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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Governança melhora, mas lentamente em países da África, mostra pesquisa Ibrahim.

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Presidente da Fundação Mo Ibrahim, Sr. Mo Ibrahim, com o ex-presidente Moçambique Joaquim Chissano. FOTO | Mo Ibrahim FOUNDATION. 

LONDRES (Reuters) - A melhora na governança dos países africanos evolui a um ritmo mais lento e os avanços econômicos têm contribuído menos para esse progresso, mostrou o Índice Ibrahim de Governança Africana divulgado nesta segunda-feira.
A mais completa sondagem do tipo no continente, o Índice Ibrahim ranqueia 52 países africanos em relação a critérios como segurança, corrupção, estabilidade econômica, leis justas, eleições livres, direitos humanos, infraestrutura, pobreza, saúde e educação.
Ilhas Maurícias manteve na liderança, seguido por Cabo Verde, Botsuana, África do Sul e Seichelles, mas cada um desses países registrou uma deteriora em alguns aspectos, disse Mo Ibrahim, fundador da Fundação Ibrahim e um destacado executivo sudanês.
"Mesmo entre nossos melhores países, os cinco melhores colocados, enquanto continuam a melhorar no geral, escorregam-se em certas categorias", disse ele em uma entrevista à imprensa em Londres.
Tanto a África do Sul --a segunda maior economia do continente-- como Maurícias apresentaram uma piora na segurança e garantia da lei, enquanto Botsuana registrou uma queda nas oportunidades de desenvolvimento econômico.
No geral, o índice --publicado pela primeira vez em 2007 baseado em dados de mais de 30 instituições independentes africanas e globais-- mostrou um avanço de 0,9 por cento nos últimos cinco anos, após um crescimento de 1,2 por cento entre 2005 e 2009.
O relatório mostrou que o fator por trás dos ganhos desde 2009 foi a categoria Participação e Direitos Humanos, que inclui eleições livres e justas, igualdade de gênero e liberdade de expressão.
Nos cinco anos anteriores, o impulso era proveniente de oportunidades econômicas sustentáveis, incluindo uma política fiscal favorável, infraestrutura e ambiente de negócios.
A Somália ficou mais uma vez em último lugar na tabela, logo abaixo de República Centro-Africana, Eritreia, Chade e Guiné-Bissau.
Enquanto isso a Nigéria, maior economia africana, observou uma piora na garantia da lei desde 2009, assim como um recuo na segurança nacional e queda abrupta na segurança pessoal, ficando na 37º do ranking de 52 países.
(Reportagem de Karin Strohecker)

Discurso: Do Primeiro Ministro da Guiné-Bissau - Domingos Simões Pereira na ONU.

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Vídeo: Primeiro-ministro da Guiné-Bissau fala à Radio ONU.

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