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terça-feira, 15 de junho de 2021

BRASIL: Quadrilhas montam verdadeiros call centers para crimes na internet

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Relatório do FBI afirma que, nos EUA, 66% das vítimas de golpes cibernéticos têm mais de 60 anos.

Christopher Budd trabalha há 20 anos com segurança tecnológica e sua palestra do Age+Action 2021 foi um alerta sobre a crescente sofisticação de golpes on-line, principalmente contra idosos, “porque têm dinheiro e menos intimidade com a tecnologia”, explicou. Ele citou dados do relatório do FBI, o serviço de inteligência norte-americano, referentes ao ano de 2020 sobre fraudes na internet, mostrando que 66% das vítimas tinham mais de 60 anos. “O FBI monitora crimes cibernéticos há 20 anos. Essas quadrilhas montam estruturas semelhantes às de um call center, com centenas de pessoas utilizando scripts bem elaborados para enganar e tirar dinheiro dos outros”, disse.

Budd afirmou que uma das artimanhas mais frequentes é a da assistência tecnológica não solicitada: os golpistas simulam um problema no computador da vítima e, quando ela clica no que parece ser a solução, cai nas garras dos aproveitadores. E como isso acontece? Quase sempre a pessoa clicou antes em algum link malicioso que lhe foi enviado e que causa uma pane – por exemplo, a abertura de diversas janelas ao mesmo tempo, que ficam pipocando na tela e que “empurram” o usuário para uma suposta ajuda que, na verdade, é um truque.

“Os golpistas se valem de pressão para que você aja rapidamente, sem pensar muito ou consultar com alguém, por isso é fundamental redobrar a cautela. Trata-se de pôr em prática o mesmo cuidado que temos com a porta de nossa casa, que não abrimos para um estranho”, ensina. Os bandidos também podem usar telefonemas e mensagens, tentando se passar por instituições financeiras ou concessionárias de serviços. Reportagem recente do G1 mostra que bandidos têm utilizado uma pesquisa do Ministério da Saúde para tentar aplicar um golpe via WhatsApp. Budd lembra que e-mails são potencialmente inseguros e, caso desconheça sua procedência, o melhor é deletá-los.

Ele separa suas orientações em não técnicas e técnicas e diz que é importante confiar nos próprios instintos: “se algo parece estranho, interrompa”. Comecemos pelas não técnicas:

1) Trate qualquer oferta ou comunicação inesperada com desconfiança;

2) Não entre em pânico, nem se afobe para tomar uma decisão;

3) Não se sinta intimidado de dizer não e desligar; assim terá tempo de checar com a empresa que eles dizem representar;

4) Nunca dê informações pessoais ou financeiras, mesmo que, do outro lado da linha, alguém se identifique como sendo do seu banco ou de uma concessionária.

E as dicas técnicas:

1) Programe seu telefone para não receber chamadas de desconhecidos;

2) Mantenha o computador atualizado e rodando com um antivírus – há muitos de boa qualidade e de graça;

3) Não clique em links que lhe foram enviados. Em vez disso, vá aos websites digitando seu endereço eletrônico;

4) Verifique o website: o certificado é como uma carteira de motorista e é bem fácil de checar. Nos sites seguros, há um pequeno cadeado ao lado do endereço eletrônico. Clique nesse cadeado e selecione “certificado”: ali aparecerão as informações de validação.

Por último, se achar que caiu num truque, pare tudo o que está fazendo e feche o computador. Chame alguém em quem confie e, se fez algum pagamento, entre em contato com a instituição financeira.

fonte: globo.com

ANGOLA: Cheque na mão mataco no chão.

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O Presidente João Lourenço assinou um acordo entre Angola e um consórcio de bancos no valor de 910 milhões de dólares (751,4 milhões de euros) para financiar o projecto de abastecimento de água do Bita, em Luanda. Também determinou que as participações sociais detidas pelas extintas empresas públicas BOLAMA e CERVAL “passam para a titularidade do Estado”. A isso junta que a aprovação da quinta revisão do Programa de Financiamento Ampliado do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra a “confiança da comunidade financeira internacional”. É para rir ou chorar?

O Despacho Presidencial nº 90/21, de 11 de Junho, refere que fazem parte do consórcio de bancos o Standard Chartered Bank (Hong-Kong) Limited, na qualidade de líder e agente, e o BNB Paribas — Credit Agricole Corporative and Investiment Bank, entre outras instituições financeiras que subscreveram os termos do acordo.

Este financiamento é coberto de uma garantia do Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) ao valor global de 500 milhões de dólares (412,8 milhões de euros).

O documento, que revoga o Decreto Presidencial 82/20, de 8 de Junho, autoriza a ministra das Finanças a assinar os acordos em nome de Angola.

O Projecto de Abastecimento de Água do Bita, a ser implementado no município de Belas, em Luanda, está avaliado em mais de um milhão de dólares, prevendo beneficiar mais de um milhão de pessoas, com a captação de água do rio Kwanza e a construção de uma conduta com seis quilómetros de extensão.

Em 16 de Julho de 2019, o então ministro das Finanças, Acher Mangueira, falava em 500 milhões de dólares para o Projecto de Água do Bita, financiado pelo Banco Mundial, vocacionado para o fornecimento de água potável à população da zona sul de Luanda, mais concretamente do Camama, Benfica I e II, Cabolombo e Rocha Pinto.

De acordo com o ministro, o financiamento pelo BM deste sistema de captação, de tratamento e distribuição de água, iria contribuir substancialmente para melhorar a qualidade de vida destas populações.

“O projecto Bita é consistente com os princípios de maximização de financiamento ao desenvolvimento, visando como fim único atrair a participação do sector privado”, frisou Archer Mangueia.

Noutra frente, João Lourenço, determinou que as participações sociais detidas pelas extintas empresas públicas BOLAMA e CERVAL “passam para a titularidade do Estado”, cabendo ao Ministério das Finanças o exercício da função de accionista.

Segundo o despacho presidencial n.º 94/21 de 11 de Junho, o destino das participações das extintas Empresa Regional de Massa e Bolacha (BOLAMA) e Empresa Nacional de Cervejas (CERVAL) surge no quadro da privatização do Banco de Comércio e Indústria (BCI).

O diploma legal, assinado por João Lourenço, refere que o decreto executivo conjunto que determinou a extinção da CERVAL não fez a indicação dos bens e direitos que o Estado pretende preservar para si.

A especificação sobre as referidas participações sociais surge igualmente, refere o despacho presidencial, pela “necessidade de se liquidar os activos integrantes da massa patrimonial” da extinta BOLAMA.

E da necessidade, sublinha-se no documento, de se “fazer a indicação do destino das participações sociais detidas pelas extintas empresas públicas no BCI”, banco angolano de capitais públicos, cujo processo de privatização em bolsa está em curso.

Já num outro despacho, o Presidente de Angola autoriza a privatização, mediante concurso público, de 16 unidades industriais localizadas na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, integradas no Programa de Privatizações (ProPriv).

Estão agora na rota das privatizações as empresas AngolaCabos (Indústria de Cabos de Fibra Ótica), ANGTOR (Indústria de Torneiras), INFER (Indústria de Puxadores, Dobradiças, Fechaduras e Cilindros), INDUGALV (Cromagem, Niquelagem e Zincagem), BOMBAGUA (Bombas de Água para a Irrigação), INDUPLASTIC (Indústria de Produtos Plásticos Sanitários/Domésticos).

A INDUMASSAS (Indústria de Massas Alimentares), NINHOFLEX (Indústria de Colchões de Espuma, de Molas e Travesseiros), INDUPAME (Indústria de Naves Industriais em Estrutura Metálica), BTMT (Indústria de Quadros Eléctricos), BETONAR (Indústria de Pré-Fabricados, Pré-Esforçados e Artefactos de Betão), INDUCABOS (Indústria de Cabos Eléctricos de Baixa e Média Tensão) serão igualmente privatizadas.

Constam ainda da lista das unidades industriais da ZEE a serem privatizadas, as empresas MATEELETRICA (Indústria de Interruptores, Tomadas, Caixa de Derivação e de Aparelhagem), INDULOUÇAS (Indústria de Sanita Convencional), INDUTUBOS (Indústria de Tubos e Acessórios) e a FUNDINAR (Fundição de Ligas Metálicas).

Esta é a terceira fase de privatizações das unidades industriais de ZEE, segundo anunciou, recentemente, o presidente do Conselho de Administração do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), Patrício Vilar.

O programa do Governo ProPriv prevê a privatização de mais de 190 empresas e/ou activos do Estado angolano até 2022 nos sectores da banca, hotelaria e turismo, finanças, seguros, agricultura, telecomunicações, indústrias, petróleos, entre outros.

Ficou também a saber-se que o Governo vai abrir um concurso público para gestão da rede de hipermercados e supermercados Kero, cujo capital social é detido em 90% pelo Estado, refere um despacho presidencial hoje tornado público.

A cadeia de retalho era detida pelos generais Hélder Vieira Dias ‘Kopelipa’ e Leopoldino Fragoso do Nascimento ‘Dino’, elementos da Presidência da República, ao tempo do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, do ex-vice-Presidente Manuel Vicente e do ministro da Defesa, general João Lourenço.

O Despacho Presidencial 89/21, de 11 de Junho, publicado em Diário da República, refere que o concurso é aberto considerando que o Estado angolano passou a deter 90% do capital social do Grupo Zahara Comércio S.A., que deste modo passou a integrar o sector empresarial público, como empresa de domínio público.

Nesse sentido, o Presidente aprovou a cessão do direito de gestão da rede de hiper e supermercados Kero, delegando nos ministros das Finanças e Indústria e Comércio a condução e verificação da legalidade de todos os actos inerentes ao procedimento do concurso público.

Em Outubro de 2020, a Procuradoria-Geral da República anunciou que depois de constituídos arguidos, os generais procederam à entrega ao Estado de vários activos, entre os quais a cadeia de retalho Kero.

Aproveitando o balanço, quase parecendo um corredor de fundo e não o que tem sido até agora, um corredor que está no fundo do corredor, o Governo considerou que a aprovação da quinta revisão do Programa de Financiamento Ampliado do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra a “confiança da comunidade financeira internacional” nas reformas em curso no país.

“A aprovação da quinta revisão do Programa de Financiamento Ampliado apresenta-se como mais um dado muito relevante a registar no âmbito dos progressos que temos feito na gestão da economia do país e que demonstra a confiança da comunidade financeira internacional no programa de reformas que o executivo tem estado a desenvolver desde finais de 2017”, lê-se numa nota de imprensa divulgada em Luanda.

Na quarta-feira, o FMI aprovou a quinta revisão ao programa de ajustamento financeiro de Angola, permitindo o desembolso imediato de 772 milhões de dólares (633 milhões de euros), salientando a visão positiva das autoridades e o empenho nas políticas do programa.

“A decisão do conselho de administração do FMI permite um desembolso imediato de 772 milhões de dólares a Angola”, lê-se no comunicado do FMI, no qual se aponta que a economia angolana “está em transição para uma recuperação gradual de múltiplos choques, incluindo aqueles induzidos pela pandemia de Covid-19”.

No comunicado, o FMI acrescenta que “a visão política das autoridades continua sã, e continuam empenhados no programa económico apoiado pelo Programa de Financiamento Ampliado”.

Nesta avaliação, diz o Governo, “uma vez mais, o Conselho de Administração do FMI elogiou o executivo angolano pela sua forte resposta aos choques negativos causados pela covid-19 na economia e na população angolana, e em particular enalteceu o ajustamento fiscal prudente levado a cabo pelo executivo angolano em 2020 que envolveu ganhos no que respeita as receitas fiscais não petrolíferas e a diminuição de despesas não essenciais, ao mesmo tempo que preservou os gastos em despesas essenciais como a saúde, a educação e outros domínios do sector social”.

No comunicado de reacção à aprovação que permite a disponibilização imediata de 772 milhões de dólares, o gabinete da ministra das Finanças vinca que “o FMI faz notar que a economia angolana está no caminho certo para obter os mesmos ou melhores resultados fiscais em 2021” e destaca os “êxitos na reformulação do perfil do serviço da dívida pública de Angola”.

O Governo, conclui o comunicado, “reafirma o seu engajamento em aprofundar as reformas estruturais em curso no país, com o objectivo de restaurar os indicadores de sustentabilidade orçamental, melhorar a governação e acelerar o processo de diversificação da economia, de modo a atender as necessidades prementes da nossa população e mitigar os impactos de eventuais choques externos”.

O programa de ajustamento financeiro foi acertado com o FMI em Dezembro de 2018, num valor de 3,7 mil milhões de dólares, que foi em Setembro aumentado para cerca de 4,5 mil milhões de dólares (de 3 mil milhões de euros para 3,7 mil milhões de euros), dos quais cerca de 3 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros) já foram entregues, a que se junta o valor agora anunciado, totalizando 3,9 mil milhões de dólares (3,2 mil milhões de euros), e dura até final deste ano.

Folha 8 com Lusa

ANGOLA: Criminalidade reflecte o (mau) estado do país.

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O grupo parlamentar da UNITA, o maior partido da oposição que o MPLA ainda permite que exista em Angola, manifestou hoje “bastante preocupação” com o elevado índice de criminalidade em Angola, com destaque para a capital do país, Luanda.

Numa nota de imprensa, o grupo parlamentar da UNITA destaca entre as ocorrências criminais efectivos da Polícia Nacional que têm sido afectados no cumprimento da sua missão de garantir a segurança dos cidadãos.

“O grupo parlamentar da UNITA lamenta e condena o sucedido e junta-se à dor das famílias enlutadas, apresentando os seus sentimentos de profundo pesar”, salienta-se na nota.

As estruturas castrenses são instadas a melhorarem as condições de trabalho dos efectivos da corporação para a protecção das suas vidas.

“O grupo parlamentar da UNITA exorta a todos os cidadãos a respeitarem e protegerem o bem que é a vida e a dignidade da pessoa humana”, lê-se no documento.

No último fim-de-semana, foi partilhado nas redes sociais por um deputado o suposto rapto do seu filho, tendo sido abordado por um homem armado, que entrou no seu carro e o obrigou a arrancar.

Num outro vídeo, o mesmo deputado surge a anunciar o aparecimento do seu filho, depois de quatro horas do seu sequestro.

Uma outra informação dá conta da morte de um agente da Polícia Nacional, o segundo caso em menos de uma semana, no sábado, vítima de disparos numa troca de tiros, quando tentava frustrar o assalto a uma viatura de uma empresa, que transportava uma elevada quantia monetária.

Recorde-se que o comandante-geral da Polícia, Paulo de Almeida, admitiu no dia 26 de Outubro de 2018 que vários agentes policiais praticam “burlas, falsificações e extorsões a cidadãos”, prometendo combater as “batatas podres” no seio da corporação.

Ainda bem que, ao que parece, os chefes não armazenam “batatas podres”. Isto, é claro, se não forem generais a trabalhar na Casa de Segurança do Presidente da República… Ou será que há? Recorde-se que Paulo Gaspar de Almeida é arguido num processo que está a ser apreciado pelo Tribunal Supremo.

O comissário-chefe Paulo Gaspar de Almeida, foi constituído arguido (processo n.º 16/17-DNIAP) por esbulho violento de uma quinta de 12 hectares, em posse do camponês Armando Manuel, de 71 anos, há 40 anos. A disputa com o então segundo comandante-geral da Polícia Nacional remonta a 12 de Dezembro de 2016.

Um despacho do procurador-geral adjunto da República, Domingos Baxe, atesta que “existem nos autos indícios mais que suficientes que o participado Comissário-Chefe Paulo Gaspar de Almeida cometeu o crime de abuso de poder (…) razão pela qual deveria ter sido constituído arguido e ouvido em auto de interrogatório”.

Segundo Paulo de Almeida, que falava em Outubro de 2018 durante uma formatura dos efectivos da corporação no âmbito da “Operação Resgate”, pelo menos um efectivo da polícia angolana, em média, e “a coberto da farda”, envolve-se diariamente em acções criminais.

Paulo de Almeida lembrou que a operação policial iria estender-se a todo o país, visava essencialmente o “resgate do civismo, da ordem, da conduta sã e da dignidade”, pelo que “a ordem deve começar no seio da polícia”, reconhecendo que vários agentes praticam “burlas, falsificações e extorsões a cidadãos”.

Discursando perante milhares de efectivos da Polícia, em cerimónia que teve lugar no Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais de Angola, em Luanda, e sem especificar números, Paulo de Almeida manifestou-se “preocupado” com número de agentes da polícia envolvidos no crime.

“Estou preocupado com o número de polícias envolvidos em acções criminais. Todas as semanas, para não dizer dias, registamos a participação de um ou outro agente da polícia envolvido em acções criminais. Isso tira-nos a autoridade”, lamentou.

“Retira a nossa capacidade, frustra a nossa acção. Quero aqui dizer que, em representação de toda a polícia do país, temos de combater essas batatas podres no nosso seio”, adiantou Paulo de Almeida.

O comissário-geral da Polícia assegurou mesmo a necessidade de “neutralizar agentes que, a coberto da farda, cometem diariamente crimes diversos”, apelando à “vigilância” aos agentes da polícia e à sociedade para que “denunciem essas práticas”.

Para Paulo de Almeida, se a Polícia Nacional tenciona impor a ordem é necessário, inicialmente, que os efectivos da corporação que tutela “sejam ordeiros e disciplinados para que a operação decorra sem máculas”.

“Não queremos realizar uma operação com essas manchas no nosso seio. É preciso que cada um seja o vigilante do outro, é preciso que cada um identifique e denuncie aqueles que estão com comportamentos marginais no nosso seio. É preciso ganhar e resgatar a confiança da população à polícia nacional”, exortou o oficial superior.

Durante a sua intervenção, o comandante geral da Polícia disse que há elementos da corporação que se dedicam à “burla e à falsificação”, considerando que os “batuqueiros e penteadores” serão “banidos da corporação”.

“Não é a extorsão ou o crime, que vos vai (efectivos da Polícia) dar glórias ou oportunidades. As grandes glórias vão sair do vosso empenho e desempenho”, realçou.

Ciente das dificuldades que a Polícia ainda enfrenta, como a carência de “infra-estruturas, de meios de locomoção e dificuldades técnicas e logísticas”, Paulo de Almeida admitiu que as dificuldades “não serão superáveis a curto prazo”.

“Mas a nossa firmeza e determinação vai fazer com que nós ultrapassemos isto. Sem esforço não haverá êxitos na nossa missão”, assegurou.

Ainda (e sempre) Cafunfo

O advogado do líder do Movimento do Protectorado Português Lunda Tchokwe (MPPLT), José Mateus “Zeca Mutchima”, denunciou hoje que o seu cliente “está preso ilegalmente”, após terem sido ultrapassados os 120 dias de prisão preventiva.

Segundo Salvador Freire, à luz do novo Código Penal angolano, Zeca Mutchima, detido em 8 de Fevereiro, “já cumpriu os 120 dias de prisão preventiva e neste momento está preso de forma ilegal”.

“Mais do que nunca o Zeca Mutchima já deveria estar em liberdade, mas, infelizmente, não sabemos por que questões ele continua detido. Insistimos que a Procuradoria já deveria mandar a sua soltura porque os prazos de prisão preventiva venceram”, afirmou hoje o advogado.

Salvador Freire referiu que o prazo de prisão preventiva terminou no dia 9 deste mês, considerando estar-se diante de uma “denegação de justiça”, o que se configura, referiu, em “um crime”.

Indiciado pelos crimes de “associação de malfeitores e rebelião armada”, na sequência os incidentes de 30 de Janeiro em Cafunfo, que resultaram em mortos e feridos, Zeca Mutchima está detido pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) em Luanda, desde 8 de Fevereiro passado.

Segundo a polícia angolana, cerca de 300 pessoas ligadas ao MPPLT, que há anos defende a autonomia daquela região rica em recursos minerais, tentaram invadir, na madrugada de 30 de Janeiro passado, uma esquadra policial de Cafunfo, província da Lunda Norte, e em defesa as foras de ordem e segurança atingiram mortalmente seis pessoas.

A versão policial é contrariada pelos dirigentes do MPPLT, partidos políticos na oposição, sociedade civil local e organizações internacionais que falam dezenas de mortos.

Zeca Mutchima é apontado pelas autoridades como cabecilha deste alegado “acto de rebelião” que para os cidadãos locais era uma “manifestação pacífica”.

Hoje, Salvador Freire voltou a lamentar igualmente a “ausência de informações concretas” do SIC sobre a permanência de Zeca Mutchima em Luanda, referindo que os agentes do SIC Luanda “também estão preocupadíssimos com a situação”.

“Porque acham que alguma coisa não está a andar bem a nível da província da Lunda Norte (palco dos incidentes de Cafunfo)”, frisou.

“Não sabemos se há ordens superiores ou não para que Zeca Mutchima continua detido, portanto isto é contra os princípios da dignidade da pessoa humana e efectivamente o Estado está a violar os direitos de Zeca Mutchima”, rematou Salvador Freire.

Folha 8 com Lusa

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