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quinta-feira, 26 de julho de 2018

RDC: BEMBA VOLTA AO PAÍS PARA DISPUTAR ELEIÇÕES

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O antigo vice-presidente da República democrática do Congo confirma a sua intenção em se candidatar, pela oposição, às eleições agendadas para 23 de Dezembro. Jean-Pierre Bemba, absolvido no mês passado pelo Tribunal penal internacional de crimes de guerra na República centro-africana, regressa a Kinshasa a 1 de Agosto.

Entrevistado por Sonia Rolley em Bruxelas a 24 de Julho o líder do MLC, Movimento de libertação do Congo, começa por justificar as razões que o levaram a candidatar-se ao escrutínio.

"É o meu país, gosto do meu país, do meu povo.

Os dez anos que passei no TPI levaram-me a reflectir.
Sim, desejo a unidade da oposição quanto a uma candidatura visando a eleição presidencial.

Porque se quisermos a mudança neste país teremos que passar pela unidade: um candidato único da oposição.

Claro que se não for eu o candidato designado pela oposição apoiarei o que for designado.

Há muitos problemas por resolver quanto à organização das eleições na fase actual.

A questão do ficheiro eleitoral, nomeadamente, e ainda a máquina de votação que para nós é inaceitável.

Não é do interesse da Comissão de eleições ter um escrutínio que no dia seguinte poderá ser contestado.

É imprescindível obter uma solução a estas problemáticas e eu estou disposto a dialogar com a oposição e com a comissão de eleições para encontrar uma solução.

No interesse de todos é preciso que estas eleições sejam credíveis e transparentes."

Fonte: RFI

MALI: BONI YAYI SUPERVISIONA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL PELA UA.

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Cotonou - O antigo Presidente do Benin, Boni Yayi, foi indicado pela União Africana (UA) para supervisionar a primeira volta das eleições presidenciais malianas, marcadas para o dia 29 de Julho, como observador da missão de observação eleitoral da União Africana (MOEUA), segundo um comunicado oficial entregue quarta-feira à Agência de Notícias Xinhua, em Cotonou. 

De acordo com o comunicado, àquela missão efectuará uma observação e uma análise independente, objectiva e imparcial da condução da eleição, à luz das disposições relevantes da Carta Africana sobre Democracia, Eleições e da Governação, que foi adoptada em 2007, e entrou em vigor em 2012, para melhorar os processos eleitorais em África e para reforçar as instituições eleitorais e realizar eleições justas, livres e transparentes.

Além da observação eleitoral directa, sublinha a mesma fonte, a MOEUA prevê reuniões com vários actores do processo eleitoral, incluindo as autoridades institucionais, coligações dos partidos políticos e independentes em competições, órgãos de gestão e supervisão das eleições, os Representantes da mídia, bem como as organizações da sociedade civil. 
Vinte e quatro candidatos no total, incluindo o presidente cessante, Ibrahim Boubacar Keita, estão a disputar a primeira volta das eleições presidenciais do Mali, que acontecerá a 29 de Julho.

Fonte: angop

«PROJETO CIDADE SEGURA!» SISTEMA DE VIDEOVIGILÂNCIA ENTRA EM FUNCIONAMENTO EM CABO VERDE.

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«PROJETO CIDADE SEGURA!» SISTEMA DE VIDEOVIGILÂNCIA ENTRA EM FUNCIONAMENTO EM CABO VERDE

Praia - O sistema de videovigilância começou a funcionar na cidade da Praia, em Cabo Verde, no âmbito do projecto Cidade Segura, que o Governo estima poder vir a diminuir a criminalidade urbana na ordem dos 30%.

O projecto "Cidade Segura" foi instalado pela empresa multinacional chinesa de telecomunicações Huawei, que contemplou a construção de um Centro de Comando em Achada Grande Frente, instalação do sistema de videovigilância, do sistema de alerta inteligente e da comunicação operacional (voz e vídeo).

O Centro de Comando, que funciona há uma semana, foi inaugurado terça-feira pelo primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, e pelo ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, num momento que os dois governantes consideraram de "ímpar e marcante".

No Centro de Comando, uma equipa de mais de 30 efectivos da Polícia Nacional vai monitorizar as 300 câmaras de vigilância instaladas em 100 postos (cada posto tem três câmaras, sendo duas fixas e uma móvel) nas principais ruas da capital cabo-verdiana.

O centro possui uma sala de comando e controlo, onde as imagens captadas são armazenadas por um período de até 30 dias, podendo ser extraídas para posterior análise e uso para efeitos de processo-crime.

Até ao final do ano, o centro vai integrar um número único de emergência (112), que vai atender qualquer tipo de ocorrência da Polícia Nacional, Protecção Civil, Polícia Municipal, Emergência Médica e Bombeiros.

Os agentes no centro de comando recebem as chamadas e entram em contacto via rádio com mais de 60 colegas em viaturas no terreno, que podem chegar aos locais das ocorrências o mais rápido possível.

Além das emergências, o sistema de videovigilância vai solucionar questões do trânsito e do saneamento na cidade da Praia, onde um dos objectivos é a antecipação de problemas e/ou minimizar os seus efeitos, conforme o ministro da Administração Interna.

"A videovigilância, associada a uma actuação integrada, tem antes de mais, carácter preventivo, tornando-se decisiva para muitos serviços", assinalou Paulo Rocha, para quem o Centro de Comando será o "cérebro operacional" da segurança pública.

Considerando que se trata de um "projecto estruturante" para a segurança pública, o ministro garantiu que foram acautelados os direitos fundamentais dos cidadãos, como a segurança, direito individual e protecção da privacidade.

Para o primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva, a entrada em funcionamento da videovigilância é um "dia marcante", num projecto "complexo", que junta tecnologia e capacidade operacional, que vai apoiar na prevenção de ocorrências criminais.

Dizendo que o sistema vai permitir aumentar a eficiência e eficácia policial, o primeiro-ministro pediu, por outro lado, uma "acção forte" na promoção de valores e parceria com outras entidades cabo-verdianas.

"A prevenção e a luta contra o crime não dependem apenas de um único factor, não dependem apenas da eficácia e eficiência das forças policiais, não dependem apenas da tecnologia, mas dependem de um conjunto de factores que, integrados, podem conduzir para um Estado estrutural mais avançado na tranquilidade dos cidadãos", mostrou Ulisses Correia e Silva.

Depois da cidade da Praia, a videovigilância, cuja primeira fase custou 4,5 milhões de dólares, será instalada nas ilhas de São Vicente, Sal e Boavista.

Conosaba/angop

ANGOLA: COMPADRES E AMIGOS? SIM, MAS ISSO FOI ANTES DE… JLO

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Na reunião realizada para avaliar a situação económica angolana no mês de Setembro de 2014, o Comité de Política Monetária decidiu aumentar a taxa básica de juro para 9% ao ano, contrariando a previsão feita no final de Agosto pelo vice-governador do BNA, Ricardo de Abreu, que admitira novas descidas na taxa básica de juro, em função da evolução da inflação. Ricardo de Abreu é hoje a “arma secreta” do Governo de João Lourenço para arrasar alguns dos negócios de Isabel dos Santos. Nada de anormal.

Oentão vice-governador do BNA, Ricardo de Abreu, era, foi (é?) compadre e amigo pessoal de Isabel dos Santos, filha do ex-presidente José Eduardo dos Santos. Nada de anormal.
Como ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu é hoje a “arma secreta” do Governo de João Lourenço para arrasar alguns dos negócios de Isabel dos Santos, todos feitos a coberto da lei das leis de José Eduardo dos Santos: “Quero, posso e mando”. Nada de anormal.
Em Agosto de 2014, questionado sobre a situação do crédito de 3,3 mil milhões de euros que o BES tinha na filial angolana (BESA), o vice-governador, Ricardo Abreu, disse que “o Banco Nacional de Angola actuou, na medida daquilo que achava que seria importante para garantir a estabilidade do sistema financeiro. Não vislumbramos qualquer risco sistémico, estamos confiantes que as coisas se irão recuperar”. Nada de anormal.
Diante do Chefe de Estado, do Vice-Presidente da República e de demais quadros da Presidência da República, quando tomou posse como secretário do Presidente da República para os Assuntos Económicos, Ricardo de Abreu jurou fidelidade à nação e comprometeu-se a combater a corrupção e o nepotismo, além de se abster de práticas e actos que lesem os interesses do Estado, sob pena de ser responsabilizado civil e criminalmente. Nada de anormal.
O Presidente da República, João Lourenço, destacou o perfil de Ricardo de Abreu e sublinhou o facto de ter de retirar da banca um quadro de qualidade e com grande experiência necessária para as mudanças pretendidas no sector bancário. Pouco depois passou a ministro dos… Transportes.
“A força das circunstâncias obrigou-nos a ir buscar um quadro da banca para a Presidência da República”, disse o Chefe de Estado, para acrescentar: “Com a experiência que traz da banca, estamos seguros que vai fazer um bom trabalho, coadjuvando o ministro de Estado para o Desenvolvimento Económico e Social”.
“Sempre estive disponível para ajudar e dar o meu contributo para que possamos ver Angola como um país de que todos nos orgulhamos e onde gostamos de viver”, disse Ricardo de Abreu numa entrevista à revista Villas & Golfe.
Embora se considere “um técnico, e não um político”, apesar de ter militância activa no partido que está no poder desde 1975, o MPLA, Ricardo de Abreu diz: “As minhas ambições estão por isso muito alinhadas na perspectiva de vida e de servir, ou de prestar um serviço à nação, pelo conhecimento técnico que procuro acumular, e que posso, deste modo, transmitir e transferir para os outros”.
Em 1997, integrou a equipa que abriu o Banco Angolano de Investimentos (BAI) e dez anos depois foi co-fundador do Banco de Negócios Internacional (BNI). Em 2008 exerceu funções no sector público e um ano depois foi nomeado vice-governador do Banco Nacional de Angola (BNA), de onde saiu em 2015 para leccionar cursos de pós-graduação na Universidade Católica do Porto e no MBA Atlântico.
Em 2008, foi membro da Comissão Instaladora do Fundo Soberano de Angola e Membro do Grupo Técnico de Apoio ao Conselho de Ministros.
Em 2009, foi nomeado Vice-Governador do Banco Nacional de Angola com responsabilidade sobre as áreas de Política Monetária, Estudos Económicos, Estatística, Desenvolvimento Organizacional, Tecnologias de Informação, Sistema de Pagamentos e coordenação de políticas com o Governo, destacando-se a coordenação e liderança do processo de adequação do quadro legal e regulamentar em matéria de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, interagindo com as diferentes autoridades nacionais e internacionais.
Após a sua saída do BNA, em 2015, exerceu funções de Consultor do Ministro das Finanças nas áreas da Gestão Macroeconómica e Desenvolvimento do Sistema Financeiro, e Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da BODIVA – Bolsa de Valores e Derivados de Angola.
Foi eleito no início de 2017 Presidente do Conselho de Administração e da Comissão Executiva do Banco de Poupança e Crédito, maior banco público angolano, tendo em Novembro desse mesmo ano, sido convidado e nomeado para o cargo de Secretario do Presidente da República para os Assuntos Económicos.


Actualmente, exerce a função de Ministro dos Transportes, cargo para o qual foi nomeado a 20 de Junho de 2018.

fonte: folha8

Saladas com fezes do McDonald's intoxicam 163 pessoas nos EUA.

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Infecção foi causada pelo parasita Cyclospora, que é transmitido por meio da água ou alimentos contaminados com fezes.

Saladas com fezes do McDonald's intoxicam 163 pessoas nos EUA

Apesar de não ser uma das opções mais requisitadas no McDonald's, a salada do restaurante fast-food não caiu muito bem em pelo menos 163 pessoas nos Estados Unidos. Clientes de dez estados do país passaram mal após ingerirem o alimento. A comida estava contaminada com partículas de fezes, segundo informou o USA Today, a FDA (Food and Drug Administration).
De acordo com a FDA, três pessoas tiveram que ser hospitalizadas. A infecção foi causada pelo parasita Cyclospora, que é transmitido por meio da água ou alimentos contaminados com fezes. O problema estava em um dos lotes de alface recebidos pela McDonald's.
Muitos restaurantes já têm uma nova fornecedora de alface, enquanto esperamos que todos os restaurantes identificados também tenham nos próximos dias”, explicou a empresa, por meio de nota.
Ainda de acordo com o restaurante, o problema não afetou o Brasil. “Informamos que o sistema McDonald’s no Brasil utiliza os mais rigorosos processos de segurança alimentar existentes. Além disso, a empresa realiza controles de qualidade e rastreabilidade dos ingredientes desde a origem até a cozinha do restaurante que asseguram que os milhões de consumidores recebam alimentos livres de qualquer tipo de contaminação”, afirma a nota.
fonte: noticiasaominuto

Professor e ator goiano é assassinado em Angola.

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Causa da morte ainda não foi revelada pelas autoridades

Professor e ator goiano é assassinado em Angola
O goiano Adélcio Cândido, de 41 anos, foi encontrado morto nesta terça-feira (24), em Luanda (Angola). Conhecido como Yaru, o ator e professor de artes cênicas teria ido a uma festa no último domingo (22) e só foi encontrado dias depois. A suspeita é a de que ele teria sido vítima de latrocínio (roubo seguido de morte) e morto por asfixia, segundo a TV Anhanguera, citada pelo G1. Os detalhes do assassinato ainda não foram divulgados pelas autoridades locais.

“Todos descobrimos quando a amiga dele que morava com ele nos ligou para dar a notícias. Sabemos também que acharam o carro com alguns pertences, como celular, que já estão com a polícia, junto com suspeitos”, afirmou a atriz, professora e colega de faculdade, Kelly Morais, de 37 anos. A família agora luta para transladar o corpo para o Brasil.
O Itamaraty disse por meio de nota que “a Embaixada do Brasil em Angola acompanha o caso”, que está prestando assistência aos parentes e que “a Embaixada mantém contato com as autoridades policiais angolanas, que investigam as circunstâncias do ocorrido”.
fonte: noticiasaominuto

Marcha das Mulheres Negras pede garantia de direitos.

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Mulheres representantes de religiões de matriz africana vieram à frente do ato, vestindo roupas e saias brancas, usando água de cheiro para abrir os caminhos à prosperidade.

comemoração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, as ruas da capital paulista receberam a 3ª Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, que teve concentração na Praça Roosevelt, centro da cidade, desde as 17h. Às 19h40, mulheres cantando e tocando músicas de origem e com inspiração africana, carregando faixas pedindo garantia de direitos e o fim da violência saíram em caminhada pelas ruas centrais, até chegarem ao Largo do Paissandu por volta das 21h30, onde houve o encerramento da marcha com apresentação do Grupo de Jongo Filhos da Semente. Elas pediam o fim da violência e da negligência do Estado contra as mulheres negras.

Mulheres representantes de religiões de matriz africana vieram à frente do ato, vestindo roupas e saias brancas, usando água de cheiro para abrir os caminhos à prosperidade. Segundo a organização, essas mulheres são importante força de resistência nos terreiros entre mulheres negras e vieram para abençoar a marcha e lutar contra o racismo religioso. Ao longo do trajeto, os presentes marcharam ao som do grupo Ilú Oba de Min, que resgata e valoriza a cultura africana.

“Sempre fomos negras. Resgatar isso na marcha é dizer que temos orgulho de sermos negras, não há problema em ser negra, somos iguais. Não somos iguais perante o Estado, mas queremos e lutamos por isso”, disse Ana Paula Neres, pedagoga que estava no ato. “A marcha é necessária, é o nosso grito de independência, é a nossa voz diante do Estado. Nós lutamos e vamos cobrar do Estado uma postura diante das mulheres pretas”.
“Somos a base da pirâmide [social]. Só ficamos acima dos jovens negros e é justamente contra isso que nós viemos lutar. Nós queremos igualdade, nada mais que equidade”, disse, sobre as mulheres negras receberem menores salários entre mulheres brancas e homens negros e brancos. Ela acredita que o país precisa de políticas públicas que contemplem a igualdade racial e de gênero. “Mais mulheres na política, politicas de saúde pública para a população preta, emancipação periférica, políticas que alcancem a periferia. Esse seria um início para a solução dos problemas”, disse.
Uma das organizadoras da marcha, Andreia Alves, destacou que o Estado tem responsabilidade sobre muitas privações de direitos que as mulheres negras sofrem, como violência policial, encarceramento, genocídio da população negra, além de consequências para as mulheres negras dos retrocessos trazidos pela reforma trabalhista e da previdência. “Viemos reivindicar que o Estado pare de nos violentar”.
“Não é possível aceitarmos, por exemplo, que a expectativa de vida de uma mulher trans seja de 26 anos quando colocamos o recorte racial. Vinte e seis anos de idade é muito pouco. Estamos em média com 74 anos de estimativa de vida no Brasil”, lamentou Andreia. “Tem muito desmonte [de politicas], muita injustiça social, muito machismo e racismo, muita LGBTfobia. São muitas as bandeiras que envolvem as mulheres negras, especialmente porque nós estamos na base social da pirâmide. E tudo passa por nós”.
O coletivo Marcha das Mulheres Negras de São Paulo ajudou a construir a marcha que ocorreu em Brasília em 2015, levando 50 mil pessoas às ruas contra o racismo e a violência. Nos anos seguintes, houve marcha na cidade de São Paulo e, neste ano, o ato se repete na região central da capital.
“Reunir 50 mil mulheres em Brasília em 2015 nos deu um impulso para que voltássemos para nossos estados mais organizadas. A importância de se reunir, juntar as reivindicações e marchar é imensa, porque essa é uma maneira muito potente de ampliarmos a nossa voz”, disse Andreia. Com informações da Agência Brasil.
fonte: notíciasaominuto

ANGOLA: INIMIGA UMA VEZ, INIMIGA SEMPRE?

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João Lourenço conta agora com novos aliados na sua suposta senda de justiceiro. Todos (ou quase) os que criticaram – e bem – Isabel dos Santos por décadas de actividades cleptocráticas estão agora rendidos a JLo. Para estes, quem roubou uma vez é ladrão para sempre. E no rol de crimes figuram todos os roubos, mesmo os que não cometeu, mesmo os que o não foram por estarem respaldados na lei. Isabel (dos Santos) passou a ser sinónimo de crime.

Por Orlando Castro
OFolha 8 foi dos que mais criticou Isabel dos Santos, sendo por isso um dos seus principais alvos. Continuamos a criticá-la. Mas se ladrão tanto é o que entra no galinheiro como o que fica à porta, quantas vezes o justiceiro João Lourenço, enquanto vice-presidente do MPLA, enquanto ministro, enquanto alto dirigente do partido, ficou à porta?
Recordemos um artigo do Folha 8, publicado em 20 de Março de 2017, com o título “A princesa soma e segue e o Povo apenas… morre”:
«E então como é que Isabel dos Santos se tornou – não sabemos quantas vezes – milionária? Desde logo porque – graças ao pai ser o dono do reino esclavagista (20 milhões de pobres) – ficava, fica e ficará com uma parte das empresas que se estabelecem em Angola. Quando assim não é, o seu pai trata de mandar fazer leis, decretos e regulamentos que permitam a Isabel facturar sobre tudo o que entenda. Simples, não é?
Isabel dos Santos desmente tudo isto. Assume-se, afinal, como uma santa e acusa todos os que divulgam estas “mentiras”, não desmentindo a mensagem mas tentando desacreditar os mensageiros. Mensageiros que, segundo Isabel dos Santos, são pagos para andar pelo mundo a denegrir a impoluta e divina imagem e labuta de figuras honoráveis como ela e, é claro, como o seu pai e restante clã familiar.
Certo é que Isabel dos Santos é milionária e que no seu(?) país cerca de 70% dos habitantes vivem com menos de 2 dólares por dia. A Forbes escreveu até que “é uma rara janela para a mesma trágica narrativa cleptocrática em que ficam presos muitos outros países ricos em recursos naturais”.
José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola desde 1979, é o chefe de Estado que governa há mais anos sem ser monarca. Assim sendo, e com o apoio da comunidade internacional que prefere negociar com ditadores (dos bons, é claro!) do que com democratas, inclui a família em todos os grandes negócios feitos em Angola ou com Angola.
Citemos a Forbes: “É uma forma de extrair dinheiro do seu país, enquanto se mantém à distância, de maneira formal. Se for derrubado, pode reclamar os seus bens, através da sua filha. Se morrer enquanto está no poder, ela mantém o saque na família.”
Não se sabe com rigor em que negócios Isabel dos Santos está, de facto, metida. Mesmo assim, tem posição preponderante e decisiva na Endiama, a empresa concessionária da exploração mineira (criada por decreto… presidencial, que exigia a formação de um consórcio com parceiros privados).
Os parceiros privados da filha do Presidente, que incluíam negociantes israelitas de diamantes, criaram a Ascorp, registada em Gibraltar. Na sombra, diz a Forbes, citando documentos judiciais britânicos, tinha o negociante de armas russo Arkadi Gaidamak, um antigo conselheiro do Presidente angolano durante a guerra civil de 1992 a 2002. Tudo bons rapazes, igualmente impolutos e honoráveis cidadãos.
O escrutínio internacional dedicado aos ‘diamantes de sangue’, explica a revista, aconteceu no mesmo período em que Isabel dos Santos transferiu a sua parte do negócio, que a Forbes classifica como “um poço de dinheiro”, para a mãe, uma cidadã britânica. Tudo continua em família. Antes do Povo está o clã Eduardo dos Santos. Obviamente.
Além dos diamantes, também continua a ter posição basilar na Unitel, a primeira operadora de telecomunicações privada em Angola que – novamente por decreto… presidencial – foi presenteada a Isabel dos Santos. “Um porta-voz de Isabel dos Santos disse que ela contribuiu com capital pela sua parte da Unitel, mas não especificou a quantia; um ano depois, a Portugal Telecom pagou 12,6 milhões de dólares por outra fatia de 25%”, escreveu a Forbes.
A parceria com o homem mais rico de Portugal, Américo Amorim, levou-a para áreas financeiras, através do banco BIC, e petrolífera, através da Amorim Energia e dos seus negócios na Galp e com a Sonangol. Sucesso garantido. Como garantido foi o investimento de 500 milhões na portuguesa ZON e explica também como Isabel dos Santos acabou por ficar à frente da cimenteira angolana Nova Cimangola, Mais uma vez por via dos negócios com Américo Amorim.
Do ponto de vista mediático, mesmo no âmbito da Educação Patriótica que o regime pretende dar a todos os angolanos desde a barriga da mãe até à morte, Isabel dos Santos é a heroína do reino. Prova disso é dada pelo Pravda do regime (também conhecido por Jornal de Angola) que escreveu: “Estamos maravilhados por a empresária Isabel dos Santos se ter tornado uma referência do mundo das finanças. Isto é bom para Angola e enche os angolanos de orgulho.” Referia-se aos angolanos afectos ao regime, os outros – os que foram gerados com fome, nasceram com fome e estão no corredor da morte cheios de… fome – sentem-se envergonhados.»
Seria, portanto, fácil continuar a culpar Isabel dos Santos, tornando-a o único bode expiatório dos enormes crimes cometidos em Angola em dezenas de anos, branqueando os principais responsáveis. Desde logo o MPLA (o único partido com funções governativas desde 1975), o seu presidente José Eduardo dos Santos (38 anos no poder) e toda a respectiva hierarquia.
A empresária Isabel dos Santos ameaça levar o Estado angolano a tribunal, depois da decisão do Presidente João Lourenço de anular contratos milionários que tinham sido entregues a empresas suas pelo ex-presidente do país, o seu pai José Eduardo dos Santos.
Convenhamos que Isabel dos Santos é suficientemente inteligente para saber que os tribunais angolanos, nesta como noutras matérias, se limitam a encontrar matéria de facto que consubstancie o veredicto que lhe seja ditado antes mesmo de analisar qualquer queixa. Era assim no tempo do seu pai, é assim agora no tempo de João Lourenço.
Mais do que levar o Estado (isto é, o MPLA) a tribunal, Isabel deveria contar-nos (em livro, por exemplo) tudo o que sabe da promiscuidade criminosa entre dirigentes do partido/Estado/Governo, entre o seu pai e João Lourenço, os acordos firmados, o papel dos serviços de informação etc. etc..
Relembre-se que o general António José Maria (férreo aliado de Dos Santos), afastado do Serviço de Inteligência e de Segurança Militar, terá dito várias vezes a José Eduardo dos Santos estar pronto para a “guerra”, pedindo “instruções” sobre o que pretende o ex-presidente da República.
José Maria passou muito tempo, sobretudo a partir do momento em que Eduardo dos Santos disse que não seria candidato do MPLA às eleições e se aventou que o candidato seria João Lourenço, a reunir informações, dados, documentos, testemunhos (no país e no estrangeiro) sobre o actual Presidente da República.
“O Serviço de Inteligência e de Segurança Militar esteve em exclusivo a trabalhar, por ordem do general Zé Maria, numa espécie de Paradise papers of João Lourenço”, contou ao Folha uma fonte ligada ao general.
Certo é que quando se perde o Poder a maioria dos acólitos saltam a barricada. Não é o caso do general José Maria que considera que as decisões em catadupa que estão a ser tomadas pelo Presidente da República, João Lourenço, são uma caça às bruxas no MPLA e uma lavagem da sua imagem, “quase parecendo que JLo nada tem a ver com o MPLA e que só agora chegou à política angolana”.
Isabel dos Santos não gostou da anulação do contrato de construção do Porto da Barra do Dande, orçamentado em 1500 milhões de dólares, que tinha sido atribuído a uma empresa sua, por decisão do seu pai mas, é claro, apoiada sem hesitações por… João Lourenço, enquanto vice-presidente do MPLA e ministro.
O Estado/MPLA também anulou o contrato de compra e venda de diamantes brutos que a empresa pública angolana Sodiam tinha com a Odyssey Holding, outra sociedade da empresária angolana que tem sede nos Emirados Árabes Unidos. Outra sociedade “politicamente subscrita” por Dos Santos e JLO.
Enfim. Nada nesta novela espanta. Espanta, isso sim, o êxito da estratégia de João Lourenço que, com algumas jogadas de mestre, conseguiu trazer para o seu lado da barricada muitos, quase todos, jornalistas que – tanto quanto parece – só têm por missão acertar contas com o clã Eduardo dos Santos, mesmo que tenham de violar a sua mais importante missão: a verdade.

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