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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Senegal: Macky Sall na questão da água: "Temos soluções sustentáveis".

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O Presidente Macky Sall, falando de sua "dor" sobre as dificuldades enfrentadas pela população na obtenção de água, garante que o governo tem "soluções sustentáveis" para superar a escassez do líquido precioso verificado nas últimas semanas, particularmente em Dakar.

"Temos soluções sustentáveis" para esse problema, disse ele em uma entrevista publicada na edição de quarta-feira do jornal privado L'As.

Macky Sall lembrou de ter instruído o governo que "faz-se 3 anos, para engajar uma ação global para encontrar soluções definitivas para o fornecimento de água à região de Dakar e além do abastecimento de água" às populações senegalesas ".

Disse que está "arrependido" pelas dificuldades que as pessoas ainda enfrentam nesta área, o Chefe de Estado assegura que "soluções duráveis ​​e sustentáveis ​​serão encontradas a médio e a longo prazo".

"Todo um programa de emergência foi implementado para preencher o déficit de 50.000 m3 por dia em Dakar, que também foi bastante reduzido com o retorno ao serviço do quarto Centro de fornecimento de Keur Momar Sarr, sem contar com a entrada em funcionamento definitivo da estação de Bayakh ", visitado terça-feira pelo primeiro-ministro Mahammed Dionne e ministro da Hidráulica Mansour Faye, disse Macky Sall.

"É um trabalho demorado que exige estudos hidráulicos e geológicos e procedimentos de longo prazo no mercado, por isso mesmo soluções urgentes levam tempo", disse ele.

Ele disse que "300 bilhões" de francos CFA foram injetados nas obras da usina de Keur Momar Sarr, por exemplo, "para colocar 200 mil metros cúbicos em operação por dia".

Mais além, continuou Macky Sall, "a outra solução alternativa é transformar a água do mar", em um programa de "137 bilhões" de francos CFA financiados pela cooperação japonesa e cuja implementação "será acompanhado pela renovação da rede de Dakar, com setenta anos de idade, com diâmetros de tubulações muito baixos em comparação com a necessidade da população do Senegal estimada em 15 milhões de habitantes".

"O trabalho que estamos fazendo para resolver os problemas do abastecimento de água em Dakar não é um trabalho de aprendiz ou um trabalho de feiticeiro, é sério", diz Sall, que diz que leva tempo ".

Os inconvenientes constatados "serão em breve uma memória antiga, Temos Bayakh, teremos Tassette, Keur Momar Sarr, etc. Falamos sobre os problemas de Dakar, mas a nossa ação se estende a todo o país", disse ele.

No campo da hidráulica rural, por exemplo, "temos uma política agressiva e proativa que nos permitiu fazer progressos prodigiosos, ter acesso a água estimada em 90% e esperamos que acesso universal à água nas áreas rurais em 2021 ", concluiu.

fonte: seneweb.sn
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ANGOLA: FLEC? “ISSO” (AINDA) EXISTE?

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O pastor Anny Kitembo (foto), vice-presidente da Frente de Libertação do Estado de Cabinda/Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC) foi exonerado por exigência do estado-maior, por “desrespeitar a hierarquia” de comando e de utilizar “abusivamente” do cargo que ocupava, anunciou a organização. A história repete-se e o fim da resistência ao domínio de Angola está próximo.

Por Orlando Castro
“Ochefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, mente sobre o que se passa em Cabinda”. Quem terá dito estas aleivosias? Foi em Maio de 2004.
Um alto dirigente da FLEC reagia assim às declarações então proferidas, em Washington, pelo Presidente de Angola, segundo o qual “não há guerra” neste território.
Quando José Eduardo dos Santos afirmava que já “não há guerra em Cabinda” pretendia fazer crer à opinião pública internacional que Angola “esmagou a FLEC”, declarou na altura esse dirigente cabinda ao Ibinda.com, acrescentando que “qualquer pessoa de grande experiência política compreende que o Presidente de Angola está com graves contradições sobre a questão de Cabinda”.
“José Eduardo dos Santos é um chefe de Estado de grande experiência política, daí que é surpreendente quando faz declarações absurdas como estas, a não ser que só queira revelar a sua má intenção com os seus irmãos de Cabinda”, considerou esse dirigente cabinda, sublinhando ainda que o povo cabinda, “organizado politicamente em torno da FLEC”, tem lutado contra a ocupação militar do seu território pelo MPLA (partido no poder em Angola) desde 1974.
“Em Cabinda todos os dias perdem-se vidas humanas, mas Angola não quer falar disso e prefere ignorar os seus próprios mortos”, sublinhou esse dirigente, levantando algumas interrogações.
“Se não há guerra em Cabinda, qual é o paradeiro da FLEC? Se não há guerra em Cabinda, qual é a razão do aumento constante dos efectivos militares angolanos em Cabinda, e porque é que existem posições militares em quase todas as aldeias de Cabinda?”, perguntava.
E acrescentava: “A verdade é esta: nós existimos dentro do território de Cabinda, fazemos as mudanças tácticas necessárias para nos adaptarmos às novas exigência da luta, e continuaremos a combater até encontrarmos a solução necessária para este conflito. Podemos provar que tudo o que disse o Presidente José Eduardo dos Santos não é verdade. Nós podemos garantir que Angola nunca será capaz de nos desalojar do nosso terreno”.
O dirigente de Cabinda desmentiu então também a afirmação de José Eduardo dos Santos de que o seu Governo estava a dialogar com todas as comunidades de Cabinda. “Não é verdade. O que o MPLA faz em Cabinda é a politiquice a nível dos regedores e com algumas autoridades tradicionais mais fáceis de enganar. Mas nós, nem a igreja, nem os quadros do exterior e do interior de Cabinda, que constituem a FLEC, podemos apoiar essa afirmação do Presidente de Angola”.
Sobre essa deslocação de Eduardo dos Santos a Washington, p político dizia que ela visava renovar o contrato de exploração petrolífera em Cabinda por mais 20 anos com a empresa petrolífera norte-americana Chevron Texaco.
Nessa altura acusou a Chevron Texaco de ser “cúmplice” no “genocídio” em Cabinda: “A Chevron explora o petróleo em Cabinda, dando as receitas a Angola, sabendo que esta utiliza essas mesmas receitas para pôr em prática o genocídio do povo de Cabinda”.
Como quase (tudo) na vida, mudam-se os tempos, há mais dólares para dividir e isso obriga a que alguns mudem as vontades (1).

Outro caso, outra deserção

“Não fui comprado” (2). Foi assim que uma prestigiada figura da luta do Povo de Cabinda reagiu às críticas à sua entrada no Governo de Cabinda. A decisão deixou de boca aberta muitos dos seus companheiros da luta pela independência do enclave angolano.
Esta personalidade esquece-se que não basta ser sério. Passou-se para o lado do inimigo de sempre, o MPLA. Se não foi comprado isso significa que se ofereceu, que desertou, que se rendeu, que foi subornado. Independente do qualificativo, certo é que traiu a causa dos Cabindas que, durante décadas, disse ser também a sua.
Ele era de facto, interna e externamente, o rosto mais visível e assertivo da contestação ao MPLA, partido que que liderava – dizia – a força ocupante. Esteve sempre na “linha da frente” dos independentistas, assumindo que – ao contrário do que agora fez – estaria sempre de pé perante os homens e que só se ajoelhava perante Deus.
A sua entrada no Governo de Cabinda, como secretário provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, tem gerado muitas críticas.
Em entrevista à DW África, esse cabinda assegurava que aceitou o convite, porque a governação do Presidente João Lourenço lhe inspira confiança. Como é possíve, fazendo fé na sua luta, afirmações e convicções, dizer uma coisa destas? O comum dos mortais, a começar pelos Cabindas, só tem uma explicação: Foi mesmo comprado. Não foi o primeiro e não será o último.
“Eu fui sempre de opinião que Cabinda não podia fazer a sua luta de forma isolada e que era preciso encontrar uma saída em cada momento”, afirmou à DW. “Quando, em 2008, pedi ao povo de Cabinda para participar em eleições angolanas, fui torturado e acusado de tudo. Fizeram até panfletos contra mim. Mas, depois disso, as pessoas começaram a entender o que eu defendia. Foi isto que levou Raúl Danda a concorrer pela lista da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e, mais tarde, o padre Raul Tati e tantos outros, que têm hoje assento no Parlamento.”
Mas com a entrada no aparelho governativo, o político “trai” os ideais de Cabinda, afirmam antigos “companheiros de trincheira” como o advogado e activista cabinda Arão Bula Tempo.
“Hoje os quadros de Cabinda interessam-se mais pelas funções do que pela própria causa”, diz Arão Bula Tempo, perguntando: “Qual é a honra e a dignidade de quem lutou todos os dias, de quem foi um dos mentores desta luta, e hoje aceita uma função de secretário provincial da Educação?”.
“Lamentavelmente, hoje os quadros de Cabinda interessam-se mais pelas funções do que pela própria causa que assola o território de Cabinda, que empobrece o povo de Cabinda, que continua a assistir a perseguições e à própria degradação social”, acrescenta Arão Bula Tempo.
Na terça-feira o Estado-Maior da FLEC-FAC exigiu a “exoneração, com efeitos imediatos”, do vice-presidente do movimento independentista de Cabinda, pastor Anny Kitembo, a quem acusa de “desrespeitar a hierarquia” de comando e de utilizar “abusivamente” do cargo que ocupa.
Anny António da Silva Kitembo foi exonerado e não tardará (se é que já não o fez) a engrossar o número de militantes do MPLA.


(1) Bento Bembe
(2) Jorge Casimiro Congo
fonte: folha8

ZIMBABUÉ: ZANU TEM MAIORIA ABSOLUTA NA ASSEMBLEIA NACIONAL.

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ZIMBABUÉ. O partido do governo União Nacional Africana do Zimbabué-Frente Patriótica (ZANU-PF) conquistou a maioria absoluta dos lugares na Assembleia Nacional, segundo resultados oficiais das eleições gerais de segunda-feira anunciados hoje.
Das 153 circunscrições, “o Zanu-PF obtém 110 mandatos, enquanto o MDC (Movimento para a Mudança Democrática) obtém 41 lugares” na Assembleia Nacional, anunciou a rádio pública ZBC, citando dados da comissão eleitoral. A Assembleia Nacional tem um total de 210 lugares.
Este é primeiro acto eleitoral desde a queda do Presidente Robert Mugabe.
Já os resultados da votação que servem para eleger o próximo presidente do Zimbabué ainda não foram anunciados, uma situação que levou já a oposição a falar em fraude eleitoral.
“Recebemos os resultados de nossos representantes (…). Os resultados mostram além de uma dúvida razoável que ganhámos as eleições e que o próximo presidente do Zimbabué é Nelson Chamisa”, o líder do MDC, afirmou na terça-feira um alto funcionário do partido, Tendai Biti.
Nelson Chamisa declarou que liderará protestos pacíficos se a votação for considerada irregular.
Por seu lado, o Presidente Emmerson Mnangagwa, candidato e líder da ZANU-PF, partido que governa o Zimbábue desde 1980, garantiu estar confiante na vitória.
“A informação obtida pelos meus representantes no campo é extremamente positiva”, sublinhou também na terça-feira.
De acordo com a Comissão Eleitoral, “não houve fraude” nas eleições, as primeiras desde que Robert Mugabe, no poder durante 37 anos, abandonou o cargo em Novembro, sob pressão militar.
Segundo aquela entidade, a taxa de participação foi de cerca de 75% e a votação decorreu de forma pacífica.
Se nenhum candidato obtiver a maioria de votos será realizada uma segunda volta presidencial a 8 de Setembro.
Lusa

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