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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Angola procura fórmula ideal para baixar custos de internet.

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Operadora Angola Cables defende mais digitalização e eficiência para fazer baixar os custos para o consumidor. É preciso mudanças e mais investimento na educação para elevar a taxa de acesso às novas tecnologias.
fonte: DW África
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Portugal Digital Summit apresentou projetos destinados a acelerar a inovação com tecnologias digitais avançadas
A inclusão digital em Angola ainda é uma miragem, apesar da cotação que o país detém em África. Os preços de acesso à internet em Angola não são acessíveis. Atualmente, na rede móvel, o custo de 100 megabytes (MB) é de cerca de 1,60 dólares americanos (o equivalente a cerca de 0,016 dólares por megabyte). Confrontado pela DW África com estes dados, António Nunes, administrador da operadora de telecomunicações Angola Cables, reconhece que os tarifários ainda são caros, comparado com os preços praticados no mercado internacional.
"Hoje não. Mas eu perguntaria o que é que é hoje acessível? Um dos grandes dilemas que nós temos em África na sua generalidade é que o preço da internet continua muito alto. Não é uma questão só de Angola especificamente", afirma.
Ainda são preços proibitivos, admite, recordando que os africanos pagam duas vezes mais os serviços de acesso aos conteúdos através da Europa. "O facto de termos alguns países que ainda bloqueiam a entrada de players (operadores) no mercado faz com que o valor dos serviços seja mais alto", explica.
Baixar as tarifas aplicadas no mercado
E será possível baixar os custos no acesso a dados ou à informação digital? "Possível é sempre. Uma das ideias e uma das propostas de valor que estamos a realizar é, efetivamente, ao podermos trazer esta internet para África e ela ser algo que nós possamos entregar aos mercados africanos com maior eficiência. Passando a ser mais local, nós conseguimos reduzir o preço do custo da internet", responde António Nunes.
É por esta razão que a operadora angolana, há nove anos no mercado, está a investir em infraestruturas internacionais, com o objetivo de otimizar o valor do custo. "Por exemplo, desde que a Angola Cables entrou no mercado, os custos da transmissão internacional baixaram mais de 100%. Portanto, temos vindo a trazer valor para o mercado",destaca.
 António Nunes Angola Cables
António Nunes, administrador da Angola Cables
Por outro lado, ainda de acordo com o administrador da Angola Cables, quanto maior for o número de operadores mais eficiente será o processo de redução dos preços ao consumidor. "O que temos que fazer é conseguir por um lado arquivar o conteúdo em África – e esta é uma das razões pelas quais nós estamos a desenvolver data centers - e, por outro lado, como estamos a consumir este produto em África maioritariamente, pagarmos em África e não termos que transportar este mesmo conteúdo da Europa até aqui", explica Nunes.
"Só estes fatores diferenciadores fazem com que o preço do custo da internet desça significativamente. Portanto, isso traz valor para o mercado e traz uma diminuição brusca da utilização deste tipo de produto", explica. "Esta é uma das propostas de valor que nós queremos trazer para Angola", precisa.
Inclusão digital em marcha
Angola está a passar por uma crise profunda devido à dependência do petróleo, com efeitos no plano social. No entanto, reconhece que a inclusão digital no país é um desiderato entre as prioridades do Estado angolano, com o envolvimento de parceiros tecnológicos como a Angola Cables.
Além disso, António Nunes considera que, apostando na recuperação da economia, também é necessário investir mais na educação da população. "Um dos fatores fundamentais é ensinar a população", sublinha. "Sem dúvida nenhuma que a digitalização de todo este processo é uma forma de nós conseguirmos acelerar a inclusão desta população. Através dos sistemas de informação e da internet, podemos capacitar as populações de uma forma muito mais acelerada."
Foram já construídas várias infraestruturas de telecomunicações e o país já dispõe de mais de 15 mil quilómetros de fibra instalada, o que vai permitir o acesso à informação pela população de forma mais acelerada em comparação com o processo tradicional.
Angola como centro de conetividade de África
O gestor da multinacional angolana, formado na Universidade Técnica de Dresden, na Alemanha, foi um dos oradores, esta quarta-feira (24.10), no Portugal Digital Summit, num painel que apresentou projetos destinados a acelerar a inovação com tecnologias digitais avançadas. Nunes deu a conhecer operações e investimentos em curso de instalação de cabos de fibra ótica de alta velocidade, o que poderá transformar Angola no centro da conectividade entre África, o Ocidente e o Oriente.
"O facto de colocarmos Angola dentro da arena com estas infraestruturas, teremos que ter benefícios relativamente a isso, porque estamos dentro do processo. Até agora já investimos cerca de meio bilião de dólares em cabos submarinos. Por isso, nesta fase, é uma fase de recuperação do investimento feito. Mas estamos atentos àquilo que venha a ser a próxima evolução dentro deste tipo de infraestruturas", diz.
Com a ligação Sul-Sul, entre África e a América Latina, a Angola Cables passou a alimentar os data centers do continente africano através do Brasil ou da Europa. Alexandre Fonseca, presidente da Associação da Economia Digital de Portugal (ACEPI), sustenta que o desenvolvimento do digital terá impactos no crescimento da economia africana, em particular dos países lusófonos.
"Quanto melhor for a infraestrutura que liga África à América Latina e à Europa, mais rápido e melhor se fará o desenvolvimento destes países. E essa é uma das grandes oportunidades, até na perspetiva de acesso à informação, e pela importância da democracia", conclui.

Brasil: Datafolha: Bolsonaro tem 56%, Haddad vai a 44%.

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Diferença entre os presidenciáveis diminui seis pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. Pesquisa mostra queda de intenções de voto em ex-militar, já ex-prefeito de São Paulo ganha eleitores.
fonte: DW África
Jair Bolsonaro e Fernando Haddad
Bolsonaro perde intenções de voto e Haddad ganha
O candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) tem 56% das intenções de voto para o segundo turno, contra 44% de Fernando Haddad (PT), indicou uma pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (25/10), a três dias do pleito. A diferença entre os presidenciáveis caiu de 18 para 12 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.
Bolsonaro perdeu três pontos percentuais desde a última pesquisa divulgada há uma semana, quando estava com 59% das intenções. Já Haddad cresceu três pontos percentuais neste período, passando dos 41% aos 44%.
Os números equivalem aos votos válidos, ou seja, não consideram os nulos, brancos ou indecisos. O método é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado da eleição. No primeiro turno, o ex-militar conquistou 46% dos votos válidos, e o petista, 29%.
Se forem levadas em conta todas as intenções de voto, Bolsonaro tem 48%, contra 38% de Haddad. Outros 8% pretendem votar branco ou nulo, enquanto 6% não souberam responder. Em votos totais, o ex-militar perdeu dois pontos percentuais na última semana, e o ex-prefeito de São Paulo subiu três pontos percentuais.
Apesar de ter pedido votos em todo o Brasil, Bolsonaro vence Haddad em todas as regiões do país, com exceção do Nordeste, um conhecido reduto petista. Ali, o ex-prefeito tem 56% das intenções de voto, contra 30% do capitão reformado.
Haddad conquistou vantagem, principalmente, entre os eleitores de 16 a 24 anos. Nesta faixa etária, sua intenção de voto passou de 39% para 45%. Com isso, o petista empata tecnicamente com Bolsonaro neste grupo, que perdeu seis pontos percentuais e está com 42%.
O Datafolha também analisou a rejeição dos candidatos e a convicção de seus eleitores. Os entrevistados foram questionados em qual dos dois presidenciáveis eles votariam com certeza, talvez votassem ou não votariam de jeito nenhum.
Segundo a pesquisa, 46% votariam com certeza em Bolsonaro, enquanto 37% responderam o mesmo sobre Haddad. Outros 9% afirmaram que talvez votassem no candidato do PSL, o mesmo percentual dos que disseram que talvez votassem no presidenciável petista.
Já a rejeição de Bolsonaro subiu três pontos percentuais, chegando a 44%. Em contrapartida, 52% dos eleitores disseram que não votariam jamais em Haddad, o que representa uma queda de dois pontos percentuais em relação à sondagem anterior.
Além disso, o eleitorado de Bolsonaro é mais convicto: 94% dos entrevistados que declararam voto no presidenciável do PSL disseram que estão totalmente decididos. Outros 6% reconheceram que ainda podem mudar de voto.
Já entre os eleitores de Haddad, 91% estão totalmente convictos sobre sua escolha, enquanto 9% responderam que ainda podem mudar de opinião.
O Datafolha ouviu 9.173 eleitores em 341 municípios brasileiros, entre os dias 24 e 25 de outubro. A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
CN/rtr/ots
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Embaixadora moçambicana em Angola acusada de receber subornos.

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Ex-ministra do Trabalho moçambicana Helena Taipo terá recebido 1,4 milhões de euros de empresas em troca de contratos com INSS. Segundo o CIP, o Ministério das Finanças age como cúmplice dos rombos financeiros.
fonte: DW África
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Helena Taipo terá recebido dinheiro desviado em 2014, quando era ministra do Trabalho
Helena Taipo terá recebido cerca de 100 milhões de meticais (perto de 1,5 milhões de euros) em 2014, no seu último ano de mandato. Segundo o Ministério Público, o valor terá sido desviado pela antiga ministra do Trabalho de Moçambique dos cofres do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) em troca da assinatura de contratos de investimentos imobiliários e prestação de serviços entre o Instituto e diversas empresas.
Além dos desvios, a atual embaixadora de Moçambique em Angola terá também recebido ajudas de custo indevidas. As informações foram publicadas esta semana pelo jornal moçambicano Notícias
Em entrevista à DW África, Celeste Banze, investigadora do Centro de Integridade Pública de Moçambique (CIP), diz que o episódio é resultado de falhas de fiscalização e de cumprimento de leis cruciais.
"Sabemos que ela recebia ajudas de custo duplamente: do pelouro que dirigia e do INSS. As ajudas pagas às vezes eram o dobro do valor ou do número de dias. Aqui, já mostra uma falha na fiscalização", diz a analista em finanças públicas. "A ministra, acima de tudo, também se envolvia em negociatas para favorecer uma e outra empresa a prestar serviços ao INSS. Aqui também vemos que há alguma falha na implementação da Lei de Probidade Pública, quando falamos da declaração anual de bens", acrescenta.
Um relatório apresentado pela Inspeção-Geral das Finanças mostra que o INSS firmou contratos para garantir investimentos na área imobiliária com a CALMAC Limitada, a ARCOS Consultores e a OPWAY Moçambique, que posteriormente foi incorporada à Nadhari Opway Moçambique. A empresa de engenharia civil foi contratada para construir um edifício na baixa da cidade de Maputo, mas o INSS rompeu o contrato por incumprimento de prazos. A OPWAY terá usado empresas e pessoas físicas ligadas a Helena Taipo para fazer o pagamento das comissões. 
Falta de prevenção
Para Celeste Banze, o Ministério das Finanças deveria ser mais incisivo para prevenir casos de corrupção. "Fazendo uma análise franca, pode ser que o Ministério das Finanças seja um pouco cúmplice desses rombos financeiros. Por exemplo, o Plano Estratégico de Finanças Públicas já prevê ou já tem conhecimento de alguns indícios criminais de desvios de fundos através de salários, pensões e justificativas de despesas. Todas essas informações já são de conhecimento do Ministério das Finanças. Entretanto, eu penso que aqui há a questão de proteção à elite, que joga um papel preponderante", sublinha.
Para a investigadora do CIP, as fragilidades na lei acabam passando a percepção de que atos de corrupção compensam e incentivam gestores públicos a se corromper. 
"O INSS acaba sendo uma instituição problemática, porque às vezes se envolve com acionistas de instituições que acabam virando fraudulentas, como é o caso do Nosso Banco. Provavelmente, não há uma monitoria de gestão efetiva do ministro", diz a analista.
"Nós já estamos a perceber que há um modus operandi. Percebemos que esse tipo de ação acaba compensando aos gestores públicos, porque no final do dia, quando se vai ao tribunal para a prestação de contas, há aqui fragilidades na lei em termos de acareação desses bens", finaliza.
A DW África tentou contato com a Embaixada de Moçambique em Angola, mas não obteve resposta. A Procuradoria-Geral da República de Moçambique também não quis se pronunciar. 

ONG denuncia irregularidades no processo eleitoral na Guiné-Bissau.

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A Liga Guineense dos Direitos Humanos denunciou irregularidades no processo de recenseamento, que está atrasado, e alertou para a necessidade de ser cumprida a lei. Comunidade internacional lança apelo às autoridades.
fonte: DW África
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Processo de recenseamento eleitoral em Bissau
Num comunicado divulgado esta quinta-feira (25.10), nas redes sociais, a Liga Guineense dos Direitos Humanos afirma que, "no dia 20 de outubro, presenciou um incidente no círculo eleitoral 29, em que os agentes recenseadores recusaram registar uma cidadã nacional pelo facto de o seu bilhete de identidade se encontrar caducado".
Além disso, a organização não governamental (ONG) guineense salienta que tem recebido "informações semelhantes deste tipo de incidentes noutras localidades do país".
"Este comportamento ilegal dos agentes recenseadores colide com as disposições" legais, afirma a Liga, salientando que a lei do recenseamento eleitoral impõe o registo de todos os cidadãos eleitores, "mesmo que os documentos oficiais de identificação se encontrem caducados".
A Liga Guineense dos Direitos Humanos sublinha ser "essencial que as autoridades da administração eleitoral investiguem com urgência estas e outras denúncias de irregularidades do registo eleitoral em curso".
"É de interesse vital o Governo acabar com o clima de suspeição e de desconfianças que rodeiam o processo de recenseamento eleitoral, adotando posturas de diálogo franco e construtivo com todos os partidos políticos e organizações da sociedade civil", sublinhou a ONG, que adverte, também, que o "recenseamento eleitoral mal feito constitui um meio caminho andado para eleições não credíveis".
Guinea-Bissau Premierminister Aristides Gomes
Primeira leva de "kits" eleitorais enviados pela Nigéria (Setembro/2018)
Críticas 
O processo eleitoral em curso na Guiné-Bissau tem provocado fortes críticas dos partidos políticos sem assento parlamentar, do Partido de Renovação Social (PRS), segunda maior força partidária do país e que integra o atual Governo, e da sociedade civil.
Em causa está, essencialmente, o recenseamento eleitoral que não decorreu entre 23 de agosto e 23 de setembro, como previsto, devido a atrasos na chegada dos equipamentos para recenseamento biométrico.
A Nigéria é que teve de avançar com a doação de 350 "kits" para recenseamento eleitoral, mas até hoje só tinham chegado ao país 150. O recenseamento acabou por ter início em 20 de setembro. Com a chegada esta quinta-feira de mais 55 "kits" da Nigéria, ficam a faltar mais 145, que vão chegar "brevemente", de acordo com o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral.
Segundo a Comissão Nacional de Eleições, já foram recenseadas 230 mil pessoas, aproximadamente 25% dos cerca de 900 mil eleitores estimados.
Na semana passada, a ministra da Administração Territorial, Ester Fernandes, disse que o recenseamento iria decorrer no prazo previsto por lei, que é de 60 dias, ou seja, deverá terminar em 20 de novembro, dois dias depois da data prevista para as legislativas (18 de novembro), que serão adiadas.
Apelos da comunidade internacional
Entretanto, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a União Africana e ONU apelaram esta quinta-feira a "esforços renovados" da Guiné-Bissau para garantir a realização a "tempo e em condições de transparência" das legislativas.
As três organizações "instam todas as partes interessadas a trabalhar no sentido de criar as condições necessárias para o bom andamento do processo eleitoral", que "permitirá a renovação da Assembleia Nacional Popular".
As organizações apelam também aos países africanos e à comunidade internacional para "mobilizarem os recursos e os meios logísticos necessários para o bom andamento do processo eleitoral" e agradecem o apoio já prestado pela Nigéria e pelos parceiros bilaterais e multilaterais.

ANGOLA: JLO QUER AJUDA CHINESA TAMBÉM NA… (IN)JUSTIÇA.

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Com medo da própria sombra em que uma simples dor de cabeça é confundida com o estertor do “exonerador implacável”, João Lourenço está disposto a cooperar com todos no (suposto) combate à corrupção. Da ONU à China todos são bem-vindos. Mas se vierem vai ser uma chatice. JLo sabe que combater a corrupção é combater o MPLA…

Oassunto foi hoje abordado pelo ministro da Justiça e Direitos Humanos, Francisco Queiroz, e o vice-ministro da Justiça da China, Yuan Shuhong, num encontro realizado em Luanda.
Em declarações à imprensa, Francisco Queiroz disse que a China é um país com uma cultura milenar e com “avanços muito grandes” no que se refere à impunidade e ao combate à corrupção, pelo que a cooperação nesse domínio “é bem-vinda”.
“Estamos a ver como o Ministério da Justiça [chinês] como trabalharam para conseguir esse ambiente de não impunidade e também no domínio da formação”, referiu.
A “coisa” até tem piada. Aliás, o ministro Francisco Queiroz tem todo o direito de também querer entrar para o galarim do anedotário nacional. Pedir, nesta matéria, ajuda à China só lembraria ao Diabo. E lembrou mesmo.
O MPLA, sobretudo o seu Presidente (João Lourenço), sabe bem que na China os juízes não são, não querem ser, não podem ser, (tal como em Angola) independentes, sendo apenas instrumentos, autómatos, ao serviço do Partido Comunista Chinês (PCC). Portanto, se o Governo quer domesticar ainda mais (não vemos como é que tal é possível) os juízes e a justiça de Angola, faz bem em pedir a colaboração de Pequim.
Em tempos, não muito distantes, Zhou Qiang, presidente do Supremo Tribunal Popular Chinês, aconselhou, determinou, exigiu que os juízes do PCC não pecassem, nem sequer em pensamento, seguindo as “armadilhas ocidentais”. Armadilhas, explicou, como essas terroristas teses (bem comuns também no MPLA) da “independência do poder judicial”, da “democracia constitucional” e da “separação de poderes”.
Como escreveu Rui Verde, no Maka Angola, em 26 de Janeiro de 2017, “em vez de fazer estágios em Portugal ou noutros países ocidentais, talvez comece a ser melhor enviar os juízes para a China, para aprenderem a recitar a lição de obediência ao poder supremo do presidente e não se enredarem nas contradições em que a lei angolana parece dizer uma coisa e o presidente outra; por causa destas contradições entre a lei e os desejos do presidente, os juízes ficam sem saber o que fazer, e por isso não fazem nada… Adiam, hesitam.”
Agora, o governante angolano (cujo curriculum é uma verdadeira enciclopédia todo-o-terreno) disse que Angola apresentou às autoridades chinesas uma proposta para a assinatura de um protocolo de cooperação, que deverá ser assinado na China no decorrer da visita que deverá efectuar a Pequim, documento e deslocação que estão a ser estudados pela parte chinesa.
“É uma proposta que já foi enviada para o Ministério da Justiça chinês e que prevê áreas de cooperação, como, por exemplo, a resolução extrajudicial de litígios, em que eles estão muito avançados, porque são um sistema popular em que tem um grande compromisso com aqueles que são menos beneficiado”, disse.
(Ao ouvir esta anedota, no meio das nossas matas, até as hienas caíram para o lado de tanto rir).
“O ministério chinês proporciona esses serviços de uma forma muito abrangente, alargada e eficaz, pelo que queremos conhecer essa experiência”, explicou o ministro.
Francisco Queiroz avançou ainda que Angola pretende igualmente beneficiar de formação para os seus quadros, o que já tem ocorrido com o envio de técnicos angolanos no domínio da produção do bilhete de identidade.
Além da cooperação na área tecnológica existente com uma empresa chinesa na produção de documentos de identificação, Angola quer estender essa experiência às áreas do registo de propriedade, de empresas, de nascimento e de óbito.
“São áreas que podemos explorar. Se a boa experiência que está a ocorrer no domínio dos bilhetes de identidade puder ser alargada a outras áreas”, reforçou o ministro.
Relativamente às relações económicas “profundas e abrangentes” entre os dois países, o titular da pasta da Justiça e Direitos Humanos de Angola disse ser necessário que se traduzam igualmente num ambiente legal e judicial.
“Estamos a falar de uma relação de cooperação que precisa de estabilidade, segurança e certeza. A cooperação no domínio judicial pode parecer estranha com a China, pois fala-se uma língua diferente, mas é uma cooperação necessária”, salientou.
Por sua vez, o vice-ministro da Justiça da China disse que a visita de três dias que realiza a Angola, que amanhã termina, visa a promoção da cooperação e intercâmbio na área judicial e legislativa entre os dois países.
“O segundo objectivo tem a ver com o conhecimento que queríamos ter na área do sistema jurídico [angolano] relacionado com o investimento privado estrangeiro, pretendemos reforçar a cooperação com Angola nesta área de investimento externo, para podermos reforçar ainda mais a cooperação na área comercial e económica”, disse Yuan Shuhong.
O ministro chinês disse que, na quarta-feira, manteve um encontro com o ministro da Economia e Planeamento angolano, Luís da Fonseca, e hoje com o ministro da Justiça e Direitos Humanos, para reforçar ainda mais a cooperação na área de investimento.
“Queremos aperfeiçoar o sistema jurídico da China com as boas práticas de Angola. Temos encorajado as empresas chinesas a investir em Angola e esperamos que o ambiente de negócios possa ser ainda melhor em Angola. Queremos um ambiente de negócios mais aberto e mais transparente e mais previsível para os investidores chineses”, frisou.
Dentro desta descoberta que Francisco Queiroz fez da pólvora… chinesa, importa acrescentar que os chineses também são exímios executante da tese, quase divina para partidos como o PCC e o MPLA, de que Jornalistas bons são Jornalistas… mortos, seja no Largo da Independência em Luanda ou na Praça Tiananmen, em Pequim.
Foto: Praça da Paz Celestial (Tiananmen).


Folha 8 com Lusa


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