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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

CNE ignora pedido do CIP para a análise do registo eleitoral de Gaza.

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O Centro de Integridade Pública (CIP) lamenta que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) ainda não tenha respondido ao seu pedido para financiar uma auditoria aos resultados do recenseamento eleitoral na província de Gaza, sul de Moçambique, e avisa que se isso não for feito, vai pôr em causa todo o processo eleitoral.
Em carta enviada à CNE no passado dia 12, em que manifesta a disponibilidade para financiar essa auditoria, o CIP pede o acesso à base completa de dados dos eleitores inscritos em Gaza, para analisar a disparidade existente entre os números da Comissão Nacional de Eleitores e os do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
Segundo o CIP, o INE diz ter recenseado, em Gaza, 836. 581 cidadãos em idade eleitoral, e os órgãos eleitorais afirmam que o número de pessoas inscritas é de 1. 166. 011, uma diferença de 329.430 eleitores.
"A CNE ainda não respondeu ao nosso pedido", lamentou Borges Nhamir, do pelouro de eleições no CIP.
A uma pergunta da VOA se não está a ficar tarde para se fazer esse trabalho, uma vez que falta muito pouco tempo para as as eleições, Nhamir respondeu que "nunca é tarde".
"Nunca é tarde para realizar a auditoria, porque é uma questão de esclarecimento de números essenciais, que se não forem esclarecidos vão pôr em causa todo o processo eleitoral", destacou o investigador do CIP.
O porta-voz da CNE, Paulo Cuinica, agradeceu o interesse do CIP em apoiar o processo eleitoral, sublinhando acreditar que, "independentemente da resposta que o CIP for a receber, não irá desistir da ideia de financiar as eleições, tal como o fazem outras organizações da sociedade civil".

fonte: VOA

Memórias da guerra de Angola captadas no terreno das operações.

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Angola vive um ambiente de paz, fruto de uma conquista que exigiu esforços de vários actores nacionais e estrangeiros. Estes deram o seu contributo de forma directa e indirecta. Quase a completar 40 anos no exercício da fotografia de imprensa, metade dedicada à cobertura do conflito armado, Francisco Bernardo transmitiu ao mundo, através da informação visual (fotografia), publicada em jornais, revistas e exposições, os grandes momentos da guerra que o país viveu por quase três décadas

Francisco Bernardo deixa legado na fotografia 

Como entrou para a fotografia e qual foi a primeira cobertura que fez como repórter de guerra?
Entro na fotografia influenciado pelo meu irmão mais velho, Manuel Margoso (já falecido) na Empresa Nacional de Fotografia (ENFOTO), pertencente ao Departamento de Informação e Propaganda (DIP) do Comité Central do MPLA. Em 1981, integro o grupo de jornalistas que seguiu para uma missão, por estrada, numa coluna militar, com partida de Luanda, passando por Cuanza-Sul, Benguela, Huíla e Cunene. O nosso destino era a Santa Clara. A missão era chefiada pelo então comandante das TGFA, o camarada Kipacassa, auxiliado pelo camarada Paiva, actual comandante da Polícia Nacional no Bengo. O objectivo era elevar o moral da tropa em cada ponto que escalávamos, assim como avaliar o estado das fronteiras inter-provinciais, sobretudo com a vizinha Namíbia.
Como retratou os acontecimentos da Cahama?

Isso foi em 1983. Seguimos pelo DIP, para uma missão à província do Cunene, com a finalidade de reportar os primeiros ataques sul-africanos no município da Cahama. Estava na companhia de um jornalista do Jornal de Angola, de nacionalidade italiana, Achille Lollo, que era editor da página internacional. Éramos os únicos jornalistas nesta missão e permanecemos 45 dias na Cahama. Fomos recebidos pelo capitão “Basta Andar”, que pertencia à engenheira militar. Na primeira missão, a tropa era comandada pelo comandante Farrusco (Joaquim António Lopes) e, na segunda, pelo comandante Salviano Sequeira “Kianda”, actual ministro da Defesa Nacional. Chegámos à Cahama em Agosto, tempo de frio seco. Lá aprendi a fumar charuto cubano. Não resisti ao clima, contrai pneumonia e tive que ser evacuado para o Hospital Central do Lubango, na Huíla, onde fiz o tratamento. Depois de melhorar, tive de regressar à Cahama. Durante um mês e 15 dias, reportei os bombardeamentos, sobretudo das infra-estruturas destruídas, camiões queimados nas colunas e pessoas mortas. Os feridos, como consequência dos bombardeamentos, eram socorridos pelas FAPLA. Posso dizer que a minha experiência como repórter de guerra começou pela Cahama. Para nos camuflar, usávamos fardamento das FAPLA e nos abrigávamos nas trincheiras com os militares. Para que os trabalhos não perdessem actualidade, mandávamos os textos e os rolos de avião para Luanda, onde eram editados e publicados no Jornal de Angola e na Revista Militar (que pertencia à Direcção Política Nacional das FAPLA). As fotos eram também expostas no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, em Luanda.
Passou a ser um repórter  militar?

De facto, depois da Cahama, a Direcção Política do DIP enviou-me por duas vezes, entre 1985 e 1987, ao Cuando Cubango, no decurso da "Operação Zebra". Na primeira missão, permanecemos 45 dias, sob a direcção do brigadeiro José João Manuel “Jota”, da comissão política (é o actual embaixador de Angola na República Democrática do Congo). As tropas eram comandadas pelo general Fachu. A nossa missão, no Cuando Cubango, era fazer contra-propaganda das informações que os sul-africanos emitiam, através das rádios, afirmando que já tinham tomado o Cuito. Este tipo de informações era desmentido pelos órgãos nacionais, a RNA, TPA, Revista Militar e o Jornal de Angola, com os trabalhos que fazíamos no terreno. Pela TPA, no programa Opção, estava o "câmara man" Carlos Campos, "Locas", actual fotógrafo do Presidente da República. Os bombardeamentos aconteciam a qualquer hora do dia e da noite e tínhamos de nos entrincheirar. Os dias de maior terror eram os de "flagelamentos" do famoso canhão G5. Lembro que, em 1987, numa das fogueiras do combatente, o convidado foi o músico Jacinto Tchipa, que, com as suas músicas, transmitia esperança à tropa.
Os jornalistas estavam armados?

Não. A minha arma era apenas a máquina fotográfica, que tinha os rolos como munições. Os redactores dispunham apenas de gravadores, lápis e papel. Para a nossa segurança, andávamos na linha de trás dos soldados. Entregávamo-nos de corpo e alma e tínhamos consciência de que qualquer um de nós podia tombar naquela missão. Mas a esperança pela liberdade estava acima do medo que carregávamos.
Diante de tantos perigos, o que motivava o grupo?

As visitas de oficiais generais, como o general França Ndalu, chefe do Estado-Maior, na altura, o general Pedro Sebastião, actual ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, e vários outros oficiais, contribuíam para a moralização da tropa. Para além do sentimento patriótico, tínhamos a certeza que estávamos do lado da verdade e que a paz para Angola e países vizinhos dependia, em grande medida, da nossa vitória contra os sul-africanos.
Quais foram os piores momentos no Cuito Cuanavale?

As incertezas das emboscadas na travessia dos rios e, sobretudo, os imprevistos bombardeamentos do G5. Eram o nosso maior terror.
Lembra-se de outros jornalistas no Cuito?

Depois das publicações da nossa primeira missão em jornais e revistas, ainda em 1987, integrei o segundo grupo de jornalistas enviado ao Cuito, com o João Lígio, repórter da TPA, Sebastião Solar, “câmara man” (pai de outro funcionário que exercia as mesmas funções nessa estação), Pombal, da Rádio, e José Cambuandi, da Angop. Esta equipa permaneceu apenas uma semana no Cuito, seguindo depois para o Huambo.
Que outras situações o marcaram?

Muitas outras, como o massacre de Camabatela. Aconteceu em Fevereiro de 1986. Na altura, encontrava-me no Uíge, num grupo de jornalistas que tinha a missão de radiografar a província. De repente, fomos orientados a seguir de helicóptero para o município de Camabatela, província do Cuanza-Norte. Chegados ao local, deparámo-nos com um cenário de terror. Encontrámos pessoas cortadas com catana e machado, aos pedaços, da cabeça aos pés. Eram crianças, mulheres grávidas, velhos. Os pedaços estavam espalhados por todo lado. Naquele momento, não sabíamos se reportávamos ou ajudávamos quem ainda respirava e clamava por ajuda e água. Não gosto de falar deste genocídio e creio que os erros da guerra ficaram no esquecimento dos angolanos.
Quais foram as repercussões das publicações deste massacre?

O massacre de Camabatela mexeu com o país e o mundo. Na época, o Estado angolano fez uma grande exposição fotográfica do massacre no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, em Luanda, e enviou, em seguida, as imagens para alguns países africanos e à comunidade internacional. As fotografias correram o mundo, mobilizando países africanos e as Nações Unidas, no sentido de condenar a UNITA, que dizia lutar para a liberdade dos angolanos. Além dos mortos, a imagem de uma madre católica com um bebé ao colo, cujos pais foram mortos neste massacre, chamou igualmente a atenção para a triste realidade.
Também esteve no Zenza do Itombe?
É outro acontecimento muito triste que trago na memória. Estive no Zenza do Itombe, em Agosto de 2001, já como repórter fotográfico do Jornal de Angola, na companhia do jornalista António Paulo, ex-secretário de Estado do MAPTSS, muito jovem na altura. O ataque da UNITA a um comboio, que carregava civis e que seguia de Luanda para o Cuanza-Norte, aconteceu no dia 10 de Agosto e, no dia seguinte, uma enorme equipa de jornalistas estava no local. Não foi fácil fotografar vagões cheios de pessoas queimadas, entre crianças, mulheres e velhos inocentes. Fotografei corpos carbonizados e presos entre as rodas das carruagens. Havia vagões em que só restavam cinzas. Até os ossos estavam totalmente queimados. Lá estavam mais de 240 pessoas, na sua maioria carbonizadas. Houve jornalistas que não conseguiram aproximar-se do local, devido ao forte cheiro. Muitos corpos de pessoas que tentaram escapar das chamas estavam espalhados pelos arredores. Devido ao avançado estado de decomposição, muitos corpos foram enterrados em cemitérios improvisados, com as mãos e os pés de fora.
E as repercussões?
O Jornal de Angola publicou em destaque uma reportagem de duas páginas, com imagens de pessoas queimadas nos vagões e enterradas com as mãos e pés fora. O ataque ao Zenza do Itombe foi, sem dúvidas, o início do descrédito total da UNITA a nível internacional. À semelhança da divulgação do massacre de Camabatela, o Estado angolano levou, de igual forma, ao conhecimento da comunidade internacional, ao ponto de alguns países africanos deixarem de apoiar a UNITA. Dias depois do ataque, o então vice-ministro das Relações Exteriores de Angola, Toco Serrão, anunciava à imprensa a possibilidade do Governo levar o líder da UNITA ao Tribunal Internacional, para ser julgado como criminoso de guerra, por genocídio. A então ministra da Família e Promoção da Mulher, Cândida Celeste, organizou uma marcha que percorreu várias artérias de Luanda, em protesto contra o ataque da UNITA. No final da marcha, a ministra leu uma mensagem dirigida ao Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, onde solicitava o desencadeamento de um processo para levar Jonas Savimbi a julgamento, pelo Tribunal Internacional.
Até que ponto acha que o seu trabalho, enquanto fotojornalista, foi valioso?
Desenvolvi um trabalho jornalístico que levou informação a nível nacional e internacional. Na luta para a conquista da paz em Angola, os militares combateram usando armas e os jornalistas transmitindo informação noticiosa ao mundo. Creio que, de forma directa ou indirecta, todos contribuímos para a conquista da paz.

Reforma-se enquanto repórter presidencial ...
Sou repórter presidencial desde o DIP. Entrei para o Jornal de Angola em 1995, saído da ENFOTO do DIP do Comité Central do MPLA. Cubro actividades pelo Jornal de Angola desde o antigo Presidente José Eduardo dos Santos. Antes era mais difícil fotografar a comitiva presidencial, em função da realidade política que se vivia. Hoje, é mais fácil. O Presidente João Lourenço é comunicativo e facilita o trabalho da imprensa. Em audiências, faz questão de cumprimentar e dizer sempre algo aos jornalistas. Isso transmite humanismo às pessoas que convivem com ele. Algumas vezes, pede opinião aos repórteres de imagem sobre a melhor posição que deve adoptar. Isso indica que conhece a importância da imagem. Quando a segurança aperta bastante, o Presidente faz questão de orientar o chefe do Protocolo, no sentido de facilitar o trabalho dos jornalistas.
Sente que cumpriu a sua missão?
Trinta e oito anos depois, saio de cabeça erguida, com o sentimento de ter cumprido, na medida do possível, a missão que me foi incumbida. A fotografia de imprensa exige bastante contacto físico, domínio técnico da máquina fotográfica e também conhecimentos apurados de jornalismo. E o fotojornalismo deu-me a possibilidade de trabalhar nas várias vertentes do jornalismo, entre coberturas de Política, Economia, Desporto, Sociedade e Cultura. A fotografia física tem uma longevidade de mais de 150 anos. Com o surgimento da fotografia digital, nos anos 90, penso que deixo um arquivo e um legado que servirá para quem estiver interessado em saber sobre acontecimentos de Angola nas várias categorias do fotojornalismo. Embora esteja na casa dos 60 anos, respiro boa saúde e, se puder reunir as condições desejadas, irei dedicar-me à fotografia artística, retratar a natureza, a cultura, etc, para fins de ensino e exposições.
Um arquivo humano

Além das coberturas de guerra, Francisco Bernardo integrou várias missões presidenciais, entre 1980 e 1990, ainda no DIP. Deu continuidade ao trabalho, ao integrar o Jornal de Angola, em 1995. Ao todo, são mais de cem missões. Mas há uma cuja memória guarda consigo mais vivamente: a viagem a Cuba, em 1988. Na foto oficial de família que fez na ocasião, estavam perfilados os Presidentes José Eduardo dos Santos e Fidel Castro, o actual director de comunicação institucional da Presidência da República, Luís Fernando (na altura estudante em Cuba), o jornalista Víctor Silva, pelo Jornal de Angola (hoje PCA), António Romeiro e José Patrício. Francisco Bernardo recebeu rasgados elogios do Presidente cubano, pela qualidade do retrato.
Em 1989, integrou um grupo de jornalistas com a missão de cobrir as primeiras negociações de paz, em Nsele, Kinshasa, República Democrática do Congo, entre o Governo e a UNITA. No mesmo ano, esteve em Windhoek, no âmbito dos acordos para a independência da Namíbia e a libertação de Nelson Mandela. A missão foi chefiada pelo então ministro das Relações Exteriores Venâncio de Moura. Da equipa de cobertura, faziam parte os jornalistas Reginaldo Silva, pela RNA, Ambrósio Clemente, pelo DIP, Sampaio Júnior, pela Angop. No ano seguinte, cobriu, igualmente, a Independência da Namíbia. 
Entre as várias recordações consta ainda, em 1991, o facto de ter integrado o grupo de jornalistas enviado a Bicesse, para a assinatura dos acordos de paz entre o Governo e a UNITA. Recorda que a assinatura do documento estava marcada para as 19 horas, mas chegou ao local muito cedo, às 7h00 da manhã, na companhia do Amorim, “câmara man” da TPA. A pontualidade valeu-lhes um lugar à frente, diante de mais de três mil jornalistas. 
Francisco Bernardo integrou ainda o grupo de jornalistas que, na Jamba (antigo bastião da UNITA), acompanhou a segunda delegação do Governo, que teve a missão de consolidar os acordos de paz. Entre os colegas de profissão, lembra Luísa Rogério e Paulino Damião “50” (Jornal de Angola), Sampaio Júnior (Angop), além de jornalistas da TPA e Rádio Nacional de Angola. Uma cena que não esquece foi ver um polícia de trânsito, por cima de uma camioneta, de capacete militar, debaixo de sol ardente, a regular uma via quase sem viaturas. 
Entre as várias missões destacam-se ainda viagens com o antigo Presidente da República aos Estados Unidos da América, Israel, Rússia, França, China, Austrália, Portugal, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Cuba, Alemanha, Suíça, além de digressões por África e pelo interior do país. 
Francisco Bernardo é natural de Nambuangongo, comuna do Ngombe, província do Bengo. Recebeu formação em fotografia nos anos 80, por professores cubanos e polacos. Fez o curso profissional de fotografia e imprensa, pela Agência ADN, na então República Democrática Alemã, em 1985. Em 2012, fez uma formação em fotografia digital e fotografia de imprensa (fotojornalismo) e edição, pelo Jornal El Mundo.
fonte: jornaldeangola

Parlamento do Uganda abole a pena de morte.

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O Parlamento do Uganda aprovou, ontem, uma Lei que abole a pena de morte obrigatória para certos crimes, modificando, assim, quatro leis diferentes que previam a pena capital, incluindo a legislação anti-terrorista, noticiou a BBC.

Fotografia: DR

No Uganda, apesar de na prática ninguém ter sido executado ao longo dos últimos 20 anos, existem 133 detidos no corredor da morte, refere o canal televisivo britânico.
Se esta Lei for sancionada pelo Presidente Yoweri Museveni, as condenações limitarão a pena de morte aos crimes mais graves ou ao poder discricionário do juiz.
Os legisladores dizem tratar-se de um passo em direcção à abolição completa da pena capital, para a qual os tribunais já manifestaram apoio.
Houve uma campanha para pôr fim à pena capital, após uma decisão judicial de 2009 em favor de Susan Kigula, condenada à morte, justificando que a pena de morte era inconstitucional.
Seguidamente, o tribunal decidiu que a pena de morte não deveria ser obrigatória nos casos de homicídio e que uma pessoa condenada não deveria ser mantida indefinidamente no corredor da morte, ou seja, se um condenado não fosse executado no prazo de três anos, a sentença seria automaticamente comutada para prisão perpétua.
O serviço penitenciário ugandês saudou a iniciativa dos parlamentares.

fonte: jornaldeangola

Tchad convida Angola a explorar blocos petrolíferos.

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Angola pode explorar petróleo em duas concessões de blocos na República do Tchad nos próximos tempos, visando aproveitar as potencialidades dos dois países, numa perspectiva estratégica de curto e médio prazo.

Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

A intenção foi manifestada ontem, em Luanda, pelos Chefes de Estado de Angola, João Lourenço, e do Tchad, Idriss Deby Itno, que efectuou, até ontem, uma visita oficial de dois dias ao país.
No final das conversações oficiais, no Palácio da Cidade Alta, as duas delegações assinaram um Memorando de Intenções e o Processo Verbal. A intenção resulta, entre outros aspectos, da necessidade de Angola e Tchad criarem plataformas de cooperação que beneficiem da experiência que cada um detém para colocar as respectivas economias na via do desenvolvimento sustentável. 
Em declarações à imprensa, nos Jardins do Palácio Presidencial, João Lourenço afirmou que o Tchad põe à disposição de Angola a concessão de dois blocos. O Chefe de Estado informou que os ministros do sector dos dois países conversaram sobre o que deve ser feito, em breve, para a materialização desta intenção.
O Presidente Idriss Deby Itno justificou que o objectivo é aproveitar a vasta experiência que Angola acumulou ao longo de mais de 40 anos. “A Sonangol tem uma vasta experiência no domínio dos petróleos e trabalha também em alguns países estrangeiros. Temos, por isso, mais uma razão para Angola nos levar a encontrar vias e meios para reforçar este domínio e até ao comércio”, disse. 
O Presidente João Lourenço considerou a visita do homólogo tchadiano “curta e produtiva por ter permitido a assinatura de um Memorando de Intenções e um Processo Verbal”. 
A justificar a assinatura de apenas dois instrumentos está o facto de a Comissão Mista Bilateral de Cooperação não se reunir há já muito tempo. “Como não estamos em condições de assinar acordos, assinamos os dois instrumentos. Os acordos devem ser assinados em breve, em Djamena, tão logo estejamos em condições de o fazer”, referiu o Presidente João Lourenço.
Indústria e Agricultura
No domínio da indústria e agricultura, os empresários angolanos foram convidados a investir naquele país, com forte tradição agro-pecuária. A prová-lo está o facto de o Tchad possuir actualmente uma população bovina à volta de 100 milhões de cabeças de gado para uma população de 15 milhões de habitantes.
O Tchad tem também tradição de exportação, não só para países africanos, mas também europeus. “No âmbito da cooperação Sul - Sul, estamos a ver a possibilidade de importar carne bovina do Tchad, enquanto não alcançarmos a auto-suficiência”, disse João Lourenço, para quem esta poderá ser uma boa solução para reduzir a pressão sobre as divisas e agregar a vantagem de trazer produtos frescos à mesa, o que constitui um desafio para os empresários angolanos. 
Além da carne, o Presidente João Lourenço aventou também a possibilidade de aquisição de gado para a reposição da população bovina em falta em algumas zonas do país, como o Pólo de Camabatela. 
A respeito desta possibilidade, Idriss Deby Itno disse, em declarações à imprensa, que o seu país produz uma “carne bio” e que pode ser exportada para Angola com grande facilidade. Neste sentido, apelou os empresários angolanos a se juntarem ao Tchad, que projecta, para Dezembro, a abertura de um matadouro moderno e funcional. Idriss Deby Itno manifestou a intenção de ver, na gestão do empreendimento, empresários angolanos. 
Outro domínio a ser concretizado no âmbito da cooperação é a Defesa e Segurança e na formação de pilotos militares, com realce para helicópteros. “Angola pode ajudar nesse sentido”, garantiu o Presidente João Lourenço. 

/>Abertura de embaixadas
Quinta vez a visitar Angola, Idriss Deby Itno mostrou predisposição para cooperar com Angola em áreas concretas e numa perspectiva de curto prazo. “Já é tempo de nós, os africanos, nos virarmos para o interior do nosso continente e reforçar a cooperação e o comércio”, disse
Outro aspecto que mereceu a atenção dos dois Chefes de Estado foi a questão da abertura das embaixadas nos respectivos países. No momento, o Tchad tem um consulado em Luanda. “A instalação de uma Embaixada do Tchad em Luanda é já uma necessidade. Estamos dispostos a analisar a questão, até porque visa reforçar a ligação Djamena e Luanda”, disse o Estadista tchadiano.
João Lourenço prometeu que ao nível das diplomacias, a questão da instalação das embaixadas vai ser analisada pelos respectivos canais diplomáticos e pelos ministros das Relações Exteriores, que devem começar a trabalhar na questão. 

Retrato de Angola
João Lourenço traçou o retrato do que deve ser a Angola do futuro, lembrando que tem estado a adoptar políticas que visam dar um maior dinamismo à gestão das instituições do Estado, embora reconheça haver ainda muito por realizar, em especial na luta pela diversificação da economia, aumento da produção interna de bens e serviços e consequentemente aumento da oferta de emprego. “Esta luta deve ser acompanhada pela luta permanente contra a corrupção e a impunidade, pelo respeito da coisa pública e moralização da sociedade”, disse.
O Chefe de Estado lembrou que o Tchad vive também dificuldades de vária ordem, designadamente na luta contra o terrorismo, a violência interétnica e a seca, e encorajou os esforços que aquele país tem feito para debelar esses males internos e também para pacificar a região em que se insere, no âmbito do G5 do Sahel.
Iniciativas de paz
Na abertura das conversações, o Presidente Idris Deby Itno felicitou o homólogo angolano pela iniciativa de acolher, em Luanda, o encontro entre os Presidentes do Uganda e Ruanda, que culminou na assinatura, na quarta-feira, do Memorando de Entendimento de Luanda para pôr termo as fricções nas relações político-diplomáticas. 
O Chefe de Estado tchadiano disse que Angola e o seu país têm a possibilidade de explorar os domínios da Cultura, Agricultura, Pecuária, Energia, Minas e Infra-estruturas, considerando crucial a reactivação da Comissão Mista Bilateral de Cooperação. “Hoje, mais do que nunca, os nossos países devem juntar sinergias para fazer melhor, tendo em conta os desafios para o desenvolvimento e bem-estar dos nossos povos”, disse.
Acções concretas nas Ciências e Tecnologias de Informação
O Presidente João Lourenço entende ser preciso estabelecer, com o Tchad, acordos que se traduzam em acções concretas nos sectores do Ensino, das Ciências, das Tecnologias de Informação, do Empreendedorismo, do Ambiente, Transportes, Energia e Águas, da Construção Civil, dos Recursos Naturais, Indústria, Agricultura, Turismo, Defesa, Saúde e Cultura. 
Diante das potencialidades que a cooperação oferece, dos dois Chefes de Estado veio o convite recíproco aos empresários. "Os empresários tchadianos podem encontrar grandes oportunidades de negócios, quer de forma directa, quer em parceria com empresas públicas e privadas angolanas, facilitados pela melhoria da legislação existente a esse respeito", disse João Lourenço.
Manifestou a intenção de colher a experiência do Tchad, que por ser em grande parte constituído por um deserto e sofrer com a falta de água, desenvolveu técnicas para aprimorar a Agricultura em áreas desérticas e para o tratamento de doenças raras.
fonte: jornaldeangola

Uma câmara no Parlamento para os sobas angolanos?

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Proposta de Lei sobre o Poder das Autoridades Tradicionais angolanas está em consulta pública. Sobas ouvidos pela DW defendem auscultação em todas as regiões e a criação de uma câmara no Parlamento para os representar.

fonte: DW África
Soba Lucas Pedro: As consultas devem ser feitas de região em região
Soba Lucas Pedro: "As consultas devem ser feitas de região em região"

Angola tem mais de 40 mil autoridades tradicionais distribuídas pelo país. Para hierarquizar as suas atribuições e competências, está em consulta pública desde o fim de semana uma Proposta de Lei sobre o Poder das Autoridades Tradicionais.
O soba Lucas Pedro "Muene Macongo", oriundo da província de Malanje, defende que a auscultação pública deve ser feita no máximo possível de comunidades. "As consultas devem ser feitas de região em região, [para se saber] o que se pode fazer sobre a lei de autoridade tradicional", sugere.
Entretanto, ele avança já com uma ideia: a criação de uma câmara para sobas no Parlamento angolano, para valorizar o poder tradicional. "Esta câmara é que poderia falar pelas autoridades tradicionais e para as comunidades. Doutores, engenheiros, psicólogos é que ficam no Parlamento. Nós devíamos ser representados também no nosso Parlamento. Seria uma câmara das autoridades tradicionais", explica.
Choque entre poderes?
Angola prepara-se para implementar as autarquias em todo país a partir de 2020. Questionado sobre se haveria algum choque entre o autarca e a autoridade tradicional, "Muene Macongo" responde que autoridade tradicional, no seu todo, já foi autarca. "Desde a sua criação, nós dividíamos os poderes antes da colonização. Nós dividíamos as matas, rios, lagoas, etc."
 
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Uma câmara no Parlamento para os sobas angolanos?

Para "Muene Macongo", no âmbito da cruzada contra a corrupção, impunidade e o nepotismo, o Presidente João Lourenço devia ouvir os sobas. "Tem que prestar atenção às autoridades tradicionais, nos receber no seu gabinete, que não é preciso audiência que demora 40 a 50 dias. E quando vai às províncias, não se limite apenas a falar com os governantes, é melhor ouvir das autoridades tradicionais, ouvir das comunidades", diz.
O Governo angolano tem estado a realizar vários encontros de reflexão sobre autoridades tradicionais. Em junho, por exemplo, o Ministério da Cultura organizou o III Encontro Nacional sobre as Autoridades Tradicionais. As reflexões decorreram sob o lema: "As Autoridades Tradicionais Face ao Estado Moderno no Fortalecimento da Democracia".
Angola | Tiago Catumo Generalsekretär von CACAT
Tiago Catumo, secretário-geral do CACAT
Ainda assim, Tiago Catumo, secretário-geral do Conselho Angolano de Coordenação das Autoridades Tradicionais (CACAT), pede mais respeito aos sobas e queixa-se que a sua organização não está a ser valorizada. "Somos reconhecidos e estamos no Diário da República. Mas estamos há dez anos para nos darem uma declaração definitiva para criarmos a nossa agricultura. Veja como esse Governo funciona", critica. 
Tiago Catumo defende que organizações como a sua, a Mosaiko - Instituto para a Cidadania, a Associação para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA) ou a Mãos Livres têm de adquirir o estatuto de utilidade pública: "Uma associação de direito tradicional, que recebe reis, que trabalha com as comunidades e temos as nossas terras [porque não é de utilidade pública?]. No Ministério da Justiça, procura quais são as associações que têm o direito de utilidade pública - são todas dos membros do Comité Central do MPLA".


segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Oposição exige demissão do autarca de Moscovo.

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A oposição russa apresentou ontem formalmente ao Kremlin as reivindicações, entre as quais figuram a invalidação das eleições municipais e a destituição do presidente da Câmara de Moscovo.


“Exigimos a anulação dos resultados das eleições. Houve violações maciças da Lei eleitoral, uma vez que os candidatos da oposição não podem participar”, disse à agência EFE Elena Rusakova, do Partido Liberal Labloko, uma dos 57 candidatos às municipais de 8 de Setembro rejeitados pela Comissão Eleitoral.
Rusakova explicou que, embora alguns opositores defendam a anulação ou o adiamento das eleições, outros, como ela, estão convictos de que a maioria dos milhares de pessoas que têm participado nas manifestações contra o Governo “querem votar”.
“Por isso vamos votar no candidato que for mais incómodo para o Kremlin”, disse. Rusakova, acompanhada de um grupo de opositores, entregou formalmente na Presidência russa, as exigências da oposição não-parlamentar.
O documento vai também ser enviado a outras entidades, como os Serviços de Segurança Federal (FSB, ex-KGB), à Procuradoria-Geral, à Câmara Municipal e à Comissão Eleitoral.

fonte: jornaldeangola

África do Sul isenta vistos para 82 membros da ONU.

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A África do Sul concedeu a isenção de vistos a 82 dos 193 países-membros das Nações Unidas, dos quais 18 do continente africano.



A África do Sul concedeu a isenção de vistos a 82 dos 193 países-membros das Nações Unidas, dos quais 18 do continente africano. Os estados-membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) gozam deste estatuto, com excepção da República Democrática do Congo (RDC). 
Os mais recentes Estados abrangidos pela medida são o Qatar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Nova Zelândia. O objectivo é incrementar o turismo no país, anunciou o ministro do Interior.
Aaron Motsoaledi adiantou, em comunicado, que a medida foi tomada "unilateralmente" e contempla um total de sete países. “A partir de hoje [quinta-feira], os viajantes do Qatar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Nova Zelândia não precisam de visto para visitar a África do Sul para férias, conferências e reuniões de negócios”, anunciou o ministro sul-africano.
Segundo Motsoaledi, o Executivo sul-africano pretende também conceder o estatuto de isenção de vistos a visitantes de São Tomé e Príncipe, Ghana e Cuba, após a conclusão de negociações com as autoridades destes países no fim deste mês. 
“Tomámos essa decisão unilateralmente, mas estamos a engajar esses países para ver como podem flexibilizar os requisitos de entrada para os nossos cidadãos”, referiu o ministro sul-africano.

fonte: jornaldeangola

Etiópia recebe fortes elogios pelo combate à pobreza.

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A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) elogiou sábado a gestão e os esforços do Governo etíope para reduzir a pobreza e a insegurança alimentar.


Com a campanha massiva de arborização, Etiópia bate recorde mundial de “Legado Verde”
Fotografia: DR
“Este país trabalha para reduzir a insolvência, dificuldades e fome, usando programas na agricultura para reduzir o impacto da mudança climática”, disse durante uma declaração pública o coordenador da FAO para a África Oriental, Chimimba David Phiri.
Mais de 133 milhões de pessoas na região da África Subsaariana estão com fome ou desnutridos em cem por cento, devido às consequências da mudança climática, disse ainda o representante da agência especializada perante a União Africana.
Mas a Etiópia, enfatizou, reduziu enormemente as proporções de pobreza, e o mesmo vale para a fome, que se deve em parte à aplicação de programas que aceleraram a economia e o desenvolvimento agrícola nos últimos anos.
Uma amostra disso referiu, Phiri, é a iniciativa nacional para plantar quatro biliões de árvores na estação chuvosa, que apoiará diferentes processos de reflorestamento e mostrará a outros países a direcção certa nessa luta.
Na realidade, os etíopes plantaram este fim-de-semana, pela segunda vez em dois meses mais de 220 milhões de árvores, uma iniciativa governamental para combater a desflorestação no país e que, segundo as autoridades locais, estabelece um recorde mundial. De acordo com a agência noticiosa Associated Press (AP), a iniciativa partiu do Primeiro-Ministro, Abiy Ahmed, e visa ajudar a restaurar a paisagem do país, que segundo os especialistas, está a ser rapidamente destruída pela desflorestação e pelas alterações climáticas.
A empresa estatal Fana Broadcasting Corporate anunciou que desta vez mais de 224 milhões de árvores foram plantadas, o que superou as 200 milhões de árvores plantadas anteriormente num único dia. “A Etiópia está empenhada em tentar bater o recorde mundial de um legado verde”, refere o gabinete do Primeiro-Ministro, num comunicado citado pela agência AP.
A Etiópia está a realizar uma campanha de plantação de árvores, no âmbito da qual pretende plantar quatro mil milhões de árvores, entre Maio e Outubro. As autoridades agrícolas afirmaram que até agora mais de 2,6 mil milhões de árvores foram plantadas em quase todo o país.
Citado pela AP, a Farm Africa, uma organização envolvida na gestão florestal na Etiópia, refere que menos de 4 por cento das terras do país estão agora arborizadas, um declínio acentuado de cerca de 30 por cento quando comparado com o final do século XIX. 
O crescimento populacional da Etiópia, a necessidade de mais terras agrícolas, o uso insustentável da floresta e as alterações climáticas são frequentemente referidas como as causas do rápido desmatamento.
Aumentar as receitas
O Ministério das Minas e Petróleo da Etiópia emitiu ontem um comunicado onde refere que as suas exportações de minerais nos próximos meses irão gerar receitas superiores ao ano fiscal encerrado em Julho passado.
De acordo com a agência Prensa Latina, durante o período anterior, fechado a 7 de Julho, este país africano teve cerca de 49 milhões de dólares para o comércio dessas substâncias inorgânicas, um valor bem abaixo do potencial dos depósitos em operação.
Para a etapa 2019-2020, a aspiração é alcançar, pelo menos, 265 milhões de dólares para o mesmo conceito, apoiada por estratégias e procedimentos viáveis após a implementação das reformas no sector, é sublinhado na comunicação ministerial.
A mineração artesanal empregou mais de 179 mil pessoas, mas, segundo o texto, a entrada em vigor de novas políticas ajudará a elevar o interesse dos investidores e, consequentemente, a gerar mais empregos. Da mesma forma, o comunicado informa que no ano fiscal anterior o Ministério emitiu licenças de exploração e produção para 24 projectos de investimento, com um capital combinado de cerca de 174 milhões de dólares. A China anunciou que vai financiar a construção de um parque industrial de 300 milhões de dólares, em Adama, 99 quilómetros de Addis Abeba.
fonte: jornaldeangola

ANGOLA: “Cabo Ledo ainda é um diamante por lapidar”.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Ismael Botelho
O director-geral do Pólo de Desenvolvimento Turístico do Cabo Ledo, Jacob Pinto Moisés, destacou, em entrevista ao Jornal de Angola, a inexistência de infra-estruturas básicas, energia eléctrica, água potável, rede viária e telecomunicações como sendo elementos de retracção de investimentos naquela zona. Para ele, a aprovação do plano de gestão e de ordenamento do território pode mudar o curso dos acontecimentos.



O que falta para desenvolver este monstro turístico adormecido?
O turismo é uma actividade privada, facilitada por um forte apoio público, ou seja, o motor do seu desenvolvimento está nos privados, mas é o sector público que tem um papel preponderante na criação de condições para que tudo possa acontecer. Portanto, cabe ao Estado criar um ambiente favorável, para permitir que os investidores possam entrar aqui em massa. Isso acontece quando se constroem as infra-estruturas e se adoptam políticas de facilitação de financiamentos. Essas condições são indispensáveis para atrair grandes cadeias turísticas nacionais e internacionais. Doutro modo, não faremos grandes avanços.
Neste momento quais são as grandes dificuldades que o pólo enfrenta?

Esta região tem cerca de 11 mil e 700 habitantes registados, mas nota-se um crescimento assustador, sem qualquer plano de gestão e de ordenamento do território, o que, logicamente, torna este perímetro muito desafiante e difícil, independentemente das valências e potencialidades turísticas que possui.

Actualmente não há dotações financeiras do Estado que permitam tornar este espaço uma verdadeira referência nacional e internacional a médio e longo prazos em matéria do turismo. É necessário criar planos de gestão e de ordenamento do território, nomeadamente os planos urbanísticos, de infra-estruturas e de loteamento, para que seja possível a construção de equipamentos sociais básicos para o funcionamento do pólo, nomeadamente a construção de uma central de distribuição de energia eléctrica, para gerar 110 MW, uma sub-estação de tratamento de água, com capacidade diária de cem e 500 m3/dia, a reabilitação e construção de 125 quilómetros da rede viária etc. 
Falta ainda criar redes técnicas de saneamento básico e telecomunicações e requalificar os aldeamentos habitacionais existentes aqui, nomeadamente a vila do Sangano, do Cabo Ledo e a praia dos Pescadores.
Quanto é que o pólo recebe do Orçamento Geral do Estado (OGE) actualmente?

O Turismo em si beneficia de apenas 0,03 por cento do OGE, subdividido em despesas com o pessoal e apoio ao desenvolvimento. Só para ter uma ideia, há mais de cinco anos que o sector do Turismo não recebe investimentos públicos. Entretanto, o pólo recebe apenas 10 por cento das quotas financeiras mensais atribuídas pelo Mi-nistério das Finanças. Consideramos manifestamente um valor abaixo do espectável. Ob-viamente que nós auguramos mudanças no futuro.
Quanto acha necessário investir nesta zona para um desenvolvimento efectivo?

Este “Diamante Bruto” chamado Pólo de Desenvolvimento Turístico de Cabo Ledo, para ser lapidado e tornar-se de facto uma pedra preciosa, precisa de um investimento total de USD 3,5 mil milhões para todas as infra-estruturas da responsabilidade do Estado. De notar que as rubricas de captação e abastecimento de água representam mais de 40 por cento do total do orçamento, seguidas pelas vias rodoviárias e produção de energia. A execução do plano e de construção de infra-estruturas obedecerá a distintas etapas, dada a dimensão do investimento. Acreditamos que as receitas provenientes da execução deste plano serão variadas, desde lucros directos resultantes da alienação de direitos de superfície, passando pelas receitas fiscais decorrentes da sua execução e pelas cobranças de taxas pelas diversas instituições intervenientes no processo. O objectivo é gerar um efeito multiplicador da economia que gira à volta das indústrias de promoção e exploração turística, residencial, entre outras. 
Para mais fácil compreensão, decompomos as receitas estimadas nos seguintes grupos: alienação de direitos de su-perfície por parte do Estado; receitas fiscais provenientes da fase de promoção de obras de urbanização e construção e as receitas fiscais decorrentes das alienações (Sisa) e posse (IPU) das diversas unidades imobiliárias a edificar; as receitas fiscais recorrentes da fase de exploração das unidades turísticas construídas.
Que políticas tem o pólo gizadas actualmente para atrair investimento?

A par de um enorme potencial turístico do pólo, a atracção do investimento passa pela construção de confiança nos investidores, por via das leis (facilitação ou isenção de vistos e resolução de questões ligadas ao repatriamento de dividendos) e também pela implantação de infra-estruturas básicas, como condições indispensáveis para a atracção de operadores e grandes cadeias turísticas internacionais. No momento temos participado em várias feiras nacionais e internacionais para promover a confiança e criar imagem positiva deste perímetro. Poderíamos fazer mais se tivéssemos já aprovados os planos estratégicos de gestão e ordenamento do território, ou seja projectos concretos e comercializáveis.
Já existe um plano director de ocupação e desenvolvimento do pólo?

Inicialmente realizámos um estudo geral das necessidades e submetemos ao órgão de tutela. Neste momento o Plano Director do Pólo está elaborado e concluído. Em Dezembro de 2018 foi submetido à análise técnica do Instituto Nacional de Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (INOTU) e recentemente participámos no encontro promovido pelo arquitecto Manuel Marques de Almeida Pimentel, por sinal, actual secretário de Estado para o Ordenamento do Território, onde o referido plano mereceu nota positiva e recomendou-se à Direcção do INOTU maior atenção e consideração do grupo técnico da Comissão do Conselho de Ministros, para que posteriormente conste na agenda a sua aprovação. Na verdade, estamos cientes que a sua apreciação e aprovação é uma questão de tempo. 

Em que se circunscreve esse plano?

É um instrumento da política urbana instituído por lei que o define como “instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana da zona, ou simplesmente, o documento que orienta a ocupação do solo urbano, tomando por base um lado de interesses colectivos, tais como a preservação da natureza e da memória. Noutra vertente, são tidos em conta os interesses particulares dos habitantes desta localidade.
Que requisitos são necessários para investir no Cabo Lebo?
O Doing Business veio para desburocratizar os procedimentos administrativos, por isso, basta uma carta dirigida ao gabinete do GPDTCL apresentando a intenção de investimento, fazer a prova da capacidade financeira e os projectos. Em suma, recomendamos sempre a consulta da Lei 10/18 de 26 de Junho, no caso, a Lei de Investimento Privado da República de An-gola. Posto isto, resta aguardar o deferimento, porque há uma tramitação formal a cumprir.
Porque razão se mantém o cepticismo dos empresários apesar de muitos apelos, para investir nesta zona?

A ausência de infra-estruturas básicas, como já referi, bem como a falta de um plano de gestão e de ordenamento do território, tornam o perímetro menos atractivo. Há também a situação conjuntural, relacionada ao contexto macroeconómico actual. Pensamos que são estes os elementos na base da retracção do investimento. Mas estamos abertos a qualquer iniciativa que vise dar dignidade a este local. O Cabo Ledo ainda é um diamante bruto à espera de lapidação do Estado e do sector privado.
O “Presidential Golf Day”, realizado recentemente no país, definiu para o PDCL uma série de prioridades, que vão desde a construção de infra-estruturas diversas à promoção internacional das potencialidades locais. De lá para cá que avanço houve?

O golf é um desporto de elite e de facto atrai famílias, so-bretudo os homens de negócios, motivo pelo qual foi a modalidade escolhida com o objectivo de promover a interacção entre os homens de negócios que fazem parte do “Fórum Mundial do Turismo”. Este evento foi positivo para atrair investidores. Portanto, em termos de im-pacto e promoção da imagem do país e do turismo além-fronteiras conseguimos e superamos as expectativas. Em relação aos objectivos, penso que ainda é cedo para avaliar, porque os investimentos desse tipo tem outras exigências. O importante são as intenções manifestadas pelos investidores em construir hotéis, campos de golf e outras infra-estruturas. Neste momento estamos à espera das propostas e projectos concretos para avançarmos com as coisas. Não há ainda nada concreto.
Quantas infra-estruturas turísticas sólidas tem hoje o pólo e que outras devem ser construídas aqui? 
Neste momento o perímetro conta com 12 unidades ou complexos turísticos, perfazendo um total de 223 quartos, o que permitiu ao longo dos anos a geração de aproximadamente 450 empregos directos para a comunidade local, com um volume de negócios aproximado em um milhão e 900 mil dólares ano. Em relação ao que se deve ainda erguer, estamos a falar de quase tudo. É uma zona turística quase virgem. Falta muito ainda por fazer.
De que mais se queixam os investidores?

Queixam-se de quase tudo, mas principalmente da falta de infra-estruturas básicas, de políticas assertivas de abertura e facilitação de financiamentos, porque as taxas de juros praticadas pela banca nacional são desestimuladoras, além da excessiva burocracia da máquina administrativa nacional, embora hoje com uma tendência de melhoria fruto das reformas em curso e no âmbito da melhoria do ambiente de negócios.
Não acha que tem havido pouca divulgação das potencialidades deste local?

Creio que não, porque o Estado tem as suas responsabilidades definidas, dentre as quais se conta a criação de condições para que o sector privado desenvolva o turismo, enquanto actividade privada, facilitada por forte apoio do Estado. É verdade que se pode melhorar, mas há, de facto, muita divulgação.
Já houve algum lançamento formal de concursos públicos nacionais e internacionais para atrair investimento?

Acredito que a estratégia não deve começar por aí. É importante, numa primeira fase, apostarmos na organização interna através da criação de um conjunto de instrumentos legais, de gestão e ordenamento do território e das infra-estruturas básicas para transmitir confiança aos investidores. Somente assim poderíamos transitar para essa etapa. Ao contrário perderia o carácter de serenidade e maturidade que se pretende para este pólo.
Que actividades foram já realizadas e que outras estão agendadas para este ano, a fim de mostrar as potencialidades da zona?
No mês de Maio do corrente ano foi realizada a 5ª edição do Campeonato Mundial de SkimBoard (desporto aquático parecido ao Surf), organizado pelos Kalemba Radical e para o segundo semestre, ainda deste ano está programada a 7ª edição do Festival Social Surf Weekend, actividade promovida pelo “Social Team”, que acontece no mês de Outubro. Está também programado o Campeonato Nacional de Surf promovido pela escola Kianda School Surf, para além das actividades rotineiras que são promovidas pelos nossos parceiros, no caso o Carpe-Diem e Projecto Kitambanga, no que se refere à protecção das zonas de desovas das tartarugas. Tem havido uma for-te afluência de visitantes nesta região, algo que nos dá esperança de um futuro brilhante, sobretudo quando o plano for aprovado em Conselho de Ministros, diploma que mui-to auguramos ver aprovado em breve.
Nota-se que há uma espécie de "abandono" por parte das autoridades sobre esta zona, também nota isso ou é impressão de quem não conhece a dinâmica do pólo?
Penso que é apenas impressão. Houve uma visita de campo realizada nos dias 12 e 13 de Julho pelos grupos técnicos de diferentes mi-nistérios, cujo objectivo foi conhecer a realidade actual, para permitir uma tomada de decisão mais acertada e ver de que forma pode haver intervenção de outras entidades no processo de desenvolvimento da região. Também temos sentido o interesse das entidades governamentais, por via do seu empenho pessoal ou nas intervenções que têm feito.
Qual é neste momento o principal cartão de visita do pólo?
Há vários lugares que servem de referência neste momento, mas sem sombra de dúvidas, penso que a praia dos Surfistas é o principal cartão de visita do pólo, tanto na perspectiva actual, assim como em termos de futuro. Quando os projectos estruturantes de requalificação começarem a dar os primeiros sinais de desenvolvimento, talvez possa surgir outra gran-de referência mas, neste momento, temos esta.
Que tipo de infra-estruturas podem ser aqui desenvolvidas além das que já existem?

Na verdade, esta zona tem condições de receber qualquer tipo de infra-estrutura. Basta o Estado criar as condições necessárias e estaremos diante de um verdadeiro motor do desenvolvimento do turismo, que na minha óptica abrirá espaço para o sector privado entrar em grande e ter a oportunidade de gerar negócios. Estes servirão de atracção turística e darão lugar à criação de inúmeros empregos, além de dinamizarem a economia local e nacional. Aqui podem ser erguidos campos de futebol, de ténis, golf resorts, cinemas, anfiteatros, parques aquáticos, núcleos de pesca, teleféricos, espaços de lazer, discotecas, bares, hotéis e zonas residenciais, só para citar estes. Há espaço para muito mais investimento em equipamentos sociais.
O que pretende fazer o Executivo com este Pólo, porque parece não haver uma estratégia definida e clara sobre o que se quer com este monstro adormecido?

Em relação a esta questão, começo por dizer que a indústria do turismo e as suas cadeias de fornecimento são intensivas na geração de empregos, na criação de riquezas e na oferta de oportunidades para os jovens. Só para lhe dar um exemplo, o impacto económico mundial do turismo é extraordinário. Este gerou, em 2018, 10,4 por cento do PIB mundial e ajudou a criar mais de 313 milhões de novos empregos, quase 10 por cento do emprego total em 2017. Há uma previsão de crescimento, segundo dados, à volta dos 3,3 por cento ao ano. Até 2020 o número de turistas pode ser superior a 1,4 bilião em todo mundo. Em 2030 estima-se um número de 1,8 bilhões, com 43 por cento das exportações de serviços neste sector. Portanto, é para ver a importância do turismo.
Falou apenas da realidade internacional. O que reserva este sector para a África por exemplo? 

O continente africano recebeu, por exemplo, 62,5 milhões de visitantes e facturou 39,2 bilhões de dólares em receitas internacionais em 2015, segundo dados de 2018. Em termos de empregos foram gerados cerca de 17 milhões de novos postos de trabalho directos e indirectos em 2017, 5,8 por cento do total, com perspectiva de chegar até 29 milhões em 2028, segundo dados da WTTC do ano passado. Internamente podemos aproveitar essa onda da realidade internacional e fazer disso um incentivo com forte aposta no turismo.
E enquanto gestor do pólo, qual é a sua visão sobre este grande “diamante” por lapidar? 

Enquanto gestor, a nossa visão é clara e simples. Passando primeiro pela elaboração de planos estratégicos de gestão e ordenamento do território para esta zona, a promoção das potencialidades turísticas do perímetro para captação de investimentos e parcerias público-privadas e sobretudo pela aposta na construção de infra-estruturas básicas para tornar o perímetro mais apreciável e mais atractivo ao investimento daqueles que têm e queiram investir seriamente aqui nesta parcela do território nacional.
fonte: jornaldeangola

Guiné-Bissau: Jomav pede tempo para decidir sobre candidatura

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Presidente guineense diz que precisa de "mais uns dias" para decidir se vai ser candidato às presidenciais de 24 de novembro. Jomav terminou mandato em 23 de junho e vai permanecer no cargo até a eleição de um sucessor.

fonte: DW África
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O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, pediu este sábado (17.08) aos seus apoiantes mais uns dias para anunciar se será candidato às eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro.
"Peço mais uns dias", disse o Chefe de Estado guineense num encontro que reuniu centenas de apoiantes provenientes de várias regiões da Guiné-Bissau, organizado pela Plataforma de Apoio a Jomav.
"Peço-vos só uns dias e daremos uma resposta. Daremos uma resposta em função de tudo aquilo que aqui disseram", salientou o Presidente.
O Presidente guineense terminou o mandato em 23 de junho, mas vai permanecer no cargo até à eleição de um novo chefe de Estado. A primeira volta das presidenciais na Guiné-Bissau está marcada para 24 de novembro. Caso nenhum candidato obtenha a maioria dos votos, a segunda volta está prevista para 05 de janeiro.
Dos vários possíveis candidatos às presidenciais do país, até ao momento, já confirmaram a sua candidatura dois antigos primeiros-ministros do país, nomeadamente Carlos Gomes Júnior, como independente, e Umaro Sissoco Embalo, candidato do Movimento para a Alternância Democrática, partido criado em 2018 e que foi o segundo mais votado nas legislativas de 10 de março.

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