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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Senegal: Luta contra criminalidade transfronteiriço - O aeroporto Leopold Sedar Senghor é dotado de um scanner corporal.

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Lutte contre la criminalité transfrontalière : L’aéroport Lss se dote d’un scanner corporel

Um novo scanner corporal foi instalado no aeroporto Leopold Sedar Senghor. Este equipamento foi entregue às autoridades aeroportuárias por parte da Embaixada da Grã-Bretanha para o Senegal em colaboração com a "Força Fronteiras do Reino Unido," polícia de fronteira da Grã-Bretanha e da célula aeroportuária anti-tráfico (Caat) em Dakar.

A Embaixada da Grã-Bretanha no Senegal disponibilizou a célula aeroportuária anti-tráfico (Caat) um scanner de corpo que custa 105 milhões de francos CFA. Este material é o resultado da colaboração entre "Border Força Uk", que é a polícia de fronteira da Grã-Bretanha e Caat é um desmembramento do Escritório Central para a Repressão do Tráfico Ilícito de Estupefacientes (Ocritis). De acordo com o Sr. Sarr, Controlador de Alfândega, os traficantes utilizam portadoras milimétricas com radiação de ondas milimétricas que param actuação dos raios na pele. Ainda em seu modus operandi-os traficantes ingerem corpos estranhos que apenas um scanner coomo este pode detectar. Esta nova máquina é capaz de descobrir drogas engolidas pelos traficantes. O S. Sarr disse que com esta máquina, as apreensões de droga no aeroporto Léopold Sédar Senghor vão aumentar e levar a uma melhor segurança na área.

Após a apresentação do material, as diferentes partes interessadas começaram a formação e capacitação de oficiais de Caat. Esta última é de uma célula híbrida que inclui aduaneiros, policiais e gendarmes. É dirigida por um controlador de alfandegários. Segundo sempre a Controladoria das Alfândegas, Sr. Sarr referiu, que este treinamento é muito importante, uma vez que são os agentes da célula aeroportuária anti-tráfico que são responsáveis ​​pela aplicação das leis para lutar contra a criminalidade transfronteiriça. Até mesmo funcionários da polícia de fronteira da Grã-Bretanha irão beneficiar da formação que inclui o projeto "Hunter e Chaucer.

Além disso, a colaboração entre células aeroportuárias anti-tráfico (Caat) e "Uk Border Force", a polícia de fronteira da Grã-Bretanha começou no início de julho de 2017. A instalação no aeroporto de Dakar deste scanner de corpo é o primeiro ato de "Border Força Uk" em seu apoio às autoridades do aeroporto, relativa ao domínio da segurança. Este scanner irá reforçar as medidas de segurança em vigor para combater a criminalidade transfronteiriça.

Por Aliou Ndiaye Ngamby

fonte: lesoleil.sn

O dilema de aplicar sanções econômicas à Venezuela.

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Projeto de Maduro para mudar Constituição recebeu ampla condenação internacional. Mas sancionar a indústria petrolífera é medida arriscada: efeitos seriam sentidos sobretudo pela população, e não pela elite política.
fonte: DW ÁFRICA
Nicolás Maduro discursa para apoiadores em Caracas
Nicolás Maduro discursa para apoiadores em Caracas
A reação do presidente Nicolás Maduro à inclusão de seu nome na lista de líderes sancionados pelos Estados Unidos, após a eleição de uma Assembleia Nacional para mudar a Constituição, não poderia ser mais expressiva da impotência de muitos países diante dos rumos da Venezuela.
Maduro disse estar "orgulhoso" das represálias e acrescentou que o presidente Donald Trump está cometendo "o maior erro de sua vida" ao se meter com a Venezuela. "Eu não recebo ordens do imperialismo, não recebo ordens de governos estrangeiros", afirmou Maduro, chamando Trump de "imperador" e afirmando que a "Ku Klux Klan está no poder na Casa Branca".
Nesta segunda-feira (31/07), os EUA tacharam Maduro de ditador e o colocaram num grupo seleto de governantes sancionados, ao lado dos líderes da Síria, Bashar al-Assad, da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e do Zimbábue, Robert Mugabe.
A indiferença de Maduro dá a medida do dilema em que a comunidade internacional se encontra. Cada vez mais observadores afirmam que a Venezuela está deixando a passos largos a democracia para se tornar uma ditadura. E a cobrança por sanções econômicas aumenta, principalmente sobre os Estados Unidos e a União Europeia (UE), que, ao lado da China, são os principais parceiros comerciais do país sul-americano. Mas retaliações são mesmo a melhor solução?
Dependência dos EUA
A UE é o terceiro parceiro comercial da Venezuela, com importações no valor de 1,3 bilhão de euros em 2016, e os investimentos europeus representam um terço dos investimentos estrangeiros no país. Já os Estados Unidos adquiriram mercadorias no valor de 10,9 bilhões de dólares em 2016, dos quais 10 bilhões são petróleo. Os EUA compram cerca de 40% da produção do país sul-americano. Isso equivale a 750 mil barris diários de petróleo bruto. Ao mesmo tempo, os EUA dependem hoje bem menos de importações de petróleo graças à expansão da produção própria, com base no fracking.
Já para Caracas, as vendas de petróleo para os Estados Unidos são fundamentais, pois são praticamente as únicas que geram caixa. Segundo cálculos do professor de políticas energéticas Francisco Monaldi, da Universidade Rice do Texas, o restante da produção abastece o mercado interno, é usado para pagar dívidas com a China ou a Rússia ou é enviado, com subsídios, a Cuba.
Como resultado, sobram "uns 800 mil barris que geram caixa e que, em sua maioria, vão para o mercado americano", afirmou Monaldi à agência de notícias Efe. Diante dessa dependência, eventuais sanções dos Estados Unidos à indústria petrolífera venezuelana ou mesmo um bloqueio econômico teriam um efeito devastador sobre a economia do país latino.
Sanções à indústria petrolífera?
A expectativa, portanto, recai principalmente sobre os americanos. Por que, então, não usar essa situação para pressionar o governo de Maduro, que já enfrenta enormes dificuldades econômicas para garantir comida e medicamentos à população. "É complicado", avalia o especialista em política energética David L. Goldwyn, em declarações ao jornal The New York Times.
Na opinião dele, e também de muitos analistas internacionais, sancionar a indústria petrolífera venezuelana é uma medida arriscada e cujos efeitos seriam sentidos sobretudo pela população, e não pela elite política do país. "Esta é uma estratégia de risco muito elevado com um presidente como Maduro", afirmou a professora de políticas públicas Jill Kasle, da Universidade George Washington, ao jornal argentino Clarín. "Essas sanções prejudicariam mais a população do que os líderes."
Essa é também a interpretação feita na União Europeia. Bruxelas já disse que não descarta sanções, mas a questão é definir quais. O ministro das Relações Exteriores da Espanha, Alfonso Dastis, descartou restrições econômicas porque, segundo ele, elas afetam a população e não os responsáveis pela situação. Por isso, ele defendeu medidas "individuais, seletivas e específicas".
Ao elevar ainda mais as já enormes dificuldades enfrentadas pela população, sanções que afetem diretamente a economia venezuelana poderiam resultar em mais violência nas ruas, uma crise de refugiados em países vizinhos e até mesmo num golpe militar, avaliam analistas.
Elas poderiam também ter efeitos negativos nos próprios Estados Unidos, como argumentou a associação americana dos produtores de combustíveis e petroquímicos, em carta ao governo. Ela advertiu para uma possível alta dos preços para os consumidores. E especialistas em energia dizem que a Venezuela poderia substituir os EUA por China e Índia como principais compradores.
Nova Cuba?
Sanções econômicas também elevariam a solidariedade a Maduro entre os países vizinhos e dariam credibilidade ao discurso de vítima do imperialismo que é parte constituinte do chavismo e que, na versão do governo, sempre foi a explicação para as dificuldades econômicas enfrentadas pelo país.
Como afirmou o analista colombiano Roberto Cajamarca, sanções à indústria petrolífera venezuelana só aumentariam a carestia e o desabastecimento, sem garantia alguma de que Maduro cairia, e "poderiam ser usadas por Maduro para se consolidar no poder e usar um discurso de vitimização". Como exemplo, ele aponta para a ditadura dos Castro em Cuba.
Segundo ele, o mais difícil é justamente alcançar um ponto de equilíbrio na hora de lidar com a Venezuela. "Por um lado, é importante intensificar a pressão sobre Maduro para fazê-lo aceitar uma negociação que permita uma transição. Por outro, as sanções não podem ser tão drásticas que afetem o povo venezuelano", explicou, em entrevista à DW.

Angola/Eleições: Cobertura na TV e rádio com 85% do tempo para o MPLA.

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Nos primeiros cinco dias de campanha, 332 minutos foram dedicados nos media à campanha do MPLA, enquanto a cobertura dada à coligação CASA-CE não passou dos 21 minutos.
fonte: DW ÁFRICA
Symbolbild Medienfreiheit (Fotolia/sahua d)
Quase 85% do tempo dedicado pelas televisões e rádios angolanas à cobertura da campanha eleitoral, entre 23 e 27 de julho, foi ocupado pelo MPLA, com 332 em 500 minutos que os voluntários do projeto "Jiku" afirmam ter monitorizado.
Os números foram divulgados esta terça-feira (01.08.) pela associação cívica angolana Handeka, fundada por personalidades como o ativista Luaty Beirão ou o ex-primeiro-ministro Marcolino Moco, que lançou este projeto de monitorização à cobertura da campanha eleitoral para as eleições gerais de 23 de agosto.
A análise, segundo os dados do projeto "Jiku", resultam da monitorização, por voluntários da associação, das televisões pública TPA e privada Zimbo, bem como da Rádio Nacional de Angola, Rádio Mais, Rádio Lobito e Rádio Morena.
Em 500 minutos que a associação refere terem sido monitorizados nos primeiros cinco dias de campanha, 332 minutos (84,47%) foram dedicados, segundo os resultados divulgados, à campanha do MPLA, partido no poder em Angola desde 1975, enquanto a cobertura dada à coligação CASA-CE não passou dos 21 minutos (5,33%).
UNITA contou com 13,5 minutos
Symbolbild Zensur Pressefreiheit (picture alliance / Stefan Rupp)
A UNITA, maior partido da oposição angolana, contou com 13,5 minutos do tempo de cobertura (3,34%), menos que o PRS, quarto mais votado nas eleições de 2012, que teve 17,6 minutos (4,47%). A FNLA teve 5,15 minutos (1,31%) e a APN 4,15 minutos (1,05%).
"É uma violação gritante da Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais, nos seus artigos número 73, sobre o direito de antena para fins eleitorais, e número 64, do princípio da igualdade de tratamento. E a Comissão Nacional Eleitoral [CNE] o que faz? Impávida, assiste a tudo isto e depois declara as eleições como isentas, livres e justas", criticou anteriormente Luaty Beirão, em declarações à agência de notícias Lusa.
"E o cidadão cumpridor da lei deve engolir a seco e ficar quieto, quanto os engravatados fazem da sua soberania um pedaço de papel higiénico", lamentou o 'rapper', um dos 17 condenados em 2016 pelo tribunal de Luanda a penas de prisão.
 Combater a "cultura do medo”
Symbolbild Zeitungen in Ketten (Vladimir Voronin - Fotolia.com)
A Handeka foi lançada em abril passado, em Luanda, para combater a "cultura do medo", que os fundadores consideram inibir o exercício de cidadania e participação civil da maioria dos angolanos. 
A associação, cujo nome significa "voz" na língua nacional Nganguela, tem como subscritores nove cidadãos de variados estratos sociais, os quais pretendem promover a defesa da democracia e dos direitos humanos, bem como fomentar o exercício dos direitos e liberdades de reunião, expressão, de imprensa, manifestação e associação.
 monitorização cívica do processo eleitoral em Angola
A associação propõe-se contribuir para a formação de opinião, educação patriótica e cívica, bem como estimular a participação dos cidadãos na vida pública.
No âmbito do projeto "Jiku", que consiste na monitorização cívica do processo eleitoral em Angola, em que concorrem seis listas às eleições gerais de 23 de agosto, a Handeka pretende alargar o número dos órgãos de comunicação social monitorizados, nomeadamente rádios, mas também ao nível das principais províncias do país.
"Nas províncias, o desequilíbrio é muito maior", enfatiza Luaty Beirão, que já fez saber que não atualizou o registo eleitoral, pelo que não irá votar nas eleições de agosto.

Agricultura e energia também serão prioridades do MPLA, caso vença as eleições.

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No comício na província do Bié, João Lourenço voltou a apelar ao voto no MPLA e respondeu às críticas que os partidos da oposição têm feito ao governo atual. Político não comentou morte de secretário adjunto da UNITA .
fonte: DW ÁFRICA
Angola Feier der MPLA João Lourenço (Getty Images/AFP)
De regresso à província do Bié para a campanha eleitoral, o candidato do Movimento Popular de Libertação Nacional (MPLA), João Lourenço, voltou a apelar, esta terça-feira (01.08), ao voto no seu partido e prometeu investimento nos setores agrícola e industrial para alavancar a economia nacional.
Perante milhares de pessoas, o candidato do MPLA à eleição indireta para Presidente da República de Angola, respondeu de forma direta, pela primeira vez nesta campanha, aos adversários políticos, no que toca às críticas que têm sido feitas ao executivo do seu partido, em relação ao desemprego e falta de estratégias para o setor industrial com vista a geração de empregos. Sem citar nomes, deixando a identificação para os militantes, o cabeça-de-lista do MPLA recordou que o país já teve, num passado recente, um potencial de indústrias que foram, no entanto, destruídas em tempo de guerra. "Eles destruíram os postos de trabalho e hoje, com o maior descaramento, vem dizer que a juventude não tem emprego. Eles destruíram as infraestruturas e as fábricas, porque esta é a missão deles", afirmou.
Angola | Wahlplakat der Regierungspartei MPLA (DW/N. Sul de Angola)
Imagem de arquivo
Aposta na agricultura
As estatísticas indicam que a maioria da população desta região do país se dedica à agricultura. João Lourenço prometeu que, caso vença as eleições gerais de 2017, o seu executivo irá dedicar uma especial atenção ao setor da agricultura familiar. Lembrando que os "camponeses são aqueles que mais precisam do apoio e da ajuda do Governo para que possam manter o seu trabalho", o candidato do MPLA afirmou que o seu governo estará atento a este setor, nomeadamente, no que diz respeito à implementação de novas políticas.
A par da agricultura, João Lourenço defendeu ainda a necessidade de se continuar a investir no setor energético. Nesta área, considera, Angola deve dar passos significativos.
O cabeça de lista do partido no poder lembrou que o país "tem trabalhado, nos últimos tempos, na criação de bases para o desenvolvimento da indústria nacional e com isso gerar mais desenvolvimento". João Lourenço afirmou que "o executivo que sair das eleições do dia 23 deste mês, vai continuar a explorar ao máximo as capacidades que os rios angolanos auferem em termos de produção de energia barata".
O candidato do MPLA esteve, esta manhã, no cemitério local onde jazem milhares de vítimas da chamada guerra dos 23 dias no Cuíto. Antes, no seu discurso que durou quase uma hora, João Lourenço lembrou o passado histórico da província do Bié, fortemente atingida no período de guerra civil. O político considerou que esta província "deveria passar para a história como a cidade do perdão".
Assassinato de secretário da UNITA
Esperava-se que João Lourenço falasse, durante o Comício, no incidente ocorrido, esta segunda-feira (31.07) na localidade de Candengue, no município da Caála, província do Huambo, que vitimou mortalmente o secretário adjunto para a organização da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) na comuna do Cuima.
O comandante da Polícia no Huambo para a Ordem Pública, subcomissário Assis Neto, confirmou a ocorrência, tendo adiantado que as autoridades policiais estão a "trabalhar no caso". Para tal, um encontro no qual participaram membros da UNITA e do MPLA, foi convocado esta tarde pela polícia, mas a DW, apesar de várias tentativas, não conseguiu obter informações junto dos serviços policiais sobre a reunião.

Angola: intolerância política marca campanha eleitoral.

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media

A campanha eleitoral para as eleições gerais de 23 de Agosto, em Angola, está a ser marcada por incidentes de intolerância política entre militantes do partido no poder, o MPLA, e da oposição em várias localidades do país.



Nas últimas duas semanas dois militantes da UNITA morreram e outros ficaram feridos em confrontos com militantes do MPLA.
Um militante da UNITA morreu na província da Lunda-Norte e outro, no fim-de-semana, na região do Huambo.
Na província de Benguela, município do Cubal, uma caravana da UNITA foi atacada.
No Kuando-Kubango, foi destruída  uma residência de um militante da coligação eleitoral CASA-CE.
Os incidentes estão a ser investigados pela polícia, que os partidos da oposição acusam de estar a ser passiva.
O partido do governo nega o protagonismo nos confrontos pelos seus militantes.
fonte: pt.rfi.fr

Ministério público sul-africano pede prisão perpétua para assassino de moçambicanos.

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Foto de arquivo
Foto de arquivo

As autoridades suspeitam que dois casais de jovens imigrantes foram brutalmente 
assassinados, em 2016, por Welcome Solane Boni.
O Ministério Publico sul-africano pede a aplicação de quatro penas de prisão perpétua para um cidadão acusado de assassínio de quatro jovens imigrantes moçambicanos, em Outubro de 2016, usando uma bomba de petróleo numa residência no Soweto, em Joanesburgo.
O pedido foi apresentado, esta semana, no Tribunal de Palm Ridge, em Katlehong, cerca de 70 quilómetros a sudeste do centro da cidade de Joanesburgo, no início do julgamento do caso de homicídio de quatro jovens imigrantes.
Os procuradores suspeitam que os dois casais de jovens imigrantes foram brutalmente assassinados pelo cidadão sul-africano Welcome Solane Boni, de 45 anos de idade, por sinal dono da residência na qual ocorreu o crime.
Uma das vítimas estava grávida.
O Ministério Publicou arrolou seis testemunhas. O jovem imigrante moçambicano Simon Nhantumbo, que vivia com as vítimas e acompanhou tudo no dia do crime, foi o primeiro a prestar depoimento, descrevendo com pormenores o que aconteceu no fatídico dia 4 de Outubro último.
Questionado pela representante do Ministério Publico, o jovem disse que tudo começou com uma forte discussão entre o senhorio e um dos seus inquilinos de nome Carlitos Xadreque Tembe.
Depois, o senhorio saiu de casa por algum tempo e quando voltou disse que ninguém ia dormir naquela noite.
Welcome Solane Boni partiu uma das janelas do quarto onde se encontravam Carlitos, sua namorada Paulina Vilanculos e um casal de amigos.
Em seguida houve explosão e chamas. O jovem testemunha explicou que saiu do seu quarto e tentou em vão extinguir as chamas, mas já era tarde para Carlitos Tembe, único que morreu no interior do quarto.
Os outros três sofreram graves queimaduras e foram levados a Hospital de Baragwanath, no Soweto, onde perderam a vida em dias diferentes.
A Policia deteve Welcome Solane Boni, acusando-o de crime de homicídio voluntário.
Mas o acusado nega tudo, apesar de ter um cadastro criminal. Matou o seu próprio pai e fora condenado a 15 anos de prisão, dos quais cumpriu sete anos e foi posto em liberdade condicional.
Para o Ministério Publico, Welcome violou os termos da liberdade condicional ao assassinar os jovens imigrantes moçambicanos.
Os familiares das vitimas exigem prisão perpetua, segundo afirma Alberto Tembe, porta-voz dos familiares.
Mas Alberto Tembe reconhece que condenar Welcome Solani Boni à prisão perpetua jamais vai ressuscitar o seu sobrinho Carlitos e outros que morreram.
Perante esta realidade, Alberto Tembe exige indemnização ao governo sul-africano para sustentar as crianças dos malogrados.
O Ministério Publico sul-africano concorda com as famílias das vitimas, sobretudo em relação à prisão perpetua e acredita que o arguido vai apanhar quatro penas perpetuas.
O advogado do acusado promete fazer tudo ao seu alcance para minimizar o castigo do seu cliente. O julgamento prossegue.

fonte: VOA

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