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BAMAKO E IYAD ENGAJADOS NA MESMA LUTA CONTRA EIGS NO MALI: Cuidado com o efeito bumerangue!

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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

OPINIÃO: PERESTROIKA? - GERALDO MARTINS - O Eng.º Geraldo Martins do partido de "baguerra" (PCD), diz que o PAIGC causou inestimável dano ao seu povo.

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Geraldo Martins

O Eng.º Geraldo Martins do partido de "baguerra" (PCD), diz que o PAIGC causou inestimável dano ao seu povo. Se o Geraldo é do “feretcha”, qual é sua missão no PAIGC? A pergunta é extensiva ao Matchu (DSP). O objectivo é destruí-lo? Enganam-se! O guineense tem memória curta.

O Eng.ª Geraldo estudou  Biologia na antiga URSS, mas tem noção, às avessas, da “Perestroika”. Na qualidade de advogado do diabo, confessou, claramente, que o objectivo do partido de baguerra (PCD) é agir/controlar em absoluto o próprio PAIGC. Credo, bebés ainda com fralda no rabiosque com tamanha ambição política? Não é por acaso que Eng.º Carlos Correia protestou contra a constituição da mesa do Congresso. É preciso ter muita petulância, senhor Eng.º Geraldo, para ter tamanha ambição política.  

Como pode o senhor Eng.º Geraldo falar em raciocínio lógico se o senhor e a sua família sempre fizeram parte do clube de inimigos do PAIGC?

O senhor Eng.º Geraldo, teórico e bajulador convicto do DSP, aplaude com todo o furor a chamada campanha de “expurgação de vícios, o reforço da disciplina partidária interna, o respeito pelos princípios e pelos estatutos, a luta contra o vírus da traição, etc.”, no PAIGC? Mas o senhor engenheiro leu e entendeu bem os 12 catecismos sobre os Princípios do Partido? Eu também podia sentar-me no gabinete, no sofá com um longo charuto cubano, a riscar os nomes dos militantes que na minha opinião achasse pessoas inconvenientes para a organização. Assim era canja, não é verdade?

O Eng,º Geraldo se fosse do PAIGC saberia como correu o Congresso de Cassacá e seu objectivo. Nesse tempo não se falava até de democracia, mas o seu formato sempre serviu como modelo de renovação do PAIGC. Ao acusado é dado a oportunidade de se defender. A vossa falha, senhor Eng.º Geraldo, é intencional por isso, intolerável. Se preparam para se queimar no inferno.

O Eng.º Geraldo disse que o PAIGC precisa de um líder “como de pão para a boca”. Olha, que o nosso Comandante Saturnino da Costa, no Congresso de Cacheu, tinha apostado no “matcho”, mas o tiro saiu-lhe pela culatra e teve que se desculpar aos militantes. Será que não lhe arrepia o facto do filho do DSP fazer parte do Bureau Político? Essa campanha de expurgação no partido, protagonizada pelo DSP, irá trazer benefícios para quem?

CEDEAO “DESMENTIDO” FAKE NEWS(FALSAS NOTÍCIAS)

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Os bandidos da nossa praça, Jiló Cipriano Cassamá e DSP

Representação da CEDEAO em Bissau demarca-se da suposta lista que circula nas redes socias esta terça-feira em como a organização teria aplicado sanções a 19 políticos Guineenses.

A representação em Bissau disse não ter conhecimento do documento e, estranha o facto que alguma imprensa estar a difundir a informação sem rigor.

De acordo com um responsável de escritório da CEDEAO em Bissau, normalmente as informações ligadas a bloco sub-regional, são divulgadas pelo escritório em Bissau através do responsável ligado a imprensa.

A comissão da CEDEAO em Abuja e a Presidência da Republica de Togo preparam para desmentir a noticia supostamente manipulada pelo PAIGC através de grupo de pessoas entre quais se destaca o conhecido António Óscar Barbosa, próprio líder cessante Domingos Simões Pereira, Geraldo Martins entre outros.

Assinatura do chefe de estado de Togo Faure Esspzimna Gnassingbe, foi falsificado num documento que nem carimbo da instituição dispõe, para alem do francês mal escrito..

GUINÉ-BISSAU: CENTRO NACIONAL DE FORMAÇÃO JUDICIÁRIA CAPACITA MAGISTRADOS MILITAR

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O Centro Nacional de Formação Judiciária (CENFOJ) procedeu esta terça-feira (6 de Fevereiro) a entrega de diplomas aos 38 magistrados do Tribunal Militar e Agentes da Policia Judiciaria militar formados com o apoio financeiro do PNUD.

A cerimónia oficial foi presidida pelo representante do ministério de defesa Nacional Bill Vieira que reconheceu que o país depara com enormes dificuldades na prestação de serviços judiciais e depois realçou que o acto de formação, reveste de grande importância na vida dos formandos “ porque vai aumentar o conhecimento profissional e permitir-lhes melhor o desempenho das nobres funções. A fragilidade e vulnerabilidade da justiça militar, impõe-se a necessidade de actualizações constantes dos seus técnicos através de acções de formações”.

Entretanto, o director da CENFOJ Fernando Jorge disse esperar dos formandos uma profícua colaboração no combate a criminalidade dentro das suas áreas de competências. “ Aos magistrados dos tribunais militares, esperemos que actuem de maneira objectiva e imparcial e sempre na perspectiva de resolver não de criar problemas evitando assim que a força do direito seja confundido com o direito a força”, aconselhou.

Por seu turno Daba Na Walna presidente do Tribunal Militar sublinhou que sem a formação dos magistrados não haverá uma justiça militar digna desse nome. “ O tribunal militar está muito mais equipada do que qualquer período da sua história. Espero que doravante as pessoas passam a olhar para a justiça militar com a credibilidade confiantes de que os magistrados que lá operam, conhecem em profundidade a profissão que abraçaram”, sublinha Daba Na Walna.

A referida formação na área jurídica foi ministra pela CENFOJ com apoio da UNIOGBIS.

Por: Nautaran Marcos Có/radiosolmansi com Conosaba do Porto

"Reforma da União Africana é um novo e diferente começo", diz Cristina Duarte.

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Cristina Duarte, integrante da equipa de Paul Kagame

Ex-ministra cabo-verdiana e integrante da equipa de Paul Kagame fala sobre os pilares da reforma, desafios e consequências na vida das nações africanas
O novo presidente da União Africana Paul Kagame apresentou na recente cimeira de chefes de Estado e de Governo em Addis-Abeba uma proposta de reforma da organização.
Aprovada a reforma começa a ser implementada.
No passado, houve várias tentativas de reformar a União Africana mas que falharam porque não estavam reunidas as condições para a implementação de medidas.
Vários estudos fizeram recomendações válidas que se transformaram em matéria-prima para um novo arranque que se espera da União Africana.
Agora, a proposta de Paul Kagame recorre aos diagnósticos e recomendações anteriores que ele resume no chamado "Relatório Kagame".
Uma comissão de especialistas do continente acompanha Paul Kagame a implementar as propostas aprovadas recentemente em Addis-Abeba.
Cristina Duarte, ex-ministra das Finanças de Cabo Verde e consultora internacional, integra a comissão e falou com a VOA para a rubrica Agenda Africana.
Duarte discorre sobre os quatro pilares da reforma, seus impactos e consequências na vida das nações e os desafíos e obstáculos.
fonte: VOA

Guiné-Bissau: Partidos faltam à chamada do primeiro-ministro para formar Governo.

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Os cinco partidos com representação parlamentar demarcaram-se esta terça-feira da primeira reunião convocada por Artur Silva para discutir a formação de um Governo de consenso na base do Acordo de Conacri.
fonte: DW África
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Palácio do Governo da Guiné-Bissau
Augusto Olivais, do PAIGC, era apontado pela CEDEAO como a figura de consenso nas negociações decorridas em Conacri para resolver a crise política na Guiné-Bissau.  Mas o Presidente guineense, José Mário Vaz, nomeou Artur Silva como primeiro-ministro.
A própria CEDEAO considerou em comunicado emitido em Bissau, que a nomeação de um primeiro-ministro de consenso não foi respeitada. Exige o cumprimento do acordado em Conacri, tendo ainda afirmado que sem essas premissas não estarão reunidas as condições para que as próximas eleições legislativas sejam credíveis.
Esta terça-feira (06.02), com a ausência dos partidos à convocação do novo primeiro-ministro no palácio do Governo para discutir o futuro Executivo, Artur Silva teve de se deslocar às sedes partidárias para as auscultações. Não se sabe o que foi discutido ao certo com as formações políticas, uma vez que a agenda dos encontros não foi divulgada. E ainda não há qualquer data prevista para a formação do Executivo.
Um ponto de cada vez
Artur Silva neuer Premierminster von Guinea-Bissau
Artur Silva é o novo primeiro-ministro guineense
Agnelo Regala, porta-voz do Coletivo dos Políticos Democráticos, que agrupa quatro das cinco formações partidárias com assento parlamentar, afirma que não se pode ir discutir com Artur Silva a formação de um Governo de consenso sem que se tenha respeitado a nomeação de um primeiro-ministro de consenso, que seria o ponto um do Acordo de Conacri, assinado em 2016.
"Por questões de coerência, nós dissemos ao primeiro-ministro indigitado que não poderíamos ir discutir o ponto dois, quando o ponto um ainda não estaria resolvido”, explica, em declarações à DW África.
Para Regala, "seria necessário resolver o problema do primeiro-ministro do consenso e em seguida discutir a formação de um Governo inclusivo, em função daquilo que está estabelecido no acordo”.
Artur Silva acredita na formação de um Executivo
Mesmo com as críticas de que foi alvo por aceitar assumir o cargo de primeiro-ministro, gerando contestação no seio das formações partidárias, Artur Silva ainda acredita que será capaz de formar um Governo dentro do espírito do Acordo de Conacri.
"Temos de aceitar as críticas, que são sempre bem-vindas”, sublinha.
"Vamos tentar formar um Governo com todos os partidos parlamentares e tentar sentar à mesma mesa para negociar a participação com os signatários do Acordo de Conacri na base do mesmo roteiro proposto pela CEDEAO”, diz o primeiro-ministro.
Executivo contará com 15 expulsos do PAIGC?
Apesar de o grupo dos quinze deputados expulsos do PAIGC ter acusado o novo primeiro-ministro de violar as leis do país, ao mandar retirar as forças de segurança da sede do PAIGC, permitindo a realização do congresso, Artur Silva garante que vai contar com o grupo no seu Governo.
Por sua vez, o porta-voz do Partido da Renovação Social afirma em declarações à DW África que se o seu partido receber convite para participar no Governo, a decisão terá que ser tomada na reunião da Comissão Política do partido.
"É regra do PRS alinhar-se ao cumprimento dos estatutos. Quando formos convidados para o Governo teremos que levar o nome à comissão política, que terá sempre a ultima palavra”, frisou Vítor Pereira.
O Presidente guineense, José Mário Vaz, nomeou, na semana passada, o ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, para o cargo de Primeiro-ministro. Artur Silva é o sexto chefe do Executivo nomeado pelo actual Presidente guineense no espaço de três anos, e terá como primeiro objetivo a preparação e realização de eleições legislativas nos próximos meses.

ANGOLA DEVE A PORTUGAL CINCO MILHÕES DE DÓLARES DE SERVIÇOS MÉDICOS.

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A dívida de Angola com tratamento médico de cidadãos angolanos em Portugal ronda os cinco milhões de dólares, anunciou hoje o embaixador angolano em Lisboa. Marcos Barrica disse que, por essa razão, os doentes em tratamento em Portugal passam por dificuldades. No dia 2 de Agosto de 2016 o Folha 8 escreveu: “Doentes angolanos em Lisboa passam fome”.

“Há dificuldades reconhecidas, que não são novas, periodicamente temos vindo a reportar e estamos a acompanhar. Há dificuldades, temos que reconhecer isso”, afirmou Marcos Barrica, em declarações à Rádio Nacional de Angola.
Segundo o embaixador de Angola em Portugal, essa questão “está em vias de resolução”, porquanto “há um esforço muito grande por parte do Estado angolano para resolver a dívida”.
“E tem vindo a ser resolvida, essa divida é repartida em várias áreas, não só na área clínica, mas também em todos os domínios conexos, por exemplo, o alojamento dos doentes e acompanhantes, estão nas pensões e às vezes em casas particulares, o transporte e o subsídio que recebem mensalmente, tudo isto configura-se então na dívida que se tem”, explicou o diplomata angolano.
O embaixador de Angola em Portugal informou ainda que o Ministério da Saúde angolano enviou há bem pouco tempo uma delegação, dirigida pela Junta Nacional de Saúde, para fazer uma radiografia da situação do sector da saúde.
“Estamos crentes que com o trabalho feito e com as conclusões recolhidas poderão sim estar em melhores condições para a solução que se espera seja encontrada”, frisou.
Há um ano, o ex-ministro da Saúde de Angola, Luís Gomes Sambo, afirmou que o Estado angolano estava a resolver o problema da dívida que contraiu com países para onde são transportados doentes, entre os quais Portugal, mas sem avançar o valor da mesma.
“Confirmo que temos evacuado muitos doentes e ultrapassado a capacidade orçamental, estamos neste momento a resolver o problema da dívida, estamos a pagar a dívida, ao mesmo tempo que estamos a diminuir o número de doentes evacuados para esses países”, disse então Luís Gomes Sambo.

Agosto de 2016

Aeste propósito recorde-se o que o Folha 8 publicou, no dia 2 de Agosto de 2016, sob o título “Doentes angolanos em Lisboa passam fome”:
“Quase duzentos angolanos que estão em Portugal para tratamento médico reclamam da falta de transferência de subsídios do Governo. Por falta de pagamento, as pensões onde estão albergados decidiram cortar nas refeições.
Cerca de duas centenas de doentes angolanos, com junta médica para tratamento em Portugal, enfrentam sérias dificuldades devido aos atrasos nas transferências dos subsídios e ajudas de custo a cargo do Governo de Angola.
Fontes contactadas pela DW África falaram inclusive de pensões, onde estão albergados, que decidiram cortar nas refeições devido ao incumprimento do acordo por parte do Ministério da Saúde angolano. É que a baixa do preço do petróleo no mercado internacional tem obrigado o executivo de Luanda a fortes restrições financeiras.
A Embaixada de Angola em Lisboa, dirigida por Marcos Barrica, tem feito tudo ao seu alcance para minorar as dificuldades. Uma comissão enviada recentemente para Lisboa foi avaliar a situação e levar propostas para a tutela responsável.
João Catembe (nome fictício) está há sensivelmente cinco anos em Lisboa. Veio doente para Portugal em Fevereiro de 2011, por meio de Junta Médica, por causa de um problema renal. Continua por isso a fazer hemodiálise. Com pouco mais de 300 euros de subsídio, confessa que enfrenta muitas dificuldades.
“Continuamos com os valores de 20 anos atrás. De maneira que com 300 euros, hoje em dia, ninguém consegue fazer nada. O Governo diz que não tem dinheiro para [nos] pagar; quer dizer, eles assumiram-nos aqui em Portugal e agora dizem que não têm dinheiro. As pessoas estão à deriva”, desabafa Catembe.
A falta de recursos tem dificultado a vida dos doentes. Muitos deles vivem em péssimas condições – adianta Catembe que há cerca de nove meses não recebe dinheiro da Junta Médica por dificuldades de transferência de divisas em Angola.
Com dívida acumulada de empréstimos que fez para sobreviver, Catembe diz que tem sido ajudado por alguns amigos e familiares. Mas é preciso pagar o quarto onde dorme e ajudar nas despesas com alimentação. “Estou a pagar o quarto a 250 euros, porque é com casa de banho privativa”.

Falta de pagamento afecta a alimentação

Cada dia é uma incógnita, acrescenta ele, reconhecendo que há situações mais críticas entre os cerca de 200 doentes que Angola enviou para Portugal para tratamento. Uma boa parte está alojada em residenciais em Lisboa, no âmbito de um protocolo com o Governo de Luanda. Em algumas pensões, ocorrem situações de carência alimentar grave que afectam inclusive pessoas transplantadas. Os doentes estavam limitados à sopa diária, conta ele.
“Os donos das pensões também estão a querer correr com os doentes porque dizem que há atrasos de milhões [nos pagamentos]. A gente não percebe como que o Governo continua a mandar doentes para cá, se os que estão cá, eles não conseguem aguentar”.

Pensão Luanda está a cortar na alimentação

OMinistério da Saúde de Angola tem dívida elevada para com as referidas pensões, entre as quais a Pensão Luanda e Alvalade, em Lisboa. Face a isso, a administração das pensões cortou na alimentação diária aos doentes – revela a nossa fonte.
No entanto, com o apoio da Embaixada de Angola, tem sido possível melhorar a dieta alimentar nos últimos dias, realidade que os doentes não confirmam.
Contactado o Embaixador de Angola, Marcos Barrica, mandou o seu adido de imprensa pronunciar-se sobre o assunto. Estevão Alberto reconhece que a situação é difícil e diz que a Embaixada está a fazer tudo, por via do seu sector de saúde, para minorar as dificuldades.
“Tentar colher as preocupações destes mesmos doentes e em função desta recolha e da análise, remetê-las aos órgãos centrais para se encontrar mecanismos e caminhos viáveis para a resolução destas mesmas dificuldades, designadamente na área dos seus subsídios que registam algum atraso em razão de todas estas dificuldades que o país está neste momento a viver”, esclarece Estevão Alberto.
O porta-voz lembra que Angola evacua doentes para várias partes, nomeadamente para Portugal e África do Sul. O motivo é o país não dispor de capacidade técnica para atender todos os casos em função da sua complexidade, explica.

Doentes têm medo de denunciar

Entretanto, os visados consideram que o problema maior está na actuação do chefe do sector da saúde do Consulado de Angola, situado em Alcântara, que não respeita o estatuto dos doentes.
Nuno Marcelo de Oliveira tem sido criticado, por exemplo, por ter decidido suspender o subsídio e dar altas administrativas sem consentimento ou conhecimento do médico que segue alguns dos pacientes. O certo é que os visados não falam à imprensa por recearem intimidação e represálias, confirma Catembe.
“Os doentes sentem-se intimidados porque o próprio director do sector tem mandado indivíduos fazer investigação nas pensões a perguntar “quem é que está de acordo com a Comissão”; “quem reclamar eu mando embora porque ninguém aqui está acima de mim, nem o Embaixador”. Isto são palavras dos próprios funcionários lá dentro do sector”, conta.
Em reacção, Estevão Alberto responde que não há nenhum doente, ainda em fase de tratamento, que tenha sido enviado para Luanda, de forma compulsiva. “Esta decisão é de inteira responsabilidade do médico que acompanha o doente, “em função do diagnóstico e do seu relatório final, endossado ao sector da saúde da Embaixada”, sublinha.
“Os doentes que voltam para Luanda são aqueles em que os médicos que os acompanham determinam o fim do seu tratamento aqui em Portugal. Só em função disso é que o sector da saúde da Embaixada é chamado a pronunciar-se e criar as condições para que esse doente regresse ao país”, explica.
Abordado pela DW África, o presidente da Junta Nacional de Saúde, Augusto Lourenço, que esteve em Lisboa na semana passada, negou dar mais explicações por não ter mandato para falar à imprensa. Ele sublinhou que sua função é fazer um levantamento dos problemas existentes para que sejam encontradas “boas soluções”.
Há cerca de três semanas, os pacientes, através da Comissão de Apoio aos Doentes Angolanos em Portugal (CADAP), apelaram ao Executivo a criar os mecanismos adequados que assegurem a transferência, em tempo útil, dos recursos financeiros destinados a manter a sua assistência hospitalar, alimentar e em alojamento.”
Folha 8 com DW – Deutsche Welle

ANGOLA: AÍ ESTÃO MAIS UNS MILHÕES.

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O Banco Mundial disponibilizou para Angola um financiamento de 70 milhões de dólares (56,4 milhões de euros), para reforço da construção de infra-estruturas básicas sociais, designadamente hospitais e postos médicos, bem como residência para enfermeiros e professores.

Oacordo financeiro foi hoje assinado, em Luanda, pelo ministro das Finanças de Angola, Archer Mangueira, e o representante interino do Banco Mundial, Oliver Godron.
Este financiamento, vem reforçar o Projecto de Desenvolvimento Local (PDL), a ser implementado nos próximos três anos, pelo Fundo de Apoio Social (FAS), em coordenação com o Ministério da Administração do Território e Reforma do Estado.
Trata-se de um fundo adicional, aos anteriores cerca de 87 milhões de dólares (69,9 milhões de euros), disponibilizado pelo Banco Mundial, que vai igualmente beneficiar projectos ligados ao desenvolvimento de economia local, nomeadamente nos sectores da agricultura e comércio.
Em declarações à imprensa, Archer Mangueira considerou que o acordo vem “num bom momento”, tendo em conta que vai reforçar a capacidade institucional no domínio do desenvolvimento local.
“Ultimamente foram aprovados um conjunto de projectos, visando exactamente a criação de capacidades a nível do desenvolvimento local para um atendimento muito mais cuidado das nossas comunidades, por essa razão também aprovou recentemente o regime financeiro local e neste momento estamos todos empenhados em criar as condições materiais, humanas e institucionais para a sua concretização”, disse o ministro.
Por sua vez, o director-geral do FAS, Santinho Figueira, disse que o PDL vai ainda financiar os agentes de desenvolvimento comunitário e sanitário, uma iniciativa piloto que será executada nas províncias do Uíge, Bengo, Luanda, Moxico, Malange e Lunda Sul.
Segundo o responsável, a última componente do projecto está virada para a capacitação dos membros das administrações locais.
Os anteriores cerca de 87 milhões de dólares já disponibilizados financiaram, num período de cinco anos, projectos nas componentes acima referenciadas.
Recorde-se que, em Julho de 2017, o Banco Mundial desceu a classificação de Angola para país de renda média-baixa, o penúltimo dos quatro níveis com que a instituição classifica as economias mundiais, pelos rendimentos em função da população. Assim, Angola passou de país de renda anual média-alta, equivalente a entre 3.956 a 12.235 dólares de Renda Nacional Bruta “per capita”, para o nível média-baixa, que se situa entre 1.006 e 3.955 dólares por habitante.
O relatório do Banco Mundial refere que além de Angola, outros sete países viram a sua classificação actualizada, casos da Croácia, Geórgia, Jordânia e Nauru (em baixa) e Palau, Samoa e Tonga (em alta).
A organização sustenta que em cada país, factores como a inflação, as taxas de câmbio e mudanças populacionais “influenciam” a Renda Nacional Bruta “per capita”, levando à reavaliação da classificação.
No caso de Angola, a economia nacional ficou marcada pela alta taxa de inflação, acima dos 40%, e pelas consecutivas desvalorizações do kwanza, face ao dólar.
O grupo Banco Mundial é uma agência especializada independente do Sistema das Nações Unidas e principal financiador de projectos nas áreas da saúde, educação, ambiente, agricultura e economia a países em desenvolvimento, precisamente em função dos rendimentos de cada Estado-membro.
Entre os 53 países que se encontram no mesmo grupo de Angola, na classificação do Banco Mundial, estão Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Moçambique e Guiné-Bissau estão no grupo dos países de renda baixa, o último de quatro, com o equivalente de até 1.006 dólares por habitante de Renda Nacional Bruta. O Brasil e a Guiné Equatorial permanecem no grupo onde anteriormente estava Angola, de renda média-alta.
Vejamos o (nosso) país real. Por cada mil nados vivos em Angola, morrem 156 crianças até aos cinco anos de idade, de acordo com relatório da Organização Mundial de Saúde. Esta é mais uma medalha de mérito no peito (já de si atestado de medalhas semelhantes) de José Eduardo dos Santos mas que, se descontarmos as promessas e os catálogos de intenções, podem passar a curto prazo para o peito de João Lourenço.
Angola aparece assim, e com todo o mérito, no primeiro lugar mundial da mortalidade infantil, sendo também o país com a segunda mais baixa esperança de vida. Coisa pouca, não é Presidente João Lourenço?
Repetimos. Por cada 1.000 nados vivos morrem em Angola 156,9 crianças até aos cinco anos, apresentando por isso a mais alta taxa de mortalidade mundial.
Além disso, em cada 100.000 nados vivos em Angola morrem 477 mães, neste caso distante da Serra Leoa, onde para a mesma proporção morrem 1.360 mulheres. Certamente que, também nesta matéria, é caso para dar os parabéns ao ex-rei de Angola, bem como a todos os seus acólitos, internos (entre os quais estava João Lourenço) e externos.
A OMS, que não levou em conta os dados antagónicos dos especialistas do regime, refere igualmente que a esperança média de vida à nascença em Angola cifrou-se nos 52,4 anos, apenas à frente da Serra Leoa, com 50,1 anos.
Mas, é claro, que a OMS não percebe nada desta matéria. É que, segundo os dados mais credíveis do mundo (os do MPLA), a esperança média de vida no país passou a estar fixada em 60,2 anos. Vejam se aprendem, ok?
Ainda segundo regime, as mulheres angolanas aspiram agora a viver até aos 63 anos e os homens até aos 57,5 anos.
Segundo a OMS, em Angola, a expectativa de uma vida saudável à nascença é de apenas 45,8 anos, igualmente uma das mais baixas do mundo. Mas alguém acredita? Claro que não. Basta olhar para o paradigma dos angolanos – o clã dos milionários.
Mais uma vez sem levar em conta quem sabe (continuamos a falar do comité da especialidade do MPLA), a OMS refere que perto de metade da população angolana (49%) tinha acesso a fontes de água potável, o que é o segundo pior registo em 47 países africanos, enquanto o acesso a saneamento abrange 52%, a 11ª posição no mesmo grupo.
Esquece-se a OMS de dizer, mas o regime não vai em cantigas e di-lo com todas as letras, que a culpa de tudo isto é do colonialismo português. Apesar de independente há 42 anos, este tempo ainda só foi suficiente para enriquecer a família dos altos dignitários, generais e companhia, do MPLA.
Estima-se ainda que cada angolano com mais de 15 anos consome por ano o equivalente a 7,6 litros de álcool, e que a cada 1.000 angolanos não infectadas por HIV, com idades entre os 15 e os 49 anos, surgiram em uma média de 2,1 novos casos da doença.


Folha 8 com Lusa

ANGOLA: MILITARES A PRODUZIR FARDAS E… ALIMENTOS.

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O ministro da Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião, declarou hoje que as Forças Armadas devem ser auto-suficientes e contribuir, em tempo de paz, para o desenvolvimento económico e social da nação.

Pedro Sebastião discursava em Luanda na abertura da reunião de dirigentes das Forças Armadas Angolanas (FAA), convocada para fazer o balanço das actividades do ano passado e discutir o programa para 2018.
O ministro de Estado falou da possibilidade das Forças Armadas serem auto-suficientes no provimento das suas necessidades principais em termos logísticos no que respeita à produção alimentar, mediante projectos agro-pecuários bem concebidos, destinados, numa primeira fase, ao autoconsumo. Por outras palavras, devem trocar as armas por enxadas, as balas por sementes. Não está mel, reconheça-se. Só falta saber se os militares estarão receptivos a entrar nesta nova “guerra”.
Pedro Sebastião informou que o Comandante-em-Chefe das FAA, João Lourenço, já colocou à disposição meios para as tornar auto-suficientes em alguns domínios contribuir para a poupança de divisas, diversificação da economia e criando empregos.
O ministro da Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República defendeu igualmente iniciativas que possam melhorar a capacidade operacional das FAA e desenvolver uma indústria de defesa, contribuindo para optimização da capacidade militar.
A actual crise económica e financeira exige de todos, incluindo por isso as Forças armadas, a exemplo de outros seguimentos, rigor na gestão e execução do orçamento disponibilizado.
Sublinha Pedro Sebastião que saber fazer melhor com menos se impõe no cumprimento dos programas e planos de trabalho, superiormente orientados, e que compete às chefias militares papel decisivo para uma racional e eficaz organização na utilização dos meios.
O ministro de Estado sugere o contínuo fomento da cooperação no âmbito da região Austral com base em consultas, apoio operacional, instalação e operações conjuntas visando a prevenção de conflitos, o restabelecimento e consolidação da paz ou em operações humanitárias, como é o caso da actual missão no Lesotho.
Pedro Sebastião reafirmou o engajamento na protecção do Golfo da Guiné contra potenciais actos de pirataria e terrorismo que constituem uma grande ameaça à segurança internacional.
O Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República pediu também atenção à Caixa de Segurança Social das Forças Armadas na adequação permanente das condições de assistência aos oficiais reformados e pensionistas.
A reunião de dirigentes militares, que deverá terminar na quinta-feira, entre outras, deve abordar questões ligadas às condições socais dos efectivos, ao armamento e a preparação operativa e combativa no seio das Forças Armadas.
Recorde-se que, em Junho do ano passado, o Governo anunciou que iria investir mais de 10 milhões de euros na criação de uma empresa pública para produzir calçados e uniformes militares.
A constituição da Empresa Fabril de Calçados e Uniformes – Empresa Pública (EP) foi aprovada em reunião de Conselho de Ministros a 7 de Junho de 2017 e o decreto presidencial com a sua formalização publicado em Julho.
O documento refere a “necessidade de se reduzir os custos de importação de uniformes e calçados militares” para justificar a criação desta fábrica estatal, mas também a “importância estratégica” que representa essa produção, sobretudo para os efectivos militares.
A empresa, com sede na zona industrial do Cazenga, arredores de Luanda, poderá ainda estabelecer filiais ou sucursais noutros pontos do país ou mesmo representações no exterior do país, conforme previsto no seu estatuto orgânico.
A sua criação implica um capital estatutário inicial, público, de 1.920 milhões de kwanzas (10,1 milhões de euros), entre capital fixo e circulante, ficando sob tutela do Ministério da Defesa Nacional.
Apesar de ter por como “objecto principal a confecção de calçados e uniformes militares”, a empresa poderá exercer outras actividades comerciais “desde que não prejudiquem a prossecução do seu objecto principal”.
Os três ramos das Forças Armadas Angolanas integram actualmente mais de 100.000 militares, somando-se ainda as forças de segurança, bombeiros e protecção civil.
Recorde-se que em 2015 foi noticiado que Angola aprovou a compra de fardamento e outro equipamento militar no valor de 44,6 milhões de dólares (quase 40 milhões de euros) a uma empresa chinesa.
Segundo um despacho do Presidente angolano autorizando a compra, o negócio envolvia a China Xinxing and Export Corporation, que segundo informação da própria empresa conta com 180.000 trabalhadores e mais de 50 subsidiárias da área militar, como fábricas de vestuário, calçado e protecção individual.
A empresa chinesa refere ter negócios com 40 países africanos, para onde vende anualmente mais de 100 milhões de dólares (88,9 milhões de euros) em equipamentos.
Registe-se também que, falando na Assembleia Nacional, em Luanda, em Outubro de 2015, o então vice-Presidente da República, Manuel Vicente, ao ler o anual discurso sobre o estado da nação em nome do Presidente da República, explicou que as FAA e a Polícia Nacional deviam igualmente avançar com programas próprios que contribuam para a produção de alimentos, vestuário ou calçado, e para satisfazer as suas necessidades, bem como para a construção de infra-estruturas civis, utilizando as capacidades da engenharia militar para apoiar o Estado.
“Há experiências similares bem-sucedidas no Egipto, em Cuba, na China e em França nas quais nos podemos inspirar. Não nos podemos esquecer que nos chamados Estados Providência, em que os governos davam quase tudo de graça aos cidadãos, os seus regimes entraram em crise ou foram à falência”, afirmou o então vice-Presidente Manuel Vicente.
Folha 8 com Angop

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