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terça-feira, 6 de outubro de 2015

ANGOLA: NOBEL DA PAZ (MAIS DO QUE MERECIDO) PARA… DOS SANTOS.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

nobel.angola.mpla

O diário alemão Bild aponta como principais favoritos a receber o Prémio Nobel da Paz, a ser entregue na próxima sexta-feira, a chanceler Angela Merkel e o ACNUR, presidido por António Guterres. E então José Eduardo dos Santos?

Por Orlando Castro
Se assim for, se excluírem mais uma vez o “escolhido de Deus”, a revolta vai instalar-se no regime. O MPLA através dos impolutos órgãos de comunicação social do regime, nomeadamente, do Jornal de Angola, vai com certeza declarar a Academia Real Sueca “persona non grata”, prevendo-se a promulgação de um decreto, com efeitos retroactivos, em que se corta todo o tipo de relações com aquela instituição.
De facto, e aqui o F8 manifesta a sua solidariedade, não se compreende que tenha atribuído o Prémio Nobel da Paz a, por exemplo, Malala Yousafzai, a jovem paquistanesa que alertou o mundo para o direito à educação, em particular das raparigas, juntamente com o activista indiano pelos direitos das crianças, Kailash Satyarthi, esquecendo-se de José Eduardo dos Santos.
Kailash Satyarthi e Malala Yousafzai foram os vencedores do prémio Nobel da Paz de 2014. A Academia Sueca juntou assim uma paquistanesa e um indiano à sua lista de galardoados, em prol do que descreve como uma “luta comum”.
Com esta escolha, a Academia Sueca faz uma dupla aposta, destacando não só os direitos das crianças mas juntando também dois representantes de países habitualmente divergentes, o Paquistão, de Malala, e a Índia, de Kailash.
Ninguém compreende. O que fizeram Kailash Satyarthi e Malala Yousafzai que se possa comparar ao que tem feito, desde 1979 (e mesmo antes), o Presidente vitalício de Angola?
Segundo o Jornal de Angola (JA), órgão oficial do regime do “querido líder”, nome herdado do velho amigo e aliado Kim Jong-il, José Eduardo dos Santos foi a figura africana do ano de dos últimos 36 anos e, certamente, a figura mundial dos últimos 13.
Todos os anos, quem manda no país diz que o Prémio Nobel para o presidente, não eleito nominalmente e há 36 anos no poder, seria o mais elementar reconhecimento de que Eduardo dos Santos é “o líder de um ambicioso programa de Reconstrução Nacional”, que a “sua acção conduziu à destruição do regime de “apartheid”, teve “um papel de primeiro plano na SADC e na CDEAO”, que “a sua influência na região do Golfo da Guiné permitiu equilíbrios políticos, tal como permitiu avanços significativos na crise de Madagáscar”.
Ainda não há muito tempo que o JA escrevia que “Angola já foi um país ocupado por forças estrangeiras”, acrescentando que, “se por hipótese hoje Angola fosse a Líbia, o país estava novamente a atravessar um período de grande instabilidade e perturbação. Mas como o tempo não recua, Luanda é uma cidade livre”. E tudo graças a quem? A quem? Eduardo dos Santos, obviamente.
“Se Angola fosse a Líbia (e não é graças ao “querido líder”, ao “escolhido de Deus”) estava a ser cercada militarmente e bombardeada por uma aliança militar e submetida a todos os outros membros dessa organização bélica, que tinham escolhido para presidente de um qualquer CNT um “rapper” com nome de oxigénio, devidamente ajudado por outro com apelido de marechal”, dizia o JA do alto da sua cátedra de correia de transmissão de um regime que colocou o país no topo do mais corruptos do mundo. Deus não deve saber disso, mas a Academia Sueca sabe.
Mas é bom registar e relembrar as afirmações do JA. Desde logo porque, como sempre acontece nas ditaduras, ainda vamos ver os mesmos protagonistas embandeirar em arco quando Eduardo dos Santos passar de bestial a besta.
“Se Angola fosse a Líbia (e não é graças ao “querido líder”, ao “escolhido de Deus”), continua o JA, a esta hora as grandes petrolíferas estrangeiras estavam a roubar milhões de barris de petróleo por dia de Angola, antes que a resistência dos angolanos os impedisse de continuar o roubo. E os aviões da aliança, com a carta branca da Organização das Nações Unidas, estavam a despejar bombas sobre as nossas cidades, para proteger os civis do CNT”.
O pasquim, dirigido por José Eduardo dos Santos através dos autómatos José Ribeiro e Filomeno Manaças, esquece-se que Angola rouba milhões de barris de petróleo por dia ao povo. Mas lá chegará a altura em que os angolanos os vão ver fora do pedestal.
“Se Angola fosse a Líbia (e não é graças ao “querido líder”, ao “escolhido de Deus”) não havia partidos políticos nem liberdade de imprensa e muito menos eleições democráticas. A bela Constituição da República de Angola era rasgada na Praça da Independência, donde já tinham tirado o monumento a Agostinho Neto, aos gritos e com raiva para as câmaras de televisão mundiais repetirem de hora a hora de maneira interminável”, escreve o órgão do MPLA na senda do seu irmão Pravda, que foi o principal jornal da União Soviética e um órgão oficial do Comité Central do Partido Comunista da União Soviética entre 1918 e 1991.
Falar de democracia num país que têm 68 por cento de gente a viver na miséria, e que trata os jornalistas não afectos ao regime como inimigos, é o mesmo que dizer que os rios nascem no mar. E se o “escolhido de Deus” assim quiser, um dia isso vai acontecer.
“Se Angola fosse a Líbia (e não é graças ao “querido líder”, ao “escolhido de Deus”) este jornal não circulava e os seus jornalistas não se atreveriam a escrever estas verdades porque eram logo massacrados como estão a massacrar os negros em Tripoli e outras cidades líbias “libertadas” pela aliança militar”, considera o Pravda de Luanda.
Importa dizer, desde logo porque nem todas fomos (pelo menos por enquanto) comprados pelo regime, que o JA não tem jornalistas ao seu serviço. Tem, apenas isso, funcionários do partido que escrevem o que lhes mandam e que, em muitos casos, não assinam os textos porque ficaria mal em vez do nome colocar a impressão digital.
“Se Angola fosse a Líbia (e não é graças ao “querido líder”, ao “escolhido de Deus”), estávamos de novo a sofrer as investidas militares de regimes estrangeiros aliados a uma frente de oportunistas e intriguistas que procuram ignorar quem combateu e deu tudo pela concórdia e harmonia entre os angolanos”, afirma o órgão de propaganda do regime.
“O Presidente José Eduardo dos Santos não governa há 35 anos. Ele é o líder de um povo que teve de enfrentar de armas na mão a invasão de exércitos estrangeiros e os seus aliados internos”, escreve o JA, repescando as regras dos áureos tempos em que se impunha que o povo é o MPLA, o MPLA é o povo.
“José Eduardo dos Santos foi o líder militar que derrubou o regime de “apartheid”, o mesmo que tinha Nelson Mandela aprisionado. José Eduardo dos Santos só aceitou depor as armas quando a Namíbia e a África do Sul foram livres e os seus líderes puderam construir regimes livres e democráticos”, recorda com a sua habitual perspicácia o JA.
Penso que, neste aspecto, bem poderia ser menos modesto. É que foi graças a José Eduardo dos Santos que Portugal adoptou a democracia, que a escravatura foi abolida, que D. Afonso Henriques escorraçou os mouros, que Barack Obama foi eleito e que os rios passaram a correr para o mar…
“Os media portugueses pelo menos deviam reconhecer o que José Eduardo dos Santos tem feito para que os portugueses não vão ao fundo com a crise. Eles mais do que ninguém deviam propor o seu nome para Prémio Nobel da Paz”, salienta com raro sentido de oportunidade o Jornal de Angola.
Tem, mais uma vez, razão. A Oferta Pública de Aquisição lançada pelo regime angolano (que é o mesmo que dizer MPLA ou José Eduardo dos Santos) sobre Portugal está a ter êxito, calculando-se por isso que o reino lusitano não tarde a ser mais uma das províncias de Angola.
Também concordamos que Eduardo dos Santos merece o Prémio Nobel da Paz. E, já agora, o Jornal de Angola merece – no mínimo – o Prémio Pulitzer. Ambos a merecer uma justa homenagem liderada pelos jacarés do Bengo.
#http://jornalf8.net/

Ex-presidente da Assembleia-Geral da ONU e outros 5 são presos por corrupção.

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O diplomata de Antígua e Barbuda John Ashe, que presidiu a assembleia entre 2013 e 2014, recebeu dinheiro para ajudar um empresário chinês a obter um contrato com a ONU.
John Ashe
John Ashe, ex-presidente da Assembleia-Geral da ONU(Mike Segar/Reuters) 

O ex-presidente da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), John Ashe, e outras cinco pessoas, incluindo um diplomata da República Dominicana, foram presos acusados de envolvimento em um caso multimilionário de corrupção, anunciaram nesta terça-feira as autoridades dos Estados Unidos. De acordo com documentos divulgados pela Promotoria Federal de Nova York, Ashe recebeu pelo menos 500.000 (2 milhões de reais) em subornos de um empreiteiro chinês que queria construir um centro de conferências das Nações Unidas em Macau. 
Ashe também embolsou mais 800.000 (3,2 milhões de reais) de outros empresários chineses, que queriam que ele apoiasse seus interesses na ONU e em Antígua e Barbuda, país representado pelo ex-presidente da Assembleia-Geral na organização. Tanto Ashe, que presidiu a assembleia entre 2013 e 2014, como os demais acusados estão presos. Entre eles está o diplomata dominicano Francis Lorenzo, embaixador-adjunto do país nas Nações Unidas. 
No centro do caso está o bilionário empreiteiro Ng Lap Seng, que foi preso no mês passado por agentes alfandegários de Nova York, acusado de aportar 4,5 milhões de dólares (18 milhões de reais) de forma ilegal nos EUA. De acordo com a investigação, Ashe solicitou subornos de forma reiterada. Entre os pedidos estavam o pagamento de férias e a construção de uma quadra de basquete em sua casa em Nova York. No total, o diplomata de Antígua e Barbuda recebeu, entre 2012 e 2014, mais de 3 milhões de dólares (12 milhões de reais) de procedência suspeita, vindos de contas pertencentes a empresas com sede em paraísos fiscais. 
Os documentos publicados pela Promotoria do Distrito Sul de Nova York mostram muitas provas da relação entre os presos, incluindo viagens para diferentes lugares do mundo e trocas de e-mails. Além de corrupção, Ashe é acusado de fraude fiscal nos EUA por ter omitido ganhos e propriedades para pagar menos impostos. 
Reação da ONU - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse estar chocado com as denúncias de que John Ashe recebeu propinas e compactuou com a corrupção. O porta-voz de Ban, Stephane Dujarric, disse que as denúncias "atingem o coração da integridade da Organização das Nações Unidas". Dujarric também afirmou que "corrupção não é uma coisa corriqueira na ONU", acrescentando que se a secretária-geral for contatada por autoridades dos Estados Unidos, a organização vai colaborar com a investigação.
#http://veja.abril.com.br/

José Mário Vaz exige reformulação da proposta de Governo.

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Presidente guineense apela ao primeiro-ministro a ter em conta os motivos que o levaram a demitir o Executivo de Domingos Simões Pereira.



O Presidente da Guiné-Bissau pediu ao primeiro-ministro que reformule a proposta do elenco governamental apresentada por Carlos Correia na passada sexta-feira.
Na carta enviada nesta terça-feira, José Mário Vaz justificou a sua posição com o número excessivo de pastas do Executivo e o facto de 80 por cento do novo elenco ter integrado o Governo de Domingos Simões Pereira, exonerado a 12 de Agosto.
“O senhor primeiro-ministro deve levar em conta as razões que levaram o senhor Presidente da República a exonerar o anterior Governo”, disse à VOA uma fonte da Presidência da República.
Por outro lado, o Presidente da República considera elevado o número de 34 pastas “para o Tesouro da Guiné-Bissau”.
A nossa fonte não revelou os nomes que José Mário Vaz pediu para serem substituídos, mas nos meios políticos guineenses é ponto assente que Domingos Simões Pereira, apontado como ministro da Presidência do Conselho de Ministros, é um deles.
O primeiro-ministro não reagiu ainda à carta de José Mário Vaz, mas ontem, depois de um encontro com o Presidente da República, Carlos Correia voltou a reiterar que cabe ao chefe do Governo formar o Governo e não o chefe de Estado que apenas deve nomear os ministros.
Esta posição foi reiterada hoje pelo PAIGC, em comunicado, no qual acusa  o Presidente da República de tentar subverter a Constituição do país.
O partido maioritário revela uma tentativa de "subverter o espírito do estabelecido na alínea i) do artigo 68.º da Constituição da República em que ao Presidente da República compete ‘nomear e exonerar os restantes membros do Governo, sob proposta do primeiro-ministro, e dar-lhes posse'".
#rfi.fr

Anistia adverte contra detenções na Costa do Marfim.

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Presidente Alassane Ouattara da Costa do Marfim. ARQUIVO |NATION MEDIA GROUP 

A Amnistia Internacional pediu ao governo da Costa do Marfim para "parar a onda de detenções arbitrárias de opositores políticos". 

Uma declaração nesta terça-feira, a Amnistia também insistiu que as autoridades da Costa do Marfim devem abster-se de "o uso de qualquer forma de maus-tratos". 

pesquisador do grupo de lobby da África Ocidental, o Sr. François Patuel, disse que detenções arbitrárias recorrentes eram comuns e instou as autoridades para acabar com o "assédio incessante e intimidação sofrida por ativistas da oposição política". 

Cerca de 60 pessoas, incluindo vários executivos da oposição, foram detidos desde meados de setembro. 

Campanha eleitoral 

As prisões ocorreram após a publicação pelo Conselho Constitucional da lista de candidatos para a eleição presidencial em 25 de outubro quando cerca de 30 pessoas ainda continuam detidas. 

A maioria fora acusada ​​de perturbar a ordem pública depois de participar de reuniões pacíficas não autorizadas. 

A Amnistia citou fontes dizendo que alguns dos detidos foram maltratados e foram mantidos incomunicáveis ​​por semanas sem acesso a advogados ou cuidados médicos. 

A declaração foi divulgada apenas dois dias antes do início da campanha eleitoral no país que o atual presidente Alassane Ouattara está concorrendo para um segundo mandato de cinco anos contra nove outros.

#africareview.com

Guiné-Bissau: Denunciam intenção de prender Domingos Simões Pereira.

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Aliança Nacional para a Paz e Democracia diz haver tentativas de "prisões arbitrárias".

Domingos Simões Pereira
Domingos Simões Pereira

Um porta-voz da Aliança Nacional para a Paz e Democracia, que reúne partidos políticos e organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau, denunciou nessa segunda-feira uma  alegada tentativa de detenção do ex-primeiro-ministro do país, Domingos Simões Pereira.
Em declarações a jornalistas no final da tarde de hoje, Ufé Vieira - disse que a informação foi avançada pelo próprio Simões Pereira,  que se reuniu hoje com a Aliança, na qualidade de presidente do PAIGC.
Vieira adiantou que a informação foi passada ao antigo primeiro-ministro por “terceiros e não de fontes oficiais”, tendo Simões Pereira contactado o director-geral dos Serviços de Segurança de Estado (serviços secretos) que lhe garantiu  "não existir nada" nesse sentido.
A VOA falou com uma fonte próxima de Simões Pereira que, sem adiantar detalhes, revelou que o antigo primeiro-ministro está a reunir-se com entidades “no sentido de tentar descobrir o que está realmente a passar”.
O porta-voz da Aliança Nacional para a Paz e Democracia Ufé Vieira reiterou, sem dar mais pormenores, haver tentativas de “prisões arbitrárias”.
#VOA

Cabo Verde em destaque no Índice de Boa Governação mas tal como Moçambique piora avaliação.

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O progresso da governação em África está parado, de acordo com dados do Índice Ibrahim de Boa Governação Africana 2015. Entre os PALOP, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe e Moçambique estão acima da média do continente.


Cabo Verde mantem-se na segunda posição entre os 54 países do Índice Ibrahim de Boa Governação Africana (IIAG) 2015. As Ilhas Maurícias continuam a liderar o índice anual, divulgado esta segunda-feira (05.10).

Apesar do lugar de destaque, o arquipélago cabo-verdiano tem registado uma avaliação negativa nos últimos cinco anos. O país regrediu nas quatro categorias em avaliação: Segurança e Estado de Direito, Participação e Direitos Humanos, Oportunidades Económicas Sustentáveis e Desenvolvimento Humano.
José Maria Neves, primeiro-ministro cabo-verdiano, elogia a governação no país
No entanto, o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, desvalorizou esse retrocesso: “Há uma ligeira diminuição do índice geral, 0,8 pontos, portanto é algo quase insignificante.”

Para o chefe de Governo, “o mais importante é o facto de Cabo Verde manter a segunda posição, de ser um dos países mais bem governados do continente africano e de estar nos lugares cimeiros, em termos de rigor e transparência na gestão da coisa pública.”

Entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, a segunda melhor avaliação é a de S. Tomé e Príncipe, que no entanto caiu este ano um lugar para a 13ª posição (menos 0,5 pontos que no ano anterior).

Tensão político-militar prejudica Moçambique

Moçambique subiu uma posição em relação ao ano passado: é agora 21º no Índice de Boa Governação. No entanto, a avaliação geral desceu ligeiramente em relação ao anterior índice (-0,2 pontos) devido ao mau desempenho em termos de Segurança e Estado de Direito e de Oportunidades Económicas Sustentáveis.
Instabilidade político-militar terá prejudicado avaliação de Moçambique no índice de boa governação
Para Silvestre Baessa, director do Diálogo, mecanismo de apoio à boa governação local em Moçambique, a atual avaliação “é negativa”. Na sua opinião, “o que contribuiu substancialmente para este resultado foi a atual instabilidade político-militar que o país vive. No ano passado, depois daquela esperança em função do acordo de cessação de hostilidades, a expectativa era grande. Acreditava-se que depois das eleições teríamos um ambiente muito melhor. Mas as coisas não têm estado a melhorar. Por outro lado, sob o ponto de vista económico, o país está a atravessar grandes dificuldades e isso também limita muito a sua capacidade de providenciar serviços de qualidade ao cidadão.”

No domínio económico, Silvestre Baessa considera que “possivelmente o nível de incerteza em relação ao futuro aumentou, os escândalos ligados a negócios do Estado também terão aumentado. E tudo isso tem estado a contribuir para um crescimento muito tímido de Moçambique nesse índice.”

Angola e Guiné-Bissau abaixo da média em África

Angola e Guiné-Bissau continuam entre os Estados africanos com pior governação, abaixo da média do continente.
Mo Ibrahim é o empresário sudanês-britânico cuja fundação financia o índice de avaliação da governação africana
No ano passado, o país do Presidente Eduardo dos Santos obteve uma das melhores evoluções dos últimos anos. Mas na avaliação do IIAG 2015, Angola desceu para o lugar 43 entre os 54 países (mais 0,1 pontos que em 2014), com retrocesso na categoria Oportunidades de Negócio Sustentáveis.

Já a Guiné-Bissau subiu três posições para o 45º lugar (mais 3,8 pontos que em 2014), mas mantem-se no grupo dos 10 piores países, com uma evolução negativa desde 2011.

Sem progresso na governação

Nos últimos quatro anos, apenas seis dos 54 países tiveram progresso em todos os quatro componentes do Índice Ibrahim de Boa Governação Africana. Por isso, progresso geral da governação no continente está parado, disse esta segunda-feira (05.10) Mo Ibrahim, empresário cuja fundação financia o índice, na apresentação do documento.

O Índice Ibrahim de Governação Africana, criado em 2007, avalia anualmente a qualidade da governação nos países do continente com base em quatro categorias. O estudo utiliza 93 indicadores e informação recolhida junto de 33 instituições globais.
#dw.de

Guiné-Bissau em notícias...

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Primeiro-ministro promete governo «para breve»


O primeiro-ministro guineense, Carlos Correia, esteve reunido, esta segunda-feira, com o chefe de Estado, José Mário Vaz, para discutir a composição do próximo governo. À saída do encontro, Carlos Correia, em declarações à RDP África, anunciou que a formação do governo «está para breve».

Segundo a Imprensa africana, na raiz da disputa entre o presidente e o primeiro-ministro sobre a quem compete nomear o elenco governativo, está a alegada indicação, por Carlos Correia, do ex-primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, para o cargo de ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares.


Empresários chineses esperados em Bissau para assinar acordos de cooperação em três áreas

Uma delegação de empresários chineses é esperada esta quinta-feira, em Bissau, para assinar diversos acordos de cooperação, mais precisamente nas áreas da agricultura, saúde e indústrias de transformações.

Segundo a Radio Nacional, a delegação empresarial chinesa será chefiada pela presidente da Câmara do Comercio e Industria chinesa e do Ultramar, Li Guixiang.

Fazem ainda parte da comitiva um grupo de empresários chineses do setor privado, que pretendem construir na capital guineense um hospital de referência.

Será, igualmente, rubricado um protocolo de acordo que permita aos empresários do país asiático investir na construção de um parque industrial em Bissau e na implantação na principal cidade do país de uma empresa agrícola moderna e industrial.

Primeiro guia turístico do país será lançado em novembro

O primeiro guia turístico dedicado à Guiné-Bissau, da autoria da Organização Não-Governamental (ONG) portuguesa «Afectos com Letras», será lançado em novembro, tendo como objetivo potenciar o turismo sustentável naquele país.

A ideia surgiu de uma parceria entre a ONG sediada em Pombal, a secretaria de Estado do Turismo guineense e a União Europeia, e procura dar destaque às 90 ilhas dos Bijagós e às matas de Cantanhez, reconhecido santuário de chimpazés.

A primeira edição do guia, em português, contará com dois mil exemplares, perspetivando-se uma edição em inglês.

#ABOLA.PT

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