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terça-feira, 3 de abril de 2012

CEDEAO impõe sanções ao Mali com efeito imediato.

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Chefes de Estado da África Ocidental decidiram aplicar sanções de urgência face à deterioração da situação no Mali, que foi palco de golpe de Estado militar a 22 de março.
A decisão foi tomada nesta segunda-feira (02.04), em Dacar, no Senegal. A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) decidiu impor imediatamente sanções diplomáticas, comerciais e financeiras ao Mali, depois da junta militar que ocupou o poder não ter respeitado a exigência da organização de entregar o poder aos civis até esta segunda-feira.
A CEDEAO ameaça agora encerrar as fronteiras do Mali a qualquer tipo de comércio, isolar o país diplomaticamente e congelar seus fundos no seio do Banco Central dos Estados da África Ocidental.
A cimeira foi a segunda em quatro dias, depois da realizada a 29.03 em Abidjan, que deu aos "golpistas" prazo até esta segunda-feira para um retorno à ordem constitucional, sob pena de um embargo "diplomático e financeiro".
A decisão manter-se-á em vigor até que a ordem constitucional seja efetivamente restabelecida, como afirmou, em Dacar, o chefe de Estado marfinense Alassane Ouattara, presidente em exercício da CEDEAO.

Tuaregues protestam contra presidente destituído Amadou Toumani Touré
Tuaregues protestam contra presidente destituído Amadou Toumani Touré
Observadores notam que esta cimeira extraordinária teve na verdade por objetivo analisar um "duplo desafio", ou seja: um golpe militar e uma insurreição tuaregue que não cessa de ganhar terreno no norte do Mali. No terreno, os rebeldes tuaregues prosseguem a sua ofensiva e ocupação do norte do país. Kidal, Gao e Tombuctu estão agora sob seu controle.
Restabelecimento da ordem
Em Bamako, a capital, o capitão Amadou Sanogo, que dirigiu o golpe de Estado de 22.03, já anunciou a intenção de restabelecer a Constituição de fevereiro de 1992, bem como as instituições republicanas dissolvidas durante o golpe, embora nenhuma data tenha sido avançada.
"Assumimos o engajamento solene de restabelecer a partir de agora a Constituição da República do Mali, bem como as suas instituições", disse o Capitão Amadou Sanogo.
Cheickh Mohamed Thiam, porta-voz do ADEMA, o partido que apoia o governo disse entretanto aos jornalistas que "não se pode falar de um regresso à vida constitucional normal e falar de transição. Queremos que a Junta regresse aos quartéis e, na atual situação, com os rebeldes a ganhar terreno, queremos que a CEDEAO decida agir militarmente para nos ajudar na região norte do país."
Soumaila Cissé, presidente da União pela República e a Democracia, que se posicionou contra o golpe, afirmou, por seu lado, que os militares deveriam reavaliar suas intenções. "Se a lógica da Junta [Militar] é levar a cabo um golpe de Estado e ao mesmo tempo ser incapaz de impedir o avanço dos rebeldes, então os militares deveriam repensar toda a situação por forma a permitir a este país reestruturar-se para poder enfrentar a situação e, na verdade, reunificar-se", completou.
Intervenção externa
Preventivamente, a CEDEAO colocou em estado de alerta uma força militar formada por 2 mil homens. Está prevista para breve uma reunião em Abidjan do Comité dos Chefes de Estado-Maior para discutir a possibilidade de ativar esta forma militar.

Rebeldes tuaregues já tomaram metade norte do país
Rebeldes tuaregues já tomaram metade norte do país
Tudo isso acontece numa altura em que a rebelião tuaregue do Movimento Nacional pela Libertação de Azawad (MNLA) e os grupos que o apoiam ocuparam sucessivamente as três capitais regionais do norte maliano sem encontrar resistência. Com essa ocupação, a rebelião controla agora todo o norte do país, ou seja, metade do Mali.
A situação no país da África ocidental preocupa cada vez mais a comunidade internacional. O ministério alemão dos Negócios Estrangeiros divulgou um comunicado no qual recomenda aos alemães que se encontram no Mali a abanonarem o país o mais depressa possível. A França, por seu turno, aconselha que seus cidadãos não viajem para Bamako.
Também a pedido da França, o Conselho de Segurança das Nações Unidas anunciou que realizará uma reunião de emergência sobre o Mali na terça-feira (03.04).
Autor: António Rocha

fonte: DW

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