tinham o interesse em derrubar o regime de Assad, mesmo que isso significasse vitória a um grupo que ainda é listado como terrorista internacionalmente, é a geopolítica. Enquanto algumas décadas atrás o principal objetivo geopolítico dos EUA era derrotar os islamitas antiamericanos, atualmente a liderança dos EUA vê a Rússia como inimigo muito mais perigoso. Assim, expulsar um regime pró-Rússia faz sentido, agora, mesmo correndo o risco de a Síria se tornar um país islamita radical. A brutal ironia disso é que, enquanto o regime de Assad sempre esteve preparado para não deixar o país sob controle de islamitas radicais ou dos EUA, o presidente Assad nunca esteve terrivelmente ansioso para permanecer no poder. Havia um plano russo, já em 2007, para resolver as questões entre o regime e a oposição através da negociação. Já então, diplomatas russos viram que a paz na Síria podia exigir uma saída digna de Assad do poder. Muito ódio havia se acumulado entre grupos de oposição contra Assad e, portanto, a reconciliação parecia impossível enquanto Assad estivesse no poder. Em algum momento entre 2011 e 2012, ficou claro que Assad estava preparado para aceitar tal plano, e que ele estava preparado para deixar a presidência. Houve um plano elaborado pelo embaixador Vitali Churkin, de uma transição que ofereceu a Assad uma saída digna, ou seja, uma transição voluntária que não demonizasse o autocrata hipoteticamente renunciante. Além disso, o plano era garantir que a transição não pudesse ser manipulada pelos EUA. O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia anunciou em público a possibilidade de tal plano, o que para mim sugere que a Rússia deve ter tido o aceno de Assad para tal plano ou, do contrário, um aliado não anuncia um plano de transição em público. No entanto, o plano exigia a aceitação dos EUA pois, caso contrário, havia o risco de que os EUA utilizassem o processo e colocassem seus próprios favoritos no poder. O presidente Ahtisaari apoiou o plano e, portanto, o embaixador Churkin foi persuadido a utilizar as habilidades diplomáticas do presidente Ahtisaari para persuadir os EUA, a aderir ao plano. Ahtisaari era um político pró-EUA com amplos contatos na administração dos EUA e o plano pretendia remover o inimigo dos EUA, o presidente Assad, do poder. De maneira que a suposição era que a Rússia e os EUA poderiam cooperar nisso. No entanto, o plano Churkin-Ahtisaari não recebeu aprovação dos EUA. Mais tarde, os e-mails vazados de Clinton revelaram o motivo: os EUA presumiram que conseguiriam colocar seus próprios favoritos do Exército Democrático Sírio e das Forças Sírias Livres no poder por meios militares e, portanto, as razões de se contentar com um acordo. Diante de mais de meio milhão de vidas perdidas e 12 milhões de refugiados e deslocados internos depois, seria possível ver algum motivo para tal cooperação entre os EUA e a Rússia. Muitos estão falando sobre a implementação de um sistema popular e democrático no país. O senhor acredita que isso seja possível? Acho que devemos começar com alguns princípios básicos da democracia. O governo de uma potência estrangeira, por mais democrática que essa potência pareça ser, não é um sistema democrático para a Síria. Enquanto os sírios não puderem votar nas eleições dos EUA, o impacto dos EUA na política síria não é uma influência democrática. Claro, a influência russa tampouco foi democrática. Assim, o nível de autonomia que a Síria consegue obter dos EUA, Rússia, Turquia, Israel, Irã e o resto, é crucial para a perspectiva de democracia na Síria. Este é o ponto de partida. Em segundo lugar, não devemos pensar que existe apenas um modelo democrático. Em um país em desenvolvimento, a democracia econômica pode ser mais importante do que a democracia política, mas é claro que ambas são necessárias. Mas o que é frequentemente esquecido nas transições democráticas, é o lado social e econômico da democracia: se parte da população permanecer sem educação e necessidades básicas, seria difícil ver liberdade democrática neste segmento da população. Além disso, se o Estado se concentrar em manter sua gestão econômica incorrupta e indiscriminada, a democracia tem chances muito melhores. No entanto, finalmente, a questão mais importante da democracia à qual a Síria precisa de solução, é a questão dos direitos dos grupos. A democracia ocidental frequentemente enfatiza em demasia a democracia individual, e os direitos individuais. No entanto, em um país onde as pessoas são politicamente divididas em linhas étnicas, é essencial que, além da democracia individual, ou seja, direitos de voto para todos, haja uma necessidade de que todos os grupos étnicos tenham suas vozes ouvidas. Se a maioria árabe-sunita assumir o poder, der início a eleições e governar o país de acordo com os princípios ocidentais de direitos individuais e democracia, grupos minoritários como os alauítas, xiitas e curdos, podem ficar sem voz. Bill Zartman, um dos principais especialistas em conflitos do mundo, disse que as eleições em uma área de país etnicamente dividida são como um censo étnico, nada mais que isso. Portanto, instituições democráticas puramente individuais não podem dar às minorias um sentimento de propriedade parcial do Estado. Na ausência de tal copropriedade, esses grupos continuarão se rebelando. Um estudo recente revela que no Oriente Médio e Norte da África (MENA) os conflitos são, em ampla medida, causados pelo sentimento de que o Estado é instrumento corruptor de um dos grupos subnacionais ao invés de um instrumento de todos os grupos. Tal sentimento, especialmente na região do MENA, dá origem a protestos e revoluções, descontentamento que a democracia individualista não será capaz de conter. Fala-se também, com a queda de Assad, em reformulação da geopolítica do Oriente Médio: qual sua avaliação disso? Esta transição foi caracterizada como uma grande perda para a Rússia e, portanto, uma vitória aos EUA. Dado que há uma provável mão americana na vitória do HTS, e considerando que há cooperação entre o aparato de segurança dos EUA e este grupo, poderíamos acreditar que esta também será uma grande vitória aos EUA. Duvido disso tudo. A guerra na Síria sempre foi muito impopular na Rússia, desperdiçar recursos em lugares distantes nunca foi do agrado dos russos. Portanto, se houver uma solução na Síria que não aumente a posição geopolítica dos EUA, não acho que a Rússia tenha muito prejuízo ao perder o regime pró-Rússia na Síria. Os EUA, novamente, não devem esperar muito do HTS. Devemos lembrar que a resistência à União Soviética aproximou os EUA dos militantes islamitas afegãos, incluindo o Talibã e a Al Qaeda e, no final, esses aliados não foram tremendamente úteis para as ambições geopolíticas dos EUA. O apoio e a cooperação com o HTS devem implicar riscos muito semelhantes aos EUA, como esses erros geopolíticos anteriores. Da mesma forma, o apoio de Saddam Hussein contra o Irã na década de 1980 não foi benéfico aos EUA, como sabemos. Mais tarde, a mudança de regime no Iraque e a expulsão de Saddam Hussein também não levaram a um sucesso fantástico para os EUA. O primeiro-ministro, o presidente e o parlamento iraquianos solicitaram a saída das tropas dos EUA do país, e a saída negociada de dois anos pode levar à retirada real dos EUA do país. Enquanto isso, a presença militar em um país que não quer hospedar tropas dos EUA deve ser muito cara tanto econômica quanto politicamente. Os EUA não querem parecer uma força ocupante de países que eles “libertam”. O caso da Líbia deveria ter dado uma lição contra o apoio de grupos como o HTS, e mudanças de regime como a da Síria. Na Líbia, a estratégia dos EUA era muito menos arriscada e, no entanto, terminou em desastre. Essa estratégia foi baseada no apoio de um homem e suas tropas: Khalifa Haftar envolveu-se com a Frente Nacional para a Salvação da Líbia (NFSL), um grupo de oposição anti-Gaddafi apoiado pelos Estados Unidos, e depois que ele escapou da repressão do presidente Muammar Gaddafi, morou por duas décadas nos EUA onde esteve na folha de pagamento da CIA. Ele poderia ser monitorado, testado e observado por sua lealdade aos EUA. No entanto, Khalifa Haftar e seus subordinados militares originalmente apoiados pelos EUA na Líbia voltaram-se contra os EUA quase instantaneamente, após a chegada à Líbia. Por muito tempo, o Exército Nacional Líbio (LNA), que Haftar liderou, lutou pelos interesses russos na Líbia. “Libertar” a Líbia para completar o caos e a anarquia tampouco foi muito positivo ao apelo geopolítico em outros lugares, para as operações militares libertadoras dos EUA. Dado que o papel do HTS na Síria será muito menos fácil de controlar do que a operação de Haftar na Líbia, não devemos ser muito otimistas em relação à mudança de regime sírio vir a tornar-se uma história de sucesso geopolítico aos EUA. Edu Montesanti edumontesanti.wordpress.com Ver mais em https://port.pravda.ru/mundo/58561-siria_terroristas/

Agentes da CIA foram mandantes do assassinato do presidente Kennedy.

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Agentes da CIA foram mandantes do assassinato do presidente Kennedy: entrevista com John Kiriakou sobre desclassificação de documentos secretos Em 23 de janeiro deste ano, o presidente Donald Trump assinou uma Ordem Executiva intitulada Desclassificação de Registros Referentes aos Assassinatos do Presidente John Fitzgerald Kennedy [em 1963], do Senador Robert Fitzgerald Kennedy [1968], e do reverendo evangélico Martin Luther King Jr [1968]. A Lei de Coleta de Registros de Assassinato do Presidente John F. Kennedy de 1992, exigiu que todos os registros relacionados ao assassinato fossem divulgados em 25 anos. Porém, os presidentes estadunidenses de lá para cá recusaram-se a liberar estes documentos, sem apresentar nenhuma justificativa. "Esta deveria ser a última vez que qualquer presidente deva ordenar aos serviços de inteligência e ao FBI que divulguem informações sobre esses assassinatos", afirma na entrevista exclusiva a seguir o ex-agente da CIA denunciante, John Kiriakou, primeiro oficial de inteligência norte-americano a revelar métodos de tortura da CIA sob ordens da Casa Branca - ocupada então por George W. Bush. Jornalista e autor, Kiriakou tem insistido neste tema em Loud & Clear da rádio russa Sputnik, um dos programas que apresenta entre rádio e TV internacionais, além de artigos na imprensa escrita. "Como alguém que trabalhou para a CIA como oficial de inteligência – e preso por 23 meses por denunciar técnicas de interrogatório – eu diria que não há nada de interessante sobre o assassinato de JFK que ainda não foi divulgado. Muito mais interessantes serão os arquivos confidenciais sobre o assassinato de seu irmão Robert F. Kennedy", escreveu o analista dias atrás, no jornal diário The Intendepent da Inglaterra. "Eu sei como a CIA funciona. Se alguma vez tovesse havido documentos implicando a CIA, aina que indiretamente no assassinato de JFK, eles teriam sido destruídos anos atrás, ou então já teriam sido divulgados", acrescentou Kiriakou em seu artigo no jornal inglês, intitulado In the JFK files, there’ll be no smoking gun – only bombshells. Mas para não perder o bem conhecido costume, John Kiriakou comenta de maneira direta aqui, sua percepção - com base em evidências - sobre quem esteve por trás do assassinato do presidente Kennedy, contrariando a intrigante versão oficial do magnicídio. Entre outras questões relevantes sobre um dos crimes mais comoventes da história, e contraditórios segundo o que se conta até os dias de hoje. Eis a entrevista. Edu Montesanti: John, você tem publicado seguidamente nos últimos dias sobre a vindoura desclassificação dos documentos dos assassinatos de John Kennedy e Robert Kennedy: o que o motiva a isso? John Kiriakou: Esta deveria ser a última vez que qualquer presidente deva ordenar aos serviços de inteligência e ao FBI que divulguem informações sobre esses assassinatos. O Congresso ordenou a divulgação em 1992, mas sucessivos presidentes, George H. W. Bush, Bill Clinton, George W. Bush, Barack Obama, Donald Trump e Joe Biden, recusaram-se a divulgá-los. Finalmente veremos o que há nesses documentos. O Serviço Secreto falhou em escoltar o presidente Kennedy naquele fatídico dia, fato claramente visto no momento exato dos disparos. Você compartilha esta percepção, John? Sim, de fato o Serviço Secreto falhou terrivelmente naquele dia. Mas eles também falharam em 1884 quando o presidente Harrison foi assassinado e em 1901 quando o presidente McKinley foi assassinado. O Serviço Secreto falhou em proteger muitos presidentes, principalmente Donald Trump recentemente. No caso do presidente Kennedy, muitos dos oficiais do Serviço Secreto que falharam foram mantidos no cargo. Apenas alguns foram demitidos. Você acredita na versão oficial, de que Lee Oswald matou o presidente Kennedy? Acho que Oswald provavelmente disparou aquela arma. Mas acho que maus elementos da CIA o levaram a fazer aquilo. O que o leva a considerar isso? Há evidências convincentes de que Lee Harvey Oswald não agiu sozinho. Até mesmo E. Howard Hunt, um dos delinquentes de Watergate, disse ao filho em seu leito de morte que ele fazia parte da conspiração para assassinar John Fitzgerald Kennedy. Há outras evidências de que maus elementos da CIA, agindo de forma independente, tramaram a fim de matar Kennedy porque ele recusou o pedido da CIA de cobertura aérea durante a invasão da Baía dos Porcos. Por que você acha que os documentos sobre o assassinato de Robert Kennedy serão muito mais reveladores que os de John Kennedy? Sabemos muito menos detalhes sobre o assassinato de Robert Fitzgerald Kennedy. Tenho esperança de que o lançamento final acabe com as perguntas sobre o chamado “segundo atirador” e se a CIA ou o FBI estavam de alguma forma envolvidos. Ver mais em https://port.pravda.ru/mundo/58564-assassinato_kennedy/

Rússia: A cúpula dos covardes.

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Realiza-se nesta terça-feira (04) uma cúpula emergencial dos países árabes para discutir planos próprios de reconstrução de Gaza, após quase um ano e meio de aniquilação total do território palestino pelo exército israelense. O encontro é uma resposta às declarações de Donald Trump sobre uma limpeza étnica de Gaza que seria conduzida para transformá-la em um grande balneário turístico, sem palestinos, que seriam expulsos para a Jordânia e o Egito. Mesmo após o repúdio internacional a essa proposta – com exceção de Israel, que ficou com água na boca –, o presidente dos EUA e especulador imobiliário dobrou a aposta e divulgou um vídeo fantasioso de como seria Gaza no futuro, uma espécie de Trumplândia bizarra. Trump sabe que pode humilhar os árabes como quiser. Os líderes da região estão acostumados e parecem não se importar muito. Ele expôs parte dos planos em reunião com o próprio rei da Jordânia na Casa Branca, mostrando quem é o lado dominante na relação. Inclusive descartou retaliações caso esses países recusassem sua proposta: “não preciso ameaçar isso.” Os líderes árabes são cãezinhos dóceis. E estão domesticados, porque são clientes dos Estados Unidos. Dependem do apoio de Washington para permanecer no poder. O Egito é o exemplo mais claro: Trump cortou praticamente toda a “ajuda” externa do governo, com exceção daquela que vai para o Cairo e, obviamente, para Tel Aviv. Al-Sisi não tem qualquer apoio popular e a ditadura militar egípcia só se sustenta pela corrupção e o dinheiro dos EUA, do FMI e do Banco Mundial. Logo, os generais estão nas mãos de Trump. Dados de outubro de 2024 apontam para a presença de 40.000 militares dos EUA em serviço no Oriente Médio, presentes em ao menos 19 localidades espalhadas pelo Egito, Jordânia, Bahrein, Iraque, Kuwait, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos, Omã e Turquia – além de Israel, claro. O Catar, por exemplo, é sede do quartel-general do Comando Central das forças armadas americanas. O Bahrein, da 5ª Frota Naval. O Kuwait e a Arábia Saudita têm quase dez bases que já operam há décadas. A Turquia é membro da OTAN desde 1952 e também hospeda mais de dez bases americanas. Não há condição para o exercício de uma soberania real por parte desses países se os seus líderes estão sob as botas dos soldados americanos. Por isso o apoio que alguns dão aos palestinos é extremamente limitado, ainda que em alguns casos pontuais seja de grande relevância para a resistência. O máximo que esses regimes podem fazer é um jogo duplo. Alguns ainda fornecem apoio financeiro, armado ou logístico, mas insuficiente. Outros, apenas um apoio moral da boca para fora. Alguns, como Bahrein e EAU, chegam ao ponto de perseguir os simpatizantes da causa palestina e reprimir quem denuncia o genocídio cometido por Israel. Realmente não se trata apenas de não terem feito nada de efetivo para parar a carnificina contra crianças e mulheres palestinas. Alguns ajudaram esse genocídio concretamente. As bases militares e soldados dos EUA nesses países, uma vez que Washington é o grande patrocinador das ações de Israel, são utilizadas diariamente para fornecer apoio ao exército israelense. Além disso, países como Jordânia, Arábia Saudita e Emirados Árabes fornecem material de inteligência a EUA e Israel sobre as movimentações e planos do Eixo da Resistência. Mas o mais grave é o apoio direto a Israel. As exportações do Cairo para Tel Aviv dobraram em maio de 2024, comparadas com o mesmo mês do ano anterior – apesar das humilhações impostas por Israel ao Egito, com o assassinato de militares e as crises em Rafah. Ou seja, enquanto ao menos 35.000 palestinos já haviam sido dizimados (segundo números oficiais), o Egito duplicava o envio de produtos essenciais para manter a máquina de guerra israelense. O mesmo foi observado sobre as exportações da Jordânia e dos Emirados Árabes, enquanto as da Turquia diminuíram mas não cessaram e garantiram um apoio importante para a sobrevivência do regime de Netanyahu, apesar das vociferações de Erdogan em comícios populistas. Após permitirem a destruição de Gaza, agora querem discutir sua reconstrução. Muitos temem que a dispersão de palestinos fora de Gaza desestabilize a frágil estrutura política e social de seus países. A causa palestina é a causa comum de todos os povos do Oriente Médio e fator de instabilidade interna no Egito, na Jordânia, no Líbano, no Kuwait e em outros países nas últimas décadas. Além disso, as monarquias e empresários cataris, emires, sauditas e turcos poderão obter bons lucros e influência na pretensa reconstrução de Gaza. Claro, em parceria com o capital norte-americano e europeu, porque, mesmo que declarem oposição a uma “Riviera do Oriente Médio”, sabem que os EUA e Israel não vão abrir mão do que conquistaram nesse genocídio. Enquanto os líderes árabes se reúnem novamente para projetar o futuro de Gaza, Israel continua desrespeitando o cessar-fogo, atacando a zona, bloqueando o acesso de ajuda humanitária, retendo os sequestrados que deveriam ser devolvidos, e abre novas frentes, com a invasão à Cisjordânia há mais de um mês (inclusive com tanques) e o deslocamento forçado do maior número de habitantes desde 1967. Ver mais em https://port.pravda.ru/mundo/58565-cupula_covardes/

JOHN DRAMANI MAHAMA EM ABIDJAN: Uma viagem pela razão.

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Depois do Senegal e da Gâmbia, o presidente ganês, John Dramani Mahama, está em visita oficial à Costa do Marfim. Houve uma sessão de trabalho com seu homólogo Alassane Dramane Ouattara (ADO), com quem ele mantém excelentes relações. Esta foi uma oportunidade para os dois líderes relembrarem a qualidade das relações existentes entre Gana e a Costa do Marfim, dois países vizinhos ligados pela história e pela geografia, mas também por "valores comuns como a paz, a união dos povos africanos, o respeito pelas tradições e o respeito pelos valores democráticos". Isso pode explicar que, a partir daí, entendamos por que, imediatamente após seu retorno à Jubilee House, John Dramani Mahama decidiu viajar para a Costa do Marfim, que, em 2016, o elevou à Dignidade de Grã-Cruz da Ordem Nacional, a mais alta distinção honorária do país. Com esta viagem, o presidente ganês pretende estreitar os laços existentes entre Accra e Abidjan, especialmente à luz do contexto sub-regional caracterizado por uma crise de segurança sem precedentes. De fato, embora seja verdade que Gana é um dos raros países costeiros que não sofreu ataques terroristas, o mesmo não é verdade para a Costa do Marfim, que registrou vários em seu território. A ADO e John Dramani consideraram necessário chegar aos países da Aliança dos Estados do Sahel (AES) Daí a necessidade de unir esforços, principalmente quando sabemos que os grupos terroristas armados que semeiam morte e desolação em seu caminho não conhecem fronteiras. Não é dito que quando a casa do seu vizinho está pegando fogo, você tem que tomar as medidas necessárias para ajudar a conter o fogo, caso contrário as chamas se espalharão? Por um motivo, essa viagem é uma delas. É, aliás, por isso que a ADO e John Dramani consideraram necessário chegar aos países da Aliança dos Estados do Sahel (AES), que são o Burkina, o Mali e o Níger, vítimas da insegurança ligada ao terrorismo, que fecharam a porta à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). De fato, o presidente Ouattara pediu ao seu anfitrião do dia que usasse toda a sua influência para garantir que os três países irmãos acima mencionados, para os quais ele nomeou um representante especial, pudessem permanecer na organização da África Ocidental, acreditando que é melhor com 15 do que com três. O chamado do número um da Costa do Marfim será ouvido? John Dramani Mahama terá sucesso onde outros falharam? Vamos esperar para ver. No mínimo, sabemos que os três líderes da AES sempre proclamam a quem quiser ouvir que sua decisão de deixar a CEDEAO é irreversível. Eles concordarão em recuar? Nada é menos certo. fonte: lepays.bf

PLíderes da UE reúnem-se para discutir o futuro da Ucrânia enquanto Trump insiste num acordo de paz rápido

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A cimeira especial de quinta-feira foi convocada em reação à decisão unilateral de Donald Trump de iniciar negociações com Vladimir Putin. Os 27 líderes da União Europeia estão reunidos em Bruxelas para discutir o futuro da Ucrânia, país candidato a aderir ao bloco, em meio à exigência maximalista de Donald Trump de que um acordo para acabar com a guerra da Rússia seja fechado o mais rápido possível. É a primeira vez que os chefes de Estado e de Governo se reúnem na mesma sala desde que o presidente norte-americano manteve uma conversa telefónica de 90 minutos com Vladimir Putin e decidiu lançar negociações para pôr fim à invasão de três anos. A crescente adesão de Trump aos pontos de vista do Kremlin, a sua recusa em condenar a Rússia como agressora e o seu extraordinário confronto com Volodymyr Zelenskyy na Sala Oval abalaram profundamente a UE e alimentaram o receio de que Washington consiga um acordo com Moscovo e depois obrigue Kiev a aceitar ou não. As tensões diminuíram ligeiramente esta semana, depois de Zelenskyy ter lamentado o confronto na Sala Oval e elogiado a "forte liderança" de Trump. O republicano respondeu positivamente, dizendo que "apreciava" as palavras de Zelenskyy. "É altura de acabar com esta guerra sem sentido. Se quisermos acabar com as guerras, temos de falar com os dois lados", disse Trump ao Congresso. Apesar do aparente desanuviamento, a Casa Branca manteve uma suspensão temporária da ajuda militar e da partilha de informações com Kiev, duas decisões que correm o risco de ter consequências desastrosas para o país num momento crítico no campo de batalha. "Os Estados Unidos da América, nosso aliado, mudaram a sua posição nesta guerra, apoiando menos a Ucrânia e deixando dúvidas sobre o que vem a seguir", afirmou o presidente francês Emmanuel Macron, num discurso transmitido pela televisão. "Quero acreditar que os EUA estarão ao nosso lado, mas temos de estar preparados para que não seja esse o caso". Ao reunirem-se na quinta-feira para uma cimeira especial, convocada em reação às conversações entre os EUA e a Rússia, os 27 líderes tentarão projetar unidade e determinação no seu apoio coletivo à Ucrânia e responder a algumas das questões mais prementes, tais como o tipo de garantias de segurança que a UE pode dar, quanto dinheiro adicional está disposta a dedicar e até onde pode ir para compensar a ausência dos EUA. Poderá também ser discutida a questão da nomeação de um enviado especial para as negociações, embora não seja provável que, nesta fase, seja apresentada uma lista de nomes. Zelenskyy deslocar-se-á à cidade para falar pessoalmente com os chefes de Estado e de Governo. Mas o esforço para cerrar fileiras pode ser enrugado por Viktor Orbán, que se alinhou totalmente com a nova administração dos EUA e ameaçou fazer descarrilar qualquer nova iniciativa que, na sua opinião, poderia prejudicar o esforço de negociação de Trump. Orbán opõe-se particularmente à abordagem "paz através da força", uma vez que implica mais assistência militar a Kiev. "Existe uma divisão estratégica, uma fratura transatlântica entre a maioria da Europa e os Estados Unidos da América sob o comando do Presidente Trump", disse Orbán antes da cimeira, dando o mote. Não é claro, nesta fase, qual será a influência de Orbán nas conclusões da cimeira, que devem ser aprovadas por consenso. O primeiro-ministro húngaro tem um historial de exercer o seu poder de veto, para depois ceder no último minuto. Diplomatas e funcionários passaram os últimos dias a afinar as conclusões para acomodar todos os pontos de vista, mas não excluem o cenário em que um texto final, mais ambicioso, seja assinado pelos 26 líderes, ou 25, se a Eslováquia se juntar à Hungria. O último projeto de conclusões a que a Euronews teve acesso inclui uma breve referência ao fundo comum proposto pela Alta Representante Kaja Kallas para aumentar rapidamente os fornecimentos letais e não letais à Ucrânia, que a Hungria sugeriu que iria vetar. Até ao momento, o plano de Kallas não foi quantificado, com especulações em Bruxelas que vão desde os 10 mil milhões de euros até aos 40 mil milhões de euros. "A iniciativa será claramente mencionada. Só precisa de ser mais trabalhada", disse um diplomata sénior da UE. "Gostaríamos muito de ver uma soma (de dinheiro). Isso teria sido um sinal muito claro para a Ucrânia, mas também para os outros, de que estamos a assumir a nossa responsabilidade". A oposição de Orbán coincide com o surgimento de uma "coligação dos dispostos", constituída por nações democráticas empenhadas em apoiar a Ucrânia durante e após as negociações, através de garantias de segurança, como botas no terreno e proteção aérea. A França, a Dinamarca e a Suécia, bem como países não pertencentes à UE como o Reino Unido, a Noruega e a Austrália, já manifestaram interesse em aderir à coligação nascente. Todos eles, no entanto, insistiram que a sua contribuição deve ser acompanhada de uma proteção americana. Trump não mostrou qualquer indicação de que iria fornecer essa barreira, defendendo, em vez disso, um acordo sobre minerais como uma espécie de dissuasão económica contra a Rússia. "Este é um debate prematuro. Não temos um acordo de paz, nem sequer temos negociações para alcançar um cessar-fogo. É prematuro especificar o que tem de ser feito", disse um alto funcionário da UE. "Mas não podemos ignorar que o contexto mudou. Muitos dos nossos Estados-Membros disseram que estariam dispostos a participar na coligação". A cimeira de quinta-feira também abordará as despesas com a defesa, com base na recente proposta de Ursula von der Leyen para mobilizar até 800 mil milhões de euros em investimentos adicionais. Para Bruxelas, ambas as questões - o futuro da Ucrânia e as despesas militares - tornaram-se essencialmente as duas faces da mesma moeda. Para garantir a sobrevivência da Ucrânia como uma democracia soberana e estável, os Estados-membros terão de reforçar os seus exércitos nacionais para controlar o expansionismo da Rússia e garantir uma paz duradoura. "Não pode haver negociações que afectem a segurança europeia sem o envolvimento da Europa", diz o projeto de conclusões. "A segurança da Ucrânia, da Europa e do mundo estão interligadas." fonte:https://pt.euronews.com/

O Produto Interno Bruto (PIB) de Angola cresceu 4,4% em 2024 face ao ano anterior, segundo dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística. Mas, no reino do MPLA, gasta-se mais em juros da dívida do que e saúde e educação, mas isso faz parte do ADN de quem nos desgoverna há 50 anos.

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De acordo com a Folha de Informação Rápida relativa às contas trimestrais do IV trimestre, esta variação positiva é atribuída fundamentalmente às actividades de Extracção de diamantes, Minerais metálicos e outros (44,8%); Transportes e armazenagem (10,4%); Pesca (12,2%); Electricidade e água (6,5%); Comércio (4,6%); Outros serviços (4,9%); Administração Pública, Defesa e Segurança Social Obrigatória (4,3%), Agro-pecuária (3,5%) e Extracção e refinação de petróleo (2,8%) O PIB em termos homólogos cresceu 3,6 % no quarto trimestre face ao trimestre anterior, segundo o INE. As actividades que mais contribuíram, em termos de participação, e constituíram factores importantes para o desempenho da actividade no PIB do IV Trimestre de 2024 foram Extracção e refinação do petróleo bruto e gás natural com 23,8%; Comércio com 22,1%; seguida da Produtos da Indústria Transformadora com 10,6%, Agro-pecuária e Silvicultura com 9,1%; Pesca com 8,4% e Outros serviços com 8,2%. O Produto Interno Bruto no quarto trimestre de 2024 totalizou 23 025 128 milhões de kwanzas (23 mil milhões de euros), sendo que 259 451 milhões de kwanzas (268 milhões de euros) correspondem aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. MAIS EM JUROS DA DÍVIDA DO QUE EM SAÚDE E EDUCAÇÃO Angola, há 50 anos governada pelo MPLA, é um dos países africanos que gasta mais dinheiro a pagar os juros da dívida do que a investir na educação e saúde, diz o Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas (UNDESA). Nada de novo, dirão – entre outras testemunhas oculares – os 20 milhões de pobres que existem no país. O relatório sobre a Situação e Perspectivas Económicas para 2025, divulgado pelas Nações Unidas, revela que “em várias das maiores e mais populosas economias de África, incluindo Angola, Egipto, Gana, Nigéria e Uganda, os pagamentos de juros da dívida excederam o total de despesas em educação e saúde nos últimos anos, mostrando as difíceis escolhas políticas que os governos enfrentam”. No documento, os peritos da ONU dizem que “os desafios orçamentais são mais severos em África, onde o custo em crescimento rápido de servir a dívida está, cada vez mais, a afastar recursos essenciais para os serviços públicos e o investimento” em áreas que permitam o desenvolvimento económico. A média de pagamentos dos juros da dívida em percentagem das receitas fiscais em África chegou a 27% no ano passado, aumentando significativamente face aos 19% registados em 2019 e aos 7% em 2007, demonstrando o impacto que a dívida crescente tem nas opções políticas dos governos africanos. Alguns destes países, incluindo Angola, têm de gastar mais de 25% da sua receita para servir os juros da dívida, lê-se no relatório, divulgado na mesma altura em que uma outra análise da Organização Não-Governamental Debt Justice aponta Angola como o país do mundo em que uma maior percentagem da receita (66%) é usada para pagamento de dívida. Angola vai ter de pagar 6,2 mil milhões de dólares (5,9 mil milhões de euros) em 2025, representando 5,2% do PIB, e 5,4 mil milhões de dólares (5,1 mil milhões de euros) em 2026, representando 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB), o que compara com os 5,4 mil milhões de dólares que o país pagou em 2024, diz a Fitch Ratings numa análise recente à economia angolana, apresentando estes valores como o total de dívida que será paga nestes anos, que inclui os juros e os pagamentos na maturidade dos empréstimos. “As experiências recentes de protestos no Quénia e na Nigéria devido a aumento de impostos e dificuldades económicas mostram o delicado equilíbrio que os decisores políticos têm de garantir entre fortalecer a sustentabilidade orçamental e evitar medidas que dificultem ainda mais as finanças das famílias e a estabilidade social”, escrevem os economistas da ONU no relatório sobre a situação económica em África. A cooperação multilateral e os esforços globais são essenciais para aliviar o fardo do serviço da dívida em muitas economias em desenvolvimento, acrescentam, concluindo que “expandir o acesso a financiamento concessional, iniciativas coordenadas internacionais para alívio da dívida e o fortalecimento de mecanismos globais para facilitar a reestruturação da dívida podem expandir significativamente o espaço orçamental para estes países investirem no desenvolvimento sustentável de longo prazo”. De facto, Angola usa dois terços da receita fiscal para pagar a dívida, o que é a percentagem mais alta do mundo. Segundo a Organização Não Governamental Debt Justice, da lista dos 84 países analisados num relatório sobre os pagamentos de dívida em função do total de receita fiscal prevista para 2024 e 2025, Angola vai canalizar 66,4% das receitas para pagar a dívida este ano, agravando a situação face aos 64,7% pagos no ano passado. Na tabela que mostra a dificuldade dos países em servir a dívida que se avolumou nos últimos anos, a Guiné-Bissau também aparece nos 20 primeiros, mas com uma percentagem bastante menor: 23,7% e 21,5% do total de receita fiscal em 2024 e 2025, respectivamente. No relatório, esta ONG não apresenta valores concretos para o volume de dívida, mostrando apenas o valor em percentagem da receita fiscal, mas a agência de notação financeira Fitch Ratings escreveu recentemente que os pagamentos da dívida de Angola vão chegar quase a seis mil milhões de euros este ano. Angola vai ter de pagar 6,2 mil milhões de dólares (5,9 mil milhões de euros) em 2025, representando 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB), e 5,4 mil milhões de dólares (5,1 mil milhões de euros) em 2026, representando 4,2% do PIB, o que compara com os 5,4 mil milhões de dólares que o país pagou em 2024, diz a Fitch. “Os países de baixo rendimento deverão ter pago uma média de 15% das receitas em pagamentos de dívida externa, no ano passado, e vão gastar pelo menos 14% este ano”, aponta-se no relatório da Debt Justice, que defende um perdão de dívida por parte dos credores que permita a estas economias financiarem o seu desenvolvimento. De acordo com a classificação do Banco Mundial, do grupo dos PALOP – Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa só a Guiné-Bissau e Moçambique são países de baixo rendimento, elegíveis, portanto, para financiamento concessional de várias entidades, ao passo que todos os outros estão no patamar dos países de médio rendimento, o que torna o financiamento internacional automaticamente mais caro. Contas públicas, fretes privados Segundo as contas da agência de notação financeira Standard & Poor’s (S&P), a dívida pública de Angola irá descer para 64% do PIB até 2025, depois de ter atingido o pico de 131% em 2020 “Esperamos que a dívida governamental de Angola vá continuar a cair para 64% do PIB até 2025, depois de ter atingido um pico de 131% em 2020; o declínio na dívida depende dos preços favoráveis do petróleo, que devem impedir uma desvalorização abrupta da moeda”, dizem os analistas. “Os níveis da dívida de Angola são elevados”, afirmam, salientando, ainda assim, que “quase 40% da dívida foi em termos concessionais [abaixo das taxas de juro comerciais] a credores bilaterais e multilaterais”, nomeadamente chineses. “Angola depende fortemente dos empréstimos chineses, que compõem cerca de 40% da dívida externa e quase 30% da dívida total registada no final de 2021”, dizem os analistas no relatório. “A nossa visão actual é que as fontes de financiamento e as reservas externas são suficientes para mitigar os riscos imediatos de liquidez, mas se as taxas de juro a nível global subirem, isso pode afectar o sentimento dos investidores e aumentar os custos de endividamento para Angola”, alertam. Em Fevereiro de 2022, a ministra das Finanças de Angola disse que a dívida pública angolana era de 67,5 mil milhões de dólares (59,6 mil milhões de euros), assegurando que a sua gestão continuava a ser sustentável. Desses 59,6 mil milhões de euros, 17,6 mil milhões pertencem à China. Vera Daves de Sousa disse que o valor rigoroso da dívida varia muito em função da taxa de câmbio, porque existem dívidas em kwanzas, algumas indexadas à taxa de câmbio, e dívida em moeda externa. “De modo que a performance da taxa de câmbio dólar/kwanza faz logo mexer o valor, na dívida que é indexada à taxa de câmbio, e isso faz com que os números possam variar, mas ronda em torno dos 67 mil milhões de dólares”, frisou. Segundo Vera Daves de Sousa, o maior credor (dono do dono) de Angola continua a ser a China, com uma dívida de 20 mil milhões de dólares (17,6 mil milhões de euros), um valor que o governo espera começar a reduzir. Previsivelmente será uma dívida que nunca será paga mas apenas amortizada, de modo a que o principal credor (a China) continue a mandar em Angola. “Vamos recomeçar e então o valor dessa dívida vai recomeçar progressivamente a reduzir e aí os pesos vão mudar em função dessa amortização”, salientou. A governante angolana citou igualmente o “peso interessante [da dívida] do Reino Unido” e igualmente com o mercado interno, “que vai reduzindo”, facto constatado ano a ano, à medida que se vence a dívida, o Estado “mobiliza menos”. “Quando vence uma obrigação de tesouro ou bilhete de tesouro nós pagamos aos credores e ao ir ao mercado fazer novas emissões captamos menos do que pagamos, de modo que o endividamento líquido é menor, comparativamente àquilo que tem sido nos anos passados, de modo que o nível de exposição dos bancos locais a títulos do Estado também tem reduzido por essa via”, informou. A titular da pasta das Finanças referiu ainda que além da dívida pública financeira, aquela que decorre de acordos de financiamento com bancos, com organizações financeiras internacionais ou obrigações de tesouro, bilhetes de tesouro, existe a dívida pública comercial. Sobre este segundo grupo, a ministra disse que têm incentivado e motivado os gestores públicos, as unidades orçamentais, a fazerem com que ela não surja, incentivando o respeito pelas regras de execução do orçamento, além de incentivarem igualmente as empresas que aceitam prestar serviços ou entregar bens, com base num contrato sem provar que o contrato está visado, sem estar provado que a despesa está orçamentada, a evitarem esta prática. “Nós temos reservado para tratar dessa dívida 2013-2018, no Orçamento Geral do Estado de 2022, 450 mil milhões de kwanzas (783,8 milhões de euros) e tudo que está fora dessa janela temporal deve ser tratado pelas próprias unidades orçamentais com o seu orçamento no exercício corrente”, disse. A governante reconheceu (o que é politicamente relevante porque o MPLA é quem está no Poder há 47 anos) que existiu, no passado, alguma “indisciplina orçamental”. Alguma? Pois! “Se tivesse havido disciplina, não estaríamos nessa situação, porque todas as operações que foram realizadas respeitando as regras de execução orçamental e que transitaram de um exercício para outro, como ordens de saque, restos a pagar, todas, até 2020, estão pagas”, referiu Vera Daves, passando um atestado de criminosa incompetência aos anteriores governos… ou candidatando-se a uma… exoneração. No entanto, “temos agora umas que transitaram de 2021 para 2022, que estão em tratamento, mas de 2020 para trás está tudo pago, de modos que quem respeitou as regras não tem problemas nenhuns, todos os reclamantes resultam de situações que envolvem desrespeito pelas regras de execução orçamental”, realçou. Vera Daves de Sousa disse que todos os Estados se financiam, sendo importante agora continuar a gerir esse endividamento, mas “de forma racional e prudente”. “No sentido de procurar as soluções financeiras menos onerosas possíveis e no sentido de assegurar que esses recursos que estão a ser mobilizados servem projectos que vão acrescentar valor à economia e que vão ajudar o PIB a crescer, nessas duas vias, porque o endividamento é normal e temos estado a notar que ano a ano as necessidades brutas de financiamento diminuem”, acrescentou. “Em termos líquidos, se fosse para tirar esses compromissos de amortizações – estamos a endividar-nos em 500 e tal mil milhões de kwanzas (870,9 milhões de euros) – são as necessidades líquidas de financiamento. De modo que, o grosso é, no fundo, para nos refinanciarmos, usando diferentes alternativas, financiamentos multilaterais, Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, Agência Francesa de Desenvolvimento, financiamento de instituições financeiras, financiamento comercial, com as melhores condições possíveis” disse. Folha 8 com Lusa

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Cabo Verde: Governo conta implementar este ano campanha para sensibilização ao serviço militar obrigatório.

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Governo conta implementar este ano campanha para sensibilização ao serviço militar obrigatório O Governo conta implementar este ano uma campanha para sensibilização ao serviço militar obrigatório por forma a divulgar os benefícios da carreira militar e promover as oportunidades de formação no seu seio e nas academias. O anúncio foi feito hoje pela ministra de Estado e da Defesa Nacional, Janine Lélis, quando presidia o acto central das comemorações do 58.º aniversário das Forças Armadas, no Mindelo, mais concretamente na Praça Dom Luís. Conforme a ministra, o Governo está a “empoderar” as Forças Armadas e a estreitar os laços da instituição castrense com a sociedade cabo-verdiana, promovendo e aumentando a confiança, para que possa, também, compreender e apoiar a sua missão. “Precisamos garantir que a população se sinta parte do processo de segurança e defesa nacional, e isso é uma missão de todos”, enfatizou a mesma fonte, que deu conta de algumas medidas em curso neste sentido, entre elas a campanha a ser lançada este ano para a sensibilização para o serviço obrigatório. A intenção desta acção, precisou, é mostrar que vale a pena lutar pela pátria, também revelar os benefícios da carreira militar e promover as oportunidades de formação profissional e nas academias. “São estas as nossas intenções e ambições e nós estamos seguros de que, com dedicação, com entrega de todos, estaremos a cumprir para com o nosso país”, considerou Janine Lélis. Também presente no acto, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, contra-almirante António Monteiro, apontou a “fraca adesão” dos jovens às Forças Armadas, especialmente na ilha de Santiago, como um dos maiores desafios da instituição castrense. “O que tem trazido vicissitudes a nível do complemento do efectivo das Forças Armadas”, asseverou a mesma fonte com expectativas de que o estudo encomendado pelo Governo sobre o assunto possa trazer respostas sobre as causas e soluções para o problema. “Porque os meios de nada valem sem os homens e mulheres que os operam”, lançou António Monteiro. Por outro lado, referindo-se a meios, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas anunciou que “brevemente” o navio-patrulha Guardião deverá estar em operações, uma vez que foi iniciado o processo de reparação do mesmo. O acto central da celebração do Dia das Forças Armadas, que aconteceu no centro da cidade do Mindelo, contou com a apresentação da força em parada e honras militares e ainda condecorações a militares que se distinguiram por bom comportamento e serviço militar relevante. Diversos momentos que foram testemunhados por entidades e populares. fonte: asemana.cv

Senegal: Regresso às aulas para os tribunais: A primeira para Bassirou Diomaye Faye, esta quinta-feira.

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Nesta quinta-feira, 16 de janeiro, às 10h, será realizada a cerimônia solene de retorno dos tribunais para o ano judiciário de 2025. "Ocorrerá na sala de audiências do Supremo Tribunal de Justiça, sob a presidência efetiva do Presidente da República, Presidente do Conselho Superior da Magistratura", indicam os serviços de comunicação do Supremo Tribunal. Uma estreia para Bassirou Diomaye Diakhar Faye, eleito Chefe de Estado do Senegal em março passado. O Conselheiro Delegado da Suprema Corte, Latyr Niang, fará o discurso habitual sobre o tema “Direito de greve e preservação da ordem pública”. fonte: seneweb.com

África e a saga dos presidentes vitalícios.

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Ao contrário do Senegal, que parece ter conseguido vencer a batalha pelas presidências vitalícias, num número crescente de países africanos o verdadeiro problema não reside tanto na idade avançada dos seus líderes, mas na sua capacidade de permanecerem no poder a qualquer custo. . Esses presidentes, às vezes com várias décadas de existência, mostram-se hábeis em manter sua cadeira presidencial, como se ela fosse indestrutível, apesar do passar dos anos. Uma das declarações mais marcantes sobre o assunto é a de Youssou Ndour, que afirmou que "o homem negro ama muito poder". Uma reflexão que, embora pareça geral, parece particularmente correta quando observamos os exemplos mais emblemáticos. O caso de Alassane Ouattara é uma ilustração flagrante disso. No cargo desde 2011, o presidente marfinense não hesita em declarar que "quer continuar a servir" o seu país, embora permaneça vago sobre a sua candidatura a um quarto mandato em 2025. Com mais de 80 anos, ele jura que está " com boa saúde", o que não deixou de fazer seus oponentes reagirem. Seus detratores, por sua vez, ressaltam que nenhum homem vive para sempre e que a longevidade de um líder não deve ser confundida com a de seu mandato. Outro exemplo edificante é o de Paul Biya, o presidente de Camarões. Com quase 92 anos, este último exerce uma presidência ininterrupta desde 1982. Uma longevidade que desperta admiração ou repúdio, dependendo do ângulo de onde se olha. Embora frequentemente visto em uma cadeira de rodas, com problemas de saúde e com uma bengala na mão, Biya assegura que ainda está "determinado a servir", prevendo um oitavo... mandato para 2025. Seus comentários às vezes parecem fazer parte de um formulário de negação, mas neste país é proibido criticar o estado de saúde de alguém que é percebido como um "deus", à frente de um sistema onde a imagem do presidente é quase sagrada. Esse tabu, embora absurdo, personifica a realidade da governança, onde as dinâmicas de poder são frequentemente congeladas, protegidas de qualquer questionamento. Se a longevidade dos presidentes africanos levanta questões legítimas sobre sua capacidade de responder às necessidades contemporâneas de suas populações, ela também destaca uma forma de cultura política em que o poder se torna um fim em si mesmo. A África, com suas contradições, seus talentos e seus excessos, continua a nos surpreender. Mas uma questão permanece: em que momento um líder deve abrir mão de seu assento para dar lugar à juventude e à inovação, que ele frequentemente defende em seus discursos? O cenário político africano parece ter um problema com a finitude. Mas diante de cadeiras presidenciais tão "inquebráveis", fica mais difícil acreditar em uma renovação saudável do poder. fonte: seneweb.com

Senegal: Anunciado fim da presença militar francesa: Nuvens de preocupação sobre o distrito de Geille (Ouakam).

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Em fase de anúncio desde 28 de novembro de 2024, a data agora está definida para o fim da presença militar francesa no Senegal. O Presidente da República Bassirou Diomaye Faye, que já havia anunciado suas intenções em uma série de entrevistas concedidas à mídia francesa na véspera da comemoração do 80º aniversário do massacre de Thiaroye em 1944, finalmente foi muito claro ao declarar: “o fim de toda a presença militar de países estrangeiros no Senegal, a partir de 2025”. “O Senegal é um país independente, é um país soberano e a soberania não acomoda a presença de bases militares estrangeiras”, disse ele em 28 de novembro, enfatizando que o cronograma ainda não foi estabelecido. e que a prioridade será dada aos franceses autoridades. As coisas aparentemente se moveram na velocidade da luz após esta primeira declaração, pois um mês depois, em 31 de dezembro de 2024, durante seu tradicional discurso à Nação, o Chefe de Estado fixou uma data (2025) para a partida de todas as tropas estrangeiras (francesas e outras). ) do Senegal. Optando por uma nova forma de acordos mais respeitadores dos princípios soberanistas, o Presidente Faye “instruiu o Ministro das Forças Armadas a propor uma nova doutrina de cooperação em matéria de defesa e segurança, envolvendo, entre outras consequências, o fim de toda a presença militar de países estrangeiros no Senegal, a partir de 2025”. Preocupação entre EFS Uma situação que a antiga potência colonial certamente previu, mas não se preparou, mesmo que o presidente Emmanuel Macron tenha afirmado o oposto em 6 de janeiro, durante uma reunião com diplomatas franceses. De fato, desde 2023, Paris havia planejado reduzir o tamanho dos Elementos Franceses no Senegal (EFS), diminuindo seu número de 500 em 2023 para 250 no verão de 2024, mas a retirada não era uma opção. Desde o anúncio de 31 de dezembro, os militares estabelecidos em Dacar sentem que esta terra de Téranga está escapando de seus pés. No quartel-general do General Frédéric Geille, na estrada Ouakam, o espectro de uma partida iminente espreita. Uma calma incomum reina na entrada da fortaleza. Segundo uma fonte diplomática francesa que falou ao Seneweb, a "preocupação" está crescendo entre os 250 soldados franceses alojados nesta base em Ouakam. Muitos deles, especialmente os permanentes (muitas vezes vêm com as suas famílias e têm uma estadia longa de 2 ou 3 anos), criaram “laços muito fortes” com o país de Téranga e estão apreensivos - de coração partido - com esta retirada. . iminente. “Muitos deles partirão no verão de 2025”, disse nosso contato. A consternação dos 160 funcionários civis senegaleses Eles não são os únicos sobre quem esta decisão política com forte impacto social caiu como um golpe de martelo. Funcionários civis senegaleses também receberam a notícia com amargura. De fato, de acordo com nossa fonte francesa, a EFS emprega atualmente 160 trabalhadores civis senegaleses contratados para tarefas que vão de “administração” a “manutenção”. Um número significativamente maior em 2011-2012, durante o primeiro intervalo entre o EFS e o Estado do Senegal, sob a presidência de Abdoulaye Wade. Na época, a EFS tinha dois grandes distritos em Dacar (o 23º BIMA em Bel Air e Geille em Ouakam) com mais de 1.200 elementos e empregava pelo menos "3.000 civis senegaleses", incluindo 400 sob contrato, pagos diretamente pelos franceses. exército. No entanto, a nossa fonte salienta que durante uma reunião com oficiais franceses durante as férias de Natal, foi discutido entre as duas partes "um plano de despedimento", mas as negociações ainda não foram abertas, uma vez que elementos de enquadramento terão necessariamente de estar em linha com a retirada. cronograma que o Estado do Senegal ainda não entregou ao EFS. No entanto, os funcionários civis senegaleses reconhecem que o EFS é "um empregador muito bom" e são muito mais bem pagos do que em outros lugares. O salário médio na EFS é “muito mais alto” do que o praticado em outros lugares. Eles têm cobertura médica e social. Escola Secundária Jean-Mermoz em Ouakam: cerca de quarenta alunos afetados Os funcionários civis senegaleses certamente não serão os únicos a sofrer as repercussões socioeconômicas da retirada dos soldados franceses. Em Ouakam, onde estes últimos se tornaram "cidadãos" de pleno direito, sua partida é aguardada com tristeza no coração, principalmente em certos negócios. Este é o caso desta grande marca de varejo “U”. Questionado sobre esta decisão controversa, o responsável do Magasin U em Ouakam, Salif Sy, confidenciou: “É verdade que a EFS tem um supermercado no bairro de Geille, mas acontece frequentemente que certos soldados ou as suas famílias vêm aqui para obter produtos que eles não encontram lá. E desse ponto de vista, a saída deles obviamente significará menos clientes para nós." Já na Escola Secundária Jean-Mermoz, em Dacar, a retirada das tropas francesas terá um impacto menos considerável, segundo o diretor Daniel Djimadoum, que recebeu Seneweb em seu gabinete. "Para mim", ele confidencia, "o impacto na escola de uma redução de pessoal ou do desaparecimento da base militar francesa já ocorreu, se é que ocorreria". Porque, continua o diretor, "hoje, a equipe do distrito de Geille é composta muito menos por famílias do que por jovens casais ou indivíduos. Não tenho muitos alunos restantes do acampamento de Geille. Hoje, tenho cerca de quarenta crianças que vêm do campo de Geille. Nos anos anteriores, tive mais de cem quando o acampamento Geille estava lotado. O que significa que, de um total de 2.500 alunos no estabelecimento, cerca de quarenta alunos não é muito." Estabelecimento educacional francês, o Lycée Mermoz “não vive e nunca viveu graças à base militar”. “Temos uma força de trabalho extremamente diversificada. Se a existência de escolas secundárias francesas no exterior tinha como objetivo inicial acolher crianças francesas em diferentes territórios e oferecer-lhes educação continuada, felizmente não paramos nas crianças francesas. Este ano, por exemplo, 60% dos nossos funcionários são crianças francesas, 24% são senegalesas e 15% são nacionais de países terceiros, o que representa 69 nacionalidades. “Temos a sorte de sermos atrativos a ponto de termos uma lista de espera para nos inscrevermos no estabelecimento”, comemora o Sr. Djimadoum. fonte: seneweb.com

Senegal: Caso dos 94 mil milhões: o caso foi relançado, o DIC apreendeu.

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O Ministério Público Financeiro encaminhou o assunto ao DIC para uma investigação sobre a disputa em torno do Título de Terra 1451/R, conhecido como "caso de 94 bilhões". Este processo diz respeito a um terreno com uma área de 258 hectares localizado na área de Rufisque e avaliado em 94 bilhões de francos CFA. Inicialmente, era uma disputa entre os herdeiros de Ousmane Mbengue e Djily Mbaye, um marabu e empresário muito rico que morreu em 1991. O caso tomou um rumo político quando Ousmane Sonko, então membro do parlamento (oposição), se envolveu, denunciando a expropriação de uma família indigente (os Mbengue) com a cumplicidade de altos funcionários. Tahibou Ndiaye e Mamour Diallo, respectivamente ex-diretores do Registro de Terras e da Propriedade do Estado, foram implicados neste caso. Em 15 de outubro, sete meses após o Tribunal Superior de Dacar ter ordenado o cancelamento da pré-notificação sobre o título de propriedade em questão, os advogados dos herdeiros de Ousmane Mbengue apresentaram queixa ao Ministério Público Financeiro. O pedido deles se baseia em um relatório do OFNAC que indica, de acordo com os demandantes, "que grandes somas foram coletadas [no contexto deste caso] por estruturas ou pessoas terceirizadas sem seu conhecimento e com a cumplicidade de altos funcionários". funcionários públicos do Estado do Senegal”. É para esclarecer tudo isso que o Ministério Público Federal abriu uma investigação. Segundo o Libération, o promotor está investigando quatro acusações: fraude, quebra de confiança, falsificação e uso de falsificação e lavagem de dinheiro. O jornal enfatiza que os herdeiros do falecido Mbeugour Mbengue, que estão participando do processo, se constituíram como partes civis. seneweb.com

Melhorar a qualidade dos cuidados de saúde no Burkina: um lote de equipamentos avaliado em mais de 5 mil milhões de FCFA entregue ao Ministério da Saúde. "ISSO QUE É GOVERNAR PARA O POVO!"

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Nesta terça-feira, 31 de dezembro de 2024, S.E. o Primeiro-Ministro, Rimtalba Jean Emmanuel Ouédraogo, acompanhado pelo Ministro da Saúde, Dr. Robert Kargougou, o Ministro responsável pela Justiça, o Ministro responsável pela Juventude, o Ministro responsável pela Ação humanitário e responsável pela infraestrutura, presidiu a cerimônia oficial de entrega, em Ouagadougou, de um grande lote de equipamentos logísticos e médico-técnicos móveis, destinados às unidades de saúde do país. A cerimônia de entrega contou com a presença dos principais departamentos centrais e regionais beneficiários, bem como de parceiros técnicos e financeiros. Trata-se da entrega oficial de um grande lote de equipamentos logísticos e médico-técnicos móveis, constituído por dez (10) ambulâncias, trinta e nove (39) camionetas e seiscentos e vinte e cinco (625) motociclos, equipamentos de bloco operatório. , equipamentos de ressuscitação e 83 equipamentos de laboratório. Para o Primeiro-Ministro Rimtalba Jean Emmanuel Ouédraogo, este importante lote de equipamentos custou aproximadamente 5,8 bilhões de francos CFA e mais uma vez concretiza o compromisso do Presidente do Faso de melhorar significativamente e de forma sustentável a prestação de cuidados de saúde em Burkina Faso.
O Primeiro-Ministro também enfatizou que este é um lote de equipamentos muito importante no sentido de que realmente nos permitirá atingir dois grandes objetivos. Isto implica, por um lado, melhorar a qualidade dos cuidados de saúde prestados aos burquinenses em todo o país e, por outro lado, melhorar as condições de trabalho destes bravos profissionais de saúde que, apesar de todas as dificuldades, lutam todos os dias com espírito de sacrifício para que todos os burquinenses possam se beneficiar de cuidados de saúde de qualidade.
Para a Diretora Regional de Saúde do Centro-Sul, Dra. Anta Doro/Soré, beneficiária, os equipamentos adquiridos contribuirão muito para melhorar significativamente a qualidade dos cuidados. O que, ela diz, reduzirá as emergências de saúde que ainda são um problema. Quanto ao Diretor Geral da Burkina Faso Biomedical Equipment and Maintenance Management Company (SOGEMAB), Pr Éric Édi Martial Nao, ele garantiu que todos os arranjos foram feitos para garantir que esses equipamentos sejam monitorados e mantidos.
fontw: https://actuburkina.net/

Gana: Número de ministérios reduzido de 30 para 23.

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O novo presidente de Gana, John Mahama, reduziu o número de ministérios de 30 para 23. Por decreto datado de 9 de janeiro de 2025, o novo presidente ganês, John Dramani Mahama, reduziu o número de ministérios de 30 para 23. Esta decisão, de acordo com a mídia local, visa principalmente reduzir gastos governamentais desnecessários e melhorar a gestão. finanças públicas para impulsionar a economia do país, que vive um aumento persistente na taxa de inflação fixada em 23,8% em dezembro de 2024. Assim, vários ministérios criados pelo ex-presidente Nana Akufo-Addo foram extintos. São eles: Ministérios da Informação, Segurança Nacional, Assuntos Parlamentares, Desenvolvimento Ferroviário, Saneamento e Recursos Hídricos, Chefias e Assuntos Religiosos e Empresas Públicas. Actuburkina.net

Voltando à resposta do IB a Júpiter! Um lembrete da dialética entre mestre e escravo!

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“É um insulto a todos os africanos”, respondeu Ouagadougou pela boca do capitão Ibrahim Traoré, respondendo a Emmanuel Macron que tinha deplorado, a 6 de janeiro de 2025, a ingratidão dos africanos, em particular os do Sahel, em relação à aos benefícios militares da França. O capitão-presidente burquinense, por ocasião do hasteamento das cores no palácio presidencial, vestiu então as vestes de arauto do destruidor da síndrome de Dakar! Já não se trata de não reagir imediatamente, como aconteceu no dia 26 de Julho de 2007 na Universidade Cheick Anta Diop, onde Nicolas Sarkozy veio dar a sua aula magna aos estudantes e não apenas martelando esta frase: "A tragédia de África é que O homem africano não entrou na história o suficiente." E o ex-presidente havia retomado o eterno recomeço nietzschiano que pontuaria a vida do africano! Ou a a-historicidade do continente de Hegel! Com 18 anos de diferença, ignorância, condescendência e desprezo pelos africanos permeiam tanto os discursos de Sarkozy quanto os de Júpiter! Daí a mostarda que subiu ao nariz do IB, que respondeu secamente a Macron. O IB não esperou como em 2007, quando foi do Mali que a historiadora e esposa do presidente Konaré, Adam, reagiu. Não! Aquele que, há 2 anos, tenta traçar outro caminho para o Burkina Faso, em parceria com o Mali e o Níger, 2 países movidos pela mesma dinâmica e também liderados pelos militares, o IB reagiu imediatamente a esta afirmação literal do presidente francês. Explicações para apoiar! A França deve sua existência aos seus ancestrais africanos. Abaixo também os conselheiros militares escondidos em enclaves diplomáticos e mais perigosos que os soldados nos campos e abaixo esses fechamentos de bases militares, sem denúncia dos Acordos de Defesa. Fé do IB! E ele pede um despertar significativo do povo africano. Se isso não é Lumumbismo ou Sankarismo, pelo menos parece! Todo mundo conhece a dialética de Mestre e escravo! Quando o relacionamento entre os dois atinge massa crítica, os papéis se invertem. E, estranhamente, ainda é Georg Hegel quem evoca essa inversão de dominador para dominado! Enquanto o exército prussiano invadia seu país! E até Eric Zemmour, do Reconquête, que ninguém desconfiaria de ser um amante da África, confessa: é o tempo da África, porque se há 100 anos tínhamos 1 africano para 4 europeus, hoje em dia tendemos ao oposto. E se há 100 anos a colonização seguia nessa direção, agora será o oposto. IB não diz mais nada quando responde palavra por palavra a Júpiter que é hora de as coisas mudarem. Que Júpiter definitivamente multiplicou a falta de jeito linguística desde o cume de Pau. E, obviamente, a cada uma dessas saídas, ele encontrará uma resposta que virá de Ouaga, N’Djamena, Niamey, Bamako, Dakar… Uma descolonização de mentalidades que aparentemente está fazendo ondas no lado do Sena! fonte: https://www.aujourd8.net/ A EQUIPE EDITORIAL

Há 100 anos nascia Frantz Fanon: um anticolonialista que continua relevante hoje.

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Em 20 de junho de 1925, Frantz Fanon nasceu em Fort-de-France. O autor de Os Condenados da Terra é um psiquiatra que estudou com Aimé Césaire. Ele estava trabalhando em Blida quando a insurreição eclodiu na Argélia. Quando morreu em 6 de dezembro de 1961 em um hospital militar em Bethesda, perto de Washington, ele deixou uma marca indelével na luta contra o colonialismo e pela independência do Terceiro Mundo, particularmente da Argélia, que caminhava para a descolonização. É como clínico que ele examina as relações entre os povos europeus e os do Terceiro Mundo. Ou seja, as consequências psicológicas da colonização tanto para o colonizador quanto para o colonizado. Para ele, a colonização é um trauma. O colonizado é um doente, um doente que deve curar sua alienação pelos seus próprios métodos. Segundo Fanon, massacres, escravidão e trabalho forçado foram os principais meios utilizados pelo colonizador para estabelecer seu poder, diz ele. Os Condenados da Terra, com prefácio de Jean-Paul Sartre, foi vendido até a década de 1980. Frantz Fanon está atualmente no espaço AES. Eventos culturais são organizados pela Fundação que leva seu nome durante 2025, em Seul (Coreia do Sul) e Dacar (Senegal), supervisionados por sua filha Mireille Fanon Mendès, presidente da Fundação. Fanon para ler e reler, ele está no ar dos tempos sahelianos! fonte: https://www.aujourd8.net/

INVESTIDA DO NOVO PRESIDENTE MOÇAMBICANO CONTRA ALTAS TENSÕES: FRELIMO deve ler os sinais dos tempos.

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Declarado vencedor das eleições presidenciais de 9 de outubro, o novo chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo, também candidato pelo partido no poder, a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), tomou posse no dia 15 de janeiro de 2025. E esta, num contexto de fortes tensões ligadas aos protestos pós-eleitorais que já deixaram mais de uma centena de cadáveres no chão. Para piorar a situação, o opositor Venâncio Mondlane, que continua a reivindicar a vitória ao mesmo tempo que denuncia a fraude, convocou, ao regressar do exílio, uma greve geral de três dias para cobrir a cerimónia de tomada de posse, como protesto contra a vitória do governo e do candidato. Uma forma, como qualquer outra, de sabotar o acontecimento e que vai ao encontro da contestação da vitória do felizardo, que foi ratificada pelo Tribunal Constitucional. E isso, para grande desgosto do adversário que, no entanto, ameaçou mergulhar o país no "caos" se os resultados fossem confirmados pelo órgão eleitoral supremo. Isto significa que com a situação explosiva, Moçambique está dançando sobre um vulcão. As cenouras estão definitivamente cozidas para o líder da oposição Em todo o caso, dada a mobilização dos seus apoiantes, sempre prontos a responder aos seus slogans e a outros apelos à manifestação, apesar da repressão, tudo indica que o adversário goza de uma popularidade que lhe poderá permitir aproveitar a sede de mudança do seu partido. compatriotas, para continuar a endurecer o pescoço. Isto não é um bom presságio para Moçambique num contexto em que, além dos croatas, observadores nacionais e internacionais, incluindo os da União Europeia, também mencionaram fraudes que mancham a regularidade da votação. Mas, embora seja possível compreender a amargura do líder da oposição, ele precisa saber manter a cabeça fria. Porque, com a posse do novo presidente, podemos dizer que a sorte está lançada para ele. De qualquer forma, a menos que ele queira arruinar o mandato do novo governante eleito ou criar o caos no país, é de se perguntar como o líder da oposição ainda poderia vencer o caso. De qualquer forma, não vemos o Tribunal Constitucional voltando atrás em sua decisão. Nem o apoio das ruas parece capaz de reverter a ordem das coisas. Portanto, não faz sentido colocar vidas inocentes em risco em um impasse que agora se assemelha a uma ação de retaguarda, se não a uma luta contra moinhos de vento. Quanto à FRELIMO, cujo candidato saiu vitorioso da competição eleitoral nas condições que conhecemos, seu triunfo deve ser modesto. Melhor ainda, depois de cinquenta anos no poder em outros tantos anos de independência do país, ele deve saber ler os sinais dos tempos. E ele é ainda mais chamado a mudar a abordagem de sua governança, já que por trás dessas enormes manifestações da oposição, muitas vezes se escondem muitas frustrações de populações desiludidas. Negociações abertas visando pôr fim à violência em curso no país Trechos selecionados de manifestantes: “Temos deputados com 80 anos e que ainda recebem mandatos e mandatos… Eles não representam o povo; Eles são todos FRELIMO… A FRELIMO é um sistema. É um pequeno grupo de pessoas que não representa Moçambique, não." O facto é que o apoio popular de que goza o líder da oposição é um sinal de que o partido histórico no poder está hoje longe de corresponder às aspirações do povo moçambicano. Isto quer dizer que, para além da decisão do Tribunal Constitucional, os resultados altamente contestados destas eleições exigem uma verdadeira introspecção da sua parte. E isso, em um contexto sub-regional onde outros partidos históricos como o CNA na África do Sul ou o ZANU-PF no Zimbábue, para citar apenas esses dois, estão experimentando um claro declínio em suas respectivas opiniões nacionais nesta parte sul da África. Isso também mostra a montanha de desafios que aguardam o novo presidente, começando pela acalmia do clima social. Cabe a ele, portanto, saber como chegar à oposição para abrir um diálogo construtivo e também negociações que visem pôr fim à violência que atualmente ocorre no país. E isto num contexto em que os desafios de segurança ligados à insurreição islâmica em Cabo Delgado e à recuperação económica continuam a ser grandes preocupações. fonte: lepays

CRISE DE SEGURANÇA NO LESTE DA RDC: Quando o fim do túnel será visto?

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Na República Democrática do Congo (RDC), os combates se intensificaram nas últimas semanas entre o exército e os rebeldes do M23 apoiados pelo vizinho Ruanda. E isto, numa altura em que as conversações entre Kinshasa e Kigali, que deveriam conduzir a uma solução negociada para a crise, estão num impasse desde o encontro falhado na capital angolana, em dezembro passado, entre os presidentes Félix Tshisékédi e Paul Kagame. Uma situação que não deixa de reacender as tensões entre as duas capitais num cenário de acusações mútuas, apesar dos esforços de mediação angolana. É neste contexto que diversas fontes indicam que as tropas governamentais recuperaram forças, registrando vitórias importantes que permitiram a retomada de certas localidades das mãos dos rebeldes. Particularmente no território de Masisi, em Kivu do Norte, onde meia dúzia de cidades foram libertadas. O suficiente para fortalecer a confiança do presidente Félix Tshisékédi em seu exército, que havia sofrido inúmeros reveses a ponto de levantar dúvidas sobre sua capacidade de se defender do inimigo. Enquanto as FARDC não assumirem o controle decisivo sobre os insurgentes, a população de Kivu do Norte continuará a viver aterrorizada. Mas, se o céu parece estar a clarear, para as autoridades de Kinshasa, na frente militar contra os rebeldes do M23, a sabedoria dita que mantenham acesa a lâmpada da solução política e diplomática, que é mais susceptível de alcançar uma paz duradoura destinada para pôr fim definitivamente à guerra que vem destruindo o país há mais de três anos. Porque a história deste conflito, que não é isenta de reviravoltas, nos ensina que devemos sempre ter um julgamento comedido e evitar tirar conclusões precipitadas. De fato, ontem, foi o M23 que voou de conquista em conquista, avançando em direção aos portões de Goma, a capital do Kivu do Norte, como uma faca na manteiga. Hoje, é o exército congolês que parece estar ganhando vantagem, expulsando os rebeldes de suas posições e libertando cidades. Mas nessas lutas violentas, onde os adversários revidam golpe por golpe, só Deus sabe quem terá a última palavra. Enquanto isso, são as populações pobres, apanhadas nas garras da guerra que continua a trazer luto ao país, que estão a pagar o preço mais alto. Então, quando veremos o fim do túnel? A questão é tanto mais justificada quanto a situação está hoje à beira do estancamento, num momento em que a solução diplomática está a marcar passo e a solução militar tarda a produzir os efeitos esperados se não tiver demonstrado os seus limites. E tudo indica que enquanto as Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC) não assumirem uma liderança decisiva sobre os insurgentes no terreno, as populações do Kivu do Norte não conseguirão dormir tranquilamente e continuarão a viver em terror, esperando Godot. É por isso que devemos esperar que a ascensão do poder do exército congolês seja confirmada mais no terreno. É imperativo que os presidentes Tshisékédi e Kagame concordem em dialogar entre si Tanto mais que, por sua vez, a comunidade internacional parece impotente diante da situação, a ponto de nos perguntarmos de onde virá a solução. Mesmo do lado dos beligerantes e dos seus apoiantes, questiona-se se existe uma vontade real de avançar em direcção à paz; tanto que esta guerra parece esconder muitos interesses. Basta dizer que, além dos combatentes, alguns têm interesse nessa guerra a ponto de não desejar que ela acabe logo se não contribuírem para atiçar as chamas. O fato é que, entre a instabilidade do país e a pilhagem de seus recursos minerais, há muitos predadores que estão se aproveitando da fornalha congolesa. Em todo o caso, a paz actual na RDC deve-se a vários factores, entre os quais o reforço das capacidades militares do exército congolês, o apoio da MONUSCO com uma posição mais robusta e mais ofensiva, mas também ao diálogo entre Kinshasa e o M23 sobre o de um lado, e Kigali do outro. Mas ainda seria necessário que o chefe de Estado congolês, que não quer sentir o cheiro dos rebeldes do M23 nem na tinta, concordasse em descer do seu pedestal para se envolver em discussões com eles. Na mesma linha, é imperativo que os Presidentes Tshisékédi e Kagame concordem em dialogar entre si e trabalhar para resolver a crise de confiança entre eles, que está a contribuir para alimentar a guerra, abandonando os seus respectivos egos exagerados para dar uma oportunidade à paz. . É do interesse de ambos os países e da estabilidade desta região da África Central. fonte: "O País"

Benim: “Cada ataque é seguido de um feedback”, segundo o general Gbaguidi.

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Na quinta-feira, 16 de janeiro de 2025, por ocasião da comemoração da agressão de 16 de janeiro de 1977, a hierarquia militar beninense se reuniu em memória dos mártires deste dia trágico, ocorrido há 47 anos. Durante uma cerimônia solene realizada na Place des Martyrs, o General Fructueux Gbaguidi, Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, depositou uma coroa de flores em homenagem aos heróis que corajosamente defenderam a nação. Uma homenagem aos sacrifícios recentes Este evento também foi uma oportunidade para prestar homenagem aos soldados que caíram na frente de batalha em 8 de janeiro, durante o ataque em Banikoara. Em seu discurso, o General Gbaguidi elogiou a bravura dos soldados que sacrificaram suas vidas pelo país. “Todo ataque é seguido por um feedback, porque significa que algo não funcionou. "Sempre tentamos corrigir nossos erros para melhorar nossa postura", disse ele. fonte: https://lanouvelletribune.info/2025

Níger assina acordo com empresa chinesa para proteger seu gasoduto.

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A assinatura de um acordo entre o exército do Níger e a empresa Wapco marca uma nova etapa no relacionamento sino-nigeriano em torno do petróleo. Por mais de uma década, a China National Petroleum Corporation (CNPC) desempenhou um papel central no desenvolvimento do setor petrolífero nigeriano. A empresa explora os depósitos de Agadem, localizados no nordeste do país, e contribuiu para a construção do oleoduto que liga o Níger ao Benim. Essa infraestrutura estratégica de quase 2.000 quilômetros permite que o Níger exporte seu petróleo bruto para mercados internacionais através do porto beninense de Sèmè-Kpodji. Uma resposta às crescentes ameaças Ataques recentes ao oleoduto levaram as autoridades nigerinas a reforçar a segurança em suas instalações petrolíferas. O mais recente, ocorrido em Mounsteka, na região de Tahoua, ilustra a vulnerabilidade dessa infraestrutura, vital para a economia do país. No Benim, a situação não é mais tranquilizadora: três soldados responsáveis ​​pelo monitoramento do oleoduto perderam a vida durante um ataque em Malanville em dezembro. Diante dessas ameaças, a China está propondo uma solução tecnológica inovadora com o uso de drones para monitorar todo o percurso do gasoduto. Esta iniciativa demonstra o comprometimento da China em proteger seus investimentos na região, principalmente após a suspensão temporária dos projetos de construção da CNPC no local de Agadem. fonte: https://lanouvelletribune.info/

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