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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Paris SG é a terceira maior folha de pagamento da Europa, segundo a UEFA.

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A Paris SG declarou a terceira maior folha de pagamento da Europa em 2018, de acordo com um relatório publicado pela UEFA na quinta-feira e que também aponta para o aumento "significativo" da receita do clube campeão da França.

O PSG, com 337 milhões de euros em folha de pagamento, fica logo atrás do total de emolumentos pagos pelo FC Barcelona (529 milhões de euros) e pelo Real Madrid (431 milhões de euros), segundo os dados da autoridade europeia reunida em seu panorama anual do futebol de clubes.

O clube pertencente ao fundo de investimento QSI QSI não contabilizou as despesas, aumentando sua folha de pagamento em 24% ao longo de um ano. Esse aumento coincide com a chegada, no verão de 2017, das superestrelas Neymar e Kylian Mbappé, dois dos jogadores mais bem pagos do continente.

Mas Mônaco foi ainda mais generoso no mesmo período (+ 34%). A ASM gasta mais em salários do que em receita, de acordo com a UEFA.

O relatório também aponta para o crescimento "significativo" do faturamento do PSG (+ 18%, para 638 milhões de euros em 2019), o que lhe permite subir para o 5º lugar na Europa na categoria.

Esses números se somam aos da Deloitte (635,9 M EUR) divulgados na terça-feira e que colocam o FC Barcelona no topo do ranking, com 840 M EUR em receita.

fonte: seneweb.com

Isabel dos Santos, tendo dupla nacionalidade, russa e angolana, pode ser candidata a Presidente da República?

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A cidadania russa de Isabel dos Santos não é inibidora de poder candidatar-se a Presidente da República de acordo com o que estipula a Constituição da República de Angola (CRA) no seu Artigo 110º respeitante à elegibilidade ao cargo de Chefe de Estado.
 
A lei fundamental é clara ao determinar que só são inelegíveis os cidadãos que que sejam "titulares de alguma nacionalidade adquirida" e não que tenham essa dupla nacionalidade originária.
 
A empresária e filha do antigo Presidente José Eduardo dos Santos admitiu a possibilidade de uma candidatura presidencial numa entrevista à portuguesa RTP na quarta-feira.
 
Após o arresto preventivo dos seus bens e contas bancárias em Angola pelo Tribunal Provincial de Luanda, a pedido da PGR em nome do Estado, ficou a saber-se que Isabel dos Santos mudou parte da sua estrutura empresarial para o Dubai, onde fixou residência, utilizando para o efeito a sua nacionalidade russa, que possui pela via materna.
 
Como reacção a essa notícia, Isabel dos Santos não negou possuir a nacionalidade russa, embora tenha negado ter alterado o seu nome para os procedimentos fiscais aquando da mudança de residência para os Emirados.
 
Face a isto, e de acordo com o Artigo 110.º da CRA, subordinado ao capítulo da elegibilidade do PR, "são elegíveis ao cargo de Presidente da República os cidadãos angolanos de origem, com idade mínima de trinta e cinco anos, que residam habitualmente no País há pelo menos dez anos e se encontrem em pleno gozo dos seus direitos civis, políticos e capacidade física e mental".
 
A CRA diz ainda que estão impedidos de serem candidatos "os cidadãos que sejam titulares de alguma nacionalidade adquirida".
 
Numa explicação detalhada feita ao NJOnline, o jurista Albano Pedro avançou que a CRA determina apenas essa impossibilidade para os cidadãos que tenham outra nacionalidade adquirida e não para aquelas que a possuam de forma originária.
 
A cidadania originária é obtida normalmente pela via sanguínea, como é o caso de Isabel dos Santos, cuja nacionalidade russa, se a possuir, de facto, salvaguarda o jurista, é porque a sua mãe é russa, estando, assim, posta de parte a possibilidade de Isabel dos Santos ser enquadrada pelo Artigo 110º da CRA, referente ao impedimento por via da nacionalidade adquirida.
 
Mudança no xadrez político
 
Isabel dos Santos admitiu esta quarta-feira uma candidatura à presidência de Angola. A revelação da empresária e filha do antigo presidente José Eduardo dos Santos foi feita numa entrevista à televisão pública portuguesa RTP.
 
"É possível", afirmou Isabel dos Santos, em resposta a uma pergunta do jornalista da RTP que se deslocou a Londres para entrevistá-la.
 
A empresária admitiu a possibilidade de concorrer ao lugar que durante 38 anos foi ocupado pelo seu pai depois de dizer que fará tudo o que tiver de fazer para "defender e prestar os serviços" ao seu País, declarando que está a ser alvo de perseguição judicial em Angola para ser neutralizada politicamente.
 
E, num tom consistente com aquele que tem usado nas múltiplas entrevistas que deu nos media nacionais e internacionais, bem como nas declarações feitas a partir das redes sociais, Isabel dos Santos afirmou que se em Angola se quiser lutar contra a corrupção "devemos olhar para onde ela está".
 
A empresária, e agora, uma das possíveis candidatas à Presidência da República em 2022, quando o actual Presidente João Lourenço se candidatará a um segundo e último mandato permitido pela Constituição, afirma ainda nesta entrevista à RTP que não se pode usar a "suposta luta contra a corrupção de forma selectiva para neutralizar o que achamos que possam ser futuros adversários políticos".
 
Isto, porque, como já dissera também em entrevistas recentes, Isabel dos Santos vê-se como uma vítima de "perseguição política" que entende partir de uma estratégia gizada no seio da liderança do MPLA e conduzida pela justiça angolana porque o que João Lourenço pretende com a sua luta contra a corrupção, avançou, é atingir pessoas que lhe possam fazer frente no no campo político e "representem alguma influência ou alguma popularidade dentro do próprio MPLA", como entende, como se subentende a partir desta afirmação, ser o seu caso.
 
"Tenho um grande sentido de dever em relação a Angola e farei tudo para defender e prestar os serviços à minha terra e ao meu país", afirmou como antecâmara para aquela que seria a frase mais explosiva da sua última entrevista, aquela onde diz que "é possível" vir a ser candidata à Presidência da República em Angola, país onde defende que o seu paí, que governou o país durante 38 anos, deixou um enorme legado político que "muitos angolanos gostariam de ver respeitado".
 
Nesta entrevista à portuguesa RTP, a mais conhecida empresária angolana diz ainda que a "perseguição" que lhe está a ser feita é uma consequência da sua passagem pela administração da Sonangol, onde, lembra, procurou alterar procedimentos que eram "opacos".
 
O Tribunal Provincial de Luanda decretou, no final de Dezembro, o arresto preventivo de contas bancárias pessoais da empresária Isabel dos Santos, do marido, Sindika Dokolo, e do presidente do Banco de Fomento de Angola (BFA), Mário Leite da Silva, para além de congelar as contas de várias empresas nas quais detêm participações, nomeadamente nos bancos BIC e BFA, e nas empresas UNITEL, ZAP, FINSTAR, Cimangola, CONDIS, Continente Angola e SODIBA.
 
Isabel dos santos tem negado as acusações, dizendo não compreender "nem se conformar com este enquadramento num Estado de Direito democrático como é Angola" e afirmando que pretende "opor-se a cada uma destas alegações em sede e tempo próprio nos termos estabelecidos na lei angolana".

fonte: angonoticias

Indústrias extrativas: 60 bilhões de francos CFA coletados em 2018 em Thiès, a principal região de mineração do Senegal (Itie).

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A região de Thiès continua sendo a primeira região de mineração no Senegal. As receitas geradas pelo setor extrativo na região, somam 60 bilhões de francos CFA, de um total de 122 bilhões de FCfa, de acordo com o sexto relatório da Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (Itie), cobrindo o período de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2018.

De fato, é a empresa Ciment du Sahel que é a maior colaboradora em escala regional com 20,25 bilhões de FCFA pagos. Em seguida, a Dangote, com 12,78 bilhões de Cfa e Grande Cote (Gco), 10,91 bilhões de FCfa, detalha o diário nacional Le Soleil, que opera o último relatório Itie 2018.

Nacionalmente, o setor de mineração contribuiu com 113 bilhões de FCFA, os 8,7 bilhões restantes de FCfa são do setor de hidrocarbonetos, acrescenta o documento.

Presidente da comissão nacional de Itie, Eva Marie Coll Seck, para indicar que o setor extrativo contribui com 4,6% para o orçamento do estado. Ela estava falando durante a etapa de Thiès da caravana Itie, nesta terça-feira, 14 de janeiro.

fonte: seneweb.com

Neymar à reconquista do público parisiense.

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Neymar, avançado brasileiro do Paris Saint-Germain.
Neymar, avançado brasileiro do Paris Saint-Germain. AFP/Anne-Christine Poujoulat

O Paris Saint-Germain fechou a 20ª jornada do campeonato francês com um empate a três golos frente ao Mónaco no Parque dos Príncipes, na capital francesa.
No primeiro jogo a contar para a Ligue 1 em 2020, os parisienses entraram melhor no encontro com um primeiro tento apontado pelo avançado brasileiro Neymar após apenas três minutos de jogo.
O empate dos monegascos também chegou rapidamente aos 7 minutos com um golo marcado pelo avançado luso-cabo-verdiano Gelson Martins.
O ritmo do encontro era infernal. Ainda na primeira parte, o PSG marcou dois tentos, um na própria baliza pelo defesa francês do Mónaco, Fodé Ballo-Touré, e um outro pela estrela canarinha Neymar, enquanto os monegascos marcaram, a seu favor, um tento pelo avançado francês Wissam Ben Yedder. No intervalo os parisienses venciam por 3-2. Neste jogo de loucos, a segunda parte acabou por trazer mais um golo, desta vez apontado pelo avançado argelino Islam Slimani.
O encontro terminou com um empate a três golos entre os parisienses, que não perdiam pontos em casa desde a derrota frente ao Reims em Setembro de 2019, e os monegascos, que arrecadaram um excelente resultado, eles que são agora comandados pelo Espanhol Robert Moreno que substituiu o Português Leonardo Jardim.
No fim do encontro, Neymar estava satisfeito com os dois tentos apontados e sobretudo com o apoio do público, ele que afirmou novamente estar empenhado em vencer jogos e títulos pelo Paris Saint-Germain.
Outra pergunta feita a Neymar foi se queria participar na Copa América e nos Jogos Olímpicos com o Brasil, sendo que a resposta foi positiva isto apesar de admitir que o clube tem uma palavra a dizer.
Do lado do Mónaco, Gelson Martins, avançado luso-cabo-verdiano, admitiu que o encontro foi complicado, mas que o resultado foi positivo, lembrando que na quarta-feira, as duas equipas voltam a defrontar-se e que será um jogo totalmente diferente.
Na tabela classificativa, o Paris Saint-Germain continua na liderança com 46 pontos, mais cinco de vantagem sobre o Marselha do técnico português André Villas-Boas, que venceu na passada sexta-feira o Rennes, que segue no terceiro lugar com 33 pontos.
Nesta quarta-feira 15 de Janeiro o Mónaco recebe o Paris Saint-Germain num jogo em atraso da 15ª jornada do campeonato francês da primeira divisão.
fonte: RFI

Isabel dos Santos diz que pode ser candidata à presidência.

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Em entrevista à emissora portuguesa RTP, Isabel dos Santos admite a possibilidade de ser candidata e diz ser vítima de uma disputa política no MPLA. A empresária se disse "chocada" com as acusações de irregularidades.
Isabel dos Santos (picture-alliance/dpa/epa/B. Fonseca)
Isabel dos Santos admite que pode ser candidata

A multimilionária Isabel dos Santos admitiu, em entrevista à emissora portuguesa RTP, que poderá disputar à presidência de Angola. A declaração foi dada ao jornalista Vítor Gonçalves em entrevista veiculada nesta quarta-feira (15.01).
"Eu farei tudo o que eu teria que fazer para defender e prestar serviços a minha terra e ao meu país ", disse a empresária, admitindo ser "possível" candidatar-se à presidência.
Isabel dos Santos negou irregularidades relativamente aos financiamentos para participações empresariais com dinheiro público. Tais recursos teriam permitido que ela adquirisse empresas e participações em negócios fora de Angola, nomeadamente a empresa suíça De Gisognono – joalharia que estava falida – e na Galp.
Präsidentschaftskandidat Jose Eduardo dos Santos Angola (picture-alliance/dpa)
O legado de José Eduardo dos Santos "tem de ser respeitado"
A multimilionária sustenta a tese de que a luta contra a corrupção levada a cabo pelo Governo de Angola seria um processo político e seletivo. Segundo a filha do ex-presidente José Eduardo dos Santos, trata-se de iniciativas que tem a ver com a "luta pelo poder" dentro do partido Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).
"Não podemos utilizar a suposta luta contra a corrupção de forma seletiva para neutralizar quem nós achamos que podem ser futuros candidatos políticos", diz.
"As alegações chocam-me"
Isabel dos santos se disse surpreendida com as acusações de irregularidade porque sempre foi "muito escrutinada" por ser filha do Presidente José Eduardo dos Santos.
A empresária nega reuniões com "um árabe" para vender a participação da Unitel. Isabel dos Santos também rechaça que teria emitido ordem de transferência de 10 milhões de euros para a Rússia.
A multimilionária defende que as acusações de ela ter lesado o Estado angolano em 1.136 milhões de dólares é "baseada em várias mentiras".
Angola Treibstoffschmuggel | Sonangol (DW/N. Sul d`Angola)
Sonangol: "Sempre fui escrutinada"
"Essas alegações chocam-me bastante. Não me foi dada a oportunidade de todo de me defender. Não fomos informados de que havia um procedimento no Tribunal de Luanda. Nunca recebi uma notificação nem foi dada ocasião de prestar nenhum esclarecimento".
Legado do pai
Seu interesse em candidatar-se à presidência pode abrir uma disputa interna no MPLA que tende a influenciar decisivamente as eleições de 2022. Um confronto político interno entre Isabel dos Santos e João Lourenço pode ser considerado inesperado.
A empresária acredita que o seu pai, José Eduardo dos Santos, deixou um "legado político" que muitos angolanos "gostariam de ver respeitado".
A herdeira do homem que ficou quase quatro décadas na presidência em Angola tem uma visão crítica sobre a atual situação do MPLA. Na entrevista à RTP, Isabel dos Santos sublinhou que o partido apresenta um "balanço económico e social fraco nos últimos dois anos”.
"A dívida angolana aumentou de 70% para 120% do PIB, o país pode estar em bancarrota", disse.
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QUEM SÃO AS MULHERES MAIS PODEROSAS DE ÁFRICA?

Primeira mulher Presidente em África

Ellen Johnson Sirleaf foi a primeira mulher eleita democraticamente num país africano. De 2006 a 2018, governou a Libéria, lutando contra o desemprego, a dívida pública e a epidemia do ébola. Em 2011, ganhou o Prémio Nobel da Paz por lutar pela segurança e direitos das mulheres. Atualmente, lidera o Painel de Alto Nível da ONU sobre Migração em África.

fonte: DW África

Valores retirados ilegalmente de Angola continuam a ser uma incógnita.

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Economistas ouvidos pela DW Africa veem fragilidades na ofensiva do Governo angolano contra a corrupção e consideram que o eventual confisco dos ativos de Isabel dos Santos não terá grande impacto na economia.
Angola Justizpalast in Luanda (DW/B. Ndomba)
Palácio da Justiça em Luanda

O impacto económico dos bens arrestados à Isabel dos Santos por decisão da justiça angolana seria uma gota d'água no oceano. E o que pensa o diretor do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola (CEIC), Manuel Alves da Rocha.
"Ao falar-se em 1.100 milhões de dólares, montante que ainda não percebi como é que foi atribuído… Isso é uma gota d'água [num oceano]. As necessidades financeiras da economia angolana são eventualmente cem vezes mais do que isso", pondera.
Rocha lembra que continua a ser uma incógnita o montante total de valores retirados ilegalmente do Estado e transferidos de Angola para o exterior.
"Ninguém conseguiu dizer qual é o montante dos bens, o valor do dinheiro que saiu do país ou que foi retirado ilegalmente do Estado - nem o Banco Nacional de Angola, nem o próprio Governo conseguiram fazer isso", destaca o economista.
Alves da Rocha in Luanda (M. Luamba)
Rocha: "Ninguém conseguiu dizer qual é o montante dos bens"
Foco na família Dos Santos?
O diretor do CEIC lembra que a economia angolana está em recessão contínua desde 2015, e questiona se não existem outras razões que levam o Governo de João Lourenço a focalizar-se na família e aliados políticos de José Eduardo dos Santos.
Já o economista e professor da Universidade de Lisboa, Manuel Ennes Ferreira, considera necessário dar o benefício da dúvida ao Governo face às promessas de reformas que se impõem há muito tempo – especialmente a luta contra a corrupção.
Ennes Ferreira considera que um eventual confisco dos bens de Isabel dos Santos não iria contribuir para um salto significativo da economia angolana. O economista concorda, entretanto, que se a ofensiva legal ficar somente em Isabel dos Santos "passa a ideia de que é uma perseguição à família do ex-Presidente José Eduardo dos Santos".
Para Rocha, o Governo de João Lourenço tem perdido apoio popular na suas ações contra a corrupção. "Ele representou ou pretendeu representar a mudança, uma nova atitude de organização da economia e da sociedade, só que os resultados não estão a aparecer".
 
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Valores retirados ilegalmente de Angola continuam a ser uma incógnita

Pode haver confisco
Ennes Ferreira questiona-se sobre a recuperação de ativos expatriados por vários integrantes da elite angolana durante o regime de José Eduardo dos Santos. O professor lembra que o Governo referiu que sabia sobre os responsáveis e os valores expatriados, além de anunciar que contava com apoio internacional para recuperar os [ativos].
"Passaram dois anos e pouco e há este fugaz. Eu espero que seja mais do que um fugaz, que é muito forte, este da Isabel dos Santos. As pessoas, no entanto, questionam se há lista e porque ela não é divulgada?" 
Para Ennes Ferreira, é precipitado da parte de Isabel dos Santos afirmar que a decisão judicial de arresto dos seus bens em Angola não terá impacto em Portugal, onde a empresária detém participações em várias empresas. O economista considera que a multimilionária angolana pode contar com os obstáculos jurídicos tanto em Angola como em Portugal, mas em Angola "pode haver uma decisão radical, que é o confisco".
Um eventual arresto de bens de cidadãos angolanos fora de Angola esbarra na legislação vigente no país recetor, porque os capitais aplicados geralmente são feitos de acordo com a legislação.
João Lourenço (DW/C.V. Teixeira)
João Lourenço iniciou ofensiva contra a corrupção em Angola
Assim, o Governo angolano pode detetar que é um dinheiro desviado, mas - do ponto de vista do país de quem recebe os capitais - os trâmites podem obedecer a lei. "Obviamente tem que haver cooperação entre as autoridades judiciais desses países e de Angola. Não vai ser muito simples", diz o professor da Universidade de Lisboa.
Conta-gotas
Ennes Ferreira acha que a ofensiva contra a corrupção do Governo de João Lourenço deveria ser mais concreta e ágil. Para ele, há processos judiciais que dão a sensação de se estar a agir a conta-gotas, "para ir mantendo a chama viva", com o objetivo de dar a entender que se está a "tentar fazer alguma coisa".
Por outro lado, ele considera que há limitações, barreiras e questões de ordem jurídica que limitam a expetativa das pessoas sobre a recuperação dos ativos e bens pertencentes ao Estado. "Alguma coisa de concreto, mas muito concreto, tem que ser feita sob pena de as pessoas começarem a deixar de acreditar", adverte.
Rocha e Ennes Ferreira lançaram nesta quarta-feira (16.01), em Lisboa, o livro "Angola: Dois Olhares Cruzados". Na obra, eles consideram que os desafios que João Lourenço enfrenta são enormes, porque originam-se numa herança que envolve "corrupção, burocracia, deficiência da administração pública, tráfico de influências, ambiente de negócios pouco favorável ao investimento estrangeiro e fraquíssima qualificação do capital humano".
Os autores analisam as fragilidades de Angola para lidar com taxas de pobreza e desemprego elevadas, o desafio demográfico, a taxa de urbanização crescente, a pressão sobre os equipamentos sociais, a gestão do desenvolvimento tecnológico, os circuitos internos de distribuição e comercialização. 
fonte: DW África
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Analistas veem Nyusi com metas menos ambiciosas para Moçambique no segundo mandato.

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Num tom conciliador, Filipe Nyusi discursou esta quarta-feira (15.01), em Maputo, para inaugurar o seu segundo mandato. Sem se esquecer das promessas de 2015, o Presidente optou agora por uma abordagem mais pragmática.
Mosambik Maputo | Einweihungszeremonie Filipe Nyusi, neuer Präsident (Reuters/G. Lee Neuenburg)

O Presidente de Moçambique Filipe Nyusi traçou metas ambiciosas quando tomou posse pela primeira vez, em 2015. Uma das suas promessas foi criar mais empregos, aumentar a produtividade e competitividade do país e gerar riqueza para um "desenvolvimento inclusivo", com "mais e melhores serviços de saúde e educação".
Ao tomar posse para um novo mandato esta quarta-feira (15.01), no entanto, Nyusi teria sido mais comedido. A analista Alda Salomão considera o discurso inaugural do segundo mandato como muito "mais ponderado". Para ela, isto é resultado de "uma série de problemas que influenciaram e que caracterizaram negativamente e de uma maneira muito profunda o país".
O Presidente listou os passos para o alcance de consensos com a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), medidas que conduziram à revisão pontual da Constituição para introdução do pacote da descentralização, o início do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) de integrantes da RENAMO, e a melhoria das classificações das agências de notação financeira para tirar Moçambique das uma das piores posições no ranking para investimentos.
Mosambik Protest Meinungsfreiheit in Maputo (DW/L. Matias)
Alda Salomão: Discurso inaugural foi "mais ponderado"
Sobre conflitos armados, desastres naturais e suspensão do apoio ao orçamento pelos parceiros internacionais, Filipe Nyusi admitiu que "houve constrangimentos" devido a fatores que não foi possível "controlar".
"Não houve colossal redução de financiamento"
O analista Jaime Macuane ressalvou que o Estado não perdeu totalmente os recursos com a falta de apoio directo ao orçamento desde 2016. "Não foi assim uma colossal redução de financiamento. Muitas vezes, em certas áreas, houve mudança na modalidade de financiamento, porque muitos parceiros de desenvolvimento continuaram a financiar as áreas que vinham financiando, só que de outras formas", explica Macuane.
Embora advirta que investimentos nos sectores sociais levem tempo para gerar resultados, Macuane considera que a qualidade de serviços de saúde e educação não melhorou, mas a área de água e saneamento teve resultados mais animadores.
Segundo Alda Salomão, as chances dos setores sociais conhecerem melhores resultados neste mandato estão reféns do fim dos conflitos militares. A analista alerta que o cenário de guerra pode levar ao desvio de recursos para a defesa e continuará a haver fragilidade de intervenções do Estado nestas áreas.
Criação do Fundo Soberano gera questões
O Presidente aproveitou a ocasião para anunciar a criação de um Fundo Soberano de forma a "apoiar nos esforços de diversificação" da economia moçambicana, mobilizando, por exemplo, recursos para a agricultura ou para a industrialização do país. Na opinião de Salomão, a decisão deveria ser antecedida de auscultação suficiente.
"O meu ponto é que é importante que o processo de criação do fundo seja adequadamente preparado. Eu associo a esta questão a criação das instituições necessárias para orientarem, não só o processo de criação, mas de gestão do fundo, nomeadamente a Alta Autoridade da Indústria Extrativa - cuja criação foi imposta pela Lei de Petróleos, mas até hoje não foi criada pelo Governo", referiu a analista, reforçando que há ainda espaço para consultas.
Nyusi voltou a enfatizar no seu discurso a questão da inclusão e participação dos cidadãos nos processos de governação, alertando à bancada maioritária da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), o seu partido, para a necessidade de não desvalorizar o diálogo parlamentar.default

DIA DE ELEIÇÕES EM MOÇAMBIQUE EM IMAGENS

Filipe Nyusi abre votação em Maputo

As primeiras assembleias de voto abriram às 07:00 para as sextas eleições gerais. Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique e candidato a um segundo mandato, abriu a votação em Maputo. Depois de votar na Secundária Josina Machel, em direto na televisão pública, pediu ao país para mostrar ao mundo que Moçambique "apoia a democracia". "Vamos acreditar e vamos confiar", sublinhou o candidato da FRELMO.

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