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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

ANGOLA: AFINAL QUEM ESTÁ A MENTIR, ISABEL OU JOÃO LOURENÇO?

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

A nota de Imprensa de Isabel dos Santos (que transcrevemos na íntegra e “ipsis verbis”) é serenamente demolidora e estrategicamente cordata. No entanto, no âmago, ela demonstra que o Governo de João Lourenço mentiu nos argumentos, explícitos e implícitos, para a exonerar.

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Por Orlando Castro
Opaís precisa de saber quem está, de facto, a mentir. Ou, quiçá, se não estarão os dois (Isabel dos Santos e João Lourenço). Com uma louvável diplomacia, Isabel (com)prova que a sua exoneração foi sobretudo – ou unicamente – política. Cabe agora ao Presidente da República explicar aos angolanos, mas não só a eles, se é crime ter o apelido Santos.

Nota de Imprensa

“1. No momento em que cesso funções, enquanto Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, gostaria de agradecer a todos os que confiaram em mim, para liderar a recuperação da nossa empresa nacional de combustíveis.
2. A minha gratidão vai, particularmente, para os meus colegas do conselho de administração cessante. Sinto-me honrada por ter liderado uma equipa com notável qualidade profissional e de ética inquestionável.
3. Muitos de vós, aceitaram suspender carreiras de sucesso profissional nas mais prestigiadas empresas petrolíferas internacionais para trabalharem na recuperação da Sonangol, numa situação reconhecida como de extrema fragilidade. Enalteço e homenageio o vosso elevado sentido de responsabilidade, abnegação e compromisso. Não poderia ter desejado uma melhor equipa, para liderar um desafio tão extremo.
4. Os meus agradecimentos vão para todos os trabalhadores da Sonangol. Juntos, e em poucos meses, não só conseguimos reequilibrar as contas da empresa, acabar com práticas nefastas do passado, mas também implementar uma verdadeira cultura de empresa organizada em torno de valores fundamentais, tais como, o sentido de responsabilidade colectiva e individual, a excelência na execução, o respeito mútuo e o espírito de equipa.
5. Uma nota de especial consideração para os jovens angolanos que integraram as novas Comissões Executivas, as Direcções e lugares de destaque da nossa empresa. A vossa dedicação, competência, ética e compromisso serão o futuro da nossa indústria e da nossa sociedade. Desejo-vos todo o sucesso e força para o futuro.
6. Resta-me ainda agradecer ao Executivo angolano que confiou nesta administração e testemunhar com sentido de missão, o trabalho desenvolvido, desde o ponto em que encontrámos a empresa, quando nela ingressamos até à situação em que deixamos a mesma, à data da nossa saída.
7. Em Dezembro de 2015 a Sonangol, pela primeira vez na sua história, não tinha conseguido cumprir com as suas obrigações junto da Banca, tinha dividas com os fornecedores e pesadas cash calls. Em Junho de 2016 a petrolífera encontrava-se num estado de emergência e conforme referia o Dr. Francisco Lemos, então Presidente do Conselho de Administração, esta empresa nacional encontrava-se numa situação de pré-falência.
8. Decorrente do compromisso e do esforço colectivo assumido nesta situação crítica, este Conselho de Administração, concretizou um conjunto de resultados que não posso deixar de ressalvar:
– Pagamos os cash calls 2016 na sua totalidade;
– Reduzimos a dívida financeira de 13b $ para 7b$;
– Aumentamos as receitas de 14,8 b$ em 2016, para 15,6b$ em 2017;
– Identificamos 400 iniciativas de redução de custos, no valor de 1,4 b$, dos quais 380 milhões USD já foram efectivados, estando já em curso iniciativas que irão permitir uma poupança de 784 milhões USD;
– Aumentamos a produção na refinaria de Luanda de 50 mil para 60 mil barris ;
– Produzimos todo o jet fuel, combustível para aviões, necessário para Angola e já exportamos;
– Reduzimos o custo do barril de 14 para 7 $;
– Continuamos a apostar na produção de petróleo e em 2016 e 2017 investimos 5,6 b$, sendo a sua maioria no upstream, por forma a garantir a sustentabilidade das reservas e da produção de petróleo futura;
– Pusemos a fábrica de ALNG a funcionar;
– Aumentamos a produção do Gás em 238%. Hoje Angola produz todo o gás botano que precisa;
– Exportamos Gás pela primeira vez;
– Iniciamos o transporte de comboio do combustível de Lobito a Moxico, tonando-o muito mais rápido, mais barato, seguro e potenciando a utilização de infra-estruturas do país. Fomos os
primeiros a transportar combustível np e a usar o caminho de ferro de Moçâmedes.
– Não despedimos pessoas;
– Foram promovidos 400 quadros angolanos:
– Identificamos 200 futuros líderes e implementamos um programa de liderança;
– Iniciamos a geração de energia Eléctrica usando o gás produzido em Angola;
– Em 2015 a P&P tinha um resultado operacional negativo de 859 milhões USD, reduzimos a perda para 256 milhões de USD, em 2016 e em 2017 haverão um resultado operacional positivo de 100 milhões USD;
– A Junho 2017 existem dívidas de 3b$ de empresas estatais para com a Sonangol.
9. Deixamos ainda à nova administração, como instrumento essencial para a sua gestão, um financiamento no valor de 2b$, com assinatura prevista para os próximos dias, que garantirá o pagamento de todos os cash calls relativos a 2017, permitindo, assim, chegar ao final do ano sem dívidas aos nossos parceiros.
A administração cessante garante ao Executivo, as condições financeiras necessárias para a manutenção patrimonial da Sonangol, abrindo garantias de continuidade e de crescimento para o futuro.
10. Foi também implementada na Sonangol uma cultura de transparência e abertura à sociedade angolana, permitindo uma auditoria constante da acção da equipa de gestão e dos destinos desta nossa empresa.
A Sonangol não é uma empresa como as outras; é a coluna vertebral da economia nacional e o garante do futuro dos nossos filhos. Sinto-me privilegiada por ter contribuído para a reforma e melhorias desta grande empresa.
Congratulo o novo executivo pelo desejo de progresso, transparência e eficácia na gestão do bem público. Os mesmos valores mantêm-se no centro da cultura empresarial que a administração cessante implementou na Sonangol, garantindo, assim, o futuro da nossa empresa.


Desejo à nova equipa o melhor sucesso.”
fonte: http://jornalf8.net

Angola: "Isabel dos Santos, agora sem a Sonangol, está acabada", diz Rafael Marques.

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Ativista angolano vê a exoneração como o início do fim dos negócios da "eterna filha" do antigo Presidente. Rafael Marques pede ainda que se faça justiça em relação aos "amigos de ocasião" que saquearam Angola.
fonte: DW África
Rafael Marques (Maka Angola)
A filha de José Eduardo dos Santos, antigo Chefe de Estado de Angola, esteve sempre na mira dos populares e investigadores por ocupar a liderança da maior empresa pública do país e por se apoderar da maioria dos negócios à custa do pai. Sobre este assunto conversámos com o jornalista e ativista dos direitos humanos Rafael Marques, um dos maiores críticos angolanos de Isabel dos Santos.
Angola Isabel dos Santos spricht zu Journalisten
Isabel dos Santos
DW África: Rafael Marques foi uma das pessoas que mais contestou a atuação de Isabel dos Santos na vida pública de Angola. Como vê a sua exoneração enquanto Presidente do Conselho de Administração da Sonangol?
Rafael Marques (RM): Isabel dos Santos não tinha competência para dirigir a Sonangol. Quem conhece bem a Isabel sabe que foi um disparate autêntico do pai dela colocá-la naquela posição. Por outro lado, quem conhece bem Angola, sabe que a Isabel estava ali para proteger os seus negócios e interesses e para ter uma cobertura política para se impor a nível internacional. A Isabel teve lucros de seis milhões em dois anos em Portugal. Esse dinheiro é o que ela gasta nas suas viagens. Portanto, tinha de ter acesso sem impedimentos aos recursos do Estado e pensou fazê-lo através da Sonangol. Como é que uma pessoa que se crê uma gestora séria foi dirigir a maior empresa do país a partir de Londres e com base em consultores portugueses que não percebem nada de petróleos? Ela não foi para aquela empresa para reformar a companhia ou para potenciar os seus técnicos. Foi praticamente para pegar na Sonangol e usá-la em seu interesse privado.
A saída dela levanta outros problemas. Alguns dos novos membros nomeados para o Conselho de Administração são indivíduos que também estiveram ligados aos esquemas de corrupção na Sonangol. Continuaremos a falar sobre isto até que haja efetivamente transparência e boa governação em Angola, para que o povo angolano possa beneficiar dos recursos que o país tem.
DW África: Fala-se, ao nível internacional, numa possível perda de influência de Isabel dos Santos. Vê a situação da mesma forma?
RM: A Isabel dos Santos, agora sem a Sonangol, está acabada, porque todos os portugueses que a apoiavam e que faziam as suas relações públicas, e inclusivamente a imprensa, surgiam em função do poder que ela derivava do seu pai. Sem isto a Isabel não vai conseguir manter os seus negócios, porque são negócios que foram sempre mamar do Estado e que não obedecem a critérios de boa gestão. São negócios que se tornaram sorvedores dos fundos públicos em Angola.
Ela criou um supermercado em Angola, o Candando. Como é que ela ia buscar os lucros neste negócio? Na Sonangol. Obrigava os trabalhadores a fazerem compras no seu supermercado e retirava os fundos da Sonangol. Com estas mudanças, este supermercado não terá como obter lucros. Por outro lado, vai ter de prestar contas sobre muitos fundos que ela se aboletou, incluindo aqueles que eram para a Portugal Telecom, uma das sócias da UNITEL.
A partir daqui, a Isabel só vai ter problemas. Vão começar também agora os problemas judiciais e as investigações em vários pontos do mundo, porque ela já não tem poder nenhum. É isso que ela ainda não percebeu. Os amigos que ela arranjou eram amigos de ocasião, eram apenas mercenários para saquearem Angola. No momento em que ela já não tiver nada para lhes dar, vão deitá-la abaixo.
DW África: Mais do que a exoneração de Isabel dos Santos, muitos angolanos consideram que ela e o pai deveriam ser levados à Justiça. Considera que há interesse do lado do Governo e do MPLA em colaborar para que isto aconteça?
RM: Deve haver uma séria investigação sobre este período em que ela esteve na Sonangol, porque tivemos gestores estrangeiros que a ajudaram a tornar a Sonangol ainda mais opaca. São indivíduos que têm de prestar contas, como o Sarju Raikundalia, o Mário Leite Silva que continua como presidente do Conselho de Administração do Banco de Fomento de Angola (BFA) e outros gestores que ela foi contratar a Portugal e noutros países.
Joao Manuel Goncalves Lourenc Verteidigungsminister Angola
João Lourenço, na altura Ministro da Defesa, em Berlim em 2016
É importante que haja justiça. Para que essa investigação possa correr, o Presidente tem de se desfazer logo do Procurador-Geral da República, o general João Maria de Sousa, que é um homem que deu sempre cobertura aos atos de grande corrupção em Angola.
DW África: João Lourenço está a tomar medidas há muito esperadas pelos angolanos. Será isso só fogo de palha ou pode esperar-se muito mais do novo Presidente?
RM: Até ao momento, o que João Lourenço está a fazer é nomear e exonerar, portanto está a criar a sua equipa. Isto é aquilo que qualquer novo Presidente faz. Não há nada de extraordinário. O que é extraordinário é que efetivamente João Lourenço está amostrar que o Presidente da República é ele e não o MPLA.
Neste momento, ele está a tomar as medidas que se impõem em termos de reformulação e administração do Governo. Mas nós precisamos de reformas profundas e é aqui que vamos acompanhar com cautela que reformas serão essas.

Guiné-Bissau: Condé defende mudança constitucional.

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Alpha Condé, presidente em exercício da União Africana, admitiu hoje em Paris falhas na gestão da mediação da CEDEAO e da organização panafricana, incapaz de por cobro ao impasse em Bissau tendo defendido a necessidade de alterar a constituição guineense.
media
Alpha Condé, chefe de Estado da Guiné Conacri, presidente em exercício da União Africana.

Reuters / Ludovic Marin














Alpha Condé é também o chefe de Estado da Guiné Conacri. Um país que está em foco em Paris até esta sexta-feira com um evento sobre o financiamento do plano de desenvolvimento.
Em declarações a Olivier Rogez Alpha Condé lamentou não ter anunciado em Conacri o nome do primeiro-ministro que fora acordado para a Guiné-Bissau.
Condé alegou não o ter feito para respeitar a soberania do vizinho guineense e para preservar o seu homólogo, José Mário Vaz que alega não estar a cumprir um Acordo com o qual todas as partes guineenses concordavam.
Eis a tradução portuguesa das suas declarações (texto e áudio):
"A constituição da Guiné-Bissau é como a constituição portuguesa.
O presidente não tem poderes, é um pouco como a rainha de Inglaterra ou o presidente alemão.
E isto quando ele é eleito por sufrágio universal, o que já é uma contradição.
A CEDEAO falhou a oportunidade : deviamos durante a transição ter ajudado os nossos amigos da Guiné-Bissau a modificar a constituição.
Mas há acordos que foram assinados: é o partido maioritário guineense que designa o primeiro-ministro... No caso o PAIGC. Convencêmo-los a prescindir deste direito e que o presidente apresentasse nomes.
Trata-se de aplicar os Acordos de Conacri que não foram aplicados pelo actual presidente da república.
Ou seja é preciso voltar a este Acordo que foi aceite por todos.
Admito que haja uma parte minha de culpa: para respeitar a soberania da Guiné-Bissau não quis anunciar o nome do primeiro-ministro em Conacri.
Deixei essa tarefa para o presidente. Enganei-me ao fazer isso.
Se toda a gente lá se encontrava, mais valia ter anunciado o nome do primeiro-ministro.
Tanto mais que toda a gente estava de acordo com isso.
Pequei por falta de vigilância, mas fi-lo por respeito para com o presidente Vaz que ainda assim é o presidente da Guiné-Bissau.
A solução passa por um regresso ao Acordo de Conacri porque este é a sequência dos acordos anteriores de Bissau, Conacri só o veio confirmar.
Ou seja a solução passa por um regresso ao Acordo de Conacri."
Alpha Condé presidente da União Africana, chefe de Estado da Guiné Conacri
fonte: RFI

Zimbabué: Radar Magrebe Lusófono - A "Cultura do Soba"

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 Presidente Robert Mugabe e esposa Grace Mugabe

Para onde um Africanista deve olhar, um olhar do Politólogo/Arabista/Colaborador VOA/Radar Magrebe, Raul M. Braga Pires no Radar #6
Na memória de todos os que têm memória, estão as Eleições Presidenciais do Zimbabwe de 2008, com o líder da oposição Morgan Tzvangirai (Movement for Democratic Change), a levar pontapés da Polícia, de cabeça aberta sentado no passeio e o efeito de contágio que esta autêntica “Guerra Eleitoral” poderia ter tido para Moçambique.
Outra memória que guardo deste período, é a de ver o Professor Manuel Enes Ferreira num debate televisivo a ensinar-nos para onde um Africanista deve de olhar, ao concluir que a mediação de paz do então Presidente sul-africano Thabo Mbeki, não iria resultar, pela simples razão de que este tinha idade para ser filho do “mau-da-fita” que estava a “dar as cartas”, Robert Mugabe. Em conclusão, o Professor Enes Ferreira reduziu a explicação ao essencial, já que quem não percebe a “Cultura do Soba” em África, não percebe África.
Sem sabermos ainda o destino deste processo interno zimbabweano, podemos desde já dizer que, para Moçambique, não poderia ter vindo na pior altura, pois poderá interferir no processo de aproximação entre o Presidente Nyussi e o Presidente Dhlakama. E digo Presidente Dhlakama sem aspas, pois enquanto a partilha do Poder em Moçambique não for feita e não for atribuída a Dhlakama um cargo oficial, tipo “Governador-das-Províncias-do-Norte”, “Marechal-do-Rovuma-ao-Zambeze”, “Soba-do-Norte”, “Régulo-do-Norte”, ou o que se lhe queira chamar, ele continuará a ser o “Presidente do Norte”, legitimado no voto popular!
O Presidente Nyussi, conforme referimos no Radar Magrebe Lusófono #6, saiu reforçado do último Congresso da FRELIMO, o que lhe permite continuar a enviar sinais de reaproximação ao líder da RENAMO, de que o diálogo é possível e que a solução será sempre Política e negociada entre cavalheiros. Esta instabilidade no Zimbabwe, pode ter um efeito de contágio em Moçambique e permitir acções de diversão de “átomos livres” e descontrolados e que por interesse pessoal, geralmente apostam no “quanto pior melhor”!
Moçambique “vence” na Tunísia
O filme moçambicano “O comboio de sal e açucar”, de Licínio de Azevedo, ganhou o Tanit de Ouro, do Carthage Film Festival, na Tunísia.
Guiné-Bissau
A Guiné-Bissau parece iniciar esta semana, mais uma jornada de contestações agitadas, após 18 partidos do Colectivo dos Partidos Democráticos Contra a Ditadura, terem convocado uma manifestação, cujo protesto deverá prolongar-se por 2 dias, o que deverá colocar uma pressão ainda maior sobre a Presidência de JOMAV. De referir que esta manifestação, também terá uma réplica no Rossio, em Lisboa, “Cidade Guineense”.
fonte: VOA

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