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terça-feira, 29 de junho de 2021

SADC aprova orçamento de 12 milhões de dólares para força a ser enviada para Moçambique.

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                                                       Chefes de Estado e de Governo da SADC, 11 de Maio de 2021

Ante a urgência da situação, os países membros têm de enviar as suas contribuições financeiras até 9 de Julho

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) aprovou um orçamento de 12 milhões de dólares para o envio da Força em Estado de Alerta para Moçambique, que vai ajudar o país na luta contra os insurgentes em Cabo Delgado.

O valor foi revelado em Luanda nesta segunda-feira, 28, pelo ministro angolano das Relações Exteriores que participou na reunião virtual dos chefes da diplomacia da SADC.

“O orçamento é de 12 milhões de dólares no seu total, está subdividido em rubricas, fontes de financiamento", avançou Tete António, acrecentando que o dinheiro virá de um fundo de contingência e contribuições dos Estados-membros, que também deverão contribuir entre si com sete milhões de dólares.

Ante a situação em Cabo Delgado, que António considerou de “ questão de sobrevivência da região”, a SADC determinou que as contribuições devem ser dadas até 9 de Julho.

O chefe da diplomacia angolana reiterou que ele e os seus colegas, bem como toda a SADC, têm “essa consciência de que a região está sob ameaça, com a crise em Moçambique e todos nós temos que responder prontamente a esta ameaça que nós conhecemos na África Austral".

Nos próximos dias estão previstas reuniões de comissões técnicas que darão corpo à proposta final da intervenção.

A decisão do envio da força foi tomada na cimeiro dos Chefes de Estado e de Governo da SADC realizada no passado dia 23 em Maputo.

A intervenção visa ajudar as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique a combater os insurgentes que desde Outubro de 2017 provocaram mais de duas mil mortes e mais de 700 mil deslocados com as suas acções contra aldeias e vilas na província de Cabo Delgado.


fonte: VOA

Caso Bruno Candé: Enfermeiro é condenado a 22 anos de prisão.

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Tribunal considera que assassinato do ator de origem guineense não resultou de um descontrolo momentâneo do arguido, mas sim de um ato premeditado. Sentença foi proferida com a presença de familiares de Bruno Candé.


O enfermeiro de 76 anos apontado como o autor dos disparos que mataram o ator Bruno Candé foi condenado esta segunda-feira (28.06) a 22 anos e nove meses de prisão. O crime ocorreu a 25 de julho de 2020 na periferia de Lisboa e provocou vários protestos pelo país

Segundo o jornal português Diário de Notícias, além do cumprimento desta pena, a justiça portuguesa determinou o pagamento de uma indemnização cível de 160 mil euros aos três filhos de Bruno Candé por danos de morte e danos não patrimoniais.

A sentença foi proferida no Tribunal de Lourdes, em Lisboa, numa audiência que teve a presença de alguns familiares de Candé. Conforme a imprensa local, a juíza salientou que o cirme foi "perpetrado por um motivo fútil e por ódio racial".

Segundo a magistrada, o autor do crime não tem problema psiquiátrico nem qualquer remorso. Pesa contra o homem o crime de homicídio qualificado e agravado por ódio racial e posse de arma ilegal.

Portugal I Bruno Candé Protest

Caso gerou revolta e protestos em Portugal

O crime

assassinato do ator de origem guineense na movimentada Avenida de Moscavide chocou a sociedade lisboeta e intensificou o debate sobre o racismo no país. 

O ator de 39 anos estava ligado à companhia de teatro Casa Conveniente. Candé foi morto a tiros e deixou três filhos. Bruno Candé terá discutido com o enfermeiro dias antes por causa de sua cadela. 

Na ocasião, o suspeito teria desferido insultos racistas e ameaçado Candé, afirmando que tinha "armas do Ultramar" e que iria matá-lo - conforme publicou a imprensa portuguesa.

O tribunal considerou que o incidente não resultou de um descontrolo momentâneo do arguido, mas sim de um ato premeditado.

Durante as investigações, o Parlamento da Guiné-Bissau decidiu enviar a Portugal uma delegação para apurar as circunstâncias da morte do ator Bruno Candé.

fonte: DW 

Angola: Ativistas "comprados" não são a maioria?

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Subornados, membros do Movimento Revolucionário terão cancelado protesto que pedia demissão do Presidente angolano. Ativistas dizem que é uma prática comum e a UNITA é apontada como uma das financiadoras dos protestos.

Horas depois de o Chefe de Estado de Angola, João Lourenço, aceitar o pedido de desculpas de alguns membros do Movimento Revolucionário que o insultaram e depois convocaram protestos contra a sua governação, vazou nas redes sociais um diálogo dos mesmos ativistas a confirmarem que tinham sido subornados. 

Os jovens ativistas, ou "revús", que representam o município de Viana terão sido aliciados com 10 milhões de kwanzas, cerca de 10 mil euros, para cancelarem o protesto marcado para 26 de junho, dia em que o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), o partido no poder, promoveu uma marcha de apoio às políticas de João Lourenço.

Subornos são comuns?

A DW contactou os nomes envolvidos no caso, mas não teve sucesso. No entanto, outros ativistas revelam que a corrupção passiva tornou-se prática comum na oposição, que se deixa subornar em troca do silêncio ou do cancelamento de protestos.

Luanda: Angola und Kuba Schule vor acht Jahren verlassen

Nuno Dala, ativista

"O que os move são interesses pessoais. São mercenários e esses mercenários, por serem batatas podres que podem contaminar as outras, devem ser isolados, devem ser descartados de tal maneira que não influenciam os outros", criticou o ativista Nuno Dala à DW África. 

Segundo o denunciante, a maior parte dos ativistas angolanos não estão envolvidos nestes escândalos.

"É preciso que entendam que não são a maioria dos ativistas. São alguns dos ativistas cujo número ronda entre 20 e 25. Quantos ativistas tem o país? Centenas. Então, não é por causa de uma vintena de mercenários que podemos concluir que o ativismo está comprometido", frisa Nuno Dala. 

"A maior parte continua a fazer uma luta honesta com maiores ou menores dificuldades", acrescenta.

O presidente do Movimento de Estudantes Angolanos (MEA), Francisco Teixeira, também afirma que o pagamento de subornos por parte de pessoas ligadas às autoridades governamentais é prática recorrente.

Angola Francisco Teixeira, Koordinator der Studentenbewegung, MEA

Francisco Teixeira, presidente do Movimento de Estudantes Angolanos

"Quem ganha no meio disto tudo não são os ativistas. Quem mais ganha são os intermediários. São eles que andam atrás dos ativistas para que vendam as manifestações", comenta.

"Não creio que o Presidente da República sabe disso. Estamos a pensar endereçar uma carta ao Presidente da República para pôr fim a este assunto", refere.

Uma mancha na reputação dos ativistas

Léo Paxi, ativista ambiental no Uíge, sublinha que estes subornos ameaçam o propósito da maioria dos jovens angolanos que lutam por uma Angola melhor.

"Por isso é que não devemos tolerar questões do género. Temos que continuar a denunciar esses mercenários. Há muita gente a morrer pela luta. Inocêncio é alguém que morreu na luta de todos nós. Não podemos deixar que um grupo de chicos-espertos venha a beneficiar-se de forma ilícita em nome do ativismo", frisa.

A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), principal partido da oposição, é apontada como sendo uma das financiadoras dos protestos anti governo. Contudo, os ativistas ouvidos pela DW África negam qualquer influência da oposição na realização das manifestações.

"Não se conhecem da UNITA atos de corromper manifestantes para não realizar manifestações. Logo essa referência ainda não está devidamente explicada", disse fonte daquele partido.

"Se nós soubéssemos alguma coisa, estaríamos aqui a denunciar", acrescentou, por outro lado, Francisco Teixeira.

fonte: DW África

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