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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Nelson Mandela depois da alta do hospital na África do Sul.

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Nelson Mandela na Copa do Mundo 2010 de futebol final em Soweto (Julho 2010) 
Mandela apareceu pela última vez em público na Copa do Mundo em Soweto em 2010.
O ex-Presidente Sul Africano Nelson Mandela recebeu alta do hospital após um procedimento de diagnóstico para um problema abdominal, disse o governo. Gabinete do Presidente Jacob Zuma disse que ele foi mandado para casa após as verificações "não indicam nada de muito errado".
Um funcionário disse que aos 93 anos de idade o Prêmio Nobel passou por uma laparoscopia, mas estava se recuperando bem.
O procedimento envolve a inserção de uma pequena câmera através do abdômen ou pélvis.
O governo não confirmou onde o Sr. Mandela estava sendo tratado, nem os detalhes exatos de suas preocupações de saúde.
O ministro da Defesa, Lindiwe Sisulu disse a jornalistas que anteriormente tinha sido vítima de "mal-estar em curso", mas negou os relatos de uma operação de hérnia.
O correspondente da BBC Mike Wooldridge disse em Joanesburgo na África do Sul que tinha sido ''segurando'' sua respiração enquanto Mandela estava no hospital.
Ela disse que o ex-presidente era "tão bom quanto pode ser na sua idade".
Em sua declaração, Zuma agradeceu o público por sua "boa vontade e apoio".
"Os médicos decidiram mandá-lo para casa como o procedimento de diagnóstico que ele sofreu não indicam nada de muito errado com ele", disse.
Mandela, que é carinhosamente conhecido na África do Sul por seu nome de clã, Madiba, passou 27 anos na prisão por lutar contra a regra de minoria branca da era do apartheid.
Ele se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul em 1994, atendendo a um mandato de cinco anos.

Laparoscopia

  • O procedimento cirúrgico, onde uma câmara é inserido no abdómen através de uma pequena incisão
  • Usado para investigar e diagnosticar problemas com o abdômen ou pélvis
  • Pode ser usado para retirar amostras de tecido ou realizar pequenas operações, incluindo a remoção de tumores
  • Geralmente realizada sob anestesia local sem que o paciente precise ficar no hospital durante a noite
Em 2004, aposentou-se da vida pública - sua idade e saúde em declínio fez com que ele tenha aparecido em público raramente desde então.
Em janeiro do ano passado, ele foi tratado em Joanesburgo por uma infecção no peito grave e seu estado de saúde continua a ser um assunto de grande interesse público.
O correspondente da BBC Karen Allen, em Joanesburgo disse que o Sr. Mandela ainda é considerado por muitos sul-africanos como o pai da nação.
Mensagens foram enviadas desejando uma recuperação rápida, diz o correspondente.

fonte: BBC

Quim Ribeiro diz-se vítima de cabala.

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Foto: (Arquivos)
Ireneu Mujoco, O País

O comissário Joaquim Vieira Ribeiro (Quim Ribeiro) ex-comandante provincial da Polícia Nacional (PN) de Luanda e peça fundamental do processo número 11/011, sobre quem recai a acusação de ser o autor moral de crime de violência contra inferior hierárquico, negou tudo e ameaçou fazer revelações explosivas que “podem paralisar o país”.

“Se eu falar não sei como é que o país acordaria no dia seguinte, mas não o farei por uma questão de patriotismo”, afirmou durante o seu interrogatório numa das sessões do julgamento do caso que decorre no Comando da Marinha de Guerra em Luanda.

Último arguido a ser ouvido pelo Supremo Tribunal Militar (STM) na quarta-feira,23, o arguido defendeuse perante o juiz que a sua detenção deveu-se a uma cabala arquitectada por algumas figuras influentes da Polícia Nacional e do aparelho governativo, “que se opuseram ao desmantelamento da rede de criminosos que se dedicavam ao tráfico de drogas no Aeroporto e Porto de Luanda “, com a qual alegadamente tinham ligações de negócios.

Durante a sessão, Quim Ribeiro disse também que foi preso ilegalmente por a sua detenção não ter sido ordenada pela justiça, mas por indivíduos ligados aos Serviços de Informação (SINFO), do Ministério do Interior, que o investigaram. Revelou também que os assassínios de Domingos João (Joãozinho) e Domingos Mizalaque estão soltos e nenhum dos acusados fez parte do bárbaro crime contra os seus colegas de profissão, ocorrido na comuna do Zango (Viana), no dia 21 de Outubro de 2010.

O arguido, perante o juiz tenentegeneral Cristo Alberto, que preside ao julgamento, não explicou contudo se conhecia os verdadeiros autores das mortes dos dois agentes da Polícia (um da Ordem Pública e o outro dos Serviços Penitenciários).

O antigo número um da PN em Luanda disse ainda que estava perante “um julgamento formal”, alegando que o mesmo começou a ser feito pela imprensa, antes de ser levado ao Tribunal no dia 10 de Fevereiro. As declarações do arguido foram corroboradas por um dos seus advogados, que no passado e a respeito do mesmo processo, chegou a ter ríspidos desaguisados com alguns jornais privados, dias depois da detenção do seu constituinte.

Silêncio pode prejudicar arguidos

A táctica do silêncio adoptada pelos arguidos durante as sessões de julgamento, segundo um jurista ouvido por O PAÍS, poderá desenhar a sua própria condenação, se não mudar.

A partir da próxima segunda-feira, 27, começará o que está a ser interpretado como “o verdadeiro julgamento”, já com a presença de alguns declarantes, Augusto Viana, excomandante da Divisão de Viana, e José Teixeira, um oficial da Direcção Nacional de Investigação Criminal (DNIC) que se espera venha a apresentar, em tribunal, a gravação da conversa que manteve com um polícia no terraço de um dos restaurantes de Viana, dias antes do homicídio.

A esperada conversa, segundo se comenta, reproduz depoimentos do arguido Domingos José Gaspar, que diz ter recebido ordens superiores com mais colegas de profissão para executarem o malogrado Joãozinho e silenciar o “caso BNA”. Este caso , como se sabe, envolve o desvio de avultadas somas do dinheiro encontrado pela Polícia em casa de um dos funcionários da instituição bancária em Viana e que, mais tarde, viria a ser supostamente descaminhado por Quim Ribeiro em benefício próprio.

Segundo o causídico que falou sob anonimato, “o réu é livre de responder e não responder às perguntas que lhe forem feitas em Tribunal, mas o referido silêncio não lhe retira nenhuma culpa”, avançando que a estratégia do silêncio pode prejudicar alguns réus que podiam ser absolvidos ainda nesta fase do processo. Na opinião do advogado, “o silêncio é uma espécie de defesa passiva, deixando a acusação a suportar a carga probatória”.

Contactada no fim da sessão desta quarta-feira, a fonte acrescentou que os réus, remetendo-se ao silêncio, põem em causa a plenitude da sua própria defesa, como é o caso“, porque no processo militar se notifica apenas o despacho de pronúncia e não da acusação, e o despacho da pronúncia delimita os factos a serem levados a julgamento”. Ou ou seja “o que está no despacho da pronúncia é que tem valor e não o que consta na acusação ”, pormenorizou.

Nesta senda, o homem de leis argumenta que os advogados de defesa devem aconselhar os seus constituintes a responderem às perguntas que lhes forem formuladas, para se evitarem condenações. Na óptica da fonte, a defesa dos réus pretende levar o caso ao Tribunal Constitucional, considerando ser um mau método de defender. “ É bom debater as questões em Tribunal nesta fase, do que fazer o contrário”, disse, em remate.

fonte: 

Angola: Savimbi morreu há 10 anos.

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Foto: Enaltecido por uns e odiado por outros, o ex-líder da UNITA é ainda hoje uma personalidade mítica e controversa. (AP)
Manuel Vieira e Nádia Issufo, DW

Angola vive em paz há uma década. O silêncio das armas chegou com a morte em combate de Jonas Savimbi, uma figura mítica e controversa homenageada esta quarta-feira (22.02).

Jonas Malheiro Savimbi morreu a 22 de fevereiro de 2002 de arma na mão aos 68 anos de idade na província onde nasceu, Moxico (no leste de Angola), depois de um forte cerco das Forças Armadas Angolanas. Foi guerrilheiro durante mais de 40 anos e fundou em 1966 a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), agora o principal partido da oposição angolana.

O desaparecimento de Savimbi conduziu ao fim de uma guerra civil que se prolongou ao longo de 27 anos, que provocou mais de um milhão de mortos, para cima de quatro milhões de deslocados e um número superior a um milhão de mutilados.

Jonas Savimbi foi homenageado esta quarta-feira (22.02) através de um colóquio em Luanda. Com o tema "Dr. Savimbi – uma vida por Angola e pelos angolanos", o colóquio foi encerrado pelo discurso de homenagem do atual líder da UNITA, Isaías Samakuva.

Um líder “lunático, maquiavélico”

Enaltecido por uns e odiado por outros, o ex-líder da UNITA é ainda hoje uma personalidade mítica e controversa.

Nesta altura em que se assinala uma década da morte de Savimbi, o jornalista português Emídio Fernando lançou uma biografia do fundador da UNITA. De acordo com o autor, Savimbi “sempre teve uma ambição desmedida. Era lunático, maquiavélico, com alguns traços de loucura e extremamente ambicioso".

A UNITA atualmente é o maior partido da oposição de Angola, embora ainda viva com algumas crises internas. Emídio Fernando não revê Savimbi na UNITA dos dias de hoje, pois o partido ainda “sofre com os efeitos de Jonas Savimbi porque tem de se recuperar dos muitos anos de guerra que fez”.

Para o jornalista português, Savimbi “teve uma única qualidade: quando fundou a UNITA deu formação aos membros do partido."

Apesar de evidenciar muitos pontos negativos na vida de Jonas Savimbi, Emídio Fernando consegue citar pelo menos um legado positivo para o povo de Angola: "A grande importância, que é a ironia da história, foi o dia da morte [de Savimbi]. Só a partir desse dia Angola começou realmente a viver em paz. Costumo dizer que a segunda independência de Angola foi com a morte de Jonas Savimbi."

Democrata ou homem da Idade Média?

Filho do ex-presidente português Mário Soares, João Soares foi uma das pessoas que mais privou com Jonas Savimbi. Soares considera que a defesa dos princípios democráticos em Angola é um dos grandes legados deixados pelo fundador da UNITA.

Já Pinto de Andrade, dirigente do partido da oposição angolana Bloco Democrático, conheceu Savimbi e disse à DW que havia nele um comportamento da Idade Média.

A luta anti-colonial em vez da medicina

Uma das questões que mais animam hoje os angolanos é a busca de consensos para a construção de um panteão, simbolizando os três líderes da revolução de movimentos angolanos contra o colonialismo, nomeadamente Holden Roberto, da FNLA (Frente Nacional para a Libertação de Angola), Agostinho Neto, primeiro presidente angolano e ex-líder do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e Jonas Savimbi, pela UNITA.

Savimbi pertencia aos “ovimbundu”, o maior grupo étnico de Angola. Era filho de um pastor evangélico e estudou numa escola evangélica. Recebeu da congregação religiosa uma bolsa de estudo para cursar medicina em Portugal, mas nunca chegou a frequentar o curso. É aí que entra em contacto com grupos de luta anti-colonial e por causa das ameaças da polícia política do regime português, a PIDE, fugiu para Suíça onde estudou Ciências Sociais e Políticas. Não se sabe se concluiu o curso.

Autores: Manuel Vieira (Luanda) / Nádia Issufo
Edição: Glória Sousa / António Cascais

DW: Analistas duvidam que " Existam grandes mudanças na Guiné-Bissau após as eleições".

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A Guiné-Bissau tem sofrido crises sistemáticas não apenas por culpa dos militares sustentam analistas. O problema é estrutural e o futuro Presidente da República enfrentará um complexo leque de desafios.
“As crises sistemáticas na Guiné-Bissau são de origem estrutural e as soluções devem ser estruturalmente profundas”, sustenta o historiador guineense Julião Soares de Sousa. Este analista não antevê “grandes mudanças” no país com as próximas eleições presidenciais e legislativas, “uma vez que o país tem estado suspenso em torno de questões fundamentais, como por exemplo, os assassinatos [do ex-Presidente “Nino” Vieira e do Chefe de Estado Maior das Forças Armadas Tagmé Na Waié] que estão por resolver.
Na perspectiva de Julião Soares de Sousa “a instabilidade não deve ser imputada unicamente à classe castrense”, mas tem a ver com “erros coletivos cometidos desde a independência”.
Outra voz pouco optimista quanto às eleições é a do constitucionalista Carlos Vamain que considera que “o país está bastante debilitado e as instituições não funcionam. Há muita promiscuidade entre os políticos e os militares. A crise estrutural mina o aparelho do Estado, abrangendo o setor da justiça”. Daí a impunidade e assassinatos ainda por esclarecer, argumentam o historiador e o jurista guineenses.
Diáspora guineense continua sem direito a votar
Amílcar Cabral  o "pai" das independências da Guiné-Bissau e de Cabo Verde
Amílcar Cabral o "pai" das independências da Guiné-Bissau e de Cabo Verde
Também preocupado com a instabilidade o advogado, Ernesto Dabó, acredita que a origem das crises na Guiné-Bissau é essencialmente de ordem cultural e critica o facto da diáspora guineense, “pouco reivindicativa”, continuar a não ter direito de voto nas presidenciais. “É um problema que dura até hoje desde que o país entrou no processo eleitoral democrático. Mas, porquê tanta passividade [da diáspora] face a uma questão que os está a prejudicar e os ofende na sua dignidade”, questiona.
Ernesto Dabó critica ainda a não realização até ao momento de eleições para os orgãos do poder local e defende “um forte investimento no capital humano, apostando na educação dos guineenses”.
Autor: João Carlos (Lisboa)
Edição: Helena Ferro de Gouveia / António Rocha
fonte: DW

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