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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Há poucos dias, foi em Menaka que foi visto ao lado de notáveis ​​tu...

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Interessante a entrevista por isso vale a pena uma nova leitura: ‘Aristides fez a ponte entre Bush e José Eduardo dos Santos’.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Depois da morte de Amílcar Cabral, as contradições entre cabo-verdianos e bissauguineenses no PAIGC não pararam. Luís Cabral propôs a Aristides Pereira o lugar de Presidente da Guiné, numa tentativa de manter unidos os países e a luta, a resposta foi a que está no título desta entrevista, revelada por José Vicente Lopes, jornalista, escritor e investigador cabo-verdiano que acaba de lançar o livro “Aristides Pereira, Minha vida, nossa história”, saído de meses de conversa com o antigo Presidente de Cabo Verde. Angola ocupa um bom pedaço do livro e o autor abre-nos aqui pequenas fendas na cortina, que revelam a relação de Aristides com os políticos angolanos

Qual é o lugar de Aristides Pereira no imaginário e na memória dos cabo-verdianos, quando parece que a figura de Amílcar Cabral ainda preenche todos os espaços?
Tendo sido Presidente da República durante os primeiros 15 anos da independência (1975-1991), o homem que sucedeu a Amílcar Cabral no comando do PAIGC, o lugar de Aristides Pereira na história de Cabo Verde é grande. Em resultado da forma como exerceu esses papéis, ele deixou a ideia de um homem sereno, discreto e sobretudo moderado.
O facto de ter deixado a vida política em 1991, quando perdeu as primeiras eleições presidenciais livres e directas em Cabo Verde, contribuiu, por um lado, para aumentar o respeito que as pessoas tinham por ele, mas fez também, por outro, com que fosse esquecido ou até ignorado pelas novas gerações. Por isso, este livro-entrevista está a ser uma revelação para muita gente. Mesmo as pessoas mais chegadas a Aristides estão surpreendidas com algumas revelações tanto as de natureza pessoal como as de natureza política.

Cabo Verde já homenageou devidamente o seu primeiro Presidente? Pergunto se há praças e instituições com o seu nome, por exemplo?
Por diversas vezes o PAICV, pelo menos, homenageou em vida Aristides Pereira. E, mais recentemente, com o seu falecimento, o Aeroporto da Boa Vista, sua ilha natal, passou a ter o nome dele por iniciativa do Governo. É o mínimo que se podia fazer pela memória dele.

Como foi que Aristides Pereira reagiu à cisão entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau, depois de uma luta em conjunto e depois de se ter criado o ideal de uma pátria única?
O golpe de Estado na Guiné, em 1980, era previsível. As contradições vinham, pelo menos, desde 1973, quando Amílcar Cabral é morto, escapando o próprio Aristides por um triz. No início do golpe de 1980 ele confessa que ainda pensou remediar a situação, através de um encontro com Nino Vieira, que não se efectivou. Consumado o golpe, cada um dos dois países seguiu o seu rumo. Da sua parte, o meu entrevistado congratula-se com os resultados obtidos em Cabo Verde e lamenta, no que toca à Guiné, o que viria a acontecer a esse país, que ele considerava a sua segunda pátria, cuja situação de crise se arrasta até hoje.
Aliás, neste particular, a Guiné e Cabo Verde são dois claros exemplos do papel das lideranças em África.
Há 40 anos atrás, quando os dois países se tornam independentes, a Guiné aparecia com muito mais potencialidades para ser um Estado bem sucedido, no entanto, é Cabo Verde que se sai melhor no balanço. A diferença estava, em grande parte, no nível dos dirigentes dos dois países.

Aristides falou-lhe do “clima” da sua relação com Nino Vieira?
As relações entre os dois tiveram dois momentos, antes e depois do golpe de 1980, para não recuar mais atrás. Inicialmente a estima de Aristides por Nino era grande, mas ela vem a esmorecer por causa da conduta moral de Nino. Aliás, a forma como este morreu é vista por Aristides como o resultado das contradições que Nino foi acumulando ao longo da vida.

‘MOTIM DE 20 DE JANEIRO DE 1973, EM CONAKRY, FOI, FUNDAMENTALMENTE, CONTRA A ALA CABO_VERDIANA DO PAIGC’
“Por ser mestiço claro (ao contrário do Amílcar), Luís era visto pelos seus adversários guineenses como um cabo-verdiano. Luís também se “assumia” como guineense, o que levava os cabo-verdianos, por seu turno, a desconfiarem dele”.

Há uma passagem do seu livro que diz que “Cabral sentia-se guineense”. Esta revelação pode espantar algumas pessoas, quando a história apresenta Cabral como guineense e como alguém que lutou pela Guiné.
Há alguma coisa mais que isso?


A Guiné e Cabo Verde são dois claros exemplos do papel das lideranças em África.
Há 40 anos atrás, quando os dois países se tornam independentes, a Guiné aparecia com muito mais potencialidades para ser um Estado bem sucedido, no entanto, é Cabo Verde que se sai melhor no balanço. A diferença estava, em grande parte, no nível dos dirigentes dos dois países 
É preciso ter em conta o seguinte: Amílcar Cabral nasceu na Guiné, filho de pais cabo-verdianos, foi trazido criança para Cabo Verde, indo depois estudar em Portugal no início da idade adulta, onde conhece Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade, Lúcio Lara, Marcelino dos Santos, só para citar estes. Portanto, o seu contacto com a Guiné acontece com ele já homem feito, aos 28 anos, antifascista e anticolonialista, mas moldado também, convém não esquecer, nos valores da cultura cabo-verdiana.

Se se quiser, Amílcar Cabral era um homem de dois mundos, Guiné e Cabo Verde, pondo-se por isso este problema de identidade: como é que ele se via a si próprio num partido binacional? Diante da pergunta, Aristides Pereira responde que Amílcar “sentia-se” guineense, sem porém deixar de lado o facto de ser, ao mesmo tempo, um “cabo-verdiano especial”. Precisamente, por “ser” caboverdiano ele é assassinado. O motim 20 de Janeiro de 1973, em Conakry, foi, fundamentalmente, contra a ala cabo-verdiana do PAIGC.
Aliás, na mesma situação, e por maioria de razão, estava o meio irmão Luís Cabral: este também nasceu na Guiné, filho de um caboverdiano e uma portuguesa, que veio bebé para Cabo Verde e regressou adulto para a Guiné. Por ser mestiço claro (ao contrário do Amílcar), Luís era visto pelos seus adversários guineenses como um cabo-verdiano.
Luís também se “assumia” como guineense, o que levava os caboverdianos, por seu turno, a desconfiarem dele. Achavam, no fundo, que era um “cabo-verdiano” que estava a negar as suas origens crioulas.
Embora comezinhos, estes são problemas que, a partir de uma certa altura, ganham particular força dentro do PAIGC, instigado em grande parte pelo governador António de Spínola. Tanto é assim que é o próprio Aristides Pereira a confessar que no meio dessa tensão ele é escolhido para suceder a Amílcar Cabral por ser o “único”, entre os seus pares da direcção do partido, que se assumia claramente como cabo-verdiano, só que um cabo-verdiano que não estava minimamente interessado em “mandar” na Guiné. Por causa disso, já depois da morte de Amílcar, e desafiado por Luís Cabral para ser Presidente da Guiné, ele, Aristides, recusa, liminarmente. “Nem pensar!”, foi a reacção dele, alegando que estava na luta “por” Cabo Verde.
É diante dessa recusa que Luís Cabral vem a ser o primeiro chefe de Estado da Guiné-Bissau, entre 1973 e 1980.

Outra passagem fala da “Grande maçonaria”. Para quem não tenha lido o livro, e saiba da actualidade noticiosa portuguesa e das ligações entre Cabo Verde e Portugal… Cabo Verde tem uma maçonaria forte?
Aristides usa apenas o termo maçonaria como “força de expressão”. Segundo ele, países como Cabo Verde, ao se tornarem independentes, indispõem de imediato o Ocidente que, nestas coisas, funciona como “uma grande maçonaria”. Portanto, a polémica surgida em Portugal mais recentemente, já depois da morte dele, não é para aqui chamada.
‘ARISTIDES PEREIRA ERA UM POLÍTICO SEM VOCAÇÃO POLÍTICA’

Como era Aristides Pereira, um homem sorridente, afável e de conversa fácil, ou tinha a alma perfeitamente reflectida nas fotografias que mostram um homem algo amargo, introvertido?
Antes de responder à pergunta, permita-me que lhe diga o seguinte: Aristides Pereira era um político sem vocação política. Estava na política, quanto a mim, por dever e obrigação. Ele assume o comando do PAIGC com esse espírito e com esse espírito se mantém no poder até 1991. Tanto assim que, por duas vezes, ainda no partido único, em 1985 e em 1990, ele chega a manifestar aos seus pares o desejo de deixar o poder, seguindo, se se quiser, o exemplo de Léopold Senghor, o único caso de renúncia politica em África até àquela altura. Mas o problema, segundo ele, com a sua retirada, em 1990, estava em quem passaria a ser o número 2 do regime, se Silvino da Luz (ministro dos Negócios Estrangeiros), ou João Pereira Silva (ministro do Desenvolvimento Rural e Pescas), já que Pedro Pires (primeiro-ministro), seria o sucessor natural dele no partido e na chefia de Estado, embora eu aqui entenda que este tinha à perna Abílio Duarte (presidente do Parlamento). Ora, na falta de consenso em torno do tal número 2, Aristides deixou-se ficar até 1991. Por isso é que ele confessa no nosso livro que perder aquelas eleições foi para ele um alívio, podia finalmente ir cuidar da própria vida, dos familiares, etc. Portanto, é neste quadro que temos de ver e situar Aristides Pereira.
Quanto à pergunta propriamente dita, entendo que Aristides Pereira era um indivíduo reservado, introvertido, por isso com problemas de comunicação, mas uma vez quebrado o gelo com o seu interlocutor, tornava-se num homem afável, bem-humorado e sorridente. Nos últimos cinco anos do seu consulado ele torna-se num homem de semblante carregado, esse foi, seguramente, o pior período da vida dele como político, era um homem solitário, perdido no seu labirinto.
Só depois de deixar o poder é que ele volta a ser a mesma pessoa tranquila, sorridente, feliz consigo próprio, apesar dos inúmeros desgostos de ordem pessoal... Sentia, no fundo, que tinha cumprido a sua obrigação de combatente e estadista e voltava a ser o cidadão comum.
Só para ilustrar o que acabo de dizer, várias vezes, cheguei a me cruzar com ele num supermercado aqui da Praia, ele a fazer as suas compras sozinho, como o mais comum dos mortais – outro que assim procede – devo dizê-lo em nome da justiça – é o seu sucessor, António Mascarenhas Monteiro (1991-2001), que também tinha em comum com o Aristides o facto de não se considerar um político.
Neste aspecto entendo que Aristides Pereira era um homem raro em África. Isto é, como é que um político sem especiais qualidades políticas se torna num dos dirigentes mais respeitados do continente no século XX ao lado de Senghor, Nyerere e até de Mandela, que é hoje o paradigma para nós todos? Também Mandela cumpriu um mandato, ajudou a fazer a transição e retirou-se da cena política. Em 50 ou mais anos de independência, em África, são muito poucos os políticos que seguiram por essa via. No Gana, Kwame Nkrumah armou-se em “osagiefo” (Deus), até lhe derem o golpe, indo morrer triste na Guiné Conakry.

Quantas conversas com Aristides lhe “custaram” o livro?
Eu e ele falamos vários meses, ao longo sobretudo de 2003. Normalmente, nos encontrávamos aos finsde-semana, conversámos cerca de duas horas por sessão. Depois disso, houve vários outros momentos ao longo dos anos para acertos de pormenor e não só. Ao mesmo tempo que recria o seu percurso pessoal, do seu nascimento em 1923 aos dias de hoje, ele conta a história desse período, daí o título “Aristides Pereira, Minha vida, nossa história”. Ao todo são mais de 30 horas de gravação.

Os familiares opuseram-se a alguma passagem do livro?
Não, tudo foi tratado directamente entre nós dois, Aristides e eu. Aliás, da parte dos familiares dele, só tenho a agradecer. Houve informações suplementares, uma ou outra foto que me cederam sem qualquer problema.

O PAICV de hoje é muito diferente do de Aristides Pereira?
Com certeza. Antes de mais, deixou de ser partido único, tem de disputar o poder, por vezes, num quadro de extrema dureza com o seu principal adversário, o MpD. Ao cabo de 15 anos de mono partidarismo, de 1975 a 1991, o PAICV esteve 10 anos na oposição, regressou ao poder em 2001 agora sob a liderança de José Maria Neves, estando no seu terceiro mandato, este último conquistado em Fevereiro do ano passado. Ou seja, é uma outra geração, por isso é também outro o PAICV, muito embora os seus adversários prefiram entender o contrário. 

‘É também Aristides quem faz a ponte entre José Eduardo dos Santos e George Bush (pai)’ 
Que passagens do livro acha que poderão interessar, ou mesmo surpreender os angolanos?
São várias. Angola é um país muito presente. Aristides Pereira manteve uma relação fraterna com Agostinho Neto, que prosseguiu depois com José Eduardo dos Santos num outro nível, talvez de irmão mais velho e irmão mais novo. Graças a isso, ele pôde, em vários momentos, agir a favor de Angola, em particular do MPLA.
Por exemplo, foi ele quem faz a aproximação entre Neto e Senghor em 1979, em Monróvia, e depois entre José Eduardo dos Santos e Abdou Diouf, em 1981, na Cidade da Praia. Nessa altura o Senegal era dos poucos países africanos a não reconhecer a RPA (República Popular de Angola), mas, com a mediação de Aristides, Dakar acaba por mudar de posição.
É também Aristides quem faz a ponte entre José Eduardo dos Santos e George Bush (pai), no tempo em que este era ainda vicepresidente dos EUA. O primeiro dos vários encontros entre Aristides e Bush acontece, na ilha do Sal, a 10 de Novembro de 1982. É depois disso que surgem ou são retomados os contactos secretos entre Angola, África do Sul e EUA, que vão desembocar na retirada das forças sul-africanas e cubanas de Angola, bem como na independência da Namíbia e, se quiser, no fim do apartheid na África do Sul. Sempre na busca da paz em Angola, Cabo Verde também chegou a receber, secretamente, emissários da UNITA, dois deles foram Tony da Costa Fernandes e Alicerces Mango, por exemplo.
Estes e outros episódios estão no livro. E bom seria que esta história, relativa ao processo da pacificação da África Austral, fosse contada um dia com mais pormenor e acerto.
Como é que um país politicamente irrelevante, para não dizer inexistente, na arena internacional, consegue dar um contributo tão valioso para a paz na África Austral? Tudo, acredito, graças a Aristides Pereira.
Tem planos para a venda do livro em Angola? 
O livro, por enquanto, apenas está à venda em Cabo Verde. É claro que há sempre formas dele chegar aos angolanos interessados.

O título do livro “Aristides Pereira, Minha vida, nossa história” ... Cabo Verde e os PALOP têm uma história que se confunde com a vida de Aristides?
Ou seja, até que ponto Aristides moldou o Cabo Verde de hoje? No caso de Cabo Verde a acção ou a influência pessoal e política de Aristides Pereira é clara. Com a sua moderação ajudou a conter certos excessos revolucionários em voga naquela altura. Ele era um homem mais preocupado com a realidade do que com a ideologia, nunca quis ser um Marx ou Lenine de Cabo Verde e muito menos de África. Governar, para ele, era uma questão de bom senso. Foi um homem isento de erros? É claro que não, e é ele próprio a admiti-lo. Dos regimes autoritários restam sempre ressentimentos, que o tempo se encarrega ou não de curar. Aliás, o próprio Aristides lamenta que Cabo Verde não tenha abraçado mais cedo o multipartidarismo, respondendo a um anseio dos cabo-verdianos.
Em relação aos demais PALOP, embora discreto, o papel de Aristides junto dos seus pares, especialmente de Agostinho Neto, Samora Machel e José Eduardo dos Santos foi apreciável. Todos o viam como um homem sério, ponderado, o conselheiro que não deviam ter. Um dia, talvez, venhamos todos a conhecer com mais pormenor e acerto o que ele fez ou deixou de fazer em prol dos nossos povos e países. Para já, no álbum comum dos nossos povos e países Aristides Pereira fica bem na foto.

fonte: OPAIS

Um drama chamado impotência sexual.

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Encontrámos o jovem, que prefere ser identificado apenas como Fidel, numa clínica privada, onde tem sido acompanhado por especialistas, que tentam ajudá-lo a recuperar do problema da disfunção eréctil, amplamente conhecida como impotência sexual. Ele aceitou partilhar a sua história connosco, começando por explicar que iniciou a sua vida sexual activa aos 14 anos e que as suas parceiras sempre o elogiaram por ter um desempenho sexual “excelente”.
Tal como muitos amigos da época, Fidel começou a frequentar maratonas e discotecas onde, como lembra, consumia muitas bebidas alcoólicas. “No bairro, muitas vezes, fazíamos concursos, para ver quem bebia mais. Ganhava quase sempre, quando estava bem, chegava a beber uma grade de cerveja”, lembrou. Aliado a este hábito, o jovem revelou-nos que mantinha relações sexuais com várias parceiras. “Não via qualquer problema, porque sentia-me bem e muitos dos meus amigos faziam o mesmo”, explicou.
Aos 28 anos Fidel conheceu uma jovem que diz ter mudado a sua vida e com quem decidiu viver. “No início estava tudo bem, conseguia satisfazer a minha mulher sem problemas. Ela até me elogiava e nunca pensei que algum dia teria problemas neste campo”, acrescentou.
Entretanto, dois anos depois o rumo da história mudou drasticamente.
“Tudo começou quando comecei a ter dificuldades para manter relações sexuais. Era tudo muito rápido e ejaculava logo, na altura, pensei que fosse apenas algo passageiro, mas a situação foi piorando e a minha mulher começou a reclamar. Mais tarde deixei de conseguir ter erecções. Estava impotente e sentia-me inútil como homem”, relatou-nos.
Com vergonha de que outras pessoas se apercebessem do problema que tinha, Fidel optou por não contar a ninguém nem procurar um médico. “Convenci-me que era uma situação passageira, porque sempre me considerei muito bom como homem”, lembrou o jovem.
Contudo, a situação só piorou, até ao ponto em que, como explicou, apesar de ter erecções ao acordar, não consegue manter relações sexuais com a mulher. “Estou desesperado, sou muito jovem e tenho receio de nunca mais voltar a ser normal. É muito triste e humilhante”, realçou.
Com o agravar da situação vieram também os problemas no lar. A mulher passou a reclamar da virilidade de Fidel e exigia que ele cumprisse com o seu papel enquanto homem.
“Eu ficava muito nervoso com o que ela dizia e, quando ela não estava comigo, imaginava sempre que estava com outro homem, porque eu não conseguia dar-lhe prazer”.
A relação foi-se deteriorando e o casamento não sobreviveu.
Após a separação, Fidel diz que ficou deprimido e decidiu partilhar o seu problema com um amigo, que o levou à clínica, onde está a fazer o tratamento. “Receitaram-me uma Cada vez mais jovens são afectados pela impotência sexual.
medicação, que estou a cumprir, e tenho consultas regulares”, explicou, acrescentando, entretanto, que, apesar de não estar curado, tem confiança de voltar a ter uma vida sexual saudável.
O drama da impotência sexual é difícil de enfrentar tanto para o homem que vive nesta situação, como para a sua parceira. Uma senhora de 46 anos (que preferiu não ser identificada para proteger a imagem da sua família) enfrenta esta situação e, antes de tudo, alerta que “é preciso ter muita paciência”.
Ela contou-nos que o seu esposo, de 58 anos, tem disfunção eréctil há cinco, o que mudou drasticamente a vida do casal.
“No início ele dizia que a culpa era minha porque eu já não o excitava e até chegou a arranjar uma outra mulher muito mais nova que eu. O problema não passou e só depois de uns anos é que ele decidiu procurar um médico. Está a fazer tratamento mas ainda não está bom”, explicounos a senhora, que, entretanto, diz que a convivência entre o casal é cada vez mais difícil porque o marido está sempre nervoso e até violento.
“Estamos a ser aconselhados por um psicólogo porque para mim é muito sofrimento, para além da situação dele, também sinto que ainda sou jovem e gostaria de ter um marido saudável”, acrescentou.

‘É preciso paciência e compreensão’
Habituado a atender casais que enfrentam o problema da impotência sexual, o psicólogo clínico Félix Mizé alerta que nos casos em que o parceiro tem a doença é preciso que haja “muita paciência e compreensão” entre o casal.
“Em muitos casos, a mulher tende a cobrar muito do homem, para que a satisfaça sexualmente, por outro lado, o homem acaba por ser muito ciumento e violento, o que chamamos de mecanismos de defesa. Este tipo de comportamento só agrava o problema”, acrescentou o especialista.
O psicólogo, que atende mensalmente uma média de 30 casos de homens com impotência sexual, revelou que, em muitos casos, quem procura ajuda primeiro é a mulher. “Também temos registado um aumento dos casos de jovens com este problema”, disse.
O nosso interlocutor lamenta que muitos dos homens que enfrentam este problema tenham vergonha de procurar um especialista, mas faz questão de realçar que a cura passa por um tratamento multidisciplinar, com o suporte de médicos e psicólogos.
No que toca ao seu trabalho, Félix Mizé explicou-nos que passa por submeter a pessoa com disfunção eréctil a uma terapia, que, mais tarde, pode envolver também a sua parceira. “Nos casos em que o problema tem origem psicológica, um dos passos mais importantes é descobrir a causa do problema, para que o indivíduo possa ultrapassar o trauma que o levou à situação de bloqueio”, explicou.
Para os casos em que após tratamento médico e psicológico não haja solução, o especialista chama a atenção para o facto de ser necessário que o indivíduo aprenda a viver com o problema e aprenda “buscar prazer sem penetração”.

fonte: OPAIS

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

EVITAR OS ERROS DO PASSADO

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Houve um tempo que o ditado "em terra de cegos quem tem olho, é rei" convenceu muitos de nós de que o que precisávamos para sairmos de um certo impasse, estagnação a que o país chegou era de um único remédio marca "doutores" , enfim, como varinha mágica queríamos ter à mão de semear o produto para adubar a terra e a seguir, imediatamente fazermos a colheita, não era má ideia de todo, só que pecou na avaliação do terreno apropriado para a cultura de determinadas  sementes e também no sistema de orientação das políticas falhadas na resolução de problemas que o país atravessa há vários anos, um remédio santo para o desenvolvimento seguro era finalmente a visão correcta de alguns no que concerne as necessidades do país, até hoje é urgente uma mudança de mentalidade e de espírito empreendedor, esta necessidade real é como do pão para boca, mas, a ideia do único remédio falhou e já deu o que tinha a dar, isto é, um diagnóstico errado nunca pode determinar medidas terapêuticas certas para um procedimento com bom prognóstico, independente de tudo o resto que era visível, uma coisa certa tornou-se óbvio diante dos nossos olhos, objectivamente temos que mudar o que está mal, uma tentativa de resolução até hoje que acabando por gerar conflito de interesses, revela que há que mudar igualmente de estados de espírito de ganância, enriquecimento ilícito, complexos de natureza cultural que têm minado as mentalidades de uma elite que lutam entre si pelo puder a qualquer custo sem se verem ao espelho e interrogarem-se no sentido de se têm algo de novo a oferecer a este Povo, que espera e desespera há anos, e quase sempre uma linha das mesmas caras fazendo fila única, salivando, aguardando uma oportunidade para dar uma dentada e engolir sem mastigar, com receio do amigo ao lado, BASTA.

O que ainda está ausente, já não é do conhecimento que precisamos mas sim de políticas correctas implícitas num sistema político que funcione, para isso temos que transpor obstáculos que agora representam algumas ideias ultrapassadas a serem postas de lado, subir os degraus da veracidade, do realismo, com objectividade e especificação correcta das nossas necessidades, avançar e não permitir parar este comboio gigante a Guiné-Bissau rumo ao progresso e desenvolvimento, precisamos para crescer rápido e seguro de uma mentalidade e cultura e Paz.
Hoje temos a certeza de que a situação social e o estado do desenvolvimento do País não dependem de uma só classe especifica de profissionais, independentemente da formação ou dos diplomas nas áreas profissionais (criativa e empreendedora em vista), precisamos sim de todos nas varias áreas de formação profissional, uma unidade de formação, produção criadora de respostas e projectos profissionais qualificados e com qualidade, partindo das reais necessidades do País, projectados para um desenvolvimento sustentado, e mais ainda, a formação nas áreas tecnológicas e profissionais são a maior fatia das necessidades no campo de trabalho, depois temos então a necessidade de quadros com formação científica superiores logo a seguir, obviamente que aqui uma mão lava a outra, estas áreas não representam uma separação estanque entre elas, antes pelo contrário, complementam-se numa dinâmica de acção conjunta para qualquer resultado final que se possa atingir. Pretendemos um desenvolvimento harmonioso entre as várias áreas de produção, evitando “mancar”, como sinal de desequilíbrio, desorganização e ausência de projectos que visam uma continuidade no futuro próximo.
A título de exemplo apresento o trajecto comercial da nossa castanha de caju, cultivada no solo guineense, exportada, tratadas no exterior onde há industria implantada, e posteriormente regressa as “bases” onde nós os produtores e consumidores, vamos adquirir de novo este produto (já de fato e gravata, chegado de fresco do exterior) com outro aroma, sal ou piripiri, numa roupagem empacotada, só que quinze vezes mais caro, tudo isto acontece por motivos de uma ausência crucial referida atrás, que afecta directamente todo este desequilíbrio que se constata nos vários sectores de produção no país, principalmente em relação aos produtos da nossa agricultura e não só. Há portanto razões fortes para se pensar num desenvolvimento sustentado, baseados sim nas necessidades ou prioridades do país, nada de imitações ou importações de chapa de modelos e projectos para o “inglês-ver”.
Vamos indo e vamos vendo, algumas certezas vamos tirando de conjugações de factos e factores na nossa sociedade, aprendendo com os erros do passado, evitar repetir e avançar persistindo nos melhores resultados, tentar não mudar o que está bem e alterar o que realmente trás maus resultados, esta certeza também temos e não devemos voltar a confundir o enquadramento de sectores e actividades de produção em vista e resultados esperados, devemos sempre conjugar esforços, trocar experiências, discutir e aprofundar os objectivos globais e especifico das necessidades de cada área e lançarmos ao trabalho.
Esta dificuldade assente no desequilíbrio das forças de produção ao nível nacional são evidentes, algumas solução atribuídas a este facto têm vindo a falhar, consequentemente pelos resultados que carecem de uma reapreciação, tendo em vista a correcção do erro grosseiro e mudanças necessárias a fazer, voltando a praticar muitas vezes os mesmos erros por falta de reflexão, estudo e análise dos factos e resultados que produziram insucessos consecutivos, uma das razões para explicarmos semelhante atraso no ritmo de desenvolvimento que temos.
Ainda me lembro das expectativas em relação a vaga de primeiros licenciados vindos da Europa (leste e ocidente) e outros Países com formação superior nas várias áreas de formação científica, licenciados do pós-independência, estes jovens diplomados não confirmaram mais tarde nas suas actividades profissionais a máxima deste ditado que diz que em "terra de cegos, quem tem olho é rei", todo o sistema foi progressivamente falhando, motivos que se prenderam com os factos de natureza técnica e humana e a ausência de um sistema político de base alicerçados num todo de si sustentável, uma política com as especificidades necessárias nos vários sectores do desenvolvimento social, estando ausentes levou a que se afunilássemos num mesmo buraco, acotovelando-se em busca das mesmas oportunidades ou lugares, tornando o Estado cada vez mais como o único empregador quase, sendo que a industria, e sectores empresariais e privados foram sendo atropelados por politicas limitadas e má gestão dos recursos do país, lentamente até que se tornou galopante este subdesenvolvimento que é preciso travar hoje e sempre.
Estes primeiros licenciados da era pós-independência encontraram um País que não se preparou para os receber, tanto no mercado de trabalho, como no seu sistema político e social vigente, sem alastramos numa análise politica da situação do país nos anos oitenta, basta lembrar que muitos regressaram para casa dos pais, no memo espaço de onde partilhavam uma cama, tinham um lugar à mesa de refeições e um tecto de família e, podemos calcular uma certa regressão que tudo isto provocou pelo menos a uma parte significativa destes jovens, regressados com sonhos e objectivos na vida, que foram simplesmente abortados, sem uma política de habitação, concessão de crédito habitação não há como adquirir casa própria, o mercado de arrendamento era escasso, enfim advínhamos certo tipo de dificuldade que fez com que muitos perdessem uma determinada postura, preferindo uma inserção colada ao regime político de partido único durante mito tempo, prova disso, e é realmente uma verdade sólida, por isso só agora presentemente, começamos a dar os primeiros passos rumo a uma política de habitação sustentada, após trinta e muitos anos à deriva num barco habitacional altamente discriminatório, na altura uma “casa nova” e chave na mão só se fores um quadro do partido, porque apenas o PAIGC era o seu único gestor dos destinos da Nação, tempos que marcaram os piores erros cometidos em vários sectores da vida social, económica e cultural do país, um erro que nos diz respeito a todos, guineenses, sem pautar por épocas qualquer elação, vejamos que mesmo depois, numa época multipartidária, esta fraca noção ao nível do desenvolvimento social não se alterou, temos casas velhas do tempo colonial em percentagem muito superior aquelas que foram construídas de raiz, quer isto dizer que é urgente uma mudança de rumo, que não será obra de nenhum partido isolado, de nenhum “iluminado”, mas sim de políticas concertadas e inseridas num sistema plural com enfoque no denominador comum das necessidades ao nível nacional, nesta matéria por exemplo ninguém reclama o seu contrário, isto é, qualquer partido vê com bons olhos a necessidade de avançar com urgência com este sector de produção e recolher mão-de-obra na área de construção civil e não só. Quem faz um cesto, faz cem e por isso há mais denominadores que nos é comum, só.
 A estes licenciados do pós-independência aconteceu-lhes de tudo um pouco, deixaram de ser vistos como “salvação técnica” muito cedo, emaranhados na confusão que se vivia perderam a “coroa” e deixaram de ser reis destacados na prática não só profissional, como também na actividade politica eram secundarizados por quem de direito com provas dadas na sinfonia do teatro das operações, os homens da luta tiveram todo o poder nas mãos e durante muito tempo, mais tarde, encheram de coragem e lançaram alguns desses jovens licenciados em meados dos anos oitenta, foi o baptismo de fogo para todos, destinos diferentes e chegados as metas obviamente que os resultados terão que ser também diferentes.
Muitos passaram de bons a bestas sem saber porquê, afastados, escorraçados e simplesmente postos de parte e, num país em que o regime é praticamente o único empregador, é muito difícil sobreviver neste pantanal porque não vale a pena saber nadar, percebe com certeza onde quero chegar.
Alguns passaram a ser vistos como pouco confiáveis, embora sérios ou competentes,   caiu-se-lhes a “coroa”, e bastaram poucos anos, sabemos que a carne foi fraca, num salva-se quem puder, pois os senhores "doutores" não resistiram, sujaram a boca e comeram a isca, toda a gente viu ou desconfiou deste resultado, ficamos todos a saber que afinal a dignidade morreu na praia e com preço de saldo. Não conseguiram um estatuto melhorado e diferente dos primeiros, dantes acusaram de malfeitores e corruptos os irmãos mais velhos da luta, os responsáveis do estado da Nação, mas hoje são eles dessa geração, alguns já não sabem onde deixaram ficar a honra, o "juramento de Hipócrates" do fim de curso, hoje os diplomas servem para "tudo", podem até servir para estar ao serviço da não ciência, alguns já não sabem o que são afinal na profissão para o qual estão formados ou que exercem ainda, trocando as voltas e os princípios da ética e deontologia profissional, desenvolveram uma visão centralizadora nos interesses pessoais, típicos numa situação de salva-se quem puder, onde não se confia no Estado como pessoa de bem, cumpridora dos compromissos com os seus contribuintes e cidadãos, então todos aproveitam para desenrascar e encherem-se do que há-de precisar no futuro quando perder o “tacho”, pois vê-se o que se vê e à vista desarmada, são diplomados transformados em "chave" que abre muitas portas (tipo chave mestra), uma ferramenta que abre muitos cofres, que sabe muitos caminhos obscuros, muitos buracos no nossos desejos para fomentar mais miséria e fome aos menos protegidos, têm um preço, serviram e ainda servem muitos destes "diplomas" alcançados com muita dificuldade, para nos esfregarem nos olhos como identificação autorizada para fazer sem dar satisfações ou assumirem responsabilidades quando dá para o torto ou há maus resultados.
Uma tentativa para nos calar, humilhar, assustar, às vezes corromper, comprar, enganar, desviar a atenção, para fazerem cobranças difíceis a pessoas realmente de bem, gente do povo que vive do suor e lágrimas para dar de comer aos filhos e viver com dignidade, um povo maturo emocionalmente, superior aos conteúdos escritos e colados no papel que os próprios não sabem fazer leitura humanamente e fiel aos comportamentos de um bom profissional, advogando títulos que sabe o diabo como foram arrancados a ferro, para a seguir explorarem nos sítios por onde passam todos que encontram pela frente, porque alguns inseridos num sistema corrupto já não vêm meios para atingir os fins que projectam num futuro alienado mantidos como esperança.

Diplomas versus condição de vida, não são sempre sinónimo de competência, honestidade científica, conhecimento científico com profundidade, sua aplicabilidade com isenção, espírito criativo e empreendedor. Estas contas fogem da nossa imaginação por dificuldade de reconhecimento no terreno, muita coisa não passa de uma miragem hoje, a ética e deontologia por exemplo, como tudo isso é sabido que têm um preço nas feiras do conhecimento, aliás onde a pessoa trás uma máscara para o próprio "diploma" na medida em que rejeita explicitamente a essência da sua formação científica e o papel como profissional, mas, mantém os títulos colados só como rótulo na testa, o que convém enquanto andar por ruas escuras, é sua atracção fatal.
Há crimes de vária ordem e feitio, enganos e mentiras cometidas e confirmadas a pulso nas assinaturas dos projectos alheios para beneficiarem das comissões, passagem a sócio gerente, bufos ou de senhores enganados que agora enganam os próprios irmãos, gente mesquinha que tem um preço-certo, gente que vendeu o diploma em troca de dinheiro sujo, gente que vendeu a mãe e negociou a honra a preço de saldo, passando a guardar segredos de horror e abusos de poder cometidos, roubos, crimes e consequente impunidade a olho nu.
Que diploma sério era alguma vez sujeita a tanta transformação e prisão de ventre antes de sair como "bolo" final, pergunto, quem são os diplomados com este perfil invisível que já começam a ganhar sombra, o que significa que não tarda muito é desmantelada a "família secreta" que move influências de norte a sul, cima abaixo, do simbólico ao concreto das nossas vidas, e cirurgicamente vão atingindo quem querem no dia-a-dia do Povo Guineense.

Muita gente já estranhava ou desconfia da absoluta escuridão que começa a abrir-se, uma luz no fundo do túnel é a esperança acesa neste momento, seguimos pegadas, alguém deixou cair os seus sinais, o farol segue os caminhos de cabra com contra curvas e becos difíceis, já há nomes visíveis, caras conhecidas, outras nem por isso, parece que não são da terra, devem ter pago muito bem para permanecerem nisto. É vergonhoso que os nossos irmãos se vendam desta maneira, é muito mau para um país jovem do ponto de vista do seu desenvolvimento, mas deixam pegadas do tamanho das patas do elefante, portanto fáceis de reconhecer e perseguir, porque também devo dizer que é igualmente do tamanho das orelhas do elefante a nossa desconfiança, estamos na perseguição activa, em alerta máximo, o lema é cuidar do que é nosso, com o objectivo de clarear as manobras obscuras e indesejadas, fazermos com que LÁLA-KÉMA, KÁU DY SUKUMDY KATÉM (haja transparência, igualdade de circunstâncias e de condições sem disfarces), uma vida mais justa e equilibrada para todos os guineenses, é uma missão afectiva igualada a maternagem com que uma mãe presta os cuidados maternais ao filho, uma ansiedade crónica neste momento para muitos filhos da terra é um facto.

Permitam-me contar uma pequena história baseada na vida real, porque nesta vida repetimos por vezes quase a mesma história de vida sem darmos conta, semelhanças temos no mesmo planeta, não são só apelidos comuns, "destinos" parecidos e, com um denominador também comum como por exemplo este facto, a desonestidade no meio de nós.
Esta história começa num país Europeu e desenrola-se por meia dúzia de anos e segue o seu caminho rumo ao continente africano, trata-se de um senhor africano muito bem colocado na vida presentemente, mas quando foi estudante numa das Universidades reconhecidas na Europa, com muito trabalho e sacrifício comendo o pão que o diabo amassou, lá conseguiu terminar a sua licenciatura, quando licenciou quase que não se acreditava, pela ausência de manifestação de alegria espontânea que ninguém testemunhou na altura, mas o sacrifício empenhado na causa, as pessoas contam que conseguiu atingir com muito sacrifício académico este sucesso, desgastante e penoso para este estudante africano que palmo a palmo fez a sua caminhada da vida de estudante, chegou ao fim e logo depois levantou as âncoras rumo ao país de origem, quase que não se despediu dos amigos, alguns ainda continuam "congelados" nestas temperaturas baixas da Europa, enfim, deixamos de ter sinais deste amigo que regressou para terra dos avós tropicais, mas, ultimamente a verdade como o azeite veio acima e, com ele arrastou trazendo preso o nosso velho amigo, igualmente gordo e pesado, cheio de tudo, coisas que numa vida de trabalho sério não juntávamos para tanto e não faríamos ninguém tão bonito e grosso como aparentam os sinais exteriores de riqueza desta vedeta silenciosa, que cruza sem dar sinal, os rios, estradas, e tabamkas, aos olhos do Povo, aos olhos da gente humilde, sem que ninguém quebre o silêncio e, passar a denunciar o que sabe.
Só o medo explica tudo isto, mas e porquê, faz tempo que não há sequer uma tentativa de resposta justa, coerente e séria, porque mudou tanto este nosso amigo, porque deixou de ser honesto, digno do seu bom nome no domínio público, porque vestiu a pele de criminoso e corrupto, porque deixou de ser competente, porque abandonou todos os valores que são precisamente o contrário em tudo que ele faz ultimamente, é uma reflexão que voz deixo, não concluo simplesmente que o poder corrompe, não, há muitos nomes conhecidos que resistiram, não vale a pena nomear porque são muitos espalhados por todo o mundo, os há também na Guiné-Bissau com certeza, insisto apenas num ponto de honra, esta que não deixamos escapar, uma justiça pode ser aplicada de modo desigual, fez-se justiça embora desigualmente aplicada, mas, uma impunidade é mil vezes pior, significa que não chegou sequer a haver sessão de julgamento e como se nada fosse, há um vazio completo e profundo para todos e em especial para os familiares da vítima, porquê se temos um País civilizado e um Estado de Direito, não, e porque esta ausência é muito má em todos os sentidos.
Uma vez inteirei-me de um caso em que um individuo sujeitou-se a seis anos de prisão aqui na Europa porque ia compensá-lo mais tarde após a sua reclusão, isto é, o montante em dinheiro que teria cá fora à espera não o ganharia nem em trinta anos de trabalho duro, este juízo de valor baseado na versão de que o crime compensa está de pé afinal em muitos pontos do planeta.
Este cálculo baseou-se em números curto e grosso, esta realidade assumida nas contas para a vida futura, pois então vejamos: se este nosso amigo estudou cinco anos para se licenciar, trabalha a já algum tempo, faltando outra metade para se reformar e afastar-se para outra vida menos activa, pois então deve ter feito outras contas embora um pouco diferentes porque não está preso, mas fez as contas, imaginem que nem a trabalhar mais de quarenta ganharia uma quantia teoricamente de milhões, pergunto, qual é a ciência que resiste a ser guardada compulsivamente por baixo da mesa e sucumbir aceitando a corrupção, na minha modesta ignorância, vale a pena pensarmos nisto, e reconhecer que numa sociedade transparente e mais justa, há menos probabilidade disto acontecer pelo menos em silêncio total e impune, na calada da noite ou de dia sem mais, mesmo que os vampiros fossemos nós todos púnhamos ordem na casa de certeza absoluta, roubava-se com alguma “regra”, quero dizer apenas que já se fazem as coisas às claras com arrogância e frieza arrepiante, às vezes até com requinte de malvadez, não tarda que a total ética e deontologia passará a servir para autorizar e liberalizar a corrupção, uma leitura perversa e representativa da impunidade que cresce a olhos vistos infelizmente no nosso país, só.
Vamos a tempo de mudar camaradas, antes reflectirmos, avaliarmos profundamente todas as arestas, escolher o melhor, afinal sabemos e bem o que não queremos, o que é melhor para todos e independentemente de quem venha a ganhar estas eleições Presidenciais.
Mais uma vez, desejo boa sorte a todos, bom trabalho e um fraterno abraço Guineense camaradas.
Djarama.
Filomeno Pina.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Costa do Marfim recebe ação do TPI (Tribunal Penal Internacional)

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AfricaNews Equipe de Monitoramento com arquivos da BBC
Políticos rivais na Costa do Marfim já saudou a decisão do Tribunal Penal Internacional para alargar a sua investigação sobre abusos de volta para 2002. O ex-presidente Laurent Gbagbo está no julgamento de Haia aguardando por acusações de crimes contra a humanidade durante a disputa após eleições de 2010.
ICC 
 
Um de seus aliados chamou a ação do ICC "um passo na direção certa", assim como o primeiro-ministro - um rival.
Mas um correspondente da BBC diz que possam causar perturbações consideráveis.

A classe política da Costa do Marfim está tentando colocar uma cara brava sobre isso, mas a recém-ampliada investigação do TPI é susceptível de desenterrar abusos por parte de ambos os lados, incluindo os ex-rebeldes liderados pelo primeiro-ministro Guillaume Soro, de acordo com a BBC.

Ele se tornou o chefe político de um grupo de ex-soldados que se amotinaram em 2002, tomando o controle do norte e levando o país a ser dividida por nove anos.

A muito adiada eleição 2010 deveria finalmente reunificar o país, mas em vez disso levou a um conflito em que cerca de 3.000 pessoas morreram depois que Gbagbo se recusou a aceitar a derrota.

Com a ajuda da ONU e as forças francesas, Alassane Ouattara, amplamente reconhecido como tendo ganho as eleições, foi empossado como presidente.

Como o Sr. Soro, ele é do norte de maioria muçulmana, onde muitas pessoas se queixaram de discriminação por parte do governo no sul de maioria cristã.

Conselheiro Sr. Soro de comunicação, Toure Moussa, disse: "O governo da Costa do Marfim, nomeadamente a sua cabeça, sempre quis que a luz seja lançada sobre todas as alegações feitas ... Ele coloca uma real importância sobre a necessidade de uma investigação que é verdadeiramente credível e imparcial considera o período indicado. "

O nosso correspondente diz que os advogados que trabalham para Gbagbo sempre argumentaram que o foco no período pós-eleitoral foi um movimento puramente político destinado a pôr a culpa no ex-presidente.

Um porta-voz da FPI do partido de Gbagbo, Augustin Guehoun, diz que os rebeldes começaram a cadeia de eventos por pegar em armas.

"O presidente era o presidente legítimo quando, na noite de 18-19 de Setembro de 2002, seu país, seu exército foi atacado. Ele tinha o direito de colocar seu exército em ação - O exército do país que havia sido atacado - eles têm o direito a um exército qual é o problema? ".

Acordo de Ouagadougou 

Um relatório do procurador do TPI, apresentado em novembro, esboça uma série de supostos crimes durante a última década, que agora podem ser investigados de forma mais completa.

Estes incluem o assassinato de 131 gendarmes do governo e suas famílias na sede da ex-rebelião de Bouaké no início de outubro de 2002 pelos rebeldes e o massacre de mais de 50 nortistas na cidade de Daloa pelas forças do governo em meados de Outubro de 2002.

Outros incidentes incluem assassinatos em massa, ataques a marchas de protesto desarmado e outros abusos - muitas vezes etnicamente motivados - por forças governamentais e rebeldes, milícias e mercenários liberianos.

Sob o acordo de paz de Ouagadougou assinado em Março de 2007, os políticos da Costa do Marfim declararam uma anistia geral para todos os crimes cometidos desde setembro de 2000.

Mas o TPI não reconhece esses acordos e diz que não pode haver anistia para os crimes que investigam - crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio.

As vítimas terão agora a chance de chegar à verdade do que aconteceu, enquanto algumas pessoas poderosas aqui que anteriormente se consideravam intocáveis, podem em breve tomar um vôo para Haia.
fonte: Africa News

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Nelson Mandela depois da alta do hospital na África do Sul.

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Nelson Mandela na Copa do Mundo 2010 de futebol final em Soweto (Julho 2010) 
Mandela apareceu pela última vez em público na Copa do Mundo em Soweto em 2010.
O ex-Presidente Sul Africano Nelson Mandela recebeu alta do hospital após um procedimento de diagnóstico para um problema abdominal, disse o governo. Gabinete do Presidente Jacob Zuma disse que ele foi mandado para casa após as verificações "não indicam nada de muito errado".
Um funcionário disse que aos 93 anos de idade o Prêmio Nobel passou por uma laparoscopia, mas estava se recuperando bem.
O procedimento envolve a inserção de uma pequena câmera através do abdômen ou pélvis.
O governo não confirmou onde o Sr. Mandela estava sendo tratado, nem os detalhes exatos de suas preocupações de saúde.
O ministro da Defesa, Lindiwe Sisulu disse a jornalistas que anteriormente tinha sido vítima de "mal-estar em curso", mas negou os relatos de uma operação de hérnia.
O correspondente da BBC Mike Wooldridge disse em Joanesburgo na África do Sul que tinha sido ''segurando'' sua respiração enquanto Mandela estava no hospital.
Ela disse que o ex-presidente era "tão bom quanto pode ser na sua idade".
Em sua declaração, Zuma agradeceu o público por sua "boa vontade e apoio".
"Os médicos decidiram mandá-lo para casa como o procedimento de diagnóstico que ele sofreu não indicam nada de muito errado com ele", disse.
Mandela, que é carinhosamente conhecido na África do Sul por seu nome de clã, Madiba, passou 27 anos na prisão por lutar contra a regra de minoria branca da era do apartheid.
Ele se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul em 1994, atendendo a um mandato de cinco anos.

Laparoscopia

  • O procedimento cirúrgico, onde uma câmara é inserido no abdómen através de uma pequena incisão
  • Usado para investigar e diagnosticar problemas com o abdômen ou pélvis
  • Pode ser usado para retirar amostras de tecido ou realizar pequenas operações, incluindo a remoção de tumores
  • Geralmente realizada sob anestesia local sem que o paciente precise ficar no hospital durante a noite
Em 2004, aposentou-se da vida pública - sua idade e saúde em declínio fez com que ele tenha aparecido em público raramente desde então.
Em janeiro do ano passado, ele foi tratado em Joanesburgo por uma infecção no peito grave e seu estado de saúde continua a ser um assunto de grande interesse público.
O correspondente da BBC Karen Allen, em Joanesburgo disse que o Sr. Mandela ainda é considerado por muitos sul-africanos como o pai da nação.
Mensagens foram enviadas desejando uma recuperação rápida, diz o correspondente.

fonte: BBC

Quim Ribeiro diz-se vítima de cabala.

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Foto: (Arquivos)
Ireneu Mujoco, O País

O comissário Joaquim Vieira Ribeiro (Quim Ribeiro) ex-comandante provincial da Polícia Nacional (PN) de Luanda e peça fundamental do processo número 11/011, sobre quem recai a acusação de ser o autor moral de crime de violência contra inferior hierárquico, negou tudo e ameaçou fazer revelações explosivas que “podem paralisar o país”.

“Se eu falar não sei como é que o país acordaria no dia seguinte, mas não o farei por uma questão de patriotismo”, afirmou durante o seu interrogatório numa das sessões do julgamento do caso que decorre no Comando da Marinha de Guerra em Luanda.

Último arguido a ser ouvido pelo Supremo Tribunal Militar (STM) na quarta-feira,23, o arguido defendeuse perante o juiz que a sua detenção deveu-se a uma cabala arquitectada por algumas figuras influentes da Polícia Nacional e do aparelho governativo, “que se opuseram ao desmantelamento da rede de criminosos que se dedicavam ao tráfico de drogas no Aeroporto e Porto de Luanda “, com a qual alegadamente tinham ligações de negócios.

Durante a sessão, Quim Ribeiro disse também que foi preso ilegalmente por a sua detenção não ter sido ordenada pela justiça, mas por indivíduos ligados aos Serviços de Informação (SINFO), do Ministério do Interior, que o investigaram. Revelou também que os assassínios de Domingos João (Joãozinho) e Domingos Mizalaque estão soltos e nenhum dos acusados fez parte do bárbaro crime contra os seus colegas de profissão, ocorrido na comuna do Zango (Viana), no dia 21 de Outubro de 2010.

O arguido, perante o juiz tenentegeneral Cristo Alberto, que preside ao julgamento, não explicou contudo se conhecia os verdadeiros autores das mortes dos dois agentes da Polícia (um da Ordem Pública e o outro dos Serviços Penitenciários).

O antigo número um da PN em Luanda disse ainda que estava perante “um julgamento formal”, alegando que o mesmo começou a ser feito pela imprensa, antes de ser levado ao Tribunal no dia 10 de Fevereiro. As declarações do arguido foram corroboradas por um dos seus advogados, que no passado e a respeito do mesmo processo, chegou a ter ríspidos desaguisados com alguns jornais privados, dias depois da detenção do seu constituinte.

Silêncio pode prejudicar arguidos

A táctica do silêncio adoptada pelos arguidos durante as sessões de julgamento, segundo um jurista ouvido por O PAÍS, poderá desenhar a sua própria condenação, se não mudar.

A partir da próxima segunda-feira, 27, começará o que está a ser interpretado como “o verdadeiro julgamento”, já com a presença de alguns declarantes, Augusto Viana, excomandante da Divisão de Viana, e José Teixeira, um oficial da Direcção Nacional de Investigação Criminal (DNIC) que se espera venha a apresentar, em tribunal, a gravação da conversa que manteve com um polícia no terraço de um dos restaurantes de Viana, dias antes do homicídio.

A esperada conversa, segundo se comenta, reproduz depoimentos do arguido Domingos José Gaspar, que diz ter recebido ordens superiores com mais colegas de profissão para executarem o malogrado Joãozinho e silenciar o “caso BNA”. Este caso , como se sabe, envolve o desvio de avultadas somas do dinheiro encontrado pela Polícia em casa de um dos funcionários da instituição bancária em Viana e que, mais tarde, viria a ser supostamente descaminhado por Quim Ribeiro em benefício próprio.

Segundo o causídico que falou sob anonimato, “o réu é livre de responder e não responder às perguntas que lhe forem feitas em Tribunal, mas o referido silêncio não lhe retira nenhuma culpa”, avançando que a estratégia do silêncio pode prejudicar alguns réus que podiam ser absolvidos ainda nesta fase do processo. Na opinião do advogado, “o silêncio é uma espécie de defesa passiva, deixando a acusação a suportar a carga probatória”.

Contactada no fim da sessão desta quarta-feira, a fonte acrescentou que os réus, remetendo-se ao silêncio, põem em causa a plenitude da sua própria defesa, como é o caso“, porque no processo militar se notifica apenas o despacho de pronúncia e não da acusação, e o despacho da pronúncia delimita os factos a serem levados a julgamento”. Ou ou seja “o que está no despacho da pronúncia é que tem valor e não o que consta na acusação ”, pormenorizou.

Nesta senda, o homem de leis argumenta que os advogados de defesa devem aconselhar os seus constituintes a responderem às perguntas que lhes forem formuladas, para se evitarem condenações. Na óptica da fonte, a defesa dos réus pretende levar o caso ao Tribunal Constitucional, considerando ser um mau método de defender. “ É bom debater as questões em Tribunal nesta fase, do que fazer o contrário”, disse, em remate.

fonte: 

Angola: Savimbi morreu há 10 anos.

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Foto: Enaltecido por uns e odiado por outros, o ex-líder da UNITA é ainda hoje uma personalidade mítica e controversa. (AP)
Manuel Vieira e Nádia Issufo, DW

Angola vive em paz há uma década. O silêncio das armas chegou com a morte em combate de Jonas Savimbi, uma figura mítica e controversa homenageada esta quarta-feira (22.02).

Jonas Malheiro Savimbi morreu a 22 de fevereiro de 2002 de arma na mão aos 68 anos de idade na província onde nasceu, Moxico (no leste de Angola), depois de um forte cerco das Forças Armadas Angolanas. Foi guerrilheiro durante mais de 40 anos e fundou em 1966 a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), agora o principal partido da oposição angolana.

O desaparecimento de Savimbi conduziu ao fim de uma guerra civil que se prolongou ao longo de 27 anos, que provocou mais de um milhão de mortos, para cima de quatro milhões de deslocados e um número superior a um milhão de mutilados.

Jonas Savimbi foi homenageado esta quarta-feira (22.02) através de um colóquio em Luanda. Com o tema "Dr. Savimbi – uma vida por Angola e pelos angolanos", o colóquio foi encerrado pelo discurso de homenagem do atual líder da UNITA, Isaías Samakuva.

Um líder “lunático, maquiavélico”

Enaltecido por uns e odiado por outros, o ex-líder da UNITA é ainda hoje uma personalidade mítica e controversa.

Nesta altura em que se assinala uma década da morte de Savimbi, o jornalista português Emídio Fernando lançou uma biografia do fundador da UNITA. De acordo com o autor, Savimbi “sempre teve uma ambição desmedida. Era lunático, maquiavélico, com alguns traços de loucura e extremamente ambicioso".

A UNITA atualmente é o maior partido da oposição de Angola, embora ainda viva com algumas crises internas. Emídio Fernando não revê Savimbi na UNITA dos dias de hoje, pois o partido ainda “sofre com os efeitos de Jonas Savimbi porque tem de se recuperar dos muitos anos de guerra que fez”.

Para o jornalista português, Savimbi “teve uma única qualidade: quando fundou a UNITA deu formação aos membros do partido."

Apesar de evidenciar muitos pontos negativos na vida de Jonas Savimbi, Emídio Fernando consegue citar pelo menos um legado positivo para o povo de Angola: "A grande importância, que é a ironia da história, foi o dia da morte [de Savimbi]. Só a partir desse dia Angola começou realmente a viver em paz. Costumo dizer que a segunda independência de Angola foi com a morte de Jonas Savimbi."

Democrata ou homem da Idade Média?

Filho do ex-presidente português Mário Soares, João Soares foi uma das pessoas que mais privou com Jonas Savimbi. Soares considera que a defesa dos princípios democráticos em Angola é um dos grandes legados deixados pelo fundador da UNITA.

Já Pinto de Andrade, dirigente do partido da oposição angolana Bloco Democrático, conheceu Savimbi e disse à DW que havia nele um comportamento da Idade Média.

A luta anti-colonial em vez da medicina

Uma das questões que mais animam hoje os angolanos é a busca de consensos para a construção de um panteão, simbolizando os três líderes da revolução de movimentos angolanos contra o colonialismo, nomeadamente Holden Roberto, da FNLA (Frente Nacional para a Libertação de Angola), Agostinho Neto, primeiro presidente angolano e ex-líder do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e Jonas Savimbi, pela UNITA.

Savimbi pertencia aos “ovimbundu”, o maior grupo étnico de Angola. Era filho de um pastor evangélico e estudou numa escola evangélica. Recebeu da congregação religiosa uma bolsa de estudo para cursar medicina em Portugal, mas nunca chegou a frequentar o curso. É aí que entra em contacto com grupos de luta anti-colonial e por causa das ameaças da polícia política do regime português, a PIDE, fugiu para Suíça onde estudou Ciências Sociais e Políticas. Não se sabe se concluiu o curso.

Autores: Manuel Vieira (Luanda) / Nádia Issufo
Edição: Glória Sousa / António Cascais

DW: Analistas duvidam que " Existam grandes mudanças na Guiné-Bissau após as eleições".

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A Guiné-Bissau tem sofrido crises sistemáticas não apenas por culpa dos militares sustentam analistas. O problema é estrutural e o futuro Presidente da República enfrentará um complexo leque de desafios.
“As crises sistemáticas na Guiné-Bissau são de origem estrutural e as soluções devem ser estruturalmente profundas”, sustenta o historiador guineense Julião Soares de Sousa. Este analista não antevê “grandes mudanças” no país com as próximas eleições presidenciais e legislativas, “uma vez que o país tem estado suspenso em torno de questões fundamentais, como por exemplo, os assassinatos [do ex-Presidente “Nino” Vieira e do Chefe de Estado Maior das Forças Armadas Tagmé Na Waié] que estão por resolver.
Na perspectiva de Julião Soares de Sousa “a instabilidade não deve ser imputada unicamente à classe castrense”, mas tem a ver com “erros coletivos cometidos desde a independência”.
Outra voz pouco optimista quanto às eleições é a do constitucionalista Carlos Vamain que considera que “o país está bastante debilitado e as instituições não funcionam. Há muita promiscuidade entre os políticos e os militares. A crise estrutural mina o aparelho do Estado, abrangendo o setor da justiça”. Daí a impunidade e assassinatos ainda por esclarecer, argumentam o historiador e o jurista guineenses.
Diáspora guineense continua sem direito a votar
Amílcar Cabral  o "pai" das independências da Guiné-Bissau e de Cabo Verde
Amílcar Cabral o "pai" das independências da Guiné-Bissau e de Cabo Verde
Também preocupado com a instabilidade o advogado, Ernesto Dabó, acredita que a origem das crises na Guiné-Bissau é essencialmente de ordem cultural e critica o facto da diáspora guineense, “pouco reivindicativa”, continuar a não ter direito de voto nas presidenciais. “É um problema que dura até hoje desde que o país entrou no processo eleitoral democrático. Mas, porquê tanta passividade [da diáspora] face a uma questão que os está a prejudicar e os ofende na sua dignidade”, questiona.
Ernesto Dabó critica ainda a não realização até ao momento de eleições para os orgãos do poder local e defende “um forte investimento no capital humano, apostando na educação dos guineenses”.
Autor: João Carlos (Lisboa)
Edição: Helena Ferro de Gouveia / António Rocha
fonte: DW

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Educação - Moçambique: “Não faz sentido que haja crianças no curso nocturno e adultos de dia”.

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Augusto Jone
Afirmar o vice-ministro da Educação.
Augusto Jone, vice-ministro da Educação, lamenta a situação e responsabiliza as escolas e as respectivas direcções provinciais por este problema.
O vice-ministro da Educação, Augusto Jone, diz que há um  contra-senso em algumas escolas da cidade de Maputo, porque, no seu entender, não faz sentido que haja crianças com 12 a 13 anos de idades a estudar no curso nocturno, quando, em contrapartida, há adultos a estudar de dia.
Augusto Jone diz não perceber como é que as escolas admitem que crianças com essas idades (12 a 14 anos) estudem de noite, quando, no curso diurno, há ainda vagas ocupadas por pessoas  adultas que podem, sem problemas, suportar o curso nocturno.
As matrículas são regidas por um regulamento que obedece a um princípio de idades, e é  obrigatório que as escolas observem esse princípio.
 “As escolas são obrigadas a observar o princípio de idades. Acredito que, por causa da pressão, algumas podem fugir desse princípio, porque há muita pressão”, explica, acrescentando, porém,            que mesmo assim não se pode admitir que pessoas crescidas estudem de dia, havendo crianças no curso nocturno.
“O que não podemos aceitar é ter indivíduos de 16 a 17 anos de idade a estudar de dia, quando, em contrapartida, há crianças de 13 anos no período nocturno. É uma situação anómala, tem que ser corrigida”, afirmou o vice-ministro da Educação.
Entretanto, Jone deixa claro que estas situações não devem ser dirigidas ao governo central, ou seja, no caso concreto, ao Ministério da Educação, mas, sim, às próprias escolas e/ou às direcções provinciais. Isso, porque, aos seus olhos, estes assuntos têm que ver com a organização de cada escola.

 fonte: OPAIS

Verónica Macamo explica por que AR não agendou pacote anti-corrupção.

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Verónica Macamo aos  partidos extra-parlamentares.
É a primeira vez que a presidente do parlamento se pronuncia sobre a matéria. 
“Não foi decidido que a lei não podia ir a debate. 
mas não podemos agendar 
uma lei para, ao longo do debate, interrompermos 
porque ainda há questões 
que não estão claras”, disse Macamo.
Apresidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, diz que não existe nenhuma razão especial para o adiamento da discussão do pacote anti-corrupção. Apenas tratou-se de um procedimento normal, que visa o melhoramento da própria proposta de lei, negando, assim, rumores da existência da mão do partido Frelimo para que não se agendesse a matéria, alegadamente por falta de interesse do debate da lei.
Este posicionamento foi dado, esta quinta-feira, aos representantes dos partidos políticos extra-parlamentares, que se denominam a si mesmos de oposição civil.
Preocupados, os partidos teriam se dirigido ontem ao parlamento em busca de explicação sobre as razões que teriam adiado o debate da referida lei pela segunda vez depois de a mesma ter sido preterida na última sessão.
“A Assembleia não apresentou nenhuma vontade de repulsa. Não houve nenhuma decisão de que a lei não podia ir a debate. O que aconteceu foi que se notou que precisávamos de mais tempo para, minuciosamente, analisarmos a lei, e foi isso que fizemos”, explicou.

fonte: OPAIS

Moçambique: Sequestro termina com morte de duas crianças na Beira.

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Os supostos autores deste crime macabro já estão a contas com a polícia.
Duas crianças foram mortas, ontem, por sequestradores, na cidade da Beira. Os supostos autores deste crime macabro já estão a contas com a polícia. O mentor principal, por sinal uma pessoa próxima da família de uma das crianças ora finadas, atraiu as mesmas na tarde da quarta-feira para a sua residência onde lhes ofereceu um lanche. Já na noite do mesmo dia, entrou em contacto com os parentes das suas vítimas informando que elas estavam bem e que no dia seguinte voltaria a entrar em contacto com as famílias. A mãe de uma das vítimas é elemento das Forças de Intervenção Rápida na Beira.
 As menores foram encontradas debaixo de uma cova com cerca de meio metro de profundidade, no interior de uma casa, ainda em construção, onde o suposto líder do grupo vivia. Os supostos assassinos colocaram pedras, areia e deitaram água por cima do “túmulo”. As perícias no local mostraram que as crianças foram golpeadas com objectos contundentes na cabeça, os quais teriam causado a morte das mesmas.
Nelson Gentil, um dos detidos, confirma o crime e conta que a ideia não foi dele, mas de um amigo que chegara recentemente de Inhambane. “Ele prometeu-me 100 mil meticais caso eu conseguisse sequestrar uma criança. Mas eu consegui duas. Saí várias vezes para controlar o exterior da casa e o regresso da minha esposa. quando regressei duma dessas minhas saídas, encontrei as crianças mortas e enterradas. Não fui eu quem as matou”.
Os outros dois indiciados juram de pés juntos que nada têm que ver com o crime. Juvêncio Alexandre, vizinho de Nelson Gentil, contou que vira as crianças na tarde do fatídico dia a brincarem com o seu vizinho. 

fonte: OPAIS

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Senegal: EUA pedem a Wade que dê lugar à próxima geração.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


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Foto: Eleito em 2000 e reeleito em 2007, Wade disputa o mandato pela terceira vez, depois de várias mudanças na Constituição. (AP)
Por Fabrice Coffrini, AFP

Os Estados Unidos pediram nesta segunda-feira ao presidente Abdoulaye Wade, de 85 anos, para dar lugar à próxima geração e, assim, abrir mão de disputar um terceiro mandato à frente do país.

"Respeitamos o processo político e legal e o fato de que (Abdoulaye Wade) esteja apto a aspirar a um novo mandato, mas a mensagem que dirigimos a ele continua sendo a mesma: a atitude digna de um chefe de Estado seria dar lugar à nova geração", disse à imprensa a porta-voz do Departamento de Estado americano, Victoria Nuland. "Isto seria preferível", acrescentou.

O Conselho Constitucional senegalês autorizou no domingo a polêmica candidatura do presidente com vistas às eleições de fevereiro. Eleito em 2000 e reeleito em 2007, Wade disputa o mandato pela terceira vez, depois de várias mudanças na Constituição.

A polêmica provocada por esta nova candidatura gerou novos atos de violência na segunda-feira que custaram a vida de duas pessoas em Podor (norte).

Fonte: AFP

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

João Soares destaca papel de Savimbi a formar quadros.

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ImageO deputado português João Soares destacou esta quarta-feira à Lusa em Luanda o contributo do fundador da UNITA, Jonas Savimbi, na formação de quadros angolanos, que hoje integram altas instâncias em Angola.

João Soares falou à Lusa no final da sua participação no colóquio internacional organizado em Luanda pela UNITA para homenagear o seu primeiro presidente, Jonas Savimbi, morto em combate fez esta quarta-feira 10 anos.

O deputado do PS, que apresentou o tema "" Memória de Jonas Savimbi", definiu o líder fundador do maior partido da oposição em Angola como um homem de carácter "dúplice" pelo papel de dirigente político e militar que exerceu.

"É dúplice, porque foi um dirigente político e militar. E cometeu erros, como sublinhei e falei do nome de Tito Chingunji e do general Bock, mas que tem uma obra notável, em termos de formação de pessoas, quadros políticos", referiu João Soares.

A este respeito, João Soares destacou os casos do atual Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas (CEMGFAA), general Sachipendo Nunda, e do atual ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chicoti.

Além de João Soares, participaram ainda no colóquio a jornalista Maria Antónia Palla e Maria João Sande Lemos, o jornalista francês Yves René Loiseau e dirigentes da UNITA.

Para João Soares, Jonas Savimbi "tem um lugar incontornável na história de Angola e de África", sublinhando que foi dos três dirigentes nacionalistas históricos que lutaram contra o colonialismo português o único que se manteve no interior do país, sem ter recorrido ao exílio.

"Savimbi lutou até ao fim por aquilo em que acreditava, cometeu erros como todos, mas há que reconhecer que quando podia ter ido para o exílio e por várias vezes lhe foi proposto um exílio dourado, optou por ficar no interior do seu país", salientou.

João Soares, que durante a guerra civil em Angola visitou em várias ocasiões a Jamba, o bastião da UNITA na província de Cuando Cubango, é tido como um homem próximo deste partido angolano, mas fez questão de salientar que veio a Angola dar o seu testemunho como alguém que sempre acompanhou o processo político angolano.

Fonte: Jornal de Angola 

1 milhão de crianças no Sahel pode morrer de fome, diz UNICEF.

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Sem fundos de emergência, a fome pode atingir 23 milhões de pessoas na África Ocidental. 

Um milhão de crianças na região do Sahel na África Ocidental poderia enfrentar a morte ou invalidez permanente de desnutrição aguda este ano, diz o relatório da Voz da América.

UNICEF apelou por US $ 67 milhões em doações de emergência para comprar produtos alimentares fortificados como parte de um esforço para levantar US $ 120 milhões para evitar uma fome em massa na região. Até agora, a organização conseguiu apenas US $ 9 milhões.
Mais de GlobalPost: África - mais fome na Somália, diz ONU, mas no Sahel há agravamento da crise de alimentos.
O Sahel , nas franjas do deserto do Saara, é uma das áreas mais pobres do planeta, com uma longa história de fome, a seca e a superpopulação.
Tal como muitos, como 23 milhões de pessoas poderiam enfrentar uma escassez de alimentos no Níger, Chade, Mali, Burkina Faso, Mauritânia, Senegal, Nigéria e Camarões nesta primavera, provocada por colheitas fracassadas, segundo a ONU. Espera-se ser a pior fome em décadas, de acordo com a Agence France-Presse.
Momodou Lamin Fye, que representa a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho no Sahel, disse que a crise já atingiu a Mauritânia.
"Eu vi por mim mesmo o quão grave é a situação", disse ele, segundo a AFP. "Isso pode rapidamente se transformar em um desastre humanitário, se o mundo não começar a prestar atenção para a situação."
As organizações de ajuda se queixam de que o financiamento necessário para evitar a fome na África Oriental no ano passado não veio por meio até que as crianças comessassem a morrer, e a crise tornou-se uma notícia. Para muitas vítimas, já era tarde demais.

Financiamento de última hora também desperdiça recursos que poderiam ser usados ​​para salvar vidas, disse o porta-voz da UNICEF Marixie Mercado que disse à VOA. Por exemplo, o transporte de 100 toneladas de pronto-a-uso terapêutico dos alimentos (RUTF) por via marítima custa US $ 13.000. Se comprado na última hora e levado para o Sahel por transporte aéreo de emergência, as mesmas disposições custarão US $ 350.000.

"Precisamos fazer os pedidos de RUTF com cerca de seis meses de antecedência para que possam continuar a produzir as quantidades que necessitamos, a fim de salvar vidas", disse à VOA. "Se não temos o financiamento disponível imediatamente, não podemos começar a colocar ordens para que a produção possa continuar com a velocidade e taxa de pré-posicionamento que requeremos."
A região do Sahel ainda está se recuperando de uma fome de 2010, que afetou 10 milhões de pessoas. Aumento da instabilidade favorece o sofrimento na região, de acordo com a UNICEF 2012 Acção Humanitária para o relatório de Crianças:
"Há uma crescente instabilidade na região do Sahel, alimentada pela Primavera árabe e com o aumento as actividades da Al Qaeda no Magrebe Islâmico e Boko Haram, tudo. Compondo as necessidades humanitárias das crianças e mulheres na região".

f onte: Global Post

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