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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Eleições em Portugal: Socialistas vencem legislativas e devem formar Governo.

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O Partido Socialista venceu de forma expressiva as legislativas portuguesas e deve formar Governo, embora sem maioria absoluta. Votação em Portugal também foi marcada pela eleição de deputados afrodescendentes.
António Costa, primeiro-ministro e candidato do PS
António Costa, primeiro-ministro e candidato do PS
Mesmo sem maioria absoluta, o Partido Socialista (PS) é o principal vencedor das eleições legislativas deste domingo (06.10), em Portugal, com 36 por cento dos votos, tendo à cabeça

António Costa, que deverá formar Governo nos próximos dias.
"Assumimos esse encargo com determinação, alegria e elevado sentido da responsabilidade de termos de cumprir como cumprimos nestes quatro anos os compromissos que assumimos perante as portuguesas e os portugueses", afirmou o primeiro-ministro António Costa.
Romualda Fernandes, de origem guineense, que ocupou a 19ª posição na lista do PS de António Costa pelo círculo de Lisboa, tem motivos para festejar. "A minha primeira reação é de muita felicidade e também de muitos agradecimentos aos portugueses e às portuguesas das diferentes origens", disse a deputada eleita.
Fernandes ressaltou que vai estar "atenta a todas as questões relacionadas com a exclusão social, não só relativamente às pessoas de ascendência africana, os afrodescendentes, mas de todas as pessoas que se encontram em situação de exclusão social".
Guineense abre caminho ao LIVRE
Entre os afrodescendentes que integraram as listas partidárias, destaque para Joacine Moreira, também de origem guineense, que entra diretamente para o Parlamento dando ao LIVRE uma vitória histórica, como referiu o líder do pequeno partido, Rui Moreira: "O LIVRE estará na Assembleia da República com uma agenda ambiciosa, de justiça social, justiça ambiental e uma nova estratégia de futuro para o país, para falar com toda a esquerda".
Joacine Moreira, que batalhou pela visibilidade dos afrodescendentes, falou emotiva dos desafios do futuro, afirmando que "as reivindicações das minorias, quaisquer que sejam, são aquelas que vão reforçar a democracia em Portugal".
Na longa noite eleitoral, Beatriz Gomes Dias, luso-guineense nascida no Senegal, também tem razões para comemorar, pela posição reforçada que o seu partido, Bloco de Esquerda – liderado por Catarina Martins –, conseguiu alcançar agora como a terceira força política no Parlamento português.
De acordo com Dias, o seu "compromisso é com o programa que nós apresentamos às eleições, que é um programa de uma luta intransigente contra a discriminação racial, pela igualdade e pela democracia".
Por seu lado, o luso-angolano, Nuno Carvalho, que concorreu como cabeça de lista pelo círculo de Setúbal, é outro eleito entre os futuros deputados do Partido Social Democrata (PSD).
Maior abstenção e "derrota histórica"
De referir que nestas eleições, em que participaram 21 partidos políticos, a abstenção subiu dos 44 por cento em 2015 para os 45 por cento agora em 2019.
O novo Parlamento português mudará de configuração com a entrada de três pequenos partidos, a saber: o CHEGA, Iniciativa Liberal e LIVRE, que elegeram um deputado cada. No entanto, embora o líder social-democrata, Rui Rio, não o tivesse admitido, analistas consideram que esta foi uma "noite eleitoral amarga" para a direita, que sofreu uma "derrota histórica".
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"Portugueses gostaram da geringonça e desejam a continuidade"

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O PS venceu as eleições legislativas. No discurso de vitória, António Costa afirmou que o Partido Socialista "reforçou claramente a sua posição" e que a direita sofreu uma "derrota histórica". Sobre o futuro Governo, o líder do PS disse que os portugueses "gostaram da geringonça e desejam a continuidade da atual solução política".

Os dados oficiais revelados até ao momento, com apenas quatro deputados por distribuir -  dos consulados - indicam que o PS venceu com 36,5 por cento dos votos e elegeu pelo menos 106 deputados. 
Sem maioria absoluta, o PS vê-se obrigado a negociar para garantir estabilidade de governação ao longo dos próximos anos.

Ao final da noite, António Costa afirmou que "vai procurar junto dos parceiros parlamentares renovar a solução política" que sustentou o último Governo.

"Os portugueses gostaram da geringonça e desejam a continuidade da atual solução política", disse o primeiro-ministro. "Agora com o PS mais forte", acrescentou, ressalvando que ao longo dos últimos anos se reforçou a "credibilidade" de Portugal.

Olhando para o futuro, António Costa disse que o objetivo é "fazermos mais e melhor".

Questionado pelos jornalistas sobre que partidos serão contactados para um apoio ao Governo ou mesmo para coligações, António Costa assume que o PS, mesmo saindo "claramente reforçado" destas eleições, considera "desejável renovar a solução" que governou o país nos últimos quatro anos.

Nesse sentido, o Partido Socialista fará contactos com o Bloco de Esquerda e PCP mas também com o PAN e o Livre, que elegeu um deputado e garantiu representação na Assembleia da República.

No entanto, acrescentou, alcançar novamente essa solução "não depende só de nós, depende de todos".
Bloco de Esquerda disponível para negociar
Também esta noite, questionada sobre a possibilidade de um novo acordo com o PS, a líder do Bloco de Esquerda afirmou que o partido tem "toda a disponibilidade para negociar". Catarina Martins disse que o PS tem "todas as condições para formar Governo", num claro sinal de que está disponível para renovar a chamada geringonça.

A líder do BE garantiu que o BE tem "toda a disponibilidade para negociar" numa solução para a legislatura ou "ano a ano".

"Aqui estamos, aqui estaremos, em qualquer dos cenários, para lutar pelos compromissos que afirmámos desde o primeiro dia com todo o país", reiterou Catarina Martins.

Questionada pelos jornalistas sobre se o resultado permite ao Bloco de Esquerda discutir lugares de Governo, Catarina Martins salientou que a vitória do PS "é expressiva". "Essa matéria está fora de questão", disse.
Geringonça? Não no papel, diz Jerónimo de Sousa
Já Jerónimo de Sousa, questionado sobre a possível renovação do acordo com o PS, disse que a "geringonça" chegou ao fim, pois "não haverá repetição da cena do papel", referindo-se à assinatura dos acordos bilaterais há quatro anos.

O partido, acrescentou, vai decidir o seu posicionamento "em função do compromisso de políticas que o PS e o Governo venham a tomar".

O PCP votará "caso a caso" no Parlamento, afirmou.

Jerónimo de Sousa considerou ainda que, após esta eleição, "o que se impõe é olhar para a frente, não permitir que o se alcançou e conquistou em direitos e rendimentos volte para trás, (...) que não se dêem novos passos de retrocesso".
 

 

Socialista António Costa ganha as eleições em Portugal.

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Primeiro-ministro poderá reeditar seu Governo com o apoio de somente um de seus aliados de esquerda.

O candidato socialista António Costa. 

Vitória, sim; maioria absoluta, não. A primeira pesquisa de boca de urna confirmou no domingo as pesquisas que diariamente previam, ao longo da campanha eleitoral, uma vitória socialista em Portugal; mas, a princípio, sem a possibilidade de se obter maioria absoluta. A clara vitória do primeiro-ministro António Costa nas eleições legislativas realizadas no domingo, diferentemente do último mandato, lhe permitirá escolher os apoios para formar o Executivo. Em um Parlamento de 230 deputados, poderá não precisar dos votos em conjunto do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Comunista (PC) para formar uma maioria de 116 deputados, bastando-lhe o apoio de somente um deles.

A pesquisa da TVI aponta a vitória do Partido Socialista (PS) entre 34,5% e 38,5% dos votos que lhe dariam até 112 deputados, a 4 da maioria absoluta; depois o PSD, entre 24,6% - 28,6%, entre 68 e 78 deputados; o Bloco era a terceira força, com 7,7% - 11,7% e 20 – 26 deputados, mais do que os 19 atuais; atrás vem o CDU (PC mais Os Verdes), entre 6% e 8%, com 10-14 deputados, depois o direitista CDS, 2,9% e 4,9%, que seria o pior resultado de sua história e ficaria de 3 a 7 deputados; e depois o novo ecologismo do PAN, com 2,7% - 4,7%, que formaria grupo parlamentar com margem de 4 a 6 deputados.
Os comunistas não compartilharão seus votos se não ocorrer um aumento salarial geral de 90 euros (400 reais) mensais; um aumento do salário mínimo dos 600 euros (2.670 reais) atuais a 900 euros (4.000 reais) durante o próximo mandato e o fim da reforma trabalhista imposta pela troika (o BCE, a Comissão Europeia e o FMI). No caso do Bloco, uma de suas principais exigências é a contratação de milhares de pessoas nos serviços públicos de saúde e um salário mínimo de aproximadamente 800 euros (3.560 reais). Ambos pedem em seus programas a nacionalização dos bancos e o fim da educação e saúde privadas, mas se mostram dispostos a renunciar a essas reivindicações (ainda que tentarão impedir seu alimento).
Além de aprovar a gestão do Governo socialista, as eleições dirimiram a hegemonia da esquerda à esquerda do PS. Em 1999 foi criado o Bloco de Esquerda, com membros vindos de uma cisão do PC, com a finalidade de criar entre seu eleitorado uma imagem mais moderna e jovem. 20 anos se passaram e o PC, em sua lenta decadência, resiste.
É certo que o Bloco de Catarina Martins voltou a ganhar do PC por uma diferença maior do que há quatro anos (1,9 ponto à época), de acordo com a contagem provisória. A distância não é enorme e, de qualquer modo, menor do que seus dirigentes gostariam, mas vai retirando peso voto a voto do PC, que obteve um dos piores resultados de sua história.
O resultado eleitoral terá consequências na liderança dos partidos. No caso do PC, seu histórico líder, Jerónimo de Sousa, praticamente se despediu, após duas décadas na arena das campanhas eleitorais. No momento de votar anunciou aos jornalistas que continuará sempre à disposição do partido, mas que pretende dedicar mais tempo a sua família. Seus substitutos naturais são o porta-voz parlamentar, João Oliveira, e o líder nas eleições europeias, João Ferreira.
O resultado do Bloco também não é expressivo o suficiente para realizar uma tentativa de Governo de coalizão, como insinuou Martins. A campanha eleitoral foi uma batalha entre as esquerdas para se anular e se equilibrar com a finalidade de impedir uma provável maioria absoluta do PS que lhes deixaria sem capacidade de negociação.

Decepção na direita 

O bloco da direita, que de 14 eleições legislativas ganhou seis, fez figuração. Sem possibilidade de ganhar, tanto o Centro Democrático Social (CDS) como o Partido Social Democrata (PSD) aproveitaram a campanha para sustentar seus líderes, Assunção Cristas e Rui Rio, e suas bases. Seu trabalho de oposição durante quatro anos se centrou em antecipar o caos e o desastre, e nada disso aconteceu, o que decepcionou sua militância que, além disso, perdeu o medo de votar em Costa.
O escrutínio provisório, entretanto, trouxe resultados melhores do que os previstos para Rio, líder do PSD, provavelmente por uma transferência de votos do CDS, de Cristas, ao seu partido pelo efeito do “voto útil”. Apesar da derrota, não tão estrepitosa como se esperava há alguns meses – as pesquisas chegaram a apontar quase 20 pontos de diferença com o PS –, Rio não quis revelar seu futuro, após descartar sentar-se no Parlamento por considerar que é uma instituição “desacreditada”. “Missão cumprida”, disse após depositar seu voto. Com muitas brigas internas desde sua ascensão em fevereiro do ano passado à liderança do partido, Rio provavelmente deixará a direção, após o fracasso nas eleições europeias e agora nas legislativas.
A abstenção se aproximou de 47%, apesar dos pedidos de participação feitos pelo presidente do país, Marcelo Rebelo de Sousa, e de todos os candidatos. Parte do problema se deve a uma reforma legal que recenseou automaticamente todos os emigrantes portugueses. O censo cresceu a 10,8 eleitores, mas o número de votantes quase não se modificou. O secretário geral do PSD, José Silvano, pediu com “urgência uma mudança do sistema político”. Há alguns meses, Silvano foi flagrado votando sem estar no Parlamento.

PAN, a vitória de um novo ecologismo

Os ecologistas já caminham sozinhos. Desde 1987, o clássico partido ecologista Os Verdes participou das eleições através do Partido Comunista na Coalizão Democrática Unitária (CDU). Ainda que com liberdade de votos para votar contra as touradas enquanto o PC o fazia a favor, sempre estiveram nas sombras do PC nos trabalhos parlamentares.
Os Verdes e sua histórica líder, Heloísa Apolónia (deputada desde 1995), deixaram de ser a única bandeira ecologista da câmara em 2015 quando o PAN (Pessoas Animais Natureza) entrou com seu líder André Silva. Quatro anos depois o deputado com direito a falar um minuto conseguiu aumentar consideravelmente os votos e formar um grupo parlamentar, de acordo com as pesquisas de boca de urna. Graças, em parte, a uma exposição midiática nos debates dos líderes de lista, em que Os Verdes não aparecem, por estar sob a cobertura do PC.
Durante a campanha o PAN sofreu fortes críticas da direita e da esquerda, acusado de fundamentalismo ambiental. Entre suas medidas pedem a proibição da carne de vaca e do leite, algo que acabaria com a economia de, por exemplo, as Ilhas Açores. Por sua vez, Silva acusa Os Verdes de ser um ecologismo caduco e o PC de conservador.

fonte: brasil.elpais.com

 



 

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