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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

ANGOLA: JUÍZO EMÉRITO E UNIVERSAL DÁ MEDALHA DE OURO A JLO.

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O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou partilhar “o juízo universal” sobre o primeiro ano de João Lourenço como Presidente de Angola, “um juízo que sublinha o dinamismo, a energia, a imaginação” com que tem actuado.

Reconheça-se, desde logo, que a universalidade de Marcelo Rebelo de Sousa é tão íntegra e credível que, recorde-se, o levou a felicitar João Lourenço como Presidente de Angola mesmo antes da divulgação oficial dos resultados eleitorais.
Em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião informal da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), num hotel em Nova Iorque, Marcelo Rebelo de Sousa enalteceu também “o momento muito bom das relações bilaterais” entre Angola e Portugal, acrescentando: “Tudo isso, penso eu, é positivo”.
João Lourenço acabou por não participar nessa reunião da CPLP, realizada à margem da 73.ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que só contou com a presença de três chefes de Estado: os presidentes de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, de Cabo Verde, Jorge Fonseca, e da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang.
Questionado sobre o primeiro ano de mandato do Presidente de Angola, Marcelo Rebelo de Sousa começou por responder que “um chefe de Estado foge a avaliar outros chefes de Estado”, ainda mais quando se trata de “Estados irmãos, como é o caso do Estado de Angola”.
“Mas eu diria que acompanho o juízo universal, que é um juízo que sublinha o dinamismo, a energia, a imaginação, a presença um pouco por todo o mundo, em vários continentes, em tão pouco espaço de tempo do Presidente João Lourenço”, acrescentou, em seguida.
“E, depois, especificamente no que respeita a Portugal, o momento muito bom nas relações bilaterais entre os dois países. Tudo isso, penso eu, é positivo”, concluiu.
Sobre a visita de Estado de João Lourenço a Portugal, marcada para 23 e 24 de Novembro, Marcelo Rebelo de Sousa disse: “Serão dois dias intensos de visita de Estado, intensos em termos protocolares, intensos em termos económicos e financeiros, intensos, esperamos, em termos também de acordos a ajustar entre os dois Estados”.
“Intensos até também em termos de sociedade civil. Quer dizer, a sociedade civil empenhada no encontro da comunidade luso-angolana com os dois chefes de Estado e com o Governo de Portugal. Vai ser muito bom”, considerou.

Sabujice também universal

“Ocorolário desta criadagem sabuja é a nota de duas linhas (envergonhada mas diligente) publicada pelo Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, congratulando João Lourenço por uma vitória que, roubo à parte, nem sequer foi ainda formalmente anunciada. A minha vergonha como cidadão português não pode hoje comparar-se ao justificado orgulho cívico do povo angolano”, afirmou na devida altura, em declarações ao Folha, João Paulo Batalha, presidente da Associação Cívica Transparência e Integridade.
Como se sabe e como, aliás, já aqui foi escrito, Marcelo Rebelo de Sousa é o político português mais habilitado (a par do primeiro-ministro António Costa) para não só cimentar como também alargar as relações de bajulação e servilismo com o regime de Angola. Marcelo sabe que – do ponto de vista oficial – Angola (ainda) é o MPLA, e que o MPLA (ainda) é Angola. Portanto… Siga a fanfarra.
Angola é um dos países lusófonos com a maior taxa de mortalidade infantil e materna e de gravidez na adolescência, segundo as Nações Unidas. Mas o que é que isso importa a Marcelo Rebelo de Sousa? Importante é realçar que “o juízo universal” coloca João Lourenço (como antes colocara José Eduardo dos Santos) como um estadista de renome universal.
Aliás, muitos dos angolanos (70% da população vive na miséria) que raramente sabem o que é uma refeição, poderão certamente alimentar-se com esse calórico cardápio do “juízo universal”.
No âmbito do “juízo universal”, Portugal continua de cócoras. E se esteve nessa posição em relação à Guiné Equatorial, é mais do que justo que também esteja relativamente à Angola do MPLA.
Custa a crer, mas é verdade que, no contexto do “juízo universal”, os políticos portugueses (com excepção dos do Bloco de Esquerda) já nem esforço fazem (tal é a habituação) para procurar legitimar o que se passa de mais errado com as autoridades angolanas, as tais que estão no poder desde 1975.
Recorde-se que, por exemplo, mesmo antes do advento do “juízo universal”, já o general Bento dos Santos Kangamba, igualmente sobrinho de Eduardo dos Santos e intelectual de elevada craveira canina, elogiou a eleição nominal (coisa que em Angola nunca existiu) de Marcelo Rebelo de Sousa, apelando ao seu papel como “mediador” nas relações entre os dois países.
“Neste momento não temos que ter dirigentes com muito fogo-de-artifício entre os dois países e sim com calma e paciência para ultrapassarmos os problemas. Portugal não pode ser o país onde se criam problemas a Angola, mas onde se resolvem os problemas de Angola, espero esse papel de mediador dele”, disse o general num português que, compreensivelmente, teve de ser traduzido para… português, embora deixe a quilómetros o português “falado” por esse paradigma da lusofonia que se chama Guiné Equatorial.
Naquilo que agora se poderá chamar de “juízo (pré) universal”, Bento dos Santos Kangamba destacou também a “política muito madura” em Portugal, que “beneficia a democracia” do país, tendo em conta as eleições que deram a vitória a Marcelo Rebelo de Sousa.
“Seria um muito bom sinal. Não tem como os portugueses estarem contra Angola, não tem como os angolanos estarem contra os portugueses. Nós estamos condenados a viver juntos, a estar juntos, é a mesma língua, vivemos juntos, sãs as mesmas famílias, os nomes são iguais”, recordou o general.
No dia 27 de Novembro de 2015, o secretário-geral do MPLA, Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse”, disse em entrevista/recado/encomenda à agência Lusa, esperar que o novo Governo socialista português “mantenha relações boas” entre os dois estados. Já era uma antevisão premonitória do “juízo universal” agora celebrizado por Marcelo Rebelo de Sousa.
O dirigente angolano falava à margem da reunião anual da Internacional Socialista, em Luanda, encontro em que a comitiva portuguesa do PS foi aplaudida pelos restantes representantes da IS.
“As nossas relações entre povos, estados, não podem ser perturbadas, seja qual for a situação. Seja quem vier, quem estiver lá em Portugal a dirigir, nós teremos sempre as melhores relações com o Estado, Governo ou com o povo português”, afirmou Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse”.
O secretário-geral do MPLA, partido no poder em Angola desde 1975, sublinhou na altura que as relações com o PS “nunca foram más”, apesar da acção de algumas “alas”, mas algo que “já pertence ao passado”.
“Nós não damos muita importância àquilo que dizem contra nós. O que nós queremos é que quem estiver em Portugal tenha e mantenha relações boas com Angola. Existem relações entre nós, até quase familiares”, insistiu o então dirigente do MPLA.


Folha 8 com Lusa

Ônibus cai em abismo, mata 23 pessoas e deixa 15 feridas no Peru.

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O resgate demorou quase um dia para ser concluído por causa do difícil acesso ao local do acidente.

Ônibus cai em abismo, mata 23 pessoas e deixa 15 feridas no Peru

A queda de um ônibus, no sudeste do Peru, deixou 23 pessoas mortas e 15 feridas. O veículo caiu em um abismo de 200 metros, na última segunda-feira (24). O resgate demorou quase um dia para ser concluído por causa do difícil acesso ao local do acidente.
"O acidente ocorreu devido à distração e à virada de um ônibus da empresa de transporte 'María Belén' na estrada Cusco-Paruro-Chumbivilcas em um abismo de 200 metros na tarde de segunda-feira", disse um porta-voz da polícia de Paruro à imprensa, segundo a France Presse.
Na hora, 21 passageiros morreram e dois chegaram a ser levados ao hospital, mas não resistiram à queda. "O ônibus estava correndo, até que bateu em outro ônibus grande e depois caiu", disse um dos feridos, Ronald Peñafiel, à emissora de rádio "RPP Notícias", informou a agência EFE.
fonte: noticiasaominuto

EXONERAR E REESTRUTURAR, REESTRUTURAR E EXONERAR!

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O Presidente de Angola aprovou hoje o programa de reestruturação da petrolífera estatal angolana Sonangol, ajustando-a à nova organização do sector dos petróleos. Numa nota de imprensa, a Casa Civil do Presidente da República, João Lourenço explica que a medida se destina também a encontrar soluções capazes de contribuírem para a sustentabilidade da indústria petrolífera em Angola, centrando-a no seu foco principal.

Segundo o documento, o programa visa tornar a Sonangol “mais competitiva e rentável”, com foco na cadeia primária de valor, observando os padrões internacionais de Qualidade, Saúde, Segurança e Meio Ambiente, contribuir para melhoria do desempenho do sector petrolífero em Angola e impulsionar e intensificar a actividade para substituição de reservas e aumento da produção de hidrocarbonetos, a médio e longo prazos.
O programa tem também por objectivo promover a prospecção, pesquisa, desenvolvimento e produção de gás natural, com vista a garantir a disponibilidade para utilização interna e exportação, bem como aumentar a quota de produção interna de petróleo bruto, reforçando o papel da Sonangol Pesquisa e Produção, tornando-a mais eficiente.
Por outro lado, pretende-se ainda fomentar e incentivar o desenvolvimento de uma indústria nacional “robusta de suporte ao sector petrolífero”, aumentar a capacidade interna de produção de refinados, para reduzir a dependência das importações.
Consolidar a integração dos negócios de refinação, transporte, armazenagem e comercialização de produtos refinados, com foco na promoção da eficiência e na liberalização do mercado de combustíveis, e optimizar o desenvolvimento organizacional de capital humano e tecnológico para incremento da produtividade da Sonangol são os restantes dois outros objectivos.
A restruturação da Sonangol surge no âmbito da criação da Agência Nacional de Petróleos e Gás, que ainda está em fase de instalação, decretada a 15 de Agosto último por João Lourenço, que pôs, desta forma, fim ao monopólio da petrolífera estatal, centrando as actividades unicamente no sector dos hidrocarbonetos.
A criação da agência surgiu também na sequência das conclusões do Grupo de Reestruturação do Sector dos Petróleos em Angola, criado a 21 de Dezembro de 2017, através de um decreto presidencial.
A nova agência irá proceder à transferência de activos da Sonangol para a ANPG durante o primeiro dos três períodos de implementação – preparação da transição (até Dezembro deste ano), transição (de Janeiro a Junho de 2019), e optimização e transição (de Julho de 2019 a Dezembro de 2020).
Na mesma altura, em Agosto, e num outro decreto, João Lourenço decretou também criação de uma Comissão Interministerial de Acompanhamento do Repatriamento da Organização do Sector Petrolífero, coordenada pelo ministro dos Recurso Minerais e Petróleos angolano, Diamantino Azevedo.
No decreto, João Lourenço indica que a comissão vigorará até 31 de Dezembro de 2020 e que deve apresentar relatórios trimestrais das actividades desenvolvidas ao Presidente da República.
Ainda na altura do anúncio da criação da nova agência, o Governo explicou que o objectivo principal do modelo proposto é acabar com o conflito de interesses existente na indústria angolana, de forma a torná-la “mais transparente e eficiente”.
“A reestruturação da Sonangol passa pela redução da sua exposição aos negócios não nucleares no âmbito da reestruturação também do sector, que define claramente a separação das linhas de negócio do grupo, devendo focar a acção nas actividades do sector petrolífero, pesquisa, produção, refinação e distribuição”, salientou então o ministro das Finanças, Archer Mangueira.

Reestruturar a reestruturação

Apergunta é basilar: Qual é o futuro da empresa? Como reforçar a competitividade do sector petrolífero?
Talvez fosse oportuno analisar publicamente o passado negro da Sonangol, e saber quem realmente afundou a empresa. Recorde-se que, em 2015, após a apresentação por Francisco Lemos, então PCA da Sonangol, do “Relatório Resgate da Eficiência Empresarial”, o Executivo angolano (João Lourenço incluído), bem como o MPLA, tomaram conhecimento da gravidade do problema da Sonangol.
A Sonangol, que supostamente deveria ser a segunda maior empresa de Africa, soube-se de repente (como quase tudo em Angola) que estava falida, e incapaz de pagar a sua dívida bancária.
Foi então, recorda-se presidente João Lourenço?, criada a Comissão de Reestruturação do Sector dos Petróleos.
A Comissão de Reestruturação do Sector dos Petróleos criada por Decreto Presidencial 86/15 Data 26.10.2015, foi composta pelos ministros dos Petróleos, das Finanças, Governador do BNA, PCA da Sonangol e Ministro da Casa Civil da Presidência da República.
Eis o texto da Acta da Reunião da Comissão do Sector dos Petróleos, realizada em Luanda, no CDI a 15 de Dezembro de 2015:
Importância do projecto ter um gestor transversal no projecto dada a complexidade e abrangência do projecto;
Credenciais de cada uma das empresas consultoras;
Apresentação do calendário e etapas do processo – “prazo exigente; projecto começará com um diagnóstico detalhado, seguido de um desenho detalhado finalmente um plano de reestruturação detalhado.”
“….Procuraremos ao longo do processo identificar quick-wins que permitam ir cristalizando poupanças de custos e de aumento de eficiências.”
E, como deliberado na própria acta:
“Importância do projecto ter um gestor transversal no projecto dada a complexidade e abrangência do projecto.”
Foi assim, em representação do governo de Angola, assinado pelo Ministério das Finanças, um contrato de consultoria para Reestruturação do Sector dos Petróleos em Angola, com empresa Wise Consulting, na qualidade de coordenador de um alargado grupo de outros consultores.
Foi solicitado pelo Executivo, que este grupo de consultores identificados desenhasse a solução, e apoiasse também na implementação da solução, devendo para tal apoiar e trabalhar com a gestão da Sonangol.
Este contrato foi posteriormente cedido à empresa Matter, por razões de organização interna do grupo de consultores e a pedido destes. A Matter, foi o gestor transversal do projecto, foi a entidade coordenadora, e gestora dos diversos programas de consultoria prestados no âmbito da reestruturação da Sonangol, nomeadamente pelos consultores: PriceWaterCoppers, Boston Consulting Group, ODKAS, UCALL, VDA, McKinsey, etc., e que teve a responsabilidade de optimizar os custos, prestações e resultados da consultoria.
A cessão da posição contratual, e contratação foi oficial, e com a autorização do Conselho de Administração da Sonangol, e do seu PCE, Presidente da Comissão Executiva, conforme a acta numero 7 data 23 de Maio de 2017.
Apesar de tudo isto, o Governo de João Lourenço pôs em causa as decisões tomadas pelo governo angolano em 2015 e 2016e do qual fez parte, pôs em causa a presença de consultores, pôs suspeitas sobre o trabalho realizado e pagamentos feitos, negando o facto de que a Sonangol estava falida.
Pôr em causa a decisão do Governo angolano (do qual João Lourenço fez parte) em querer reestruturar a Sonangol, e tentar manipular a opinião publica, para que se pense que foi a administração anterior (de Isabel dos Santos) que trouxe os consultores por falta de competência ou por interesses privados, significa querer reescrever a história, e atribuir a outros as responsabilidades da falência da Sonangol.
Esta manipulação dos factos assemelha-se a um autêntico revisionismo, e só pode ter como objectivo, o regresso em força do que convém chamar como “a antiga escola” da Sonangol.


Folha 8 com Lusa

ANGOLA: TUDO COMO JLO QUER.

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Muitos (dezenas segundo a Lusa) curiosos deslocaram-se hoje à cadeia de São Paulo, em Luanda, para confirmar se, de facto, é verdade que José Filomeno dos Santos, filho do ex-Presidente angolano, está detido na prisão. Tudo isto vai acontecendo quando Manuel Vicente está no epicentro – com o total apoio de João Lourenço – da nova estrutura de controlo político da economia.

Éum caso inédito depois de dezenas de anos de domínio unipessoal (forma simpática de dizer ditadura) de Eduardo dos Santos, ainda por cima protagonizado por um “filho” do regime, do MPLA, e do próprio Zédu, João Lourenço.
Poucos foram os familiares que visitaram “Zenu” (José Filomeno dos Santos) e que evitaram discretamente a imprensa à entrada do estabelecimento prisional, apesar do aparato de viaturas topo de gama que começou bem cedo.
O antigo presidente do conselho de administração do Fundo Soberano de Angola (FDSEA) está em prisão preventiva desde segunda-feira, pelo seu envolvimento numa alegada transferência ilícita de 500 milhões de dólares e na má gestão do fundo.
Defronte da cadeia de São Paulo, vários populares, em conversas informais, comentavam a sua incredulidade face ao que está a acontecer em Angola, pois nunca esperaram ver a justiça “abanar” personalidades do antigo regime de Eduardo dos Santos.
“Bom trabalho do homem”, afirmou um dos curiosos, referindo-se ao Presidente angolano, recordando as palavras de João Lourenço proferidas no discurso em que tomou posse como líder do MPLA, a 8 deste mês, em que prometeu uma “luta sem tréguas à corrupção”, envolvendo figuras do partido ou outras.
Afirmação que, como esperado, funcionou como uma “ordem superior” para o poder judiciário (por si escolhido) no sentido de mostrar trabalho que ele, João Lourenço, possa desfraldar na Assembleia Geral da ONU onde, aliás, amanhã fará um discurso. Ordem ao judiciário mas que, obviamente (não é senhor Presidente?) respeita a separação de poderes. Separação que, aliás, é visível entre o Presidente do MPLA, o Presidente da República e o Titular do Poder Executivo…
À medida que a incredulidade passava a certeza, vários outros angolanos, na maioria jovens, salientava que Angola está a viver uma “nova era” com o aparente fim da impunidade, fazendo-se apostas sobre quem será a personalidade seguinte a ser detida.
E como é disto que o Povo gosta, depois de 38 anos de uma ditadura de José Eduardo dos Santos, a orgia é colectiva. A ressaca poderá ser agre, mas até lá viva a queda dos poderosos. Poderosos que o foram, recorde-se, com o apoio e conivência de João Lourenço, ele próprio um poderoso. Mas farra é farra.
Em contraste, na área defronte ao estabelecimento prisional, era significativo o número de familiares e amigos do antigo ministro dos Transportes angolano escolhido e exonerado por João Lourenço, Augusto da Silva Tomás, também detido preventivamente há quatro dias na cadeia de São Paulo sob a acusação de prática dos crimes de peculato, corrupção e branqueamento de capitais, entre outros, tal como referiu então a Procuradoria-Geral de República.
Irmãos, filhos e a mulher de Augusto Tomás manifestaram-se “solidários” com o antigo ministro de João Lourenço e exteriorizaram isso mesmo com a presença no estabelecimento prisional situado no distrito urbano do Rangel, arredores de Luanda.
Jornalistas angolanos e de órgãos de comunicação social estrangeiros também marcaram presença, mas não conseguiram obter quaisquer reacções de parentes dos detidos.
José Filomeno dos Santos foi presidente do Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola, nomeado pelo pai, então chefe de Estado angolano, e, entretanto, exonerado pelo actual Presidente, João Lourenço, em Janeiro deste ano.
“Zenu” é acusado, segundo a PGR, de envolvimento num crime referente a uma alegada burla de 500 milhões de dólares, processo já remetido ao Tribunal Supremo, bem como, ainda em fase de instrução, de num processo-crime relacionado com actos de má gestão do Fundo Soberano de Angola, em que é também arguido o empresário suíço-angolano Jean-Claude Bastos de Morais, sócio de José Filomeno dos Santos em várias negócios, e que está também em prisão preventiva na cadeia de Viana.
Irrelevante é o facto de José Filomeno dos Santos e Jean-Claude Bastos de Morais se terem juntado à família Lourenço para constituição de um consórcio para prospecção e exploração de ouro, na zona sul de Angola.
Segundo a PGR, da prova recolhida nos autos resultam indícios de que os arguidos incorreram na prática de vários crimes, entre eles, o de associação criminosa, recebimento indevido de vantagem, corrupção, participação económica em negócio, puníveis na Lei sobre a Criminalização das Infracções Subjacentes ao Branqueamento de Capitais e os crimes de peculato, burla por defraudação, entre outros.
“Pela complexidade e gravidade dos factos, com vista a garantir a eficácia da investigação, na sequência dos interrogatórios realizados, o Ministério Público determinou a aplicação aos arguidos da medida de coacção pessoal de prisão preventiva”, lê-se no comunicado, salientando que a instrução prossegue os seus trâmites legais, com carácter secreto.
Em relação a Augusto Tomás Silva, também num comunicado, a PGR referiu que o processo corre os seus trâmites na Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP), relacionado ao caso que investiga actos de gestão do Conselho Nacional de Carregadores (CNC), órgão afecto ao Ministério dos Transportes.
O documento informa também que, além do ex-governante, foi igualmente detido Rui Manuel Moita, ex-director-geral adjunto para a Área Técnica do CNC.

A jogada de João Lourenço

Onovo governo fez, ou está a tentar passar a tese de que está fazer, da transparência e da reforma económica a sua prova de vida. Se, internamente, a estratégia está a resultar com um crescente apoio popular, externamente os investidores ainda continuam cépticos, procurando encontrar a razoabilidade de um meio termo.
Em Angola os princípios centrais e dogmáticos de controlo político (partidário) sobre a economia permanecem firmemente alinhados com a elite do MPLA que, diga-se, domina o país há 43 anos. Mudaram algumas pessoas mas a rota, a estratégia e a finalidade é a mesma.
Com uma actuação “low profile” (que, aliás, faz parte da sua imagem demarca) Manuel Vicente está no epicentro da nova estrutura de controlo político da economia, sendo uma pedra fundamental de João Lourenço.
Manuel Vicente era parte do todo poderoso “Triunvirato” que dominou a esfera empresarial de Angola. Apesar de algum abalo na sua honorabilidade, provocado pelas acusações de corrupção feitas pela justiça portuguesa, através da sua rede de investimentos e holdings comerciais, continua a ser um dos políticos mais ricos e influentes. Mesmo que politicamente marginalizado ao final do governo anterior, detém o interesse comercial através de sectores chave como o bancário.
fonte: folha8


Luka Modric: as duas faces do melhor futebolista do mundo.

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O médio croata venceu o prémio "The Best" da FIFA para a temporada 2017-2018, pondo assim um fim à década de vitórias sucessivas de Ronaldo e Messi. Na Croácia, há quem o adore e o odeie. A DW explica porquê.

fonte: DW África

FIFA The Best Wahl | Luka Modric und Marta (Reuters/J. Sibley)

Não tem tatuagens, nem gel no cabelo. É discreto, mantendo a sua vida privada fora dos holofotes. Luka Modric não parece um jogador destes tempos.
Com apenas 1,72 metros de altura, o capitão da seleção croata, é tímido. Passa bem sem dar conferências de imprensa ou entrevistas. Para ele, falar de si próprio não é tarefa fácil. No entanto, dentro de campo, é ele quem manda.
"A guerra e a vida no campo de refugiados tornaram-me mais forte", disse ele, no passado, numa entrevista quando falava sobre os seus primeiros anos de vida durante a Guerra da Independência da Croácia. Algo que certamente o tornou mais forte perante a concorrência na luta por um lugar no Real Madrid. "El Pony", como é conhecido pelos seus companheiros de equipa, usa a camisola número 10 no Real - um sinal de apreço pelas suas conquistas. Modric é um jogador com técnica. A sua marca pessoal: os poderosos passes de 30 ou 40 metros com a parte exterior do pé.
"O melhor jogador croata de todos os tempos"
O atleta de 33 anos é um jogador forte e incansável, está constantemente em movimento. Apesar da sua estatura pequena, o seu toque de bola chama a atenção, assim como a sua excecional visão de jogo.
A vitória de segunda-feira (24.09) é apenas a mais recente de uma série de distinções individuais que o médio do Real Madrid recebeu este ano. Tendo levado a Croácia à final do Mundial de Futebol na Rússia, onde perdeu com a França, Modric foi agraciado com a Bola de Ouro. Anteriormente, há algumas semanas atrás, tinha sido eleito o Melhor Jogador da UEFA na Europa.
Fußball WM 2018 Gruppe D Kroatien - Nigeria (Reuters/F. Bensch)
Recentemente, Modric foi eleito o Melhor Jogador da UEFA na Europa.
"Luka não é apenas o nosso melhor jogador de agora, ele é o melhor jogador croata de todos os tempos”, afirmou, durante o Mundial da Rússia, o seu colega de seleção Ivan Rakitic, atualmente a jogar no FC Barcelona. Modric convenceu todos os céticos, incluindo os do seu próprio país. Ele jogou muito bem, como se tivesse esquecido a "tempestade” que caiu sobre ele por causa das acusações relacionadas com o seu alegado falso testemunho no processo judicial contra Zdravko e Zoran Mamic. Esta é a outra face da vida de Luka Modric.
Nuvens negras
No testemunho que deu no início deste ano, Modric foi questionado acerca das circunstâncias da sua transferência do Dinamo Zagreb para o Tottenham, em 2008. Primeiramente, o médio do Real Madrid disse que tinha aceite um acordo em que o então diretor executivo do Dinamo, Zdravko Mamic receberia taxas adicionais de transferência para beneficio próprio.
Mais tarde, Modric negou esta versão, dizendo que não se lembrava dos detalhes dos contratos em questão. Se ficar provado que cometeu perjúrio, o "The Best" da temporada passada pode enfrentar até seis anos de prisão.
O caso está a ser julgado no tribunal de Osijek, que deu como provado que os irmãos Mamic foram responsáveis pelo desvio de cerca de 15 milhões de euros e fuga ao fisco em cerca de 1,6 milhões de euros. O principal réu, Zdravko Mamic, também conhecido como "padrinho do futebol croata" evitou a ida para trás das grades, pois fugiu para a vizinha Bósnia.  A sentença final não saiu ainda.
Kroatien | Fußballer Luka Modric der Falschaussage beschuldigt (Getty Images/AFP)
Luka Modric alterou o seu testemunho no "Caso Mamic"
O capitão da seleção nacional é adorado por muitos na Croácia, mas as suas idas a tribunal fizeram com que perdesse algum desse afeto. Muitos fãs estão desapontados. Não só não conseguem entender a sua "perda” de memória no caso Mamic, como também não aprovam os seus laços duvidosos com o "padrinho" do futebol croata.
Um dia após a reviravolta no julgamento de Mamic, consequente da perda de memória de Modric, amontoaram-se cartazes difamando o jogador nas paredes de Zadar, a sua cidade natal, localizada na costa da Dalmácia.
Na fachada do hotel onde, aos seis anos de idade Modric e a sua família encontraram refúgio durante a guerra, no início da década de 1990, foi escrito: "Luka, vais lembrar-te deste dia."
Por um lado, é natural esperar que atletas altamente bem pagos sejam vistos como modelos, diz Dario Brenton, do Centro de Estudos do Sudeste Europeu na Universidade de Graz, na Áustria. Por outro,"(...) Modric não é visto como o "cabecilha", mas como uma pequena peça da máquina corrupta e nepotista do futebol croata. Por isso, os seus "erros" serão, em grande parte, perdoados".
Na Croácia, há por isso, uma certa ambivalência sobre Modric. Embora a euforia e o orgulho provocado pelos sucessos da seleção nacional tendam a ser tidos mais em conta. Durante muito tempo, os atletas foram considerados por muitos como os melhores embaixadores da Croácia. Os políticos sabem como usar isso a seu favor. "O desporto tem um papel fundamental para a identidade da nação", acrescentou Brenton.
Os jornalistas incumbidos de investigar os escândalos e de avaliar criticamente o papel dos que representam a equipa nacional são muitas vezes apelidados de "traidores da pátria". Alexander Holiga, do portal online Telesport, é um deles. E afirma: "Dado que os jogadores da seleção nacional representam, não só o desporto croata, mas o país inteiro, então o apoio ao Vatreni [nome pelo qual é conhecida a seleção] é visto como um dever patriótico supremo."
Bildkombo - Mohamed Salah, Cristiano Ronaldo, Luka Modric
Mohamed Salah, Cristiano Ronaldo e Luka Modric foram os finalistas do "The Best" deste ano





A nomeação de Modric como o melhor jogador de futebol masculino do mundo marca o fim de uma era. Pela primeira vez em dez anos, nem Cristiano Ronaldo, nem Lionel Messi venceram este que é o mais prestigiado prémio do mundo do futebol. Luka Modric escreve assim mais uma página da história desportiva da Croácia, diz Holiga. Na opinião deste jornalista, e apesar da alegada ligação do jogador ao clã Mamic, este prémio é um sinal positivo. "Jogadores como Modric são antíteses no futebol moderno, no qual o brilho individual e as próprias estrelas são glorificados. Nós falamos sobre heróis. Modric não é show-off, acima de tudo ele joga em equipa, é  o motor da equipa. Ele liga  as partes individuais do coletivo e torna-as melhores", explica.

Um dos destaques da noite desta segunda-feira (24.09), em Londres, foi a ausência do português Cristiano Ronaldo. O português, juntamente com o egípcio Mohamed Salah, figuravam na lista dos três finalistas.
Modric recebeu o prémio das mãos do presidente da Fifa, Gianni Infantino. Na cerimónia, o médio croata felicitou os concorrentes e disse que esta foi "uma temporada incrível, a melhor da sua vida". "Este prémio não é só para mim, mas também para os meus companheiros do Real Madrid e da seleção da Croácia, e para os treinadores com quem tenho trabalhado. Sem eles, não seria possível. Também é um prémio para a minha família. Obrigado ainda aos adeptos pelo apoio e carinho, significam muito para mim", afirmou.

ONU: Nyusi pede mais apoio para reintegração da RENAMO.

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Além de apelar a mais ajuda para desmobilizar os antigos homens armados da RENAMO, o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, realçou na Assembleia-Geral das Nações Unidas o consenso no país e os "passos firmes" para a paz.
fonte: DW África
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O Presidente da República de Moçambique quer mais apoio da comunidade internacional. O apelo foi lançado por Filipe Nyusi, esta terça-feira (25.09), na sua intervenção na Assembleia-Geral das Nações Unidas, a decorrer em Nova Iorque. "Não se ergue com a mesma facilidade o que se derrubou. Por isso, para se trabalhar na paz, reconciliação e no desenvolvimento, apelamos para que mais assistência seja dada para materialização do processo de desarmamento, desmobilização e reintegração de elementos residuais que em breve terá início no país", pediu.
O chefe de Estado moçambicano agradeceu "o apoio e carinho da comunidade internacional" e pediu que continue a assistência financeira para resolver um assunto que classifica como "complexo".
O chefe de Estado moçambicano frisou que há "consenso no país" e realçou os "passos firmes", resultantes do diálogo político, dados para "uma paz duradoura e sustentável". E destacou os esforços de descentralização e a revisão da lei eleitoral, "com vista à redução de conflitos e o aprofundamento da democracia".
"Pretendemos realizar eleições gerais sem qualquer partido armado, como aconteceu em ciclos anteriores", sublinhou Nyusi. "Como prova que Moçambique é cultor da democracia, em outubro terão lugar eleições municipais, com a participação de vários partidos e associações da sociedade civil", lembrou.
Reformas no Conselho de Segurança
Filipe Nyusi aproveitou também a sua intervenção na Assembleia Geral para pedir reformas no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Horas antes, o Presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, tinha também insistido no mesmo tema, com vista à presença de uma nação africana no órgão.
Num dia marcado pelo discurso de defesa da "soberania americana" e a rejeição da "governação global" do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o chefe de Estado moçambicano foi um dos líderes mundiais a discursar no sentido inverso, apontando as Nações Unidas como "um fórum mãe de diálogo multilateral".
O multilateralismo foi um tema recorrente nos discursos desta terça-feira, com o mote lançado no início dos trabalhos pelo secretário-geral das Nações Unidas. "A ordem mundial é cada vez mais caótica, as relações de poder são menos claras, os valores universais estão a desaparecer. Os princípios democráticos estão sob ameaça. Temos o dever de promover um sistema multilateral renovado e reforçado", destacou António Guterres.
Trump pede isolamento do Irão
No sentido contrário surgiu Donald Trump, com a defesa da agenda "América em primeiro lugar" e ataques à comunidade internacional. O Presidente norte-americano criticou o Conselho de Direitos Humanos da ONU, do qual se retirou em junho, e atacou o Tribunal Penal Internacional, afirmando que "não tem nenhuma legitimidade e nenhuma autoridade".
Trump anunciou ainda que vai limitar a 25% a contribuição dos Estados Unidos para as missões de paz da ONU -- contra os atuais 28% - e que vai rever a ajuda a outros países que sejam "amigos".
Mas o principal alvo do discurso desta terça-feira foi o Irão, com o Presidente norte-americano a pedir a todas as nações do mundo que isolem Teerão pelo "comportamento agressivo" que exibe.
Em resposta, o Presidente iraniano, Hassan Rouhani, acusou os Estados Unidos de quererem derrubar o regime iraniano e classificou como "terrorismo económico" o restabelecimento de sanções ao país por parte de Washington, depois de abandonar o acordo nuclear de 2015. A tensão entre os Estados Unidos e o Irão promete continuar a marcar a semana de reuniões em Nova Iorque.



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