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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Dois acompanhantes de Bubo Na Tchuto no momento de sua detenção, presos pelo governo guineense para investigações.

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Os dois homens asseguraram o transporte para o alto mar do antigo chefe da marinha e outros três oficiais guineenses presos pela brigada da DEA.

Capitão N'Tchama (centro) um dos detidos actualmente pelos Estados Unidos juntamente com o contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto
Capitão N'Tchama (centro) um dos detidos actualmente pelos Estados Unidos juntamente com o contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto.

Esta manha, os militares convocaram uma conferência de imprensa para se pronunciar sobre o assunto, mas tal não aconteceu, porquanto, segundo informações disponibilizadas pelo Estado-maior, o Presidente interino da Assembleia Nacional Popular, Ibraim Sory Djaló, interveio, convencendo que precisava ainda abordar o assunto com o Representante Especial do Secretário-geral das Nações Unidas, José Ramos Horta.

Mas, até a hora do nosso despacho, este propósito não se tinha concretizado, já que Ramos Horta ainda se encontrava ausente do país. Seja como for, o facto do Estado-maior querer falar com os jornalistas, indica quão as acusações sobre António Indjai, nomeadamente de contrabando de armas, tráfico de droga e outros crimes, ser uma matéria muito embaraçosa para as autoridades guineenses. A expectativa é enorme, enquanto Bubo Na Tchuto e mais outros dos seus colaboradores, estão sob custódia da justiça americana.

Ora, na operação da DEA, no princípio deste mês, que resultou na impressionante captura do antigo Chefe de Estado-maior da Armada, os dois elementos que faziam parte da equipa de José Américo Bubu Na Tchutu, afinal, foram soltos pelos agentes americanos ainda em Cabo-verde por não constituírem elementos importantes, ou seja, carentes de graves antecedentes que comprovem um histórico pesado no mundo de narcotráfico.

Tratam-se de Vasco da Silva, que, afinal, teria transportado Na Tchutu, da praia de Surro para Cacheu, através de uma vedeta, donde partiram depois para o navio que os esperavam ao largo da Costa, e Luís Sanha, piloto de piroga, civil recrutado por Vasco da Silva. Os dois estão sob custódia da contra inteligência militar e já foram ouvidos a respeito. Das declarações a que tivemos acesso, alegaram que o antigo Chefe de Estado-maior da Armada foi preso dentro das águas territoriais guineenses e a bordo do navio norte americano estavam cerca de cinquenta agentes da DEA que os esperavam em posição inimiga.

Os citados dois indivíduos, um militar da marinha e o tal civil, apesar de constituírem elementos de suspeita da inteligência militar, porquanto há quem considere curioso que os dois tenham sido libertados, após uma operação em que foram apanhados em flagrante delito, provavelmente serão postos em liberdade nas próximas horas.

Uma fonte do Estado-maior General das Forças Armadas disse a Voz de América que destes dois indivíduos apurou-se que a operação da captura de José Américo Bubu Na Tchutu contou com a participação de dois agentes da Policia Judiciária Cabo-verdiana. Uma informação que, para já, se se confirmar, vai alimentar ainda mais a vontade de algumas vozes dentro da actual estrutura do poder em querer hostilizar as autoridades de Cabo-verde sobre este caso.

fonte: VOA


Guiné-Bissau: EUA acusam Indjai de envolvimento em tráfico de drogas.

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Antonio Indjai é acusado de envolvimento num negócio de tráfico de armas e na importação de grandes quantidades de cocaína para os EUA.

António Indjai

A justiça americana acusou formalmente o chefe de estado-maior das forças armadas guineenses, António Indjai de conspiração narcoterrorista.

Num comunicado tornado público aqui em Washington, Indjai é identificado como co-autor de um plano, que previa a intermediação das forças armadas guineenses num negócio de armas, nomeadamente o fornecimento de mísseis terra-ar para a guerrilha colombiana das FARC.

Recorde-se que a mesma acusação recai sobre Mamadi Mane, um dos detidos recentemente no âmbito da operação encoberta da agência americana de combate ao tráfico e drogas, DEA.

Antonio Indjai é acusado de usar o seu poder e as suas funções, para envolver o estado e as instituições guineenses num negócio de tráfico de armas e na importação de grandes quantidades de cocaína para os Estados Unidos.

António Indjai, foi chefe do exército guineense e liderou o golpe de Abril de 2012 que afastou o governo do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.

Estas acusações são semelhantes aquelas que foram feitas pelo mesmo tribunal de Nova Iorque contra o antigo chefe da marinha guineense Bubo Na Tchuto e outros 4 guineenses detidos no âmbito da operação da DEA.

Duas outras pessoas envolvidas na conspiração foram detidas na Colômbia e aguardam extradição para os Estados Unidos.

fonte: VOA

A França teria pago o resgate a Boko Haram? Após a libertação dos ex-reféns franceses, surgem dúvidas.

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Tanguy Moulin-Fournier, sa femme Albane, et son frère, Yaoundé, le 19 avril 2013 / AFP
Tanguy Moulin-Fournier, sua esposa Albane, e seu irmão, Yaounde, em 19 de Abril de 2013 / AFP

A família Moulin-Fournier é libertado e seu retorno à França é esperado para amanhã 20 de abril. Os sete franceses foram imediatamente levados para a Embaixada da França em Yaoundé. Laurent Fabius, o chefe da diplomacia francesa está a caminho para Camarões.

Mas agora, surgem questões sobre as condições de sua libertação. Alguma razão para que tenham pago aos sequestradores? Houve algum arranjo?

Questões que se colocam com situação ainda mais aguda do que nos lembramos das reivindicações da Boko Haram, quando a seita nigeriana confirmou ser o seqüestrador da família francesa, na cidade de Dabanga no extremo norte de Camarões, no dia 19 de fevereiro.

No primeiro vídeo postado no dia 25 de fevereiro de Boko Haram, incluindo a libertação de presos membros da seita na Nigéria e Camarões. Naquele momento, ou mais tarde, nenhum pedido de resgate é feito pela seita islâmica, pelo menos oficialmente.

Issa Tchiroma Bakary, porta-voz do governo camaronês e ministro da Comunicação foi o primeiro a anunciar a nova versão da família Moulin-Fournier, 19 de abril. Tem sido tranquilo na forma como as operações foram concluídas e apenas disse que este "foi feito sem alarde."

Tudo o que se sabe é que o casal Moulin-Fournier, seus quatro filhos e irmão Tanguy Moulin-Fournier, foram liberados na noite de quinta-feira para sexta-feira.

Do lado francês, é o mesmo assunto ou o mesmo critério. François Hollande, numa conferência de imprensa em 19 de abril, disse que era necessário que a França agisse discretamente.

O chefe do Estado francês fez simplesmente agradecimento "as autoridades camaronesas e nigerianas que trabalharam neste resultado positivo, incluindo o presidente Biya, em estreita cooperação com a França."

Hollande recordou a doutrina da França, que não era para pagar o resgate para seqüestradores.

fonte: slateafrique


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