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BAMAKO E IYAD ENGAJADOS NA MESMA LUTA CONTRA EIGS NO MALI: Cuidado com o efeito bumerangue!

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quarta-feira, 15 de março de 2017

ANGOLA: Zenú - a corrupção mata.

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Os factos que comprovam a corrupção gigante praticada pelos dirigentes angolanos sucedem-se a uma tal velocidade, que estes já nem conseguem desmenti-los, apenas se remetendo ao silêncio. Sabem que dentro de pouco tempo estarão a ser julgados nos tribunais criminais nacionais ou estrangeiros pelos seus desmandos.

Por Rui Verde (*)
O último caso foi denunciado no Maka Angola, e demonstra como um dos filhos do presidente, José Filomeno dos Santos “Zenú”, e o seu parceiro de negócios Jean-Claude Bastos de Morais conseguiram transformar a construção do Porto do Caio — aquele que seria o primeiro porto de águas profundas em Angola — em mais uma negociata suja de mais de 800 milhões de dólares, em que o Estado paga e eles recebem.
O nível de corrupção em Angola, pelo seu gigantismo, tornou-se o principal obstáculo ao desenvolvimento e a primordial causa de pobreza e morte no país.
É fácil perceber porquê. Os recursos de um país são sempre limitados. A boa utilização desses recursos chama-se economia. Em determinado momento, um país tem uma quantidade fixa de recursos que vai aplicar. É dessa aplicação de recursos que pode resultar o desenvolvimento ou a morte. Um país pode decidir aplicar todos os seus recursos na indústria pesada e militar e deixar morrer as populações, como fez Estaline nos anos 1930 na União Soviética. Um país pode decidir criar um Estado social generoso e eficaz, como fez a Inglaterra após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), diminuindo as suas Forças Armadas. O que um país não pode é tornar os seus recursos elásticos. Se põe num lado, tira do outro.
Vejamos o caso de Angola. Imaginemos que a riqueza que o país produz num ano é igual a 100. É desses 100 que sai todo o dinheiro. Se os 100 são aplicados em escolas, hospitais, educação, estradas, Angola desenvolve-se, e as pessoas vivem melhor. Se os 100 são aplicados em corrupção, em negociatas, em esquemas, então não há dinheiro para hospitais ou escolas, e o país definha. A questão é onde aplicar os 100. Em hospitais ou em corrupção? É que não dá para os dois. Em Angola, a resposta tem sido aplicar em corrupção.
Portanto, a corrupção não é inocente. A corrupção mata. Onde há corrupção gigante como em Angola, o dinheiro para os hospitais, medicamentos, etc. é desviado para os bolsos dos corruptos.
Vejam-se as sucessivas crises de saúde por que Angola tem passado. A crise da febre-amarela foi um desastre nacional; a campanha contra a malária tem de ser financiada pelos EUA, uma vez que a Cruz Vermelha de Angola, presidida por Isabel dos Santos, apenas organiza festas com estrelas pop, sem qualquer resultado útil.
A OMS (Organização Mundial de Saúde) fez recentemente eco das declarações do ministro da Saúde, segundo o qual “Angola tem sido um país vulnerável a epidemias, registando surtos que criam uma sobrecarga nos serviços de saúde e comprometem a saúde e a vida dos cidadãos, como a febre-amarela, a malária, a cólera, o zika e o VIH/Sida”.
O ministro Luís Sambo é extremamente claro ao afirmar a vulnerabilidade epidémica angolana, mas ao mesmo tempo finge que não percebe de onde esta vem. Mas o ministro, assim como todos os dirigentes angolanos que sacam o mais que podem dos esquemas corruptos do seu país, sabe muito bem a razão por que as epidemias continuam a arrasar a população angolana: não é possível haver Saúde em Angola enquanto houver corrupção. O dinheiro que devia ir para a Saúde — e que seguramente seria o bastante para melhorar drasticamente as condições de vida dos angolanos — vai para os bolsos dos dirigentes e de toda a teia firmemente montada da corrupção.
Todos sabem que assim é. Todos sabem que, para terem os seus palácios, os seus aviões particulares, as suas festas com estrelas pop, a população angolana tem de ser mantida na miséria e na morte. É um preço que não os faz pestanejar. Esses dirigentes, muitos dos seus familiares e apoiantes são desumanos, apesar do aparente ar sofisticado que exibem como membros de uma elite de predadores.
Assim, o conceito de corrupção tem de ser elevado para um novo patamar.
Esse patamar é o dos direitos humanos. Atendendo ao mal que a corrupção faz a um país, matando as suas crianças e os seus velhos, atrasando o seu desenvolvimento, mantendo níveis exacerbados de pobreza, o direito à não corrupção tem de ser considerado como um direito humano fundamental. Todos temos o direito a ser governados de forma transparente e não corrupta.
Corrupção e direitos humanos tornaram-se a mesma face da moeda. Tornando-se o direito à não corrupção um direito humano, todos os mecanismos internacionais e nacionais de protecção dos direitos humanos e de combate à corrupção devem ser coordenados, para trabalhar em conjunto. A ONU, a União Africana, a OCDE e demais organizações internacionais deverão complementar os seus esforços.
Porque se encontra neste novo patamar, a corrupção não pode manter-se como uma questão de Estado, para a qual apenas sejam competentes os órgãos de Estado, mas tem de tornar-se uma questão de direitos individuais e de autodeterminação popular.
Nestes termos, as pessoas individuais terão o direito de acusar directamente (com provas, naturalmente) os governantes corruptos, sem terem de passar pelo crivo arquivador do ministro da Justiça ou do procurador-geral da República.
Em suma, a população deve reagir e exigir que os ladrões sejam julgados. Porque cada kwanza ou dólar que vai para os bolsos do Zenú (ou dos outros) é um kwanza ou um dólar que não vai para a melhorar a saúde do povo.
(*) Maka Angola
Foto: Folha 8

ANGOLA: Carrascos voltaram a falhar.

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Vários amigos perguntaram-nos, na passada terça-feira (dia 7), se era verdade que o nosso Director, William Tonet, sofrera um atentado e que estaria gravemente ferido. Não era totalmente verdade. Ou seja, sofreu um atentado mas foi no dia seguinte e saiu ileso. Coincidências.

Por Orlando Castro
A pergunta desses nossos amigos baseava-se no que, em Luanda e em círculos próximos do regime, se comentava à boca pequena. Foi um mal-entendido, concluímos nesse dia, terça-feira. No entanto, habituados a estas coisas, ficamos a pensar que por regra não há fumo sem fogo.
Eis senão quando, no dia seguinte (quarta-feira), William Tonet viajava para Benguela, e na zona de Kikombo, antes da Canjala, na estrada Luanda-Benguela, um “camionista” chinês, ao serviço da Casa de Segurança da Presidência da República, resolveu – certamente cumprindo “ordens superiores”- abalroar a viatura em que o nosso Director seguia, atirando-a por uma ribanceira abaixo.
O carro capotou várias vezes mas, mais uma vez, William Tonet e os seus acompanhantes saíram (mais ou menos) ilesos. No meio da confusão gerada, e antes de se porem em fuga, os ocupantes da viatura pesada que originou o acidente foram ver “in loco” se tinham consumado a missão. Pelo sim e pelo não, até porque era já noite (19,30 horas) brindaram as vítimas com uns tiros.
De acordo com os agentes da Brigada Especial de Trânsito, que mais tarde tomaram conta (isto é, tomaram conhecimento) do acidente, o camião assassino estava a ser tripulado por um chinês, ao serviço da Casa de Segurança da Presidência da República, sendo que a “tripulação” destes monstros da estrada inclui sempre, para além de um motorista por regre chinês, militares da UGP (Unidade da Guarda Presidencial).
Também foi possível apurar que esta ”unidade especial” que domina as nossas estradas e que se presta a todos os serviços, goza de total impunidade. Quando, por um mero acaso, são abordados pela Polícia, a resposta chega pelos seus co-pilotos (os militares da UGP) que apenas dizem estar ao serviço do general Kopelipa, o que significa luz verdade para fazerem tudo o que quiserem, até mesmo assassinar.
Aliás, ainda nos recordamos que em Setembro de 2013, a UGP protagonizou igualmente uma tentativa de assassinato de William Tonet. Quando saía da Faculdade onde lecciona, no Morro Bento, em Luanda, a sua viatura foi abalroada de frente por um veículo da UGP, tendo os militares saído da viatura e apontado as armas a William Tonet e fazendo diversas ameaças verbais.
Recordemos o que se passou nesse Setembro de 2013, recorrendo a um trabalho da Deutsche Welle:
“William Tonet viu o seu carro ser abalroado, na noite passada (24.09), pela Unidade de Guarda Presidencial da República de Angola, em Luanda. O visado é o director do “Folha 8”, o único jornal considerado independente no país.
Na noite de terça-feira (24.09), cerca das 22:50 horas em Angola, o jornalista e advogado angolano, William Tonet, que saía da Faculdade onde lecciona, situada no Morro Bento, em Luanda, numa rua estreita deparou-se com uma coluna de três viaturas da Unidade de Guarda Presidencial da República de Angola (UPG) em sentido contrário.
William Tonet é director do “Folha 8”, um dos mais antigos jornais independentes de Angola e já tem nas costas mais de 80 processos-crimes, na sua maioria movidos por pessoas próximas do poder, sobre alegadas calúnias, difamação e injúria. Contudo, o jornalista nunca cumpriu pena de cadeia por crimes jornalísticos.
Aos microfones da DW África, Tonet, que é também dirigente da Coligação Ampla de Salvação de Angola-Coligação Eleitoral (CASA-CE), desvendou mais pormenores do sucedido.
DW África: O que é que na realidade aconteceu?
William Tonet (WT): Abalroaram a minha viatura na parte frontal esquerda, no lado do condutor, e depois puseram-se em fuga como se nada tivesse acontecido. Tentei, depois do susto, fazer uma perseguição para tirar satisfações, mas fui dissuadido por outros automobilistas que, por precaução, me aconselharam a não o fazer porque poderiam mesmo disparar, perante a ameaça prévia que havia sido feito na sua retirada.
DW África – Foi um acidente ou algo mais sério?
WT: Eu não quero ainda especular. Acho que eles tinham possibilidade de consumar se fosse algo premeditado. O que é real é uma série de factos que vêm acontecendo contra a minha pessoa. Pode ser mera coincidência. O facto de ontem também pode ser mais uma mera coincidência, mas que está ligado a determinados sectores e isso naturalmente levanta sempre suspeição. Pode ser que seja um mero incidente por desrespeito às leis de trânsito do condutor ou do seu chefe de equipa.
É verdade também que não se justifica sempre que essa unidade presidencial ande em sentido contrário, mesmo quando nada o justifique e com a violência com que o fazem. Por outro lado, eu já tive também um sobrinho que morreu assim. Foi alvejado em plena luz do dia na zona do Prenda e quando lá fomos não houve consequências de nenhuma espécie.
Ontem aconteceu a mesma coisa. Abordámos a unidade policial mais próxima e disseram-nos que, em relação à UGP, eram incompetentes para o tratamento de qualquer ocorrência. Abordada a própria UGP, dizem que não podem confirmar porque não tinham viaturas sem matrículas, quando se sabe que as suas viaturas não têm matrículas quando andam na rua.
DW África: Vai apresentar queixa ou levar o caso mais avante?
WT: Por mais provas que nós tenhamos, como em todos os casos em que temos vindo a ser acusados, a ser impedidos de trabalhar, pesadas todas as provas e evidências, o regime mostra-se insensível quando se trata do nosso caso. Portanto, nós vamos continuar a resistir, a rezar.

Na imagem é visível o local da viatura em que seguia William Tonet e por onde entrou o "cartão de visita" dos carrascos: uma bala.
Na imagem é visível o local da viatura em que seguia William Tonet e por onde entrou o “cartão de visita” dos carrascos: uma bala.

Esperamos que, efectivamente, não tenha mão do senhor Presidente da República [José Eduardo dos Santos], dos serviços de inteligência ou da Procuradoria-Geral da República que, de forma recorrente, têm acções inamistosas em relação à nossa independência de pensamento. Se se comprovar que houve mão deste órgão será muito mau para o próprio regime, mas eu quero entender que qualquer acção que possamos fazer, com as instituições partidocratas que temos, redundará em nada.”
É caso para, mais uma vez, se perguntar: Senhor general Kopelipa qual é a sua intenção?
Se é mesmo a de consumar um assassinato através de agentes da Casa de Segurança da Presidência ou apenas destruir as viaturas, já vai na segunda e a culpa morre sempre solteira?
A nossa missão é informar e abordar, quando questionados os temas com frontalidade, fruto da manutenção da nossa independência. Estamos, aliás, convictos de só a verdade pode curar, por muito dolorosa que seja. Não somos, corrobore-se, responsáveis pelo facto de o Presidente José Eduardo dos Santos preferir ser assassinado pelo elogio do que salvo pela crítica.
Como o nosso compromisso sagrado é apenas com o que pensamos ser a verdade, a luta é contínua e a (nossa) vitória será acertada, na democracia real, mesmo que alguns tombem pelo caminho. Talvez de derrota em derrota até à vitória final.
Recordemos agora e sempre Frei João Domingos quando afirmou que os políticos e governantes angolanos só estão preocupados com os seus interesses, das suas famílias e dos seus mais próximos.
“Não nos podemos calar mesmo que nos custe a vida”, disse Frei João Domingos, acrescentando “que muitos governantes que têm grandes carros, numerosas amantes, muita riqueza roubada ao povo, são aparentemente reluzentes mas estão podres por dentro”.
Por tudo isso, Frei João Domingos sempre chamou a atenção dos angolanos, de todos os angolanos, para não se calarem, para “que continuem a falar e a denunciar as injustiças, para que este país seja diferente”.
Tendo em conta a crise de valores em que o país se encontra, Frei João Domingos sempre recomendou aos angolanos sem excepção para que pratiquem os valores que Jesus Cristo recomenda: solidariedade, justiça, amor, honestidade, dedicação ao outro, seriedade, paz, a vida, etc.
“O Povo sofre e passa fome. Os países valem pelas pessoas e não pelos diamantes, petróleo e outras riquezas”, dizia também Frei João Domingos.
O nosso país continua a ser palco de violações dos direitos humanos, nomeadamente contra todos aqueles que se atrevem a pensar de forma diferente do que está estabelecido pelo regime.
São muitos os relatos de violência, intimidação, assédio e detenções por agentes do Estado de indivíduos alegadamente envolvidos em crimes contra a segurança do Estado, ou seja, que pensam de forma diferente.




#jornalf8.net

Moussa Faki Mahamat: Quem é o novo líder da União Africana?

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O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do Chade tomou posse esta terça-feira (14.03) como presidente da Comissão da União Africana, em Adis-Abeba. Desenvolvimento e segurança deverão estar no topo da agenda.


O antigo primeiro-ministro do Chade, Moussa Faki Mahamat, foi eleito para ocupar o cargo
executivo mais importante da organização, substituindo a antiga presidente, a sul-africana Nkosazana Dlamini-Zuma. O ex-chefe da diplomacia chadiana, de 56 anos, tem uma vasta experiência política. Estudou Direito em Brazzaville e em Paris e é visto como o arquiteto da nomeação do Chade para o Conselho de Segurança das Nações Unidas como membro não-permanente e também como responsável pela nomeação daquele país para a presidência rotativa da União Africana em 2016.
Como antigo primeiro-ministro do Chade e ministro dos Negócios Estrangeiros, Faki Mahamat tem tido sempre uma palavra decisiva nas operações estratégicas em missões na Líbia, Mali, Sudão do Sul ou República Centro Africana. A sua eleição para presidente da Comissão da União Africana aponta para uma provável reorientação das políticas da organização em torno das questões de paz e segurança no continente, considera Liesl Louw-Vaudran, do Instituto de Estudos de Segurança, em Pretória: "O seu país, o Chade, é muito conhecido por se considerar uma espécie de campeão da intervenção militar”.

Desafios mantêm-se
Nkosazana Dlamini-Zuma Amtseinführung Vorsitz Afrikanische Union (picture-alliance/dpa/J. Prinsloo)
Antiga presidente da comissão da UA Nkosazana Dlamini-Zuma

Para trás fica a sua antecessora, a sul-africana Dlamini-Zuma, que foi severamente criticada por negligenciar questões prementes num continente dilacerado pela fome e pela guerra. Dlamini-Zuma foi diversas vezes acusada de se concentrar no seu plano de prosperidade a longo prazo, para não mencionar o seu futuro político na África do Sul.

Jenerali Ulimwengu, analista político da Tanzânia, considera que Moussa Faki Mahamat não terá tarefa fácil e "os desafios que vai enfrentar são semelhantes aos de Dlamini-Zuma”. "Um dos problemas da União Africana é ter muitas intenções e acordos aprovados, mas nenhum mecanismo adequado para financiá-los ou implementá-los. Então surgem apenas declarações floridas nos média sem qualquer sentido prático”, explica o analista.

Moussa Faki também é alvo de críticas. O político tem fama de estar muito perto do Presidente Idriss Déby, o chefe de Estado do Chade e líder do Movimento Patriótico de Salvação. Déby foi reeleito em abril de 2016 pelo quinto mandato consecutivo, resultado criticado internamente. Governa o país com mão de ferro desde 1990. Ambos são membros do grupo étnico de Zagaua.
Os analistas comentam que Déby conseguiu colocar um homem em quem confiava ao comando da União Africana no mesmo dia em que entregou a presidência rotativa da organização à Guiné-Conacri, mostrando a influência que tem no continente.

Moussa Faki Mahamat: Quem é o novo líder da União Africana?
No entanto, a eleição de Faki Mahamat não era um facto consumado. Falhas internas não permitiram que nenhum candidato ganhasse a maioria necessária de dois terços em tentativas anteriores, forçando Dlamini-Zuma a permanecer mais seis meses no cargo. No início deste ano, foram precisas sete rondas de votação para que Faki Mahamat surgisse como vencedor à frente de Amina Mohamed do Quénia.

"Há países que ainda são mentalmente controlados pelos países que os colonizaram”, sublinha Jenerali Ulimwengu, acrescentando que "esses países dão instruções sobre várias questões, como por exemplo, como votar nas eleições ou criar novas relações com os países africanos companheiros”. Para o analista, "esta ordem de ideias vai manter-se e assombrar Faki Mahamat porque até mesmo a sua eleição foi influenciada pela divisão entre os países francófonos e anglófonos. Isso tem sido um problema nos países africanos".

Enquanto fazia campanha, Faki disse que na qualidade de chefe da Comissão da União Africana o que mais desejava era que o som das armas fosse abafado por canções culturais e fábricas ruidosas. Embora tenha prometido colocar a segurança e o desenvolvimento no topo da agenda dos quatro anos de mandato, poderá também avançar com algumas das reformas tidas como necessárias para tornar a organização mais efetiva. "O líder da União Africana deveria ser capaz de tomar uma decisão e autorizar o envio de tropas em situações de crise. Neste momento, a Comissão está, de certo modo, refém da decisão dos 55 estados-membros. Está basicamente de mãos atadas”, lembra a especialista Liesl Louw-Vaudran. Habituado a estar em posições de poder, Faki poderá querer mudar isto.

#dw.de

15+2 apresentam proposta de coligação para vencer eleições gerais em Angola.

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Em Angola, um grupo de ativistas apresentou uma proposta para criar uma coligação contra o partido no poder, o MPLA. Ainda "é possível", afirma o ativista Nuno Dala, a menos de seis meses das eleições em Angola.

default Ativista Nuno Dala
"Este é o momento para os partidos unirem esforços e sinergias", diz Nuno Dala.

O membro do grupo dos 15+2 ativistas condenados há um ano por atos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores, diz que, sozinhos, os partidos da oposição não têm hipóteses contra o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) nas eleições marcadas para agosto.
Dala e outros ativistas gostariam de pôr fim à governação do MPLA, no poder desde a independência do país. Por isso, apresentaram, esta terça-feira (14.03.), uma "Proposta de Constituição de Coligação dos Partidos Políticos". Lançaram também uma petição online e em papel para "deixar claro" que a vontade de criar uma coligação "não vem apenas de 17 ativistas, mas de muitos outros cidadãos."

DW África: Porquê esta proposta de coligação agora?
Nuno Dala (ND): O momento para os partidos unirem esforços e sinergias é mesmo este. Não há hipótese de qualquer partido na oposição conseguir resultados melhores dos que têm sido habituais se não houver uma coligação, principalmente das forças ou partidos políticos com maior expressão ao nível de Angola.

DW África: Por exemplo, a UNITA ou a CASA-CE. Mas a questão que se coloca é se os partidos vão ouvir este pedido. Há hipóteses dessa coligação ir em frente tendo em conta que, por exemplo, tanto a UNITA, como a CASA-CE não mostram vontade para criar uma coligação, pelo menos antes das eleições?
ND: Independentemente de qualquer resposta dos partidos na oposição, sobretudo dos de maior expressão, estamos a organizar esta iniciativa entendendo que é nosso dever, enquanto cidadãos e sobretudo ativistas interessados na alteração do quadro político em Angola, contribuirmos com propostas que sejam viáveis e, ao mesmo tempo, baseadas na realidade local. Agora, na verdade, já submetemos a proposta a 20 de fevereiro. Alguns responderam e estamos à espera que os outros partidos respondam.

DW África: E como seria possível essa coligação antes das eleições?
ND: O primeiro passo seria a concertação entre os próprios partidos. Depois da concertação, seriam feitos os necessários acertos em relação por exemplo à sigla, à bandeira... além de contar com as propostas e sugestões da sociedade civil. Portanto, seria possível mediante aquilo que tem sido já a prática política. Por exemplo, poucos meses antes das eleições de 2012, a CASA-CE conseguiu afirmar-se e eleger oito deputados. Portanto, é claro que há desafios, mas é possível fazer uma coligação, mesmo que alguns aleguem que não é, e que até oferecem a possibilidade de a coligação ser pós-eleitoral, o que não faria muito sentido porque seria uma coligação que estaria limitada a fazer o seu trabalho no Parlamento.

DW África: Agora não é demasiado em cima da hora para fazer uma coligação de partidos políticos antes das eleições?
ND: Não acredito que seja demasiado em cima da hora. É claro que seis meses é pouco tempo. Não podemos deixar de admitir isso, só que  entendemos que é possível. Se fosse realmente impossível, se de acordo com a história eleitoral de Angola fosse mesmo impossível, não estaríamos aqui com essa iniciativa. O que entendemos é que, juntos e com vontade, consegue-se realizar muita coisa.

DW África: Disse que já contactou os partidos. Que partidos contactou e que respostas obteve?
ND: Contactámos os partidos há um mês, nomeadamente o PDP-ANA, o Bloco Democrático, o PRS, a CASA-CE e a UNITA. Desses cinco partidos, que são aqueles que reúnem alguma estabilidade, obtivemos respostas positivas de dois partidos, nomeadamente o Bloco Democrático e o PDP-ANA, que receberam a proposta com boas mãos e que estão à espera que os outros partidos reajam. Permita-me também dizer que, se a iniciativa não resultar, nós, enquanto ativistas, teremos de facto cumprido com uma responsabilidade, tendo proposto alguma coisa em vez de ficarmos apenas parados a olhar.

DW África: O Nuno Dala pensa ingressar na vida partidária, e outros ativistas do grupo dos 17?
ND: Está fora de questão. Entendemos que a melhor forma de contribuirmos para um país melhor, por uma Angola melhor, é continuarmos no ativismo. Mas, sempre que entendemos que podemos dar a nossa mão aos partidos, daremos, como estamos a fazer agora.


#dw.de

PAIGC VÍTIMA DA SUA PRÓPRIA HIPOCRISIA: ENTRE O DESAFIO DA HONESTIDADE DE RECONHECER A SUA DURA REALIDADE INTRÍNSECA OU RECURSO A TÁTICA DE PROPAGANDA POLÍTICA INTRIGUISTA E CALUNIOSA..

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Por: Dr. Hotna Cufuk Na Doha, in IBD
 
 
O PAIGC é hoje, (diga-se, mas eu duvido) um “partido político” na Guiné-Bissau que em 19 de Setembro de 1956, foi fundado pelo Amílcar Cabral, Aristides Pereira, Luís Cabral, Júlio de Almeida, Fernando Fortes e Elisée Turpin como movimento de luta, defendendo a independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde da colonização do regime ditatorial portuguesa do então. O Cabral e seus cinco companheiros lutaram sempre pela observância de valores no partido e tiveram sempre discursos com valores éticos dignos de líderes que claramente sabiam o que queriam para o seu povo. Mas a partir dos anos de 1980 a esta parte, instalou-se no PAIGC uma pobre elite política quer em espírito como em visão política para conceber e implementar um sólido projecto político capaz de projetar o desenvolvimento estrutural da Guiné-Bissau e por consequente, o que passou a funcionar foi cada um lutar-se para resolver os seus problemas e nunca resolver os do país, transformando assim a Guiné-Bissau num dos países mais pobre do mundo.
A partir de momento em que esta elite assumiu o controlo do partido e do país, passou-se a abusar e a exagerar na infeliz consideração de ser o dono e senhor de tudo isto, sob pretextos de ter adquirido com a luta da independência da Guiné e Cabo Verde, o estatuto absoluto e indiscutível do libertador dos povos destes dois países irmãos.

Com esta forma de pensar, o PAIGC revela-se ser um perigoso ignorante do facto de que há muito tempo, antes da sua existência, o Povo da Guiné-Bissau já se dedicou na luta pela sua libertação do colonizador, portanto, mesmo sem o PAIGC o Povo guineense libertar-se-ia na mesma, porquanto o PAIGC enquanto um simples movimento jamais conseguiria libertar um Povo robusto como é o da Guiné-Bissau se este mesmo não estivesse inteiramente envolvido na causa desta liberdade.

O Povo abençoou os camaradas com o reconhecimento de o liderar na luta pela sua independência, mas isso não foi e nunca poderá ser tão suficiente para outorgar ao PAIGC o direito de ser proprietário deste humilde e martirizado Povo guineense. É esta a “nua e crua” verdade que estes senhores do império algum dia crerão que o Povo descubra. Porquê? Porque tendo a independência como o único objectivo que tinham para se levantar para o combate e sendo isso a única causa que muito bem se perceberam, todo o resto que nos dizem não passa de “falácias e apenas falácias” mas que na realidade nada disso se percebem o que é, e nem como se faz ou seja a construção de um Estado moderno, isto é, o tal Estado de Direito e Democrático com vista ao desenvolvimento económico, social e cultural de que o povo tem direito. Não, disso o PAIGC não entende absolutamente nada. O que este partido de facto percebeu muito bem é de que, uma vez conseguido a independência, logo conquistou o direito de sempre e eternamente cobrar do povo a factura de ser o seu único dono e senhor transformando-se assim num partido dos casos: intriga, corrupção, peculato, nepotismo, enriquecimento fácil e disputa desenfreada de lugares no governo ou nos altos cargos públicos. Como dá para se perceberem, este é senário de um autêntico "salve-se quem puder", em que uns apareceram milionários de repente ao lado dos que nada têm. "O vértice da elite política, isto é, os dirigentes, procurando sempre ficar cada vez mais rico", esquecendo os outros, associando-se a antagonismos: combate de combatente contra combatente, dos valores morais já não se fala faz tempo e foi sempre assim até ao ponto em que se quebrou o consenso no PAIGC, o consenso étnico gerado durante a luta pela libertação, nascendo conflitos, uns atrás dos outros, numa espiral que vinha perdurando até hoje ficar claro que os camaradas perderam o controlo da situação.

Portanto, é esta a dura realidade que os nossos irmãos guineenses que estão agrupados nessa coisa maldosa chamada PAIGC devem vencer o orgulho e assumir a honestidade e reconhecer que de facto, têm um problema grave criado por eles mesmos e que enquanto persistir não só os militantes destes partido é que vão sofrer as consequências disso, mas sim todo o País tal como se vive neste preciso momento na Guiné. Com um País totalmente paralisado a quase um ano por causa única das crónicas crises internas no PAIGC.

Não adianta lançar culpa às costas dos outros como está a tentar fazer o já falhado presidente deste partido Domingos Simões Pereira com a sua tática de lançar mãos a propaganda política de intriga e de calúnia contra adversários políticos de estarem a levar a cabo um golpe de Estado contra o seu Governo nado-morto.

Que o PAIGC saiba de uma vez por todas que ganhou quase todas as eleições na Guiné-Bissau e quase sempre com a maioria absoluta mas nunca tem conseguido governa o País por causa da sua hipocrisia de nunca quiser reconhecer que tem um problema interno grave que nunca lhe permitirá governar por mais que se façam eleições e por mais que as ganhe com 100% dos deputados na ANP.

Entretanto, enquanto o PAIGC continuar neste infantilismo de fingir que não sabe o que está a passar com ele (de que tem um cancro) que já está a causar danos não só a ele mas, a todo um povo, é preciso que o povo se acorde e o destrone definitivamente das rédeas de conduzir os seus destinos.

O que têm os holandeses a dizer à Europa?

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                                                                   Jornalista Cristina Santos
Na Holanda, cerca de 13 milhões de eleitores votam hoje nas legislativas e escolhem 150 deputados. À procura da vitória está o actual primeiro-ministro, que espreita o terceiro mandato, e o partido da extrema-direita, mas as sondagens não dão a maioria dos votos a nenhum partido. Isto significa que podem ser necessárias negociações para a formação de um governo de coligação, o que, aliás, é tradição na Holanda. Desde a II Guerra Mundial que os governos holandeses nascem de coligação.
Crescimento acentuado. A diabetes matou 12 pessoas por dia, em 2015, segundo o relatório “Diabetes: Factos e Números” do Observatório Nacional da Diabetes. O documento, que vai ser apresentado hoje, mostra um crescimento acentuado de novos casos e alerta para a presença da diabetes nas mulheres grávidas. Em quase 10 anos, o aumento foi de cerca de 65%.
O presidente da Caixa Económica Montepio Geral espera não ter de recorrer à Associação Mutualista para reforçar a liquidez do banco. No entanto, em caso de necessidade, assume que a Mutualista tem meios suficientes para entrar em acção. São ideias de uma entrevista publicada hoje no Jornal de Negócios.
Nem todos os calendários são iguais. Pelo menos o do Ministério Público e o dos advogados de defesa de José Sócrates, no âmbito da Operação Marquês. A defesa do ex-primeiro-ministro considera que o prazo para concluir o inquérito terminou à meia-noite de segunda-feira. Os advogados já pediram o despacho de arquivamento e consideram que todas as diligências realizadas depois de segunda-feira, dia 13, são ilegais.
Os impostos de Donald Trump. Tido como um dos maiores segredos da Casa Branca, foi agora divulgada parte da declaração de impostos de 2005. Na altura, o multimilionário declarou ter ganho 141,3 milhões de euros, mas apresentou perdas de quase 100 milhões e acabou por pagar 35,8 milhões de euros em impostos. No entanto, os impostos foram pagos ao abrigo de uma norma que Trump quer agora rasgar. A declaração de impostos foi revelada pela televisão MSNBC.
Em escolas de Lisboa, Oeiras e Cascais vários escritores de países de Língua Portuguesa têm conversado com os alunos sobre a escrita e a leitura. Ideias trocadas na 3.ª edição do Encontro de Literatura Infanto-Juvenil da Lusofonia que começou esta semana. Amanhã, o encontro passa para a Fundação O Século, em São Pedro do Estoril, onde vão decorrer até sábado conversas, debates, sessões de contos, oficinas e uma feira do livro.
É pela música que, num bairro lisboeta onde há dezenas de nacionalidades, se promove a inclusão social de crianças e jovens. Uma orquestra de percussão ajuda a eliminar barreiras e fortalece as relações entre crianças. A Antena 1 mostra este «Batuque Umbilical» na Grande Reportagem de Isabel Meira, para ouvir depois das 19:00.
O Porto perdeu por 1-0 frente à Juventus e está fora da Liga dos Campeões. Com esta eliminação, Portugal fica sem qualquer equipa nas provas europeias e cai para o 7.º lugar no ranking da UEFA. Isto significa que, dentro de duas temporadas, só o campeão português vai ter entrada directa na fase de grupos da Liga dos Campeões.

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