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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Os 70 anos da Independência do Vietnã.

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Imagem: http://leiturasdahistoria.uol.com.br/

Em homenagem aos 70 anos da Independência do Vietnã (1945—2015), o jornalista Pedro de Oliveira, secretário-geral da Associação de Amizade Brasil-Vietnã, descreve os desafios do país pela defesa nacional e pela reestruturação de seu povo e "a importância da história de resistência do povo vietnamita diante de várias tentativas de colonização, invasão, tutela e violências de todo o tipo".  
Pedro de Oliveira
Fonte: Vermelho.org.br
Segue a íntegra do artigo abaixo:

 “A guerra e a revolução vietnamitas representam um dos mais significativos acontecimentos históricos da época contemporânea. Mais do que uma descolonização acidentada, em seu conjunto trata-se de um paciente trabalho de mobilização popular para a sucessiva resistência ao fascismo do regime de Vichy, ao militarismo japonês, à potência colonial francesa, à superpotência norte-americana e para a transformação social. O conflito do Vietnã foi também um elemento fundamental no desgaste do império norte-americano. A história do Vietnã no século 20 é a história de uma luta anticolonial pela independência nacional, de uma revolução socialista e de várias guerras de projeção internacional. É notável como um pequeno país pôde ter-se tornado pivô da política mundial e sobrevivido em meio às mais complexas alterações de alianças”.

Assim, o professor Paulo Vizentini – escritor e professor da Universidade Federal do RGS – resume a importância da história de resistência do povo vietnamita diante de várias tentativas de colonização, invasão, tutela e violências de todo o tipo que se abateram sobre o Vietnã. No dia 2 de setembro de 1945, o Presidente Ho Chi Minh protagonizou a Independência Nacional, em Hanói, designada naquela ocasião como República Democrática do Vietnã. Tratou-se de um verdadeiro marco no processo de independência colonial que se inaugurou na Ásia no imediato pós-Segunda Guerra Mundial.

Como foi possível a este valoroso povo do Sudeste Asiático atingir tão nobre objetivo antes mesmo da Coreia (1948) e da China (1949)? Na verdade, como disse o embaixador vietnamita no Brasil, Nguyen Van Kien, “a história do Vietnã sempre testemunhou as mais variadas dificuldades e incalculáveis desafios em suas lutas pela defesa nacional e a reestruturação”. Nas últimas 7 décadas, analisou o embaixador, “o nosso país passou por enormes mudanças e o povo vietnamita possui na sua memória muitas realizações notáveis. O Vietnã é hoje um mercado potencial com mais de 90 milhões de pessoas talentosas e trabalhadoras, localizado no centro da região que mais cresce no mundo. De um país com nome que era dificilmente encontrado em qualquer mapa-múndi, hoje, o Vietnã tem sido reconhecido como um parceiro proativo, responsável e de confiança na comunidade internacional e, um país líder de produção e exportação em vários produtos agrícolas, como arroz, café, castanha de caju, borracha, pimenta, entre outros”.

O Vietnã segue atualmente uma política externa de independência, soberania, abertura, diversificação e multilateralização das suas relações. Com cooperação eficaz e significativa, assistência dos países e organizações internacionais, os vietnamitas têm avançado na reestruturação econômica, mantendo a estabilidade e as taxas de crescimento macroeconômico, garantindo a segurança social, o bem-estar e uma estabilidade política. O Vietnã vem se esforçando para cumprir o seu papel como um membro ativo e responsável da comunidade regional e internacional.

O papel de Ho Chi Minh
Ho Chi Minh foi o mais importante líder contemporâneo da República Socialista do Vietnã. Viveu por 79 anos, nascido em maio de 1890, numa pequena aldeia ao norte de seu país. Desde a juventude dedicou sua atividade à luta contra o colonialismo e pela autodeterminação dos povos. Para seguir sua busca de caminhos novos, Ho Chi Minh visitou e residiu em várias colonias e países da Ásia, África e América Latina, testemunhando as péssimas condições de vida dos povos nestes países. Ele também visitou países desenvolvidos na época, como na França, em 1911, nos Estados Unidos de 1912 a 1913, até na Grã-Bretanha, de 1913 a 1917. Depois ele voltou para a França e viveu em Paris, um centro econômico e político importantíssimo da Europa, de 1917 a 1923. Na França Ho Chi Minh aderiu à "Associação dos Patriotas Vietnamitas", e ao Partido Socialista francês, o PSF, que era na ocasião o partido dos trabalhadores franceses, desta forma estabelecendo inúmeros contatos e relações de amizade com políticos famosos, personalidades da sociedade e da cultura da França e da Europa de então.

Em junho de 1919, Ho Chi Minh e alguns amigos vietnamitas rascunharam uma plataforma de 8 pontos para tentar submetê-la à Conferência de Paz de Versalhes, nas cercanias de Paris, exigindo liberdade e direitos democráticos para o povo Anamita (vietnamita). Na verdade, esta espécie de manifesto não obteve maior repercussão na Conferência de Versalhes, mas obteve grande impacto nos movimentos de libertação nacional e nos círculos revolucionários vietnamitas.

Este episódio que o fez comprar um terno e gravata para tentar entregar o documento a Woodrow Wilson na Conferência, também o ensinou que a doutrina consagrada por Wilson em seus 14 pontos -- especialmente no que se refere ao direito à auto-determinação dos povos -- deveria depender principalmente na capacidade e na força dos próprios povos colonizados, não se tornaria uma dádiva dos países coloniais.

A necessidade da Independência nacional
Ho Chi Minh, desta maneira, foi percebendo algumas questões relevantes: Em primeiro lugar, em todas as colônias do início do século XX, o povo trabalhador estava sujeito à exploração e à repressão, vivendo basicamente na miséria. Todas as nações oprimidas lutavam de uma forma ou de outra pela sua libertação. As colônias eram a origem de seu senso de internacionalismo. E o segundo aspecto era que nos países capitalistas desenvolvidos da época, que se autodenominavam como o mundo civilizado, as elites viviam luxuosamente e a grande maioria dos trabalhadores estava cada vez mais empobrecida. A compreensão desta situação gradualmente o levou a uma consciência de classe.

Foi neste ambiente de dez anos de viagens, investigações e atividades nas colônias e no Ocidente que Ho Chi Minh adquiriu a percepção sistematizada nas Teses Leninistas sobre a Questão Colonial, publicadas em várias edições do jornal L'Humanité (órgão central do PCF) em 1920. A este respeito Ho publicou a seguinte declaração: "As Teses de Lênin provocaram uma profunda emoção em meu pensamento por sua clareza. Fiquei tão feliz que cheguei a chorar. Sentado sozinho numa sala, discursei em voz alta como se estivesse falando para uma multidão: Queridos sofredores e mal-tratados companheiros do meu país! Temos agora o que é mais necessário para nós, o caminho de nossa libertação".

Se poderia dizer que Ho Chi Minh havia encontrado finalmente o caminho da salvação nacional: a libertação nacional associada com a revolução proletária, marchando no rumo da revolução proletária.

No 18º. Congresso do Partido Socialista da França ocorrido em Tours, interior da França, Ho Chi Minh votou pela Terceira Internacional e filiou-se ao Partido Comunista Francês que nascia naquele momento como uma dissidência do PSF. A chamada Terceira Internacional havia sido estabelecida em 3 de março de 1919 (também cognominada Comintern) para substituir a Segunda Internacional, que era acusada na época de seguir o caminho do reformismo.

O aprendizado do marxismo-leninismo
A partir de 1917 Ho Chi Minh acabou fixando residência em Paris, onde exerceu a função de jardineiro, lavador de pratos e cozinheiro. Entre 1911 e 1920 Ho visitou mais de 20 países em diferentes continentes. Lia com grande voracidade os clássicos da literatura russa, inglesa e francesa como Leon Tolstoi, Willian Shakespeare, Victor Hugo, Anatole France, Émile Zola. E também os textos de Karl Marx e Vladimir Lênin (passando a dominar fluentemente o francês, inglês, alemão, russo e chinês) . Foi em função da leitura da obra de Lênin, entretanto, que Ho Chi Minh procurou se aprofundar no estudo do marxismo, onde leu: “Não devemos considerar a leitura da doutrina de Marx como algo acabado e inviolável; pelo contrário, acreditamos que esta teoria é apenas o fundamento de uma ciência que os socialistas deverão desenvolver em todos os campos, se não quiserem ficar para trás na vida”. (Lenin, edição 1979)
Sua leitura mais impactante, no entanto, foi a obra de Lênin intitulada “Esboço das Teses Preliminares sobre a Questão Nacional e Colonial” que foi publicada pela primeira vez no jornal L’Humanité na edição de 16 e 17 de julho de 1920. Foi neste texto que encontrou respostas iniciais para sua indagação de como estabelecer as formas para a libertação de seu país do jugo do colonialismo.

Este período foi marcado por alguns eventos importantes. De 1920 a 1923, Ho Chi Minh foi o dirigente do Sub-Comitê do Partido Comunista Francês para as Colônias e participou do Primeiro e do Segundo Congressos do PCF. Nestes dois congressos Ho criticou a insuficente atenção dada pelo Partido às questões coloniais.
Em acordo com vários ativistas revolucionários de algumas colonias francesas, Ho Chi Minh fundou a União Intercolonial e publicou o jornal "O Paria" -- uma publicação na qual ele era o gerente geral e o editor-chefe. Esta foi a primeira vez que ele elaborou sobre a solidariedade internacional. Este órgão tornou-se o porta-voz da luta colonial pela independência e a liberdade. O projeto editorial do jornal era a luta pela "emancipação dos seres humanos". Esta visão mostra que a libertação do homem havia estabelecido profundas raízes no pensamento de Ho Chi Minh.

Foi na China que Ho Chi Minh fundou a "Liga da Juventude Revolucionária Vietnamita", que passou a editar um jornal chamado "Juventude". Ele foi responsável também pela organização de um curso para quadros revolucionários vietnamitas. Sua aulas neste curso foram publicadas em livretos intitulados "O caminho da revolução". Nestes materiais foram publicados uma apresentação simples e direta de seu pensamento sobre os problemas da Revolução no Vietnã. A partir daí Ho selecionou alguns alunos mais aplicados deste curso para enviar para a Universidade Militar de Whampoa para que eles se tornassem futuros lideres da revolução vietnamita.

A fundação do Partido Comunista do Vietnã
Depois da França, Ho Chi Minh viveu em Moscou, na China em Guangzhou e no nordeste do Sião (Tailândia), onde se preparou e se formou política e ideológicamente para o novo tipo de partido que iria protagonizar com a fundação do Partido Comunista da Indochina, depois Partido Comunista do Vietnã. Nguyen Ai Quoc, um dos vários codinomes assumidos por Ho Chi Minh, estabeleceu junto com seus camaradas os fundamentos do Partido Comunista do Vietnã, em 3 de fevereiro de 1930.

Foi justamente sob a liderança do PCV que o povo vietnamita se levantou contra o domínio colonial francês e a ocupação japonesa. Em 1945 foi proclamada a Independência do país e no texto da Declaração da Independência foi inscrita, por sugestão de Ho Chi Minh, a citação de um trecho da Declaração de Independência Americana de 1776, que professa: “Todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, entre os quais estão a vida, a liberdade, a liberdade e o direito à felicidade”. Mas logo em seguida à proclamação da independência, as tropas do exército norte-americano invadiram novamente o país a partir de Saigon, na região sul. Na primavera de 1975, as forças patrióticas do Vietnã desencadearam uma grande ofensiva e derrubaram o governo pró-americano instalado em Saigon, libertando a Nação vietnamita do jugo estrangeiro de uma vez por todas. Em 25 de abril de 1976, a República Democrática do Vietnã foi renomeada República Socialista do Vietnã, que a partir de então passou a ser governado de forma unificada com capital em Hanói. Em 1977 o Vietnã foi aceito como membro plenipotenciário da Organização das Nações Unidas, a ONU.

O embaixador vietnamita explica que a “cooperação mútua e a amizade entre o Vietnã e os demais países e organizações internacionais têm sido constantemente solidificada, o que promove a expansão e o aprofundando das relações com maior eficácia em todos os domínios. No momento, o Vietnam possui relações diplomáticas com cerca de 180 países e relações comerciais com mais de 200 países e territórios em todo o mundo. Além disso, é um membro ativo e responsável muitas organizações regionais e internacionais, como a ASEAN, APEC, OMC, ONU”.

O Vietnã está determinado a continuar promovendo e aprofundando as relações com todos os países, organizações regionais e internacionais. Durante 26 anos, especialmente nos últimos anos, o Brasil e o Vietnã conseguiram atingir importante patamar nas relações comerciais. Em 1989, quando os dois países estabeleceram relações diplomáticas, o volume de comércio bilateral foi de apenas US$ 16 milhões de dólares. Em 2010, pela primeira vez, o volume de comércio bilateral atingiu US$ 1 bilhão de dólares e, em 2013, chegou a US$ 2,4 bilhões de dólares. O Brasil é hoje o maior parceiro comercial do Vietnã na América Latina, com um volume perto de US$ 3,3 bilhões de dólares.


#pravda.ru

Brasil: Lula admite voltar a candidatar-se à Presidência do Brasil.

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"Se a oposição pensa que vai que vai ganhar, que não vai ter disputa e que o PT está acabado, ela pode ficar certa (...) eu vou para a disputa".

Lula da Silva

BRASIL - Em meio a uma grave crise política e econômica no Brasil, o ex-presidente Lula inicia uma série de viagens pelo país para debater com a população o atual momento. Nos encontros, Lula também leva à sociedade uma mensagem de otimismo, apesar do período de incertezas e retrações sobretudo econômicas. 
O nome dele é lembrado para a próxima eleição, uma vez que a Presidente Dilma Roussef não mais poderá concorrer ao processo, em virtude de exercer seu segundo mandato. Em entrevista exclusiva à Rádio Itatiaia, Lula deixou claro que não descarta um retorno ao Palácio do Planalto em 2018. 
“Não posso dizer que sou, nem que não sou (candidato). Sinceramente, espero que tenha outras pessoas para serem candidatas. Agora, uma coisa pode ficar certa. Se a oposição pensa que vai que vai ganhar, que não vai ter disputa e que o PT está acabado, ela pode ficar certa do seguinte: se for necessário, eu vou para a disputa e vou trabalhar para que a oposição não ganhe as eleições”, disse. Lula não acredita em um processo de impeachment contra a Presidente Dilma Rousseff e mandou um recado 
aos opositores. 
“Não acredito no impeachment da Presidente Dilma. Creio que as dificuldades que estamos passando agora serão vencidas na medida em que a economia comece a se recuperar e que os programas anunciados por ela comecem a dar resultados. Acho também que a oposição tem que ser paciente. Eu perdi três eleições nesse país e voltava para casa sem xingar as pessoas. Ia para casa me preparar mais, ‘lamber’ minhas feridas. A oposição precisa parar de resmungar e de xingar a Presidente. A oposição precisa torcer para que esse país melhore, volte a crescer, gerar emprego e renda. Ela não pode querer antecipar o mandato, ninguém quer mais golpe neste país. Quem quiser ser candidato à Presidência da República que espere 2018, dispute democraticamente e veja se ganhe”, ressalvou. 
O ex-presidente Lula também admite que o governo Dilma errou na condução da crise econômica que atinge o Brasil. “Lógico que teve erros. Se não tivesse erros a gente não tinha chegado onde nós chegamos. A Dilma reconhece que houve erros. Acho que houve alguns equívocos nossos na questão econômica e que a Dilma tentou consertar quando propôs o ajuste fiscal. Ou seja, a gente só pode gastar aquilo que a gente tem. A gente não pode se endividar mais do que a gente pode pagar. A Dilma fez essa correção e trabalha com a idéia de que temos um 2015 sofrido, mas na expectativa de que vamos ter um 2016 que comece a melhorar”, analisou. Em relação ao esquema de corrupção na Petrobras, o ex-presidente voltou a afirmar que jamais teve conhecimento sobre assunto antes da Operação Lava Jato. “Eu até gostaria de ter sabido antes. Eu não sabia, a Polícia Federal não sabia, a imprensa não sabia, o Ministério Público não sabia, a direção da Petrobras não sabia. Só se ficou sabendo depois que houve um grampeamento e pegou o tal do Youssef (Alberto), que já tinha muitas passagens pela polícia, falando com outros caras”, concluiu.

CLICA NO CANTO SUPERIOR DIREITO E ESCUTA.

#VOA

Guiné-Conacry: POLÍTICA - Lansana Kouyate, o quarto candidato investido.

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O partido da esperança para o desenvolvimento nacional PEDN realizou sua convenção na quinta-feira no Palácio do Povo em Conakry em vista a eleição presidencial de outubro. São centenas de militantes e simpatizantes agrupados em lugares, vindos de todas as federações no país para investir no candidato do PEDN que deve participar do torneio eleitoral de 11 de Outubro.



"Nós vamos trabalhar no debate mais democrático e na escolha do partido com foco na sua excelência El Hadj Kouyate como o candidato do partido nas eleições presidenciais de Outubro de 2015», anunciou em seu discurso o encarregado de comunicação da formação política.
O presidente do partido, falou e agradeceu aos militantes pela renovada confiança nele e pelo seu compromisso com o partido: "Em cinco anos me deram a honra de ser o vosso porta-estandarte nas eleições nacionais, para conduzir o presente e o futuro do partido. Eu quero agradecer-lhe pela confiança ", disse em seu discurso na ocasião Lansana Kouyate.
Antes de continuar "Hoje ainda vocês me designaram como seu candidato para a eleição presidencial de 11 de outubro, eu medi o alcance, o nosso partido vai continuar a impulsionar os valores humanos", prometeu o candidato investido pelo PEDN.
Durante esta convenção, o presidente da SARP pintou um quadro sombrio do governo de Alpha Condé. O presidente da UFDG presente na reunião prometeu apoiar o candidato do SARP se ele conseguir alcançar o segundo turno das eleições presidenciais.

Por Aliou Mamadou Diallo para GCI
2015-GuineeConakry.info

Em África, chefe da diplomacia brasileira deve acompanhar crise em Bissau.

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Embaixador do Brasil junto à ONU, Antonio Patriota, disse que reuniões recentes demonstram um grau "relativamente elevado de preocupação da comunidade internacional" com a situação no país africano.

Crianças na Guiné-Bissau. Foto: Unicef Guiné-Bissau


Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.
A situação da Guiné-Bissau é uma das questões que deve ser acompanhada pelo  ministro brasileiro das Relações Exteriores na visita que efetua até esta terça-feira ao continente africano.
Em conversa com a Rádio ONU, em Nova Iorque, o embaixador do Brasil junto às Nações Unidas, Antonio Patriota, disse que a crise guineense continua a ser seguida pelo seu país, que lidera a Configuração Guiné-Bissau da Comissão da Constituição da Paz das Nações Unidas.

Antonio cut 1
"Continuaremos acompanhando de perto. O ministro Mauro Vieira das Relações Exteriores do Brasil estará na região, inclusive Senegal e Cabo Verde e terá a oportunidade também de avaliar, tomar um pouco a temperatura da situação sob a perspetiva de atores significativos regionais nesta questão".

Assessoria da Cplp
O périplo do chefe da diplomacia brasileira inclui também a República Democrática do Congo e os Camarões, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
Antes, o representante brasileiro na ONU disse que tanto os países da estratégia para a Guiné-Bissau como o Conselho de Segurança demonstram um grau "relativamente elevado de preocupação" com a situação no país africano.

Competências
Numa reunião do órgão na sexta-feira, Patriota falou ainda sobre a "necessidade de se examinar a questão da delineação das competências entre a função do presidente e a função do primeiro-ministro".
Ele afirmou ainda que "eventualmente a Comunidade de Países de Língua Portuguesa poderá prestar alguma assessoria" num processo, se for o caso, "conduzido obviamente pelos próprios bissau-guineenses."

#unmultimedia.org

Guiné-Conakry: Por que Moussa Dadis Camará jamais voltou a Conakry?

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O ex-chefe da junta guineense, em Ouagadougou, em 11 de maio de 2015 © Ahmed Ouoba / AFP

Se o capitão Moussa Dadis Camará, chefe da junta guineense de 2008-2009, perdeu seu regresso a Conakry, em 26 de agosto, não é por causa das autoridades do Burkina Faso, um país onde ele vive no exílio por cinco anos . Os presidentes da Costa do Marfim e da Guiné-Conacry, no entanto, não manifestaram claramente  se queriam acolher o homem em questão.

Em 24 de agosto, Dadis e quatro de seus próximos adquiriram em seus nomes cinco passagens aéreas de Ouagadougou-Conakry, via Abidjan. Data de partida: 26 de agosto. no dia 25 às 22 horas, o ex-Chefe de Estado recebe em sua residência Ouaga 2000, a visita do primeiro-ministro de Burkina Faso. "O coronel Zida nos desejou uma boa viagem", disse o Sr. Jean-Baptiste Jocamey Haba, o advogado guineense presente  na audiência.

Cronologia da jornada do dia 26 de agosto

No dia 26 às 7: 30 pm, Dadis e seus quatro companheiros eram bem-vindos no salão VIP do aeroporto de Ouagadougou, em Burkina Faso e acompanhados pelo Protocolo Burkinabé até a aeronave Air Burkina  para Abidjan. Às 8 h 30, o avião decola. Até aí, tudo vai bem. Os cinco homens se desembarcaram em Abidjan a 9 h 45, em seguida, de 10 a 12 horas, tomaram um vôo comercial Air Costa do Marfim para Conakry. Mas às 9:35 horas, dez minutos antes de aterrizar em Abidjan, o comandante de bordo anunciou aos passageiros que o avião está sendo desviado de sua rota para Accra.

Segundo nossas fontes, o Presidente Alpha Condé pessoalmente chamou  Alassane Ouattara, o seu homólogo marfinense - enquanto esteve de férias em Mougins, no sul da França - para pedir-lhe para mandar pousar o avião no Gana. Para Dadis foi falha e a volta à estaca zero: para Ouagadougou.

Conde e Ouattara foram advertidos do plano de Dadis no último minuto? Aparentemente não. Em 14 de agosto, o ex-número um guineense tinha tentado uma vez ir pela Air Burkina via Abidjan. Ele já tinha o seu bilhete na mão, mas havia desistido de sua viagem depois de receber um telefonema de um responsável Burkinabé advertindo-o de que Conakry e Abidjan iriam tentar opor ao seu retorno.

Condé e Ouattara estariam, portanto, ciente das intenções do ex-capitão golpista. Em 26 de agosto, eles provavelmente esperavam até o último momento que Burkina Faso impediria Dadis de embarcar no avião da rota Ouagadougou-Abidjan. Mas o presidente Michel Kafando Zida e Isaac, seu primeiro-ministro, não queria bloquear a saída de seu hospede. E dentro dessa insurgência que o chefe de Estado marfinense comprometeu-se a confundir o voo comercial da Air Burkina.

#jeuneafrique.com

Lagos entre os cinco estados da Nigéria em alerta de segurança.

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O exército nigeriano tem lutado contra o Boko Haram principalmente no Nordeste do país. FOTO | BBC

Até cinco estados na Nigéria, incluindo a cidade comercial densamente povoada em Lagos, estão em alerta máximo seguindo as recentes intervenções de comandantes do Boko Haram nos estados.

Os estados que estão fora de apuros da região do nordeste são: Lagos, Kano, Plateau, Enugu e Gombe.

Até agora, o Departamento de Serviços do Estado (DSS) prendeu 20 suspeitos e mais comandantes do Boko Haram e membros nestes estados entre 08 de julho e 25 de agosto

Os relatórios indicam que doze membros do grupo militante islâmico foram presos em Lagos.

Na semana passada, o DSS em articulação com a Segurança da Aviação do Aeroporto Internacional Nnamdi Azikiwe (NAIA), em Abuja, interceptou uma rede de espionagem montada pelos terroristas do Boko Haram.

No processo, jovem de 14 anos Sulaiymon Abdulraman Aka Ajayi foi apreendido no domingo no estado de Kogi .

Infiltração

De acordo com braço de segurança do estado, Abdulraman confessou que a Dauda Sadiq dirigiu para espionar a instalação e passar informações para ele a respeito dos movimentos dos passageiros, incluindo o rastreio dos passageiros, procedimentos de embarque e outros processos nos salões de partida e chegada.

O impulso pelos insurgentes para se infiltrar em estados fora do nordeste tem sido atribuído à recente ofensiva montada por eles em seus enclaves pelos militares.

O súbito afluxo de membros do Boko Haram no estado de Lagos mostrou a determinação da seita em alargar as suas actividades terroristas para outras partes do país.

"A prisão dos suspeitos de terrorismo podem ajudar a evitar ataques devastadores na área.

Nada menos que 17.200 pessoas foram mortas na guerra contra os insurgentes desde 2009.


Mais de 1,5 milhões de pessoas foram deslocadas sendo muitos deles do Níger, do Chade e Camarões.

#africareview.com

sábado, 29 de agosto de 2015

Salif Keïta: Eu tive que lutar pelo direito de ser eu.

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Embora ele é sem dúvida um dos mais conhecidos artistas da África, Salif Keïta teve que enfrentar muitos desafios e os únicos para a África para garantir um lugar nessa lista cobiçada.

Embora tenha conseguido os direitos autorais, ele teve que lutar para garantir os privilégios que ele tem hoje. Um descendente direto de Sundiata Keita, o homem que a cerca de 800 anos atrás construiu o primeiro  império da África, Keïta tinha que ir contra os costumes de sua linhagem real para encontrar a si mesmo.

Quebrando tradições seculares, ele tem lutado para conquistar as chances de se tornar "The Golden Voice of Africa".

Maior do que o império romano e que se estende por toda a África Ocidental, o Império do Mali, este Império era o epicentro da cultura e da civilização.

Embora perdido nas brumas do tempo, o império do Mali deixou para trás uma sociedade mergulhada na cultura e tradição. Em um país onde a cultura é lei, a idéia de que Keïta, um membro da família real, queria se tornar um músico, era insondável.

Música foi relegado para a classe mais baixa de griots, que eram contadores de histórias, cantores, músicos e historiadores orais. Como se o seu desejo de se tornar músico não era ruim o suficiente, Keïta nasceu com albinismo, uma condição que o seu povo Mandinka não poderia tolerar. No final, ele foi condenado ao ostracismo, e até mesmo sua ligação com o mundo imperial não poderia salvá-lo.

"Estou orgulhoso de quem eu sou. Eu tinha que lutar pelo direito de ser eu e minha batalha foi em duas frentes principais.

Um, eu era o único albino na minha aldeia, e dois, eu era o único Keïta que teve a coragem de ser um músico. Eu sou diferente, e eu vim a aceitar que ser diferente é normal. Todo mundo é único; como gêmeos idênticos. Eu sou um homem branco com sangue negro. Eu sou um homem negro com pele branca. "

Por mais de 40 anos, sua voz cativante foi balançando as ondas com melodias africanas autênticas. Tudo começou em 1967, quando entrou para o grupo - financiado por Super Rail Banda de Bamako depois de deixar sua aldeia de Djoliba para a capital, Bamako. Mais tarde, ele se juntou aos "Les Ambassadeurs", em 1973, mas o grupo fugiu da agitação política de meados dos anos 1970 e se mudou para a capital da Costa do Marfim, Abidjan.

Enquanto esteve no exílio, eles mudaram o nome para "Les Ambassadeurs Internationaux" e subiram para a plataforma internacional nos anos 70.

Um super jovem Keïta podia ser visto cantando os clássicos que foram como Mandjou em seu em filmagem e gravação ao vivo em preto-e-branco.

Trabalho social

A partir do olhar das coisas, a idade tem feito pouco para desvanecer o talento musical que se lançou em primeiro lugar.

"É meu aniversário hoje e é um privilégio celebrá-lo no Quênia", diz ele durante a entrevista em 25 de agosto "Eu não sou tão jovem ou energético como eu costumava ser (ele completou 66 anos), e eu estou procurando encaminhar para se aposentar e contribuir para formação da próxima geração ".

Embora ele tem jogado para o público internacional, seu som continua a ser autenticamente Africano, da língua, à incorporação de instrumentos e estilos tradicionais.

"Música é música, você não pode controlá-la. Ele vai atravessar fronteiras e quebrar barreiras ", explica. "No entanto, é possível rastrear a origem da maioria dos gêneros para a África, do jazz, ao blues, ao reggae. Então, como africanos, deveríamos incentivar o toque das nossas melodias tradicionais para nos dar uma vantagem na cena global. "

Tendo sofrido discriminação em primeira mão, Keïta foi apaixonadamente perseguido sem igualdade. Sua contribuição para o trabalho social e pela defesa foi ainda impulsionada pela perda de sua irmã albino com câncer de pele. Nomeado embaixador da ONU para a música e esportes em dezembro de 2004, Keïta tem se dedicado a causas como a malária, a Aids e a situação dos albinos no Mali e em todo o mundo.

Colaborando com a medalha olímpica da sua sobrinha albino-winning, e um de seus filhos que nasceram com albinismo, Keïta fundou a Fundação Global Salif Keïta em 2005 para conscientizar e levantar fundos para cuidados de saúde gratuitos e serviços educativos para o atendimento e integração dos albinos em África, e para criar "advocacy internacional" para a situação das pessoas com albinismo em todo o mundo.

"Tenho o privilégio de estar entre as pessoas que estão mudando a vida", diz ele. "Como albinos, temos de aceitar a nós mesmos antes que possamos juntar as mãos para lutar por nossos direitos. As coisas mudaram, mas muito mais ainda precisa ser feito. A maioria dos ataques contra albinos e o estigma cultural que eles sofrem é baseado na ignorância. É por isso que eu uso minha posição como artista para mostrar às pessoas que eu sou normal ".

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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Quem deseja fazer da Guiné-Bissau um Estado-falhado?

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Quem deseja fazer da Guiné-Bissau um Estado-falhado?. 22828.jpeg

Nota: quando este texto foi escrito, ainda não era do conhecimento público o que se teria passado na Assembleia Nacional da Guiné-Bissau, pelas razões abaixo evocadas. O que se sabe é que, apesar de manifestações e apelos contrários o indigitado Primeiro-ministro já terá nomeado alguns membros do seu gabinete!

por: Eugénio Costa Almeida
Há umas semanas que o país de Amílcar Cabral está em crise político-governativa - diga-se, nada que não seja habitual, só que, desta vez, interpares - devido a duas supostas desconvergência: de um lado o Presidente da República (PR) José Mário Vaz, vulgo Jomav (do PAIGC), não se entendia com a governação do seu Primeiro-ministro (PM), Domingos Simões Pereira (do PAIGC); outra razão, esta evocada pelo PR, o de haver um mútuo conflito de personalidades ou incompatibilidades de personalidades.
Bom, que se entenda haver divergências quanto à governação, é perfeitamente natural em regimes semi-presidencialistas, principalmente se forem de convicções políticas diferentes - o que, diga-se, não era o caso, já que ambos vêm do mesmo partido, o PAIGC - ou devido a personalidades diferenciadas.
Mas eventuais conflitos pessoais ou incompatibilidades de personalidades por razões de desencontros de carácter serem fundamentos para destituir um Governo que, tudo parecia indicar e a comunidade internacional o atestava, andava a conseguir apresentar uma governação sustentável e credível, parece não dar como certas, de jeito algum, as justificações presidenciais.
Como fica a imagem do PR e, por extensão da Guiné-Bissau?
Uma das razões evocadas pelo PR passa por perguntar por fundos que teriam sido colocados à disposição do PM e que, segundo aquele, este teria dado caminho desconhecido; o que parece ser desmentido quer pelos parceiros internacionais que colocaram esses fundos à disposição do Governo, como pela CEDEAO ou pelas palavras do alto-representante do Secretário-geral da ONU, senhor Ramos-Horta.
Também o Chefe de Estado anda há uns tempos, a ser questionado quanto ao destino de uma certa quantia colocada à sua disposição por Angola para restruturação das Forças Armadas da Guiné-Bissau...
Registe-se que enquanto os dois actores principais desta tragicomédia Bissau-guineense discutiam razões e contra-razões para a demissão governamental e o PR analisava com os seus conselheiros de Estado essas mesmas causas, o Chefe de Estado decide suspender a reunião evocando que "teria sido chamado"(?!) pelos presidentes do Senegal e da República da Guiné (Conakri), a Dakar, para uma reunião urgente.
Um Chefe de Estado de um país independente suspender uma reunião de Estado para se humilhar a mandos de presidentes de países vizinhos? Desde quando? E como fica Guiné-Bissau perante tal situação? Subserviência?
Perante isto, como fica a imagem do PR e, por extensão da Guiné-Bissau?
E ainda por cima perante dois países que já tinham dado mostras de quererem mandar no país de Cabral, Nino ou Mané sem resultado e que, em determinada crise político-militar foram vergonhosamente derrotados pelas forças militares da Guiné-Bissau? Vingança guinéu-senegalesa esperada e que se oferece fria, gélida?
Se não foi, como se explica que quase logo após o regresso da reunião acabou mesmo por sair a demissão do Governo de Simões Pereira?
E porque de "ses" e de "talvezes" - e muito menos de makas - a vida política não sobrevive, acresce a estes factos o que constar que também Marrocos - ao mais alto nível - poderá estar interessado na manutenção da queda do legitimado, pelo voto parlamentar e popular, Governo de Simões Pereira.
Estranho, talvez não quando se sabe que o indigitado novo PM - por iniciativa presidencial, que, segundo dizem os Bissau-guineenses não está prevista nem equacionada na sua Constituição - tenha dado ordens de pagar os vencimentos de Agosto dos funcionários públicos, que será cerca de 3,5 mil milhões de Francos CFA e só haver em tesouraria cerca de 2 mil milhões de FCFA.
Espantoso? Talvez! A não ser que dos cofres de uma certa casa real do Maghreb emerjam esses fundos complementares...
Como fica a imagem do PR e, por extensão da Guiné-Bissau?
Como deseja o Chefe de Estado da Guiné-Bissau fazer legitimar o seu novo PM no Parlamento quando todas as forças políticas com assento parlamentar já disseram não acolher a demissão do Governo considerado legítimo e a nomeação de um Governo cuja proveniência, apesar de atestada pelo PR, é, no mínimo, um pouco dúbia?
Não devemos esquecer que o indigitado novo Chefe de Governo, Baciro Djá, era até há pouco tempo 3º vice-presidente do PAIGC e enquanto membro do Parlamento viu várias das suas propostas serem todas, ou a grande maioria, rejeitadas.
Ora como poderá o indigitado PM poder fazer passar na Assembleia Nacional o seu Governo? Será que haverá pressões externas para que isso aconteça? Só assim se justifica que a Rádio Nacional da Guiné-Bissau, contrariando o habitual, tenha decidido extemporaneamente e por ordens superiores, não transmitir as sessões parlamentares onde o novo Governo e o seu programa se iriam colocar a votação.
Porque o PR não ouve os seus concidadãos que o votaram para Presidente, à segunda volta, nem os partidos políticos, com ou sem assento parlamentar - pelo menos à vista de todos -, que continuam a apoiar o destituído Governo de Simões Pereira?
E porque só os países francófonos apoiam as medidas, que parecem pouco constitucionais, de José Mário Vaz? Até a claramente insuspeita Nigéria - sempre pronta para decidir das "atitudes" dos Estados da CEDEAO - já afirmou que está desiludida com as medidas do Chefe de Estado. Será porque Simões Pereira - não esquecer que foi secretário-geral da CPLP - não parece inclinado para manter o predomínio do francês no País?
E onde anda essa mesma CPLP? Até agora só Timor-Leste, bem como a comunidade internacional, decidiu suspender as ajudas e cooperação com a Guiné-Bissau. Do resto, alguém ouviu alguma coisa? Nem Angola, que deveria ser a primeira a questionar certos factos se manifesta - o tal fundo que, eventualmente, teríamos concedido a Bissau, sempre existiu? A quem foi entregue e porque nos mantemos mudos?
À primeira vista, e apesar dos militares persistirem em se manter afastados desta contenda política - ainda que um dos seus, o almirantado Zamora Induta, dizem, estar sob vigilância domiciliária e de passaporte cassado o que lhe impede de prosseguir os seus estudos académicos em Portugal - tudo faz parecer que, em certos círculos diplomáticos se deseja que a Guiné-Bissau volte a ser considerado - como já o foi e não se deve esquecer - um Narco-estado ou, em alternativa, um Estado falhado!
Ora isso só interessa a quem? Não é, de certeza, ao Povo Bissau-guineense nem à sua classe política.
Daí que se volte a perguntar como ficam a imagem do Chefe de Estado e, por extensão da Guiné-Bissau? Recordemos que, por muito menos, a cassação do mandato presidencial foi decretado a um certo Presidente de uma República Lusófona - ainda que não seja de descarta o mesmo à sua actual Presidente...

*Investigador do CEI-IUL e do CINAMIL
24.Ago.2015
Publicado no semanário Novo Jornal, edição 395, de 28.Agosto.2015, 1º caderno, página 18
Investigador/Researcher at the Center for International Studies (ISCTE-IUL) and CINAMIL (Portugal's Military Academy Centre for Research, Development and Innovation)

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ANGOLA: PARABÉNS Presidente da República.

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Fotografia: Rogério Tuti

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, comemora hoje o seu 73.º aniversário natalício.

A admiração que o povo angolano lhe dedica está expressa nas mensagens de felicitações que recebe. José Eduardo dos Santos entregou-se à luta de libertação nacional e revelou a sua capacidade de líder popular quando teve de assumir os destinos da Nação. A paz em Angola e na África Austral foi conseguida e a integração regional está a ser feita. O Presidente conduziu os angolanos à reconciliação, consolida a democracia e mobiliza todas as forças vivas do país para saberem enfrentar os novos desafios.
#http://jornaldeangola.sapo.ao/

Missões diplomáticas realçam exercício do Chefe de Estado Angolano.

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Luanda - A Embaixada angolana no Estado de Israel enaltece o “importantíssimo papel desempenhado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, no alcance e consolidação da paz, promoção da unidade e reconciliação nacional”.

Presidente José Eduardo dos Santos
Este enaltecimento consta de uma mensagem da missão diplomática angolana no estado hebraico, por ocasião do 73º aniversário do Chefe de Estado, assinalado hoje (28 de Agosto), realçando que “Angola é hoje uma referência internacional pelos êxitos alcançados nos programas de reconstrução nacional.
A missiva nota que “o empenho incansável do PR, como servidor público na construção de uma nova Angola, transmite confiança a todos os cidadãos angolanos para um futuro melhor”.
Numa outra felicitação, o embaixador extraordinário e plenipotenciário de Angola na Federação Russa, Joaquim Augusto de Lemos, encoraja o Chefe de Estado a prosseguir com a missão a si incumbida, consubstanciada na elevação dos níveis da diplomacia e também na edificação da nova Angola.
A mensagem enfatiza ainda que José Eduardo dos Santos tem sido o principal garante da estabilidade política, económica e social do país, cuja firmeza permite renovar, de forma permanente, as esperanças num futuro melhor para Angola.
Já para a Embaixada de Angola em França, o momento é uma ocasião para reafirmar todo o apoio incondicional aos incessantes esforços do Presidente da República, na edificação de uma Angola melhor, da concórdia e do progresso para o bem de todos os angolanos.
O septuagésimo terceiro aniversário do PR é também oportunidade para a Embaixada de Angola no Reino de Marrocos exprimir “o respeito e render a merecida homenagem pelo elevado contributo que José Eduardo dos Santos tem dado no processo de crescimento e de afirmação da nação angolana”.
A nota destaca a firmeza e serenidade do Chefe de Estado no patamar dos estadistas universais, na luta pelo desenvolvimento humano, dando provas evidentes de líder carismático que nos momentos mais conturbados da trajectória histórica da nação angolana soube interpretar a vontade sublime do seu povo na luta pela conquista da paz.
Por seu turno, o embaixador de Angola na Alemanha assina uma mensagem, na qual reconhece os abnegados sacrifícios que o presidente angolano tem consentido para uma defesa e representação condigna dos interesses nacionais e para o respeito e o prestígio devido aos angolanos e à sua pátria, em todos os cantos do mundo.
Enquanto isto a Missão da República de Angola junto da CPLP frisa que o clima de paz definitiva que se vive no país só foi possível graças à visão estratégica, firme e inteligente do Presidente José Eduardo dos Santos.
O engajamento do Chefe de Estado angolano na resolução de conflitos, particularmente no Continente Africano, foi também exaltado pelo representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, embaixador Ismael Gaspar Martins.
O diplomata destaca o patriotismo e a firme liderança de José Eduardo dos Santos, que permitiram a conquista e consolidação da paz em Angola, em 2002, e a consequente Reconciliação e Reconstrução Nacional, bem como o crescimento económico do país.
Noutra mensagem, o empenho do estadista angolano na pacificação do continente africano é destacada pelo embaixador de Angola na República Federal da Nigéria, Eustáquio Januário Quibato, confiando que José Eduardo dos Santos saberá levar a bom porto os anseios do povo angolano, em prol de um desenvolvimento junto de África do mundo.
Para assinalar o 73º aniversário do Presidente José Eduardo dos Santos, a comunidade angolana residente no Zimbabwe juntou-se hoje em Harare num convívio para o qual foram especialmente convidados o embaixador de Angola neste país, Pedro Hendrik Vaal Neto e altos funcionários da mesma Missão Diplomática.
 
Durante a confraternização, onde os participantes degustaram os quitutes da terra confeccionados pelas senhoras da comunidade residente em Harare, o embaixador Pedro Hendrik Vaal Neto sublinhou o papel que tem sido desempenhado pelo Presidente José Eduardo dos Santos dizendo ser ele “o homem que desde 1977 tomou as rédeas da República de Angola e logrou conduzi-la de vitória em vitória na defesa da sua integridade territorial, unidade nacional e da sua própria sobrevivência ante as forças negativas que pretendiam a sua destruição”.
 
O embaixador angolano sublinhou ainda os esforços que o governo angolano vem fazendo no sentido de diversificar a sua economia, com o objectivo da irradicação da miséria através da criação de condições para que cada um, na sua especialidade, possa trabalhar e contribuir no esforço do Estado para o combate à pobreza.
#portalangop.co.ao

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Líderes religiosos oferecem-se para mediar crise política na Guiné-Bissau.

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Imanes, dirigentes católicos e líderes evangélicas encontram-se com o PAIGC


Catedral de Bissau
Catedral de Bissau

Um grupo de lideres religiosos encontrou-se nesta quinta-feira, 27, com o presidente e outros dirigentes do PAIGC numa tentativa de mediar a crise política actual na Guiné-Bissau.
Imanes, dirigentes da Igreja Católica e líderes das igrejas evangélicas manifestaram a Domingos Simões Pereira a sua disponibilidade para encontrar formas de ultrapassar o diferendo entre o Presidente José Mário Vaz e o PAIGC.
No encontro, soube a VOA, Simões Pereira reiterou a sua disponibilidade de encontrar uma solução através do diálogo, com a única condição de que o Presidente volte a consultar o PAIGC, como partido mais votado nas eleições de 2014, para indicar um novo primeiro-ministro.
O líder do partido de Amílcar Cabral deu a entender, como já tinha dito à VOA em entrevista na segunda-feira, 24, que o PAIGC tem outras soluções que não Domingos Simões Pereira para o cargo.
Os líderes religiosos tentar agora agendar um encontro com o Presidente da República para reiterar a sua oferta de mediação.
#VOA

Conselho de Segurança da ONU analisa situação na Guiné-Bissau.

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Representante especial do SG da ONU Miguel Trovoada apresenta relatório esta sexta-feira, 28.

Miguel Trovoada

O Conselho de Segurança das Nações Unidos  analisa esta sexta-feira, 28, a situação actual na Guiné-Bissau à luz do relatório a ser apresentado pelo representante especial do secretário-geral  no país, Miguel Trovoada.
A mais recente declaração do órgão sobre o país destaca a tensão que culminou com a demissão, este mês, do Governo do primeiro-ministro Domingos Simões Pereira pelo Presidente José Mário Vaz.
O Conselho de Segurança expressou preocupação com a situação e pediu calma aos líderes guineenses.
Os 15 Estados-membros instaram à busca do diálogo e do consenso para a solução da crise para servir os interesses do povo.
Entretanto, o último relatório de Ban Ki-moon sobre a Guiné-Bissau pediu que o Conselho mantenha atenção ao país devido às causas profundas da instabilidade e ao ainda recente retorno da ordem constitucional.
O secretário-geral recomenda a criação de um painel de especialistas para permitir que o órgão seja capaz de tomar medidas contra aqueles que possam prejudicar o processo de construção do Estado e consolidação da paz.
Ex-primeiro-ministro aponta recuo do presidente da República como a solução para crise política

Domingos Simões Pereira

O ex-primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, defendeu, numa entrevista à Voz da América, que «apenas um recuo do presidente de República pode resolver de forma rápida e eficaz a crise política» que se vive no país.

Domingos Simões Pereira revelou que o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder) «tem soluções para ultrapassar a crise decorrente da demissão» do seu governo, mas para tal, José Mário Vaz terá de anular o decreto que nomeou o novo primeiro-ministro, Baciro Djá, e pedir novamente ao partido maioritário que indique um novo candidato a chefe de governo.

No seu entender, embora a posição do chefe do Estado «não seja a que se configura com o sistema jurídico e seja totalmente inconstitucional, se o problema é o relacionamento entre o presidente e Domingos Simões Pereira o PAICG tem outras soluções».

O antigo primeiro-ministro lamentou, também, que José Mário Vaz continue a não dar ouvidos ao povo.

«Espero que não só ouça a pressão internacional, mas também a voz do povo que foi expressa nas urnas», reiterou Simões Pereira, na convicção que José Mário Vaz irá recuar, «porque não há outra alternativa frente à instabilidade criada por ele próprio».

«O que está verdadeiramente em causa é o futuro do país», concluiu.

#VOA

França: o jornalista Eric Laurent preso por tentativa de extorsão ao Rei de Marrocos.

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A polícia francesa deteve esta tarde o escritor e jornalista Eric Laurent, que supostamente tentou extorquir três milhões de euros ao rei de Marrocos, revelou o advogado do reino, Eric Dupont-Moretti, em uma entrevista concedida a rádio RTL.

Éric Laurent foi preso em 27 de agosto na saída de um restaurante em Paris pela polícia francesa por tentativa de chantagem.

Ele preparou com Catherine Graciet um livro sobre Mohammed VI. Os dois autores "teriam contactado o gabinete real marroquino, em 23 de julho", a fim de lhe reclamar os três milhões de euros, explicou o advogado do palácio, Eric Dupont-Moretti, à rádio RTL. Tendo em consideração ao montante que lhes teriam oferecido se não publicassem o livro em questão.

Mas o Reino de Marrocos em França apresentou uma queixa contra os dois autores. A polícia francesa registrou em total sigilo a segunda reunião entre os autores e o gabinete real, a fim de acumular evidências de extorsão.

No momento da sua detenção, Eric Laurent esteve com Catherine Graciet, que, aparentemente, também foi detida. Eles vieram para assinar o contrato e aceitar o dinheiro oferecido pelo palácio real marroquino.

Interrogado pela polícia

os dois autores "chantagearam o rei, a um chefe de Estado em funções. Nunca vi tamanha audácia louca! ", Exclamou o advogado do rei. "Nós ainda não sabemos quais são os motivos, mas eles talvez tiveram que ser explorados, por um grupo de terrorista", disse Eric Dupont-Moretti.

O caso está agora nas mãos da justiça francesa. Ambos os réus estão agora sendo ouvidos pela polícia.

Segundo o advogado do reino, "não há nada a dizer" sobre o livro em questão. Ele não contém qualquer revelação surpreendente.

Éric Laurent tinha publicado em 1993 um livro de entrevistas com Hassan II, intitulada Memória de um rei. Era o único livro de seu tipo na ex-soberano, ele havia sido realizado em harmonia com o palácio.

Em 2012, Laurent Graciet tinha publicado o Rei predador, desta vez sobre Mohammed VI. Muito mais incisivo.

#jeuneafrique.com

O ex-líder da junta militar da Guiné-Conacry de volta a Burkina Faso.

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O ex-governante militar da Guiné-Conacry, o capitão Moussa Dadis Camará em uma conferência de imprensa em 11 de maio de 2015, a partir de Ouagadougou, ao anunciar a sua intenção de se candidatar para a próxima eleição presidencial guineense de 2015. FOTO | AFP

O ex-líder da junta guineense o capitão Moussa Dadis Camará chegou em Ougadougou, Burkina Faso.

A chegada ocorreu após o voo que o transportava para Costa do Marfim ter sido negado os direitos de aterragem em Abidjan.
O avião foi forçado a pousar na vizinha Gana, de onde viajou para Burkina Faso.
Sr. Camara está em auto-exílio em Ouagadougou desde que ele foi derrubado em 2010.
Fontes disseram que o Sr. Camará tinha planejado para desembarcar em Abidjan e viajar por estrada de volta para casa, na Guiné-Conacry.
Em maio passado, ele tentou em vão regressar a casa, mas teria sido bloqueado pelas autoridades guineenses.
Após o último incidente na quarta-feira à noite, seu advogado Jean-Baptist Jocamey Haba, na quinta-feira prometeu apresentar uma queixa ao tribunal regional sobre a violação dos direitos de seu cliente.
A imprensa local citou na quinta-feira que o Sr. Haba disse que seu cliente estava voltando para casa para se preparar para a eleição presidencial em outubro.

Assassino
Sr. Camará da Frente Patriótica para a Democracia e Desenvolvimento ainda não é reconhecido pela comissão eleitoral.
Cerca de três meses atrás, o ex-líder da Junta entrou em uma aliança com o líder da oposição do país o Sr. Cellou Dalien Diallo, que terminou em segundo lugar na votação presidencial de 2010.
A aliança tem sido severamente criticada por muitos líderes de partidos da oposição que, argumentaram que ele reduziu as chances do Sr. Diallo na pesquisa para eleição presidencial de outubro de 2015.
Sr. Camara está enfrentando acusações de volta para casa por cumplicidade em assassinatos, desaparecimentos, estupros, bem como lesões e mortes de cerca de 157 manifestantes durante seu regime em 28 de setembro de 2009.

#africareview.omc

Guiné-Bissau: Fórum das Organizações da Sociedade Civil apela à desobediência.

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O Fórum das Organizações da Sociedade Civil da Guiné-Bissau lançou um apelo «ao bloqueio das atividades laborais e da circulação dos transportes públicos na capital Bissau».   Em declarações à RDP-Àfrica, o porta-voz da organização, Luís Nancassa, disse que a medida tem como objetivo protestar contra a decisão do presidente da República, José Mário Vaz, «em demitir o governo legítimo do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde» (PAIGC) e «nomear um novo primeiro-ministro sem o consentimento do partido maioritário vencedor das últimas eleições legislativas».  Luís Nancassa apelou, por isso, «à participação massiva dos funcionários públicos e privados neste ato de desobediência civil».  «Devemos demonstrar, enquanto guineenses, o nosso desejo pela paz e estabilidade, pondo fim ao ciclo de governos que não terminam os respetivos mandatos», exortou ainda o líder sindical.

#abola.pt

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Apelo à "Desobediência Civil" em Bissau com fraca adesão.

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A jornada de desobediência civil, convocada para esta quarta-feira (26.08), com o objetivo de paralisar os serviços públicos acabou por ter fraca adesão, constatou a repórter da DW África, nas ruas de Bissau.


O cumprimento do apelo à desobediência civil convocada para esta quarta-feira (26.08) pela Aliança Nacional para Paz e Democracia na Guiné-Bissau, no sentido de dar uma resposta àquilo que considera serem "decisões erradas" do chefe de Estado, José Mário Vaz, está a dividir as organizações filiadas na plataforma criada para fazer face à crise política no país.
A DW África foi para as ruas da capital guineense e constatou uma afluência normal dos funcionários públicos aos seus postos de trabalho, bem como a habitual circulação dos transportes públicos urbanos e semiurbanos.

Contudo, Luís Nancassa, porta-voz da Aliança Nacional para Paz e Democracia na Guiné-Bissau, considera que a adesão ao apelo para a paralisação do país “foi razoável” e acrescenta que “as pessoas participaram e os funcionários que foram para os ministérios e outros serviços não trabalharam”.
Gare de transportes terrestres em Bissau
Luís Nancassa, reforçou a sua ideia dizendo que a adesão poderia ter sido melhor mas que houve compra de consciência alegando que “está a circular muito dinheiro para que a Aliança não fizesse parte da desobediência civil”.

O porta-voz faz, também, referência a intimidações às pessoas que estariam dispostas a participar na iniciativa dizendo que “as ruas de Bissau estiveram repletas de polícias como forma de intimidar as pessoas”, concluiu.
"Só ficamos a ganhar com a paz"
Osvaldo Ribeiro, motorista de um transporte misto que faz ligações entre Bissau e Ziguenchor, no Senegal, congratulou-se com a ação desta quarta-feira dizendo que os motoristas deviam aderir à greve por uma causa nacional, não para agradar ao Presidente nem ao primeiro-ministro mas sim para a manter a paz. “Só ficamos a ganhar com isso” remata Osvaldo Ribeiro.

Entretanto, o primeiro-ministro Baciro Dja, ainda não foi capaz de formar o governo, uma semana depois de ter tomado posse.
UA defende respeito por Constituição e neutralidade de militares
O Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA) defendeu, esta quarta-feira (26.08), o respeito pela Constituição e a neutralidade das Forças Armadas da Guiné-Bissau no contexto de tensão crescente entre os principais responsáveis políticos do país.
Em comunicado divulgado pela agência de noticias Lusa, "o Conselho sublinhou o imperativo respeito pela Constituição e o Estado de direito, assim como a absoluta necessidade das forças armadas e de segurança se posicionarem do lado de fora desta crise atual".
O mesmo comunicado indicou ainda que esta crise política pode "dificultar a mobilização da assistência internacional que a Guiné-Bissau precisa para a sua recuperação socioeconómica e a implementação das reformas necessárias para a estabilização duradoura do país".

"O Conselho apela à continuidade dos esforços coordenados e engajados para acelerar a resolução da crise atual e pediu, para esse fim, que o presidente da Comissão da UA realize consultas junto da CEDEAO e dos países vizinhos da Guiné-Bissau, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da União Europeia e das Nações Unidas, e que tome as iniciativas necessárias", lê-se ainda no documento.
#dw.de

GUINÉ-CONACRY: CHEGADA ABORTADA DE DADIS CAMARÁ - O retorno impossível?

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Depois de 72 horas, a notícia da possível chegada nesta quarta-feira, 26 de agosto de 2015, de Moussa Dadis Camará, ex-chefe da junta no poder em 2008-2009, se espalhou como fogo na capital. Ao FPDD, o partido do ex-capitão, nós acreditávamos duro como o ferro! Desta vez, parecia bom, especialmente desde que alguns de seus simpatizantes se revelaram na mídia que um avião havia sido fretado para o efeito, para um retorno triunfal. Mas, as coisas têm corrido mal ... finalmente.



Para começar, como de costume, os ativistas se reuniram tão cedo esta manhã no Aeroporto Internacional Conakry-Gbessia, para atender o seu herói, seu ídolo, que acreditam estar retido em Ouagadougou. E, como de costume, a expectativa está atrelada a sorte! Os militantes não terão finalmente o direito a assistir o retorno do Presidente do PEDN Lansana Kouyaté, cujo retorno também foi agendada para esta quarta-feira.
A chegada de Dadis foi anunciada para 14 horas. Essas horas passaram, os rumores de sua possível detenção e da sua transferência para o TPI teriam arrefecido o ardor dos militantes, no tempo. Pois, deu lugar a consternação e a contestação. Os Protestos dos militantes degenerou depois em confrontos entre jovens manifestantes e forças de segurança. Esses últimos usaram ​​gás lacrimogêneo para dispersá-los. Avaliação final: prisão de vários militantes.

De acordo com Papa Koly Kourouma o presidente de GRUP próximo e fiel a Dadis, o avião do capitão Dadis teria sido proibido de pousar em Abidjan, e então teria de seguir para Accra, onde foi bloqueado enquanto se aguarda a sua possível transferência para o PC, "ou encaminhamento para Ouagadougou simplesmente. ".
O que poderia ter sido efetivamente feito em um vôo da companhia Air Burkina. Seu advogado disse que ele ficou chocado e não excluiu uma queixa contra a Costa do Marfim e autoridades guineenses por cumplicidade na proibição do movimento de um membro e cidadão da CEDEAO no espaço CEDEAO ...! Que é, dito ser contrária à livre circulação de bens e pessoas neste espaço geo-politico-económico.

Por Aliou Mamadou Diallo para GCI
2015-GuineeConakry.Info

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